A habitação era uma questão chave do movimento moderno. Em Portugal, ainda tivemos o SAAL, mas depois a arquitectura passou a debruçar-se sobre monumentos. A arquitectura voltou-se (de novo) para o monumento. O que aparece em revistas, exposições, monografias do star system são os Centros Culturais, os Museus, os equipamentos. A habitação foi tomada pelo mercado como um produto, concebido em função do potencial cliente. Regulamentada pelos engenheiros, que pensam em termos de necessidades energéticas, sanitárias, acústicas, de segurança, falta-lhes a capacidade de entender variáveis não mensuráveis numa tabela excel.
Faz-me lembrar n'"O Clube dos Poetas Mortos", a cena em que se avalia a qualidade de um poema de acordo com um gráfico.