Lichado
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Numa das edições do Allplan News, vem um sr. a dizer que o BIM é o futuro. O sr. do Vectorworks diz que não. Tirando o Rui Venda e o Miguel K, não conheço ninguém que trabalhe em BIM. Aliás, dos meus colegas e ateliers aqui próximos, não conheço sequer ninguém que trabalhe noutra coisa que não Autocad. O cliente do licenciamento particular em áreas metropolitanas, procura num atelier: Quem ponha mais área, quem aprove mais depressa e quem cobre menos. Com a entrada em vigor da Lei 60/2007 e obrigatoriedade de projecto de execução pode ser que as coisas mudem. Mas, para já, cliente nenhum está disposto a pagar mais do que a esc. 1/100. Portanto, um atelier estará disposto a investir naquilo que o torna mais competitivo no seu core business. E se o seu core business fôr a esc. 1/100, até um Datacad serve. Eu gosto do Allplan, também na parte de desenho urbano e loteamentos, tem ferramentas próprias que tornam o atelier mais produtivo, também nesta áreas. Quando fôr a próxima Tectónica já peço então demonstrações mais profundas sobre Revit e Archicad
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I stand corrected, quanto ao pilar. Quanto à espessura do revestimento, refiro-me a que não sei qual é quando estou em estudo preliminar, porque ainda não sei qual vai ser o revestimento. Percebeu? O objectivo do projecto é criar arquitectura? Há muita gente que discorda de si. Eu também, porque isso o tornaria num fim, e não num meio. Não lamente, acontece a todos. Pelo que já li escrito por si, também os seus sapatos não devem andar em grande estado
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Seja o que for, não vem com o pugram, thats the point. Eu também sei muitas coisas quando estou a conceber um espaço, mas uma coisa é concepção e outra é construção.O objectivo do projecto é criar peças escritas e desenhadas que permitam a comunicar de forma eficaz aquilo que concebemos. Se isso se consegue melhor com BIM do que de outra forma, ainda está por provar. Eu sei que uma laje não é feita de cenouras, não sei é a espessura que vai ter o acabamento final. E com tanto BIM perfeito, o empreiteiro que construiu o único projecto que aparece no seu blogue como "sem surpresas" também deixou pendurado o pilar que se vê na visualização, tipo Bonjour Tristesse? Não, não me convenceu
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Não, não estou convencido mas, como diria Jack O Estripador, vamos por partes: Quando se escreve um texto do tipo Allplan = Allbosta, é natural que, quem conheça o Allplan, passe a duvidar daquilo que escreve. Não estava à espera que o melhor programa do Universo e Arredores precisasse de um plug-in externo para fazer uma coisa tão elementar como um telhado. O corte está giro, fosse eu fazê-lo e ainda teria de precisar de desenhar a 2D para o considerar pronto: Não se percebe como é feita a recolha das águas pluviais, a cumeeira parece mal resolvida, a cobertura do edifício mais recuado parece ser em chapa de fibrocimento e há por lá umas linhas que eu preferiria apagar, além de ter de acrescentar outras, mas teria de olhar para a peça com mais detalhe. Continuo a achar que o BIM não é um bom sistema para arquitectos. Não somos desenhadores, que pegam num edifício já concebido e o constroem virtualmente. Eu não sei muitas coisas quando estou a desenhar, quantas camadas vão ter a parede ou a laje, qual o tipo de caixilho ou a marca dos sanitários. E não acho produtivo andar a redesenhar, ou andar a alterar de forma exaustiva os parâmetros dos objectos à medida que vou tomando decisões. Ou a ter de cortar as paredes e as lajes aos bocados porque os revestimentos mudam de um espaço para o outro (isso então é que não tem mesmo nada a ver com construção, um piso tem uma laje, com revestimentos diversos, não tem N lajes, cada qual com o seu revestimento). Prefiro, e faria o mesmo se trabalhasse com Archicad ou Revit, ter um modelo correcto em termos geométricos, e depois criar janelas com detalhes, que posso alterar individualmente, sem ter que andar a corrigir o modelo todo. Quanto às medições, o medidor pede-me os desenhos em 2D e depois mede em Autocad. E quando há divergências com o empreiteiro, são confrontadas de papel e régua de escala na mão. Acho que o senhor do Vectorworks tem razão, BIM isn't happening. Pelo menos, não para arquitectos.
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A minha proposta para o sistema informático de licenciamento
Lichado replied to Lichado's topic in Arquitectura
Então e as Novas Oportunidades servem para quê? :) -
Estão lá umas lindas imagens, sim senhor, também tenho um desses para o Cinema 4D. Não vi foi o corte construtivo automático à escala 1:20
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Por acaso gostava de ver o corte construtivo de uma cobertura em telha Lusa no Archicad. E os remates com a cumeeira, e os larós, e os beirados... E então se fôr mouriscado? Deve ser uma delícia...
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Ok. Mas no Cinema 4D fazes o mesmo que no Max, só que é bem mais barato. E também há para Mac
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Se já mexes no Cinema 4D, para q precisas de Max?
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É uma ideia que eu tenho desenvolvido, e que se tornou mais pertinente depois da entrada em vigor da Lei 60/2007. Pensei num sistema informatizado de licenciamento de projectos, baseado num servidor único, que pode estar localizado no MOPTC, ou afim. O processo inicia-se com o preenchimento dos requerimentos num site próprio, anexando-se as respectivas peças escritas e desenhadas em formato digital (PDF, DWF, o que seja). Já existem formas de autenticação, quer dos requerentes, quer dos técnicos, podendo também existir uma ligação automática à respectiva Ordem, que autentique na altura a sua legitimidade como técnicos. A Certidão da Conservatória poderá, como acontece já com as Certidões Comerciais, ser substituída por um código que permite à entidade consultar online o seu teor. Após a entrada, é automaticamente atribuído um número ao processo, e notificada a respectiva autarquia. Caso seja necessário entregar elementos adicionais em papel (tipo, autorizações de condóminos), haverá um prazo para que o requerente se dirija à autarquia, que os autentica, scanariza e coloca então online. Após a recepção, se for necessário consultar entidades externas, basta que sejam notificadas por via electrónica, consultam o processo e dão o seu parecer online. Se a autarquia necessitar de mais elementos, ou o processo tiver parecer de indeferimento, o requerente e o técnico são notificados por via electrónica, e podem fazer junção de elementos. Depois de emitida a licença de construção, esta é apensa ao processo, gerando-se um código que permite a qualquer entidade consultá-la online. A vantagem é que os desenhos podem ter, de forma segura, as anotações de cada entidade que os aprova ou recusa, poupando-se tempo, papel, tinteiros, etc. Inclusivamente, no caso das entidades externas ou Comunicações Prévias, o sistema pode enviar um aviso automático com o aproximar do fim do prazo, e dar o processo como deferido, de forma automática, quando é ultrapassado. A Comissão de Protecção dos Dados Pessoais pode definir qual a parte de cada processo que fica acessível e a quem. Pode não ser um sistema perfeito, há arestas que podem ser limadas, mas penso que é uma boa base para um sistema mais transparente (pode haver uma notificação automática ao IGAT sempre que haja uma movimentação no processo 1234 antes do 1233), seguro (não há-de ser mais fácil hackear o sistema do que falsificar uma assinatura ou um carimbo), económico e ecológico (poupa-se nos portes, no papel, nos tinteiros).
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Eu estou aí também. Nunca gostei foi da conversa tipo vendedor (e já assisti a muita demonstração de software ao longo dos anos), de disfarçar limitações do programa com discursos tipo "não, o programa faz assim, porque assim é melhor e nós é que sabemos". Eu não vendo Allplans, nem fundei nenhuma Igreja do Único e Autêntico BIM do Universo e os outros são todos herejes. Gosto do programa, dou por bem empregue o que gastei nele, e partilho o que sei sobre o programa com quem gosta de se informar sobre estas coisas. Não me interessam conversas do tipo "a minha é maior do que a tua"
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Isso depende da imaginação, podia agora citar Lao Tse, para quem já esqueceu Há mais do que uma maneira de esfolar um coelho. E há quem seja tão obcecado que pense que, se o seu programa faz assim, é porque assim é que é bom...
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Obrigado pela resposta. A maior dificuldade que senti ao passar de Viz para C4D, suponho que seja comum a todos, é saber onde estão as coisas. Mais coisa, menos coisa, fazem o mesmo, ao princípio andamos ali um pouco perdidos a tentar perceber a estrutura do programa, mas depois vamos lá. Já agora, o Mac vem sempre com o monitor atrás? Parece-me um desperdício descartar os 21" que por lá tenho. E em relação ao preço, para máquinas equivalentes, quanto custa a mais um Mac?
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E dá para implementar Mac por fases num atelier, ou temos que deitar tudo para o lixo se quisermos mudar para Mac? Já uso C4D, espero que em breve apareça Allplan para Mac
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No Allplan existem níveis de prioridades nas camadas, personalizáveis, que definem o que intersecta com o quê. Os revestimentos são atributos de cada compartimento, e são aí defenidos, até porque a mesma parede pode atravessar vários compartimentos e, portanto, ter revestimentos diversos conforme o compartimento que atravessa. Permite, nas listagens, ter o mapa de acabamentos definido por compartimento, ou contabilizar as quantidades totais de cada revestimento. Aliás, a contabilização somos nós que definimos. Por exemplo, podemos decidir se as paredes são medidas por volume ou por comprimento, se os azulejos são contados à peça ou por m2. Enfim, penso que uma das vantagens do Allplan é pensarmos, como é que eu gosto/quero trabalhar e como é que eu faço com que o programa funcione da forma que eu gosto/quero
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No caso das entidades externas, costuma ser suficiente entregar o comprovativo de que deu entrada, e mais uma declaração do requerente em como não recebeu resposta no prazo legal exigido
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Aí o ideal é que o programa consiga ter o 3D de forma leve, e eu possa pedir apenas um detalhe de um troço de parede, de forma automática. Ter o edifício todo em 3D, do parafuso do puxador à tomada de corrente, parece-me um pouco irrealista. Pelo menos hoje, amanhã não sei
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Bom, em primeiro lugar, acho a gestão e organização do projecto excelentes, muito semelhantes ao Arris, o primeiro software de arquitectura que conheci. Sobretudo porque não me obrigam a adaptar ao programa, permitem-me adaptar o programa a mim. Depois, é claro que faz mais do que escala 1/100, mas só quem nunca projectou edifícios com mais de 1000m² por piso é que pode achar que é prático andar na obra com um lençol à escala 1/20. Eu uso a escala 1/50, em projecto de execução, mais pelo espaço necessário para as anotações do que pela informação adicional de desenho relativamente à 1/100. O resto são pormenores, pormenores e mais pormenores. O Archicad deve ser mesmo muito fraco a 2D para ser necessário montar um modelo 3D com detalhe visível na escala 1/20. Já agora, acham que o empreiteiro vai mesmo olhar para o lindo detalhe do caixilho, importado do site da Technal, ou vai ao mapa de vãos e encomenda pela referência que lá está? Constroi a parede olhando para a planta à escala 1/20, ou vai ao mapa de paredes e caderno de encargos? Quanto aos alçados e cortes, podem ser associativos, na boa. Só que para isso tens de ter o teu modelo tridimensionalmente perfeito, o que muitas vezes não é necessário, sobretudo em coisas que não passam do estudo prévio. Muito devem os alemães e espanhois gostar de bosta. Mas pronto, o K está cheio de sorte, é que ninguém o obriga a usar Allplan
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Acho que o R14 tinha uma coisa chamada pack'n'go, precisamente para permitir enviar o ficheiro com tudo o que ele tivesse, xref's, fonts, shapes, etc
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Quando usava Autocad, usava o Levantamento em xref (até porque tinha de o entregar com o processo), e fazia um xclip na área em que levava com a implantação. Ou vários wipeouts, se a implantação fosse mais complicada. Embora não seja prático se se fizerem alterações à modelação do terreno
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Pelo menos já começa a haver, da parte de algumas estrelas, um discurso para lá do seu umbigo. E ainda ele não falou, porque a maior parte da sua obra é de promoção pública e, portanto, isenta de licenciamento, do que passam os que dependem do carimbo do colega da câmara. Que muitas vezes, porque também tem o seu atelier, portanto, o nosso trabalho é, muitas das vezes, avaliado pela concorrência.
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Eu não faço só casinhas, e sei a diferença entre fazer projectos ao quilo e produzir a informação essencial para o empreiteiro. Quando chamas ao Allplan Allbosta e um texto cheio de falsidades, acho que não vale a pena estar a perder mais tempo nesta discussão.
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Eu costumo fazê-las em betão, ou madeira ou metálicas. Nunca precisei de lajes com várias camadas. A não ser que estejas a falar de revestimentos. Mas também não costumo fazer um projecto todo à escala 1:5
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Parafraseando um conhecido jogador da bola, eu disconcordo de tudo o que você disse. Ou então tenho andado estes anos todos a pensar que estou a usar o Allplan e afinal é outra coisa...
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Também já tinha dado pela falta do Allplan. E também não costumo Bimerizar muito os projectos, o cliente não está disposto a pagar mais por isso
