Lichado
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Nunca se me tinha ocorrido tal coisa (às vezes estamos tão automatizados com os processos de trabalho que nem nos lembramos de outros métodos). E não é que no Allplan consigo editar e compor os alçados na vista de alçado/corte? Espremendo bem este tópico, já aprendi qualquer coisa hoje!
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Andas a precisar de férias. Podes discordar comigo, mas não me parece bem dizeres que digo o que não disse. Vocacionar um determinado software para uma determinada plataforma não quer dizer que vá desaparecer na outra. E lá por eu achar que o Queiroz vai pôr Quim a titular não te dá o direito que concluires que eu disse que o Ricardo é um frangueiro, capice? E já agora, diz lá então qual é a diferença entre o tipo de utilizador e o trabalho realizado em Allplan ou em Archicad.
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Não há nada de subjacente na mensagem. Apenas me interroguei sobre a estratégia de uma empresa que tem 3 softwares para a mesma área, e como poderia evoluir. O grupo Volkswagen orientou a Skoda para o low cost (soit disant), a Audi para o prime, a Seat para o sport e a Volkswagen para a família, o que não quer dizer que não fabriquem Skodas desportivos ou Volkswagen de luxo. Pronto. É só isso.
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Mudar custa. Mudar de estirador para CAD causou confusão na cabeça de muita gente, que hoje já nem sabe usar uma régua de paralelas. Mudar de CAD para AEC também pode custar, mas garanto eu, e todos aqui que já passaram pelo mesmo, depois de mudar já se sofre quando se tem de voltar ao Autocad. Sinceramente, dos BIM que experimentei, aquele em que consegui trabalhar em 2D tão bem (e às vezs melhor) do que no Autocad, foi o Allplan. Ainda temos um por aqui, porque às vezes dá jeito para pequenas alterações em projectos mais antigos (se forem grandes alterações, é mais rápido converter para o Allplan), mas comprámos um daqueles linha branca, por 300 €, e estamos satisfeitíssimos.
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http://acessibilidade-portugal.blogspot.com/ Muita dúvida esclarecida
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De facto, não devemos olhar apenas para o nosso umbigo. Também trabalho numa zona em que a maior parte dos processos são assinados por arquitectos, mas não posso concluir daí que a situação seja a mesma no país todo. Ou os clientes vão ao atelier do arquitecto que trabalha na câmara, pagam bem e aquilo é aprovado na brasa, sem espinhas, ou, se querem pagar menos, vão ter com o desenhador, e por 1600 € têm o projecto com as especialidades todas. A revisão do 73/73 é importante, também há médicos, advogados e engenheiros que são um nojo, e não é por causa disso que deixa de haver actos próprios que lhes são exclusivos. E não é por isso que as pessoas deixam de poder ir ao naturopata, ao solicitador ou ao desenhador. Não se pode é garantir arquitectura de qualidade em condições de concorrência que obrigam a fazer projectos ao kilo.
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A arquitectura é um nojo? Pois é. Quando foi a última vez que discutiram arquitectura com um arquitecto de uma câmara municipal? A maior parte do que fazemos podia ser feito, melhor, por um jurista que saiba trabalhar em CAD. Depois de conseguirmos assegurar que o projecto cumpre todas as alíneas, de todos os artigos de todas as Leis, Decretos-Leis, Portarias, PDM's, Regulamentos e Posturas Municipais, ainda temos tempo para a arquitectura? A mim sobra-me pouco, já não compro revistas de arquitectura, entretenho-me com Jorge Miranda, Gomes Canotilho ou Freitas do Amaral. Porque, de acordo com o novo RJUE, se falhar nalguma coisa multam-me, prendem-me, violam-me as filhas e matam-me o gado. Isto está entregue aos advogados e engenheiros, e o Bastonário todo contente a inaugurar exposições...
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Eu lembro-me da versão Light, até tinham anúncios na televisão. Já na altura me pareceu muito interessante. E o Arris ainda mexe, já vai na versão 9.3 e é, também, um senhor BIM. Pena que por aqui a Autodesk seja como os eucaliptos...
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Vi ontem a entrevista do Bastonário da Ordem dos Advogados em entrevista a Judite de Sousa. A pergunta que me ficou no ar: Por onde anda o Bastonário da Ordem dos Arquitectos?. A Ordem dos Engenheiros propõe um Código da Edificação unificado. Os colegas das câmaras comportam-se como tiranetes no seu condado. As entidades exigem o que querem e lhes apetece. A legislação sobre edificação sai em catadupas, com normas confusas, contraditórias ou absurdas. E o Bastonário da Ordem, por onde anda? Algum médico admite fazer o projecto de uma cirurgia, para que um colega recém-licenciado, com emprego no Estado porque é sobrinho do Presidente, lhe avalie o trabalho? E há vidas humanas que dependem da sua competência.. Algum advogado admite fazer o projecto de uma defesa em tribunal para ser avaliado? E a liberdade e o património das pessoas dependem da sua competência. Mesmo os engenheiros civis, admitem que os seus cálculos de estabilidade sejam avaliados por alguém para serem aprovados? E há vidas humanas que dependem da sua competência. E nós? E o nosso Bastonário? Por onde anda?
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Do Tricalc lembro-me de ver qualquer coisa algures numa Tektonica. Nunca trabalhei com engenheiros que usem outra coisa além do Cype. Qual deles é o melhor, não sei, não faço projectos de estabilidade...
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Robotbat? Nunca ouvi falar. Vende-se cá? É que não conheço nenhum eng. civil que use outro que não o Cype. Mas se calhar sou eu que saio pouco.
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Não sei se a Nemetschek dorme à sombra dos louros. Prepara-se para adquirir a Cype e incrementar a relação Allplan-Cype-Archimedes, potenciando a relação arquitectos-engenheiros. Fazendo futorologia, penso que irão posicionar o Vectorworks no mercado "light", e o Archicad para o mercado Apple. Mas posso estar enganado...
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E uma curiosidade: http://www.cambashi.com/aboutus/press/SPR_EMEA_AEC_2008_Euro_final.pdf
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Pronto, então parece que o isento sou eu, que não vendo nada nem fundei forum nenhum. Do Archicad, só conheci mesmo a relação com os clientes. Um colega meu comprou um (ou dois) para o atelier, mudou de ideias e perguntou se o podia vender a outro atelier. Sem problemas. Do lado da Nemetschek há uma notícia que me perturba, parece que vão aderir ao softlock . Chateia-me, claro que me chateia. Acho que estão a usar o Datacad. Parece muito equivalente ao Autoarq... E pelo preço parece interessante
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Mline não passa disso mesmo, um par de linhas:tired:
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E juntai também à lista o Arris. É usado pelo Nuno Leónidas e Hestnes Ferreira (entre outros). Conheci-o pela primeira vez há 16 anos, já na altura era muito à frente. Quem só preste atenção às newsletters da Autodesk pode pensar que isto de desenhar paredes em vez de um par de linhas é coisa recente... E um link para uma interessante conversa sobre BIM: http://www.sigmadesign.com/IABC2006/virtual_conference/bim.html
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E se calhar estou a fazer mal as contas. Lembro-me vagamente de uma extensão AEC para o Autocad 12, que colocava automaticamente as portas e as janelas. Penso eu de que. O trabalho em Revit, falo do que experimentei e do que me foi explicado pelos vendedores que vieram cá demonstrar o programa. Não percebo a parte de o projecto colaborativo não fazer sentido em Revit. Quer dizer que isso é tão bom que é suficiente uma pessoa para fazer um projecto?
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Discordo. Quem investiu horas a aperfeiçoar o seu conhecimento num determinado software, não é de bom grado que se vê obrigado a mudar, apenas por uma questão de política empresarial. Não gostei nada quando, depois de finalmente conseguir começar a tirar partido do Autoarq, a Autodesk me dizer "esquece lá isso, compra mas é o ADT, isso é que o futuro". Passei para o Allplan e ainda lá estou. O Revit, penso que falha no peso (já os experimentei na mesma máquina, o Allplan flui naturalmente, o Revit arrasta-se), na flexibilidade de concepção (no Allplan não tenho de saber logo quantos panos vai ter a parede, qual o tamanho do vão, o tipo de caixilho ou o revestimento da laje) permite-me afinar a informação à medida que o projecto vai avançando, e torna o processo colaborativo no atelier (a forma como vários colaboradores podem trabalhar no mesmo projecto ao mesmo tempo), muito mais simples. Ah, e fica mais barato que o Revit, não precisa de vir com um Autocad a acompanhar e vem com hardlock, posso instalá-lo no fixo, no portátil, levá-lo para onde quiser sem ter de estar a dar explicações a ninguém. E o Arris já era tão bom há quase 20 anos...
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Não creio que o Archicad vá acabar, é um dos AEC (para acabar de vez com a questão de "É Bim, não é não senhor, é mais ou menos") mais antigos, e tem uma quota de mercado considerável na Europa. Talvez a Nemetschek venha a vocacioná-lo mais para a Apple (penso que foi onde ele surgiu)
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O problema da Autodesk com o software para arquitectura é não sabermos quanto tempo aquilo vai durar. Anteontem era o Autoarq, ontem era o ADT, hoje é o Revit e amanhã dizem-nos esqueçam lá o Revit, acabámos de comprar a Arris, o Arris é que vai ser...
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E o que é pior, no exterior de certos edifícios, visíveis da via pública! É um escândalo
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Bom dia a todos. Pelo que soube, a estratégia da Nemetschek para Portugal passa por deixar o Archicad com a Infor, o Vectorworks e o Cinema 4D com a Techlimits e o Allplan passa a ser representado pela Nemetschek Espanha. Pelos vistos estão em franca expansão, depois de terem comprado parte da Maxon (Cinema 4D), compraram a Graphisoft (Archicad). Ou seja, ficaram com 3 softwares semelhantes, vamos ver se não deixam algum ficar para trás. Bem, a Autodesk já teve o AutoArq, depois descontinuou-o e mandou os utilizadores aprenderem Architectural Desktop, depois mandou-os aprender Revit (sim, eu sei, continuam a produzir o AD mas agora chama-se AutoCAD Architecture 2009), vamos lá a ver quanto tempo é que este vai durar...
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Esta conversa parece um debate sobre carros, tipo, Porsche vs Ferrari, qual o melhor desportivo. E esquecem-se que também há Aston Martin, TVR, Bugatti...
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Ai, there's the rub... Não é que o software seja caro, os ateliers é que facturam pouco. Pelo preço de um BIM compram-se 10 Intellicad's, ou equivalente. A concorrência é dura, poucos têm a capacidade financeira para implementar um sistema BIM. Não esquecendo que, na maior parte dos projectos, estes vão apenas até ao licenciamento. Há perdas de produtividade a curto prazo por causa da formação do pessoal e, embora haja ganhos significativos a longo prazo, as contas chegam todos os meses...
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Já me aconteceu faltar um ou outro risco em peças já impressas; é mais rápido desenhar com uma ponta de fibra (as Rotring já secaram) do que corrigir no PC e voltar a imprimir. Mas não tenho dúvidas de que o BIM é o futuro do projecto em Arquitectura, embora haja muito atelier que ainda nem chegou ao paramétrico e se mantém em cad (malhas que a Autodesk tece). Aqui na casa, depois de se habituarem ao Allplan (e deve ser o mesmo para os outros softwares) já não têm paciência para o Autocad. Havia um programa muito bom, com que trabalhei há uns anos, que era o Arris. Acho que o Nuno Leónidas e o Hestnes ainda trabalham com isso. Tinha a vantagem de funcionar em Xenix, sem as limitações da Mickeysoft...
