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Arquitectura.pt


gibag

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  1. Acho curioso que os arquitectos de referência se mantenham os mesmos de há 10/15 anos para cá. Os nomes que se falam são sempre os mesmos. De facto quando um arquitecto atinge um determinado patamar, passa a ter um lugar vitalício no topo, mesmo se os projectos perdem qualidade e fulgor. Isto para dizer que gostava de ver arquitectos a vencer o prémio com mais critério e menos marketing.
  2. O problema destes projectos não reside propriamente no trabalho técnico, mas sim nas negociações com o/s representante/s e a aceitação por parte dos proprietários que terão de demolir ou ceder áreas dos seus lotes. è frequente encontrar lotes totalmente ocupados com construção e proprietários que ainda pensam que dentro do seus território, fazem o que bem entendem. Estes processos podem levar anos.... Para além daquilo que já foi dito e que subscrevo, não "esquecer" o contrato e registar todos os passos. Corres o risco de lidar com pessoas que se dão bem com a ilegalidade e o desenrascanso é o seu lema. As intenções poderã ser de empatar e não resolver.
  3. Michaeloureiro, Discordo de quase tudo que afirmas. Só deve tirar arquitectura quem tiver talento e vontade. O curso não te ensina a ser arquitecto. No máximo dá-te umas bases. Cada pessoa tem a sua maneira de ver o mundo que o rodeia, e ainda bem que assim é. Não tenho a presunção de dizer que o VEJO melhor que o colega do lado que não é arquitecto. A licenciatura até te pode mostrar alguns caminhos, mas segui-los depende da tua vontade e capacidade. O "bom gosto" não é propriedade dos arquitectos e não faltam aí casinhas amarelas projectadas pelos nossos colegas.
  4. Joana este sistema já foi debatido aqui no forum, faz uma pesquisa com "LSF" e deves encontrar o tópico. O sistema não é "propriedade" de nenhuma empresa. Elas apenas comercializam os materiais, serviços de assistencia ou empreitadas. Podes contratar qualquer arquitecto. Mesmo que não conheça o sistema irá concerteza reforçar os seus conhecimentos nesta área. A estrutura em si deve ser sujeita a cálculo estruturar. Depois do projecto feito é uma questão de pedir estimativas orçamentais às ditas empresas para ter uma ideia do custo.
  5. Tirei o curso na FAUTL e mestrado no ISCTE, mas não te posso responder pela maioria das questões que colocas. Dependem de demasiados factores, e já passaram uns anitos. Posso-te dizer o seguinte: a FAUTL tem mais tradição, O edifício está longe de ser exemplar, mas é relativamente novo e foi pensado para ser uma faculdade de arquitectura. Tens o cubo onde se podem realizar eventos e exposições. O curso tirava-se com uma perna-as-costas. As únicas cadeiras que davam pica eram Projecto e Construções. Agora não sei... O ISCTE tem o curso de arquitectura há pouco tempo e ficas no meio de futuros gestores, economistas, políticos, sociologos, psicólogos, etc... As instalações são boas e recentes e o edifício é bastante interessante. Falta-lhe aquela vivência de "estudantes de arquitectura", no entanto como são poucos parece haver mais unidade entre os estudantes.
  6. Sem dúvida muito elucidativo mas... Quando falei da caneta não estava a brincar. A amostra que me foi entregue podia-me servir agora de suporte de canetas. Está perfurada com o lado superior da caneta para não danificar a ponta, e não foi preciso muita força. Nos espaços públicos e especificamente nas paredes acessíveis a pessoas, considero esta solução desaconselhavel com o risco de se transformar na superfície da lua. A fachada ventilada é provavelmente a solução mais indicada nesta situação. A correcta pormenorização dos remates é de facto imprescindível, mas a assistência à obra também não poderá ser descuidada nestes casos, porque não faltam aí "xicos-espertos". O PDF do trabalho do Prof. Vasco de Freitas é de facto muito útil para quem quer conhecer o sistema. No entanto não vi referencia à conjugação do sistema ETICS com estruturas metálicas ou LSF. Tenho ideia que a sensibilidade a fissuração do sistema fica potenciado quando estamos perante esta estrutura, mas não tenho dados comprovados.
  7. Este sistema também tem o seu Calcanhar de Aquiles... Quando falas na densidade presumo que queiras dizer espessura do isolamento.
  8. Estou em fase de projecto de execução no qual tenho previsto este sistema e pedi apoio técnico a uma marca (weber) para me esclarecer algumas questões. O optimismo que tinha relativamente a esta solução construtiva desvaneceu-se. Se bem que a conhecia, nunca a tinha prevista em projecto. A minha grande dúvida prendia-se com a expessura exterior dos barramentos. 1º A expessura dos barramentos exteriores sobre o EPS/XPS é de cerca de 3mm, o que torna a parede muito frágil a pancadas sobretudo com objectos pontiagudos (basta uma vulgar caneta). Rebocos é para esquecer porque aumenta o risco de destacamentos. 2º A colagem de pedra/mozaico só é aconselhavel até 1m50 e ficarão sempre salientes em relação à restante parede. 3º pintura lisa e uniforme também é para esquecer porque acaba por se notar a estereotomia das placas de EPS/XPS. Apreciei o facto do representante não fugir às questões problemáticas, mas disse-me que o sistema era mesmo assim, nem é uma questão de marcas. Gostava de saber as vossas opiniões sobre estas questões em particular.
  9. .... e os custo da matéria prima, mão-de-obra e prazos de execução.
  10. Tenho amigos que trabalham em Câmaras e não partilho desta imagem do tipo: eles são frustrados, incompetentes, presunçosos, preguiçosos que só existem para nos lixar. Estes existem em toda a parte. Até nos gabinetes mais exigentes os podemos encontrar. Nunca tive problemas como os aqui apontados quando entreguei os meus projectos, talvéz porque não os encaro como uma espécie a parte. Quando falo com eles, falo como para qualquer colega de profissão e se pretendem dar a sua opinhão "estética", podem dá-la, mas obviamente que não passará de uma opinião. Não fico ofendido por isso, e o meu ego não sofre qualquer distorsão. Apenas merece alteração aquilo que for fundamentado com regulamentação e legislação aplicável. E aqui fica tudo dito. E eles sabem isso. Ninguém gosta de ser abordado com arrogância, seja de que lado for. É aqui que reside o verdadeiro problema.
  11. Ainda em relação a este assunto, assisti a uma conferência há uns tempos sobre reabilitação de edifícios. Un dos oradores lançou uma questão que deixou algumas perplexidade na sala. Os materiais com base em solventes transformam-se em pó ao fim de um determinado periodo de tempo. Isto significa que os isolamentos térmicos "desaparecem". Admitindo que de facto isto acontece num periodo menor que a vida útil do edifício, nas paredes duplas as consequencias serão apenas no desempenho térmico do edifício. No sistema ETICS o edifício fica todo descascado, com destacamentos de reboco generalizados. Algums de voçés já se deparou com esta questão?
  12. O vitor nina e pedro barradas deixaram aqui as palavras chave. É só ir ao Google. Está lá tudo.....
  13. É verdade, a saída é sempre uma solução, com os meios de comunicação, transportes, e globalização em geral, o salto torna-se mais fácil. Tenho colegas que já estiveram em vários paises, não só para ter melhores condições económicas mas também para aprender e viajar. Ma isto é tudo muito bonito até casar e ter filhos...
  14. "Grande" resposta... Vitor, Não sou muito dado a bairrismos, mas existe ali perto uma Rua muito antiga, moldada pelo relevo original, por onde passo ocasionalmente. Muito antes de surgir este bairro das ciência exactas, surgiam soluções com base na intuição e criatividade mas que não tinham nada de superficial nem gratuito. Soluções inventivas aperfeiçoadas com o tempo e experiência e com muitos erros pelo meio. Elas estão aí, adaptadas aos seus contextos e comprovadamente eficazes quando passaram pelo filtro do Clube da Tecnologia e da Ciência. É que este clube depende dos "inventivos" e "curiosos" para dar frutos. São esses que dão corpo ao propósito supremo das ciências e tecnologia. Voltando as Paredes. Não nego que os números comprovam que as Paredes de trombe são eficientes nas situações descritas. Mas atenção, a sua eficiência global não se limita apenas a uma análise crua de ganhos e perdas. Os dados devem ser relativizados em conjunto com outros factores (Custo, manutenção, consequências funcionais, integração estética, etc...). Basta que outra solução construtiva apresente dados ainda mais positivos nas mesmas condições para se poder pôr em causa a sua aplicabilidade e adaptação. Não há uma solução certa e outra errada. Os dados objectivos devem ser sempre relativizados ou contextualizados, senão arriscam-se a deixar de ser objectivos. Para finalizar isto é apenas um fórum, não tenho verdades definitivas nem tento vende-las, mas aprecio a discussão de determinadas questões. Daí que por vezes possa ser ligeiramente cáustico, no bom sentido claro.
  15. Por vezes surge alguma confusão entre inclinação em % e em graus. 100% de inclinação corresponde a 45º. 20% de inclinação são "apenas" 20 cm a subir por metro.
  16. Nogueira, Conheço construtores que durante a obra se aperceberam da inviabilidade dos acessos aos estacionamentos pelos mesmos motivos que apontas e fizeram as reconfigurações possíveis durante a obra com apoio do projectista para melhorar as acessibilidades. No teu caso houve uma manifesta má fé por parte do construtor quando se apercebeu dos problemas e ainda assim avançou com a obra. Como já os tinha vendido, azar para quem os comprou... Se achares que há matéria para isso, juntem-se e avancem com processo judicial. Comprar estacionamento e não o poder utilizar não cabe na cabeça de ninguém.
  17. Também já ouvi dizer. Se assim for, espero que passem por cá.
  18. Antes de te meteres nisto, certifica-te que tens área suficiente para fazer box e conseguires meter lá a viatura. As paredes deverão ficar no teu espaço. Perdes no mínimo 10 cm de cada lado e vais complicar as manobras para ti e para os teus vizinhos. Já agora, falares com o condomínio é mesmo obrigatório e tenho muitas dúvidas que seja autorizado. Mas cada caso é um caso.
  19. Confesso que estou surpreendido... Não esperava da sua parte as palavras "pessoalmente" e "me pareça", mas sim uma lista bibliográfica com referencia a algumas publicações.
  20. A questão das acessibilidades não podem ser vistas como o problema dos outros ou de um grupo específico de pessoas. Qualquer um de nós pode temporariamente estar nesta situação, nem é preciso esperar pela velhice, basta uma lesão a jogar futebol para nos comecarmos a aperceber das dificuldades.
  21. Para tirar um curso de arquitectua e tirar todo o potencial que daí advém o ideal é rumar para uma grande cidade (Lisboa ou Porto). Nas grandes cidades estás num laboratório vivo de arquitectura e urbanismo. Tens uma infinidade de situações para ver, estudar, analizar. Tens as maiores e melhores bibliotecas, tens os acontecimentos culturais e artísticos à mão, relacionas-te com pessoas de várias regiões e países. Ou seja, é onde tudo se passa... Ir para uma privada perto de casa, pode não compensar. O que se ganha em alojamento perde-se em propina. Se gostares mesmo de arquitectura/urbanismo esse não será um critério de escolha.
  22. Resumindo, sistemas de isolamento térmico pelo exterior. Estas soluções são utilizadas ou conhecidas pela generalidade dos arquitectos e estão progressivamente a substituir as "tradicionais" soluções de isolamento em caixa de ar, pelas vantagens acrescidas que apresentam.
  23. ganhasse..... Parece contagioso, este erro é típico neste forum. Não leves a mal.... Em relação à pergunta, não sei. Era preciso conhecer todos os outros candidatos a melhor filme.
  24. Não se esquecam que os arquitectos também morrem... Dos primeiros mil já poucos deve haver, porque suponho que nos estamos a referir ao nosso n.º da Ordem.
  25. Mas de facto essa vontade de trabalhar em ateliers é tão evidente que não me espantam os abusos a esta mão-de-obra disponível e dedicada.
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