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Arquitectura.pt


gibag

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  1. Margarida, uma coisa é o que dizem, outra é o que fazem. Quando abrem uma vaga para arquitecto numa câmara ou ministério, são resmas e resmas a concorrer. E olha que trabalhar na administração pública não significa propriamente estar no licenciamento a apreciar projectos. Tirei o meu estágio num ministério a fazer projectos de reabilitação e outros de raiz para edifícios do estado. Tenho colegas em câmaras que só fazem projecto, escolas, pavilhões, etc. Respondendo ao Asimplemind Arquitecto é uma profissão artistica e de vocação. Quando entramos só pensamos em fazer projecto, e de facto é difícil encarar esta profissão doutra forma. pelo menos para mim.
  2. Tiago O programa televisivo não pode ser forçado porque está na base do argumento. Sem isso seria outro filme. Não o considero um filme genial, este realizador até já fez muito melhor. Há filmes que têm sucesso pelo momento em que saem. O seu grando sucesso está também associado ao surgimento desta crise mundial. É uma espécie de terapia para as preocupações económicas e financeiras actuais no mundo ocidental. Quando saiu o O fabuloso destino de Amélie Poulain. aconteceu algo semelhante. O filme é bom e optimista, mas para um filme não-americano teve um sucesso enorme, pois saiu no rescaldo do 11 de Setembro, e as pessoas sentiam-se bem quando o viam...
  3. Acho piada que quando se procura a regra, as vezes são as exepções que a confirmam outras vezes é a maioria feita a "olho". Uma coisa é certa praticamente todos os candidatos a estudantes de arquitectura procuram entrar nas públicas. Sabemos que há exepções pontuais. Mas é um facto, com é também o esforço, dedicação e talento para ter médias altas, com ou sem explicações. Não vamos tirar o mérito ou a qualidade a quem se esforça e consegue. Outro assunto é quem consegue ser bom arquitecto depois de sair. Aí pouco importa onde tira o curso ou com que média acaba, aqui entram outros factores. basta ver alguns dos nossos gurus da arquitectura como eram os seus tempos de estudantes...
  4. Os paisagistas jé têm uma associação profissional reconhecida e existem cursos específicos de arquitectura paisagista. Também sou da opinião que o curso de arquitectura deve fornecer a capacidade de projectar a diversas escalas desde o design até o urbanismo. Depois os interesses e pesquisas próprias de cada um fazem o resto. Os grandes arquitectos do passado e presente fazem frequentemente incursões pelo design, cenografia, urbanismo, gestão do território e até nas outras artes (pintura , escultura, cinema etc...)
  5. Nem internet, nem sites, nem forums, para consultar ou tirar dúvida, nem trabalhos já feitos para copiar, nem digitalizadores e scaners para Word... mas eu não sou saudosita. Agora há muito mais informação à disposição e a perfeição do desenho manual fica muito agradável à vista, mas não garante um bom projecto.
  6. Só no meu 5º ano assisti a uma entrega em Autocad dum colega. em 1998. Eu fiz todos os meus projectos a lápis a partir do 2º ano. Nunca usei as tradicionais Rotring, nem sabia nada de informática. Só depois de sair comecei a dominar estas ferramentas.
  7. Após sujestão da Margarida, aqui fica um tópico para colocarmos histórias curiosas dos nossos percursos de estudantes ou profissionais num clima mais descontraido.... aqui ficam duas minhas para começar. Quando entrei para arquitectura, na altura em que as médias eram altíssimas, estava eu orgulhoso e satisfeito por ter conseguido o meu objectivo e ansioso por começar, e pergunta-me uma senhora da família. - Então!... ouvi dizer que vais para engenheiro?... muito bem! - Não é para engenheiro. Entrei para arquitectura. e respondeu ela - Ho. Deixa lá.... também é bom.... Um amigo meu trabalhou no gabinete do T. Taveira e contou-me que a certa altura convidou os colaboradores para o gabinete dele para festejarem qualquer coisa. Uma das colegas ficou a olhar para os armários com livros. O T. Taveira, no seu tom habitual, diz alto e bom som: - OLHA LÁ...ANDAS A PROCURA DA CÂMARA DE VIDEO!!? A rapariga não sabia onde se havia de meter. Margarida estou a espera das tuas.
  8. .... mas olha que pelo lanche podia valer a pena... Devia haver um tópico só para as histórias do pessoal. Todos devem ter.... e para quem quer entrar para arquitectura, podem ser muito (in)formativas.
  9. Marco, podes explicitar o que queres dizer com superior. É que há alguma subjectividade nesta palavra. Estarás a referir-te aos arquitectos ricos? aqueles que se pensam donos da razão? ou estás noutra perspectiva?
  10. Isto é caso para contar uma pequena historia que me sucedeu e que mostra como são percepcionados os arquitectos e a arquitectura: Quando entrei para arquitectura, na altura em que as médias eram altíssimas, estava eu orgulhoso e satisfeito por ter conseguido o meu objectivo e ansioso por começar, e pergunta-me uma senhora da família. - Então!... ouvi dizer que vais para engenheiro... muito bem! - Não é para engenharia. Entrei para arquitectura. e respondeu ela - Ho. Deixa lá.... também é bom....
  11. Compensa para quem gosta mesmo de arquitectura, porque quem tem outra vocações ou pensa mais em dinheiro, existem cursos mais curtos que dão outras garantias à saida. Por ex. quase todas as engenharias têm um mercado vastíssimo a sua espera. Têm uma ordem forte e geralmente recebem salários superiores, Em relação à deslocação não vejo qualquer inconveniente, muito pelo contrário. Pode é ficar mais caro...
  12. É assim mesmo....vamos embora ser todos polémicos, senão isto não dá pica nenhuma....:foto:
  13. Um livro com projecto de execução completo também não conheço, nem faz sentido, ficava no mínimo do tamanho de uma lista telefónica... Conheco um livro, já com alguns anos, " regras para elaboração de projectos" de A. M. Reis Cabrita, LNEC. bastante explícito no conteudo e organização do projecto de execução. Não está é actualizado com a legislação que tem saído entretanto, mas para isso tens a Portaria n.º 701-H/2008 de 29 de Julho
  14. Não me parece que são as excepções que confirmam o sim ou o não, porque pobres que se tornam "ricos" arquitectos existem, e ricos que se tornam "pobres" arquitectos também. Todos concordamos que as posses tornam mais fácil a penetração no mercado, mas esta é uma realidade transversal em todos os sectores, daí que não encontre grande polémica neste assunto.
  15. Gostava de ter esta percepção, mas o que verifico ainda hoje por este país fora, salvo casos particulares, é o crescimento e desenvolvimento das cidades pela lógica dos loteamentos (urbanismo da manta de retalhos). PPs e PUs postos em prática: Onde?? PDMs, é como se sabe....:\
  16. parece-me que muita gente votou a pensar num projecto de licenciamento....:foto:
  17. Vai em frente Vanda. Tenho assistido a fiscalizações do faz-de-conta. Portanto se estás interessada em fazer a fiscalização, o cliente confia e é uma obra pequena, quem sou eu para te condenar...:foto:
  18. Não acrescentas nada de novo. Apenas preciosismos em relação ao realista...
  19. Este inquérito não é realista quando para uma moradia se pede proj. de execução. como sabem isto implica mapas de acabamento, mapas de vãos, condições técnicas especiais, mapas de medições , quantidades e orçamentos, pormenorização, desenhos de posição, cortes construtivos, etc.....Isto é muito mais caro que um proj de licenciamento que normalmente nos pedem.
  20. Certíssimo, cada especialidade faz as suas conta com base na respectiva estimativa de obra, e no final soma tudo. Mas isso era antes. A tabela já não está em vigor. As referências agora andam ao sabor do mercado.
  21. A fiscalização tem preocupações que o projectista ao acompanhar a obra não tem, ou tem menos, daí que são coisas diferentes. por exemplo: O fiscal não se preocupa apenas com a correcta materialização do projecto em obra. O fiscal protege sobretudo os interesses do dono-de-obra. Cumprimentos de Prazos, Derrapagens orçamentais, cumprimento do caderno de encargos da empreitada, cumprimento da regulamentação do estaleiro, questões de segurança no trabalho. etc. etc.... Agora dizem-me: tudo bem mas o autor também pode fazer isso tudo. Pois pode, mas sendo pai da criança poderá ser tentado a beneficiar a criança em detrimento dos interesses do dono de obra, das mais diversas formas. Daí as questões éticas.
  22. Margarida, eu já previa este tipo de resposta. É óbvio que as perguntas, estão associadas ao argumento e que a última, até terá várias leituras e acaba por agarrar toda história. Eu vi aquela escola, não tiro é conclusões precipitadas. O filme também mostra o desenvolvimento desta economia emergente. Esta realidade de profunda pobreza existe de facto, e está por toda a parte neste país. Mas atenção estamos a falar de um país imenso, com quase o dobro da população da Europa, e que tem uma classe média crescente, milhares de escolas de "qualidade" e muito potencial humano. Mesmo que apenas 3% da população tenha acesso a um bom ensino são mais de 30 milhões.
  23. Quando falo em orçamento barato, o que critico vai para além do cobrimento das despesas ou da suposta ginástica que se possa fazer para baixar o preço. Pode parecer frase feita e muito batida mas. Está simplesmente relaçionado com a dignificação da nossa profissão
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