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Arquitectura.pt


kwhyl

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Everything posted by kwhyl

  1. o que creio que o Fernando está a querer dizer é que o certificado energético, que pode ser necessário e discutível, é valido para edifícios desenhados por técnicos competentes (arquitectos) e não competentes (engenheiros\desenhadores\construtores), ou seja...não vale a pena explicar, creio que percebes onde queremos chegar está bem que se legisle a qualidade energética dos edifícios, claro não nos moldes de hoje, há muito para limar principalmente na acreditação dos técnicos para o efeito, mas falta ainda trabalhar noutra área que devia ser mais exigente: a qualidade da arquitectura e o ridículo é aquela história de meter a carroça á frente dos bois
  2. "kmhyl, um dia frantástico em Portugal é um dia onde há uma obra nova de um bom atelier inaugurada." Ricardo, como não me parece que estivesses a ser irónico (se estiveres paciência) onde é que esta o conceito de obra nova e o de bom atelier? um dia fantástico para Portugal é quando um novo atelier faz uma boa obra de arquitectura
  3. que dia fantástico para portugal, mais um passo foi dado. vamos baptizar este dia: dia do ordenamento do território? do bom, quero dizer. que homens de visão: os promotores, os construtores, os arquitectos, os políticos,o povinho que maravilha, estou tão contente. 15, repito 15 campos de futebol de percursos climatizados, com luz artificial, quentinhos, seguros, onde as nossas madyes não se perdem 15 campos de futebol de chão num piso só onde podemos passear entre lojas, lojas e mais lojas, restaurantes, cinemas,farmácias, bancos, spas, clubes de saúde ou saudáveis... tudo o que o homem precisa para ser feliz qual amor e uma cabana amor e shoppings ou só shoppings hoje, uma boa noticia, no dia em que abre o maior shopping desta ibéria, o jn noticia que o trindade domuns na baixa do porto está com cancro e quase a fechar...
  4. pedro, este é um fórum, como bem sabes de discussão e critica á arquitectura e aos seus temas. como tal, cabe-nos defender, a nossa classe profissional, ensinam-nos que um arquitectura deve exercer arquitectura, pois foi (bem) ensinado para isso e que, obviamente, pode, como em qualquer área optar por não a exercer e se preferir vender livros, repito, se preferir e não como única alternativa o que entendes por comentários jocosos, trata-se da revolta de muitos arquitectos ou estudantes, que vendo a falta de perspectivas do mundo de trabalho, a falta de incentivos e de vontades do, chama-lhe "sistema" em querer aderir ás virtudes desta coisa da arquitectura. por isso, é perfeitamente natural esta revolta daqueles que em vês de receberem propostas para trabalhar como arquitecto, veem as suas qualificações, as quais eles acreditam serem as para projectar, utilizadas para venderem produtos porta a porta como se se trata-se do circulo de leitores.... não te revolta? devia...
  5. vai ao site da univ do minho, procura o mail do jorge figueira e pergunta-lhe se tem lá um em casa que te empreste. não tou a gozar, um "escritor" deve interessar-se por ajudar o seu público, mexe-te
  6. argos, tenho pensado no seguinte, em 3 belissimas vantagens do nosso atrasado portuguesismo. é certo que em Portugal não temos, nem teremos uma vida urbana como eu e tu gostaríamos porque 50 anos de ditadura da mente e ditadura da evolução construíram um país individualizado nas suas belíssimas casas grandes, com jardim que substitui o jardim ou a praça publica, com plasma gigante que substitui o cinema e o teatro e uma nespresso acompanhada de internet que substitui o fantástico café com jornal. ora. 1.não sei onde vives em Londres, mas acredito que num minúsculo e caro apartamento com pouca vista e pouco sol, enquanto eu no porto vivo num 5 piso com duas fachadas panorâmicas sobre os telhados do sec XVIII, generoso em áreas e em preço 2.apesar na ineficaz vida urbana há ainda alguma escolha, escolha essa que posso percorrer de carro, a meu bel prazer, com inúmeras hipóteses de estacionamento e possibilidade de rapidez de deslocação entre espaços, enquanto tu, refém dos óptimos transportes públicos perdes a liberdade de fazer uma promenade architectural no teu carro a ouvir a tua musica, pelos becos mais recondidos 3. na minha curta hora do almoço, no meu Portugal, consigo ter um luxo diário capaz de ser apenas desenvolvido com sorte uma vez por mês, ao jantar por um qualquer cidadão da Europa evoluída. almoçar uma refeição completa, sentado, numa esplanada de restaurante pela módica quantia de 5 euros a pergunta que te faço, é se estas 3 aparentes vantagens não serão reflexo duma qualidade de vida perdida pelas cidades da Europa evoluída? que obviamente, não vale a pena ressalvar o quanto ganhas...
  7. alguém sabe quem é o arquitecto do mar shopping? consta que o ikea foi feito pelos zé manel Soares e temos ainda o lounge do Câncio Martins, mas gostava de saber quem foi o "vendido" que conseguiu pela primeira vez fazer um shopping minimamente interessante. se alguém conseguir matar a curiosidade...
  8. bkorg pela parte que me toca, não sou administrador do site, mais um simples utilizador do mesmo, quero agradecer-lhe o seu interesse pela arquitectura. um utilizador que não esteja na área, que não seja arquitecto ou estudante, obviamente que constatará que os projectos aqui apresentados, como espaços públicos, edifícios públicos, torres habitacionais ou de escritórios, ou mesmo casas, não são "para o seu bolso", nem para o nosso. este não é um fórum de apresentação de produtos a clientes, de soluções à medida da realidade nacional, mas sim um fórum de discussão da arquitectura. contudo, concordo consigo que seria interessante começarmos a "mostrar" exemplos mais "banais" advertindo-o desde já, que esse "banais" que fala refere-se a boa arquitectura a baixo custo, e isso, os arquitectos sabem tão bem fazer, e será mais fácil encontrar este tipo de exemplo quanto melhor for a preparação do cliente, para compreender e aceitar a importância da arquitectura na sua vida. não tenho agora, oportunidade para lhe seleccionar os exemplos que pretende aqui no fórum, contudo, convido-o a dar uma vista de olhos por todas as páginas deste fórum, que com certeza os encontrará, no meio de muita discussão e critica construtiva á volta dos mesmos. comece também a dar uma vista de olhos nos links de ateliers nacionais, a pesquisar as obras dos arquitectos nos seus próprios sites, porque encontrará muitas casas, remodelações de apartamentos para o "bolso" de qualquer um.
  9. como já tive hipótese de referir noutros tópicos, o 73/73 não é uma falsa questão, mas é uma questão que se torna falsa. aprovado o decreto, e retirados do "mercado" profissionais não credenciados para se responsabilizarem pela arquitectura, os projectos vão todos para os arquitectos. ora, o português habituado a um tipo de "arquitectura" e a uma "arquitectura" barata vai procurar o profissional credenciado mais parecido com a anterior pato bravo\desenhador\engenheiro que lhe desenhe a sua casa nos moldes e nos orçamentos antigos. o arquitecto, com a sua nobre falta de ética vai desenvolver o projecto ao gosto do cliente e não ao gosto daquilo que é tido por boa arquitectura, não por falta de formação, mas por falta de capacidade financeira e consequentemente ética para conseguir dizer que não, pois sabe que se o disser, facilmente o cliente arranja outro "arquitecto" que lhe produza uma casa a seu gosto. e assim entra o problema do gosto, num pais onde a educação cultural, ética, de cidadania não entra nos currículos demasiadamente técnicos da nossa formação, onde não há uma aposta a nenhum nível de identificação e resolução do problema torna-se impossível que esta situação seja, a curto prazo resolvida. num país onde o primeiro ministro é autor de um tipo de "arquitectura" que reprovamos, e sabendo que das duas uma, ou a orientação vem de cima ou das bases... ...de cima não vem já percebemos porque, continuamos a eleger governantes que não passam de bons ou maus gestores de dinheiro, sem nenhumas qualidades éticas e culturais ...de baixo, muito menos, face á generalizada falta de educação cultural, mais uma vez culpa de cima ora, terá obviamente de partir do meio, mas no meio começam as limitações pois dizer não é sinonimo daquilo que já sabemos. existe ainda um factor que me custa a entender como é que num país onde tanto lutamos para os nossos filhos serem doutores, em que o sr.dr, licenciado, Professor, tipo instruído é tão venerado, onde o povo se verga á passagem do senhor, como é que é possível que na escolha de uma das coisas mais importantes da nossa vida, a nossa casa, entreguemos o ofício a alguém que ou pouco mais tem que a 4a classe ou a um doutor que não é do ramo?
  10. kwhyl

    25 abril

    25 abril Parafraseando livremente Ricardo Araújo Pereira, não vou com a cara dos militares, não me parecem “seres” preparados para mais nada senão seguir ordens em torno de noções antiquadas; não acredito também no povo, que de burro e tacanho nada sabe ou pode fazer, mas por vezes sai um filho bonito de dois pais feios e isso foi o 25 abril. Há 35 anos estávamos melhor do que há 36, há 35 anos estávamos melhor do que agora. Estávamos melhor pois reinava um clima fantástico. Liberdade. Liberdade. O que era a liberdade ninguém sabia, entendeu-se a possibilidade de fazer o que se quer, coisa que não havia. Podia-se sair a rua e gritar e falar e atacar e acusar, e vestir o que se quer e amar quem se quer, e ir aos sítios e festejar, sem preocupações, sem responsabilidades, sem um olho controlador. Há 35 anos podíamos fazer tudo e não fizemos nada. Perdemos 35 anos. Perdemos uma visão estratégica para o pais Num clima que contava com o povo, interessado em ser livre, só, somos livres e queremos comer e queremos casas e queremos ser respeitados mas, habituados que estamos a que tratem de tudo por nós, queremos, dizemos, reclamamos, exigimos, a alguém mas não somos nós que o vamos fazer Num clima que contava com os militares, os generais a querer o poder, os capitães queriam a liberdade, os soldados não queriam ir para o ultramar. Num clima que contava com os do contra que agora tinham de cumprir com o a favor. Cunhal soube denunciar e criar uma organização social do contra, não soube construir e criar uma organização a favor. Cunhal, que no último momento, lúcido, abstencionista ou fortuito, ficou-se pelo comunismo do contra, baixou as armas, afastou-se dos militares e impediu, que pela vontade de um povo oprimido que viu na outra opressão a liberdade, Portugal caísse no socialismo utópico soviético. Fundou-se o centro-social-democrata, mais liberal com Sá Carneiro, mais católico com Freitas, mas sem espaço, ocupado pelo PS, foram apelidados de direita e nada podiam fazer, porque o povo, os militares, os comunistas e Soares, não deixaram transformar a liberdade em pura democracia. Falta Soares. O socialismo moderado, a esquerda central, a democracia, no seu estado puro, de esquerda e de povo. Depois de uns anos de gozo da instabilidade do nada se pode fazer. Com os comunistas e os militares, o Palma Carlos e o camarada Vasco. Com o Spínola, visionário de um Portugal com letra grande, mas de direita, sempre o medo da direita, o medo da volta ao big brother que não é de direita nem de esquerda, mas que o povo não sabe que é simplesmente big brother, Portugal foi andando, cantando e rindo, vivendo a derreter ouro que o Salvador nos deixou. O melhor que nos deixou foi o ouro. E Soares, que homem de visão. Boa fé, é certo, sempre trabalhou com ela. Sempre a trabalhar em prol da nação, em prol de um portugal, este em letra pequena, em prol da liberdade, matou á nascença a nossa democracia, matou tudo aquilo que Portugal sempre foi desde o Infante, uma nação atlântica. Se é certo que a guerra não nos interessava, certo é também, que era nos sítios da guerra que Portugal podia ter a letra grande. Abandonamos, fugimos a sete pés. Primeiro tiramos as armas, depois tiramos os brancos, por fim deixamos os pretos que durante décadas nunca educamos á sua sorte, a sorte das quezílias internas, que como mal formados que eram, como nós, só tiveram uma solução. A guerra. Antes havia o “Para Angola em Força”, com Soares “ Abandonar Angola, em Força”. Ao mesmo tempo que educávamos os de cá, que construímos uma débil indústria, que continuávamos, uma tímida mas próspera agricultura, deveríamos lá fazer o mesmo. Não dar peixe ao Homem, mas ensinar o Homem a pescar. O pior que poderíamos ter feito as ex-colónias foi deixa-las á sua mercê. Nem nós, nem eles, ficámos melhor. O que seria de hoje Portugal, se com a nossa estratégica posição atlântica dialogássemos e trocássemos cultural e economicamente com uma África instruída, industrializada, rica na transformação e exportação de bens e serviços? Mas assim não foi, desde o Infante, Portugal tinha construído á lei da época uma estreita relação com o Mundo, Brasil, África, Ásia…os métodos, repito, á lei da época eram os mais ortodoxos, com a velha senhora, esses métodos já não eram eticamente aprováveis, mas em detrimento de construir novos métodos de ligação, de dialogo, de troca de “favores” bens, serviços, pessoas, culturas, preferimos o abandono, rápido e em força e hoje Portugal em vez do primeiro pais da Europa, é o ultimo. E quem erra uma vez erra duas ou três, Soares continua no Erro. Perdida a hipótese de sermos atlânticos, globais, mundiais como sempre fomos, agora com outros métodos, mas com a mesma vontade de construir um Portugal mais forte, um Portugal com visão….portugal soma e segue para a cauda do mundo. A EU, a fantástica Europa unida, capaz de competir ao mais alto nível com as potencias mundiais. Mais uma vez Soares, de boa fé, é certo, sempre trabalhou com ela, sempre a trabalhar em prol da nação, em prol de um portugal, este em letra pequena, em prol da liberdade quis um Portugal submisso, dependente mas unido ao melhor dos melhores. A cultura europeia apaixona qualquer um, as cidades, as pessoas, a edução, a evolução, a democracia, o bem viver, o bem vestir, o bem falar, o bem ler, o bem pensar…soares fascinado com o grupo dos poderosos jogou a última cartada em prol da evolução nesta nossa liberdade. Pensou e pensou bem, já que perdemos a hipótese de ser globais, juntemo-nos agora a causa de sermos europeus. Juntemo-nos para formar uma Europa unida, igual, próspera, confiante, criemos um Portugal europeu como nunca fomos, um Portugal desenvolvido, ocidental, culto e educado, cheio de bem estar e bem viver. Acabou por aí Soares, e digo, depois de tanto mal lhe atribuir, digo que não devia ter acabado. Acabou com Soares o Portugal em transformação, o Portugal filho de Abril cheio de sonhos e de vontades, cheio de liberdade até as costuras, acabou o Portugal a pensar pela sua cabeça e começa um novo Portugal, o Portugal igual á Europa. Começa então o sonho europeu. O sonho, repito, não passou de um sonho. Como europeus começamos iguais, nós euopeus. Como europeus, começamos por receber, estoirado o ouro, tivemos mais ouro. Rios e rios de subsídios europeus, dinheiro à farta para Portugal. O Pais, próspero, vivia bem. Pela primeira vez os filhos tinham mais que os pais, O american dream europeu começou. Casas e carros, educação superior, mais casas, trabalho, bons salários, prosperidade, como bons portugueses que somos, ou melhor que nos construímos, pensávamos que o dinheiro não mais ia acabar. Saímos da alçada de Salazar directamente para a alçada europeia. Não mais era necessário tomar decisões, apenas pedir ao pai Europa que nos mandasse mais dinheiro quando a mesada acabasse. E havia, havia muito. Cavaco e Guterres. O primeiro, o pai autoritário mas justo, o gestor brilhante que dava dinheiro a quem necessitava dele, o segundo, o pai simpático, o principio do gajo porreiro, pá, dialogante nato, dava a quem com ele dialogasse. E assim, durante anos e anos, Portugal, não precisou de pensar, precisou de gastar e gastou, gastou tudo, tudo o que vinha foi usado, tudo o que vinha, vinha e vinha e foi gasto na boa vida do filho de pais ricos que nunca teve de trabalhar. Devemos governar o nosso país como a nossa casa, mas nem em nossas casas governamos assim. Estoiramos todo o dinheiro europeu. A Europa, diga-se, também nunca foi um bom pai. Foi o tal que nos deu o peixe sem nos ensinar a pescar, e depois, quando se foi, pegámos no pouco peixe que sobrou e começamos a come-lo moderadamente. Nunca fomos capazes de desenvolver a agricultura Nunca fomos capazes de desenvolver a indústria Nunca fomos capazes de desenvolver a cultura Nunca fomos capazes de desenvolver a ciência e técnica Nunca fomos capazes de desenvolver a economia Nunca fomos capazes de desenvolver uma visão, uma maneira de construir Portugal Toda a visão que tivemos foi a da fuga aos problemas. Soares fugiu de Angola, em força, Soares, fugiu da miséria pedindo adopção por um pai rico. Cavaco e Guterres fugiram da construção no deixa andar e hoje….estamos assim. Somos a cauda da Europa. Tivemos peixe mas não o soubemos pescar. Pudemos ser um dos unidos e iguais europeus, transformámo-nos no último. Pudemos ser o primeiro europeu global, somos o último europeu rodeado de um mar que sabemos ultrapassar. Agora é tarde e deixaremos andar como bons portugueses que nunca fomos. Hoje somos apenas os mordomos que servem pasteis de nata e vinho do Porto aqueles que transformam este mundo em global.
  11. emanuel, por muito que me custe este gajo é muito esperto (de notar que esperto nada tem a ver com inteligente) este gajo dá as pessoas aquilo que elas querem e tem menos trabalho, e elas ainda podem escolher com ou sem telhado, com ou sem cantarias...não é fabuloso pa, tudo se trata de ética profissional e responsabilidade com a evolução histórica da arquitectura, se conseguires abstrair-te destes dois pontos essenciais ficas mais rico e fazes as pessoas ignorantes mais felizes, não é tão bom?
  12. emanuel, por muito que me custe este gajo é muito esperto (de notar que esperto nada tem a ver com inteligente) este gajo dá as pessoas aquilo que elas querem e tem menos trabalho, e elas ainda podem escolher com ou sem telhado, com ou sem cantarias...não é fabuloso pa, tudo se trata de ética profissional e responsabilidade com a evolução histórica da arquitectura, se conseguires abstrair-te destes dois pontos essenciais ficas mais rico e fazes as pessoas ignorantes mais felizes, não é tão bom?
  13. liliana, quando vai ao mercado comprar batatas o que faz? vai de banca em banca á procura da batata que lhe garante uma maior relação qualidade preço e compra essa, por comparação com a arquitectura, o que se passa é que vai de arquitecto em arquitecto á procura da melhor relação qualidade preço, com uma diferença, é que a batata já existe em mostruário e tabelada, não se pretende uma tipo de batata para cada consumidor. o arquitecto, como não tem, ou não deve ter um mostruário de projectos que possa consultar tem de esperar que este lhe faça um "boneco" do que será a sua casa e apresentar-se um orçamento. obviamente que esse primeiro contacto tem de ser pago, pois a batata não pode ser toda igual. e depois de ir comparar "bonecos" pode sempre escolher a batata que mais lhe interessa. o problema está na leviandade com que o cliente trata a construção da sua própria casa, parece-me que se importam mais com a qualidade da batata que comem do que com a sua casa. e ainda ninguém percebeu que a casa é para a vida e a batata se não for boa faz-se um arroz.
  14. na passada segunda-feira, assisti a debate do prós e contras, rtp1, sobre as eleições europeias mea culpa, eu sei, não o devia ter feito, perdi três horas do meu tempo onde poderia estar a circular pelo site oficial do parlamento europeu e rapidamente perceber tudo o que necessitava de saber é triste o estado a que isto chegou, mas já chegou à muito tempo 5 partidos, dois literalmente à porrada (PS e CDS), um sem nada a acrescentar, sem capacidade para se distanciar das politicas dominantes do bloco central (PSD), um autista (ai, que já não se pode dizer), alheio á discussão, interessado em repetir a cassete pré-estabelecida para este tipo de comunicações (PCP) e um último a tratar os portugueses por ignorantes, e muito bem, usando o seu tempo para explicar politica internacional a burros, mais uma vez não acrescentando nenhuma noção do que seriam as suas intenções para esta eleição (BE) mas eu sou daqueles que vai votar, não uso a politica da abstenção e do afastamento, precisamente o que eles precisam vocês vão lá? votar? para que?
  15. seria também interessante criar um tópico com os valores que os possíveis clientes estariam dispostos a pagar por uma consulta médica, uma consulta de advocacia, uma ida ao barbeiro ou um quilo de batatas... não é por aí liliana, neste país, muito menos neste país, com uma falta enorme de bom senso e educação não é possível "referendar" assuntos tão importantes.
  16. Apetece-me falar sobre o futuro do centro histórico de V.N. GAIA, quem alinha comigo?
  17. 17:18 Quarta-feira, 15 de Abr de 2009 Vila Nova de Gaia, 14 Abr (Lusa) - O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia anunciou hoje que está prevista a cobertura total da Rua de Guilherme Gomes Fernandes, paralela à marginal ribeirinha, e de outra mais pequena e perpendicular. A intervenção anunciada por Luís Filipe Menezes faz parte do pacote de investimentos relacionados com a requalificação do centro histórico local e, segundo a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Gaia, deverá estar pronta "dentro de dois anos". O autarca, que falava na inauguração da sede da SRU de Gaia, pretende ver ali "pequenos bares e espaços comerciais", que vão contribuir para reanimar esta zona urbana, hoje degradada, quase desconhecida e marginal face aos circuitos turísticos. "Pretendemos transformar Guilherme Gomes numa zona agradável e de comércio" entre a Rua de Cândido dos Reis e o mercado, acrescentou um dos administradores da SRU, Defensor de Castro, contactado pela Agência Lusa. "A ideia é que essa rua fique confortável, que seja uma rua de muita gente", referiu ainda o responsável, destacando o facto de Guilherme Gomes Fernandes ter uma "orientação nascente-poente, que a torna muito sombria durante o Inverno". A cobertura será uma estrutura leve e "transparente" e extensível à Rua de França, um arruamento estreito que liga a Rua de Guilherme Gomes Fernandes à marginal. Na inauguração das instalações da SRU, Menezes aproveitou para fazer uma "visita guiada ao passado, ao presente e ao futuro" do centro histórico de Gaia, recordando os múltiplos investimentos previstos para esta área. Um deles é o chamado Cais Cultural, cujas obras já começaram e que vai ter, segundo disse, "uma das salas mais competitivas da Área Metropolitana do Porto", com mil lugares sentados. Outra grande aposta é o teleférico, que ligará o Jardim do Morro à chamada Praça Super Bock, um dos espaços centrais do renovado cais fluvial de Vila Nova de Gaia. Segundo Defensor de Castro, o teleférico fica pronto este ano. Três hotéis, pelo menos um bairro social e quatro parques de estacionamentos, um deles com oito pisos, junto à entrada para o tabuleiro inferior da Ponte Luís I, são outros equipamentos projectados para o centro histórico. Já este ano lectivo, a Escola Superior de Tecnologias da Saúde, do Instituto Politécnico do Porto, e os seus cerca de 2.000 alunos instalaram-se num edifício construído num terreno cedido pela Misericórdia local, junto à Rua de Serpa Pinto Menezes anunciou ainda um "museu do Cinema e do Teatro, a instalar num edifício já adquirido pela Câmara Municipal", e referiu "a construção da marina da Afurada". Com estas intervenções, o autarca ambiciona transformar Gaia no "centro de lazer de qualidade da Área Metropolitana do Porto", contando para isso com os empresários privados, a quem pediu "pequenos investimentos e pequenos riscos". AYM. Lusa/fim
  18. solrac não vou dar 1001 razões, vou-te apenas perguntar uma coisa? porque é que escolheste solrac arreug como nome? a menos que sejas estrangeiro, deves ter escolhido esse nome certo? porque? à partida, depois de 1001 razões acabas por me explicar que foi porque gostas de certo que já vivenciaste uma casa de paredes brancas, amarelas, de granito, de betão...e tens uma opinião sobre elas, gostaste delas sentes-te bem a viver numa casa com esse tipo de material nas paredes, muito bem, nesta casa o arquitecto e cliente escolheram sentir-se bem numa casa com este material. o aço corten é um dos materiais existentes no mundo da construção que se bem feito, bem desenhado com uma intenção e um certo bom senso dá resultados muito interessantes. concerteza haverá edifícios feitos com aço corten que não ficam "tão bem" na arquitectura tens de escolher materiais para construíres a tua ideia, estes escolheram este aço "enferrujado", gostaram e por acaso ficou uma obra bastante interessante é um questão de escolha, há quem goste de roxo, mas com bom senso uma casa também pode ser roxa
  19. analisando superficialmente, ou seja, com olhos de investidor com fim ao lucro é fácil constatar que daqui a uns anos a baixa do Porto e Lisboa vão estar cheias de estudantes. jovens casais, hoteis, hostels, artistas e a tal "corja-cultural" a pouca que percebe a vantagem de lá viver. as estes juntamos meia dúzia de velhotes que não querem ou não podem sair de casa, velha, suja, perigosa, imigrantes que mais não teem para onde ir senão para esse "tipo" de habitação e meia dúzia de familias ricas que adquirem uma grande porção de espaço e fazem uma tal "casa grande para a vida, ou de ferias" de fora desta análise, objectiva e lucrativa fica o grosso da população, casais com filhos e com um quarto extra livre para a velhice dos pais... ora para esses, repito, o grosso da população em portugal fica "preparado" a periferia com casas amplas quer em estilo de moradia tão perversamente apetecível, quer prédios de apartamentos com boas áreas, bons estacionamentos e parques verdes ou simples relvaditos para passear o cão e os filhos. ora, como reabilitar o centro tendo em conta estas famílias teria de ser feito um grande investimento em espaço público, ou seja, mais uma reabilitação, serviços, segurança, bons parqueamentos automóveis, etc.......por parte ou do governo, ou de um mecenato cada vez mais difícil de arranjar, que apenas teima em aparecer na ajuda á extrema pobreza e não em prol duma qualidade de vida generalizada, estamos realmente condenados a que os centros das cidades sejam apenas a primeira realidade por mim transmitida, o que já não é mau, mas é pouco, o que revela a nossa parca capacidade de bom planeamento. isto para não falar da quantidade de quarteirões anexados a ruas estreitas e escuras nos quais é impossível erigir habitação com qualidade e os quais é necessário pensar em programas alternativos para a sua transformação, mas é como é, há sempre um jovem com pouco dinheiro sedento de viver no centro histórico que troca a comodidade pelo prazer de 20 m2. uma janela, a 2m da casa da frente, num 5 piso sem elevador e mesmo que houvesse força, uma caixa de escadas onde mal sobe o frigorífico quanto mais o sofá. se certo é que o mundo vive de lobbys, e que não há maneira de o contrariar, está então na hora dos arquitectos, urbanistas, artistas, pensadores, antropólogos, sociólogos, ecologistas (moderados) criarem também um lobby para salvaguardar o bom ordenamento do território e a qualidade de vida num projecto chamado viver Portugal
  20. concordo contigo, a qualidade hoje está mais nivelada e o denominador escola, já pouco tem a ver com o assunto, ainda mais agora que entramos nos tempos de bolonha. o acesso livre à informação, a internet, a proliferação de boas bibliotecas e fnac´s, revistas e livros de arquitectura, a facilidade em viajar e conhecer, dentro e fora do pais, wokshops e concursos para estudantes, faz com que a escola tenha perdido o seu protagonismo no percurso do arquitecto hoje compreendemos que saem bons profissionais de todas as escolas e que o bairrismo tende a desaparecer, não somente porque nunca teve razão de existir mas porque a arquitectura se tornou mais democrática e menos elitista e capaz de ser praticada e bem praticada por todos voltando ao tópico, ainda não vi uma única imagem do projecto em questão mas muito me orgulho de vir a ter um projecto dos SANNA no meu país...
  21. CBN agradeço o teu assumir de ignorância,se por vezes é sempre bom um comentário desses para espicaçar a discussão, torna-se demasiadamente repetitivo o "bairrismo idiota", principalmente uma vez que assumiste essa lacuna na tua formação. não me cabe, nem interessa para o caso, defender seja o que for ou explicar a necessidade dos críticos em catalogar e fazer "grupos" para explicar a arquitectura da segunda metade do sec XX em Portugal acho necessário referir um ponto de honra: de facto existe algum bairrismo, se o Porto tem uma boa escola é natural que as obras praticadas na zona sejam de oriundos dessa escola, é natural que um pais, uma cidade, uma região, aposte nos "seus" em detrimento de outros, sem que isso queira representar alguma animosidade em relação aos "outros" è ainda natural, que Lisboa, capital do Pais, tenha uma responsabilidade extra de promover o país, mais que a sua própria produção, por isso encontras nela "objectos" de arquitectos nacionais e não só de Lisboetas ponto 2: se observares a Lista dos 8 concorrentes finalistas, 3 são portugueses, e um só do Porto Souto Moura, os outros dois é o próprio Carrilho da Graça e um seu antigo colaborador, o Paulo David, o que ainda reflecte uma maior importância ao arquitecto também como formador. por tudo isto e muito mais, deixe-mo-nos de bairrismo próprio do século passado, que essa cantiga já não tem razão de ser
  22. uma das melhores igrejas feitas nos tempos sem igreja...
  23. CBN não vale a pena, nos dias que correm, continuares a afirmar os ódios a escola do Porto. a "escola do porto" não é mais do que um grupo dos bons praticantes desta coisa da arquitectura, e sem dúvida que o Carrilho da Graça é um dos melhores "membros" dessa "escola", a escola da boa arquitectura.
  24. muito bem martimen, estas a dar um exemplo muito importante àqueles que eu pretendi criticar
  25. uma exposição em Londres do Massena? estou surpreendido e curioso ora conta lá como é que se lembraram dele
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