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Arquitectura.pt


kwhyl

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  1. então pessoal? imagens disto, quero ver...ninguém arranja nada?
  2. Em tempo de férias a discussão sobre arquitectura abrandou, proponho uma discussão sobre o Mercado do Bom Sucesso, e proposta ameaçadora apresentada por estes dias que chocou meia mundo e agradou a generalidade do público português. para inicio de discussão proponho uma visita ao recente blog http://ministeriocriativo.wordpress.com/ e para conhecerem a ameaçadora proposta http://mercadobomsucesso.wordpress.com/
  3. leitenm um domingo chuvoso é uma das grandes benesses que o deus tempo nos deu. tens a hipótese de ficar em casa, sozinho, a ler aquele livro que andas a aguentar à meses porque nunca tens tempo, porque nunca estás em casa. podes ver um filme, que sacas da net, que sacas no videoclub e depois gravas, que alguem te emprestou podes escrever, pensar, ouvir musica só a olhar lá para fora para a chuva. podes ir para o café fazer todas essas actividades ou nenhuma e ficar só a olhar para os outros se estiveres acompanhado a coisa muda, podes conversar, ou fazer todas as outras actividades acima citadas acompanhado. podes sempre sair, andar a chuva, com o sem guarda chuva podes ir ao cinema, ao teatro, a uma livraria... porque raio é que achas que num domingo chuvoso das duas uma, ou vais ao shopping ou ficas a ver televisão? tens uma vida muito triste meu rapaz chama-se o círculo vicioso do consumismo, vives para trabalhar, trabalhas para consumir, consomes para te entreteres, entretens-te para viver... é uma questão de escolha, ou escolhes trabalhar num shopping sem luz e ar natural, escondido do mundo numa superfície artificialmente nova, ou trabalhar em Guimarães defronte para as pedra históricas que fazem os edifícios e o chão...o que escolhes?
  4. fiquei duplamente contente ao ouvir as vossas respostas primeiro, porque não é todos os dias que se é comparado ao herberto helder elogios são sempre bem vindos, segundo porque ninguém ligou **** ao resto, ou seja, eu estava enganado e o mundo anda bem
  5. uma perguntinha: ou sou eu que ando muito desatento, deve ser isso, ou não vejo o senhor presidente da ordem dos arquitectos desde que a rtp fez a cortesia de dizer que a senhora Helena Roseta se preparava para se dedicar exclusivamente, e muito bem, à causo politica e um senhor careca com um nome engraçado foi empossado presidente, e não bastonário da ordem duns tipos que constroem uns museus? é que desde essa data, a senhora Helena Roseta já passou a vereadora da câmara de Lisboa, e muito bem a ota já mudou de sítio há agora, parece uma disputa política entre o train a grand vitesse umas ou duas pontes para Lisboa um mega shopping nas margens do Tejo a baixa das cidades a cair de podre, e a arder a periferia continua um caco o 73\73 foi aprovado ou uma coisa parecida os aldeamentos turísticos do Algarve fantasmas autoestradas para todo o lado aldeias históricas a serem comidas pelo mato o zumthor ganhou o pritzker a ecologia está na ordem do dia os agricultores andam descontentes ...
  6. de facto este sea life é muito fraquinho... ainda não entrei, e pelo que ouvi dos preços dos bilhetes nem dá vontade de entrar. mas por fora, aquelas forma dura, esquizoide, trespassada por umas curvas...não consigo formular um juízo qualitativo disto. o sítio era bestial, uma rótula entre a av.Boavista e a marginal, que podia ser apreendido de todos os lados pela sua proximidade com a rotunda, o que fazia dele uma peça para ser visualizada pelo carro. só me resto um comentário, que oportunidade tão bem perdida mas á má arquitectura já estamos habituados, mas era necesário aquele letering antiquado à lá junk food dos anos 90?
  7. lá vem o gajo do costume por a água na fervura e destacar, mais uma vez, a "invenção" dessa coisa da escola do porto a escola do Porto não é mais que uma invenção de teóricos, ora um teórico gosta de rotular, gosta de catalogar, agrupar, encontrar semelhanças nas diferenças, e encontra, encontra sempre, por mais falsas ou impensáveis dos seus fundadores. a escola do Porto, vou.lhe chamar pelo nome que lhe querem dar, foi "fundada" sobre a existente escola de belas artes do Porto pelo Carlos Ramos, um visionário que após as suas visões para um curso de arquitectura terem sido recusado em Lisboa, veio para o Porto ver se pegava, e pegou e o que é que pegou? simplesmente, reformar os românticos arquitectos que leccionavam um maneirismo, digo "antiquado" e perceber que por aí fora, por esse mundo fora, a arquitectura estava a mudar, seja lá o que a mudança for. reformou, introduziu novos professores na escola, jovens arquitectos, com uma visão mais aberta à arquitectura, e ás transformações sociais e espaciais, pessoal que entrava agora em contacto com o CIAM (Corbu e amigos), pessoal que acreditava nas visões dos italianos (o rossi e os amigos), pessoal que via os ingleses, que conhecia os brasileiros.(o bom modernismo brasileiro de Artigas e companhia)..em resumo, o ramos mete na escola de belas artes do Porto, mentes capazes de dar continuidade ás experiências que iam e vinham por esse mundo fora. ora, se forem a ver, o ramos fazia beirais e o Távora perguntava-lhe a validade desses beirais no sec XX, fazendo ele também os seus diferentes a rematar a telha, com uma grande conhecimento da tradição e da modernidade como os Lisboetas Keil ou Teotónio, o Viana de Lima desenhava moderno, moderno arrojado à Corbu, como o Losa, mais "aportuguesado" ao mesmo tempo que geria, já ditadura finda o CRUARB e a reabilitação do património do Porto. aí pelo meio aparece o Siza a desenhar a fabulosa casa de chá em Távora-wright-Aalto, os as piscinas da Conceição a branco liso sob telhado... o Souto aparece mais tarde, filho desta gente toda, tal como o Siza sem por o ** em cadeiras para dar nome, como toda a gente ainda pensa, Souto esse que depois de uma fase de criação do seu Neufart à lá Athoughia e modernismo de ponta hoje produz uma obra que é dificil de antever qual será o seu próximo passo. o Siza, hoje quando toda agente pensa que na faup se desenha sobre o desenho do mestre, o Siza anda 5 passos á frente do que qualquer arquitecto pode imaginar, já lá vai o traço característico das rectas paredes brancas com rasgo horizontal e ele hoje desenha mangas sinuosas ou simples volumes puros de betão antropomórfico. se alguém teve paciência para me ler, deve ter reparado na confusão da minha escrita. assumo agora uma intencionalidade a intencionalidade foi a expressão da complexidade linguística e espacial dos modelos seguidos ou construídos pelos tais mestres da escola do Porto, na qual era de prever que hoje, os seus alunos tivessem de seguir. a linha condutora de todos estes mestres? nenhum ou uma o método. a escola do Porto, se é que existe só exige aos seus alunos seguirem uma única premissa o método. e qual é o método? nenhum, é conhecer o sítio, conhecer a história da arquitectura, conhecer o desenho como ferramenta, conhecer a tradição e a inovação...partir para cada projecto com o perfeito domínio de todas as ferramentas que estão ao seu dispor para conseguir desenhar e construir um objecto, a que se chama arquitectura que seja o mais apropriado para o sítio, e esse qual é? é simplesmente aquele que o autor achar que deve ser, mais nada por tudo isto a escola do Porto como instituição nunca existiu, e sempre que algum defensor dessa causa, como outro grande mestre por exemplo Alves Costa o afirma, não quer afirmar mais que a escola do Porto é o método que pode resultar em objectos todos diferentes e não seguidores de uma linha, mas objectos fundados num método de trabalho que lhes verifique o seu fundamento "para este sítio, o que se fez foi isto, há de certo outras opcões, mas esta é uma delas pois verifica o..." e quanto á questão da liberdade de expressão seja ela espacial ou linguística? dentro dos arquitectos que dão aluas na faup e foram seus alunos temos por exemplo o secil Nuno Brandão e a sua já confirmada jovem carreira em díspares linguagens, o Prata que tanto Transforma um antigo armazém em habitação como constroi um percurso lúdico dentro de um pontão maritimo sob a égide da engenharia maritima, o Lacerda com o seu traça característico com a sua "falha nos dentes"e o dos seus colaboradores, o Camilo Rebelo e o seu museu de Foz Coa que cruza a escola com a rebeldia da idade e do herzog, o Valentim e as sus reabilitação á la carte ou à la inovação contemporânea, o Alberto lage e o aço contem em Coimbra, o Serôdio com casas modernistas e consolas de betão hospitalar, o Gadanho e a cor contemporânea, a Ana Silva e a construção ecológica, o Luis Pedro Silva e a espiral do Porto de Leixoes....entre muitos outros todos diferentes em linguagem e espacialidade, todos seguindo ou adulterando o método...
  8. lllarqlll trata-me por tu, tenho 25 anos, e "amanha já vou pensar de outra maneira" acho que é o segredo da arquitectura, chama-lhe evolução, chama-lhe constante aprendizagem e refinação...como não tinhas mais onde pegar, foste ali à frasezinha de assinatura tudo o que disse é o que penso, tou-me sinceramente a cagar pá concorrência dos 18mil, pós corruptos, pós estágios mal pagos, quero qualidade, quero arquitectura e urbanismo bem feita, quero que as pessoas acreditem em nós por educação, por convicção e não porque são obrigadas a usarem-nos...não acredito que o 73 venha dar um passo muito importante...aliás, mais te digo, estou descontente com o rumo em geral da arquitectura, do star system, dos grandes escritórios de centenas de escravos, da falta de "arte" e criatividade na arquitectura, dos promotores mal formados sem capacidade para perceberem as mais valias da arquitectura, apenas com a capacidade de perceberem que uma assinatura de um star no cartaz promocional lucra mais do que um risco bem feito, da corrupção economica que leva os ateliers em portugal a encherem angola de urbanismo desenhado a cad em lisboa, em vez de em conversa em luanda... por tudo isto, não me peças para pensar no grande salvador 73 o pritzker para o zumthor quer dizer muito, vem contradizer o rumo da arquitectura e dar esperança a gajos como eu, mais do que qualquer lei no corrupto parlamento nacional, cheio de burucratas do grande capital e deixa de me tentar atacar com merdinhas que não vale a pena, a sério...
  9. lllarqll o problema e a virtude dos fóruns é que os seus utilizadores têm a oportunidade de exprimir as suas opiniões sobre as matérias que lhes interessam. há sempre que concorde, há sempre quem discorde, há quem seja céptico, há quem seja optimista, há quem se preocupe com a qualidade, há quem se preocupe com a quantidade...e há, os que sem mais argumentos desatam a apelidar de "ridículo e desnecessário" a opinião contrária à sua ...assim se constrói esta democracia que já leva 35 anos. e ao fim de 35 uns congratulam-se que finalmente se aprovou uma coisa e ao fim de 35 anos outros lamentam os 35 anos perdidos e afirmam que já vem tarde, e acrescentam a necessidade de trabalhar numa nova frente: a educação... estamos esclarecidos ou preferes continuar uma discussão séria sobre um tema que nos interessa, e que deve ter opiniões contrárias, através de insultos?
  10. lol vasco burnay, tenho de dar o braço a torcer, foste mesmo "inovador" ao introduzir a qualidade das arquitectas neste fórum, tou no gozo como tu... de resto, claro que concordo com o teu comentário ao que te referes à verdadeira inovação
  11. maserati, ao teu comentário sugiro-te que acrescentes alguns conhecimentos de história e que compreendas a evolução da praça do comercio, os tempos em que foi feito, as ideias do marquês para aquilo...e que vejas exemplos de "redesenho" de praças com o calibre daquela, feitas contemporaneamente e que percebas que, por muito ecológicos que devamos ser, não são faixas verdes que resolvem a questão...
  12. joaor, bem vindo ao forum, espero que aqui consigas juntar mais algumas informações ao teu interesse pela arquitectura. é muito complicado seleccionar-te obras porreiras aqui no Porto, há tanto a casa de chá, a faup, serralves do siza, a torre do burgo e alfandega do souto... pá, muito difícil, pois começo a pensar e lembro-me de gajos como o Viana de Lima, o Távora, o Celestino Castro, o Losa, o Loureiro...os bairros do SAAL dada a minha incapacidade para te seleccionar sugiro-te que mal chegues ao Porto vás a Fnac ou então vai logo a biblioteca da faup e se conseguires da uma vista de olhos por um livro chamado "guia da arquitectura moderna e contemporânea do Porto" qualquer coisa com este nome e selecciona umas obras consoante o tempo que tens para visitar a cidade, procura coisas do Siza, távora, souto moura, viana de lima, loureiro, mario bonito, losa.... e no fim, volta aqui po forum e descreve-nos a tua experiência
  13. lol, agora também discutimos a qualidade estética das arquitectas? ó vasco, poupa-nos a esse comentário, há fóruns específicos para isso... maserati diz: "É estranho o que dizem dessa casa. Essa casa não tem nada de especial a não ser que está implantada no parque natural do Gerez (GERÊS), e não é mais do que uma cópia barata a papel químico de outras tantas existentes no mundo e já alguns anos que andam por tudo quanto é sítio, principalmente em revistas." o que é que andas a aprender na escola rapaz? pensas que vais inventar alguma coisa na arquitectura? mesmo que inventasses, isso não sairia do teu ego, mas sim dum conhecimento profundo de tudo o que te rodeia e a duma capacidade de continuares a história bem agarrada ao passado, por isso, pensava que já não iam aparecer mais este tipo de comentários por aqui, mas enganei-me, porra pa sociedade de informação que vende imagens "diferentes" como inovações e os nossos jovens "arquitectos" caem como patinhos...
  14. uma das figuras portuguesas que mais admiro é o Duarte Pacheco. nos tempos de Pacheco era "legal" expropriar sem pedir licença e transformar a rural e atrasada Lisboa num marco de modernidade e bem estar, entenda-se o que se quiser pois não vou desenvolver. hoje, os tempos são outros, já não se pode expropriar "legalmente", mas devia há erros urbanísticos que não teem solução, há erros turisticos que não teem solução, fico triste por ver o souto moura compactuar com os erros urbanísticos dando como resposta uma espécie de "vamos construir o principio de uma nova quarteira aqui ao lado" há centenas de casas de férias devolutas no Algarve, mesmo no verão seria tão fácil expropriar, deslocar, destruir e reconstruir o urbanismo algarvio reconstruir sobretudo com paisagem, com os belissmos núcleos urbanos pré-existentes e com um urbanismo turistico estruturado e estritamente necessário fruto duma visão de evolução e não de especulação. se queremos continuar a ser os mordomos da Europa, da arte de bem receber e oferecer, temos de reconstruir a nossa oferta, o turismo já não quer este algarve, o Souto Moura ainda quer?
  15. pa...burro ele não é,há que saber usar as novas tecnologias para auto-promoção. de facto, se fez isso, há que lhe tirar o chapéu, realmente não há site ou blog que lhe valha, a wikipedia é o sitio para estar neste momento da arquitectura dele, duas palavra, não gosto dele o que gosto é da habilidade com que se mexe para arranjar projectos, e nos dias que correm miesogeno mais vale um habilidoso que um bom!
  16. ora bem, como tudo foi feito com leis e não com educação e ensinamento ao povinho destas coisas da arquitectura, as casinhas mimosas de desenhador passam a ser assinadas não por engenheiros mas por arquitectos sem escrúpulos e com pouco dinheiro,fácil... os desenhadores vão ficar completamente na mesma, e ainda bem, coitados, pois apenas uma pequeníssima parte do trabalho de valorização da arquitectura e dos arquitectos foi feita, e estes belíssimos e úteis profissionais que desenham casas baratas e bonitas ao gosto do cliente vão continuando, até á sua extinção natural, nem que seja pela idade, pois hoje é tão fácil entrar num curso de arquitectura que não há desenhadores novos continuo sem perceber o que move aqueles que gritam e urram a vitoria da arquitectura pela aprovação desta coisa do 73...nada vai mudar, nem em termos de empregos, nem em termos de qualidade arquitectónica, nem em termos de ordenamento do territorio, nem em termos de respeito pela história e pelo uso da cidade....nada só o nosso próprio descrédito: já viram o que o povinho vai dizer quando ler no jornal que agora os projectos de arquitectura só podem ser assinados por arquitectos? "ai, estes chulos dos arquitectos que fazem museus e estádios de futebol agora também querem fazer as nossas casas" não vale a pena, vamos é trabalhar noutra frente: educação,
  17. tudo muito bem feito, chamam os arquitectos responsáveis pelos parques verdes para dar opinião, mas no fim das contas será tudo uma decisão politica aborrece-me que as decisões do ordenamento do território continuem entregues a políticos, já que não podem ser os arquitectos, urbanistas, sociólogos, artistas, geógrafos, historiadores, preferia que fossem apenas os economistas, esses ao menos sabem fazer só as contas e arranjariam uma solução económica, os políticos, um caso raro de um ser que sabe de tudo tudo ( e não de tudo um pouco) vão cruzar o seu vasto saber de economia com o de urbanismo e fazer um bolo bem jeitoso já vencemos o 7373, para quando o ordenamento do território, daqui a outros 35anos com mais 5 de tolerância para os políticos se habituarem à ideia ?
  18. sérgio, as praças são sem duvida o lugar para a permanencia mas a questão é outra não gosto de turismo,não gosto do turismo nos moldes em que ele é praticado veja-se roma, veneza, barcelona, paris, são cidades lindas, duma qualidade arquitectónica, memorial, exemplar mas são, hoje, sobretudo, cidades que se "dão" ao turismo, que se transformaram ao sabor económico do turismo.. e nós, pela nossa qualidade e defeito de óptimos mordomos da arte de bem receber vemos no turismo a nossa grande fonte de subsistência não quero Lisboa e o terreiro do paço transformado em atracção meramente turística, cheia de lojnhas com postais e restaurantes selectos cruzados com restaurantes com uma estética popular de um pais que não quer ser assim, com galos de barcelos e naprons de renda.... por isso defendo, que na impossibilidade do terreiro do paço ser para as pessoas usarem como usam o largo do seu bairro, com mercearias, quiosques e uma ou outra loja "necessária", então que este continue a ser o impessoal e austero, e lindíssimo, espaço de representação de Lisboa...
  19. gibag a questão da educação. se a sociedade quer ser educada? não tem de querer ou não querer uma pessoa educada, ou seja, que teve uma boa educação na ou nas escolas, e sobretudo em casa, está obviamente mais preparada para estas coisas da arquitectura, reconhece a posição do arquitecto, a sua mais valia, tem o sentido de gosto mais apurado e mais de encontro com a realidade contemporânea onde se insere, percebe de historia de cultura e evolução,certo? o que mais me questiono, hoje em dia, é o que que andamos a fazer há 35 anos depois do senhor de santa comba e os seus descendentes ideologicamente directos ter ido para debaixo da "terrinha".... como é que em 35 anos do que seria uma madura democracia nunca fomos capazes de educar os nossos, de criar mentes "criativas" para a cultura, para a história,para a inovação, para a simples preparação intelectual para agirem nas mudanças dos tempos? e hoje, nós, arquitectos, nos urbanistas, nos "fulanos" da cultura, nos fulanos da criatividade, nos fulanos da inovação pagamos a factura da nossa incapacidade comum de transformar este país em qualquer coisa... se por um lado, defendo que devemos "proteger" os desenhadores e afins, quero apenas dizer que não podemos desculpar-nos da ***** que andamos a fazer durante 35 anos e passar um pano por cima e pensar que lindo que vai ser a partir de agora só com arquitectos a fazer arquitectura há muito que fazer para além do 73/73 que não vai ser feito e que não é com berros de vitória dos arquitectos sobre o parolo e o desenrascado, que há 15 anos viu na falta de arquitectos uma oportunidade de carreira, que vamos lá temos que educar
  20. gibag falha minha nos desenhadores, falha ao explicar, pois muito bem sabes que não me interessa a assinatura (se é do eng ou do arq) mas sim a qualidade, e sabes bem que o "cliente" do interior não gosta (porque não foi educado para tal) de arquitectura dos arquitectos, gosta da arquitectura dos desenhadores (que por trás tem um eng ou um arq) a assinar, mas que por tua vontade, amanha não ia existir não sei se são 2, ou 100 ou 1000 esses fulanos, são e vão pagar a factura dos erros dos governantes e dos arquitectos durante pelo menos, repito, 35 anos fora do litoral e das grandes cidades, não sei se sabes, não há propriamente arquitectura ou engenharia, há um gajo, que é o senhor engenheiro que é a figura profissional que faz com que a casa do desenhador exista, ele faz a engenharia e assina, e é pago, e mal pago, (ainda bem !) pela ***** que faz o construtor, se é que ainda tem alguma coisa que fazer, desenha, constrói e pede ao senhor engenheiro que junto da câmara lhe valide a obra. amanha, por tua vontade, esse senhor ia ganhar metade da miséria que ganha não estou aqui a defender estas classes "profissionais", muito pelo contrario, estou apenas a dizer que eles, 2, 100 ou 1000 ou 5000, vão pagar a factura vão pagar porque tu e eu, que representamos os arquitectos, os verdadeiros, não fomos capaz de em 35 anos de democracia explicar e educar a sociedade para a arquitectura e a unica coisa que defendo aqui é que é justo darmos a esses 2 que sejam a oportunidade de, depois de nunca os termos ensinado o que era a arquitectura, para que servia, quem a devia fazer e porque, o tal "para que serve um arquitecto" terem 5 anos dignos para o perceberem e para se adaptarem a uma nova realidade que já tem 35 anos de atraso. a culpa não é deles, é nossa, que só agora que somos muitos nos importamos.
  21. O terreiro do paço vai ter um grande problema, vão encher as arcadas de cafezinhos turísticos, lojinhas, postaizinhos, hotéis de charme com grandes esplanadas e riquinhos estrangeiros à janela, grupos de 20 ou 30 chineses munidos de maquinas que não vão só passar mas vão usar. o terreiro do paço, devia-se manter como sempre quis ser, uma espaço de representação, simbólico, a praça de chegada a Portugal. não precisa de render, de lucro...precisa de estar lá e de ser visto, e não de ser permanecido, para tudo o resto há centenas de ruas e praças, e edifícios, a necessitar de vida em Lisboa que podiam receber os hotéis, os cafés, as lojas.... creio que a melhor hipótese para o Terreiro do Paço são os ministérios, só mesmo o próprio estado pode "usar" aquilo, uma vez que as rendas e as vendas serão tão altas que vão transformar um espaço esquecido dos lisboetas para um espaço lembrado apenas, pelo alto turismo.
  22. lllarqlll sabes que não podes, pura e simplesmente, dizer que a partir de hoje, todos aqueles que não eram arquitectos e assinavam projectos o vão deixar de fazer. porque não estamos a falar de grandes empresas que tanto lhes dá terem um arq ou um eng. tamos a falar de centenas de desenhadores, engenheiros, construtores, de pequenas cidades ou aldeias que ganham meio milhar de euros ou menos, por projectos, que não lhes basta agora a crise, como também os vão proibir de fazer uma coisa que eles fizeram toda a vida e não sabem fazer mais nada (dizemos nós, nem aquilo eles sabem fazer) não podes, do nada, dizer a um fulano desses, que nem sabe o que é uma lei, quanto mais o 73/73 que ele vai deixar de fazer aquelas casinhas que o cliente adora... é uma questão de respeito para com essas pessoas, que lhes alimentaste o futuro durante anos, que agora para alimentares o futuro doutros eles vão ter de dar por terminada a sua profissão 5 anos é mais que justo para essas pessoas, que vão ter de pagar pelo erro que os arquitectos e governantes fizeram durante, pelo menos 35 anos
  23. 5 anos é sobretudo o tempo necessário para quem exerce arquitectura e não está habilitado para isso se actualizar, ou seja tirar o curso de arquitecto e entrar na ordem... não foi o bóbi dos arquitectos que forçou esta lei a andar para a frente, foi o lóbi das escolas de arquitectura.
  24. joagin, agora sim, lapso, claro por acaso ainda estou a acabar o curso, não sendo por isso menos "arquitecto" que tu pois já tive a minha dose de projectação em ateliers e conheço bem demais a realidade da ética ou falta dela e o patobravismo instalado está muito perto da realidade onde vivo quando digo o que disse, é porque conheço bem a realidade, não estava obviamente a falar de ti,porque não te conheço, mas estava a falar das pessoas que conheço, supostamente "a nata da nata" da arquitectura que sei perfeitamente que se lhes fosse possível encostarem-se a certificação energética o fariam sem olhar para trás nestes tempos de crise. nesse sentido, agrada-me a ideia de que antes de um gajo se encostar tem de tentar ganhar a vida doutra maneira. e sim, a certificação energética, nos moldes em que esta preparada é um encosto bestial
  25. joaquin, sabes que por um lado ate nem acho mal já viste o que era o saíres da faculdade e pensares "ah, ja tenho tacho na certificação" iria piorar o nível da ética profissional dos arquitectos quanto ao resto que dizes, tens razão em quase td..
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