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Podes ver o inquérito à arq. do século XX, o "habitar", dar uma vista de olhos pelas revistas, que tem sempre a informação mais recente.
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[Curiosidade] Qual é a parte mais chata na Arquitectura?
Sputnik replied to JAG's topic in Arquitectura
Acho que falar com o cliente é das partes mais fixes -
[Curiosidade] Qual é a parte mais chata na Arquitectura?
Sputnik replied to JAG's topic in Arquitectura
Acho que falar com o cliente é das partes mais fixes -
Rake, por acaso sempre achei que a obra mais bela do Porto era a Ponte da Arrábida. Já te ocorreu pensar que essa separação entre engenharia e arquitectura é apenas fictícia? É uma questão de especialização. Uma questão prática de desdobrar o trabalho: um apertar o parafuso e o outro apertar a porca. E talvez ficarias admirado de saber que alguns dos melhores arquitectos dedicaram a sua vida a fazer trabalhos em que apenas "orientavam" a estrutura da casa, deixando aos próprios usuários concluir. a seu belo prazer, a sua própria casa: Nuno Portas, Le Corbusier, são alguns deles. Hoje realmente é difícil, com o grau de exigência e de regulação da nossa actividade. Mas adquirir a qualidade de ser flexível é uma enorme e laboriosa conquista da arquitectura actual, da qual Portugal tem um espólio riquíssimo, e que não é utilizado, nem sequer muito conhecido. E enganas-te profundamente ao pensar que podes habitar uma casa mal concebida. O desperdício, os efeitos nefastos, a depressão e eventualemente os problemas de saúde que te poderia causar uma má concepçãp da casa são incalculáveis.
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Rake, por acaso sempre achei que a obra mais bela do Porto era a Ponte da Arrábida. Já te ocorreu pensar que essa separação entre engenharia e arquitectura é apenas fictícia? É uma questão de especialização. Uma questão prática de desdobrar o trabalho: um apertar o parafuso e o outro apertar a porca. E talvez ficarias admirado de saber que alguns dos melhores arquitectos dedicaram a sua vida a fazer trabalhos em que apenas "orientavam" a estrutura da casa, deixando aos próprios usuários concluir. a seu belo prazer, a sua própria casa: Nuno Portas, Le Corbusier, são alguns deles. Hoje realmente é difícil, com o grau de exigência e de regulação da nossa actividade. Mas adquirir a qualidade de ser flexível é uma enorme e laboriosa conquista da arquitectura actual, da qual Portugal tem um espólio riquíssimo, e que não é utilizado, nem sequer muito conhecido. E enganas-te profundamente ao pensar que podes habitar uma casa mal concebida. O desperdício, os efeitos nefastos, a depressão e eventualemente os problemas de saúde que te poderia causar uma má concepçãp da casa são incalculáveis.
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Então então?... Com uma coisa concordo com o nosso amigo: tirar um curso de arquitectura não é garantia de nada. Há pessoas capazes de passar por isso e continuar igual.
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Então então?... Com uma coisa concordo com o nosso amigo: tirar um curso de arquitectura não é garantia de nada. Há pessoas capazes de passar por isso e continuar igual.
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"arquitectura não se ensina..."
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"arquitectura não se ensina..."
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A título de curiosidade, aqui ficam algumas imagens inéditas sobre o Mercado do Bolhão. A 1ª é um dos anteprojectos em que era previsto o mercado ocupar as duas alas à direita e à esquerda da Rua Sá da Bandeira - a rua foi aberta ao mesmo tempo do que o mercado. A 2ª é a cobertura de aço e vidro para esse mesmo projecto. A 3ª é a única imagem que conheço em que é possível avistar o alçado interior do Mercado. Sem uma cobertura, a galeria foi rapidamente tapada.
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A título de curiosidade, aqui ficam algumas imagens inéditas sobre o Mercado do Bolhão. A 1ª é um dos anteprojectos em que era previsto o mercado ocupar as duas alas à direita e à esquerda da Rua Sá da Bandeira - a rua foi aberta ao mesmo tempo do que o mercado. A 2ª é a cobertura de aço e vidro para esse mesmo projecto. A 3ª é a única imagem que conheço em que é possível avistar o alçado interior do Mercado. Sem uma cobertura, a galeria foi rapidamente tapada.
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É isso mesmo! Realemnte "Quem conta um conto aumenta um ponto". E com o passar dos anos (pois ouvi essa história da boca do próprio Souto Moura) algumas coisas vão desvanecendo, transfigurando-se, ou somos nós que as alteramos. Sobre o Gaudi, realmente a sorte dele foi ter tido um Mecenas riquíssimo e meio louco chamado Gell, disposto a pagar aquelas fantasias. Gaudi queria mesmo era ser escultor, mas depois descobriu o que podia fazer com uma porta...
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É isso mesmo! Realemnte "Quem conta um conto aumenta um ponto". E com o passar dos anos (pois ouvi essa história da boca do próprio Souto Moura) algumas coisas vão desvanecendo, transfigurando-se, ou somos nós que as alteramos. Sobre o Gaudi, realmente a sorte dele foi ter tido um Mecenas riquíssimo e meio louco chamado Gell, disposto a pagar aquelas fantasias. Gaudi queria mesmo era ser escultor, mas depois descobriu o que podia fazer com uma porta...
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Acho que fizeste muito bem em colocar aqui a tua composição. E desculpa a minha crítica, mas foi apenas para demonstrar que um texto, um argumento, é como aquele jogo do tetris, em que podes pegar numas coisas e passá-las para outro lado e vice-versa, montá-las como te apetecer, desde que comunique bem o que quer comunicar. Por vezes conseguimos ir mais além apenas por fazer este exercício de montagem de argumentos. No meio da montagem, ei que de repente alguns argumentos nos parecem forçados, ou repetidos, ou bons, só por estarem organizados, e pedem por outros, ou para desaparecerem. E assim, aos poucos, se fazem bas composições. Como já te vi dizer, "à que ter a fasquia alta". Se leres a minha proposta de correcção com atenção, verás que tive como condição utilizar as tuas próprias frases, sem as adulterar. Pode não ter ficado um grande texto, mas já começa a tomar corpo. E não acredito que algum prof te tenha feito uma crítica tão minuciosa. Por isso, agradecimentos aceites.
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Acho que fizeste muito bem em colocar aqui a tua composição. E desculpa a minha crítica, mas foi apenas para demonstrar que um texto, um argumento, é como aquele jogo do tetris, em que podes pegar numas coisas e passá-las para outro lado e vice-versa, montá-las como te apetecer, desde que comunique bem o que quer comunicar. Por vezes conseguimos ir mais além apenas por fazer este exercício de montagem de argumentos. No meio da montagem, ei que de repente alguns argumentos nos parecem forçados, ou repetidos, ou bons, só por estarem organizados, e pedem por outros, ou para desaparecerem. E assim, aos poucos, se fazem bas composições. Como já te vi dizer, "à que ter a fasquia alta". Se leres a minha proposta de correcção com atenção, verás que tive como condição utilizar as tuas próprias frases, sem as adulterar. Pode não ter ficado um grande texto, mas já começa a tomar corpo. E não acredito que algum prof te tenha feito uma crítica tão minuciosa. Por isso, agradecimentos aceites.
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Cuidado ao inspirarmo-nos, ou ao utiliizarmos coisas estrangeiras. Convém saber que eles utilizam sistemas construtivos que para eles estão generalizados, e para nós são improváveis. Na Holanda (e repúblicas vizinhas) todas as peças são fabricadas através de módulos de 30 cm, pensadas para serem acopladas a sistemas estruturais, de isolamento e montagem adequados ao seu clima e formas de produção.
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Cuidado ao inspirarmo-nos, ou ao utiliizarmos coisas estrangeiras. Convém saber que eles utilizam sistemas construtivos que para eles estão generalizados, e para nós são improváveis. Na Holanda (e repúblicas vizinhas) todas as peças são fabricadas através de módulos de 30 cm, pensadas para serem acopladas a sistemas estruturais, de isolamento e montagem adequados ao seu clima e formas de produção.
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[Curiosidade] Qual é a parte mais chata na Arquitectura?
Sputnik replied to JAG's topic in Arquitectura
As coisas deve ser vistas pelo seu lado positivo. Sempre pelo seu lado positivo. Não vale apena realizar um trabalho em forma de crítica, seria puro sofrimento. As coisas surgem e são motivadas pelo seu valor positivo. Unicamente. -
Suponho que cheguei um pouco tarde... Penso que as linhas suaves do Museu são-no para contrastar com as linhas rectas de Nova Iorque. Assim insere-se no local por contraste e não por concordância. E afunila para baixo por uma questão estética: a história dos quadros parece-me ser uma desculpa... A forma torna-se muito mais sensual - existem desenhos de processo em que não afunilava tanto, e o museu parecia um trambolho. De fora apercebemo-nos claramente da sua organização interna em espiral - é uma forma de Museu que já havia sido explorada antes, pelo próprio Corbusier no seu Mundaneo: a pessoa sobe num elevador e desce em espiral para ver a exposição em percurso contínuo. No final a rampa inverte o sentido da descida, para desanuviar a pessoa do longo percurso no mesmo sentido... Sofreu claramente uma obra de ampliação - não reparaste nas fotos actuais em que há ali qualquer coisa acrescentada?... Good luck
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Acho que sentir-me-ia realizado se soubesse que consegui convencer uma única pessoa a realmente pegar no livro e dar uma vista de olhos. Não acho que seja coisa pouca. Frequentemente penso que qualqer coisa que esteja além de uma pesquisa no Google já é pedir demais. Não veem que isso faz mal aos olhos?!!
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"incutir nos restantes que a arquitectrura é uma necessidade?!... Hum... Acho que nunca tentei fazer outra coisa na vida. Sempre que me aparece um cliente com personalidade tento entusiasmá-lo o máximo possível, através do meu próprio entusiasmo: ir junto com ele ao terreno; visitar a sua casa e perceber quais os seus problemas diários. Ele envolve-se de tal maneira no projecto, que é como se estivessemos "dançando" juntos... Só aconteceu uma vez. De resto são coisas para vender, baratas e consensuais. Tenho a convicção que, para as pessoas, o arquitecto é um técnico que só tem de desenhar o que eles querem. Aliás, é pior do que um técnico, porque o técnico não questiona, limita-se a fazer, a passo que o arquitecto vai tentar lhes impingir o que ele quer, o que ele acha bem, a sua assinatura, à custa do suado dinheirinho que eles ganharam. Muitos apenas nos consultam para resolver problemas de legalidade, para ultrapassarmos a imensa linguagem borucrática, processos e leis. Só querem que a coisa seja aceita na Camara à primeira e sem chatíces. Quantos processos de loteamentos de coisas que já existiam... Isto é tanto cverdade que só nos pagam depois do projecto aceite, como é evidente.
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Do lixo se faz construção. Se é arquitectura, já não tenho tanta certeza... Vê o Samuel Mockbee, um americano.
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Depois de uma extenuante e atribulada viagem até ao coração da America Latina para estudar as tribos nómadas dos Bororos, ainda antes da guerra, eis que o autor chega a tempo de registrar a profunda relação que existem entre a ocupação do espaço e as relações sociais e sistema hierarquico entre os membros da tribo: Dispostas as aldeias em circulos, passavam uma linha imaginária que subdividia a população em dois grupos: de um lado os Cera, do outro os Tugaré. Essa divisão é essencial por duas razões: primeiro, um indivíduo pertence sempre à mesma metado do que a sua mãe; a seguir não pode desposar senão um membro da outra metade. Desta forma evitam a consanguinidade, por exemplo. A organização espacial estava tão entranhada na cultura ancestral dos Bororos que os exploradores rapidamente descobriram que a melhor forma de "civilizá-los" era transferí-los para uma rua com casas paralelas...
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É tão nervológicamente oposto à grande maioria dos relatos históricos e documentários comerciais daqueles canais de televisão ditos "cultos", que cativa imediatamente a nossa atenção. "Odeio as viagens e os exploradores. E aqui estou eu disposto a relatar as minhas expedições... O facto de serem necessários tantos esforços e depesas inúteis para se atingir o objectivo dos nossos estudos não (lhe) confere qualquer valor... As verdades só tem valor quando libertas dessa ganga ... dessa escória da memória."
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Êpá, vou tentar organizar essa confusão de argumentos, pelo que pude perceber deles, e cortar tudo o que não fiz a mínima ideia: 1.Existem diferentes tempos: O tempo histórico da obra – contexto histórico social (“que não farão sentido senão na sua envolvente particular, naquele preciso momemto/tempo”). Tempo de projecto; Tempo de construção; Tempo de utilização. Por esta razão, podemos dizer que um edificio tem vida. II. Desenvolvimento 1: Sobre o Tempo Histórico Ora a palavra tempo pode ser interpretada como a evolução da arquitectura ao longo da história. Uma obra só faz, de facto, sentido quando enquadrada na sua época, na sua envolvente social, económica e cultural. Portanto, nunca devemos julgá-la ou avaliá-la pelos padrões arquitectónicos do presente, mas sempre considerando a conjuntura da época da sua construção A concepção de um espaço deve ter em conta factores culturais; económicos; a sua área envolvente; o aproveitamento de condicionantes naturais; as texturas; entre muitos outros factores que trarão ao objecto uma componente emocional.). Uma solução nunca poderia ter o mesmo sentido senão naquele lugar e enquadramento particular, o que é visível em toda a história da humanidade. É lógico dizer que o planeamento de um espaço não deve assentar em aspectos meramente fisicos, pois se tal acontecer o espaço ficará desprovido de significado. Podemos “ver a história da arquitectura” em termos de “participação vertical” (a que Tavora se refere como sendo “a que se realiza entre homens de épocas diferentes”) e à “participação horizontal” (“que se realiza entre homens da mesma época). As cidades não são senão camadas de tempos sobrepostos, em que Monumentos históricos coexistem com obras do presente valorizando-se mútuamente. 2: Sobre a Dimensão Temporal da arquitectura A arquitectura obriga pela sua natureza a uma concepção do espaço dinâmico, que CRIA um conjunto de sensações sequenciais. Só a exploração da dimensão temporal permitirá a criação de um espaço com identidade e significado próprios, II. Conclusão Se a exploração da quarta dimensão busca um espaço dinâmico, harmonioso, que serve o melhor possivel os seus utilizadores, isto pressupõe uma evolução do factor tempo que acompanha as mudanças da sociedade e da própria natureza. Por esta razão... A obra nunca será intemporal. (Ui! Aqui descordo completamente) ................................................................................. Como podes ver, há muito sobre o tempo do historiador, e muito pouco sobre a dimensão temporal da arquitectura, que era a que mais interessava. Faltou dizer que é melhor aquela obra que é capaz de jogar com o tempo, que é flexível, que acita diversas utilizações, que se adapta às várias gerações, que se faz aos poucos e gradualmente, como tem de ser o plano de uma cidade. Não imagino melhor exemplo para falar do Tempo do que as cidades, mas tb só me ocorreu isso agora... Aquele abraço SPUTNIK
