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Sputnik

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Everything posted by Sputnik

  1. esquece o autocad. arranja o revit!
  2. A propósito, queria partilhar a opinião, minha de arquitecto e de alguns colegas engenheiros, de que as profissões encontram, em portugal, excessivamente separadas! Somos da opinião de que na maioria dos casos simples, como calculo de estruturas para vivendas unifamiliares, ou mesmo edifícios até determinados pisos, poderiam e deveriam ser os próprios arquitectos a calcular, como acontece em espanha. Pontes, túneis, autoestradas, barragens, infraestruturas, isso sim são obras de engenharia!
  3. Tenham santa paciencia...
  4. Que confusão vai nessa cabeça... Não conheço a "Lage colaborante", mas sim a COFRAGEM colaborante, que é uma cofragem que além de reter o betão enquanto ele seca, fica a fazer parte da lage depois de seco, dai que "colabora" estruturalmente. Coloca-se a cofragem sobre as vigas e vigotas de aço, depois despeja-se o betão por cima. Geralmente não precisa de mais armação nenhuma. É uma solução perfeitamente compatível, até aconselhável, com uma estrutura de aço. Mas se o teu problema é fixar os revestimentos, para que raio queres o cimento?? Porque não fixas a estrutura de alumínio de suporte dos revestimentos directamente nas vigas e pilares de aço?
  5. Pois experimenta passar 6 horas seguidas a trabalhar numa sala sem janelas, que já te passa a poesia toda... Pois conheço bem a obra do mestre, e esta inclusivo, pois morei aqui ao lado (sob risco de ser assaltado pelos vizinhos ali do aleixo) e acho que, sendo uma obra bem feita, não tem nada de especial - talvez derivado do facto de ter sido feita em grupo, ou porque não estava lá muito inspirado, sei lá. O Herzog, por exemplo, tb tem obras boas e obras más - como aquele triângulo estúpido que projectou para Barcelona... Só porque é assinada por um mestre não significa que seja uma obra de arte. Não se pode ser sempre genial em todas as obras. Digo eu.
  6. Sou sempre da opinião de que não há melhor informação do que a que sai directamente da boca do autor: Le Ouvre Complete! A "análise da Forma", como o nome indica, trata da composição, e ignora totalmente as questões teóricas que estão por detrás.
  7. Descullpa discordar, mas essa casa transborda de tanta natureza. É tanto que é só o que se vê desde dentro. Devemos sentir a passagem das estações, do clima, as mínimas variações do ambiente exterior (inclusivo a temperatura), devem afectar imediatamente o ambiente da casa. Aliás, não é bem uma casa, porque uma casa deve ser um abrigo, e isso é mais bem um pavilhão idílico, um sonho inatingível. Uma casa para o Zaratustra, como afirmou Charles Jencks. Para mim, mais uma tentativa falhada: segue vitoriosa a natureza.
  8. "Quando a arquitectura simula uma permanência perene e sentimos que aquele sítio já não pode prescindir daquele objecto preciso, significa que a arquitectura adquiriu o estatuto de coisa natural" Souto Moura
  9. "penso que a única solução deve passar pelo encerramento de todos os cursos que não cumpram os requisitos para serem reconhecidos pela ordem. É errado estar a criar falsas ambições a alunos que andem nestes cursos" Bravo! O acesso às principais universidades era, de facto, controlado através de provas de acesso criadas e avaliadas pelas próprias universidades, e por alguma razão perdeu-se esse hábito... Penso que com a generalização do ensino (Bolonha), a tendencia será de generalizar as leis também, pelo que a situação será dificilmente reversível. Pode haver quem ache que o acesso deveria ser facilitado de qualquer maneira, pois o próprio mercado serviria de filtro entre os "bons, maus e vilões", mas na realidade não funciona bem assim...
  10. Sputnik

    Nada

    Não acho essa comparação lá muito justa, porque quer a construção popular, quer a arquitectura erudita da antiguidade, são um corpo de técnicas e conhecimentos que passavam lentamente de geração em geração, e poucos se arriscavam a exprimentar outra coisa. O "artista" não tinha muito grau de liberdade, mas tb menos probabilidade de fazer asneira!! Nem sequer falamos de autores, porque as obras são do colectivo. Dai que o grau de qualidade média da produção geral era muito boa. As escolas eram absolutamente rígidas, etc. Hoje aclamamos à liberdade individual, ao exprimentalismo, há uma obsessão pela originalidade, em consequência, é só abortos por todo lado. As obras de elevada qualidade existem, mas são uma num milhão. Mas a verdade é que ninguém quer voltar o tempo atrás...
  11. Habitação social?? Com aqueles desperdícios todos?!
  12. Meu caro, As regras existem para serem utilizadas, são uma ferramenta, como um martelo. A regra da simetria, por exemplo - o meu amigo está certamente familiarizado com esta regra ancestral - serve para garantir o equilíbrio. É sabido que existem muitas outras formas de atingir esse objectivo, mas é sempre bom poder contar com mais esta. Louis Kahn não teve problema nenhum em usar e abusar desta regra. De resto, cada um sabe de si asta
  13. Its very beautyfull, tanks The main volume seams to bee suspended from one of the sides, right? Do you have any more images?
  14. Não há problema nenhum em adjectivar, só que adjectivar não informa rigorosamente, e isso, para o investigador, não serve, simplesmente. Nós queremos factos! Dimensões! regras! coisas palpáveis, e copiáveis... Não saber as opiniões uns dos outros, pra isso já bastam as revistas. Umas mensagens atrás li qualquer coisa do estilo: "Não digas ao prof que é bonito... porque passas vergonha". Acho este tipo de mensagens ridículas. Ninguem passa vergonha por achar bonito, mas sim por não saber dizer PORQUE É que é bonito, ou como controlou essa beleza. Isto é, em vez de dizer que é bonito, diz que utilizaste um traçado regulador para o alçado, ou uma determinada proporção no dimensionamento do vão, ou que escolheste um vão de porta que cria um ritmo adequado, um material contrastante cuja cor aviva o sítio, ou qualquer coisa assim, e que no fim, esses "truques" serviram para teres um controlo da estética do objecto que pretendias. Abraço a todos
  15. Em relação à palavra "dinâmico", não vejo o mal de a utilizar, desde que com cautela, e depois de se conhecer bem o projecto em questão. Quanto à palavra "Giro" a história é diferente... Depois disto, acho que as palavras "giro", "bonito" entre outras... devem surgir num só dentro dos 5 sentidos, da pessoa, que no fundo é a razão da arquitectura.
  16. Tanta bulha e não chegamos a lado nenhum... que raio de "experts...!! Se nos limitamos a dar opiniões sobre opiniões, a coisa não anda! Em resposta ao Nunomiguelneto, um adjectivo em arquitectura é o mesmo que é em literatura: significa isso mesmo: um adjectivo: grande, pequeno, feio, giro, etc. Não joguemos com as palavras: dizer que uma coisa é grande é subjectivo, mas dizer que tem 30m por 10m por 5m, é ser rigoroso e objectivo, e logo verá se é grande em relação a qualquer outra coisa que esteja ao lado, ou não. Quem quer que tenha um espírito minimamente científico distingue claramente o que é informação útil, bruta, pura, daquela que são especulações e "bitaites" dos escritores. Leia-se, por exemplo, um dos livros do prof. Domingues Tavares! Desafio-vos a encontrar uma afirmação de gosto subjectivo... E desculpem a advertência, mas a estética e a beleza podem perfeitamente ser abordadas com espírito científico, podem ser trazidas do inconsciente para a prática profissional, classificadas e quantificadas em cânones válidos para determinada circunstãncia! A beleza provém, geralmente, uma relação entre diversos elementos: da relação do objecto com o local, ou da relação entre as próprias dimensões do próprio objecto. O assunto está mais que documentado, por isso não me vou por aqui a divagar. O que quer que opinem sobre isto, NÃO JOGUEM COM AS PALAVRAS, porque isso ainda é pior que opinar gratuitamente
  17. tou nos açores... buaaaaaaaa!!
  18. Sputnik

    Nada

    Apenas um reparo: o edifício da Bauhaus do Gropius é já material histórico (não é preciso esperar 1000 anos), e o seu valor, a sua aceitação, ou não, por parte do público, é algo que ultrapassa naturalmente a vontade do Gropius. Vivemos uma época de ilusão: o corajoso projecto de recriação da torre medieval ao pé da Sé do Porto, do arq. Fernando Távora, de granito, assim granito mesmo, tem apenas 2cm de cada lado da parede - o interior é oco. Também o Museu de Santiago, de Siza Vieira, recorre ao mesmo - aliás, foi um sacrifício para conseguir fazer a pedra de canto oca, sem revelar o sistema... Enfim, o que é verdade é que nem aos antigos, nem a estes dois, se pode acusar de não estarem em sintonia com a sua época! Talvez seja isso o mais importante
  19. Ah, quase me esquecia: a terceira "limitação", a económica! Pá, considero absolutamente inadmissível que a limitação económica sirva de desculpa para o mau projecto e péssima construção. Talvez seja exactamente ai que se distingue o bom arquitecto: quando não pode utilizar os caixilhos de bronze de cima abaixo, que aplicou em todos os projectinhos da faculdade, indiferentemente se era uma casa ou uma biblioteca, chegada a hora de compor um modesto alçado com janelas de alumínio...
  20. Koolhaas, acabo de ver aqui uma coisa que é capaz de te interessar: "Cidades X Formas. a new lens for the urbanistic project", editado por Joan Busquets, em colaboração com Felipe Correa. Sobre a minha última mensagem, queria dizer-te que, quanto à maioria das soluções construtivas, até partilho da tua opinão, mas o que me pareceu realmente interessante foram as soluções a nivel do ESPOÇO PÚBLICO. É ai que é capaz de te ter escapado alguma coisa... Boa sorte para a tua prova
  21. bom, o problema pode ser da tua vista... De qualquer forma aqui vai mais um bitaite: "Cidade e Democracia", Álvaro Domingues
  22. Para a DIMENSÃO SOCIAL na arte de projectar, lê NUNO PORTAS. Vai ver as obras do SAAL. Alves Costa e tal.
  23. já fosta à Trienal??
  24. A questão merece um debate mais sério do que aqui se pode fazer, contudo acho que era conviniente definir melhor esse termo "limitação", e que espécies de "limitações" existem. Vejamos, se Mondrian resolve criar toda a sua Arte através das 3 cores primárias e manchas cinzas: o seu trabalho é por isso menos imaginativo?? Foram essas regras limitações à sua criatividade?... Até pelo contrário! Quanto às "limitações" impostas, legalizadas, de facto "Portugal" parece querer compensar toda a ausencia de visão crítica sobre o assunto dos últimos 50 anos (o REGEU desenhou as nossas cidades) com uma poderosa injecção de decretos, arriscando uma possível overdose. Ao que parece já nem escadas tiro são possíveis, segundo a nova lei das acessibilidades... Talvez antes de decidir a lei, os senhores responsáveis por tal, deveriam decidir o que é que se pode regular ou não! O regulamento pode dizer que são necessárias tantas casas de banho, mas não há necessidade nenhuma de dizer que tem de ter x por x por X!! Termino com um exemplo: Carlo Scarpa tem uma bela casota em Italia, cujo nome não me recordo (tem 9 pilares gigantes). Levou-lhe 10 anos a desenhar que cumpre rigorosamente todo o regulamento imposto.
  25. Parece que já está à venda há algum tempo...
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