Sputnik
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Sustentabilidade associada à tecnologia frequentemente significa: faz o lixo no quintal do vizinho. A produção de um paineil consome mais energia do que alguma vez ele irá produzir na sua curta vida de 10 anos, e é bastante poluente, só que é feito noutro país (quem diz painéis diz qualquer motor eléctrico, por exemplo). O melhor exemplo de sustentabilidade que conheço está no Inquérito à arquitectura popular. É a sustentabilidade natural, passíva: a de não haver gastos em primeiro lugar. Mas hoje em dia já ninguém se consola com um prato de sopa...
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1º Prémio Internacional de Arquitectura e Energias Renováveis
Sputnik replied to MartaMoreira's topic in Arquitectura
Continuo a achar que os paineis iriam encarecer demasiado a solução para uma situação de emergência a que (imagino) se destinam estas unidades. Incluso a sua rentabilidade é questionável. A Margarida respondeu-me com o enunciado do concurso, mas esta é uma crítica ao próprio programa do concurso, e não à solução, que, aliás, cumpre exactamente o que lhe é pedida. Frequentemente as situações de catástrofe, os acampamentos improvisados que se seguem, as instalações temporárias em locais disponíveis, tendem a tornar-se permanentes, e "nasce" ali mais uma parte de cidade. A mesma catástrofe que destroi as famílias é a mesma que gera um espírito de comunidade e de entre-ajuda entre as pessoas, capaz de unificar uma pequena comunidade. Acho um desperdício não aproveitar essas ocorrencias para gerar troços de cidade, pensar numa disposição das unidades habitacionais que pudesse tornar-se definitiva, desenhada para cada cultura e local específicos. Mas, é claro, estariamos a falar de outro exercício completamente diferente. -
[Ajuda] Urgente! "casa, uma máquina para habitar"
Sputnik replied to Daniela Magicc's topic in Arquitectura
lol Pois. Mas sabes que mesmo que não revoguem essa coisa, as camaras tem poder para, se quiserem, dizerem: só se aceitam projectos de arquitectos, e pronto. Só ainda não descobriram as vantagens de uma atitude dessas -
[Ajuda] Urgente! "casa, uma máquina para habitar"
Sputnik replied to Daniela Magicc's topic in Arquitectura
Querem saber de outro eterno problema do arquitecto? Ver-se representado por uma entidade. Sob o nome vago e difuso de "arquitecto" escondem-se os mais variados tipos e tipos de profissões: há o arquitecto da função pública, que talvez gostasse de ter um sindicato; há o arquitecto empresário, que de certeza não lhe interessa um sindicato; há o arquitecto com escritório de vão de escada - que são pessoas que tem de ganhar a vida; há o arquitecto burocrata, que ainda tem outros interesses. A ordem não pode nunca na vida representar os interesses de indivíduos tão dispares, com interesses e posições tão diferentes, e torna-se mais uma coisa elitista... E de maneira que estamos nisto. -
1º Prémio Internacional de Arquitectura e Energias Renováveis
Sputnik replied to MartaMoreira's topic in Arquitectura
Não se podem acusar de "plagiar" conceitos ou ideias, apenas soluções. Além do mais, como sabem que as ideias são vossas? Ou se elas vagueiam por ai e foram captadas pela vossa imaginação? Não estou a brincar: Agostinho da Silva não cobrava direitos de autor exactamente por causa disso, e Fernando Pessoa dizia a mesma coisa -
Onde será que o Siza foi buscar aquela ideia de curvar o gaveto do "Bonjour Tristesse"?...
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O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
Sputnik replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
Ah, perdão. Tá lá o Stirling... -
O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
Sputnik replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
Alvar Aalto F. L. Whight, e os discípulos de Taliesin Dos Team X, nem viva alma!! Archigram, não sei o que é Neo Brutalistas, isso come-se? -
Não era para ti, nem eu sou nenhuma papelaria
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Piodao | Edificio Multifuncional | Eduardo Mascarenhas de Lemos
Sputnik replied to JVS's topic in Arquitectura
Proponho que se faça um ponto de situação com os temas abordados. Falou-se em: Integração do novo com o antigo (aqui o discurso podia ser interessante, mas foi demasiado subjectivo); Preservação de património - se é ou não; entre preservação de uma IMAGEM da aldeia ou preservação real (económia, portanto); ETC - continuem, por favor... Penso que a polémica que foi gerada neste tópico tem a ver com uma dificuldade que todos sentimos que é a de haver uma espécie de linguagem convencionada generalizada para tudo o que é sítio: seja em Bragança ou em Rabo de Peixe: o chamado "minimalismo" - o próprio autor identifica a sua linguagem como "minimalismo" na memória descritiva atrás indicada, mas que no entanto desconfio muito... Minimalismo é descobrir apenas o que é essencial num programa e num sítio, e fazê-lo; não porque as janelas vão de cima a baixo, ou então o pano é completamente cego. Penso que a polémica não deriva desta obra específica, mas de uma certa "indigestão" que começamos a sentir por todas as obras parecerem iguais, e todas serem "minimalistas" ou lá o que lhes quiserem chamar. -
Porque não experimentas pegar numa resma de papel e preenchê-la de desenhos, tudo o que te aparecer pela frente, objectos e espaços, em, digamos, dois dias! Depois contas como foi
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[Ajuda] Urgente! "casa, uma máquina para habitar"
Sputnik replied to Daniela Magicc's topic in Arquitectura
Olá BDias, bem vindo ao Site. Infelizmente este tópico perdeu toda a razão de ser, uma vez que já passou o teste da Daniela, e ela não voltou a mostrar interesse no assunto. Desde então este passou a ser um espaço livre/absurdo/aleatório, para quem quiser falar a propósito de nada e sobre o que lhe der na telha, para onde o vento lhe levar, enquanto levar. E como não quero ser acusado de só reclamar, queria tb dizer que concordo plenamente contigo: não é nada mau ser-se arquitecto! Totalmente ao contrário, apesar do que as minhas reacções anteriores possam fazer pensar. O arquitecto não tem a rotina diária da maioria da outras pessoas: cada projecto é uma aventura, cada cliente uma história! Cada caso é uma hipótese de partiparmos na construção do sonho de alguém e nosso. As minhas reclamações não vão dirigidas directamente à especificidade do exercício da arquitectura, mas às circunstâncias em que praticamos: como quase todos os projectos são para clientes incógnitos, porque são para vender, ou para alugar, ou para rentabilizar de alguma maneira, então não havendo cliente perde-se talvez o aspecto mais essencial da nossa profissão. Queria só deixar isso claro. -
Tb sinto que os desenhos ficavam uma salgalhada. Já por diversas vezes apresentei desenho apenas com preto e vermelho. Amarelo é o preto que fica sobre o vermelho. Tb nunca utilizo mais do que 3 espessuras de linha, o que, de acordo com um bom critério de utilização, é mais do que suficiente.
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http-~~-//ecx.images-amazon.com/images/I/5198XRT0A8L._AA240_.jpgLautner, John Edição da: Taschen Custo: 7 euros, mais ou menos Foi um dos discípulos de Whight, participou concreta e fisicamente na construção de Taliesin. Mas a sua obra evoluiu para uma concepção absolutamente original de enorme qualidade. "Escolheu a arquitectura porque sentia que esta abarcava tudo o que constitui a essência da vida e era menos sujeita à rotina" "tenho todo o projecto na cabeça antes de o colocar no papel" Encontrei neste livro uma autentica bufada de ar freco, como se recordasse novamente, passados tempos, de que é que se trata a arquitectura. [ame="http://www.amazon.com/Lautner-1911-1994-Disappearing-Space-Basic/dp/3822839620/"]Amazon.com: Lautner, 1911-1994: Disappearing Space (Basic Art): Books: Barbara-Ann Campbell-Lange,Peter Gossel[/ame]
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[Ajuda] Urgente! "casa, uma máquina para habitar"
Sputnik replied to Daniela Magicc's topic in Arquitectura
JAG, aprende a ler. A proposta é que se INFORMEM os putos do liceu da situação real do país. Ninguém vai pegar-lhes na mãozinha. Segundo, se raciocinares um pouco, a informação só poderá servir aos que estão em dúvida, porque os convictos vão continuar a sair todos os anos, e pronto - ai tens a concorrencia. Depois, se fores ainda um pouco mais perspicaz, verás que a primeira mensagem que escrevi neste tópico foi uma de incentivar à discussão, não de "eliminar concorrencia". Sem ofensa. -
O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
Sputnik replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
Cordech Ershine Campos Baeza Saarinen Lina Bo Bardi Peter Zumthor Mario Botta Nem os clássicos Italianos: Scarpa Albini Gardella Ridolfi -
Ah, de facto interpretei mal a tua resposta. Sim, é inegável que o Movimento Moderno vem acompanhado de uma forte responsabilidade social, e isso ficou bem patente no Congresso de 48, aqui entre nós. Mas, ao lermos o capítulo adicional relativo ao Movimento Moderno em Portugal, que vem na História da Arquitectura Moderna de Bruno Zevi, escrito por Nuno Portas, ficamos com a impressão de que essa crença no potencial transformador social da arquitectura falhou: a opinião deste autor, e que eu compartilho, parece-me ser a de que a arquitectura não condiciona comportamentos sociais, mas antes encontra-se mais ou menos DISPONÍVEL a determinada utilização, ou não, e o que pode ser bom para uns falha com outros tipos de utilizadores. De qualquer forma parece-me que hoje estamos a voltar à tendencia elitista, não sei qual a tua opinião
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Bom. Novamente discordo fortemente. Os problemas sociais sempre estiveram associados à arquitectura, tal como os problemas da sustentabilidade e outros. Ora, quando um arquitecto projecta uma casa, seja em que época for, não tem em conta as relações sociais que irão ocorrer nesse espaço (espaços de aparição, de intimidade)? Não tem em conta os processos físicos e sociais de a tornar realidade? Não tem em conta as distinções de classes que existem entre a criada e os patrões? (as casas burguesas tinham duas escadas distintas). Não confundo arquitectura com nenhuma outra arte ou ciência ou ambas. Os problemas sociais, ecológicos, e outros mais, não podem senão contribuir para o programa e, no melhor dos casos, para o próprio processo (como foi no SAAL). Mas nem ai a competencia específica do arquitecto pode ser substituida. Trata-se sempre de encontrar uma ideia arquitectónico-construtiva, realizar um exercício de composição e organização do espaço e da matéria a que só o arquitecto está habilitado. Isto em defesa da profissão, que parece hoje desvanecer no meio de outras
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[Ajuda] Urgente! "casa, uma máquina para habitar"
Sputnik replied to Daniela Magicc's topic in Arquitectura
Se me perguntam porque desaconselho a profissão, a resposta é essa, e acredita que nem disse metade. Se me perguntassem porque escolhi a profissão, talvez a resposta fosse mais do teu agrado. Se alguém tem gosto por uma coisa, sente que tem vocação, tem mais é de ir à luta e de certeza que não se irá deixar intimidar nem pelos problemas, nem se iludir com os elogios. Haverá sempre lugar para os bons. Agora, quando o país estiver saturado de arquitectos a solução não é dificultar o acesso à ordem, como parece que irá acontecer com os advogados, mas sim AVISÁ-LOS ANTES de passarem 5 ou 6 anos de trabalho árduo e contas descomunais! E que importa que isto não tenha nada a ver com a máquina de habitar? É melhor ainda! Aproveite quem souber e calem-se os outros! I rest my case -
!!! Parecem as engenhocas do Leonardo da Vinci! Quanto mais entramos na era digital, mais fascínio temos pelas estruturas mecânicas, que revelam o seu funcionamento.
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8 princípios? Já agora, quais são os outros 3?
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Acho interessante que tenhas utilizado o Rietveld como exemplo de boa utilização da cor... Não sei se já tiveram a curiosidade de ver mais obras dele, mas nada tem a ver com a estética neoplasticista. Também o J. J. P. Oud faz o café, uma fábrica, e pronto... Que é que se passou? Porque abandonaram os arquitectos o movimento De Stijl?? A minha opinião é a de que aquela "pintura espacial" destruía completamente a arquitectura. As cores alteram a noção de escala! De que serve fazer um alçado de acordo com um ritmo, para depois pintar uma janela de cada cor?
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:p Se considerarmos que "moderno" é, antes de mais, uma atitude, ela irá sempre resurgir ao longo da história, para sacudir a disciplina conservadora. Eu não diria que "faltou seguimento, evolução das idéias", diria antes que, ao evoluirem, passaram a chamar-se outra coisa. (Le Corbusier chegou a ser chamado de traidor quando fez a Capela de Rochamp, no entanto há críticos que consideram que houve uma continuidade natural) Aliás, um dos maiores problemas com que se depara a crítica é fazer-se entender à custa de termos que estão absolutamente viciados: a palavra Moderno tem um significado diferente de pessoa para pessoa. Confunde-se frequentemente Moderno (ou modernos, como diz Jencks) com Estilo Internacional, com Funcionalismo, com Racionalismo, por vezes tudo no mesmo parágrafo. A crítica deveria começar por reinventar o seu vocabulário.
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Vivemos sem dúvida um período de incubação cultural, ao mesmo global e local. Não acredito, ao contrário do Jencks, que o Movimento Moderno tenha falecido na altura daquela explosão. Mais bem nunca se chegou a constituir, senão em pequenas sínteses episódicas. O sonho moderno foi uma ilusão: a arquitectura não é um condensador social, não transformou a sociedade, a industrialização não trouxe o benefício nem a melhoria das condiçoes de vida à maioria (os edifícios eram piores e mais caros de manter), a forma seguiu o fiasco. Outros decidem continuar a luta, como o Souto Moura, fiel admirador de Jervis d´Athouguia, e argumenta que, para fazer cidade, a Carta de Atenas "ainda não tem uma alternativa viável" !!
