Sputnik
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prognósticos, só no fim.
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Mas se a nossa preocupação fosse apenas a remuneração, em nada seriamos diferentes daqueles qe nos exploram. O que torna o caso grave é que se está a delapidar um bem que é Público, necessário, e que encontra-se em vias de extinção: TERRA, tanto a edificável como a natural. Por isso são tão grave os crimes urbanísticos - são irremediáveis. Mais ainda em Portugal, onde as Camaras nunca tem a coragem para demolir, ou quando parecem querer, já é tarde, pois as pessoas já se afeiçoaram às suas propriedades.
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10 principais razões para se namorar/casar com um(a) arquitecto(a)...
Sputnik replied to Dreamer's topic in Arquitectura
13. Voltam tão tarde e tão cansados, que dá tempo do/a amante fugir pela janela -
Alguns dos melhores hoteis da Itália resultam da reconversão das Casas Romanas, não só pelo valor histórico, insubstituível, mas porque possuem um pátio central, que funciona na perfeição como grande átrio, referencia absoluta em qualquer ponto em que nos encontremos no edifício. (Começamos já a trabalhar par uma tipologia de "hoteis") Se, por acaso, estiveres interessado na origem do nome Hostel (?), como surgiu e se desenvolveu inicialmente, lembro-me de um texto de Giorgio Grassi chamado "Para uma tipologia da casa em França", ou "para uma investigação da tipologia da casa em França", pá, qualquer coisa assim. Encontras isso na sua monografia. Hotel como os primeiros palácios a serem transformados em "casas colectivas de aluguer", que logo deram origem a uma tipologia muito própria. Tenho um gosto especial por ir ver as origens das coisas, porque é normalmente aí que encontramos a sua mais pura essência, a vontade que as fez brotar, a sua razão de ser... Mas logo há que perguntar, o que é um hotel HOJE.
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Não a cultura dos livros. Cultura daquela que não precisamos pensar para saber. E pra isso, não há melhor que viajar. Faz-nos VER o que somos.
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Conheço um arquitecto que abriu, além do atelier original, um atelier piloto em Lisboa. Consegue mantê-lo a funcionar com dois funcionarios qualificados (pagos a 900 euros mês) e uma frota de estagiários de graça. Também comprou um Audio para o filho. Como bem mencionou Ivo Sales Costa, é um problema de cultura
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JCMIRANDA, essa escada é um desafio até para a cabeça mais dura
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Penso que um hotel é, essencialmente, um grande Hall de entrada. Gosto daqueles em que desde o corredor de acesso aos quartos de alguma forma contacta com o grande Hall de entrada, o que funciona como uma referencia constante para o turista desorientado.
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A maioria dos projectos de reabilitação que consultei no CRUARB (já extinto) deste mercado eram demasiado humildes. Tivessem a coragem de construir uma ampla coberta envidraçada, proposta já no projecto inicial de Cassimiro Barbosa e Correia da Silva (1914) e nunca realizada, que permitiria libertar todas aqueles cobertas de lona horrorosas; tirassem aquela passadeira central miserável; e deixassem permanecer no espaço as vendedoras que sempre lá estiveram! Parecem-me exigências possíveis. e, pra mais, estratégicas para o futuro do mercado: porque começam a desaparecer as feiras e os mercados tradicionais, qualquer dia para vermos uma galinha temos de ir ao Jardim Zoológico!
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A tinta é, de facto, o que unifica a salgalhada de materiais diferentes. Bom, depois entrei em arquitectura, e nunca mais tive tempo pra nada mais. E agora que ganho uns trocos, então é que é mesmo raro sujar as mãos. Enfim.
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Barradas tocou no ponto. É mesmo falta de enquadramento que tá a falhar (porque manipulação de software é uma questão de prática). Apenas por baixar o observador a 30cm do chão e inclinar o seu ângulo de visão para cima, Asimplemind imprimiu a sensasão de aquele quarto ser muito maior do que o que realemte é. A presensa de uma pessoa dá escala humana. Olhando o infinito, em contra-luz, relembra os temas da pintura romântica do século passado. Vender a imagem é meio golo.
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Tá em causa trocar umas impressões e divertirmo-nos.
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:* Nem Ikea, nem pasta.
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aqui estão as imagens
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ok, não é bem a segunda, mas pronto Fi-la no dia que decidi ir para arquitectura. Depois de tomar uma decisão dessas, tive de fazer alguma coisa, senão a vontade esmorece. Fui investigar estiradores no Neufert e numas sebentas de carpinteiro que o meu velhote tinha pra lá, o sistema não é tão simples como parece depois de feito. Novamente, reduzido a custos 0,0 escudos (ainda era escudos); o perne que permite controlar a inclinação do tampo é um dos braços da grelha do nosso antigo carro (um Simca com 20 anos, que já não se fazem). Os barrotes foram os que restaram das águas furtadas; as rodinhas fi-las eu próprio num torno que salvamos da sucata. (Por trás podem ver a porta pás águas furtadas) (penso que consegui anexar as imagens...)
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Existem infinitas formas de descrever/analisar/apresentar um projecto. Posso compartilhar uma receita que funcionaou comigo: 1ª O que é que originou a vontade/necessidade de construir? Este primeiro ponto consiste em recriar as circunstâncias talcomo se apresentaram ao arquitecto antes ainda da idéia: qual a encomenda, o contexto, os regulamentos ou exigências do exercício, etc. 2º Descrição: há uma ordem possível: qual o "partido" arquitectónico" tomado?; Implantação?; Distribuição do Programa? (e diversas estratégias de compartimentação dos espaços; Proporção/exercício de composição; e Construção. Aviso que é difícil restringir a conversa de um tópico apenas àquele tópico... 3º Conclusão.
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Claro. Seja como for, não estou tão pessimista como parece. O que para uns são desgraças, para outros são oportunidades. E é mesmo por achar que existe por ai graves lacunas no exercício da profissão, é que penso que tenho boas hipóteses de me safar fazendo algo diferente... E mais não digo, porque o segredo é a alma do negócio. E um pouco de sorte à mistura...
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Lá fora não falam a minha língua.
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Os estagiários, por lei, não tem de ser remunerados. Não tem um estatuto definido: Nem tem contracto, nem não tem. A Ordem assiste passiva a esta injustiça, por exemplo. E depois perde-se em discussões intermináveis sobre a cor do cavalo branco de Napoleão. Espero sinceramente que a coisa mude. Se tiver um escritório e me aparecer alguém com qualidade, pago para ficar com ele/ela. Tinha mais que ver...
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Bom, os Egípcios fizeram as pirâmides já em forma de ruina, pra durar pra sempre. Hoje fazem-se as coisas para durar 30 anos. O Souto Moura penso que propôs uma demolição ou restruturação de um mercado que tinha feito, falou exactamente disso: as coisas tem um tempo de vida, depois morrem, e ainda bem que morrem. Já ningué, edifica para a eternidade, porque mesmo que a obra dure, somos nós que alteramos as nossas exigências - perspectiva que os egípcios não tinham.
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Faz lembrar algumas estruturas do B. Fuller
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Com conhecimentos de 3d em autocad (coisa mais primitiva). E se se revelarem bons naquilo, então vão fazer isso o resto da vida. Mesmo que hajam sofwares melhores, as licenças já estão pagas... Já sei que o trabalho é especializado, cada um faz a pequena parte que lhe toca, mas caramba... Não percebo esse fascínio que há nos desenhos 3Ds computorizados. Não é mil vezes melhor uma maqueta? que é realmente 3D: Pode-se pegar, olhar lá pra dentro. E tirar uma foto da maqueta em 3d e dar-lhe algum tratameto em psotoshop, por exemplo, não é muito mais agradavel (pra quem trabalha e pra quem vê) do que estar penosamente a puxar linhas em Cad? Ou tirar uma foto real e sobrepor a foto da maqueta? Sei lá. Outra estupidez é começar o projecto logo em Cad, sem desenhar nem discutir. É meio caminho andado para sair mais um caixote horroroso. Qaundo a vantagem que o arquiteto tem com relaçã ao desenhador, é a de ser capaz de questionar o programa, de investigar soluções específicas, em vez de ir à gaveta do costume. Enfim... Quem corre por gosto não cansa.
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E deixamo-nos explorar. E explorar passa a ser a regra generalizada. No outro dia passei por um anuncio que dizia assim: "Precisa-se estagiário. Não renumerado, com portátil e viatura." E o número de telefone. P o r r a ! Isto não é um problema?!
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Não resito a contar-vos esta passagem: Não tendo nenhum curso de arquitectura, F. L. Wright considerou, por isso, que tinha "menos a aprender". E foi aceite na escola de Taliasen.
