Só vi o projecto agora, não gosto muito, por quebrar a premissa básica "Iluminação", e por quebrar outra premissa básica, tentar inventar um edifício, que já tem os moldes estudados. Como escola não funciona, não acho coerente e muito menos funcional, e acho que a estética apelativa, de que se fala, até poderia desculpar algumas coisas. Mas o que temos ali, é um capricho, que não passa de um telhado trabalhado, o chamado 5º Alçado. Isto per si não é Arquitectura, não é original (basta ver os trabalhos de Herzog), e se é uma ideia, então a mesma não é legível.
Esta coisa de eleger a não ortogonalidade, apenas porque sim, ou por necessidade de marchar contra a corrente é ridícula, a história tem tantos edifícios porta estandarte para compreender o como fazer, que os mesmos as vezes dispensam explicações.
Um edifício lê-se pelas fenestrações, pela proximidade afins dos espaços/funções, pela adequação à topografia e pelo respeito que pussui para com Genius Locci, e quando isto se reune, podemos dizer que são belos, porque uma função é a todo o momento assesorada por uma resolução estética. (se é ortogonal ou não, que é que isso interessa? Cada caso é um caso, não deve haver preconceitos)
A casa do primogénito (?) do Siza, é um destes gestos, apesar de Avant La Lettre, no que toca a sua resolução (sim descutível), há uma evidente preocupação com coisas básicas, que permitem dizer, isto não é a toa.