ruivenda
Membros-
Posts
285 -
Joined
-
Last visited
-
Days Won
3
Content Type
Profiles
Forums
Events
Everything posted by ruivenda
-
Não... Não trabalho numa software house... E não também não tirei nenhum curso de MAX pelo que tal não consta no curriculum. Um arquitecto "DEVE" saber fazer frames/renders??? Quantos sabem??? Uma grande minoria dos arquitectos que conheço... E lá por ser verdade que não seja preciso dominar o max a 100%, tal não significa que formação de qualidade não te confira mais capacidades do que a mera exploração sozinho - tal como eu fiz... O que há que tirar desta discussão é a relação custo-benefício... Eu para dominar o max ao nivel que domino (que não é muito) passei meses senão mesmo anos a batalhar a descobrir uma coisa nova a cada evolução. Mas também já vi apresentações (não formações) de formadores credenciados que demonstram a sua qualidade como formadores e em que só de assistir a uma apresentação sua se aprende como se se tivesse um curso. Daí eu dizer que a formação de qualidade acaba por ser um atalho para se atingir uma boa qualidade/produtividade nestes softwares mais especificos e mais técnicos.... Só isso... Agora e para finalizar, há que saber procurar a formação de qualidade e se possivel pedir uma demonstração feita pelo formador.... Geralmente esta é um bom indicador da sua qualidade enquanto formador...
-
Eu também atingi um bom nivel de produção 3d e render em max sozinho, sendo auto-didacta... Mas se dominar 10% do software é muito... Daí eu dizer que ou se tem um bom professor que domine a coisa a 100% ou perto, ou dificilmente se chegará a esse nivel... Os resultados mostrados em cima estão bons sim... Mas consegues fazer muito melhor, mas muito melhor num software como o 3ds max ou qualquer outro ja aqui mencionado... Deixo aqui um link para alguns dos meus trabalhos 3d de renderização/modelação - os projectos são do arquitecto a que a página faz referência - a modelação/renderização dos projectos é da minha autoria em colaboração com o Ricardo Carvalho.... http://www.mfarquitectos.com/ Os resultados também não são maus e eu dificilmente direi que eu domino o software em todo o seu potencial... Sei os básicos. O minimo indispensável para conseguir os resultados aí mostrados, nada mais do que isso.... Ainda tenho muito para aprender e para explorar....
-
Aprende o quê???? Os básicos??? A fazer uma caixa e clicar no botão render sem perceber as suas configurações??? Nem mesmo o autocad se aprende a ler livros e a fazer tutoriais... Ou melhor, aprender aprende-se, mas apenas e só meia dúzia de comandos, os necessários para ter o trabalho feito. Eu acho que ou se tem muita força de vontade e muita dedicação para passar muitas horas a explorar um software e a testar ou então só com formação se chega a um nivel acessivel de dominio de um software técnico. E é tão mais difícil quanto mais técnico for o software e mais antigo for o seu desenvolvimento... POrquê??? Um software técnico usa linguagem técnica e conceitos de trabalho diferentes ao que estamos habituados, logo exigem habituação e dominio destas matérias... Em segundo, um software com muito tempo de desenvolvimento e muitas versões só dificulta, porque foi criado em alturas em que as premissas não assentavam no conceito "user-friendly" e porque notasse claramente que existe uma sucessão de ferramentas claramente adicionadas à posteriori, dificultando a interacção com o software. Não é por acaso que softwares mais recentes (ex: Cinema 4D, MODO, entre outros) que assentam nesta última premissa e são criados já com objectivos claros de desenvolvimento, têm tido forte adesão. Primeiro porque têm um tempo de aprendizagem mais curto e simples, e depois porque têm uma abordagem diferente que os torna mais simples de usar. Não é também por acaso que grandes empresas de animação comecem a adoptar outras tecnologias mais recentes porque estão mais optimizadas, porque são mais simples, mais baratas também e mais objectivas. Veja-se o caso da PIXAR, que entre outros gigantes desta indústria está a migrar para o MODO 302, ou outras empresas que estão a abandonar outros produtos como o 3ds max ou o maya, para avançar para um Cinema 4D ou um XSI. Como tenho dito, neste e em outros locais, o verdadeiro artista é o utilizador e não a ferramenta que usa, pois qualquer ferramenta permite que se chegue ao resultado que se deseja, com mais ou menos trabalho, com mais ou menos facilidade ou simplicidade. Não estou com isto a dizer que não se aprende um software a ler os tutoriais e os manuais. Nem estou a dizer que o 3ds max não se aprende desta forma. Nem estou a dizer que se deve, só porque sim, pensar em usar outros softwares que não os gigantes. O que eu estou a dizer é que há muito mais do que o 3ds MAX e o MAYA nesta indústria... Existem muitas mais marcas e empresas do que a Autodesk... Por isso uma pessoa que vá iniciar agora não deve fazer a escolha de animo leve. Deve sim fazer o download de trials e testar uma primeira abordagem para ver com qual ou quais se identifica melhor e qual se sente mais confortável. E depois sim, deve atacar o ou os que melhor respondem às suas necessidades. Para uns será um software mais simples de usar, para outros será um mais completo e mais robusto. No limite tudo se resume ao tipo de coisas que é para fazer com o software... Esta é apenas a opinião de um auto-didacta de vários software (Autodesk e não só), mas que gosta de estar atento aos outros mais pequeninos que por vezes surpreendem e muito quando surgem no mercado....
-
O illustrator é um software de desenho vectorial similar ao autocad, se lhe retirares a parte técnica da coisa. Se importares um eps ou um dwg para o illustrator ficas com o trabalho de linhas resolvido, depois é só dares expressão ao desenho quer pelo dominio das espessuras de linhas, quer pelo dominio das tramas. As tramas no illustrator são várias (podes até usar uma imagem por exemplo). Se alguém conhece o Corel a abordagem é a mesma. Delimita-se a zona da trama (não temos é o pick point do autocad, mas temos snaps que ajudam) e depois escolhe-se as propriedades fill dessa figura. É simples mas trabalhoso quanto baste. É a opção a escolher para os que querem elevar a qualidade gráfica dos desenhos de arquitectura.
-
E eu faço como o amigo Peter... Não suporto as tramas do AutoCAD que só chateiam, por isso o Illustrator resolve... Antes usava o EPS no Photoshop, mas no Illustrator é melhor pois é vectorial...
-
Com o aprimoramento dos softwares BIM, os programas de gestão de obra passaram certamente por essa via, já que um bom software BIM permite ter acesso a esse tipo de dados em tempo real à medida que o projecto vai evoluindo...
-
Certamente deverá ser um bug relacionado com as definições gráficas dos softwares Autodesk, que nas últimas versões têm tido vários problemas com os aspectos gráficos dos programas, dando estes muitos erros nas viewports (erros existentes nos AutoCAD, nos Revit e no 3ds MAX)... A Autodesk por vezes complica nas actualizações, só esperemos que da mesma facilidade com que criam problemas os resolvam....
-
As razões que apontas para continuares a gostar do AutoCAD não me parecem muito sensatas. Primeiro porque rigorosos todos os softwares o são, o não rigor está no operador. Segundo porque burro velho também evolui com carroças mais sufisticadas, logo a evolução deverá ser um meio e um objectivo para todos. Mas quem não gosta do AutoCAD. É simples e rápido, não compromete, e foi nele que a esmagadora maioria das pessoas deu os primeiros passos no CAD, logo está altamente viciada nele. Mas isso não significa que se não dê o salto para outra plataforma... O AUtoCAD Architecture 2009, mantém muitos dos problemas que o antigo ADT tinha no seu tempo, muito embora tenha evoluido bastante muito graças à evolução do revit, que lhe serviu de base. Não é no entanto um BIM à séria - é um software que amplia as funcionalidades do AutoCAD, mas só será usado num periodo de transição para um software BIM a sério. Se gostas do AutoCAD certamente não terás dificuldade em migrares para o Revit, porque a simplicidade do AutoCAD encontra-se por todo o Revit, e este também não compromete, sendo simples e intuitivo quanto baste... A minha sugestão é que assistas a uma demonstração do revit e do AutoCAD Architecture e percebas os prós e contras de cada um, e depois atira-te de cabeça à tua escolha. Podes sempre esperar mais uma década, mas isso será retardar uma mudança que mais cedo ou mais tarde vai acontecer, e quanto mais tarde pior, já que mais dificil será a migração e claro o esquecimento dos vicios do AutoCAD. Podes ainda pensar noutros softwares não-Autodesk, mas na Autodesk encontrarás neste momento todos os produtos que precisas com total interoperabilidade entre os mesmos (Revit + AutoCAD + 3ds MAX Design + Impression etc) sem comprometer o teu trabalho ou o teu workflow. Em resposta a Lichado software sério de BIM = Revit, Allplan e ArchiCAD, os outros são paisagem ou pré-BIM's.... Destes três todos têm prós e contras, uns são melhores nuns aspectos os outros noutros, e todos irão tendencialmente ir para o mesmo caminho copiando-se uns aos outros, por isso a escolha entre eles será mais uma opção de gosto pessoal, ou problemas existentes com alguma das marcas, ou preferências em termos de Sistema Operativo - o resto são histórias de embalar criancinhas desinformadas....
-
Pois.... As possibilidades são quase infinitas, daí eu estar reticente em relação a este projecto... Mas também se deve à falta de informação...
-
Já agora e sem querer deitar bons projectos por terra, devo dizer que está já a ser cosntruida uma base de dados de informações técnicas de materiais (com base em caderno de encargos e mapas de medições e orçamentos) por uma das universidades portuguesas de engenharia (se não estou enganado pela universidade do porto ou de aveiro). De qualquer das formas a "uma livraria de materiais de um determinado fabricante" é um assunto muito vago para puder responder com alguma certeza, ainda para mais quando o BIM começa a dar os primeiros passos, o CAD começa a ser questionado e como tal um projecto desse tipo terá de ter em conta que tipo de uso esse tal plug-in teria. Como se ainda não bastasse existem ainda vários sites com bases de dados de materiais de empresas com blocos e informações técnicas desses materais, que na prática já servem um pouco o propósito do dito plug-in... Como exemplo temos: - o site construlink - o site materiaisnanet - o site construir entre tantos outros... Penso que se quer mesmo enveredar por um projecto desta natureza se informe primeiro bem do tipo de serviços que já existem e que tipo de plug-in pretende desenvolver, para que não seja apenas mais um projecto que não passou de uma ideia. Acho que o facto de não conhecer nada de arquitectura e não conhecer os softwares que se usam no exercício da arquitectura também não ajuda muito quando se ambiciona criar um projecto relacionado com estas temáticas.... É apenas uma sugestão. Não estou aqui para cortar as pernas ou as ideias a ninguém...
-
Mas existem muitos utilizadores de Vectorworks também por aqui... Podem é não se manifestar... Se não conheces os outros BIMBOS acho que deverias conhecer. Só conhecendo um pouco de todos se pode ter a noção do que cada um faz, quais são os seus prós e contras e qual aquele que melhor se adapta à tua forma de trabalhar, embora o que melhor se adapta é o que já se usa à mais tempo claro... Mas em tempos de mudança, o conhecimento é tudo e quanto mais se souber melhor, não vá o pessoal ficar preso no tempo e pensar que já faz algo de transcendente....
-
Confesso que é nestas pequenas coisas que os softwares BIM vão deixando a desejar - o controlo gráfico, que ou é complexo ou exige muito trabalho adicional. Daí a minha escolha se manter no revit que consegue um bom controlo quer das peças desenhadas quer do modelo em si, mantendo total consistência entre a informação, dando ferramentas quanto baste para dar o grafismo aos desenhos a que nós damos tanta importância... Depois de várias demos e opiniões acerca do Allplan, considero que embora tenha ferramentas muito boas e optimizadas, continua a pecar na facilidade de uso, na organização da informação e nos resultados obtidos, principalmente os resultados de representação gráfica. Mas é mesmo assim e é por isso que nem toda a gente usa o mesmo software... Nenhum é perfeito, por isso a escolha recai sobre aquele que melhor vai ao encontro das nossas necessidades e aos nossos habitos - e isso é uma coisa que nunca vai mudar...
-
No revit ou no archicad (funciona mais ou menos igual), os objectos têm a sua representação gráfica assegurada, reconhecendo as arestas que estão visiveis em corte e em vista, atribuindo-lhe a espessura desejada para cada uma das situações... No caso do revit podes ainda fazer um "override" às arestas, para dares um toque mais pessoal aos desenhos e dares mais expressividade aos mesmos. Este override faz com que uma determinada linha passe a ser representada de outra maneira, mas se o modelo se alterar, essa linha altera-se também, movendo-se de sitio e mantendo o override....
-
O tamanho da folha usado na impressão interessa porque tem de ser um formato em que caiba o desenho... Mas podes sempre usar um A0 por exemplo e depois no photoshop cortar as sobras mais junto do desenho. O importante é nunca escalar os desenhos ou mudar as resoluções das imagens para que não haja alterações de escala. Tudo o resto é simples.
-
Bem é mais simples do que parece... Primeiro há que criar uma impressora (pc3) que escreva EPS. Ou seja temos de ir a plotter manager -> add a plotter wizzard - escolher a opção Adobe PostScript Level 1 e escolher a opção save to file. Depois de criada a impressora basta usá-la para "imprimir" os desenhos técnicos. Imprime cada desenho há escala pretendida e guarda os ficheiros no disco com o formato EPS. Se já tens o layout no photoshop não vais mandá-lo para o autocad para depois mandar de volta para o photoshop. Além disso o photoshop não é um software de paginação - para esse efeito deverias usar o inDesign - mas isso é outro assunto. Depois de teres os EPS, basta que os abras no photoshop, escolhendo os pixeis que pretendes de resolução (150-300 dpi's é o melhor para não perder qualidade). Esses EPS ficam depois rasterizados e podem ser trabalhados em photoshop, acrescentando os elementos que se pretendem. De notar que as espessuras de linhas vão correctas por este processo, não sendo destruida a definição do desenho de autocad, desde que depois se mantenha sempre a escala do desenho. Para manter sempre a escala do desenho, há que ter em atenção as importações dos EPS, sendo que todos os documentos têm de ter os mesmos pixeis de definição. Se o layout dos painéis tiver apenas 72dpi's de resolução, então os EPS devem ter também essa resolução... Se tiveres dúvidas diz... Eu tentarei explicar mais detalhadamente...
-
Pois... Penso que terá que ver com a sediação da empresa ou do profissional liberal, pois é essa entidade fiscal que te vai cobrar os impostos.... Mas isso será um assunto a informares-te junto da entidade revendedora do produto que pretendes adquirir e junto da ASSOFT ou equivalente, que regula e fiscaliza os softwares utilizados.
-
Depende dos softwares, mas no caso dos softwares de CAD que têm preços especificos consoante os países, é provável que o EULA não te permita isso. Os produtos AUtodesk por exemplo não podes comprar no estrangeiro e usar em portugal...
-
Podes garantir a qualidade do desenho no photoshop.... O segredo é EPS com a escala de impressão e pós produção em photoshop. Paginação em in-design ou similar e voilá... Aprendam com os Holandeses...
-
No Revit e no ArchiCAD (que são os que conheço mais a fundo) o que acontece é que o ficheiro é "transformado" num ficheiro central. Nesse ficheiro central os vários utilizadores fazem o login e têm acesso às coisas que podem alterar. Quando os vários utilizadores guardam o trabalho o ficheiro central é actualizado e todos os utilizadores ligados recebem as alterações. Claro que os diversos utilizadores não podem mexer nos mesmos elementos, caso contrário iria dar erro de compatibilidade. É bom para trabalhar em equipa quando estão várias tarefas pendentes ou quando o projecto está dividido em zonas onde os vários elementos se dividem e podem trabalhar livremente. Com o revit, apesar de não ser transversal (pois ainda não se assistiu a uma migração por parte das especialidades - que se mantêm no AutoCAD na sua maioria), os desenhos das especialidades vão sendo importados. Quando as especialidades trabalham em revit ou outro que suporte os protocolos IFC, pode usar-se o modelo e fazer a intersecção da informação, tendo no fim um só modelo com todas as especialidades...
-
Tenham calma e nada de precipitações... Quando o windows estiver a iniciar carrega em todas as teclas F1-F12 ou tecla delete, até que te apareça um conjunto de opções de arranque. São sei ao certo qual é a tecla, por isso vai tentando até dar - penso que será a F5 ou F8 ou o delete. Quando aparecerem essas opções escolhe última iniciação correcta e vê se consegues iniciar normalmente. Guardas as tuas definições e reinicias. Se funcionar fica bom e não perdes nada. Se não funcionar, quando aparecerem essas opções escolhes iniciar em modo de segurança. À partida irá funcionar. Aí tentas descobrir qual é o teu problema que eu diria que é virus - e como tal instalas um anti-virus e corres um scan ao sistema completo. Depois dos erros corrigidos reínicias normalmente e à partida deve ficar a funcionar sem problemas e não perdes nada. Se nada disto funcionar, usas o cd/dvd do windows que vinha com o pc e executas a recuperação automática do sistema. Basicamente basta que coloques o cd durante o inicio do computador e ele deverá iniciar sozinho, depois é só escolheres a opção de recuperação - esta opção por vezes estraga mais do que arranja, mas pelo menos dá-te acesso aos teus dados, fazes backup e depois reinstalas o windows. Se nada de nada funcionar, aí sim más noticias. Perdes tudo a menos que retires o disco do teu computador e o ligues noutro pc onde possas depois recuperar os teus dados através de outro sistema operativo. Depois do backup dos dados voltas a ligar o disco ao teu pc e usando o método anterior reinstalas o windows. Se não percebeste nada do que disse leva-o a uma loja e pede que façam isso por ti. Mas posso-te adiantar que quase de certeza que se trata de um virus no teu pc... Durante a navegação em algumas páginas da net menos fidedignas por vezes aparecem avisos a dzer que tens um virus no pc (mensagens pop-up), e a dizer que para remover o virus é necessário instalar um anti-virus ou um programa que te indicam. Pois é esse mesmo programa que te indicam que é o virus e na verdade o teu pc não tinha nada antes. Há que ter alguma sencibilidade e conhecimento do que se pode encontrar na net e tentar evitar que coisas destas aconteçam...
-
O Buzzsaw, tanto quanto eu sei é uma plataforma logistica, tipo servidor, onde todos os projectistas têm os ficheiros armazenados e onde podem trabalhar em total cooperação, mesmo que se encontrem em pontos geográficos distintos. No entanto o BIM (penso que todos os BIM's) leva isso mais à frente, usando esse tipo de trabalho colaborativo em tempo real, com equipas a trabalhar sobre o mesmo projecto, sobre o mesmo "ficheiro" em tempo real e a observar a evolução como um todo. O BUzzsaw penso que não permite essa abordagem - é mais como que um repositório de informação actualizada. Dos projectos que apresentas todos eles tiveram uma abordagem BIM. Tanto quanto eu percebi das tuas intervenções nesta discussão, tu próprio usas o BIM, embora aparentemente não explores todo o seu potencial enquanto tecnologia. Mas como eu disse, é um "problema" de abordagem e de método (não é um problema claro, é antes uma opção). O importante aqui reter é que a ferramenta se adapta à tua abordagem, e será talvez por isso que a usas e se calhar a não trocas. E por fim terminas em beleza com "o desenho é coisa mental". E tens toda a razão. Não há nenhuma ferramenta, BIM ou não-BIM, CAD ou não-CAD, que seja tão rápida a reflectir o nosso pensamento quanto o é o nosso lápis na nossa mão - mesmo para aqueles que não sabem, ou não gostam ou não querem desenhar à mão. E é aqui que eu encontro outra vantagem para a abordagem BIM - menos tempo a desenhar peças desenhadas no computador, mais tempo a pensar projecto no papel. Não vejo o BIM como um potencial de negócio - projecto mais depressa, logo tenho mais lucro - vejo o BIM como um potencial para projectar melhor, pensar melhor, oferecer mais do que nos distingue dos demais - a Criatividade.
-
Bem... Esta discussão começa a perder todo o seu sentido inicial, por nada. Que eu saiba Revit, ArchiCAD e Allplan são os 3 BIM. Sendo os 3 baseados numa mesma tecnologia, as únicas diferenças serão o método e o processo de cada um. Isto porque com mais ou menos trabalho tudo se consegue nos 3 (bem... quase tudo, já que TODOS apresentam pontos fracos e pontos fortes). Portanto a questão aqui não é se o BIM é ou não uma tecnologia de futuro, se é ou não melhor que o processo CAD. Os engenheiros e designers de equipamento, também todos começaram com softwares CAD genéricos (o AutoCAD foi rei e senhor) e estão todos a migrar para programas dedicados (SolidWorks, Inventor, entre muitos outros que para aqui não interessam). Os Arquitectos e Engenheiros da Construção vão seguir o mesmo caminho. E isso não é uma suspeita, é uma certeza, leve o tempo que levar. Agora voltemos às guerras... Tanto um como outro têm razão em alguns pontos, e até parece que em alguns pontos estão de acordo, mas não estão só porque sim. Fazer projecto é fazer espaço e fazer construção, pelo menos para mim. São coisas indissociáveis, e andam a par uma da outra. Mas voltamos à vaca fria - o processo de projecto. O Lichado ao que parece prefere uma abordagem mais ampla ao projecto adicionando a informação à medida que a vai requerendo, e para não levar a modelação 3d ao extremo recorre à adição a 2d - sinceramente não vejo mal nenhum nisso - é um processo como outro qualquer, faz uso do BIM na mesma (tabelas, quantidades, dados quantitativos, controlo, etc), e economiza tempo na produção de desenhos técnicos. O Miguel vai ao detalhe no 3D, modelando até a exaustão, para que todos os cortes fiquem perfeitos e o modelo se aproxime mais à realidade da construção. Gasta mais tempo a modelar (é evidente, por isso é escusado dizer o contrário), poupa mais tempo em acrescentos de desenho 2d (que invariavelmente vai existir na mesma - como o lichado disse e bem, o corte apresentado, pelo menos para mim, está longe de estar acabado e apresenta "erros graves" - e se não dão para corrigir a 3d terão de ser feitos a 2d - não tenho nada contra a adição de elementos a 2d, tenho contra que não se admita que se o faça), e continua a ter acesso a todos os elementos quantificados, de forma mais ou menos fidedigna. E não diga que muda ou altera o modelo 3d com um clique, pois isso não é verdade, e como certamente sabe, por vezes as alterações são bem "penosas", e não o são porque se domina mais ou menos o programa ou o projecto, simplesmente a edição 3d nunca será tão fluida quanto a edição 2d (se não considerarmos ter que corrigir dezenas de desenhos, e falarmos só de um). Por isso continua a usar BIM, mas o seu BIM não é mais do que o BIM dos outros só porque o Miguel faz as coisas de uma maneira, que julga certa, que é diferente da dos outros. O que muda - o processo ou a abordagem. O meu processo, passa por uma mistura dos dois. Faço a 3d usando as ferramentas BIM todo o projecto como um todo, despreocupado, com questões de pormenor em fases para os quais o projecto ainda não está capaz de receber esse pormenor, controlando todas as medições e índices, controlando "grosso modo" os custos e as geometrias, e à medida que o processo me vai exigindo avanços ou recuos, vai-se adaptando o modelo - fazendo com que os fins justifiquem sempre os meios - adicionando elementos ora a 3d ora a 2d, consoante for necessário. Continuo a usar BIM, e faço uso de uma coisa que a tecnologia tem vindo a fazer cair em desuso - o domínio das escalas de representação e da versatilidade dessa mesma representação, adequando o nível de informação à escala a que vai ser reproduzida. E aqui, eu acho, que o Revit leva a melhor sobre os restantes (sem querer entrar em polémicas) já que permite apresentar a mesma planta ou desenho técnico, à mesma escala, com diferentes representações dos mesmos elementos (exemplo ter o preenchimento das paredes sem camadas a solido preto, para uma representação com um fim, e a sólido cinza, ou a trama diagonal, sem camadas, para outro fim, e com camadas, para outro fim), entre outras ferramentas de representação 2d/3d de elementos 3d (elementos escondidos, tracejados, ocultos, semi-ocultos, etc), sempre mantendo a consistência entre peças desenhadas, quantidades, custos, etc. Mais uma vez, uso uma ferramenta BIM, a diferença é o processo. Qual é o melhor software? Para mim será o Revit, para o Miguel será o ArchiCAD, para o Lichado é o Allplan. Para outros serão outros (Vectorworks, Bentley, etc), porque são os que melhor dominam ou porque são os que melhor se adaptam às suas necessidades ou melhor, aos seus métodos e abordagens ao projecto. Qual é o melhor processo ou método? Cada qual use o seu, ou crie o seu. Eu gosto de desenhar, logo passo mais tempo a desenhar e menos tempo a queimar pestanas em frente ao computador (é a vantagem do BIM, que optimizando as peças desenhadas e o tempo da sua produção, liberta-me mais tempo para ser criativo), mas há quem parta logo para o computador desde que lhe entregam o projecto. São meios e não são fins, por isso cada qual usa o seu, sem eu ter que dizer que o meu é melhor que teu. Para finalizar é isto que me irrita nos comparativos de softwares - falasse muito, mas não se compara nada. Que me interessa saber qual o processo que usam com os softwares. O que interessa às pessoas que procuram informação nestes "debates" é que se falem dos prós e contras dos softwares, das suas funcionalidades, dos seus pontos fracos, da sua evolução, das suas limitações e das maiores dificuldades, do tempo de aprendizagem e implementação, dos custos dessa implementação, etc etc etc. Por isso vamos a ser objectivos e deixar de lado os processos e argumentos "do meu é melhor que o teu" só porque sim. Já agora outra questão, e esta em resposta ao Miguel... Todos nós mudamos a direcção da agulha à medida que as coisas vão evoluindo. TODOS, incluindo o Miguel. Nâo é só o Lichado, ou eu que se adaptamos às suas "provocações" ou à evolução das conversas. Toda a gente o faz e é normal que assim seja... Desde que não se parta para a porrada e aí ninguém fica bem na fotografia - já aconteceu aqui e não vai voltar a acontecer. Já me acusaram de ser "malvado" porque critico tudo e todos, mas pelo menos encontro coisas positivas e negativas em tudo e todos, porque não há nada perfeito neste mundo (talvez a natureza seja a excepção à regra), e como tal todos nós temos coisas criticáveis - para o bom e para o mau. Já lhe disse uma vez e volto a dizer... Se quer que a sua opinião tenha valor (valor com letra maiúscula) não se limite a apontar os defeitos dos outros e as vantagens de si ou dos seus softwares e/ou equipamentos - seja imparcial nos juizos e faça um esforço para reconhecer as vantagens que os outros têm (softwares, pessoas, etc), ou reconhecer que errou (não estou a dizer que o fez ou deixou de fazer), porque todos nós já sabemos que a sua tendência será sempre pró-ArchiCAD. Mas mesmo as opiniões de um pró-ArchiCAD poderão ter valor, da mesma maneira que um pró-Allplan ou um pró-Revit, desde que as considerações tenham alguma imparcialidade, com toda a parcialidade que possa existir e vai existir sempre... Desculpem o longo discurso...
-
Não é verdade... Foi o primeiro sim, mas não é o único, e só foi "inovador" durante cerca de 2 meses... Foi lançado oficialmente o Revit 2009 a 64bits que para além de suportar o multi-processamento tira partido do máximo de memória que o Sistema Operativo suporta, ao contrário do Archicad, que suporta multi-processamento, mas está "limitado" ao uso de 4gb de ram. Em caso de dúvidas basta ver o manual do produto ou a informação disponivel no site da Graphisoft. Por isso e agora sim, o Revit é o único software no mercado que suporta multi-processamento, tecnologia 64bits e "virtualmente" não tem limite de uso de ram... No entanto não foi pioneiro, porque o Archicad introduziu primeiro o multi-processamento... Só queria deixar a correcção...
-
Aqui tenho de dar razão ao Zorbatan... Eu fui auto-didacta de 3ds MAX e agora migrei para o Cinema 4d, porque é mais barato, mais simples, e porque faz o que eu quero, ou melhor que eu preciso. É verdade que existe muito mais material de suporte para MAX do que para Cinema 4D, sem sombra de dúvidas, mas também não percebo a razão de tamanha fixação pelo MAX. Mas como cada user sabe de si, há que respeitar a decisão de cada um. Na minha opinião, se estás decidido a aprender o MAX tens duas soluções: ou pagas para ter formação - se moras em Lisboa tens muito por onde escolher para ter formação -, ou te dedicas a sério à leitura dos manuais que acompanham o programa, que são do melhor que há: aqui tens dois tipos de manuais - o manual de utilizador e os tutoriais. Recomendo que comeces pelos tutoriais e depois te dediques ao manual, já que este último aprofunda os conhecimentos adquiridos no primeiro...
-
Concordo... Só assim se podem manter conversas inteligentes onde todos os intervenientes aprendem algo uns com os outros... Eu também não fundei nenhuma igreja (fundei o RevitPT, mas como tu é um espaço de partilha de opiniões, ideias e sabedoria), nem tão pouco sou cego ao ponto de usar uma tecnologia e não olhar para as que me rodeiam, sob pena de ficar desactualizado, desinformado, e como tal ultrapassado... Hoje em dia quanto mais e melhor for o conhecimento mais hipoteses temos no mercado - independentemente do sector...
