ruivenda
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Bem... São opiniões e respeito... O que posso dizer é que desde sempre procurei um programa que me automatizasse o maior número de tarefas, desde que me garantisse que obtinha os resultados pretendidos. Há uns anos atrás não encontrei nenhum que respondesse em pleno a essa procura - ainda hoje não encontrei, mas o software que uso actualmente chega lá perto. Por isso, não é porque o meu programa não faz assim que é bom ou mau. Eu até acho que o Revit deveria aplicar os acabamentos como o Allplan (limitava o número de paredes no projecto e facilitava a modelação), desde que mantivesse todas as relações construtivas com os restantes elementos construidos/construtivos. Chamem-me preguiçoso, mas prefiro ocupar o meu tempo a pensar projecto e menos tempo a desenhar/modelar, por isso a minha procura sempre foi nesse sentido.... Mas claro que cada qual é como cada um, e cada qual sabe o que procura num software e como prefere trabalhar/projectar...
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Aqui tenho de concordar com o Miguel k. Quanto mais completo for o modelo, mais fiável é a informação e melhor será a automatização dos processos e consequentemente dos desenhos...
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Bem... Eu comparei mais do que os hardwares, porque a minha experiência já me provou que componentes iguais em marcas diferentes não resultam em performances iguais... Exemplo: Comparando um HP igual a um DELL em termos de componentes, o Dell pode ser cerca de 2vezes mais rápido a iniciar o windows, e ter desempenho muito melhor em testes de benckmark. No entanto são computadores exactamente com os mesmos componentes. Os experts na matéria dizem que se trata de diferenças ao nivel das ligações e das boards utilizadas, sendo que as máquinas são umas mais optimizadas do que outras. Foi por essa razão que me deixei de "construir" os meus próprios pc's. Por isso quando poderei um MAC comparei com um Dell com os mesmos componentes. Comparei modelos de portátil, já que foi esse que queria comprar, e a diferença era de cerca de 150€ mais caro o MAC. Mas depois comecei a fazer contas: O MAC trazia o Leopard que custa 179€, o iLife (à volta de 70€) entre uma série de outros programas que se encontram ou gratuitos ou muito baratos. O Dell trazia o windows que depois teria de actualizar e que custa cerca de 800€, e trazia o works (que não substitui o Office) e teria de comprar o Office que é bem carinho dependendo da versão (pode custar 600€ ou mais). Depois de ter estimado o gasto em software que queria ter legal, a diferença pesou ao contrário, sendo que o MAC poderia-me ficar cerca de 500€ ou mais, mais barato. Quanto aos monitores... Depende do que comprares... iMAC - é computador e monitor num só MAC PRO - é só computador e por isso podes usar monitores que já tenhas Depois tens os portáteis... Já trabalhei em MAC PRO's e a experiência é muito boa, pois são muito rápidos e eficientes, e o windows voa nestes computadores. No entanto não tive a oportunidade de testar lado a lado como fiz com os portáteis. Comparei apenas alguns benckmarcks que estavam disponiveis na net com hardware semelhante (não 100% igual) e a diferença era assinalável. Não digo com isto que sou defensor de MAC sobre PC só porque sim - tipo FUN BOY - mas a verdade é que não voltarei atrás por nada...
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Quando me referia às ligações/intersecções/relações entre elementos não me referia apenas às paredes. Referia-me isso sim a ligações entre paredes e lajes ou pavimentos, entre paredes e tectos ou entre paredes e coberturas. Entre paredes e vigas e pilares, etc... São este tipo de relações que no archicad e vetorworks são inexistentes e no revit são levadas ao extremo. No allplan desconheço... Uma coisa que dizes e que me parece que tem a sua pertinência é a questão dos revestimentos das paredes serem dependentes do espaço e não da parede em si... Não sei como funciona na prática, mas é certamente melhor que no revit, já que tenho de andar a cortar as paredes aos pedaços, para ir adaptando os revestimentos (camadas) aos compartimentos anexos, o que por vezes resulta num trabalho moroso e desnecessário se a abordagem fosse como dizes que é....
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Pela minha experiência ainda curta nas mordidas da maçã, posso afirmar que a transição pode ser feita gradualmente claro... Se tiveres uma rede, os MAC's configuram-se com facilidade e se quiseres gerir a rede a partir deles (usando um servidor apple - MAC) então ainda melhor e mais simples será a transição, já que os servidores MAC são de alta performance, de facil gestão e organização e de uma facilidade de operação incrivel pelo MAC OS X Server - onde os computadores windows (clientes) são facilmente configurados e geridos. Portanto não tens de mandar tudo pro lixo e começar do zero... Podes ir trocando de máquinas à medida que vais precisando, actualizando o atelier aos poucos e por fases. Eu estou a dar os primeiros passos em Cinema 4d, e em MAC voa... Espero que com a prática e com o estudo consiga ficar mais expert, pelo menos tanto quanto dominava o 3ds MAX - as diferenças são muito assinaláveis, mas não considero o Cinema 4D inferior ao MAX pelo menos para o tipo de trabalho que lá executo...
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É... parece uma tendência generalizada... Depois do fiasco do ME e agora do Vista, ninguém quer arriscar no que se lhe seguirá... E agora com o amigo BILL "longe" do controlo, e com a figura que agora tá à frente da Microsoft já se espera de tudo... Só espero é que a Autodesk comece a criar software multi-plataforma (neste caso para MAC OS e a 64bist) ou então que lhe apareça um concorrente à altura para o MAC side... De uma forma ou de outra, mudei para ficar.... no MAC claro....
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Quando estou a trabalhar e preciso de total desempenho uso o bootcamp. Quando quero o melhor dos dois mundos e posso prescindir de um pouco de desempenho, uso o VMWare Fusion. Testei o Parallels, mas o Fusion suporta sistemas a 64bits, e suporta mais ram alocada ao windows. Parece-me também que é mais rápido e mais estável que o Parallels, embora este último tenha mais funcionalidades, algumas delas bem interessantes, mas ainda assim, a minha preferência recaiu sobre o Fusion... Mas para trabalhar a sério em Revit uso o bootcamp.
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Bem... Soluções há muitas, e basta procurares no amigo Google por CAD para MAC e encontras uma lista até bem extensa. No entanto, verdade seja dita, mesmo sendo MAC user, continuo a usar o windows para as tarefas de CAD e BIM, já que só uso ferramentas da Autodesk (AutoCAD, Revit e 3ds MAX). Substituto para o MAX já arranjei e não me arrependo - o Cinema 4D substitui bem o MAX. Já no CAD e no BIM a coisa muda de figura, é que não há concorrência decente para os produtos Autodesk. No entanto podes sempre usar o Archicad e/ou o Vectorworks nativamente em MAC, sendo que são as tuas melhores opções, se queres abandonar totalmente o windows. Tanto o Archicad como o Vectorworks embora não funcionem nativamente com os dwg's têm suporte ao dwg que é claro um formato universal. Por isso tanto num como no outro podes importar e exportar neste formato sem problemas. A dificuldade poderá ser a mudança, principalmente para quem já está muito "viciado" no AutoCAD, mas isso com o tempo cura-se e criam-se outros vicios...
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Sim... Tens razão, mas isso são aspectos que têm a ver com o funcionamento do edifício e não são questões de detalhe. Não queria falar em revit neste post, mas eu consigo controlar essas intersecções bem no revit, através de um sistema de prioridades de intersecção e de estrutura vs acabamento. Sinceramente não sei se o Allplan resolve estas questões de forma mais ou menos automatizada, mas posso dizer que o Archicad não o faz, a menos que sejam criados os elementos um por um (não podem ser lajes multi-camada) e depois sejam feitos os devidos recortes nas paredes, para que a intersecção seja controlada. Acho que estas questões têm importância sim, porque dizem respeito à forma como o edifcio se comporta e é aqui que a tecnologia e o conceito BIM procura dar resposta - o modelo deve ser de tal forma inteligente que reconheça as relações intrínsecas entre os elementos construtivos - mais uma vez não sei se o Allplan reconhece estas relações, mas posso fizer que o Archicad as não reconhece e o Vectorworks também não e o Revit sim reconhece. Talvez o Lichado nos possa adiantar mais informações acerca destas questões....
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Não sei porquê.... Eu prefiro este método que ter de andar com copy's, rotate's, ou andar a ter de trabalhar com ucs's ou ter de ter os desenhos de pernas para o ar e correr riscos de desligar layers que depois ficam para trás quando se copia ou move os desenhos de um lado para o outro. Com referências externas, não há desenhos de pernas para o ar, ucs's por vista, copy's e moves's constantes, ficheiros pesados, etc, etc, etc... Mas é mesmo assim... A vantagem do AutoCAD é que cada user o usa como quer e lhe apetece, sem que isso comprometa a sua produtividade...
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Eu também acho... Se estão à espera que o BIM consiga desenvolver um modelo nessas condições então não vão mudar tão depressa. Além disso seria impraticável desenvolver um modelo até esse nivel de detalhe na sua totalidade - nem com um super-servidor e uma super estação gráfica se lá chegava. O BIM é muito mais do que ter desenhos de pormenor automáticos. O BIM pressupõe outras preocupações, tais como quantidades, controlo de medições áreas e indices desde muito cedo, e ter uma base de dados o mais próxima da realidade, e para isso não é preciso ter tudo modelado até ao parafuso. É por isso que sempre que se justifique a pormenorização é acrescentada pontualmente sobre o modelo, sem que o mesmo seja posto em causa, e com o minimo de trabalho adicional possivel. O ganho de tempo no controlo e gestão do projecto, bem como na execução das peças desenhadas (até escala 1/50, 1/20) já é mais que suficiente para se considerar uma abordagem BIM, sem que haja necessidade de ir até ao detalhe automático. Por outro lado, e agora falando da construção, se por um lado o Miguel Barroso tem razão quanto aos custos de obra, por outro não lhe dou razão no que diz respeito à qualidade das construções. Em portugal ponstroi-se mal porque não há mão de obra especializada e é o salve-se quem puder. Salvo raras excepções é que a culpa está num mau projecto de arquitectura (não falo em termos arquitectónicos, mas em termos projecto completo). É frequente verem-se bons projectos de arquitectura que têm construções que "metem nojo", e muitas vezes até são projectos de arquitectos estrela - Basta ver o exemplo da Biblioteca do Polo Universitário de Aveiro do Arq. Siza Vieira, que tem uma construção da treta, entre muitos outros exemplos. Portanto neste aspecto não considero que a culpa esteja no projecto, ou na concepção do projecto ou até na abordagem e execução do projecto (com BIM ou sem BIM)... Isto, claro, na minha opinião...
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Ora aí está uma intervenção de valor... Eu concordo contigo na abordagem ao projecto e foi esse facto que me levou a escolher o revit sobre o archicad, que é puder fazer as coisas à minha maneira, sem estar dependente do que o programa tem para me oferecer. Também concordo com o que dizes acerca do detalhe na arquitectura, embora também ache que esse facto se deve à falta de formação dos nossos construtores e empreiteiros. Mas isso são circunstâncias do nosso país. Não sou a favor de obter todos os elementos exclusivamente a partir do modelo, já que em processos de detalhe, detalhar um modelo 3d acaba por ser prejudicial, moroso e nem sempre os fins justificam os meios. E esta é a minha máxima enquanto projectista - os fins têm de justificar sempre os meios. Quando eu me refiro à confusão aparente na organização do Allplan, refiro-me ao interface e à forma como a informação é cruzada e organizada. Sinceramente acho-a estranha e complexa demais, mas fala a voz da inexperiência com o produto. De qualquer das formas posso aqui dizer que acho que a falta de apoio/representação em Portugal muito contribui para esta lacuna, já que não é fácil entrar no produto, e se considerarmos a experiência do Miguel na demonstração, temos de convir que não foi uma boa demonstração, ou pelo menos falhou alguma coisa....
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Sem querer alargar a discussão, basta recordar que perante uma questão objectiva sobre a mudança, o Miguel afirmou que não mudaria de software de trabalho, já que seria penosa a mudança e provavelmente não faria mais do que aquilo que já produz no seu Arichicad... (não foi por estas palavras, mas foi este o conteúdo). Perante esta afirmação, foi de facto perda de tempo ir assistir a uma apresentação de qualquer outro software que não o Archicad, já que não está minimamente interessado em fazer um correcto juízo do produto, limitando-se a criticar porque sim... Faz lembrar os Mac Addicts ou fun boys, mas no Archicad - respeito isso, mas não se pode dar 100% de crédito a estes testemunhos (sem querer ofender é claro). Concordo que ao comparar versões, há que fazer comparações "comparáveis" e para isso há que comparar versões que sejam "contemporizais" (ou seja pertençam ao mesmo século, ao mesmo tempo). Eu apesar de utilizar o Revit, reconheço ferramentas nas outras ferramentas que não o mesmo. Já o disse aqui várias vezes e continuo a afirmar. E do que vi e conheço do Allplan, e do que testei (última versão) o que posso afirmar é que tem ferramentas de modelação muito poderosas e que não se encontram em mais nenhum BIM excepto no Vectorworks, que nesta área dá cartas. Estou a falar apenas de ferramentas de modelação não regular ou disforme (se quiserem). Ah, mas projectos com coisas empenadas não se fazem todos os dias - é verdade, mas prefiro ter como fazer as coisas se o quiser fazer. Já nas palavras do Miguel não consegui encontrar um único aspecto positivo do Allplan, e já agora de qualquer outro software de que tem falado (vectorworks, AutoCAD e Revit) - não me recordo de que tenha falado do Bentley... Neste caso e se me permites a crítica, sê mais objectivo e não salientes apenas os aspectos negativos. Fala dos aspectos positivos também, mesmo que não suplantem os negativos. Se eu quisesse fazer uma lista das coisas que não gosto (e que são aspectos muito fracos) no Archicad, também daria uma lista longa, de tal forma que quem a lesse ficava com a ideia que não há nada de bom no produto, quando não é verdade. O archicad, tal como todos os outros produtos tem aspectos positivos e negativos, e até o Miguel (se não for tendencioso e não quiser ocultar o sol com a peneira), poderia fazer uma lista com aspectos menos bons do archicad, ou pelo menos que gostaria que fizesse e não faz. Mas também isso eu nunca vi fazer, excepto quando num número da CADProject deu a entender que o Archicad não funciona da melhor maneira a fazer os desenhos de alterações (encarnados e amarelos), mas claro, que existe sempre como dar a volta. Lichado, não vale a pena entrar em discussões é verdade, mas vale a pena transmitir a tua experiência, e demonstrar que de facto é possivel fazer mais do que uma escala 1/100 no Allplan. Eu já vi potencial no produto e o que a minha curta experiência me demonstrou é que as coisas não são simples de executar e a organização do projecto é algo complexa, mas eu nunca usei o produto em produção de elementos e apenas em testes - por isso a minha opinião vale o que vale, já que é uma opinião comparativa a outros softwares, nomeadamente o Revit e o ArchiCAD, onde tanto um como outro (segundo a minha experiência) têm um melhor gestor de projecto (pisos, layers ou categorias, escalas, paginação, detalhe, etc).
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E não é só prático nesses casos.... O que é certo é que toda a gente usa o AutoCAD à sua maneira, sem que haja uma normalização do processo. Não que a normalização de processos seja necessário, mas a arrumação das coisas parece-me necessária. Eu uso e abuso das referências externas e dos layouts, mas já vi de tudo (desde plotagens/paginações a partir do model, a milhares de desenhos no mesmo ficheiro, com milhares de folhas e páginas). Pois eu uso um desenho e só mesmo um desenho por cada ficheiro, e uso referências externas para sobrepor desenhos, ou criação dos desenhos de corte a alçado directamente sobre as plantas. O que eu ganho com este método? Tempo - assim sei sempre o que foi ou não foi actualizado nos desenhos que foram alterados Organização - tudo está no sitio certo e actualiza-se em caso de alteração em todos os locais correspondentes E ainda ganho desempenho dos computadores e do software utilizado, conduzindo a ganhar ainda mais tempo, já que se trata sempre de desenhos pequenos, leves e muito funcionais. A paginação fica, claro, nos layouts, para puder ter a escolha de escalas bem feito e ter total controle das peças técnicas e das legendas (uso textos automáticos) e referências cruzadas de paginação. Este sistema pode parecer complexo ou até exagerado, mas foi o sistema que sempre usei, desde que comecei a dominar o autocad como deve ser. Hoje já uso outros softwares que me garantem as mesmas flexibilidades (BIM's), mas se tivesse de voltar ao autocad seria assim que trabalharia...
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SIm... Mais simples que o sketchup não existe...
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Sim é verdade, mas todos os softwares BIM não descartam as ferramentas 2d, aliás muitos ditos BIM dependem delas como sei lá... Eu também não disse que o BIM não é o futuro. O que eu disse é que devemos atacar o BIM ou o pré-BIM no presente, para nos prepararmos para o que aí virá depois... E claro concordo que será sempre mais complexo passar de um CAD pra um BIM pelas razões apontadas. Quanto à ausência do Allplan não estranho porque deve ser dos menos usados, muito embora quanto a mim seja dos mais poderosos. O que também não estranhei, mas achei curioso, foi a "qualificação"/comparação com o Archicad... (não que eu concorde com a comparação, mas até a própria Nemetchek considera o Archicad "inferior" ao Revit, ao Bentley e ao próprio Vectorworks)
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Bem, no que a mm diz respeito, eu não concordo a 100% com essa afirmação. Simplesmente porque nenhum software (auto-denominado BIM - parece que virou moda) cumpre todos os requisitos que um suposto BIM traria. Uns são bons na organização, falham na modelação. Outros são bons na modelação, falham na organização. Outros ainda são bons em quase tudo mas são complexos demais... E com isto nenhum é perfeito - mas também não conheço nenhum software perfeito. A fraca implementação do BIM nos ateliers não se deve ao facto de não serem BIM's, mas ao facto de haver processos instituitos que custam a mudar. Eu uso "supostos BIM" há cerca de 10 anos e sei o que é mudar de CAD para BIM, e no inicio é bastante penoso, principalmente porque não se vê a produtividade.... Um dia alguém escreveu que quando um empregado quer mostrar serviço (mostrar que está a trabalhar) ao patrão que está a controlar atrás, no CAD faz zooms rápidos, executa comandos ainda mais rápidos e está frequentemente a clicar "escape", no BIM vai para uma vista 3d e põe-se a admirar o seu trabalho. O que quero eu dizer com isto? Basicamente que as pessoas quando trabalham em CAD sabem o que podem obter naquele tempo e com que trabalho. No BIM não é bem assim. Primeiro porque se perde muito tempo com detalhes - muitas vezes desnecessários. Vejo muita gente que quando passa do CAD pro BIM a exigir isto e aquilo e a colocar desde muito cedo as camadas das paredes, e as lajes e as ligações todas perfeitas, etc, mas se fizesse o mesmo trabalho em CAD fazia duas simples linhas paralelas com uma trama a cheio dentro. Ora isto não faz sentido. Há que ser congruentes. Se eu, para um determinado trabalho, vou entregar desenhos a escala 1/100 não vou detalhar o meu modelo BIM, da mesma maneira que não ia detalhar os meus desenhos no CAD. E aí sim. Se compararmos trabalho idêntico, em ambas as plataformas, a produtividade (ou o tempo demorado) é esmagadoramente inferior no BIM, quanto mais não seja pela automatização dos desenhos técnicos. Mas até nesta última área somos muito exigentes. Não ficamos contentes com pouco e por muito que o BIM nos ofereça, há o preconceito de que não se dá o toque pessoal no desenho. E esse acaba por ser outro erro que conduz ao não dominio e à não adopção do BIM no verdadeiro sentido da palavra. Depois vemos ateliers que mudaram de CAD para Archicad mas fazem os desenhos a 2d (e o 3d para umas apresentações, mas não o usam como BIM); ateliers que mudaram de CAD para Revit, mas continuam a usar o AutoCAD que vem junto e como tal fazem uns estudos e umas tabelas no revit e exportam para o CAD para trabalhar os desenhos; ateliers que mudaram de CAD para Vectorworks mas só usam as ferramentas 2d dele, etc... Quanto a mim acho que um BIM nunca poderá ser tão simples e tão imediato quanto um CAD, pois o CAD é simplesmente uma caneta e um estirador e o BIM é uma maqueta - e todos sabemos que é mais fácil e mais rápido fazer um desenho que uma maqueta - no entanto os softwares têm-se modificado no sentido de ser cada vez mais simples, arrumados e organizados e até mais user-friendly, mas os utilizadores continuam com os mesmos preconceitos e como tal com as mesmas dúvidas e os mesmos problemas na hora da mudança. POr isso e para finalizar que isto já vai loongo, o problema está nas pessoas que querem mudar mas não estão dispostas a dar o troco, ou que simplesmente não querem mudar. Uma coisa é certa - mudar vai ser inevitável, mais tarde ou mais cedo. E aqui a minha opinião é: quanto mais cedo melhor, porque amanhã poderá não ser mais o BIM e ser o SIM e depois ja perdemos a corrida... Mas neste momento continuamos com mentalidades da velha guarda que simplesmente tiveram de aceitar o CAD porque foram obrigados (senão ainda usavam rottring) e têm medo do que a mudança possa trazer....
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O que me parece a este respeito é algo que já tenho dito à muito tempo e continuo a dizer.... O Vectorworks está longe de ser um BIM, mas é o melhor software de modelação e apresentação gráfica para arquitectura que eu conheço. Mas é também um software, na minha opinião, vocacionado mais para o 2d do que para o 3d - algo que se tem vindo a alterar com as últimas versões. Quanto às comparações que faz com o Revit, concordo, principalmente com as limitações ao nivel da modelação 3d. No entanto, é dos BIM, o que mais próximo está de ser BIM (na minha opinião). Mas sim, continuo curioso em relação a este software, principalmente nas suas capacidades de apresentação gráficas - bem ao gosto dos arquitectos europeus, que tratam os seus desenhos como obras primas. Eu pessoalmente acho esta abordagem exaggerada, mas quem olha para desenhos "americanos" e desenhos "europeus", não tem nada a ver, e neste campo o Vectorworks dá cartas.
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Claro que tens de eliminar primeiro o escadeado. Ficas só com as curvas de nivel à cota correcta e depois usas o comando que o Pedro Barradas adiantou. Basicamente o que a ferramenta faz é uma triangulação das curvas, criando uma superfície suave, mas que na prática são planos e linhas (estas últimas ocultas para simplificar a visualização) e transforma o conjunto de geometrias criadas num só "bloco". Não esquecer que esta ferramenta está apenas disponivel na versão paga do Google SketchUP PRO, ou na versão demo/trial também disponivel por 8horas de utilização...
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Eu também concordo com estas posições... A mudança entre BIM's é tão natural como a mudança entre CAD's.... Todos os softwares têm prós e contras (sejam as limitações, o preço ou a representação da marca), e como tal cada um procura aquele que melhor se adapta às suas necessidades. Um exemplo poderia ser dado com recurso a outros softwares: o 3ds MAX é de longe software 3d mais utilizado, no entanto existem outros que têm imergindo da clandestinidade com um potencial incrivel, e com algumas vantagens assinaláveis que podem, para alguns, superar o seu software de eleição. Refiro-me por exemplo ao Blender (gratuito), o MODO, o FormZ e o Cinema 4D (muito mais baratos que os concorrentes mais pesados (MAX, MAYA, XSI)... Apesar de dominar com algum à vontade o 3ds MAX não significa que me mantenha preso a ele, primeiro pelas politicas Autodesk, depois pelo preço, e depois porque, para o uso que faço do programa, outros fazem o mesmo ou parecido e por vezes melhor ou mais simples, e por último porque "abandonei" o windows e sou agora utilizador MAC. Por isso a mudança de software é como mudar de estilo ao longo da vida. Muda-se de sistema operativo, muda-se de software, muda-se de formas de pensar, muda-se a forma de viver, mudam-se os objectivos e as necessidades.... Daí a minha procura/curiosidade no conhecimento das várias soluções e as várias propostas, para que possa ter opiniões fundamentadas e possa ter uma escolha consciente e responsável...
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Sinceramente não estou a ver qual é o problema, mas poderá ter a ver com as fontes ou até mesmo com os ucs... Mas não te consigo afirmar com certeza qual será o problema. Eu diria para experimentares a abrir o ficheiro numa versão mais recente do AutoCAD e ver se o problema fica resolvido... Experimentar não custa...
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É sempre bom ter o testemunho de quem usa o produto e se pronuncia desta forma. Curioso teres "necessidades" em termos de modelação do Autocad, pois segundo tenho lido o Allplan é o mais completo software de modelação de superfícies e sólidos no mercado AEC/BIM. Claro que não estou a comparar com o 3ds MAX ou com o formZ ou o Cinema 4d ou o MODO, que são específicos para o efeito. Sinceramente e referente ao gestor de projecto continuo a achar que o Revit ou o Archciad têm uma forma mais simples e mais intuitiva de organizar o projecto e os seus ficheiros. Mas é natural que quem já usa os produtos há muito tempo já acha natural a forma como as coisas se articulam e se apresentam. Não é por acaso que toda a gente usa Autocad... Porque é o mais usado, o mais conhecido, o mais "pirateado", e o mais divulgado. Assim como não é por acaso que o windows é mais utilizado que o MAC OS (pelos mesmos motivos). E depois quando se fala em mudança toda a gente fica reticente e de pé atrás... Põe aqui mais informação referente à tua experiência e alguns exemplos para que as pessoas possam avaliar e quem sabe desfazer as dúvidas e quem sabe mesmo migrar.... Também não deixa de ser curioso sermos os únicos dois "interessados" neste assunto... Um que usa, o outro que simplesmente gosta de saber mais sobre estes assuntos (nomeadamente das tecnologias BIM)....
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O preço andará à volta dos 6000€ (não chega mas anda lá próximo). Isto o preço de uma nova licença Allplan BIM 2008. De resto á como dizes... As compras da Nemetschek e a mudança de politicas comerciais levou a estas mudanças ao longo do tempo. Fiquei surpreso na altura em que saiu a versão 2008, quando pedi um trial de ser contactado pelo novo representante a fim de avaliar o meu grau de satisfação com a versão trial e de perceber qual a minha opinião acerca do produto. Pelo menos interessam-se pelas opiniões do consumidor ou potencial consumidor, o que é bom... Sem estar a criar novas discussões, ao que me parece (e acho que é opinião mais ou menos generalizada) é que é um software muito bom e muito completo no que à modelação diz respeito (com muitas opções e sem limitações em termos de superfícies mais empenadas e/ou mais complexas) mas muito pouco flexivel e um pouco "desarrumado" na organização da informação e na gestão do projecto, sendo que o interface acaba por ser o elo mais fraco do produto. Esta é pelo menos a minha opinião, e opinião partilhada por outros utilizadores que vêem noutros produtos maior simplicidade e fluidez no processo de organização de um projecto...
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Ora aí está uma boa notícia para os adeptos desta plataforma ou pelo menos para os curiosos do BIM. É uma pena que só agora um dos melhores, se não mesmo o melhor BIM do mercado, tenha suporte e representação em Portugal. Mas mais vale tarde que nunca e pode ser que agora este produto possa vir a ter maior penetração no mercado. Qualidades não lhe faltam (pelo menos pelo que tenho visto e testado)...
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É verdade... O novo MAX 2009 melhorou bastante, e os materiais que acompanham o programa são já de grande qualidade. Outro software que tem crescido muito e evoluido bastante, especialmente por ser multi-plataforma e por ter um interface inovador, aliado a uma simplicidade de uso, é o MODO. Aparentemente a Autodesk anda de olho neste software também para ir às compras. Vale a pena espreitar este software. A grande vantagem dele é reconhecer os formatos "nativos" da Autodesk e ser muito barato comparativamente à concorrência. Não quero aqui lançar mexas para a fogueira nem tar a especular outros produtos, mas este é um com o qual me cruzei e do qual tenho tido agradáveis surpresas. Fica o registo...
