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Dreamer

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  1. Nem todos os edifícios têm de carregar com o letreiro do "Look at me, i´m a monument"... bem sei que nas universidades muitas vezes é isso que ensinam, mas ainda bem que nem todos procuram esse protagonismo... Desconheço completamente o projecto, mas concordo que tem muito de imagem corporativa, o que a meu ver é bom.
  2. Pedro, no gabinete onde trabalho temos feito alguns projectos de infantários, principalmente adaptações de edifícios existentes. Pelas minhas mãos já passaram pelo menos 2, e posso-te dizer que aqui à minha frente tenho uma boa parte da legislação respeitante a este tipo de equipamentos. Como diz o Marius, do ponto de vista legal, à partida qualquer arquitecto te poderá ajudar, é só uma questão de consultar a legislação e saber aplicá-la na prática. Se precisares de alguma coisa é só dizer...
  3. Arrisco-me a dizer que o contexto potencialmente interessante que o Dubai tem, ou tinha, na sua zona mais antiga, à muito se perdeu nesta onda de especulações contínuas... Agora o contexto é outro... cada um para o seu lado, cada um virado para o seu umbigo... e é nisto que dá...
  4. OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA)
  5. Roman City, by OMA OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) When you look at the new masterplan that OMA drew for a piece of Dubai near Palm Jebel Ali and imagine it with a different kind of architecture, with different icons, it is actually quite a disappointment. It’s a grid on a square island. That’s it. When taking the architecture back into account, my first conception of the plan was: this is a Roman town, with some flavor of Manhattan and Alexandria. It has strictly square plots in a strictly square layout, with a ‘defense’ something around it in the shape of water and four entry points. More importantly: the grid is punctuated by monuments (icons). All exactly like the Romans designed their cities. Obviously, the architecture here is different. Instead of the low-rise patio dwellings, there are high-rises, and instead of the amphitheatre and basilica as monuments there are a spherical building and a three-dimensional skyscraper as icons. The lighthouse of Alexandria is echoed in the twisted tower that marks the passageway to the sea. It is quite ironic that the supposedly ‘city of the future’ Dubai, is enriched with a more than 2000 years old city plan. Is that progress? Maybe not, but it still could have real quality. If the strategy of the island works and some version of the culture of congestion that made Manhattan would emerge again, this piece of Dubai could actually become dense. If the buildings would then provide the streets with public plinths, an actual street life could grow. That is the most positive scenario I can think of. I don’t think this piece of Dubai in particular will become so important it will become a new center in the city. You never know. And the renderings are rather convincing. But unless this square island would get some serious shopping malls, I don’t see it happening. Why would one shop in the street, when a shopping mall is so much more convenient? Dubai = Shopping, so there where the shopping malls are, that’s the city center. I am tempted to imagine the gigantic sphere in the plan to be programmed as a shopping mall. But is probably isn’t, and it wouldn’t be that smart anyway. A vertical shopping mall… will it ever work? What strikes me most though is that the plan is… and I am hesitating to write this… small! Compared to the adjacent Palm Jebel Ali, the XL has become S. In comparison the plan by OMA is something like ‘cute’. That poses a problem, because the possibility of a new island is enormously reduced in the vicinity of two far bigger peninsulas. OMA tries hard, but it’s all just too small. Speculatively, one can imagine a generation of cities after Dubai that has an architecture of an even bigger scale. The city of the future is not dense and three-dimensional, like imagined in the film Metropolis, but vast and big. What I like about the plan of OMA is that it uses water to draw a square in the desert landscape of Dubai. At a much larger scale this strategy could provide a serious counterpart for the land-art of the Palm-islands, The World, Waterfront, and The Universe. With creeks and lakes inverse images could be created in the landscape. We could imagine the beach as a mirror, separating the ‘positive’ forms from the ‘negative’ forms. In theory the negative-positive strategy could integrate the beach-developments into the fabric of the city and therefore become an instrument to make the city more continuous, more urban, and in the end more public. The scale of such plans would require serious commitment of the government. The commission of OMA is far more limited and is at the end defined by a gate and a theme – like most of Dubai. In a sense it is the gated theme park that made up Coney Island at the beginning of the twentieth century. Rem Koolhaas suggests in ‘Delirious New York’ that the artificiality of Coney Island laid the ground for the growth of New York City. If only… another Manhattan could happen. OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA) OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)
  6. Sinais dos tempo Jorge , Vilas, Jornalista Há 55 anos, o Porto era um imenso estaleiro. Poderá parecer mentira, mas, a meio do século XX, ainda estavam no início, em construção ou em fase de conclusão, muitos dos empreendimentos que, passados estes anos todos, constituem verdadeiros "cartões de visita" desta cidade milenária. Passados que foram esses 50 anos, num tempo em que se fala tanto de desemprego, subemprego, precariedade e exclusão; numa época em que ir à Baixa portuense é encontrar mais um prédio vazio ou uma loja que fechou as portas até na rua mais comercial - a de Santa Catarina - convirá lembrar aos mais distraídos que já lá vão as épocas de glória em que o Porto se orgulhava de ser cabeça de uma região economicamente pujante e onde, portanto, a precariedade e a exclusão eram vocábulos de pouca expressão ou, pelo menos, podiam ser varridos para debaixo do tapete. Voltemos atrás. Em 1953 iniciaram-se os preparativos para a construção da ponte da Arrábida, que viria estar concluída num período de três anos mas que, por obra e graça de todas obras públicas que se prezam, só iria terminar em 1963. Estavam ainda em construção os Paços do Concelho que balizam a norte a Avenida dos Aliados, um empreitada começada em 1920 e que só iria terminar em 1957. Estava igualmente em fase de arranque a construção do Palácio da Justiça, à Cordoaria, depois de ter sido derrubado o Marcado do Peixe e havia terminado, pouco tempo antes, o Estádio das Antas, hoje desaparecido. Também neste período andavam em construção ou haviam terminado, as empreitadas referentes ao túnel da Ribeira, às Escadarias do Liceu de Carolina Michaelis, ao Mercado do Bom Sucesso e ao Hospital de S. João. Por essa altura foi rasgado mais um troço da Avenida de Fernão de Magalhães, entre as ruas do Vigorosa e de Contumil, enquanto se entabulavam conversações entre a Câmara e a Misericórdia do Porto para que a mesma avenida pudesse chegar, mais tarde, à Areosa. Fora ainda concluído o último troço da Rua de Sá da Bandeira, entre as ruas de Guedes de Azevedo e Gonçalo Cristóvão. Não tardaria, também, que o quartel de Sapadores Bombeiros saísse desta última artéria para as então novíssimas instalações do Monte Pedral. Entretanto, a odisseia da Avenida da Ponte, ainda mal começara - mas já conhecia inúmeros projectos e ideias. Até hoje. É também, nesta década, que é lançado o "Plano de Melhoramentos" que tentava, num prazo de 10 anos (1955/1965), erradicar as "ilhas" portuenses. Não o conseguiu, como se sabe, ainda hoje no Porto há centenas de aglomerados do género, com particular destaque para Paranhos, onde elas, as "ilhas", ultrapassam a casa dos 250... Como quer que seja, a Câmara do Porto é, hoje em dia, proprietária de 14 mil fogos, distribuídos por um total de 45 bairros. É o maior senhorio de Portugal! A realidade dos nossos dias é bem outra. O Porto já não é a sociedade pujante de meados do século passado; a sua desertificação e o envelhecimento populacional são factos incontornáveis, a ponto de se poder dizer que o seu coração já bate noutros concelhos. Na grande região capitalizada pelo Porto, grassa o desemprego - 18% quando a taxa média nacional é de menos 10 pontos - e, segundo se diz ultimamente, mais de 100 mil pessoas emigraram para Espanha e França tentando encontrar lá fora o emprego que não têm cá dentro. Quando as coisas estão neste pé, o costume é pedir-se mais investimento, sobretudo investimento em obras públicas. Mas, tanto quanto me dizem os meus amigos economistas, as receitas keinesianas do tempo do "New Deal" não são possíveis numa Europa regida pelos "diktats" de Bruxelas. São os sinais do tempo. Se o coração já bate fora de portas, ao menos que o Porto mantenha a alma intacta. Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/17/porto/sinais_tempos.html
  7. Todos sabemos que existem, uma parte defende-os, alguns terão passado por isso, poucos até têm de pagar para o fazer... Fala-se aqui da problemática dos estágios, particularizando na questão dos estágios não remunerados. Fica aqui o relato da opinião de Peter Eisenman sobre o assunto: Link: http://www.eikongraphia.com/?p=2353
  8. Herzog & de Meuron: CaixaForum Madrid The CaixaForum Madrid is a new cultural center in the historical center of Madrid, near the renowned Prado, Reina Sofia and Thyssen-Bornemisza museums, designed by Swiss architects Herzog & de Meuron, the 2001 Pritzker Architecture Prize winners. The CaixaForum is a restoration and expansion of one of the few examples of industrial architecture in Madrid’s historical center, the old power plant Central Eléctrica del Mediodía. Herzog & de Meuron used four basic principles to redesign of the building: to restore the brick outer layer using traditional techniques, to get rid of the stone base around the power plant, to open up a new public square with an entrance on Paseo del Prado and to add volume. Link e video em: http://architecture.myninjaplease.com/?p=2853
  9. Necessários 50 milhões para o Morro da Sé O projecto de recuperação do Morro da Sé implica um investimento de cerca de 50 milhões de euros. Segundo explicaram os responsáveis da SRU aos vereadores da Câmara do Porto, numa reunião extraordinária no final do ano passado, daqueles 50 milhões de euros, cerca de 22 milhões são investimento público, enquanto que 26 a 27 milhões são investimento privado. Nove quarteirões a pedir requalificação No Morro da Sé, uma das zonas mais degradadas do Centro Histórico do Porto, há nove quarteirões a necessitar de uma intervenção. O edificado encontra-se degradado e 37% das propriedades estão devolutas. Demolições e limpezas no Corpo da Guarda A Porto Vivo lançou no início do mês um concurso público para demolições , limpeza e consolidação de fachadas no Quarteirão do Corpo da Guarda. A intervenção em 27 edifícios vai custar 4,4 milhões de euros. Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/14/porto/pormenores.html
  10. Procura-se privado para construir residência e hotel no morro da Sé fernando timóteo Atrair turistas e fixar jovens na Sé é objectivo das unidades a criar Inês Schreck A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Porto Vivo está à procura de parceiros privados para construir uma residência de estudantes, espaços comerciais e um hotel no morro da Sé. Os concursos para a celebração dos contratos de parceria para os dois investimentos foram publicados, ontem, e vão ser objecto de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no âmbito da Parceria para a Regeneração Urbana, cujo prazo de candidaturas termina a 11 de Abril. A residência de estudantes e o hotel são os dois investimentos âncora do Projecto de Intervenção na Sé da Porto Vivo. Têm por missão atrair turistas e fixar jovens naquele quarteirão do Centro Histórico, degradado e desertificado. De acordo com o concurso, o alojamento de estudantes e espaços comerciais vão ser construídos num conjunto de 22 prédios no quarteirão da Bainharia, com frentes para as ruas da Pena Ventosa, de S. Sebastião, Escura e da Bainharia. A residência deverá ter capacidade para cerca de 150 camas, segundo explicou, ao JN, Arlindo Cunha, presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo. Já a construção da unidade de alojamento turístico está prevista para o quarteirão dos Pelames, num conjunto de seis prédios nas ruas dos Pelames, de Corpo da Guarda e Travessa de S. Sebastião. As duas construções abrangem uma área bruta de cerca de 7300 metros quadrados. A unidade hoteleira, explicou Arlindo Cunha, insere-se no conceito de "hostal", com preços acessíveis para a classe média e jovem, que gosta de viajar e ficar alojado nos centros históricos da cidade. "Queremos dar resposta a esta procura", salientou o responsável, acrescentando que o edifício deverá ter cerca de uma centena de quartos. No final do ano passado, numa reunião extraordinária da Câmara para balanço da actividade da Porto Vivo, Arlindo Cunha referiu que o projecto de recuperação da Sé precisa de um "músculo especial" porque a zona tem menos interesse para os privados, ainda com receio de ali investir. É por essa razão que a SRU procura um "empurrão" dos fundos do QREN para custear parte dos investimentos. Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/14/porto/procurase_privado_para_construir_res.html
  11. RBRN, antes de mais sê bem vindo. Podes recear à vontade, porque não serão poucas as pessoas que seguem arquitectura por moda... a prova está no diferencial numérico entre os que iniciam e os que acabam o curso...
  12. Ou então o terreno terá sido cuidadosamente tratado no local para que as curvas sejam constantemente paralelas... :)
  13. E já agora, a título de curiosidade. Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/13/porto/seguemse_ribeiras.html
  14. 174 ideias para abrir reservatórios de água à cidade Leonel de castro Há 36 propostas para transformar o reservatório de Fonte da Moura Carla Sofia Luz Que outra função pode ter um reservatório na cidade do Porto, para além da vocação primordial de guardar água? A questão foi colocada em Setembro do ano passado pela empresa municipal Águas do Porto através da Internet e obteve 174 respostas possíveis com assinaturas portuguesa e estrangeira, desde a Coreia do Sul ao México. As ideias de equipas de jovens arquitectos, que visam abrir os sete equipamentos municipais à população, vieram de 21 países. A maioria tem morada lusitana (67 equipas nacionais entregaram sugestões). Conta-se a participação de oito equipas de arquitectos italianos, cinco da Alemanha, da Espanha, da Polónia e da Coreia do Sul, quatro do México, três dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e da França e duas do Japão. Ao Porto chegaram, ainda, soluções da Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Canadá, Egipto, Finlândia, Israel, Roménia e Turquia. Houve equipas que conceberam novas vocações para mais do que um reservatório. Mas foram as torres do Amial (42 ideias), dos Congregados (39) e da Fonte da Moura (36) que despertaram mais atenção. "A primeira apreciação foi muito positiva, porque temos propostas de grande qualidade e ousadas. Algumas são mais utópicas e outras mais concretizáveis, no entanto, todas são compatíveis com a utilização primária de abastecimento de água", explica Poças Martins, presidente da Comissão de Estruturação da Águas do Porto. Receberam 18 propostas para o reservatório de Santo Isidro, 17 para o da Pasteleira, 14 para o de Serpa Pinto e oito para o do Bonfim. E há ideias para todos os gostos, como a colocação de um restaurante no topo do reservatório dos Congregados; a transformação das torres em peças de escultura ou em paredes de escalada; a instalação de um spa; ou, ainda, a criação de hortas nos terrenos na envolvente dos equipamentos para servir os moradores da zona. As sugestões estão a ser analisadas pelo júri do concurso - por Poças Martins, por Francisco Barata, director da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e pelo arquitecto Luís Tavares Pereira - e será conhecida uma decisão no final deste mês, seguindo-se uma exposição e a edição de um livro com todos os trabalhos a concurso. As sete melhores ideias (uma por cada reservatório) receberão seis mil euros cada e poderão ser atribuídas menções honrosas não remuneradas. "Pedimos que as propostas fossem economicamente sustentáveis", continua. A razão é simples a este concurso, seguir-se-á uma consulta pública para a abertura destes espaços à iniciativa privada. Serão lançados concursos de concessão para cada uma das estruturas. Poças Martins indica que os empresários poderão apresentar novas ideias de reaproveitamento dos espaços livres ou adoptar algumas das 174 soluções. "Queremos reabilitar estes espaços sem gastar dinheiro. O júri está a equacionar a possibilidade de criar uma rede temática que envolva os sete reservatórios, ainda que venham a ter usos e conceitos distintos", acrescenta Poças Martins. Actualmente, os espaços estão vedados. Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/13/porto/174_ideias_para_abrir_reservatorios_.html
  15. A rua alfredo cunha http-~~-//thumbs.sapo.pt/?pic=http-~~-//jn.sapo.pt/2008/03/12/15738570.jpg&H=250&W=250&errorpic=http-~~-//jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif Gomes, Fernandes* A rua é dos elementos mais importantes na Urbanística, como espaço canal de estruturação do processo de desenvolvimento da cidade, pois é ao longo dela que se vão ordenando as construções e fixando os sistemas de vida e, por ela, no subsolo e no solo, circulam as redes de infra-estruturas e os sistemas viários de circulação de transportes e mercadorias, para além da mobilidade pedonal ao longo dos respectivos passeios. Daí a importância deste vaso capilar do corpo urbano chamado cidade e o seu papel estruturante, funcionando em rede e criando múltiplos interstícios por onde passa o sangue revitalizador de toda a vida urbana. Sem ruas não havia cidades e sem cidades não haveria aquilo a que chamamos e de que fazemos parte, vida colectiva e estrutura societária. Toda a gente sabe isto e, mesmo que nem sempre dê atenção ao facto, tem gravado no seu sistema genético a imagem da rua e das suas funcionalidades. A rua de que quero falar hoje é esta, mas associada a uma função que os últimos tempos lhe estão a devolver, com os riscos e vantagens daí derivados A rua política, espaço canal de extravasamento da contestação e do protesto, ingrediente complementar de afirmação da vontade democrática, no âmbito da regulamentação específica que pauta o "direito à manifestação". Há os que discordam do processo de utilização da rua para tais fins e até se incomodam com isso, mas, mesmo para esses, convém que seja dada atenção aos "sinais" vindos da rua, porque ela deve ser sempre entendida como "espaço de liberdade", se quisermos valorizar a magnífica obra de Vieira da Silva, a pintora, na sua interpretação artística libertária de homenagem ao 25 de Abril. A rua tem andado agitada e nervosa, ultimamente, e já fica a dúvida, para alguns, de saber distinguir quem promove e movimenta esse clima que dela tem vindo a tomar conta, com espontânea independência consideram muitos, com a mistura do picante ingrediente partidário consideram os mais "escaldados" e a quem "o calo" destas coisas já viciou na apreciação ou lhes confere maior frieza de análise. Por certo, uns e outros terão razão, daí que o importante a reter é o facto, que, em si, sobreleva o modo porque e como ocorre. É indubitável que a "rua política" está a adquirir uma nova dimensão, já não são só os experimentados e habituais utilizadores que descem até ela e com os clássicos comportamentos, mas há um novo panorama que se oferece aos olhos de quem está atento e não pode deixar de medir as consequências desta nova aragem. A rua, como espaço de afirmação e procura de notoriedade grupal, está a mudar, a ser expressão de novos processos de agitação e agrupamento das pessoas, diria que, de novas fórmulas de intervenção e afirmação da cidadania. Mesmo sem escanotear que, por detrás disto, estejam tiques corporativos difíceis de debelar numa sociedade tradicionalmente corporativa, os sinais e os processos, e os meios técnicos de inter-comunicabilidade entre as pessoas, estão a desenhar um novo cenário de utilização da rua, que não substitui a democracia quando ela está, ou devia estar, consolidada, mas serve para lhe fazer chegar os tais "sinais" de insatisfação e desejo de correcção que os eleitos não podem deixar de levar em conta. Do ponto de vista da cidadania não pode esperar-se, nem desejar-se, que o poder se transforme a partir da rua, numa sociedade democrática com regras aceites, mas a vitalidade de uma democracia também passa pela capacidade de reacção e de afirmação de indignação, perante medidas ou comportamentos do poder que não levam em conta a necessária exigência dialogante com os cidadãos, estruturados em organismos associativos ou de classe. Democracia pressupõe isso mesmo, diálogo e negociação, teimosamente, dolorosamente, até aos limites, se possível. Os governos não devem nem podem funcionar e decidir face ao clima ou estado de humor da rua, mas não podem fechar as janelas dos gabinetes dos decisores ao ruído que dela provém. Em nome da valorização social e cívica deste "espaço canal" da vida colectiva e em favor da maturidade democrática de um sistema que contém, no mesmo plano, representantes eleitos e agentes legítimos dessa representatividade electiva. A rua, uma vez mais, está viva e é essencial ao funcionamento da cidade livre e democrática. *Arquitecto, professor da Universidade Lusófona - Porto gomes.fernandes@europlan.pt Link: http://jn.sapo.pt/2008/03/12/porto/a_rua.html
  16. Ninja Arithmetic XXX http-~~-//architecture.myninjaplease.com/wp-content/uploads/2008/03/ninja_arithmetic-xxx.jpg http://architecture.myninjaplease.com/?p=2843
  17. Via dezeen RAK Gateway by OMA July 18th, 2007 OMA in the Middle East: RAK Gateway is a masterplan by Office for Metropolitan Architecture for a large urban development at Ras Al Khaimah, the northernmost of the United Arab Emirates. The proposal, more than a square mile in area, explores more sustainable ways of developing the desert and providing an alternative, more compact, urban model for the Gateway area. OMA has also designed the spherical RAK Convention and Exhibition Centre (shown bottom right in the image above), which will lie just outside the square city. Below is text provided by OMA, plus images taken from their study of existing development patterns in the Emirate: – RAK Gateway Text Ras Al Khaimah is the furthest north of the UAE’s seven emirates and is in terms of population the fourth largest. The emirate is endowed with a wealth of natural resources and occupies a prime position on some of the world’s most important trade routes. The city of Ras Al Khaimah, the capital of the emirate, is divided into two parts by a water gill, the Khour Ras Al Khaimah. The western part is known as the Old Ras Al Khaimah and comprises Ras Al Khaimah Museum and some of the governmental departments. While the eastern part, known as Al Nakheel, comprises the Ruler’s office, governmental departments and commercial companies. The two parts are connected via a large bridge built across Al Khour that facilitates traffic between them. Recently, Ras Al Khaimah began an ambitious phase of development including investments in infrastructure improvement, tourism, shopping, and efforts to attract industrial and commercial enterprises. By studying the program sprawl of RAK developments, OMA has discovered an obvious layering perpendicular to the coastal resort and residential areas to create a dynamic gateway into the city. To establish interesting conditions of future RAK Gateway project emplacement, OMA proposes four main locations within (and on the border of) the site area. A theme and function based experience (industrial, residential, community, residential, old town) follows from the state border until the RAK old city. RAK GATEWAY CREDITS Project: RAK Gateway Status: Design Development Client: RAK Gateway Authority Location: Ras Al Khaimah, United Arab Emirates Budget: N/A Site: Ras Al Khaimah - furthest north of the UAE’s seven emirates Program: Proposed GFA 994.600m2; total site area 1.204.200 m2; Retail; Office, Mixed use, Residential, Hotel, Sports & Entertainment; Trade Fair and Exhibition; Industry Partners: Rem Koolhaas, Reinier de Graaf Associate: Beth Hughes Team Schematic Design: Jin Hong Jeon, Bin Kim, Mirai Morita, Erica Osterlund, Matthew Seidel, Shuo Wang, Jing Zang, Team Concept Design: Samir Bantal, Martin Galovsky, Ravi Kamisetti, Barend Koolhaas, Tomek Bartczak, Philippe Braun, Kai van Hasselt, Beth Hughes, Pieter Janssens, Bin Kim, Daniel Klos, Miho Mazereeuw, Morai Morita, Nicola Nett, Alain Peauroi, Mariano Sagasta, Christin Svensson, Daliana Suryawinata Link: http://www.dezeen.com/2007/07/18/rak-gateway-by-oma/
  18. Via Inhabitat Rem Koolhaas’ Ras Al Khaimah’s Eco City to rival Masdar by Cate Trotter Just when you thought development in the United Arab Emirates couldn’t get any crazier, here comes a new UAE eco-city to rival Masdar. Intended to be entirely sustainable and cater to residents’ every conceivable whim within its four walls, the new Ras al Khaimah eco city development in the United Arab Emirates, design by Rem Koolhaas’s OMA office, is often likened to that of the zero-carbon, zero-waste Masdar. Cutting-edge solar technology will power the 1.2 million square meter city, built using locally-sourced Arabian materials and aesthetic styles to support the city’s overall ethos of sustainability. Leave it to Rem to design something so grand it could possibly upstage Masdar- we’ll see how it unfolds! Cunning planning means that the least amount of direct sunlight will strike the city’s buildings during the warmest times of day. Lots of narrow streets and open green spaces have also been incorporated to increase natural lighting, shading and resident happiness. The Gateway Eco City will herald a new era in the development of the emirate of Ras Al Khaimah, the furthest north of the UAE’s seven emirates and the fourth largest in terms of population. The emirate is endowed with a wealth of natural resources and occupies a prime position on some of the world’s most important trade routes. The development will consist of five phases, extending over 400 million square feet. Phase 1 will consist of an integrated city to service, support and supplement the capital city of Ras Al Khaimah. The estimated time for completion has been set at 2012. + Ras Al Khaimah Eco City + Rem Koolhaas/ OMA + Rakeen Link: http://www.inhabitat.com/2008/03/10/ras-al-khaimah%e2%80%99s-gateway-city-to-rival-masdar/
  19. No que a isto diz respeito, a ser verdade, nem sei como a edilidade/fiscalização aprovaram o equipamento. Normalmente não deixam passar essas coisas, pelo menos pelo que já vi...
  20. Certamente já te aconteceu passar por algum sítio por onde passas regularmente e reparar em algo que nunca tinhas reparado até aí. A mim aconteceu-me muitas vezes e talvez seja isso que acontece quando se vai aprendendo a ver, ou seja, olha-se mais para o detalhe, repara-se no pormenor, abarca-se o geral e apreende-se o particular. Acredito que isso seja uma capacidade que se vai adquirindo com o tempo, algo que vai sempre evoluindo em nós...
  21. Bem vindo kenshibr :)
  22. ,Q,, as coisas começam mal assim que se pensa em projectar para as revistas... é apenas a minha opinião...
  23. Ainda bem que assim é... concerteza que os donos da casa não gostariam muito de ver as madeiras "empenadas"...
  24. Já tinha criado um tópico sobre este projecto. Ordos 100 - 1 gabinete português entre os eleitos
  25. Rake, só para rematar, não sei se te dás conta, mas ao contrário daquilo que no início afirmavas, estás a revelar uma estranha aversão à arquitectura... Se te queixas porque há alguns arquitectos que supostamente não reconhecem o valor dos engenheiros, tu que até ver nem és uma coisa, nem outra, mostras um "ódio" à arquitectura, como se só os engenheiros é que valessem alguma coisa no mundo da contrução... convém ter sempre muito cuidado com essas generalizações... Cabe-me aqui reconhecer que à luz de toda esta conversa, num dos meus primeiros comentários fui profundamente injusto contigo. Disse então que devias tirar primeiro um curso de arquitectura e depois de engenharia, mas permitam-me alterar o que disse, porque pelo que mostras aqui, não darias um (razoável) arquitecto, já que não consegues reconhecer minimamente a importância desta profissão, nem sequer te dás ao trabalho de entender, ou sequer ouvir quem sabe um pouco mais do que tu, nem darias um (razoável) engenheiro civil, porque também estes têm de reconhecer as competências do arquitecto, tal como o arquitecto tem de a reconhecer no sentido inverso... Neste momento só me apetece citar o João Pedro Silva: O meu novo conselho é, se continuares a pensar assim, que te dediques a outra coisa que não a construção, ou pelo menos não à fase de projecto em qualquer uma das suas vertentes... se é que me entendes... E para concluir, gostava sinceramente que daqui a alguns anos me mostrasses que estava enganado, que acabaste por ser um bom arquitecto, um bom engenheiro, ou uma boa mistura dos dois... receio é que com a forma de pensar que hoje demonstras isso não seja possível, mas o tempo pode fazer milagres e quem sabe se até lá não acabas por mudar... Dou assim por terminada a minha participação nesta conversa... I´m out...
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