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vitor nina

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  1. wationsfils, 1. - As paredes de Trombe são perfeitamente adaptadas aos climas dos locais situados entre as latitudes de 28º e 56º, onde se inclui o nosso país; 2. - O desenho que apresentas é insuficiente para concluir se se pode ou não fazer uma parede Trombe; tens, como disse o Pedro, que estudar a pormenorização. Duma coisa tens que estar certo: há a necessidade de existir uma camada de ar estanque entre a parede e o vidro. 3. - As paredes de Trombe têm que ser desactivadas no Verão. Isto pode passar pela remoção do vidro, pelo seu sombreamento com palas horizontais(no caso deles estarem completamente a Sul) ou com protecções solares que impeçam a passagem da radiação. Sistemas solares passivos não estão isentos de manutenção (nomeadamente a limpeza do vidro) e não me parece que a desactivação ou activação (ou anulação dos efeitos) dos mesmos seja uma coisa tão problemática, conforme advoga o Gibag. Espécies arbustivas de folha caduca parece-me uma má solução, tanto mais que não podemos estimar o factor solar resultante ( e nestas coisas há que fazer continhas antes de pensar no desenho, pois arriscamo-nos a que o compartimento se transforme num forno industrial, óptimo para assar frangos). 4.- Antes de pensares no desenho aconselho-te a conheceres com um mínimo de profundidade a temática do solar passivo, recomendando-te para isso a consulta dos seguintes trabalhos: a) Energia Solar Passiva (VOL 1 e 2) - Arqt. Francisco Moita - D. G. Energia -Imprensa Nacional - casa da Moeda 1987. Este livro, passível de só ser encontrado em bibliotecas, dado a data de edição, tem várias grandes virtudes raras em Portugal: é simples, claro, motivante, bem estruturado, graficamente expressivo. The Passive Solar Energy Book, Arq. Edward Mazria ([ame="http://www.amazon.com/Passive-Solar-Energy-Edward-Mazria/dp/0878572600"]Amazon.com: Passive Solar Energy Book: Edward Mazria: Books[/ame]) Muita informação e graficamente muito bem ilustrado. c) Design for Lfistyle and the Future, trabalho de vários autores sobre vários aspectos relacionados com a sustentatibilidade da construção (com um pequeno capítulo sobre Solar Passivo) e patrocionado pelo Governo Australiano cujos PDFs poderás descarregar em http://www.yourhome.gov.au/technical/index.html Manual introdutório muito bem feito...e de borla. Não esquecer, em matéria de solar passivo, que a Austrália está no hemisfério Sul, logo as fachadas sombreadas estão a Sul. Tinha também uns textos sobre a temática do Solar Passivo, da autoria do arquitecto projectista da casa solar em Vale do Casal do Cónego (Leiria) mas infelizmente perdi-os. Foram descarregados na WEB há já alguns anos e não consigo adquiri-los. Tinham um tratamento metodológico do cálculo do Solar-Passivo, que me parece estarem na base do programa SL_P do Ineti (creio). Julgo que existe também um livro da Arq.a Lívia Tirone, mas desconheço o seu conteúdo.
  2. Só uma pequena correcção: Todos os actos administrativos decorrentes dum acto nulo são também nulos, isto é, é como se não existissem. Assim sendo, sendo nula a licença de construção que permitiu a construção fora do perímetro de implantação, a licença de utilização dessa casa, é também nula; a sua nulidade pode ser invocada a qualquer momento e portanto não produz efeitos, não podendo, portanto, ser revogável. Quanto ao mais, tens razão, implicando a necessária alteração ao alvará a concordância expressa de mais de 50 % (não sei se a legislação já mudou) dos proprietários das demais fracções. Isto pode ser um grande imbróglio para a câmara, as quais, muitas vezes, excedem as suas competências ao sabor do técnico ou das chefias. Uma situação irregular como esta, no máximo, poderia levar à demolição da casa do vizinho, ainda que se procure sempre resolver o problema atenuando o mais possível os seus efeitos.
  3. freelander, Estás a dar-me uma grande novidade. Esta crise ainda não nos bateu em força e já está tudo a fechar...O incrível é que eles (MAXIT) andavam a fazer um marketing intenso na promoção dos produtos, pelo que nada indicava isso. Ainda tenho que confirmar.
  4. Eu designo por "bloco térmico" aquele que é produzido pela MAXIT, em betão leve, e que tem esse nome comercial; o outro, em argila, designo por Termoargila.
  5. ....mensagem eliminada pelo autor
  6. Não ARK, essa história do tipo ter os cinco anos para ser perito qualificado é daquelas tretas com que gostamos de viver. Muitos, como é o meu caso, tiveram a formação em "térmica" em duas horas duma qualquer aula das disciplina de Construções Civis...e na altura não havia RCCTE nenhum (84). Tenho a certeza que nesta matéria há muitos recém licenciados com mais formação de que muitos que têm mais de 5 anos de prática. O problema dos primeiros foi terem nascido depois do tempo. O RCCTE não tem ciência. O RCCTE é um documento prescritivo e só temos que apreender a sua mecânica, mais nada. Já percebi que mesmo os formadores de peritos em situações fora do vulgar, patinam e de que maneira (por falta de ciência, claro), refugiando-se na interpretação mecânica do regulamentó, tipo "é assim porque está na lei". Com esta perspectiva qualquer um pode ser craque, leia-se "perito". A pérola disto tudo é porem os peritos a peritar os próprios peritados.
  7. ...mas não estás sozinho... esta prosa só pode ser produto de psicotrópicos meio janados em ebulição: ... a imaginação destes tipos, não pára.
  8. O RCCTE inaugurou a moda dos protocolos entre as associações de classe e o poder central para a elaboração de projectos. Basta ir a formações de 5 dias (quando muito), fazer um exame e pumba... já está...temos projectista, especialista ou perito... Quem se lixa são ou outros que fazem a sua auto-formação que não estão para ir para Lisboa ou Porto, pagar à grande e à francesa pela formação, pela estadia e pela viagem. ... esses, para além de queimarem as pestanas, não vêem ECTS, CAPs, reconhecimentos da aptidão ou nem nada. O que está a dar são as empresas de formação.
  9. whaooo! Pensamento profundo...JVS, esmeraste-te. ...mas se me permites a liberdade, cura esse teu complexo de superioridade para entrares na real. É o que dá a porra das faculdades fabricarem "arquitectos-artistas"...não há pachorra.
  10. Pois é, mas se a tributação em sede de IRS ou IRC fosse com base nos valores mínimos da tabela de honorários, as coisas mudariam...ai mudaria, mudaria, pois acabariam os projectos ao preço da uva mijona...e até a qualidade dos mesmos de certeza que melhoraria.
  11. Existe um princípio, ao que parece, que a lei particular revoga a lei geral. Nesse sentido os regulamentos podem ter prevalência sobre o RGEU; agora no que à legislação de âmbito fiscal respeita, concordo plenamente com o Lichado.
  12. Pois, Ricardo, não sei como é aí em Marte, mas aqui, no planeta Terra, nós não damos essas liberdades aos artistas. Aqui, a vida de artista é dura, sofrida....excepção feita num pequenino país chamado Portugal onde, por tradição e cultura, os contribuíntes é que se lixam para promover a mãe de todas as artes.
  13. Não existe legislação específica para este tipo de construção. São consideradas edificações de caracter permanente e por isso estão sujeitas ao mesmo regime legal das demais construções.
  14. ... e activa a opção snap_off (F9). Não esqueças que quando o ACAD apresenta vários objectsnaps (sinal de que existem vários pontos notáveis distintos muito próximos), ele activa sempre a última opção mostrada antes do click de activação do comando. Daí sermos nós, muitas vezes, forçados a escolher a opção certa sendo que uma das maneiras para o fazer é com a tecla TAB, conforme disse e bem o Argos. Agora se isso te acontece muitas vezes, parece-me que o mais prático é aumentares o zoom.
  15. Estás a ser injusto. É normal e entendível que as organizações profissionais protejam os interesses dos seus associados. Mas elas, enquanto entidade de reconhecido interesse público, com capacidade para fazer a autoregulação da profissão, não se limitam ao interesse corporativo, meramente, porque o interesse publico do seu estatuto também tem que se revelar num plano mais vasto que engloba a sociedade em geral. É por isso, acredita, que em termos institucionais há muito que a OE e a ANET deixaram caír a bandeira da subscrição de projectos de arquitectura por parte de engenheiros e engenheiros técnicos. A revisão do 73/73 nessa matéria, para eles, já é pacífica. É certo que individualmente existem ainda focus de resistência de alguns associados destas organizações que persistem em assinar projectos de arquitectura, ou mesmo a assinar de cruz, representando este mercado um grosso da sua facturação anual, se bem que eu julgo que tal se limita a um número residual. Relativamente à questão dos números, eu gostaria de ver um estudo que espelhe objectivamente o panorama real da elaboração de projectos; sem dados concretos e precisos arriscamo-nos a generalizar o sentimento que temos do nosso quinhão mais próximo para um universo mais alargado podendo distorcer a objectividade das coisas. É por isso que eu não tenho essa sensação de que a maioria dos projectos de arquitectura sejam subscritos por não-arquitectos; é por isso que vocês têm uma ideia diferente e julgam precisamente o oposto. A objectividade dos números é importante, não para ser o tira-teimas da nossa divergência, mas sim porque não é possível propor (ou implementar) políticas sem dados reais.
  16. Podes citar a origem da tua fonte que está na base desse número? É que eu lembro-me de me terem reportado um estudo elaborado pela Ordem dos Engenheiros, relativamente ao Algarve, que indicava que noventa e tal por cento dos projectos entrados nas câmaras eram assinados por arquitectos. Nos idos anos 80s a então Associação dos Arquitectos Portugueses avançava com números que indicavam que apenas 10% dos projectos é que eram assinados por arquitectos; 30 anos volvidos, o número é mais generoso mas ainda assim parece-me, a sentimento, carecer de credibilidade.
  17. Um colega de um outro forum, pronunciando-se sobre uma informação duma câmara que instara o requerente dum projecto a alterar, por questões meramente estéticas, os paíneis solares que havia previsto instalar no âmbito do RCCTE, reportou o seguinte: "Ou cumpre as normas ou não cumpre. Isso de um tecnico camarário (normalmente pouco competentes) dzer que fica feio não passa pela cabeça de ninguém. Já tive um caso desses (não era sobre painéis) em que o arquitecto da CM dizia que o alpendre ficava mal. A resposta do arqº projectista foi assim: "Eu acho que fica bonito, o requerente quer, de modo que fica como está. Já agora, só por curiosidade, agradeço o envio do curriculum do arqº que emitiu o parecer de modo a poder avaliar quais os conceito de bonito/feio que ele usa". 2 dias depois o projecto foi aprovado." _________________ Reportei esta mensagem apenas para sublinhar a inteligente resposta dada pelo arquitecto autor do projecto, a qual foi recheada q.b. duma natural e justa afirmação de personalidade do seu autor, ressalvando ainda a elegante bofetada de luva branca que subtilmente lhe está anexada. Claro que estas coisas muitas vezes têm um preço.
  18. Pois, Karen, o termo "secção activa" não me diz nada. Vigas, pórticos, lajes e grelhas (pressuponho que seja isso que queres dizer quando te referes a "malhas de vigas") sei o que são (também era melhor que não o soubesse) e podem ser abordadas de diversas maneiras; por isso, se pudesses dar elementos mais pormenorizados daquilo que pretendes saber, talvez te possa dar umas dicas.
  19. De forma sintética (pois esta matéria não é pacífica) pode-se ler no DL 60/2007: Artigo 20.º Apreciação dos projectos de obras de edificação 1 — A apreciação do projecto de arquitectura, no caso de pedido de licenciamento relativo a obras previstas nas alíneas c), d), e), f) e g) do n.º 2 do artigo 4.º, incide sobre a sua conformidade com planos municipais de ordenamento no território, planos especiais de ordenamento do território, medidas preventivas, área de desenvolvimento urbano prioritário, área de construção prioritária, servidões administrativas, restrições de utilidade pública e quaisquer outras normas legais e regulamentares relativas ao aspecto exterior e a inserção urbana e paisagística das edificações, bem como sobre o uso proposto. e relativamente às condições de indeferimento, o mesmo DL indica: Artigo 24.º Indeferimento do pedido de licenciamento 1 — O pedido de licenciamento é indeferido quando: a) ... ... c) ... 2 — Quando o pedido de licenciamento tiver por objecto a realização das operações urbanísticas referidas nas alíneas a) a c), d), e) e g) do n.º 2 do artigo 4.º, o indeferimento pode ainda ter lugar com fundamento em: a) A operação urbanística afectar negativamente o património arqueológico, histórico, cultural ou paisagístico, natural ou edificado; ... 3 — (Revogado.) 4 — Quando o pedido de licenciamento tiver por objecto a realização das obras referidas nas alíneas c) e d) do n.º 2 do artigo 4.º, pode ainda ser indeferido quando a obra seja susceptível de manifestamente afectar o acesso e a utilização de imóveis classificados de interesse nacional ou interesse público, a estética das povoações, a sua adequada inserção no ambiente urbano ou a beleza das paisagens, designadamente em resultado da desconformidade com as cérceas dominantes, a volumetria das edificações e outras prescrições expressamente previstas em regulamento. 5 — ... Assim sendo: As câmaras podem indeferir com base nas questões estéticas desde que as mesmas sejam fundamentadas num diploma legal ou regulamento. Em meu entender não chega dizer que não gosta da cobertura tipo sandwich porque fica mal; tem que fundamentar, numa base regulamentar, porque é que o requerente não pode colocar esse material. Existem outras questões que do ponto de vista deontológico se poderiam levantar com este tipo de atitude que infelizmente é muito comum, e que não se restringe só ao nível dos arquitectos. Neste caso concrreto o arquitecto da autarquia exorbitou as suas competências, pois ao querer impôr um material em detrimento dum outro está a ultrapassar o colega. Ele não tem autoridade nem legal nem moral para o fazer.
  20. PCArq, Estás enganado. Isso a que tu te referes chama-se "argamassa seca" e consiste em juntar uma pequena porção de cimento ao leito de areia (ou de saibro) das calçadas. Não tem nada a ver com o solo-cimento. Este último é complicado de fazer e exige conhecimento e tecnologia que ultrapassa o mero calceteiro, e apenas algumas empresas de estradas o saberão fazer como deve ser. A tecnologia do Solo-cimento encontra-se regulado pela especificação E 304-1974 do LNEC. Para além do que disse na minha mensagem anterior, muito embora ele, antigamente, servisse de faixa de rodagem aos caminhos rodoviários com pouco tráfego, ainda hoje tem interesse para corrigir a natureza dum mau solo de fundação (na contrução de estradas, fundamentalmente) de modo dotá-lo de características que o tornem apto na formação de sub-bases de pavimentos rodoviários de betão betuminoso, com potenciais e significativas reduções de custos.
  21. No Algarve: Dos anos 70 a 80 - Casa da Quinta do Muro, em Cacela Velha - VRSA (também designada casa do francês, de acordo com José Manauel Fernandes), a qual foi já objecto de publicação em duas Architecture d' aujoud'hui. Se tivesse concluída, também do mesmo arquitecto (1991), a casa ao lado (casa Picasso) também seria uma boa opção. - Casa da Fuseta de Eduardo Souto de Moura; - Dos anos 50 salientava uma anónima casa em Faro do Arq. Gomes da Costa, sita na Rua Gen Humberto Delgado, ou a própria casa- atelier do mesmo (60/70?) , também na proximidade da primeira.
  22. Não estarás a confundir com solo-cimento? Em Portugal usava-se (inclusivamente está normalizado) para a pavimentação de caminhos secundários e consistia na mistura de cimento a terras argilosas o qual, depois de levar água de modo a conferir um teor de humidade pre-determinado, apresentava um grau de consistência que permitia suportar o tráfego leve durante bastante tempo. Creio que na América latina utilizam também essa técnica para fazer blocos de construção em terra, semelhantes aos nossos adobes (substituíndo a cal pelo cimento).
  23. Obrigado Nuno. de facto não percebo qual a vantagem de colocar este tipo de material a formar fachada ventilada em detrimento da placa aderida por colagem. Parece-me que seria mais prático...
  24. tens algumas fotografias disso que dêem para perceber a sua fixação e que possas postar?
  25. Na área da electricidade não tens grande margem de manobra porque existem bastantes elementos padronizados e em algumas obras os técnicos instaladores podem ser chamados à responsabilidade se forem apuradas desconformidades com o projecto ou com a normas em vigor. Não creio que tu, enquanto arquitecto, possas ter a liberdade de suprimir as caixas de derivação e fazê-las passar por calhas técnicas, roda-pés ou outra coisa qualquer. Não é fácil, atrevendo-me mesmo a dizer que é quase de certeza proibido Quanto ao facto do arquitecto ter o tal dever de conjugar as especialidades e de se certificar que as mesmas não colidem com a desejada estética, apenas te posso lembrar que é mais fácil intervires na arquitectura do que convencer a gravidade ao não atraír os corpos para o centro da Terra ou obrigar os electrões a estancarem o seu movimento sempre que se verifiquem contactos indirectos ou curto-circuitos. Este teu pensamento, que se traduz na prevalência da arquitectura - leia-se "componente plástica" da dita, coisa que é algo de muito restritivo em relação à Arquitectura em si mesma- só levará a que os arquitectos coordenem, apenas, coisa nenhuma, ainda que a lei lhes venha a conferir essa faculdade: Eles serão ultrapassados pela dinâmica das coisas: O consumidor de arquitectura não compra arquitectura; o consumidor de arquitectura compra edifícios, que são "coisas" que devem integrar várias vertentes: arquitectura aprazível (seja lá o que isso for), segurança assegurada, funcionalidade garantida e salubridade estampada. Só coordenará quem tiver a capacidade de ponderar racionalmente as situações de custo-benefício e souber arranjar compromissos entre as várias áreas que necessariamente tenderão pontualmente a conflituar, de modo a assegurar satisfatoriamente os múltiplos desempenhos que se espera dum edifício ( mas, como para mim é óbvio, sem concessões de espécie alguma face a aspectos fundamentais como sejam os referentes à segurança).
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