vitor nina
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pauloss, 1.- Estando o processo licenciado tens, à partida, um projecto de gás conferido por entidade certificadora competente que verificou que a localização do posto de garrafas se enquadra nos termos que regem as instalações de gás; 2.- Estando o projecto já licenciado (e deduzo pela tua mensagem que se encontra já com alvará de construção emitido) deverá aplicar-se o pressuposto de que os orgãos da administração agem no respeito escrupuloso da lei. Daí que, do acto administrativo que conduziu à emissão da licença de obras, se presume que a autoridade habilitada para apreciar e autorizar a obra em questão - a câmara de Gaia - foi diligente na análise que efectuou aos elementos apresentados, enquadrando-os (juntamente com a pretensão do requerente) dentro das molduras legais que lhes são aplicáveis, verificado que todas as entidades exteriores que sobre o projecto se tinham que pronunciar o fizeram favoravelmente e concluiu que nada obstava à satisfação favorável do objecto requerido; 3.- Não sei qual é o papel da Gaiurbe, E.M., isto é, qual o objecto da sua intervenção no município de Gaia e o porquê de pedir as tais duas cópias do projecto. Mas uma coisa é certa: não é seguramente uma qualquer empresa municipal que vai pôr em causa um projecto já licenciado por uma câmara municipal; também não será o detentor da licença de obras, sob pena de incorrer em ilícito criminal, que poderá alterar aquilo que foi licenciado - o projecto de arquitectura e especialidade com o posto de garrafas no limite da propriedade - só porque uma qualquer entidade de capitais públicos lhe dá na mona para o fazer. 4.-Deste modo só há uma coisa a fazer: mandar cópia dos projectos tal qual foram aprovados e dizer ao proprietário do terreno construir a obra tal qual foi licenciada. 5.- Quanto à história que contas da segunda cave, se quiseres envia-me uma cópia do alvará de loteamento e uma cópia do alvará de construção (que deve especificar a volumetria e o número de piso abaixo do solo) sendo certo que, caso me venha a parecer que tens razão, no dia seguinte estarão na IGAT ou na PJ com uma carta a solicitar investigação.
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IMM, podes ser o responsável técnico da empresa para efeitos de alvará e não assumir a direcção técnica das obras. Mas atenção a uma coisa: para subscrever o alvará tens que fazer parte do quadro da empresa, ainda que o faças em regime de tempo parcial, descontando para a Segurança Social. O IdC (ex-IMOPI) anda a tentar apanhar situações fraudulentas que se passam ao nível das pequenas empresas, particularmente a este nível.
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Quem é que está a pedir isso?
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O ITG é uma empresa certificadora e, nesta matéria, as recomendações que eventualmente proponha (e que eu desconheço) não são de execução obrigatória; o mesmo relativamente às empresas de distribuição (Lisboagás, Nortegás, etc), salvo nas matérias técnicas legalmente indicadas (pressão de serviço, por ex.). Deste modo e voltando à questão do pauloss, não havendo qualquer diploma legal que imponha um determinado afastamento, deverá presumir-se como inexistente ou de aplicação facultativa. o nº 1 do art. 5º da Portaria 460/2001 de 8 de Maio (aquela que aprova o "Regulamento de Segurança das Instalções de Armazenagem de GPL com Capacidade até 200 m3 por Recipiente") refere: "Os postos de garrafas devem ficar contidos em cabinas, destinadas exclusivamente para esse efeito, encastradas ou não na face exterior da parede do edifício, facilmente acessíveis aos serviços de bombeiros e aos seus equipamentos." Ora em zonas urbanas, em que o alinhamento dos edifícios se faz em continuidade, e tendo presente o artigo anterior, resta claro que só há uma forma de colocar o posto de garrafas: em compartimento integrado numa das fachadas voltada para o arruamento, onde o afastamento de 1.5 m relativamente ao llimite da propriedade não faz sentido. De qualquer forma a melhor maneira de tirar as dúvidas é falar/ telefonar com uma empresa certificadora de projectos e instalações de gás, ou com um projectista dessa área (não é o meu caso, aviso).
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Como princípio do Estado de Direito, não obstante alguns orgãos da administração deterem poderes descricionários - e mesmos estes são condicionados aos limites impostos pela lei - se a determinação do afastamento do metro e meio não está escrita em qualquer norma legal (Portaria, Decreto-Lei, Lei, regulamento, etc), então a autarquia não te pode obrigar a nada. Existe, muitas vezes, o pressuposto assumido por alguns funcionários da administração de poderem assumir exigências a seu belo prazer, ao arrepio da legislação vigente, só porque tais exigências lhes parecem lógicas ou convenientes para os Serviços. Muitas vezes há que falar grosso, outras há que pôr o rabinho entre as pernas e fazer o que eles querem sob pena do prejuízo não compensar.
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Duma maneira geral as empresas de sondagem assumem as burocracias inerentes ao licenciamento dos furos, isentando os proprietários dos mesmos de qualquer trabalho nesta matéria.
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Matilde, Tanto quanto sei o DL 650/75 de 18 Novembro ainda está em vigor e, seguramente, que não foi revogado pelo DL 177/99 ou o DL 555/01. Ele determina que a largura mínima dos patamares com acesso a portas de habitação para edifícios de dois ou mais pisos e que tenham mais de quatro habitações, seja de 1.40 m. Curiosamente o Regulamento de Incêndio em Edifícios de Habitação, DL 64/90 de 21 de Fevereiro, sendo mais recente que o diploma anteriormente citado, prevê para os edifícios até 28 m de altura que a largura mínima dos patamares ("comunicações horizontais comuns") seja de 1.20 m, livre de obstáculos até à altura de 2.00 m (nº 1 do art. 30º), ou seja, é menos exigente que o DL650/75.
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Parabéns por mostrares o projecto e parabéns pelo mesmo. Apesar de não ter conseguido visualizar as plantas e baseando-me apenas nas prespectivas, apenas te posso dizer que gostei muito do que vi - composição volumétrica cuidada, uma combinação agradável de texturas e dos vários elementos compositivos- e que por serem escassos os elementos em causa e portanto impossível de formar uma opinião mais sustentada, quero acreditar que tudo o mais vai na linha daquilo que vi. Concordo contigo no que respeita à contestação das leituras meramente formalistas da expressão estética do proposto ou de qualquer obra artísitica . Esta a opinião de alguém que apesar de ser leigo na matéria (convenhamos que a arte não é só para os do métier ) mas que apesar de tudo não é insensível ao objecto arquitectónico. Vale o que vale. Pena que o IGESPAR tenha chumbado.
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Parabéns por mostrares o projecto e parabéns pelo mesmo. Apesar de não ter conseguido visualizar as plantas e baseando-me apenas nas prespectivas, apenas te posso dizer que gostei muito do que vi - composição volumétrica cuidada, uma combinação agradável de texturas e dos vários elementos compositivos- e que por serem escassos os elementos em causa e portanto impossível de formar uma opinião mais sustentada, quero acreditar que tudo o mais vai na linha daquilo que vi. Concordo contigo no que respeita à contestação das leituras meramente formalistas da expressão estética do proposto ou de qualquer obra artísitica . Esta a opinião de alguém que apesar de ser leigo na matéria (convenhamos que a arte não é só para os do métier ) mas que apesar de tudo não é insensível ao objecto arquitectónico. Vale o que vale. Pena que o IGESPAR tenha chumbado.
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Citação: Mensagem Original de lllARKlll Própria cabeça? És mas é um saloio crasso, ignorante de última instância, que passa ao lado da História. A Engenharia é uma Arte,;obras de Engenharia várias são vistas como obras de arte em todos os pontos do mundo. Já agora, pesquisa por Deutsche Werkbund, talvez aprendas alguma coisa. O Arquitecto é um técnico, um dos poucos a ter uma formação completa, não existe nenhum curso em Portugal a agregar Direito, Física, Desenho, Histórias Várias, Tecnologias, Geografia, Planeamento, Economia, Ergonomia e afins, num só plano de curso. E sabes porquê? Porque os nossos riscos custam +500 euros o m² e saber desenhar tem muito que se lhe diga, agora estética? Este é apenas uma das razões na balança...e nada mais. Caro colega,: a função dos Arq.tos. eé coordenar/dirigir Eng.,! (E) este País de *****, dirigido por estes atávicos seres de lobby bem implantado, é que ainda não deu a volta por cima para fazer as coisas como deve ser. Citação: Mensagem Original de lllARKlll A Arte-mãe é uma futilidade,!(M)mais de 2000 anos de (H) história Teórica (desde os gregos) em Arquitectura e é tudo uma futilidade,. (U)um gajo houve com cada coisa... Sabes porque é que os Eng. tem uma formação própria de ignorantes,?(P)porquêe tem 5 anos de meatemática e física, saiem da Faculdade a não saber nada, porque são especialistas,(.) (P)pergunta a um Eng. se sabe o que é uma cariátide, o intercolunío, uma pilastra, um falanstério, um deambulatório, um calidarium o hipocausto, e por aí a fora...(?) É claro que não sabem, não tem nenhuma formação humana...mas, muito pelo contrário, qualquer Arquitecto sabe os rudimentos de Engenharia. Mensagem Original de lllARKlll Será que podes bater mais fundo? Os Arquitectos não podem assinar Planos de segurança e higiene, não podem fazer direcções de obra de Loteamentos e não podem assinar estruturas mais complexas, porque de resto os Arquitectos são um Técnico equiparado a um Engenheiro, inclusive fazemos direcção de obra taco a taco, orçamentamos e desenhamos mil vezes melhor do que qualquer Engenheiro....assinamos Térmica, Estabilidade, Aguas e Esgotos, Planos de Segurança, Arranjos Exteriores, Loteamentos, Arquitectura e com formação adicional Acústica, portanto deixa-te de *****s e cala-te lá com este senso comum de vão de escada que invariavelmente a tua boca brada! O Arquitecto tem formação assaz para fazer cálculos vários anexos à construção, em várias especialidades. É de longe o técnico com a formação mais abrangente, o que dá uma imensa dor de cotovelo a certas pessoas. Como é que um tipo que ao sair da Faculdade não sabe o que é um Licenciamento/Autorização/Informação Prévia/Comunicação Prévia pode-se considerar habilitado para instruir processos camarários de Arquitectura...só neste País. Porque de facto, não pescas nada disso. Para te calar: Uma cariátide é um buraco nos dentes provocado pelo ataque de bactérias; um intercolúnio é um fulano que fez um casamento com uma senhora descrente nas virtudes da monogamia (só pode ser isso, de certeza); uma pilastra é algo que tem a ver com um dos mais afamados atributos desse grande actor, Jonh Holmes (?), interprete dum estrondoso êxito de bilheteira dos anos 70 chamado "Garganta Funda"; o falanstério ...mea culpa, confesso que não sei; o deambulatório é consequência directa da nova lei anti-tabágica e reporta-se aos locais das ruas onde o pessoal agora se pranta a fumar o seu cigarrinho e a desenferrujar as pernas; o calidarium serve para referenciar os dias, tendo nós na Europa Ocidental adoptado o calidarium gregoriano, derivado de Gregório IX, embora haja outros diferentes, nomeadamente o calidarium Juliano, adoptado pelos países nos quais historicamente predominou a igreja ortodoxa, e sem esquecer ainda os calidariuns árabe e hebreu; hipocausto é o termo que designa as perseguições dos judeus até aos anos 30 do século passado, exclusive, para se distinguir daquele outro que se lhe seguiu e se prolongou até 1945 - holocausto – e que foi da exclusiva responsabilidade dos nazis e seus aliados. Fora isto, devo já dizer-te que não estou aqui a "provar-(-te)-que-os-engenheiros-até-são-uns-gajos-culturalmente-menos-maus-do-que-tu-pensas-e-que-até-sabem-umas-coisas" ( conforme o pude demonstrar ao explicar-te o significado de todos aqueles palavrões que tu arranjaste), porque os engenheiros não têm que provar o que quer que seja a ninguém. A razão da minha intervenção é, única e exclusivamente, demonstrar em público a minha admiração pela maneira aguerrida com que defendes os teus valores e as tuas crenças. Sinceramente que valorizo isso. É que apesar de todas as parvoíces e disparates que volta e meia debitas cá para fora no que toca à relação arquitecto/engenheiro, facilmente observável pela leitura das afirmações reproduzidas e de outras de similares teores por ti colocadas no Arquitectura.pt (e o que é engraçado é que noutras matérias até acho que vale a pena perder tempo a passar os olhos por aquilo que escreves, mas nesta temática não dás uma para a caixa), devo dizer-te que me é extremamente agradável, volta e meia, ver quem não faça concessões ao politicamente correcto, neste país onde pululam os “Yes men”. Teoricamente mandaria a etiqueta dizeres que os engenheiros devem estabelecer uma relação de colaboração próxima com os arquitectos, de modo a compatibilizar e optimizar as soluções das várias áreas de intervenção em presença, etc, etc, etc…, mas não; não alinhas nisso. Num acto de coragem que raia a loucura, tu tratas os engenheiros como tratas o teu saco de box: não consegues viver sem eles mas só estás bem a dar-lhes pancada, numa permanente relação conflituosa de amor/ódio que faz transparecer a exteriorização duma qualquer (inconsciente) frustração recalcada, possivelmente provocada pelo facto de não teres conseguido ser engenheiro e por isso sentes-te bem em maltratar/humilhar/diminuir aqueles que conseguiram realizar esse teu desejo frustrado. Deixando de fora a psicanálise de feira, desde já te digo - e se mo permites a título de achega e apenas para ficares descansado - que eu não me amofino ou me minimizo com essa tua permanente tensão com os engenheiros. Não levo essas tontices sem pés nem cabeça muito a peito, pelo contrário, relevo-as facilmente, e isso porque começo a conhecer-te um bocadinho melhor e já faço, sem grande esforço e por causa desse conhecimento, o devido desconto. Dito isto, e no caso de nalgum momento mais introspectivo e de lucidez mais vincada te aperceberes que foste longe de mais, não te preocupes, não vale a pena desenvolver um inútil sentimento de culpa – marca da tradição Judaico-Cristã – porque da minha parte não há, nem haverá, qualquer ressentimento. Claro está que a valorização desse teu espírito combativo a que me referi no início (e creio que outros o farão de igual forma) por si só não te levará a nada - e com o continuar do tempo irá paulatinamente perdendo o fascínio e a piada que hoje encerra, arriscando-se até a que se venha a afirmar como o teu principal inimigo – a menos que ponhas “substrato” e coerência nas causas pelas quais pelejas. No caso concreto desta questão “arquitecto/engenheiro”, ou mais particularmente, na persistência do entendimento atabalhoado que sobre esta matéria tens e que só te diminui perante quem tem dois dedos de testa, tal persistência é também, de certa maneira, culpa minha. É que tenho presente que em tempos, num outro post, fiquei de te explicar como é que estas coisas são. Acredita que apenas a falta de tempo me levou a não o ter feito ainda. Mas para não passar em claro o assunto uma vez mais, devo dizer-te que por princípio sempre me deu a volta ao estômago esta história do a-minha-profissão-é-mais-importante-que-a-tua; Os médicos (porque salvam vidas), os delegados do ministério público e juízes (porque fazem parte de órgãos de soberania) são os campeões dessa parvoíce, muito vulgarizada na casa dos twenties, quando a importância social do canudo lhes sobe à cabeça. Um licenciado em Letras é menos que nada, por vezes nem o título de doutor lhe reconhecem e, convenhamos, num país de doutores isso poderá fazer a diferença. Esta ideia também transparece no Arquitectura.pt, ainda que de forma latente e creio que numa expressão minoritária. Claro que tu, enquanto panela de pressão sempre pronta a explodir, e que como tal desconheces (e ainda bem) o que é o recato, te assumes, muito naturalmente e em decorrência duma forte personalidade que aparentemente incorporas, como o arauto mais proeminente dessa cruzada de entronização da profissão “arquitecto”, matando tudo o que se puser pela frente, incluindo a coerência e o bom-senso, se tal se justificar e em nome do supracitado superior desígnio. E que armas é que usas para isso? Simples: um conjunto de preconceitos desprovidos de qualquer sentido e fortemente alicerçados no teu eu, do tipo “formação mais generalista do que qualquer outra profissão”, e frases feitas dotadas de sentido poético mas sem coerência numa interpretação literal, nomeadamente “o arquitecto é um especialista em nada”, com a agravante que tu trespassas a metáfora, sugas-lhe apenas aquilo que a expressão tem de mais pobre – a literalidade do texto – para, assim, brandires um argumento armado de inutilidades. E já que estamos a falar de frases feitas gostaria que um dia me pudesses esclarecer quais são os tais fundamentos da engenharia de que falas e que qualquer arquitecto conhece e que eu, confesso-o de forma envergonhada, desconheço. O que se deverá depreender quando afirmas que “eles”, os engenheiros, deveriam ser coordenados/dirigidos pelos arquitectos porque estes, ao contrários dos primeiros, têm uma formação humanista, por oposição aos outros, que andam cinco anos para serem especialistas em ignorância, ao aprenderem matemática e física? Desculpa que te diga, mas existe aqui um pequeno indiciosinho de bipolaridade latente. Não tem pés nem cabeça. Eu creio que as situações da arquitectura e da engenharia civil neste país estão muito mal, muito mal, mesmo. Mas, ao contrário de ti, que apenas te agarras a um mera defesa corporativa (perdoem-me os demais arquitectos, mas isso estende-se a toda a classe), eu advogo a substituição do 73/73, porque é perverso manter as zonas de sombra em que não se sabe quem é que tem que fazer o quê, e porque há que definir claramente as responsabilidades e garantir que os técnicos (arquitectos e engenheiros ou outros) estejam conscientes que o seu trabalho é dirigido à construção de edifícios e não fazer “arquitecturas” ou “estruturas”. É que o que as pessoas realmente querem são, em última análise e descontando as parcas excepções, objectos de construção civil destinados a cumprirem determinados objectivos e determinados níveis de desempenho…e isso é muitíssimo mais que a soma das arquitecturas e das estruturas e das térmicas e do tudo o mais. Assumo, e já o disse anteriormente, que defendo plenamente, por uma questão de princípio, princípio esse que é muito mais abrangente do que a mera arquitectura, a possibilidade de existirem projectos de subscritos por pessoas sem formação em arquitectura. (Gostaria de ver o trabalho de Freitas do Amaral - Direito à Arquitectura - que infelizmente desconheço, para ver se colhia argumentos que pudessem abalar as minhas posições, pois até ao momento …) Acrescento que tomo o mesmo princípio para as outras áreas da técnica, nomeadamente a engenharia civil; acrescento também que não faço projectos de arquitectura (em vinte e tal anos de profissão apenas o fiz uma vez e porque os gabinetes de arquitectura então consultados se armaram em espertos (será que em Agosto toda a gente emburra?) e estava em causa a possibilidade dum cliente meu ficar sem € 150.000,00); e por fim, acrescento que enquanto dirigente estudantil, logo que se falou na alteração do 73/73, eu defendi a exclusividade do projecto de arquitectura pelos arquitectos, pelo que algo de muito forte me fez mudar de posição. Estou disposto a discutir isto, não neste post porque a emotividade já tomou conta dos intervenientes e o discernimento já começa a faltar, mas uma coisa te digo: não me chamas, por causa disso, saloio crasso, ignorante de última instância, a passar ao lado da História ou dentro da História. E não me chamas a mim, nem a ninguém e apelo aos moderadores para terem uma intervenção mais presente e não deixar que alguma vez isto possa voltar a chegar ao que chegou. Já agora repara que perdes a coerência toda se atentares a que a última das tuas mensagens aqui reproduzidas pode ser virada ao contrário com toda a facilidade e deste modo justificar a possibilidade dos engenheiros fazerem projectos de arquitectura: a lei equipara-os aos arquitectos nesta matéria, logo…. – Disparate pegado, não achas? Ainda a propósito da formação alargada dos arquitectos e respectiva a capacidade de calcular estruturas. Desculpa lá eu duvidar dessa V. capacidade de calcular estruturas só com base naquilo que aprendem na Universidade, pois deverá ser igual à minha capacidade para dimensionar uma instalação eléctrica dum edifício, não obstante ter tido uma cadeira de electrotecnia. Obviamente que quando se integra o cálculo estrutural e o betão armado num curso de arquitectura ele não é orientado para o dimensionamento estrutural mas para haver a possibilidade dos arquitectos poderem ter um entendimento – i.e. conhecer o léxico - com um parceiro no acto construtivo que é o engenheiro civil (como eu tenho que ter conhecimento do léxico de electricidade para me entender com o electrotécnico e com o electricista). Há pouco tempo encontrei uma intervenção tua ensinando um colega nosso como se dimensionava um perfil metálico em I, cujo o conteúdo estaria correcto dentro do contexto primário da Resistência de Materiais, mas já não o estaria dentro do quadro do dimensionamento da secção integrado num elemento estrutural, porque te esqueceste de referir a redução (muito significativa) da capacidade resistente do perfil por ser um elemento susceptível ao varejamento. Contrariamente à grande maioria dos engenheiros, advogo que a segurança estrutural em regiões sísmicas está mais na mão dos arquitectos do que na dos engenheiros. Claro que esta afirmação pode ter consequências muito desastrosas se levada até às últimas consequências, pois obrigaria a que vocês, arquitectos, tomassem isso em linha de conta no projecto e, como todos nós sabemos, já vos é difícil serem condicionados pela força da gravidade e pelos regulamentos, alguns dos quais absolutamente idiotas ou obsoletos, quanto mais aceitar pacificamente um novo factor de constrangimento do desenho? Às tradicionais guerras do período pré-informático entre engenheiros e arquitectos, com os primeiros a exigirem dos últimos a colocação de indispensáveis pilares subvertendo o espaço e o projecto, passou-se para o politicamente correcto com a abertura de tréguas entre os dois principais intervenientes na concepção dos edifícios e tudo isto com o beneplácito dos construtores civis e das centrais de betão. Eis que aparecem as maravilhosa lajes fungiformes endeusadas pelos sacerdotes da ignorância estrutural, ainda que envergando as vestes dos mais refinados programas estruturais, seguidos duma horda de arquitectos cantando hossanas pelo milagre de terem, por fim, conquistado a liberdade de pôr paredes onde quiserem, diferentes de andar para andar, sem que as demoníacas vigas salientes dos tempos passados possam, alguma vez mais, amargurar a divina obra. É vê-las na EXPO, no Algarve, por toda a Lisboa e arredores e nem a pequena vivenda minimalista escapa. Porventura sabem vocês arquitectos qual é o perigo duma laje fungiforme? dum pilar curto? duma interrupção de pilar? dum piso vasado? duma irregular distribuição de massa em planta e em altura? duma irregular distribuição de rigidez em planta ou em altura? Tudo isso são variáveis que fazem perigar uma construção em caso de sismo, variáveis essas que apenas podem ser manipuladas pelo arquitecto (e não o engenheiro). Quem não souber do que estou a falar pode descarregar estes dois documentos: FEMA (EUA) - Design for EQ – A manual for Architects (1 ficheiro zipado dividido em 2 partes) http://www.4shared.com/file/31472253/1d40a93e/Designing_for_Earthquakes_A_Manual_Architects_fema_454001.html http://www.4shared.com/file/31472255/f4230c0b/Designing_for_Earthquakes_A_Manual_Architects_fema_454002.html (Suissa) Conception parassismique de bâtiments - Principes de base à l'attention des ingénieurs, architectes, maître d'ouvrages et autorités . pdf http://www.4shared.com/file/31470223/f808f772/Conception_parassismique_de_btiments_-_Principes_de_bASE__lattention_des_ingnieurs_architectes_matre_douvrages_et_autorits.html Preferia, por isso, que os tópicos de estruturas que vocês aprendem na faculdade fossem dirigidos para perceber isto ao invés de servirem para encher o plano de estudos.
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Citação: Mensagem Original de lllARKlll Própria cabeça? És mas é um saloio crasso, ignorante de última instância, que passa ao lado da História. A Engenharia é uma Arte,;obras de Engenharia várias são vistas como obras de arte em todos os pontos do mundo. Já agora, pesquisa por Deutsche Werkbund, talvez aprendas alguma coisa. O Arquitecto é um técnico, um dos poucos a ter uma formação completa, não existe nenhum curso em Portugal a agregar Direito, Física, Desenho, Histórias Várias, Tecnologias, Geografia, Planeamento, Economia, Ergonomia e afins, num só plano de curso. E sabes porquê? Porque os nossos riscos custam +500 euros o m² e saber desenhar tem muito que se lhe diga, agora estética? Este é apenas uma das razões na balança...e nada mais. Caro colega,: a função dos Arq.tos. eé coordenar/dirigir Eng.,! (E) este País de *****, dirigido por estes atávicos seres de lobby bem implantado, é que ainda não deu a volta por cima para fazer as coisas como deve ser. Citação: Mensagem Original de lllARKlll A Arte-mãe é uma futilidade,!(M)mais de 2000 anos de (H) história Teórica (desde os gregos) em Arquitectura e é tudo uma futilidade,. (U)um gajo houve com cada coisa... Sabes porque é que os Eng. tem uma formação própria de ignorantes,?(P)porquêe tem 5 anos de meatemática e física, saiem da Faculdade a não saber nada, porque são especialistas,(.) (P)pergunta a um Eng. se sabe o que é uma cariátide, o intercolunío, uma pilastra, um falanstério, um deambulatório, um calidarium o hipocausto, e por aí a fora...(?) É claro que não sabem, não tem nenhuma formação humana...mas, muito pelo contrário, qualquer Arquitecto sabe os rudimentos de Engenharia. Mensagem Original de lllARKlll Será que podes bater mais fundo? Os Arquitectos não podem assinar Planos de segurança e higiene, não podem fazer direcções de obra de Loteamentos e não podem assinar estruturas mais complexas, porque de resto os Arquitectos são um Técnico equiparado a um Engenheiro, inclusive fazemos direcção de obra taco a taco, orçamentamos e desenhamos mil vezes melhor do que qualquer Engenheiro....assinamos Térmica, Estabilidade, Aguas e Esgotos, Planos de Segurança, Arranjos Exteriores, Loteamentos, Arquitectura e com formação adicional Acústica, portanto deixa-te de *****s e cala-te lá com este senso comum de vão de escada que invariavelmente a tua boca brada! O Arquitecto tem formação assaz para fazer cálculos vários anexos à construção, em várias especialidades. É de longe o técnico com a formação mais abrangente, o que dá uma imensa dor de cotovelo a certas pessoas. Como é que um tipo que ao sair da Faculdade não sabe o que é um Licenciamento/Autorização/Informação Prévia/Comunicação Prévia pode-se considerar habilitado para instruir processos camarários de Arquitectura...só neste País. Porque de facto, não pescas nada disso. Para te calar: Uma cariátide é um buraco nos dentes provocado pelo ataque de bactérias; um intercolúnio é um fulano que fez um casamento com uma senhora descrente nas virtudes da monogamia (só pode ser isso, de certeza); uma pilastra é algo que tem a ver com um dos mais afamados atributos desse grande actor, Jonh Holmes (?), interprete dum estrondoso êxito de bilheteira dos anos 70 chamado "Garganta Funda"; o falanstério ...mea culpa, confesso que não sei; o deambulatório é consequência directa da nova lei anti-tabágica e reporta-se aos locais das ruas onde o pessoal agora se pranta a fumar o seu cigarrinho e a desenferrujar as pernas; o calidarium serve para referenciar os dias, tendo nós na Europa Ocidental adoptado o calidarium gregoriano, derivado de Gregório IX, embora haja outros diferentes, nomeadamente o calidarium Juliano, adoptado pelos países nos quais historicamente predominou a igreja ortodoxa, e sem esquecer ainda os calidariuns árabe e hebreu; hipocausto é o termo que designa as perseguições dos judeus até aos anos 30 do século passado, exclusive, para se distinguir daquele outro que se lhe seguiu e se prolongou até 1945 - holocausto – e que foi da exclusiva responsabilidade dos nazis e seus aliados. Fora isto, devo já dizer-te que não estou aqui a "provar-(-te)-que-os-engenheiros-até-são-uns-gajos-culturalmente-menos-maus-do-que-tu-pensas-e-que-até-sabem-umas-coisas" ( conforme o pude demonstrar ao explicar-te o significado de todos aqueles palavrões que tu arranjaste), porque os engenheiros não têm que provar o que quer que seja a ninguém. A razão da minha intervenção é, única e exclusivamente, demonstrar em público a minha admiração pela maneira aguerrida com que defendes os teus valores e as tuas crenças. Sinceramente que valorizo isso. É que apesar de todas as parvoíces e disparates que volta e meia debitas cá para fora no que toca à relação arquitecto/engenheiro, facilmente observável pela leitura das afirmações reproduzidas e de outras de similares teores por ti colocadas no Arquitectura.pt (e o que é engraçado é que noutras matérias até acho que vale a pena perder tempo a passar os olhos por aquilo que escreves, mas nesta temática não dás uma para a caixa), devo dizer-te que me é extremamente agradável, volta e meia, ver quem não faça concessões ao politicamente correcto, neste país onde pululam os “Yes men”. Teoricamente mandaria a etiqueta dizeres que os engenheiros devem estabelecer uma relação de colaboração próxima com os arquitectos, de modo a compatibilizar e optimizar as soluções das várias áreas de intervenção em presença, etc, etc, etc…, mas não; não alinhas nisso. Num acto de coragem que raia a loucura, tu tratas os engenheiros como tratas o teu saco de box: não consegues viver sem eles mas só estás bem a dar-lhes pancada, numa permanente relação conflituosa de amor/ódio que faz transparecer a exteriorização duma qualquer (inconsciente) frustração recalcada, possivelmente provocada pelo facto de não teres conseguido ser engenheiro e por isso sentes-te bem em maltratar/humilhar/diminuir aqueles que conseguiram realizar esse teu desejo frustrado. Deixando de fora a psicanálise de feira, desde já te digo - e se mo permites a título de achega e apenas para ficares descansado - que eu não me amofino ou me minimizo com essa tua permanente tensão com os engenheiros. Não levo essas tontices sem pés nem cabeça muito a peito, pelo contrário, relevo-as facilmente, e isso porque começo a conhecer-te um bocadinho melhor e já faço, sem grande esforço e por causa desse conhecimento, o devido desconto. Dito isto, e no caso de nalgum momento mais introspectivo e de lucidez mais vincada te aperceberes que foste longe de mais, não te preocupes, não vale a pena desenvolver um inútil sentimento de culpa – marca da tradição Judaico-Cristã – porque da minha parte não há, nem haverá, qualquer ressentimento. Claro está que a valorização desse teu espírito combativo a que me referi no início (e creio que outros o farão de igual forma) por si só não te levará a nada - e com o continuar do tempo irá paulatinamente perdendo o fascínio e a piada que hoje encerra, arriscando-se até a que se venha a afirmar como o teu principal inimigo – a menos que ponhas “substrato” e coerência nas causas pelas quais pelejas. No caso concreto desta questão “arquitecto/engenheiro”, ou mais particularmente, na persistência do entendimento atabalhoado que sobre esta matéria tens e que só te diminui perante quem tem dois dedos de testa, tal persistência é também, de certa maneira, culpa minha. É que tenho presente que em tempos, num outro post, fiquei de te explicar como é que estas coisas são. Acredita que apenas a falta de tempo me levou a não o ter feito ainda. Mas para não passar em claro o assunto uma vez mais, devo dizer-te que por princípio sempre me deu a volta ao estômago esta história do a-minha-profissão-é-mais-importante-que-a-tua; Os médicos (porque salvam vidas), os delegados do ministério público e juízes (porque fazem parte de órgãos de soberania) são os campeões dessa parvoíce, muito vulgarizada na casa dos twenties, quando a importância social do canudo lhes sobe à cabeça. Um licenciado em Letras é menos que nada, por vezes nem o título de doutor lhe reconhecem e, convenhamos, num país de doutores isso poderá fazer a diferença. Esta ideia também transparece no Arquitectura.pt, ainda que de forma latente e creio que numa expressão minoritária. Claro que tu, enquanto panela de pressão sempre pronta a explodir, e que como tal desconheces (e ainda bem) o que é o recato, te assumes, muito naturalmente e em decorrência duma forte personalidade que aparentemente incorporas, como o arauto mais proeminente dessa cruzada de entronização da profissão “arquitecto”, matando tudo o que se puser pela frente, incluindo a coerência e o bom-senso, se tal se justificar e em nome do supracitado superior desígnio. E que armas é que usas para isso? Simples: um conjunto de preconceitos desprovidos de qualquer sentido e fortemente alicerçados no teu eu, do tipo “formação mais generalista do que qualquer outra profissão”, e frases feitas dotadas de sentido poético mas sem coerência numa interpretação literal, nomeadamente “o arquitecto é um especialista em nada”, com a agravante que tu trespassas a metáfora, sugas-lhe apenas aquilo que a expressão tem de mais pobre – a literalidade do texto – para, assim, brandires um argumento armado de inutilidades. E já que estamos a falar de frases feitas gostaria que um dia me pudesses esclarecer quais são os tais fundamentos da engenharia de que falas e que qualquer arquitecto conhece e que eu, confesso-o de forma envergonhada, desconheço. O que se deverá depreender quando afirmas que “eles”, os engenheiros, deveriam ser coordenados/dirigidos pelos arquitectos porque estes, ao contrários dos primeiros, têm uma formação humanista, por oposição aos outros, que andam cinco anos para serem especialistas em ignorância, ao aprenderem matemática e física? Desculpa que te diga, mas existe aqui um pequeno indiciosinho de bipolaridade latente. Não tem pés nem cabeça. Eu creio que as situações da arquitectura e da engenharia civil neste país estão muito mal, muito mal, mesmo. Mas, ao contrário de ti, que apenas te agarras a um mera defesa corporativa (perdoem-me os demais arquitectos, mas isso estende-se a toda a classe), eu advogo a substituição do 73/73, porque é perverso manter as zonas de sombra em que não se sabe quem é que tem que fazer o quê, e porque há que definir claramente as responsabilidades e garantir que os técnicos (arquitectos e engenheiros ou outros) estejam conscientes que o seu trabalho é dirigido à construção de edifícios e não fazer “arquitecturas” ou “estruturas”. É que o que as pessoas realmente querem são, em última análise e descontando as parcas excepções, objectos de construção civil destinados a cumprirem determinados objectivos e determinados níveis de desempenho…e isso é muitíssimo mais que a soma das arquitecturas e das estruturas e das térmicas e do tudo o mais. Assumo, e já o disse anteriormente, que defendo plenamente, por uma questão de princípio, princípio esse que é muito mais abrangente do que a mera arquitectura, a possibilidade de existirem projectos de subscritos por pessoas sem formação em arquitectura. (Gostaria de ver o trabalho de Freitas do Amaral - Direito à Arquitectura - que infelizmente desconheço, para ver se colhia argumentos que pudessem abalar as minhas posições, pois até ao momento …) Acrescento que tomo o mesmo princípio para as outras áreas da técnica, nomeadamente a engenharia civil; acrescento também que não faço projectos de arquitectura (em vinte e tal anos de profissão apenas o fiz uma vez e porque os gabinetes de arquitectura então consultados se armaram em espertos (será que em Agosto toda a gente emburra?) e estava em causa a possibilidade dum cliente meu ficar sem € 150.000,00); e por fim, acrescento que enquanto dirigente estudantil, logo que se falou na alteração do 73/73, eu defendi a exclusividade do projecto de arquitectura pelos arquitectos, pelo que algo de muito forte me fez mudar de posição. Estou disposto a discutir isto, não neste post porque a emotividade já tomou conta dos intervenientes e o discernimento já começa a faltar, mas uma coisa te digo: não me chamas, por causa disso, saloio crasso, ignorante de última instância, a passar ao lado da História ou dentro da História. E não me chamas a mim, nem a ninguém e apelo aos moderadores para terem uma intervenção mais presente e não deixar que alguma vez isto possa voltar a chegar ao que chegou. Já agora repara que perdes a coerência toda se atentares a que a última das tuas mensagens aqui reproduzidas pode ser virada ao contrário com toda a facilidade e deste modo justificar a possibilidade dos engenheiros fazerem projectos de arquitectura: a lei equipara-os aos arquitectos nesta matéria, logo…. – Disparate pegado, não achas? Ainda a propósito da formação alargada dos arquitectos e respectiva a capacidade de calcular estruturas. Desculpa lá eu duvidar dessa V. capacidade de calcular estruturas só com base naquilo que aprendem na Universidade, pois deverá ser igual à minha capacidade para dimensionar uma instalação eléctrica dum edifício, não obstante ter tido uma cadeira de electrotecnia. Obviamente que quando se integra o cálculo estrutural e o betão armado num curso de arquitectura ele não é orientado para o dimensionamento estrutural mas para haver a possibilidade dos arquitectos poderem ter um entendimento – i.e. conhecer o léxico - com um parceiro no acto construtivo que é o engenheiro civil (como eu tenho que ter conhecimento do léxico de electricidade para me entender com o electrotécnico e com o electricista). Há pouco tempo encontrei uma intervenção tua ensinando um colega nosso como se dimensionava um perfil metálico em I, cujo o conteúdo estaria correcto dentro do contexto primário da Resistência de Materiais, mas já não o estaria dentro do quadro do dimensionamento da secção integrado num elemento estrutural, porque te esqueceste de referir a redução (muito significativa) da capacidade resistente do perfil por ser um elemento susceptível ao varejamento. Contrariamente à grande maioria dos engenheiros, advogo que a segurança estrutural em regiões sísmicas está mais na mão dos arquitectos do que na dos engenheiros. Claro que esta afirmação pode ter consequências muito desastrosas se levada até às últimas consequências, pois obrigaria a que vocês, arquitectos, tomassem isso em linha de conta no projecto e, como todos nós sabemos, já vos é difícil serem condicionados pela força da gravidade e pelos regulamentos, alguns dos quais absolutamente idiotas ou obsoletos, quanto mais aceitar pacificamente um novo factor de constrangimento do desenho? Às tradicionais guerras do período pré-informático entre engenheiros e arquitectos, com os primeiros a exigirem dos últimos a colocação de indispensáveis pilares subvertendo o espaço e o projecto, passou-se para o politicamente correcto com a abertura de tréguas entre os dois principais intervenientes na concepção dos edifícios e tudo isto com o beneplácito dos construtores civis e das centrais de betão. Eis que aparecem as maravilhosa lajes fungiformes endeusadas pelos sacerdotes da ignorância estrutural, ainda que envergando as vestes dos mais refinados programas estruturais, seguidos duma horda de arquitectos cantando hossanas pelo milagre de terem, por fim, conquistado a liberdade de pôr paredes onde quiserem, diferentes de andar para andar, sem que as demoníacas vigas salientes dos tempos passados possam, alguma vez mais, amargurar a divina obra. É vê-las na EXPO, no Algarve, por toda a Lisboa e arredores e nem a pequena vivenda minimalista escapa. Porventura sabem vocês arquitectos qual é o perigo duma laje fungiforme? dum pilar curto? duma interrupção de pilar? dum piso vasado? duma irregular distribuição de massa em planta e em altura? duma irregular distribuição de rigidez em planta ou em altura? Tudo isso são variáveis que fazem perigar uma construção em caso de sismo, variáveis essas que apenas podem ser manipuladas pelo arquitecto (e não o engenheiro). Quem não souber do que estou a falar pode descarregar estes dois documentos: FEMA (EUA) - Design for EQ – A manual for Architects (1 ficheiro zipado dividido em 2 partes) http://www.4shared.com/file/31472253/1d40a93e/Designing_for_Earthquakes_A_Manual_Architects_fema_454001.html http://www.4shared.com/file/31472255/f4230c0b/Designing_for_Earthquakes_A_Manual_Architects_fema_454002.html (Suissa) Conception parassismique de bâtiments - Principes de base à l'attention des ingénieurs, architectes, maître d'ouvrages et autorités . pdf http://www.4shared.com/file/31470223/f808f772/Conception_parassismique_de_btiments_-_Principes_de_bASE__lattention_des_ingnieurs_architectes_matre_douvrages_et_autorits.html Preferia, por isso, que os tópicos de estruturas que vocês aprendem na faculdade fossem dirigidos para perceber isto ao invés de servirem para encher o plano de estudos.
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Pedro, Eu não me pronunciei sobre os blocos de taipa (BTC) porque a dúvida da Helga reportava-se à tecnologia do solo-cimento, tendo, por isso, limitado a minha resposta a essa área específica (saliento que nunca ouvi a designação "solo-cimento" aplicada a blocos de alvenaria de taipa donde, para mim, alvenaria de blocos de terra e solo-cimento são coisas distintas). Sendo certo que em algumas regiões adicionam cal às argilas para conseguirem o bloco de taipa, a substituição deste ligante por cimento não me parece que confira uma grande vantagem ao bloco...tenho dúvidas, ainda que não seja peremptório. Acrescento, no entanto, que sou bastante crítico relativamente ao emprego dos BTCs como material de construção, não pelo material em si, mas porque não existe qualquer regulamentação ou normativo que defina as exigências, os níveis de desempenho e as técnicas de aplicação a que se deve obedecer. Deste modo estamos a aplicar materiais cujo o comportamento no futuro nos é desconhecido e isso já não é compatível com o nosso ordenamento jurídico; justifico, não obstante o anterior, a sua plena aplicação na recuperação de edifícios antigos, nos quais a incorporação de tecnologias e materiais contemporâneos me parece um perfeito disparate, quer do ponto de vista técnico (incompatibilidade de materiais, impossibilidade do princípio de reversão, etc) quer do ponto de vista de princípio de intervenção para preservação de valores culturais do imóvel sendo este, aliás, um pressuposto assumido por quem faz recuperação e restauro de edifícios e que vem na linha das recomendações do ICOMOS nesta matéria. Reconheço que essa situação (caracterização técnica do BTCs) deverá mudar, quer porque o material em causa tem várias valias susceptíveis de serem exploradas, nomeadamente a significativa redução dos custos de construção e o aumento do valor ecológico conferido aos edifícios, ao não serem necessários gastos de transporte uma vez que argila, palha e cal existem numa grande faixa de território; ao não serem necessários gastos energéticos consideráveis na cozedura do material, pois ele pode ser seco ao sol(e consequente redução de emissão de CO2) ; e, finalmente, porque sendo um material feito a partir terras existentes nas próximidade da obra, atenua o impacto das alterações topográficas e paisagísticas que habitualmente certas áreas do território são sujeitas (maciços rochosos ou terrenos argilosos) em resultado da extracção /escavação intensiva de inertes para alimentar de matéria prima as indústrias dos cimentos, dos tijolos e das britas e gravilhas. Mas, obviamente, se é de construções em terra que estamos a falar então a referência aos trabalhos escritos e construídos do Arq. Alegria, conforme sublinha o Peter, não pode ser ignorada.
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Helga, Solo-cimento é uma técnica que se utiliza na construção de pavimentos rodoviários de secundária importância, ainda que em tempos tivesse tido algum peso, particularmente em zonas rurais. Basicamente consiste na melhoria das capacidades de solos fracos mediante a adição de cimento em quantidades que dependem da natureza dos solos a tratar e seguindo metodologias que em Portugal estão definidas na especificação do LNEC E304 - 1974. É uma técnica da área da engenharia não conhecendo eu a aplicação da mesma para execução de blocos de alvenaria.
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O nº1 do artº 18º do DL 64/90 (Regulamento de segurança contra incêndio), ainda em vigor (não obstante a sua morte anunciada), indica que : "1-As escadas interiores do edifício devem ter lanços, de preferência rectos, de inclinação não superior a 78% (38º), não sendo em caso algum admissível que a ligação entre pisos seja estabelecida exclusivamente por escadas em caracol." Obviamente que isto deve ser interpretado a luz dos valores regulamentares que se pretendem acuatelar, pelo que se os dois pisos da moradia forem servidos por caminhos de evacuação que não passem pelo recurso à escada, não me parece que seja de impedir a existência duma só escada em caracol (isto é a minha interpretação). Mais grave do que isso é o não enclausuramento das escadas no interior das moradias, nos casos em que as mesmas são obrigatórias, obviamente, situação que 99,98 % dos arquitectos (...e demais similares) de forma ilegal teima em insistir, à luz da passividade das autarquias e com o silêncio cúmplice da Ordem dos Arquitectos.
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Assino por baixo.
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mD, 1.-O isolamento pelo interior é um erro crasso e só se justifica em imóveis antigos, sendo sempre entendido como uma solução de recurso e apenas quando existe um conjunto de factores muito particulares a ter em conta, nomeadamente custos de aplicação significativamente mais reduzidos do que as soluções convencionais ou necessidade de preservação das fachadas por conterem (ou serem elas mesmo) elementos culturais de relevo. Nunca tal opção é vista, por quem perceba da poda, como uma solução ideal (perdoem-me a imodéstia, mas a física é uma realidade objectiva que não se compadece com tretas advogadas por muito técnicos que falam da matéria, baseados em conhecimentos empíricos ou superficiais - muitas vezes iguais aos do simples servente, sem desprimor para este, e cuja credibilidade assenta mais no título académico que ostentam do que nos seus reais conhecimentos da matéria). Nos edifícios novos, em que a ordem de grandeza das massas neles envolvidas não têm nada a ver com a dos edifícios antigos, isto é, não apresentam a capacidade de armazenamento de calor destes últimos, não é legítimo fazer qualquer paralelismo para justificar a bondade da solução em referência, sendo certo que nos primeiros, a opção do isolamento no interior revelará características perversas muito mais pronunciadas do que nos edifícios antigos (se é que estes, os de paredes grossas, eventualmente, são susceptíveis a essas perversidades em decorrência da maior massa que possuem, mas … cada caso é um caso). Exceptuam-se as câmaras frigoríficas (como oposição ao acima indicado), pois nestas, o que se pretende evitar é a entrada de calor, precisamente o contrário das habitações e portanto, aí, tem toda a razão de ser o emprego do isolamento pelo interior. Não obstante isso, esta solução, embora se revele má quando aplicada à construção nova, ainda assim é tecnicamente admissível à luz do novo RCCTE, porque permite reduzir os coeficientes de transmissão térmica das paredes, factor de crucial importância para a poupança energética; 2.- O isolamento pelo interior só elimina as pontes térmicas se o colocar nos tectos, nas paredes (incluindo nos topos das divisórias interiores) e no chão. A superfície a isolar, porque significativamente maior do que nas soluções correntes, encarece de sobremaneira a construção, ainda para mais com claro prejuízo para o conforto das pessoas e para o consumo de energia, conforme explicitarei adiante. Se a sua preocupação é evitar as pontes térmicas, a solução do isolamento pelo exterior leva claramente vantagem sobre as demais, exigindo este, no entanto, que o projecto seja feito com todo o detalhe e se entre em linha de conta com as situações particulares das superfícies das paredes, dos elementos seus constituintes e da articulação das várias partes do edifício com todos os demais condicionamentos do lugar, sob pena de haver asneira da grossa. A não ser assim, haverá a grande probabilidade de se verificarem patologias na obra, com o posterior denegrir das soluções técnicas tomadas – o habitual -, não cuidando técnicos, construtores e dono da obra, que as mesmas (patologias) não são inerentes à solução adoptada, mas derivam de erros e omissões do projecto com claras repercussões na má qualidade da obra. Já não sendo eu um adepto das paredes duplas, ainda assim, caso elas sejam bem feitas, serão sempre preferíveis ao isolamento pelo interior. Existem boas soluções técnicas para suprimir as pontes térmicas das paredes duplas. Teremos, provavelmente, que abandonar a espessura dos 0.30m, ainda que essa necessidade não seja um dado absoluto e dependa de muitos factores. Em termos de obra é necessário que seja garantida a ventilação da caixa-de-ar (sob pena de se verificarem condensações no seu interior, pondo em causa o seu correcto funcionamento, pelo que a distribuição da colocação dos tubos de ventilação deverá estar indicada no projecto) e que a caleira esteja completamente desobstruída, livre de qualquer obstáculo, nomeadamente resquícios de argamassa… claro que isto tudo tem que estar detalhado no projecto e no caderno de encargos. Estes são, quanto a mim, os principais factores que me levam torcer o nariz a esta solução, porque em grande número de obras estes cuidados não são atendidos. Existem alvenarias cujo emprego eu recomendaria em edifícios baixos e que proporcionam paredes simples que dispensam qualquer isolamento complementar para cumprir (exceder, mesmo) os requisitos do RCCTE. Acresce, também, que o sistema construtivo inerente as estes materiais evita, de per se, as pontes térmicas. No entanto os projectistas ligados à construção não tem à vontade para se aventurar por estes materiais alternativos por um largo conjunto de motivos, nomeadamente: · pelo nacional - conservadorismo e natural recusa em admitir como bom o que foge às suas rotinas; · porque não tendo sido estes materiais referidos aquando da sua formação académica, os menorizam; · porque entendem não valer a pena perder tempo a estudar materiais cuja utilização ainda não é corrente em Portugal; · porque só agora se estão a adoptar regulamentações que enquadram estes materiais, particularmente ao nível estrutural (eurocódigo EC6); · Porque os engenheiros só amam o betão armado, amam o betão armado, amam o betão armado, amam o betão armado (eu também)…apesar de haver alguns degenerados que conseguem encontrar no aço (poucos), na madeira (raríssimos) e no alumínio (ainda não conheci nenhum) bons companheiros de projecto; · porque não existem muitos empreiteiros e assentadores com know-how suficiente para munipular estes materiais com a segurança que lhes deve ser exigida e que por isso não cuidam que estão a laborar com um material diferente do vulgar tijolo cerâmico, conduzido tal preceito a desastrosos resultados em obra. Estão neste conjunto de materiais o mal-afamado (e meu preferido) YTONG (vitima da crassa ignorância de quem só conhece o tijolo cerâmico), alguns blocos da LECA - MAXIT (empresa com uma panóplia de materiais a seguir com muito interesse, fabricados em Portugal) e os blocos de Termoargila. Qualquer um destes materiais pode, adicionalmente, ser utilizado como alvenaria resistente (a Termoargila só se for espanhola, pois a fabricada em Portugal ainda não tem essas características), podendo tal opção poupar até cerca de 30% do custo de construção, segundo um estudo da FEUP …. no entanto, cuidado, pois para enveredar por esta via é necessário ter profissionais que conheçam bem estes materiais, quer na fase de projecto, quer na fase de execução de obra, quer na fiscalização da mesma. 3.- Quando afirma que a casa é só para ocupar no final do dia e com isso justificar a solução em causa, reportando-se, também, às temperaturas máximas e mínimas do local, continua a laborar em erro. Não irei agora explicar em pormenor o porquê, porque não o conseguiria fazer de forma sintética, mas tenha presente que não obstante ser bem verdade que o isolamento pelo interior permite o aquecimento dos compartimentos num curto espaço de tempo, isto é, muito mais rapidamente do que se houvesse superfícies armazenadoras de calor, como as proporcionadas pelas paredes de alvenaria e pelas lajes de betão, também é verdade que a temperatura ambiente arrefece mais rapidamente uma vez cortada a fonte de calor. Ora, conforme a mD saberá, quanto mais quente é o ar, maior é a sua capacidade de absorver o vapor de água. Sendo assim, ao aquecer-se a temperatura ambiente num espaço isolado pelo interior, vamos provocar ao aumento do teor de humidade do ar. Uma vez retirada a fonte de calor desse espaço, a rápida redução de temperatura vai provocar que se atinja, em algumas superfícies o ponto de orvalho, nelas levando à condensação do vapor de água, podendo isso, muitas vezes, ser a origem da formação de bolores em paredes. No caso das paredes tradicionais e na ausência de pontes térmicas, a porosidade das mesmas funciona como regulador de vapor, libertando-o ou acumulando-o, de modo a re-estabelecer-se automaticamente o equilíbrio termo-higrométrico compatível com as boas condições de habitabilidade do espaço. 4.- Outra situação negativa a que se arrisca com essa opção construtiva é que, como não existem superfícies colectoras que armazenem e libertem o calor produzido, terá ciclos de aquecimento e arrefecimento muito frequentes, sob pena de se produzir o sobreaquecimento dos compartimentos. O organismo ficará, assim, sujeito a desagradáveis variações de temperatura. Ora quando a fonte de calor é o Sol, não tem hipótese de controlar a temperatura ambiente do espaço, salvo se prescindir do efeito energético e lumínico daquele ou se para isso se tiver que recorrer à ventilação mecânica, o que se pretende evitar. Não duvide que nestas condições uma janela aberta a SUL num compartimento todo isolado interiormente torná-lo-á absolutamente insuportável de aguentar. Por outro lado as condições de conforto não dependem só da temperatura do ar ambiente. Como exemplo, posso-lhe dizer que uma temperatura do ar de 16º, num compartimento em que a temperatura das paredes é de 22º proporciona-nos uma situação de conforto; paradoxalmente o mesmo compartimento com uma temperatura mais elevada do ar, da ordem dos 20 º, tornar-se-á bastante desagradável a caso a temperatura superficial das paredes seja de 16º. 5.- Para finalizar, e remetendo o problema para a questão da durabilidade dos materiais, tenha presente que um invólucro exterior não isolado estará sempre sujeito às variações de temperatura exterior. Essa variação poderá, em alguns casos, induzir nas paredes amplitudes térmicas diárias da ordem dos 16º. Esse facto origina fenómenos físicos importantes, nomeadamente contracções e dilatações dos materiais com o progressivo desgarramento dos materiais relativamente às bases de aderência e o desenvolvimento de fissuras decorrentes de tracções e contracções induzidas pelo distinto comportamento dos diferentes materiais. Estas fissuras alastrarão paulatinamente, com a ajuda de ciclos de gelo/degelo, desenvolvendo-se, portanto, um conjunto de fenómenos mecânicos que levam à progressiva deterioração do material. Mais uma vez o isolamento pelo exterior leva larga vantagem sobre as demais soluções, limitando a amplitude térmica diária das paredes a cerca de 4º , o que leva a minimizar o impacto das amplitudes térmicas na degradação do material. Lamento ter sido um pouco extenso nesta abordagem mas procurei enquadrar os principais problemas da solução técnica para a qual se inclina. Recomendo-lhe, se assim me é permitido fazê-lo, que siga as indicações do seu arquitecto. O que é importante é que as soluções de projecto sejam coerentes e só ele é que tem os dados todos para pesar com segurança as várias alternativas possíveis. Não fará, por isso, muito sentido procurar neste fórum alternativas às opções do seu projectista, solicitando, em abstracto, a opinião de outros profissionais. Digo isto, não no sentido de desincentivar a participação de não profissionais neste FÓRUM, bem pelo contrário, porque essa será uma das razões primeiras para este forum existir, mas que leve em linha de conta que as informações aqui produzidas poderão não abranger todos os factores em jogo e por isso deverão serem encaradas com muitas reservas. Boa sorte.
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Rita, Se tens o CD de recuperação, então provavelmente terás o software do sistema operativo e os drives mais apropriados ao teu portátil. Tenta, uma vez mais, reinstalar o software original a partir do CD. Tal operação costuma ser relativamente fácil. No entanto, se para isso não te sentires à vontade, pede ajuda a um profissional ou a um colega que perceba do assunto. .. e boa sorte.
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Gabinete inglês procura para o seu gabinete em Lisboa a admissão de um arquitecto e de um arquitecto de interiores (oferta colocada em Julho de 2007, mas ainda presente no site da empresa na data de hoje - 04.01.08). Mais informações em http://www.broadwaymalyan.com/recruitment/ e boa sorte para os interessados.
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Se, conforme tu dizes, tens todos os códigos (e por códigos pressuponho que te refiras ao Serial Number) bastar-te-á isso para legalizar o software. Poderás resintalar o software a partir dum disco Winsdows XP não original, inserires o Serial Number associado ao Sistema Operativo da tua máquina (esse sim, é que prova que tu és o titular da licença) e ligares-te à Microsoft para fazer a activação do produto. Em alternativa liga para o representante da marca e explicas a situação lembrando-os que é ilegal venderem software pré-instalado sem meios do proprietário da máquina o poder reinstalá-lo sempre que quiser e sem códigos de activação. Boa sorte.
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Eu acho que o único requisito das memórias flash para funcionarem como apoio de RAM no Vista é terem uma capacidade superior a 2 Gb (como complemento posso dizer que eu tenho uma de 8 Gb e faculta-me 4GB adicionais de RAM). Ao preço a que as memórias se encontram actualmente julgo que uma pen com capacidade inferior a 2GB não se justifica, mesmo que se trabalhe no Windows XP.
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Não às novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E.
vitor nina replied to vitor nina's topic in Arquitectura
Contra factos não há argumentos. No entanto: 1. - Tive acesso ao conteúdo da petição através da edição on-line do Sol e, curiosamente, publicitada na página do Sapo; 2.- É falso que a petição seja anónima, pois o seu autor está perfeitamente identificado no fim da página conforme se depreende da leitura do texto que se reproduz: "The Não às novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E. Petition to Ministério da Economia e Inovação da Republica Portuguesa was created by and written by Pedro Miguel Gomes Lourenço (oceanblue@portugalmail.com). This petition is hosted here at www.PetitionOnline.com as a public service. There is no endorsement of this petition, express or implied, by Artifice, Inc. or our sponsors. For technical support please use our simple Petition Help form." 3.- O corpo desta petição vem de encontro ao escrito pelo António Barreto há já algum tempo, no Público, sem que tivesse tido conhecimento do mesmo ter sido contestado oficialmente. Quanto mais não seja, ela (petição) teve o mérito de fazer com que uma entidade administrativa se tenha dignado a esclarecer o público consumidor. 4.- Gostaria de saber como se pode fazer uma petição via internet sem ser pelo registo do BI do peticionante; é certo que ela não tem qualquer valor legal (bem como todas as petições em suporte papel) salvo o de mostrar a quem de direito sinais identificadores do estado de espírito de um número mais ou menos significativo de cidadãos sobre uma qualquer matéria, cabendo à entidade peticionada ponderar o respectivo peso. 5.- Não gosto de perder nem a feijões; não obstante confesso que ficarei muito contente se o conteúdo da petição não tiver qualquer valor por falta de fundamento. Também, nesse caso, peço desculpas a todos os colegas do Arquitectura.pt por os ter induzido em erro, ainda que involuntariamente. -
No site a seguir indicado está um abaixo assinado contra a implementação de algumas normas de higiene alimentar por parte da ASAE em estabelecimentos de restauração e cuja lógica não se descortina. Quem se identificar com o requerido, seria bom assinasse a petição sob pena de mais dia menos dia virmos a ter um país "rasca" de tanta obsessão asséptica. http://www.petitiononline.com/naoasae/
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Sem o brilhantismo da solução que deu origem a este post, mas ainda assim com direito a lugar no pódium, também podem consultar http://www.projest-engenharia.com/forum/viewtopic.php?t=493
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Deus, ou me dás paciência para aturar isto ou me dás uma Kalashnikov! Eu sei que o caminho para o Céu não é fácil, mas há limites para as provações dalgumas das agruras terrenas a que condenaste o bicho da Terra...:tired: .
