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vitor nina

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Everything posted by vitor nina

  1. Pois, eu também acho que o teor das participações do Skyscraper City é bastante profundo, faz-me lembrar um programa da RTP que eu gosto (sem ironia) muito - o "Pros e Contras"- , mas com a participação especial do Zeze e do Toni (os da Conversa da Treta), à mistura com mais outro Zeze, o Camarinha, qualquer um deles extrapolando as suas reflexões sobre a arquitectura e o mundo em geral. ... tudo com muito substracto! Também particularmente tocante foi a referência, em alguns posts, ao Sport Lisboa e Benfica, facto que me deixou profundamente comovido...ainda para mais com o realce a vermelho. Quase chorei. .
  2. Reise, tudo isso que te dizem é treta. Já por várias vezes fiz bases de duches em pedra e nunca tive qualquer problema com isso. O cuidado a pôr na vedação junto ao ralo (que alguns designam por válvula de duche) é exactamente o mesmo que numa base de duche em acrílico ou em alumínio esmaltado. Se o material vedante (silicone, preferencialmente transparente e antifúgico) estiver bem feito, não haverá problema. A dificuldade na sua colocação é independente dos materiais. Se optares por fazer em pedra ou em Silestone (material que só conheço de catálogo) tens que proceder à impermeabilização das pedras (recomendando-te que o faças regularmente ao longo da vida, como simples manutenção). Podes utilizar produtos impermeabilizantes à base de silanos ou siloxanos (correntemente chamados de silicones líquidos), comercializados por uma vasta gama de empresas, tais como Sika, Thoro, etc. Devo também dizer que numa das últimas moradias que dirigi, foram executadas 9 bases de duche em Azul-Cascais, com a configuração duma pirâmide invertida, com o ápice para baixo, portanto, localizando-se o ralo neste último. Deste modo as linhas de talvegue correspondiam às arestas da pirâmide. As bases foram feitas com pedras com 2.5 cm de espessura cortadas no local de modo a que a sua geometria se adaptasse à configuração desejada, não tendo havido até ao momento qualquer problema com repasses, nem através das juntas, nem através das pedras. No teu caso, segundo julgo compreende, tal problema é muito mais facilitado porque podes fazer a base de duche com uma única pedra, isto é, ela assenta num único plano inclinado, ficando o ralo na cota mais baixa, obviamente. Deste modo não tens que te preocupar com juntas entre as pedras, que serão sempre zonas potencialmente mais frágeis. A outra coisa que tens que te preocupares é com a espessura da camada de enchimento da laje. Terás que confirmar com o engenheiro que te projectar a rede de esgoto se a espessura projectada é suficiente para proporcionar as inclinações necessárias, colocar o sifão e a ventilação do esgoto. Duma maneira geral isto em projecto deve ser cuidadosamente estudado e em obra deve ser muito bem controlado de modo a que o mesmo seja integralmente cumprido, pois existe a tendência do canalizador fazer as coisas à sua maneira e depois temos asneira cuja reparação é difícil e cara.
  3. Pedro, de forma muito resumida quero-te dar os meus sinceros parabéns. De facto conseguiste fazer uma ampliação formal e funcionalmente bastante bem conseguida. É de tal forma assim que, respeitando a arquitectura do edifício original - sendo certo que a mesma é bastante pobre (possivelmente projectado num GAT qualquer nos anos 80)- , conseguiste anular a agressividade que o mesmo encerra actualmente e propor um conjunto bastante agradável, no qual aquele se integra razoavelmente bem. A conjugação de volumes, o jogo de cores e de texturas (e eu sou um adepto dos Whites) é muito interessante. A proposta confere uma dimensão espacial que, em meu entender (e isto numa base bastante superficial, obviamente), se pode adequar aos objectivos propostos por ti enunciados. Não obstante isso, é de salientar que haja políticos que pretendam valorizar os equipamentos colectivos com boa arquitectura, ainda que sóbria e escorreita.
  4. Pedro, Com efeito aquilo que eu queria dizer na minha outra mensagem, em vez de "ventilação mediante o aproveitamento da energia geotérmica", era "arrefecimento mediante o aproveitamento da energia geotérmica". Aproveito para agradecer a tua resposta e os links, muito embora estes já fossem do meu conhecimento. Confesso, contudo, que não tinha ligado muito ao ENERGIE, mas agora estou curioso em saber o funcionamento daquilo, particularmente como é que a acção do vento e da chuva (em complemento com o sol) faz accionar as trocas térmicas e conhecer, também, se existem estudos sobre a fiabilidade deste sistema. Outro problema e que se extende a grande parte dos instaladores que por aí pululam é que eles não são certificados pela ex-DGE e não gosto de arriscar em sistemas pouco conhecidos (não é que eu não aposte na inovação, pelo contrário) e sem estudos comprovativos do seu real funcionamento e eficácia. A década de 80 ainda está bem presente nas cabeças de alguns clientes e agora, quando se propõe um sistema baseado no solar, há que lhe demonstrar a confiança duma forma sustentável, indicando que existe uma entidade que reconhece o instalador e certifica os seu produtos e que o sistema é concebido por um técnico qualificado na área.
  5. Tico e Pedro Barradas, já por várias vezes ouvi essa história de que o piso radiante provoca problemas de circulação, assim como já por várias vezes li que o piso radiante é o sistema de aquecimento que mais se aproxima do perfil fisiológico do conforto humano e, como tal, é absolutamente inócuo. As minhas fontes desta última posição provêem de fabricantes ligados aos sistemas de chão radiante e portanto não são totalmente isentas. Eu tenho por princípio não ir em conversas da treta, coisa muito vulgar na nossa praça, pois ainda me lembro das certezas que propalavam que os hambúrgueres do McDonalds eram feitos à base de minhocas (e perante a minha cara de estupefacção ao ouvir aquilo pela primeira vez, a minha interlocutora tratou logo de me informar, com aquelas poses e certezas de que revestem os sabedores da verdade, que essa minha reacção era psicológica e infundada, pois as minhocas que eles utilizavam até eram muito nutritivas, não eram umas minhocas quaisquer) … no caso da construção todos se devem lembrar da diabolização que foi feita ao EPS (vulgo esferovite) e a idolatração do Wallmate, que é mais caro (e por isso é melhor, continuam a dizer alguns). Devo confessar que tendo a privilegiar o piso radiante como sistema de aquecimento. No entanto procuro ter certezas nas opções técnicas que faço ou proponho fazer pelo que gostaria de saber se me podem facultar a origem das V. informações sobre os problemas circulatórios que Vcs alegam provocar, afim de poder avaliar a credibilidade da mesma. Se essas fontes tiverem por base algo escrito, isso era óptimo. Pedro Barradas, gostaria de saber se me podes facultar (indicar onde arranjar) informação técnica sobre o sistema de ventilação geotérmica, pois andei a pesquisar na WEB e só apanhei informação comercial (a pintar o melhor dos mundos, como é evidente) e isso para mim é muito pouco. Tudo o que arranjei e se prendia com informação mais técnica era tudo muito vago e sem carácter prático. Falei com um eng. Mecânico cuja área de intervenção é a da energia, única e exclusivamente, e ele confundiu isso com a ventilação natural provocada por manilhas enterradas. Se eventualmente conheceres experiências de alguém que já tenha utilizado essa opção, agradeceria muito. Pintovit, a informação que tenho sobre a utilização de células fotovoltaicas é coincidente com a prestada pelo Pedro Barradas. Neste momento esta opção ainda não é competitiva, salvo se o local a instalar for muito longe do ponto de ligação da REN. A venda da electricidade ao distribuidor (EDP, no caso) também se poderá afigurar com problemático, apesar da lei o permitir. Na Alemanha o emprego de painéis fotovoltaicos já está muito generalizado porque a sua instalação é subsidiada (o que não é o caso português). Por isso aconselho-te o emprego de painéis solares para aquecimento ambiente e de água quente sanitária (que aliás já são de utilização obrigatória nos novos edifícios, salvo em casos excepcionais), sem prejuízo de poderes com eles utilizar o sistema de ventilação mediante o aproveitamento da energia geotérmica, que o Pedro anteriormente referiu.
  6. A casa de Curzio Malaparte em Capri
  7. Assino por baixo.
  8. Para quem quiser ver o tipo de transparência que este tipo de paíneis solares pode porporcionar poderá consultar o seguinte link: http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp128.asp
  9. Ark, Andei a vasculhar no baú as mensagens antigas e só agora é dei com esta. Pode ser que já tenhas resolvido o problema, mas de qualquer forma aqui vai: artº 4 . 3 do DL 73/73 "Salvo prescrição regulamentar em contrário, os engenheiros e os agentes técnicos de engenharia de especialidades não previstas no nº1, os arquitectos e os construtores civis diplomados poderão projectar estruturas simples, de fácil dimensionamento e de execução corrente." Não tendo ainda sido publicada a legislação que revoga o este decreto-lei, o corpo do mesmo ainda se mantém em vigor.
  10. Pode ser que seja um bocado deslocado, mas gostaria de realçar o valor daqueles que perdem o seu tempo a ajudar os outros a fazerem as coisas melhores. No arquitectura.pt (e na genertalidade dos foruns similares), felizmente, ainda existe bastante espírito de entreajuda; gostaria no entanto de referir os casos do Nemezis e do Bruno Rosa ao empreenderem a tarefa dos tutorais. ARK, isto também é o meu (o nosso) país. Obrigado a todos que bebem deste espírito. :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :icon_pistoles: :clap: :icon_pistoles: :clap:
  11. Arrisco-me a morrer (perdão, ser morto) mas não resisto: TiCo, conta lá o que se passa com os problemas da manutenção da Ville Savoye e com o Pólo II da UC (Fernando Távora, não?) para ter uma ideia concreta do que se está a falar; Ricardo, o problema não é qualquer cangalheiro poder assinar projectos de arquitectura; o problema é haver arquitectos que fazem arquitectura similar à dos cangalheiros. O 73/73 é, felizmente, passado; mas se pensas que a partir daqui vais ter um Portugal “bonitinho”, desengana-te: vai tudo ficar na mesma…a não ser que isto tudo leve uma grande volta (bem precisava)… A exclusividade do exercício da arquitectura pelos arquitectos pode, reivindicando estes o estatuto de “artistas” e relevando outras componentes da sua actividade profissional que quanto a mim, não deveriam ser secundarizadas, nomeadamente a componente “técnica” dos materiais e das práticas “construtivas”,” poderá ser um exercício perigoso e detentor de um precedente que poderá revelar-se de grande prejuízo. Explicito: Se é essa componente eminentemente artística porquê hão-de ser os licenciados em arquitectura os únicos a exercê-la? Nesse caso, porque não são os licenciados em Belas Artes os únicos autorizados a exercer a sua actividade no domínio da pintura, da ilustração, da escultura e do Design, ou porque não são os músicos licenciados pelos Conservatórios os únicos que podem gravar discos e dar concertos? … e, por extensão, vivam as Margaridas Rebelo Pinto, fora com os Josés Saramagos e Lobos Antunes! ... a menos que a arquitectura seja uma arte diferente das outras (mas todas as artes são diferentes). Para complicar mais, não será a admiração que todos têm pelo Mies, FLW, Tadao Ando, Lautner, Fuller, etc, referências incontestáveis da arquitectura do Sec XX , a prova provada que a criatividade, ou seja, fazer boa arquitectura, não é um exclusivo dos formados pelas universidades? Acredita que não escrevo isto por provocação. E acredita que aquilo que agora deixei explicitamente aplicado aos arquitectos e à arquitectura é extensível a todos os demais intervenientes profissionais ligados à construção e aos seus ramos de actividade (aliás já tinha deixado transparecer isso noutra intervenção). .......... PS: Depois disto ainda posso ir ao jantar do Porto?????...:nervos:
  12. Gosto muito mais do teu... não sei se foi o monocromático; de qualquer das maneiras estás de parabéns.
  13. Dreamer, A melhor maneira para arranjares livros do LNEC é mesmo no próprio LNEC. Podes consultar os documentos à venda no site http://trantor.lnec.pt:8000/PUBLI/owa/Livraria_Lnec mas devo desde já avisar-te que ele é duma aridez extrema, dotado duma pobreza gráfica e funcional que até dá pena (feito internamente pelo Centro de Computação Gráfica ... - devem ser engs> ). TiCo, comprar um Ferrari não é um acto racional (há muitos outros carros mais confortáveis, mais seguros e resitentes e, ainda para mais, menos caros , quer na aquisição, quer na manutenção...e que consomem menos). No entanto há pessoas que apesar de todos esses handicaps continuam a querer um Ferrari e sentem-se bem com eles. Ser detentor duma casa como a dos "manos" Mateus é seguir o mesmo princípio. Não há racionalidade em suprimir os rodapés já que estes têm a funçaõ primeira de proteger as paredes. Os handicaps que tu justamente apontas e que te fazem confusão não o são para os proprietários, ou se o são, eles entendem-no como algo facilmente ultrapassável ( porque possivelmente têm alguém para fazer a manutenção e não se importam com o que isso custa). Há "pedaços" daquela casa que mais ninguém tem; há pormenores naquela casa que conferem o requinte a quem a possui (e concebeu), os degraus separados da parede são um exemplo; tais pormenores tornam-a diferente de todas as demais casas reafirmando personalidade, formas de poder (tal como o estatuto social e o carro) e por isso mesmo a contrariedade de ver a mancha junto aos rodapés ou o degrau completamente sujo é facilmente superada pelo gozo que o habitar daquele espaço proporciona. Por isso é que acho que os obstáculos que levantas são de somenos importância. Se me falares que a casa é muito fria, ou que é muito quente, ou que apresenta rachas, ou que tem permanentes correntes de ar, ou fissuras, ou problemas na sua estabilidade, ou que as torneiras não debitam o caudal de conforto, aí sim, estamos com um problema muito grave por que esse problema ultrapassa (ou ultrapassará) o mero interesse individual dos actuais proprietários - estamos a falar num problema de saúde pública, ou num problema de lesar os interesses do consumidor. Não são estes os casos que apontas.
  14. Solar XXI (edifício do INETI): http://www.ordemengenheiros.pt/Portals/0/Ing93-CE-SolarXXI2.pdf
  15. Dreamer, Creio que essa solução não é prática. Aceita o princípio que se aumentas a área de vidro (mais perdas térmicas) tens que aumentar a eficácia do isolamento (reduzir as perdas) noutro lado para compensar... isto não é complicado de conseguir... Da mesma forma que aumentar a área de vidro a Sul não é o mesmo que colocar vidros a Norte. Vê a casa SOLAR XXI (INETI) onde existe uma fachada com bastantes envidraçados a Sul e com poucos a norte. No entanto está termicamente optimizada porque apresenta um conjunto de soluções não consumidoras de energia eléctrica (ou que permitem reduzir significativamente o seu consumo) para garantir elevados níveis de conforto: iluminação zenital, ventilação cruzada, aquecimento com painéis solares, vidros fotovoltaicos que simultâneamente servem para captação de electricidade, para aquecimento (por efeito de parede de Trombe - Inverno) e de chaminé natural para arrefecimento (Verão). Não entendas de forma alguma que eu sou partidário do "cortar" no vidro; sou é adepto de se pensarem nas consequências de todas as soluções arquitectónicas e construtivas. TiCo, Gosto muito da casa dos "manos" Mateus, não obstante partilhar as reservas que tu apontas relativamente ao rodapé e aos remates dos focinhos da escada, mas isso é de somenos importância. O que para mim é verdadeiramente importante é que esta é uma casa diferente, com uma visão original (invulgar, será mais correcto) da forma de utilizar o espaço, bem integrada na envolvente e de desenho sóbrio (menos é mais), por isso acho que é cinco estrelas. Mais, acho que esta é uma das poucas casas em que a arquitectura ultrapassa o mero edifício...e poucas são aquelas em que sinto que isso acontece (mas isso é outra história). A arquitectura é pimba não é por ter telhas cerâmicas. Quanto ao Fernando Távora recordo bem a casa de Ofir (com telhado cerâmico) ou ainda de forma mais marcante o edifício da estalagem da Serreta, na Terceira (não me lembro do nome do arquitecto), com um telhado imponente, como sendo dois exemplos que marcam (e dos quais eu gosto muito) a arquitectura Nacional, quer se queira quer não. Mas isso não quer dizer que se faça hoje arquitectura com as formas plásticas dos anos 60 e 70. Tenho muitas dúvidas, contrariamente ao que dizes, que a arquitectura pimba seja mais barata, racionaliza os consumos energéticos ou tenha uma linguagem mais nacional (e racional) do que a arquitectura dos caixotes. Aliás a casa em Janas dos Arqs João Santa Rita e Filipa Moura, sendo um exemplo de arquitectura moderna (caixotes) ganhou o prémio da eficiência energética da DGE em 2003; a sua sobriedade ornamental, sem nhoquices do tipo socos, sancas, frizos (os elementos característicos da arq. pimba) de certeza que a tornam uma construção mais barata e com mais qualidade do que as casas neo-rococós do sec. XXI. ... Ao que isto chego, TiCo, eu sou engenheiro e tu arquitecto e és tu quem me falas de "caixotes" e "casas para a fotografia"? - Tá tudo ao contrário...
  16. Dreamer, o "meu" arquitecto de referência é o Richard Maier; como sabes (e possivelmente melhor que eu, sem qualquer sombra de dúvida) ele usa e abusa dos envidraçados. As soluções que tu apresentas são soluções que permitem obviar o sombreaquecimento e de facto algumas há que funcionam muito bem, em especial a vegetação de folha caduca e os estores de lâminas esteriores. Faço notar, no entanto, que ainda existem muitos edifícios públicos com desenho "avant-garde" com grandes envidraçados sem qualquer protecção solar e nesses sim, é necessário o recurso ao ar condicionado, sob pena de estarmos a queimar os miolos. Mas o problema das grandes superfícies envidraçadas a que me referia na mensagem anterior deriva das perdas térmicas, não dos sobreaquecimentos deles resultantes. Daí que pode-se ter um edifício que apresente áreas de envidraçados superiores aos 15% do pavimento, obviamente, mas nesse caso ter-se-á que melhorar (penalizar em termos de custos) o isolamento dos restantes elementos da envolvente para compensar o aumento das perdas de calor através dos vidros. De qualquer das maneiras, o problemas dos envidraçados a que o artigo se reporta põe-se com mais acuidade nos edifícios de escritórios e não nos edifícios habitacionais. TiCo, a falta de qualidade da construção deriva dum conjunto de factores atribuíveis aos políticos, aos arquitectos, aos engenheiros, aos construtores, aos técnicos autarquicos e aos promotores imobiliários, etc, em resumo, ao sistema. Ao nível do projecto (arquitectónico, estruturas ou águas e esgotos) o factor concorrência com o constante baixar dos preços leva a que a pormenorização, factor essencial para a qualidade da obra, ou não exista ou se limite à repetição de "pormenores tipo", que não interessam para nada porque, de tão repetidos (alguns deles absolutamente inúteis), já toda a gente os conhece e daí ninguém olhar para eles. O problema é que o sistema permite isto e este é o primeiro passo para a referida falta de qualidade... obviamente que há outros factores a juzante. Quanto à qualidade da arquitectura que se faz em Portugal, acredita que a realidade não é tão maniqueísta como queres fazer crêr. Conheço muita arquitectura "à la familia Adams" de arquitectos; conheço muita arquitectura "pimba", de arquitectos; As "casas das tias", a que o Graça Dias se refere, aquelas com portadas verdes, soco em argamasas cor ôcre, muitos telhadinhos, etc, etc, muitas delas são de arquitectos). Um estudo da OE feito há poucos anos revelou que 93 % (?) dos projectos de arquitectura licenciados no Algarve eram subscritos por arquitectos. Não vejo que a qualidade (como tu certamente concordas comigo) seja muita...
  17. Dreamer, Repara que o"não aos vidros nas fachadas" é o corolário logico que se retira das palavras da arquitecta. Devo, aliás, dizer com toda a franqueza, que subscrevo inteiramente o conteúdo do artigo;...mais, o INETI demonstrou com base em elementos experimentais que para o nosso país a relação óptima entre a área de envidraçados verticais e a área de pavimento é de 15% (motivo pelo qual é esse o limite máximo da razão vidro/pavimento sem penalização, de acordo com o RCCTE, no cômputo dos ganhos solares). De qualquer das maneiras gostaria de saber quais são os vários sistemas de que falas e que permitem a utilização do vidro sem qualquer problema. Do meu ponto de vista, e porque não sou nada politicamente correcto, a boa arquitectura tem que aliar a funcionalidade, a estética, a segurança, respeitar as condições ambientais, baixa manutenção e não apresentar problemas técnicos relevante (degradação acentuada). O previligiar duma destas componentes em detrimento das outras só poderá causar asneira... infelizmente a generalidade dos cursos de arquitectura (c/ exclusão do IST, tanto quanto sei) dão (julgo que dão) um especial enfoque ao desenho em detrimento do resto ...isso aliás reflecte-se neste forum.
  18. Eu nunca fui tentado pelo Linux, de modo que arrisco-me a dizer asneiras, no entanto sublinho que existe uma versão da Intellicad para este SO - o Bricscad Intellicad. Eles têm também um programa de arquiectura semelhante (melhor, quanto a mim) ao ADT (BA Architecturals), muito embora não saiba se existe alguma versão deste para Linux. Quem quiser informações adicionais pode consultar o site www.bricscad.com
  19. Pois é Bruno, eu tenho de concordar contigo que até era um bom software. Eu já não trabalho com ele há bastante tempo e já esqueci praticamente tudo ... (a propósito, tenho visto os teus tutoriais ... e parabéns), no entanto, agora para trabalhar com o Revit á necessário fazer um doutoramento. Obviamente que ainda é um software muito mais intuitivo do que o s demais programas de arquitectura (em relação ao Archicad, Bricscad, ArchT , ADT, são aqueles que eu andei a cheirar) mas acredita nas palavras do TICO (que são extensíveis a todos os programas da autodesk) quando ele diz: Foleiro é o autocad! So mariquices.... Parece as gajas que passam horas a frente do espelho e dps saiem de la arvores de natal! __________________
  20. Rectificação: O Revit é de origem inglesa e era bastante melhor antes de ser comprado pela Autodesk. Quando o conheci, (R2.5) pagava-se a licença de utilização mensalmente (um valor bastante acessível) e se alguém ia de férias e não precisava de o utilizar, não pagava nada. Com a Autodesk...é o que se sabe.
  21. Agarrem-me qu'eu vou-me a ele!!!...Eu não respondo por mim... Agarrem-me qu'eu vou-me a ele!!!... Ok! OK!... Por agora a coisa passa, :tired: ...
  22. Grande parte dos problemas actuais com o edificado, deriva do facto das abordagens feitas pelos vários intervenientes do processo de concepção/construção serem bastante fragmentadas e, o que é pior, estanques, sem que haja quem assuma a avaliação e coordenação global das várias interdependências geradas nos actos de projectar. Aborda-se “a arquitectura”, “ a estrutura”, “a térmica”, etc, mas não se aborda o edifico no seu todo. O resultado final é a asneira. Há pouco tempo passou na SIC uma reportagem sobre um edifício de um tribunal concluído há três anos e que ridiculamente não foi provido de condicionamento de ar, tornando infernal a temperatura a que o público e os funcionários têm que suportar no Verão. Não tardará muito iremos ter mais um edifício com uma colecção de unidades exteriores penduradas, a “alindar” as paredes à semelhança de muitas que por aí se vêem... Um dos edifícios arquitectonicamente mais interessantes de Faro é, quanto a mim, o Centro Regional de Segurança Social. Independentemente do descalabro do seu custo, não posso deixar de referir que a única vez que lá entrei fiquei a assar no local destinado ao público (sala de espera) onde o Sol e a luz incomodavam derivado aos grandes envidraçados existentes, sem que estes apresentassem quaisquer protecções solares (situação cuja admissibilidade questiono). A bela arquitectura, em vez de proporcionar um bom edifício, proporcionou uma bela...coisa. Nestes dois casos pergunto de quem é a responsabilidade? E de que forma se manifesta o assumir dessa responsabilidade?... Seja qual for o responsável, fica tudo na mesma, nada acontece a ninguém porque não há matéria legal para o fazer. Pensou-se na arquitectura, isto é, “no desenho”, não se pensou no edifício. Não existe boa arquitectura em edifícios problemáticos (inconfortáveis, que apresentam problemas de humidade, que se apresentam rachados ao fim de poucos meses de estarem concluídos, etc). Aproveito para perguntar: nesta situação de quem é a responsabilidade – dos projectistas (arquitecto ou engenheiros), dos construtores ou dos directores de obra? E como é que se materializa essa responsabilidade? Haja alguém que mo diga, se puder. A opção por edifícios termicamente optimizados é algo que deve estar na ordem do dia dos projectistas, em particular dos arquitectos. O protocolo de Quioto, com o consequente lançamento do mercado do CO2 na próxima década, obrigará, se não quisermos andar mais para trás, a encarar as actividades produtivas, e consequentemente a construção, sobre outra perspectiva – a da racionalidade energética. A incorporação de painéis solares tornou-se obrigatória desde Julho deste ano. Mas essa obrigatoriedade não pode permitir a proliferação de situações esteticamente pouco felizes, como a que na generalidade dos casos se verifica, na incorporação de painéis solares nos telhados, em soluções que não primam pelo bom gosto. Julgo que um dos grandes desafios que num futuro próximo os arquitectos enfrentarão (e falo na qualidade de cidadão, obviamente) passará pela pesquisa no desenvolvimento e na compatibilização das soluções estéticas com as tecnologias que permitam reduzir o aquecimento global, as quais, inevitavelmente, incluem o aproveitamento da energia solar e da ventilação natural. A não ser assim, arriscamo-nos a que as medidas tendentes a melhorar a eficiência energética dos edifícios não passem da lei por não serem assumidas pela generalidade da população. A arquitectura terá que saber integrar de forma harmoniosa as paredes de Trombe, os painéis solares, os sistemas de sombreamento, etc, dentro da arquitectura. Não obstante, ficarmo-nos pela optimização energética de edifícios, hoje em dia, é ainda bastante pouco para aquilo que se pode e deve fazer. O caminho terá que passar pela construção ambientalmente sustentada. Na escolha dos materiais de construção há que ponderar um conjunto de questões que por ora se dá como irrelevantes, nomeadamente, os recursos energéticos necessários à sua fabricação e a possibilidade dos mesmos serem reaproveitados e/ou reciclados; de igual forma terá que se dar mais importância à reconstrução e ao restauro dos edifícios existentes, realçando ou valorizando os factores históricos e culturais a eles inerentes, e diminuindo o desperdício resultante das demolições, dos aterros e da descaracterização dos espaços que muitas vezes acontece em zonas históricas (veja-se, por exemplo, a actual Av. da Republica, em Lisboa). Para terminar, recomendo a consulta do artigo do boletim da OE sobre um edifício termicamente optimizado: a sede do INETI: http://www.ordemengenheiros.pt/Portals/0/Ing93-CE-SolarXXI2.pdf
  23. apARQ – Atelier Prático de Arquitectura O Atelier Prático de Arquitectura é um espaço de comunicação de experiências de profissionais, relacionados com a prática do planeamento urbano e da arquitectura, dirigido a estudantes, finalistas e recém licenciados, que pretendam adquirir novos conhecimentos complementares da formação académica, promovendo a sua integração no meio empresarial. A Formação decorre em sala integrada em Gabinete de Estudos, de forma a permitir a partilha de experiências e a análise de casos reais de desenvolvimento de projectos de Urbanismo e Arquitectura. Em paralelo, são desenvolvidos conhecimentos técnicos de utilização de ferramentas tecnológicas de desenvolvimento de projecto, e normalização de procedimentos, métodos e protocolos. mais informação em http://www.tecad.pt/modules/wfchannel/index.php?pagenum=49
  24. "El primer barrio sostenible de Castilla-La Mancha surge del concurso internacional de ideas EUROPAN, en el que el Gobierno de Castilla-La Mancha, como miembro promotor, en su sexta convocatoria propuso este ámbito para desarrollar un modelo urbanístico que permitiera conjugar el espacio construido, el espacio público y el paisaje, en unos terrenos escasamente desarrollados y de difícil integración urbanística dentro del Polígono Residencial Santa María de Benquerencia, en Toledo. " ver o artigo todo em http://www.construible.es/noticiasDetalle.aspx?id=542&c=6&idm=10&pat=10
  25. Pedro, Neste site podes descarregar o manual Cype: http://www.student.estg.ipleiria.pt/~ec11280/manual_utilizacao_cypecad.pdf Espero que te sirva.
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