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  1. VIDEO [ame=" "]YouTube - Magazine Imobiliário 18-10-2008[/ame] IN http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=92629&mostra=2
  2. Quinta da Conceição abre renovada em Novembro Fechada há anos, Capela de S. Francisco está a ser restaurada 2008-10-20 CARLA SOFIA LUZ A Quinta da Conceição, em Leça da Palmeira (Matosinhos), abrirá recuperada em Novembro. Os arranjos, orçados em 900 mil euros, passam pela beneficiação dos caminhos, pela limpeza das esculturas e do claustro e pelo restauro da capela. A capela de S. Francisco, encerrada há vários anos, é uma das heranças do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem de S. Francisco. Poucos sinais restam da primitiva ocupação. Encontram-se, além da capela, o claustro, alguns chafarizes e o arco de estilo manuelino que pertenceu à igreja do convento. Na década de 60, a Quinta da Conceição foi requalificada pelo arquitecto Fernando Távora. Hoje, é o filho Bernardo Távora que acompanha a reabilitação do maior parque público do concelho. "No âmbito da recuperação geral da quinta, estão a desenvolver-se trabalhos de carácter patrimonial e arquitectónico", explica Fernando Rocha, vereador da Cultura na Câmara. E é nesses trabalhos que se insere o restauro da Capela de S. Francisco. O edifício está fechado há vários anos. Fernando Rocha pretende reabri-lo, integrando-o no programa municipal de visitas regulares ao património religioso de Matosinhos, intitulado "Visitas ao Sagrado". "A capela tem estado fechada, porque não estava em condições de ser visitada nem tinha protecção. Depois de restaurada, vamos abri-la. Será estabelecido um horário de funcionamento", explica o vereador, destacando a recente descoberta durante os trabalhos de limpeza e de restauro dos altares, retábulo, caixão do tecto e imagens. "A capela sofreu uma transformação no século XVIII. As talhas douradas e o retábulo foram colocados nessa altura. Agora, ao retirarem o retábulo para limpar e recuperar, descobriram uma pintura na parede". Olga Santa-Bárbara, técnica de restauro das Oficinas de Santa-Bárbara, explica que apenas resta a parte superior da pintura mural de um retábulo. A parte inferior da parede terá sido picada numa intervenção anterior - há vestígios de cal e de cimento -, destruindo parte do mural. "Se a pintura estivesse preservada, seria possível fazer o levantamento da parede e colocá-la noutro espaço. Mas, tal como está, não se justifica fazê-lo. Vamos conservá-la e iremos fazer um bom registo fotográfico para que não se perca", indica Olga Santa-Bárbara, sublinhando que a sujidade é a principal dificuldade nesta obra. Toda a superfície é limpa a cotonete. Os técnicos de restauro - quatro trabalham na capela e dois estão nas oficinas a limpar e a reparar as esculturas de Cristo e de S. Francisco, que serão recolocadas na capela - encontraram vestígios do bicho da madeira e de uma intervenção anterior que adulterou o altar e o retábulo. Nesta obra, a preocupação é a conservação. Além da limpeza, será feito reforço estrutural das peças. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1031409
  3. Novo Fórum Barreiro será inaugurado a 4 de Novembro O novo Fórum Barreiro, situado no centro da cidade, vai ser inaugurado no dia 4 de Novembro, disse à Lusa fonte oficial da Multi Mall Management Portugal, que gere o espaço comercial. Jornal de Negócios com Lusa O novo Fórum Barreiro, situado no centro da cidade, vai ser inaugurado no dia 4 de Novembro, disse à Lusa fonte oficial da Multi Mall Management Portugal, que gere o espaço comercial. "O Forum Barreiro vai abrir no dia 4 de Novembro. Esta é a única informação que se pode dar neste momento pois tudo o resto será esclarecido numa visita com a imprensa ao espaço", disse à Lusa fonte oficial da empresa. O Fórum Barreiro está a nascer no centro da cidade do Barreiro, num projecto orçado em cerca de 68 milhões de euros e cujas obras começaram em Junho de 2007. O novo espaço vai ter 115 lojas, incluindo 15 restaurantes, 5 salas de cinema, 5 pisos comerciais (2 para estacionamento), 700 lugares de estacionamento e um hipermercado, numa área bruta de cerca de 17.500 m2, segundo números avançados durante a cerimónia de apresentação do espaço, a 15 de Julho de 2007. Neste momento, o centro da cidade está a ser alvo de um profunda intervenção onde para além do Fórum, está também a ser construído o novo mercado 1º Maio, no mesmo local onde se situava o antigo mercado. A avenida Alfredo da Silva, que liga o novo mercado ao Fórum Barreiro, está também a ser alvo de uma intervenção que tem como objectivo devolver o centro da cidade aos peões, num projecto elaborado pelo arquitecto catalão Juan Busquets, que também projectou o novo Mercado 1ºMaio. Na avenida, onde decorrem os trabalhos, os passeios vão ser alargados em 2,5 metros cada, vão ser colocadas 100 árvores em cada um dos passeios, todas com um ponto de luz, e serão criadas três zonas de iluminação mais forte, numa avenida onde a velocidade máxima será 30 quilómetros, com o estacionamento proibido em toda a sua extensão. in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=336818
  4. Arquivo Distrital inicia recuperação de 200 plantas do espólio Korrodi Cerca de duas centenas de plantas do espólio do arquitecto Korrodi vão ser restauradas, no âmbito de um protocolo celebrado entre a Direcção-Geral de Arquivos e a Fundação da Caixa Agrícola de Leiria. O "estado de conservação muito precário" do espólio técnico do arquitecto, incorporado no Arquivo Distrital de Leiria, levou à assinatura de um protocolo de colaboração e mecenato, onde a Fundação da Caixa Agrícola de Leiria irá subsidiar em cinco mil euros, trabalhos de diagnóstico, higienização, planificação, remendagem e acondicionamento de cerca de 200 plantas. Silvestre Lacerda, responsável pela Direcção-Geral de Arquivos, realçou ontem, durante a assinatura do protocolo, o apoio mecenático da Fundação da Caixa Agrícola de Leiria, esperando que sirva de "exemplo para outras entidades para ajudarem o Arquivo Distrital a cumprir a sua missão, que é divulgar a sua documentação". "Esta actividade mecenática acaba por ter impacto social e ter o seu retorno", frisou Silvestre Lacerda. Segundo aquele responsável, este é o segundo acto de mecenato que acontece no País, em que as empresas apoiam os arquivos distritais com verbas que permitem o desenvolvimento dos seus projectos. O primeiro, adiantou, passa pela digitalização de cinco milhões de imagens sobre a inquisição, e que vão passar a ficar disponíveis no próximo ano. Por seu turno, Mário Matias, presidente do Conselho de Administração da Fundação Caixa Agrícola de Leiria, considerou "obrigação" da Fundação, "a devolução, à comunidade, de montantes investidos". "Entramos neste processo sem pôr os olhos a qualquer benefício", disse. Quanto aos projectos que a Fundação abraça, Mário Matias apelou à apresentação de "projectos passíveis de ser realizados". "Este é um projecto com muita utilidade e com necessidade de ser apoiado", frisou. Numa primeira fase, o restauro das plantas será desenvolvido este ano, correspondendo a plantas de edifícios de Leiria e Alcobaça, estando prevista a possibilidade de um novo subsídio no próximo ano, destinado a projectos emblemáticos apenas no concelho de Leiria. Espólio procurado pelos investigadores O Cine-Teatro de Alcobaça, o edifício da Caixa Geral de Depósitos de Leiria e o Colégio Luís de Camões (Leiria), são algumas das plantas realizadas pelo arquitecto Korrodi, que vão agora ser alvo de restauro. Segundo Acácio de Sousa, director do Arquivo Distrital de Leiria, as plantas mais procuradas pelos investigadores serão as primeiras a ser tratadas, num processo que passa por várias etapas, desde o diagnóstico de patologias, higienização, planificação, remendagem e acondicionamento em materiais não nocivos e de fácil consulta. Os trabalhos deste espólio, considerado pelos parceiros como "um fundo de extraordinário interesse para o estudo da arquitectura" na região de Leiria e no País, será desenvolvido por uma equipa especializada de restauro. Em 2009, serão alvo de restauro, plantas de projectos emblemáticos no concelho de Leiria, como o Balneário da Fonte Quente, o edifício do Banco de Portugal ou o Colégio Correia Mateus. No final do projecto serão apresentados pela Direcção-Geral de Arquivos relatórios dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do protocolo. Ernesto Korrodi nasceu em Zurique, corria o ano de 1870. Vem para Leiria em 1944. Veio para Portugal através de um concurso nacional para professor de desenho. Arquitecto de origem suíça, acabou por naturalizar-se português. É autor de cerca de 400 projectos em todo o país. in http://www.diarioleiria.pt/18616.htm
  5. © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. Trancoso: Aposta cultural quer construir novos museus em parcerias público-privadas. 2008-10-22 08:00:00 Trancoso, Guarda, 17 Out. (Lusa) - Estão previstos dois novos museus e um centro de interpretação judaico para a cidade de Trancoso, que conta hoje, entre outros equipamentos desportivos e culturais, com um centro cultural e um auditório-cinema. Apesar da sua situação geográfica, Trancoso constitui hoje um dos mais expressivos centros históricos e culturais do país, anualmente visitado por milhares de pessoas e cada vez por mais turistas judeus. O Auditório Jacinto Ramos-Cinema, um projecto da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, encontra-se equipado com a mais moderna tecnologia, tendo ficado adjacente ao antigo Convento dos Frades Franciscanos, hoje recuperado e transformado no Centro Cultural de Trancoso. Neste momento estão já em fase de construção o pólo cultural de Vila franca das naves e a central de camionagem de Trancoso, sendo o Centro de Interpretação Judaico a próxima obra a iniciar para estar concluída em 2009, afirmou Fernando Santos Costa, Presidente da Entidade Empresarial Municipal - Trancoso Eventos. "Está programada a construção de um Museu da Cidade, com três mil metros quadrados, que ficara no Palácio Ducal, onde se vão aglomerar todas as colecções, como a da pintora Eduarda Lapa." "O Museu do Design e do Tempo vai ser um espaço de arte moderna, que contara com uma doação em regime de comodato de uma colecção de relógios de todas as épocas do Arquitecto Emanuel Pimenta, que detém igualmente um espólio de pintores norte americanos, japoneses, chineses e holandeses" O Centro de Interpretação Judaico Fernando Isaac Cardoso, famoso médico judeu de Trancoso, será construído igualmente numa parceria público-privada "para colocar o empreendimento de pé" que vai ficar no centro da cidade, "onde nós supomos ter sido o bairro e a Sinagoga judaica" afirmou Fernando Santos Costa. Presentemente decorrem escavações arqueológicas no local do futuro centro de interpretação, que será um "espaço para exposição de artefactos e outros elementos judaicos", com a assinatura do gabinete do arquitecto Gonçalo Byrne, "uma garantia de qualidade e modernidade". Trancoso "não se envergonha" de ter sido um grande centro judaico, nas épocas em que o judaísmo "prosperou neste pais", até serem perseguidos pela inquisição e pelo rei, salienta Santos Costa. "Não vamos expurgar essa face negra de Portugal", mas sim, "dar continuidade à nossa capacidade de saber receber as pessoas" e de "aceitar todas as religiões" que possam ter a ver com a história de Trancoso. Santos Costa afirma que há quem comercialize hoje em Trancoso os designados produtos «kosher», que são produtos confeccionados sobe estritas regras judaicas, estando a Empresa Municipal neste momento a estudar "possíveis formas" de aproveitar esse mercado. Preocupado com recente orçamento de estado e no que respeita ao desinvestimento na área da cultura, Santos Costa disse ainda, que "desinvestir na cultura é perder cultura" dando - este orçamento - a ideia que a cultura é um "substrato do próprio orçamento". "A saúde é prioritária mas a cultura tem de estar a par do investimento na educação por que também é educação", finalizou Santos Costa. DYG. Lusa/Fim keywords: cultura in http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200810228904994
  6. [Teatro] «Homem Sem Rumo» De Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2008 a Domingo, 14 de Dezembro de 2008 A peça «Homem Sem Rumo», de Arne Lygre, é agora encenada por Álvaro Correia e começa com o retrato de dois irmãos. Um dos irmãos é um arquitecto visionário e o seu seguidor. Os dois constroem uma cidade que lhes dá um grande êxito e inúmeros dividendos. Dez anos depois, o arquitecto morre e o seu irmão é o único herdeiro do império. Os segredos vão-se revelando… Preços: Bilhete de sexta a domingo | 10 euros Jovens e 3ª idade | 7,50 euros Bilhete quarta e quinta-feira | 5 euros Local:Teatro da Comuna Morada:à Praça de Espanha Telefone(s): Horário:De 22 de Outubro a 14 de Dezembro | de quarta a sábado às 21h30; domingo às 16h00 ------------------------------------------------------------------------- "Homem sem rumo" no palco da Comuna 2008-10-22 ANA VITÓRIA Num cenário onde um amontoado de móveis serve de palco aos actores, decorre "Homem sem rumo", peça de Arne Lygre que Álvaro Correia encenou para o Teatro da Comuna, em Lisboa. Estreia esta quarta-feira, às 21.30 horas, com presença do autor. "Preciso de uma coisa nova. Alguma coisa que possa talvez não ter sucesso". As frases iniciais pronunciadas por Peter, a única personagem de "Homem sem rumo" com nome, parece resumir tudo o que se passará a seguir nesta fábula bastante cínica e perturbadora que remete para o Mundo contemporâneo, onde o dinheiro substitui as afectividades. "É tudo muito bergmaniano. Há muitas pausas e um certo caos de sentimentos. O que me agrada nesta peça é que ela é bastante contemporânea. Aborda questões com as quais a sociedade actual se confronta, em que, por exemplo, o dinheiro pode substituir as afectividades. Nesta peça, há um lado fortemente preverso", diz Álvaro Correia, o encenador. "Homem sem rumo", com as suas pausas, os seus cortes bruscos, a sua crueldade contida, decorre num espaço de tempo que nos é indicado apenas através de indícios. Há um homem, Peter (Jorge Andrade), que chega a um fiorde com uma quinta abandonada e ali sonha construir uma cidade. A peça começa nesse instante, minutos depois de, nesta encenação de Álvaro Correia, se ter ouvido "Nude", dos Radiohead. Peter, por impulso, investe toda a fortuna nesse sonho. Compra o espaço ao proprietário (Carlos Paulo) e transforma este em seu assistente. As relações humanas não têm qualquer importância na sua vida. Prefere comprar uma mulher (Tânia Alves), que rapidamente transforma numa ex- -mulher, que manda vir para junto de si sempre que precisa. Como anos mais tarde, no leito de morte, mandará vir uma filha (Maria Ana Filipe). Uma personagem central chama-se Irmão (João Tempera) e, durante algum tempo, parece ser ele o único representante da verdadeira família de Peter. Quando este morre, todas as aparências se desmoronam e ficamos a saber que a sua família era de faz-de-conta. Até a irmã ausente (Mia Farr). No fim, com dinheiro ou sem ele, todos acabam vítimas de uma despersonalização geral, porque só o dinheiro lhes dava uma razão para viver. Terceira peça de Arne Lygre, "Homem sem rumo" foi representada pela primeira vez em 2005, em Oslo. in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1032267
  7. Comerciantes do Parque Mayer duvidam da recuperação Afastamento do projecto de Frank Ghery e o imbróglio BragaParques atrasam o requalificação Os comerciantes do Parque Mayer ainda continuam com dúvidas em relação à anunciada recuperação do espaço, no dia em que a Câmara Municipal de Lisboa deverá aprovar a reabilitação do edifício do Capitólio. «Enquanto não resolverem quem é o proprietário do Parque Mayer não estou a ver nada a avançar. Já me custa a acreditar na recuperação deste espaço», disse à Lusa Júlio Calçada, proprietário do restaurante «O Manel». O comerciante referia-se ao processo que decorre em tribunal da permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular entre a autarquia e a Bragaparques. Também Manuela Fernandes, do restaurante «O da Manecas», duvida que as coisas mudem tão cedo. «Não estou a ver o teatro entrar em obras. Será mais um presidente que disse que ia resolver as coisas e fica tudo na mesma. Mas se a recuperação do Capitólio vier resolver os problemas dos comerciantes fico feliz», partilhou com a Lusa. «Passaram três presidências de câmara e quatro presidentes e não se resolve nada. Resolve-se tudo em Lisboa, menos a situação do Parque Mayer», reforçou. Reabilitação do edifício do Capitólio é a esperança O presidente da junta de freguesia de São José, João Mesquita, partilha o desânimo dos comerciantes. «Neste momento tenho grandes dúvidas sobre o futuro do Parque do Mayer. Passou muito tempo. É um processo que não tem sido célere», afirmou. No entanto, o autarca acredita que a reabilitação do Capitólio «vai ser alavanca para o resto do processo». «Poderá ser o início, mas não é a melhor solução. O plano do arquitecto Frank Ghery era a melhor opção», referiu. O flop do projecto de Frank Ghery e o imbróglio BragaParques O projecto de reabilitação do Parque Mayer da autoria de Frank Ghery (aprovado pelo executivo camarário presidido por Carmona Rodrigues a 04 de Fevereiro de 2006) contemplava a edificação de cerca de 30 mil m2 destinados a habitação e serviços e ainda cerca de 18 mil m2 repartidos por um anfiteatro, três teatros, uma escola de Jazz e seis salas de ensaio e ainda um centro de exposições. O projecto de Frank Ghery foi entretanto afastado pela actual presidência da autarquia. A recuperação do edifício do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa. O teatro deverá tornar-se um espaço para várias artes de palco funcionando como o centro da reabilitação do Parque Mayer, cujo plano de pormenor foi sujeito a um concurso de ideias e que se encontra em debate público. Em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa comprou o Parque Mayer à Bragaparques - que tinha comprado o espaço por 11 milhões de euros - por 54 milhões de euros, cedendo metade dos terrenos da Feira Popular à empresa, que comprou o restante espaço da Feira por 62 milhões numa hasta pública em que invocou o direito de preferência. Segundo o Ministério Público, a Bragaparques exerceu indevidamente aquele direito, pelo que devia ter pago 1,1 milhões de euros à autarquia. Depois de ter mudado de posição, a Câmara de Lisboa defende agora em tribunal a nulidade do negócio, alegando que a operação de loteamento que a antecedeu violou o Plano Director Municipal (PDM). A factura do negócio de permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular já custou à autarquia dezenas de milhões de euros, entre taxas que ficaram por receber, investimento em projectos e indemnizações. in http://diario.iol.pt/sociedade/parque-mayer-frank-ghery-bragaparques-lisboa-comerciantes-antonio-costa/1005020-4071.html
  8. Lisboa: Câmara aprova atribuição do projecto do Capitólio ao arquitectou Souza Oliveira Lisboa, 22 Out - A Câmara de Lisboa aprovou hoje o relatório do júri do concurso para a reabilitação do teatro Capitólio, que atribuiu ao arquitecto Souza Oliveira a recuperação daquele edifício classificado do Parque Mayer. "Esgotou-se mais uma etapa deste doloroso processo de reabilitação do Parque Mayer", afirmou o presidente da Câmara, António Costa (PS). Nos próximos seis meses,userá elaborado o projecto, seguindo-se depois o concurso de empreitada e as obras. A recuperação do edifico do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa. O teatro, que é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal, deverá recuperar a traça original, concebida pelo arquitecto Cristino da Silva em 1931. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos. O concurso público de concepção do projecto de reabilitação do Capitólio sofreu algumas vicissitudes, tendo sido suspenso em Maio, devido aos recursos apresentados por dois concorrentes: um deles foi rejeitado e outro parcialmente aceite. A Câmara aprovou igualmente a celebração de um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia para a recuperação do Largo Trindade Coelho. A Santa Casa irá financiar o projecto, em coerência com a reabilitação da Igreja de São Roque e do edifício da sua sede situados naquele largo. A circulação automóvel deixar-se-á de fazer em frente à Igreja de São Roque e o largo vai acolher uma estátua ao padre António Vieira. No próximo ano, a autarquia pretende reabilitar as escadinhas do Duque, uma obra que irá candidatar às contrapartidas anuais do Casino, disse António Costa. ACL/SO. Lusa/Fim in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=369441&visual=26&tema=1
  9. Sendo Alvaro Siza Vieira comunista como eh que o Partido Comunista Portugues olha para esta situacao? E como vai ser esta obra num edificio com uma memoria do tempo da ditadura (na qual os comunistas consideram de fascista) realizado por alguem que era considerada de comunista, o oposto antagonico de fascista? Eh provavelmente um projecto que suscita alguma curiosidade. Deixo aqui um texto escrito pelo PCP atraves do Avante. in http://www.avante.pt/noticia.asp?id=26453&area=7
  10. Arquitectura: Exposição sobre Peter Zumthor vista por 10.874 pessoas em mês e meio Lisboa, 20 Out (Lusa) - A exposição retrospectiva sobre o trabalho do arquitecto suíço Peter Zumthor foi visitada por 10.874 pessoas desde a inauguração, a 06 de Setembro, na LXFactory, em Lisboa, organizada pela Bienal ExperimentaDesign. De acordo com a organização, a exposição "Peter Zumthor: Edifícios e Projectos 1986-2007", que irá encerrar dentro duas semanas, a 02 de Novembro, recebeu em mês e meio uma média de 247 pessoas por dia. A retrospectiva - que está a ser acompanhada por visitas guiadas - ocupa cerca de 3.000 metros quadrados com o percurso de um dos mais importantes arquitectos da actualidade, mostrando a sua relação com o tempo, os lugares, os ambientes e os habitantes dos seus projectos. Primeira grande exposição retrospectiva do arquitecto - estreada em 2007 no centro de arte Kunsthaus Bregenz (KUB), na Áustria, edifício concebido pelo criador em 1997 - entra pela primeira vez, por Lisboa, no circuito internacional, numa itinerância que inclui também Moscovo e Texas. Até 02 de Novembro o público poderá conhecer 29 projectos criados por Peter Zumthor, 12 deles apresentados através de instalações com filmes que replicam em tempo e escala real a experiência física de percorrer os espaços por ele desenhados. O arquitecto e curador Diogo Seixas Lopes será uma das personalidades da área a realizar uma visita-guiada na quarta-feira, 22 de Outubro, abordando o processo criativo de Peter Zumthor, enquanto que o arquitecto Gonçalo Byrne fechará estas visitas a 29 de Outubro. Esta exposição marca o relançamento da Bienal ExperimentaDesign em Lisboa em 2009, "It´s About Time", depois de um ano de interrupção por falta de apoio financeiro. Suspensa em 2007 por falta de apoios de um dos parceiros, a Câmara Municipal de Lisboa (CML), que entretanto voltou a financiar o projecto, a ExperimentaDesign, organizada por Guta Moura Guedes, passou a realizar-se alternadamente em Lisboa e Amesterdão, estando a presente edição 2008 a decorrer na capital holandesa até 02 de Novembro. AG. Lusa/Fim © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 2008-10-20 17:00:09
  11. Cultura: Três câmaras algarvias apostam em centros de arte contemporânea 21 de Outubro de 2008, 16:33 Faro, 21 Out (Lusa) - Os presidentes das câmaras de Loulé, Faro e Tavira querem instalar centros de arte contemporânea nos seus concelhos, sendo que nestas duas últimas cidades os projectos estão prestes a arrancar. No Algarve não existem equipamentos culturais dedicados à arte contemporânea, havendo apenas exposições pontuais, algumas realizadas ao abrigo do programa "Allgarve", em parceria com a Fundação Serralves. Em Faro, o futuro Museu de Arte Contemporânea deverá ficar instalado na antiga Fábrica da Cerveja, na zona da cidade velha, equipamento que já tem servido para acolher exposições itinerantes. Segundo o presidente da autarquia, o levantamento arqueológico do espaço já foi realizado, encontrando-se neste momento em consulta o projecto de arquitectura, que aguarda luz verde das autoridades. José Apolinário disse ainda que já há uma equipa a trabalhar no programa museológico, mas que a Câmara ainda aguarda a abertura de candidaturas ao Programa Operacional (PO) de Cultura para captar verbas. A estimativa orçamental para erguer o futuro Museu de Arte Contemporânea de Faro - que integrará uma área de exposições de 2.500 metros quadrados -, ronda os quatro milhões de euros. Em Tavira, o projecto de um Centro de Arte Contemporânea está também em fase final, disse à Lusa o presidente da autarquia, Macário Correia, que pensa que a obra poderá ser lançada para o ano. O centro ficará instalado junto ao Palácio da Galeria, local situado na zona antiga da cidade, que já acolhe exposições artísticas e onde se realizam eventos culturais. De acordo com Macário Correia, o projecto, no qual já se trabalha há alguns anos, está "em fase final" e procede-se agora à recolha de pareceres das entidades responsáveis. A ideia é que o centro funcione como local de apresentação de artistas que estejam num patamar intermédio entre espaços de revelação, como galerias, e de consagração, como Serralves ou o Centro Cultural de Belém. Loulé é a terceira autarquia a querer um centro do mesmo género, embora não haja ainda nenhuma candidatura ou projecto formal, disse à Lusa o líder da autarquia, salientando que por agora existe apenas essa vontade. "Consideramos que a zona litoral entre Vilamoura e a Quinta do Lago seria a de atrair para a zona litoral do concelho um equipamento destes", revelou Seruca Emídio, que diz já se ter manifestado disponível para o efeito ao Governo. De acordo com o presidente da Câmara, o projecto envolveria parte dos "grandes empreendedores" daquela faixa litoral do Algarve, onde se concentra a maior parte da riqueza da região. "A ideia até surgiu da parte de alguns empresários do concelho, que querem definir um objectivo comum para elevar a qualidade daquela zona", concluiu. MAD. Lusa/Fim in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/43d835511bdfe3c1e0ef32.html
  12. Premiada recuperação do Palácio Anjos Oeiras. Colégio Tagus Park considerado melhor edifício novo Premiada recuperação do Palácio Anjos O edifício do Colégio Tagus Park foi o vencedor do Prémio Municipal de Arquitectura de Oeiras na categoria de Edifício Novo. Já na categoria de Edifício Recuperado o vencedor foi o Palácio Anjos, em Algés. O Colégio Tagus Park é da autoria da Axonométrica Arquitectura Lda. e, de acordo com os arquitectos, o projecto pretendia "obter alguma institucionalidade e simultaneamente a aproximação ao habitante primordial deste espaço - a criança". O externato, que inclui creche, jardim de infância e 1º ciclo, recebe cerca de 350 crianças. Pátios interiores que funcionam como recreio, zonas verdes, um ginásio um circuito para tomada e largada dos alunos são algumas das particularidades do espaço Quanto ao Palácio Anjos, a sua recuperação esteve a cargo da Entreplanos - Gabinete de Arquitectura, Urbanismo e Design Lda. O projecto integrou a reabilitação e remodelação do Palacete existente, que domina toda a zona envolvente. Além disso procedeu-se à construção de edifícios novos (com vista ao alargamento do espaço museológico) e à reabilitação de toda a área exterior (que é usada para desenvolver uma série de actividades sociais, culturais e lúdicas). Já na sua quinta edição, o Prémio Municipal de Arquitectura Conde de Oeiras foi instituído com o objectivo de promover e incentivar a qualidade das edificações e preservação do património do concelho de Oeiras. Uma exposição de todos os trabalhos a concurso está patente no Edifício Atrium, em Oeiras, até ao próximo dia 28. | in http://dn.sapo.pt/2008/10/22/artes/premiada_recuperacao_palacio_anjos.html
  13. Avenida Luísa Todi, Polis e cicloloucura! Para quem gosta de Setúbal em geral e da organização do espaço urbano em particular, não fica indiferente às alterações morfológicas, espaciais e funcionais que aconteceram no Largo José Afonso e estão agora a decorrer na avenida Luísa Todi, resultando em descontentamento: a) – A deslocalização da Feira centenária para as Manteigadas foi um erro espacial e político, contribuindo para o empobrecimento do que resta do pouco e híbrido património cultural que a cidade tem. A Feira mudou de lugar ao longo do tempo, é certo, mas ficou sempre junto à malha histórica e urbana da cidade. Manteigadas não tem história, nem identidade, nem condições ecológico-morfológicas para a Feira de S’antiago. Mais tarde ou mais cedo, alguém que goste da cidade terá que corrigir esta maldade. – O Pórtico-teatral no Largo José Afonso é um delirium arquitectónico e uma ofensa à identidade daquele espaço e da arquitectura urbana ali existentes, quer em termos de desenho, quer em termos de cércia, pelo que estou totalmente de acordo com o texto de Giovanni Licciardello, publicado nesse jornal. c) A avenida Luísa Todi tem sofrido alterações ao longo do tempo, como documenta o álbum fotográfico de Américo Ribeiro. Admito que a avenida Luísa Todi precisasse de intervenções pontuais, mas nunca o que se está a fazer e o resultado já é visível: As passadeiras agora feitas ora são “lisas” ora são em lomba, desvirtuando a morfologia plana da avenida. A falta de regularidade no pavimento contribuirá para a “desorientação” espacial dos automobilistas e provocará acidentes nas passadeiras “lisas”, quase invisíveis. - O topo poente da avenida “virou” parque de estacionamento (quando era área verde abandonada, por desmazelo municipal), mas pelos vistos do agrado do leitor Pedro Cascais que no jornal «O Setubalense» referiu que (…) no futuro posso deixar o carro estacionado quase em frente ao bar que frequento”. Para Pedro Cascais pouco importa o mal que a sua “pegada ecológica” faz à cidade, devendo ser dos que também gostaria de estacionar o seu automóvel no escritório, ao lado da secretária, entre o bengaleiro e a impressora. - A nascente e a poente da Fonte dos Golfinhos, a avenida foi “dentada” na sua morfologia, com derrube de árvores, para dar lugar a dois parques de estacionamento. - O pavimento lateral poente junto à Fonte das Ninfas, apresenta um desnível acentuado relativamente ao pavimento rodoviário, frente ao Mercado do Livramento, motivando o “afocinhamento” de automóveis mais baixos. (Quem pagará os sinistros futuros?) - No corredor da avenida encontra-se uma ciclovia aos “esses”, que é mais uma cicloloucura digna de um prémio Nobel de (des)arquitectura. d) – As cidades contemporâneas, com uma visão moderna, actual e de futuro, estão a devolver o espaço urbano aos cidadãos e a remeter os automóveis para o subterrâneo, ou para a periferia. Em Setúbal, o Polis com cumplicidade municipal está a fazer exactamente o contrário do que se faz de nova Iorque a Paris, ou de Barcelona a Portimão. (Exemplos de urbanismo funcional). e) – O arquitecto Manuel Salgado é o autor do Polis de Setúbal e do Pórtico do Largo José Afonso, e não admira que faça arquitectura sem se preocupar com o espaço e a estética, como costuma referir, porque o povinho “papa tudo”. f) – Por isso também não admira que a Câmara Municipal de Setúbal “pape” todos os “mamarrachos” que lhe vendem, sem se preocupar com a morfologia espacial e estética de uma das áreas geográficas mais emblemáticas, simbólicas, turísticas e culturais da cidade. As cidades são demasiado importantes para ficarem apenas nas mãos de arquitectos e políticos. Os que gostam de Setúbal têm sensibilidade, educação estética, sentido histórico e cultural e não “papam tudo”, porque querem ver a cidade e o seu património ao nível do que de melhor se faz pela Europa e no Mundo. António Loureiro, antropólogo in http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=241&id=8786&idSeccao=1994&Action=noticia
  14. Polis Ria Formosa já arrancou 23-10-2008 4:34:00 Sociedade Polis Ria Formosa vai investir 2,8 milhões até Dezembro. Obras abrangem vários municípios e vão estar no terreno até ao final do ano. "Parte das intervenções constantes no programa Polis Ria Formosa estão programadas até Dezembro deste ano e, dado que estão dependentes parcialmente de fundos comunitários, terão que arrancar no terreno até ao fim do ano". Quem o diz é Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Ria Formosa, que declara que o Plano de Pormenor da Ilha de Faro já está em fase de concurso, bem como todos os projectos de intervenção e requalificação das ilhas e ilhotes e a remoção e requalificação da Ria, com a remoção de resíduos e embarcações abandonadas. “Os ilhotes deverão estar requalificados antes do início da época balnear”, garante a responsável, ao Observatório do Algarve. Outros projectos incluem a requalificação do Centro Ambiental de Marim, com a recuperação do Chalé João Lúcio. O edifício, onde ficará sedeado o Polis Ria Formosa, é um dos dois expoentes únicos da arquitectura simbolista em Portugal, a par da Quinta da Regaleira. Na zona envolvente, será também recuperado o moínho de maré existente, e requalificada a zona florestal. Noutras áreas, o Polis prevê ainda a definição de um plano de mobilidade e circulação na Ria (concurso até Dezembro), bem como os projectos de cais de acostagem e fundeadouros, cujo concurso está actualmente em fase de preparação. Mais tarde, será realizada a consolidação dos sistemas dunares e efectuadas dragagens, num projecto que assenta em estudos já existentes, da Universidade do Algarve e que pretende melhorar a qualidade da água dentro da Ria, beneficiando fundamentalmente os viveiristas. Este projecto será complementar a um outro, o plano de gestão e valorização de sectores de actividade, envolvendo o IPIMAR, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas e a Direcção Geral das Pescas. Por fim, será elaborado pela sociedade Polis um plano de requalificação da rede hidrográfica, que incluirá limpeza de ribeiras, requalificação dos leitos e linhas de água e a valorização das zonas envolventes com espaços de lazer, até um máximo de 500 metros de distância do domínio hídrico. Este plano está orçado em cerca de 2 milhões de euros, sem contar com a recuperação da zona do Rio Seco, em Faro, que estará interligada com a construção da segunda fase da variante, onde serão investidos 3 milhões de euros, conjuntamente com outras entidades. No total, até Dezembro, a sociedade Polis diz que serão investidos 2,8 milhões de euros em todos os projectos. Até Fevereiro, deverá estar concluído o levantamento das construções existentes nos espaços edificados a renaturalizar nas ilhas-barreira e ilhotes, a parte mais complexa do novo Polis Ria Formosa, uma vez que irá implicar várias demolições. Recorde-se que o programa, em que participam as autarquias de Olhão, Faro, Loulé, Tavira e Vila Real de Santo António, terá à sua disposição uma verba de 87 milhões de euros, para executar até 2012, dos quais 42 milhões são de financiamento comunitário. Em termos de municípios, Faro é a autarquia com a maior fatia do capital social, com 14 por cento, seguida de Olhão com 11 por cento, Tavira com 7 por cento e Loulé com 3 por cento. Vila Real de Santo António, apesar de integrar a sociedade, não entrou com capital. Quanto ao financiamento não-autárquico (45,4 milhões), distribui-se entre o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (14,1 milhões), as autarquias envolvidas (8,5 milhões) e entidades como o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e o Ministério da Economia e Inovação (13,7 milhões no global). O Plano de Intervenção desta área de paisagem protegida abrange 19.245 hectares, com 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente de ria, num total de 12 praias. in http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=25589
  15. Perfil de José Horta Correia José Eduardo Horta Correia cedo abraçou a carreira de investigação e docência no domínio da História da Arte. Iniciou os seus estudos em Coimbra, onde também leccionou, estando depois muitos anos ligado à Universidade Nova de Lisboa. Em 1996, tornou-se professor na Universidade do Algarve, assumindo, em 1999, as funções de Professor Catedrático. Na instituição foi um dos fundadores do curso de Património Cultural (1999), primeiro no género em Portugal, e foi o responsável pelo Mestrado em História da Arte Portuguesa. No seu percurso, destaca-se o olhar sobre o urbanismo da sua cidade natal, objecto de estudo da sua tese de doutoramento «Vila Real de Santo António. Urbanismo e Poder na Política Pombalina». A investigação foi galardoada em 1997 com o Prémio Gulbenkian de História da Arte. 23 de Outubro de 2008 | 07:04 Filipe Antunes Horta Correia: «O turismo foi a desgraça do Algarve» José Horta Correia Zonas verdes no interior da região têm sido «oferecidas» pelo Ministério da Economia, através dos chamados Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), alerta o académico José Horta Correia, em entrevista ao semanário «barlavento». b- Referiu que, em Itália, foi a abertura dos centros históricos ao turismo que contribuiu para a sua prosperidade. No Algarve, o turismo também teve esta dinâmica? JHC- Acho que o turismo foi a desgraça do Algarve, em todos os aspectos. Sobretudo o turismo de massas dos anos 60. A Praia da Rocha, por exemplo, era das mais belas do mundo e tivemos o azar de, à data, ter um presidente de Câmara que era arquitecto. Depois da Revolução de Abril, ficaram célebres as suas declarações a vários jornais, onde afirmava que era ambição transformar a Praia da Rocha numa Torremolinos… b- Há outros exemplos? JHC- O que se fez em Albufeira é semelhante. Durante os anos pré e pós 25 de Abril, assisti à degradação da vila e do campo frente ao mar. São os casos da praia da Coelha ou mesmo de São Rafael, que estavam cheias de casas de lavradores pobres, a que depois se juntaram as moradias de estrangeiros. Mas não foi isso que estragou. Veja-se o caso da célebre moradia do Cliff Richard, junto ao mar, mas que ainda assim não perturbava. b- Então quais foram os verdadeiros problemas? JHC- O problema começou depois, na generalidade do Algarve, com os aldeamentos turísticos que começaram a degenerar. Depois veio a especulação imobiliária, que é a santa aliança entre o autarca e o construtor. Simplesmente, agora temos uma pior: o que restava de grandes zonas verdes, no interior da região, tem sido oferecido pelo Ministério da Economia, através dos Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), e com a abstenção do Ministério do Ambiente. O resultado é o aparecimento de estruturas externamente sofisticadas do ponto de vista económico-financeiro, com uma arquitectura na maior dos casos terceiro-mundista ou a imitar o estilo do resort oriental. b- Significa isso que no Algarve se estão a cometer os mesmos erros dos anos 60? JHC- Exactamente os mesmos. Só que agravados pelo facto de os investimentos serem agora definidos através de uma política nacional e não regional. O Algarve tem uma escala muito pequena e tudo o que se faça causa muita pressão. b- Quer isto dizer que turismo e património são duas realidades impossíveis de conviver? JHC- Não. b- Mas que exemplos se podem apontar, pela positiva? JHC- Veja-se o caso da Vila-a-dentro, em Faro. É um núcleo espantoso, que não está estragado, porque foi orientado por um gabinete de coordenação que funciona muito bem. Os edifícios principais da cidade estão ali e a zona tem sido estudada. b- E quanto à arquitectura contemporânea… JHC- No caso de Faro, pode considerar-se má e, no resto do Algarve, péssima. b- No Algarve, há concelhos que, em termos de arquitectura, são casos perdidos? JHC- Devem, por exemplo, questionar-se situações como a Marina de Albufeira, em que uma zona fértil agrícola como a várzea dourada foi inundada. Mas, em geral, tudo o que se faz de novo no Algarve é de má qualidade. b- Isso poderia resolver-se com uma entidade regional que desse orientações rígidas sobre o que pode ou não ser implementado em termos urbanísticos e arquitectónicos? JHC- Penso que sim, mas o problema das novas construções é sobretudo a má qualidade. No Algarve, continuamos a ter os mesmos dois níveis de destruição patrimonial: a construção e a demolição. A construção é uma forma de destruição patrimonial quando aparenta falta de qualidade… b- Os Planos Directores Municipais também não têm sido eficazes neste aspecto? JHC- Temos tido pouca sorte nessas situações. 23 de Outubro de 2008 | 07:03 Filipe Antunes Horta Correia: O Algarve nunca dispôs de um inventário patrimonial José Horta Correia b- É errado dizer que há pouco património no Algarve, ou o que há não está visível? JHC- Esse foi o erro de sempre e já remonta à constituição do inventário artístico nacional. Quando se fez esse documento, dividiu-se por distritos. Só que o de Faro, entregue à Academia de Belas Artes, nunca se concretizou. Ficou essa falha, no caso do Algarve, e isso ajudou a fomentar a ideia de que a região não tinha património. Tinha bom clima, sol e praia e estabeleceu-se a convicção de que seria óptimo para o turismo de massas e para a construção. Nós temos imensas coisas, mas a arquitectura algarvia tem uma escala diferente, em que a monumentalidade não existe. A escala algarvia é diminuta e há uma relação proporcional diferente das outras regiões. Tudo isso contribui para que nem sempre se perceba o seu valor… b- A Universidade do Algarve tem capacidade para, futuramente, fazer esse levantamento? JHC- A Universidade tem trabalhado muito ao nível do património. Neste momento, está já capacitada para fazer um trabalho sistemático, mas a academia atravessa uma fase difícil em que não há contratações, nem professores e torna-se difícil propor coisas que excedem a nossa capacidade. É muito mais fácil a colaboração pontual com as Câmaras e organismos. b- No que toca ao património recuperado, que dizer de casos como o Convento do Carmo, em Tavira, ou do Palácio de Estoi? JHC- No caso do Convento da Graça, há que apontar duas situações: a parte nova é desajustada e a pintura amarela não tem qualquer sentido. A cor amarela deriva do facto de aquele edifício ter acolhido um quartel, mas é necessário frisar que o edifício foi sempre pensado para funções religiosas e foi quartel apenas durante um episódio de 20 ou 30 anos. O Algarve é, na sua génese, branco. Havia, aliás, um slogan turístico, dos anos 60, que fazia referência a esta particularidade e que deu muitos resultados. É um erro que se resolve com umas latas de tinta, mas o princípio está a desenvolver-se em obras de muitos arquitectos famosos. Ao que parece, o erro vai voltar a repetir-se na intervenção desenvolvida por Souto Moura, no Convento das Bernardas… Quanto à recuperação do Palácio de Estoi, conheço o projecto assinado por Gonçalo Byrne e creio que há um grande respeito pelo edifício. b- Nestes casos, o Igespar não tem uma palavra a dizer? JHC- Colaborei muito com a instituição quando ainda era composta por duas direcções gerais. Agora, seja por falta de verbas, seja por falta de vontade política, não me parece que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) esteja a cumprir a missão que herdou. Só tratar de objectos classificados demonstra inclusivamente um certo laxismo. b- O que vai fazer no futuro? JHC- Neste momento, estou a juntar um conjunto de textos dispersos, muitos ainda manuscritos, que serão publicados pela editora algarvia Gente Singular. A universidade também vai colaborar na edição, que deverá encerrar com o texto que preparei para a minha jubilação. De qualquer forma, está prestes a iniciar-se um mestrado de História do Algarve, onde vou colaborar a título póstumo (risos) e ministrar uma cadeira sobre a história da arte no Algarve. 23 de Outubro de 2008 | 07:03 Filipe Antunes Horta Correia: «A preservação do património é uma decisão política» José Horta Correia Aos 70 anos, e depois de quase três décadas dedicadas ao estudo do património do Algarve, José Eduardo Horta Correia lamenta que o turismo tenha delapidado a arquitectura tradicional da região, mas acredita nas potencialidades das zonas históricas das cidades e até em algumas vantagens do automóvel. Em entrevista ao «barlavento», o académico e investigador volta a abordar temas da sua última lição na Universidade do Algarve e mostra-se céptico em relação ao papel das autarquias e do Igespar. barlavento ( - Agora que se jubilou, continuará com um olho clínico para a forma como o património e a arquitectura são tratados no Algarve? José Horta Correia (JHC) - Agora tenho obrigação de continuar a minha luta pelo património do Algarve. Os últimos dois anos foram trabalhosos na Universidade do Algarve, repartidos entre aulas e muitas orientações de tese. O facto de me ter reformado no dia 1 de Outubro foi providencial, na medida em que eu não me reconheço nesta universidade a partir da reforma de Bolonha. Mas continuarei atento, até porque houve sempre uma relação muito grande entre o património e a universidade. b- Mas o seu percurso académico não começa na área do património, nem sequer na região… JHC- Quando fiz a minha passagem da História das Ideias para a História da Arte, foi para trabalhar a este último nível. A minha tese de doutoramento centrou-se inclusivamente na história do urbanismo e sobre o caso particular de Vila Real de Santo António. Mas a perspectiva não era nesse momento a defesa do património. Isso era uma carolice à parte. b- Como se cruza então com a defesa do património? JHC- Em 1985, o José Lamas estava a fazer o Plano de Salvaguarda de Tavira e pediu-me para o ajudar. Foi um trabalho prático muito interessante, que não tinha nada a ver com Vila Real de Santo António, nem com a estrutura de uma cidade iluminista. Tratava-se do património real de uma cidade que teve episódios históricos complicados. Ainda conheci Tavira em muito bom estado e assisti à chamada fase de travagem [da destruição do património]. Havia uma ideia que era fazer com que Tavira fosse igual às outras localidades: as pessoas tinham vergonha de ter uma terra atrasada, isto é autêntico! Mas o trabalho do José Lamas foi muito bom: estudou-se a cidade, a salvaguarda e fez-se todo o seu levantamento. A partir daí, tive um contacto directo com uma realidade diferente. b- Em Tavira, mudou muita coisa nos últimos anos? JHC- Mudou muito! Quando conheci Tavira, primeiro houve uma fase de constituição do plano de salvaguarda e depois houve uma fase de descuido, que se saldou na demolição de uma casa do século XVI. Agora, estamos numa fase intermédia. Por um lado, há muita actuação em termos do património; por outro, uma terra que está a crescer como Tavira tem o perigo do pastiche. De qualquer forma, Tavira está bem preservada e o Palácio da Galeria constitui um bom exemplo. b- Há esta simetria no caso de Vila Real de Santo António? JHC- Vila Real tem sofrido altos e baixos. Houve uma altura em que houve um gabinete coordenado pelo arquitecto João Manuel Horta, que fez um trabalho importante e lançou as bases da actual intervenção. Agora, o facto mais importante de todos é efectivamente a intervenção na Câmara Municipal. Foi um acto de grande coragem, porque é uma atitude efectivamente polémica. b- É uma intervenção demasiado arrojada? JHC- Eu sabia que isto havia de acontecer, porque as pessoas vão-se apercebendo do valor da cidade. Mas é muito difícil sacrificar um edifício do princípio do século XX. Houve, no entanto, uma série de situações favoráveis. Por um lado, o imóvel estava em completa ruína e era muito difícil mexer nele; por outro, as paredes pombalinas estavam todas lá. b- A adulteração que o edifício sofreu, após o incêndio de 1908, justificava uma intervenção de fundo? JHC- Quando ocorreu o incêndio, no princípio do século XX, não se pensou de imediato fazer aquilo. Houve um projecto, que desconhecemos, e que não chegou a ser executado, porque entretanto foi proclamada a República. Segundo consta, a Câmara foi recuperada por um engenheiro dos caminhos-de-ferro e é por isso que se assemelhava à arquitectura das estações, alta. O interessante foi [à data] terem preservado o edifício e mantido as paredes grossíssimas do século XVIII. Foi esse facto que tornou a actual recuperação justificada do ponto de vista patrimonial, já que os vãos estão no mesmo sítio onde foram encontrados. Mas o mais importante é que a obra permite a recuperação de um conjunto. Vila Real é pensada como uma única casa e, ao refazer aquele quarteirão, toda a praça ganha a dimensão original. b- Cem anos depois, as pessoas estão preparadas para o que está a fazer? JHC- Em geral, as pessoas parecem gostar, mas há duas reservas populares. A primeira é o relógio, já que esta geração gostaria de o continuar a ver na frente do edifício. Eu até costumo dizer, por brincadeira, que antigamente o relógio não servia de nada, porque ora atrasava, ora adiantava, conforme o vento estava de Sul ou de Norte. Há outro dado que as pessoas não gostam e que tem a ver com cobertura de metal na antiga parte do mercado que estava anexo ao edifício. Uma, é uma questão sentimental; a outra, tem a ver com as expectativas. b- Como estudioso da arquitectura de Vila Real de Santo António, foi contactado pelo arquitecto Walter Rossa quando foram definidos os moldes do Plano de Salvaguarda do núcleo pombalino da cidade? JHC- Nós falamos há muitos anos, pela simples razão de que fui professor dele na Universidade Nova de Lisboa, a nível de mestrado, além de orientador da tese de mestrado, onde ele abordou questões relacionadas com a Baixa de Lisboa. Estive muito anos em contacto científico e não sei concretamente que conversas tivemos, mas falámos sobre todos estes aspectos. b- Mas a recuperação de Vila Real é uma decisão política ou urbanística? JHC- Ultimamente, tudo tem estado nas mãos das autarquias e as intervenções dependem da posição que tem a autarquia. Vila Real não foi excepção. b- Portanto, o que se constrói ou recupera tem sempre um cunho político? JHC- Toda a gente sabe que há uns anos, no Algarve, as autarquias eram dirigidas por pessoas com grandes complexos de inferioridade. Pode escrever à vontade, porque assumo o que digo: havia muitas pessoas que pensavam do mesmo modo como na Itália dos anos 60. Há episódios muito célebres, a propósito da salvaguarda das cidades italianas, em que os autarcas da década de 50 e 60 tinham vergonha de não viverem em Nova Iorque. Só que a Itália é hoje considerada um modelo na recuperação de cidades antigas e com isso retirou milhões e milhões de liras de lucro… Se tivessem efectivamente evoluído para um modelo americano, hoje não ganhariam nada em termos económicos. Mas o pior é que essa mentalidade dos anos 60 ainda hoje existe no Algarve. Nas pequenas cidades e nas aldeias, há ainda pessoas que têm uma certa vergonha. b- Em que sentido? JHC- As aldeias tinham ficado praticamente todas preservadas nos anos 90. Agora o que se vê é que essas mesmas aldeias estão a ser tratadas como cidades. Deixaram de passar carros porque os responsáveis políticos entendem que, tal como na cidade se estão a vedar ruas ao trânsito, o mesmo tem de ser aplicado às aldeias. Mas a vantagem de se viver numa aldeia ou numa cidade pequena é precisamente a de ainda poder usar o carro e colocá-lo à porta. Se as pessoas vão viver para lá, é porque na cidade já não podem ter esse gesto. b- Pode dar um exemplo concreto? JHC- Vejamos o caso de Vila Real, que tem as ruas mais amplas de todo o Algarve. Se num centro histórico de raiz medieval, com ruas estreitas, não há outro remédio senão condicionar o trânsito, numa terra com ruas daquele tamanho não faz sentido cortar a circulação e empedrar o tecido urbano. O resultado é os residentes irem abandonando essas zonas, enquanto se verifica uma terciarização progressiva dos edifícios. Está a seguir-se um mal de que Lisboa hoje tem consciência: é o exemplo de como se trata mal uma cidade antiga, não valorizando a residência. b- Mas a generalidade das cidades algarvias tem seguido essa prática… JHC- De uma forma errada… Eu comecei pelas aldeias, mas a verdade é que os problemas são os mesmos nas cidades. b- Mas pode voltar a trazer-se as pessoas aos centros históricos das cidades? JHC- Pode, desde logo retirando-se as limitações de circulação no centro histórico aos moradores. Eu resido na zona histórica de Vila Real e, neste momento, sou das poucas pessoas que vive na minha rua. Quando partilhava o prédio com outras pessoas, fui confrontado com a limitação de circulação e, desde essa altura, pude assistir às dificuldades que as pessoas mais idosas enfrentam. b- Mas a desertificação nos centros históricos só se combate à custa do automóvel? JHC- É claro que há uma tendência natural para a desertificação e uma tendência correlativa para a terciarização. Tenho tido várias discussões, mas há quem pense que em Vila Real a terciarização é a salvação do centro histórico e que os comerciantes e industriais vão comprar os edifícios que estão degradados. Mas isso é ilusório. Sem pessoas não há cidade e começa a haver droga, prostituição, assaltos e tudo aquilo de que todas as grandes cidades se queixam das zonas antigas. A tendência para atomizar o carro, quando é feita sem pés nem cabeça, tem efeitos perversos. Depois, o argumento de que há transportes alternativos não pode ser utilizado senão em cidades como Lisboa ou Porto. Também verifico esse facto negativo em Tavira, embora Faro se destaque pela positiva e tenha tratado muito bem a Vila-a-dentro, ao fazer um grande estacionamento no Largo de São Francisco. Agora, há moradores que podem continuar a circular na zona histórica e isso está a trazer novos residentes àquela zona. 23 de Outubro de 2008 | 15:02 Filipe Antunes in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=27793
  16. Emprego Eng./Arq. para realizar avaliações - zona Lagos, Vila do Bispo, Aljezur, Monchique e Portimão. (preferência c/experiência ou curso de avaliações). Resposta com C.V. ao nº 284/08 deste jornal. IN http://www.barlavento.online.pt/index.php/classificado?id=107
  17. Jornadas de Arquitectura com projectos de sucesso As Jornadas de Arquitectura da Beira Interior decorreram no passado fim-de-semana, no Fundão, numa organização da Delegação de Castelo Branco, da Ordem dos Arquitectos. Desenvolvendo uma abordagem sucinta e crítica de algumas apresentações, estas jornadas serviram para destacar e divulgar alguns momentos altos da Arquitectura na Beira Interior, congregando grande parte dos seus arquitectos e estudantes. As jornadas começaram pela experiência exemplar do arquitecto Vasco Morais Soares, grande conhecedor das práticas adequadas da arquitectura tradicional, patentes na reabilitação do Lagar de Idanha-a-Nova. As intervenções dos planos de requalificação, por sua vez, deixaram um pouco a desejar, à excepção da apresentação polémica, mas urbanisticamente bem conduzida, do arquitecto António Saraiva, sobre o Polis da Guarda. A decisão de integrar o Centro Comercial junto do Centro Histórico da Guarda será potencialmente um erro urbanístico; mas a localização específica, o cuidado particular da concepção associado aos usos funcionais de todo o centro da cidade, com o remate final da intervenção perfeita, com a assinatura do Atelier Promontório, tornou o erro num sucesso. Devia ser uma resposta a todos os arquitectos que o tempo, dedicação e busca de conhecimento científico podem alterar padrões e caminhos estéticos e funcionais. A simplicidade da arquitectura apresentada é motivo de destaque, seja na intervenção multifuncional do edifício Bombeiros Voluntário do Paúl, na Covilhã, do Caíres Atelier, como do edifício do Infantário Dr. Lopes, da arquitecta Esmeralda Mendes – cuja intervenção não ficou plenamente perfeita pela falta de bom senso do executor das especialidades, liquidando com algumas belas linhas e equilíbrios projectados pela autora. Uma nota muito especial para o arquitecto Mário Benjamim, com a intervenção do Centro de Interpretação de Arte Rupestre, em Vila Velha de Ródão, onde a simplicidade e a utilização de planos oblíquos e cortados, em vidro ou em laje, demonstram grande maturidade profissional. De destacar, ainda, todos os outros projectos e comunicações, merecendo especial realce a apresentação do Atelier de Gonçalo Byrne, sempre bem organizado e conciso. Pedro Faria in http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=150&id=9540&idSeccao=1455&Action=noticia
  18. Debate sobre revisão do PDM junta mais de 200 munícipes Póvoa de Santa Iria não quer prédios altos na zona ribeirinha Plano prevê prédios com seis pisos junto ao rio. Moradores temem perder o contacto visual com o rio e a consequente desvalorização das suas casas. “Salvemos a zona ribeirinha”, bem poderia ser o apelo da maioria dos intervenientes no debate público sobre a primeira revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Vila Franca de Xira que decorreu na noite de terça-feira, 21 de Outubro, na Póvoa de Santa Iria. O plano, em fase de consulta pública até 11 de Novembro, prevê a construção de prédios com uma altura máxima de seis pisos, situação que não agrada aos actuais moradores da Póvoa. “É uma zona em cota de cheia. As garagens não podem ser subterrâneas e em vez dos seis pisos podem ser oito”, previu Licínio, um dos primeiros intervenientes na sessão. O munícipe defendeu que a altura dos prédios não deve ultrapassar os quatro pisos. Uma posição que foi corroborada por vários munícipes que se manifestaram contra a construção de “torres” porque “vai criar uma cortina que acentua o afastamento entre a cidade e o rio”. Autarcas da freguesia e populares apelaram à câmara para que reveja as previsões do PDM para a zona ribeirinha. A presidente Maria da Luz Rosinha explicou que seis pisos é a previsão máxima, mas “não quer dizer que todos os edifícios tenham seis pisos”. A edil referiu que gostava de ver no local um projecto com uma arquitectura arrojada com prédios com alturas diferentes que permitam manter o contacto visual com o rio. O antigo vereador do urbanismo, Ramiro Matos, considerou que a urbanização da zona ribeirinha é fundamental para dar vida aquela zona. “Enquanto não viver ninguém, entre o rio e a linha de comboio não se pense requalificar a zona ribeirinha”, alertou. “Tenho vizinhos na Quinta da Piedade que nunca foram junto do rio”, acrescentou para acentuar o afastamento da maioria dos 30 mil habitantes da Póvoa do Tejo. Mas as preocupações com a zona ribeirinha não remetem apenas para o futuro. Há situações em que “é preciso actuar já”, como o esgoto que corre a céu aberto para o rio. O vereador Rui Rei (Coligação Mudar Vila Franca) defendeu que os 30 mil metros quadrados (três campos de futebol) dos terrenos onde decorrem as festas da Póvoa devem ser aproveitados para “um grande parque urbano” onde os povoenses possam praticar desporto e viver tempos de lazer. O autarca social-democrata, que estava acompanhado de vários eleitos do seu partido, insistiu no problema da falta de mobilidade e defendeu que as novas acessibilidades previstas no PDM devem avançar rapidamente. “Demoro 30 minutos para sair da Póvoa e mais 40 minutos para chegar ao centro de Lisboa”, contou Vítor Hugo, um dos milhares de povoenses que diariamente passa mais de duas horas nas intermináveis filas. A presidente Maria da Luz Rosinha sugeriu a utilização dos transportes públicos e deu como exemplo o comboio que é “mais barato, mais seguro e mais cómodo”. A edil disse que já foi equacionada a hipótese de colocar mini-autocarros a fazer a ligação entre a Quinta da Piedade e a estação da Póvoa para minimizar os problemas da falta de estacionamento junto à estação. Escola da rede solidária garante ensino até ao 12º ano No leque das preocupações dos munícipes estão também as lacunas ao nível do ensino. O anúncio da abertura de uma escola da rede solidária que garante o ensino do primeiro ao 12 º ano, gerida por uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), não descansa os pais dos alunos “A senhora presidente garante que os nossos filhos terão acesso a essa escola nas mesmas condições que têm na escola, pública”, questionou Elsa Arruda, mas ficou sem resposta. A presidente da câmara enunciou um conjunto de novas escolas e jardins de infância que serão construídos a curto prazo para dar resposta às necessidades de uma população que não pára de crescer. “Temos 6141 habitantes por quilómetro quadrado, não lhe parece exagerado?”, questionou uma munícipe. O presidente da junta de freguesia, Jorge Ribeiro (PS) considera que o novo PDM acautela um crescimento sustentado e de qualidade na cidade. O jovem autarca insistiu na necessidade de construir a esquadra da PSP, equipamentos culturais, escolas e a sede da Junta de Freguesia. Jorge Ribeiro não esqueceu a Póvoa antiga, reforçando a necessidade de uma intervenção urgente para evitar mais derrocadas dos prédios antigos seguida de um plano de reabilitação que estimule as pessoas a viverem no local. O debate sobre a revisão do PDM foi o quinto duma série de 11 e foi um dos mais participados. Não fosse a Póvoa uma das maiores cidades do concelho e a que registou maior crescimento demográfico nos últimos anos. A proposta pode ser consultada nas juntas de freguesia, câmara municipal, delegações da câmara de Alverca e Póvoa e na Divisão de Planeamento e Ordenamento do Território que estão a funcionar em horário alargado das 09h00 às 20h00, até 11 de Novembro, data em que finaliza a consulta pública. A proposta está também disponível no sítio da câmara em www.cm-vfxira.pt. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=362&id=47982&idSeccao=5356&Action=noticia
  19. Escola Superior de Tecnologia do Barreiro É dos edifícios mais procurados para visitas na área da arquitectura A Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTBarreiro/IPS) tem vindo a aumentar o seu número de visitas institucionais por parte de profissionais da área da arquitectura, que trazem grupos de vários países para conhecer as obras arquitectónicas mais contemporâneas do nosso país. Recentemente a ESTBarreiro recebeu o Arq. Hans Ola Boman, do Gabinete Álvaro Siza Vieira, que nos trouxe um grupo da Suécia, e ainda uma visita da Cultour, que é uma instituição que organiza visitas culturais, nomeadamente na área da arquitectura, que nos trouxe um grupo de arquitectos noruegueses. “O edifício da ESTBarreiro/IPS é uma das obras contemporâneas recentes que deve fazer parte de qualquer roteiro cultural, inserido num futuro próximo”, referiu o Arq. Hans Ola Boman. A Escola foi desenhada por uma das empresas mais notória no panorama nacional, a ARX Mateus, que desenvolveu um trabalho que tem vindo a ser do agrado de todos os que já tiveram oportunidade de visitar o edifício. A ESTBarreiro/IPS está aberta a todos os grupos de visitas que pretendam conhecer a Escola, sendo para isso necessário contactar o Gabinete de Imagem e Divulgação da ESTBarreiro/IPS, e fazer marcação prévia. in http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=71318&mostra=2&seccao=as_escolas&titulo=Escola_Superior_de_Tecnologia_do_Ba
  20. Projecto 5 Escolas | 5 Designers para fazer da escola o melhor lugar do bairro No âmbito do Programa de Expansão e Modernização da Rede Pública do Ensino Pré-escolar e 1º Ciclo de Lisboa Escola Nova, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e a vereadora dos Pelouros da Educação e da Cultura, Rosalia Vargas, apresentaram hoje, 20 de Outubro, a iniciativa 5 Escolas | 5 Designers, que pretende transformar, de forma criativa e inovadora, diversos espaços em cinco escolas da cidade. Trata-se de um projecto-piloto a ser desenvolvido em cinco escolas até Janeiro de 2009 mas que a autarquia prevê alargar a todos os estabelecimentos de ensino do 1º ciclo e pré-escolar. É feito em parceria com o MUDE, Museu do Design e da Moda, envolve os alunos, professores e conselhos executivos da escolas e conta com o patrocínio da Unilever Jerónimo Martins, Mota-Engil, SGPS, Sociedade de Construções José Coutinho SA, Engiarte, Engenharia e Construções SA. Segundo o presidente da CML, esta iniciativa “é um complemento à obra física que assumimos realizar neste triénio em que assinalamos o centenário da República Portuguesa para dar grande qualidade às escolas do ensino público de Lisboa”. António Costa lembrou que o programa Escola Nova prevê a realização de obras em 80 escolas e a construção de sete novas até 2011, “ao mesmo tempo que apoiamos outra componente muito importante para o desenvolvimento das crianças que tem a ver com a criação de espaços de grande qualidade e outros projectos pedagógicos”. Para a vereadora da Cultura e da Educação “é muito importante dar um sinal à cidade de que o parque escolar vai ter muito mais qualidade e conforto porque queremos fazer das escolas os melhores lugares dos bairros”. Rosalia Vargas disse que “apesar da urgência em assistir aos problemas graves de reconstrução do parque escolar, não devemos deixar de ser exigentes ao nível da qualidade das nossas escolas”. A apresentação das cinco escolas escolhidas para esta fase piloto do projecto e das intervenções a realizar em cada uma coube à directora do MUDE, que justificou a adesão “imediata” do equipamento que gere a este projecto porque “contribui para estreitar relações entre o design, as empresas e a sociedade civil” e “enquadra-se nos nossos objectivos de mostrar a importância que o design tem nos nossos dias”. Depois de explicar que os designers foram escolhidos a partir da “sensibilidade pedagógica que demonstraram para este tipo de intervenções e do conhecimento da realidade das escolas”, Bárbara Coutinho disse que “em cada escola, escolhemos o seu coração, o espaço que todos (alunos, professores, auxiliares e conselho executivo) identificaram como sendo o mais problemático para fazer dele um espaço mais humanizado”. in http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=18592&id_categoria=11 LINKS http://www.cm-lisboa.pt/docs/ficheiros/Projecto_5_escolas_5_designers.pdf
  21. Se voces sabem alguma coisa sobre isso coloquem aqui... partilhem a informacao, se faz favor. Este topico eh muito umbiguista... o meu umbigo eh mais bonito que o teu. Senhores arquitectos... estamos a conversar sobre este projecto e nao nas vossas carreiras profissionais. Para isso tem o cafe.
  22. Tem de se registar, pagar alguma coisa para ver as reportagens???
  23. in http://dailyyeah.com/tag/jeddah-tower/
  24. Em relacao ah minha afirmacao nao era contra ti mas era sobre a noticia em causa. Nao julguei se o teu post era ou nao despropositado. Ninguem estah a chamar burro a ninguem nem nada do genero. Os topicos que eu abro tambem sao sobre noticias na hora e daquilo que acontece na arquitectura. Penso que eh bom para todos saber o que acontece em Portugal. Ou acha que devemos viver num pais onde nao se pode saber de nada?
  25. Espero que estejas a ser ironico...;)
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