kwhyl
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Penafiel, Portugal | Jardim Escola S. João de Deus | Álvaro Siza Vieira
kwhyl replied to asimplemind's topic in Arquitectura
"jamais são as pessoas que se devem se submeter à arquitectura, mas sim a arquitectura servir as pessoas.. se o espaço está a ser assim utilizado é porque nem tudo foi devidamente pensado e ponderado" peço desde já desculpa por não ter lido tudo, detive-me apenas nesta pequena frase com um breve comentário. devemos acreditar na profissão que escolhemos, escolhemos ser arquitectos porque acreditamos que a arquitectura deve servir as pessoas, não da maneira que as pessoas querem, mas da maneira que nós achamos que elas devem querer. por isso existe especialização, por isso existem os arquitectos, porque sabem prever algo. e no meio disto tudo, a arquitectura deve servir para formar vivência, formar cultura civica, formar cultura de gosto,formar cultura de espaço. não podemos projectar e esperar que cada um, com a sua falta de formação que caracteriza o nosso país use o espaço que projectamos como muito bem acho, isso significa uma atitude passiva na construção de, desculpem o curriqueiro, um mundo melhor. o arquitecto deve ensinar, o arquitecto deve projectar e direccionar o utilizador e não o contrário, porque as pessoas não têm formação e não sabem, porque as pessoas não teem gosto e não teem critério. e para isso servimos nós é muito bonito ouvir o souto moura e o pawson dizerem que desenham o espaço e os utilizados dispõem como querem os seus mobiliarios e vivem como querem o seu espaço, mas isso só resulta quando os utilizadores são pessoas bem formadas como os clientes do souto, como os clientes da arquitectura em portugal, ou altos quadros ingleses....para a população e geral o arquitecto deve ensinar e direcionar -
Porto | "A discreta casa de arquitectos" | Alvaro Siza Vieira
kwhyl replied to 3CPO's topic in Arquitectura
sobre as analogias: só formalmente se assemelha ao carlos ramos, o c.r vive do pátio, quase não tem janelas para fora. tem alçado de vidro onde todos veem todos a trabalhar, onde quem quer vem ao pátio, principalmente quando não houver aulas, porque ninguém gosta de ser observado... o atelier vive de janelas, para todo o lado, para controlar a luz e as vistas e o pátio é mais um alçado que entra luz, do que um claustro vivencial como esperamos que o siza faça. sobre o edifício: visto de gaia, da afurada, do novo passeio marginal do menezes, o edifício pousa muito bem, remata bem a construção anterior, marca bem a praça-alargamento posterior, com edifícios em frente leia-se, não é um ovni, não tem cor forte, nem é grande, está bem ali, não choca, e o espaço interior, que já visitei é muito interessante, não sendo contudo o meu espaço ideal de trabalho, é sossegado e recolhido, bom para trabalhar em equipa, com mesas, maquetes e afins a perturbar.. quanto os "tiques" do mestre, pois, espaço caracterizado, funciona e é bom, a linguagem pode-se sempre criticar com gostos e há muita gente que não gosta dos tiques do mestre, mas que funcionam em harmonia,lá isso funcionam.... -
Milão | Projecto urbanístico para Milão | Alvaro Siza Vieira
kwhyl replied to Peter's topic in Arquitectura
"assim como há um bloqueio por parte dos arquitectos de lisboa em relação ao siza" nunca percebi porquê...não é decerto por não lhe conhecerem as obras e não viverem diariamente nelas, aqui no porto realmente temos poucas, mas vivemos nelas diariamente e ainda hoje nos surpreendemos com ela. não me apetece, nem a ti, discutir a relação da faup com o siza, é obvio que passa além da linguagem e do braco, é obvio que tem a ver com o método, com o desenho, com o espaço, com a vivência diária dos nossos professores e patrôes com ele,directa ou indirectamente ainda hoje, e ainda bem, não compreendo completamente o siza, nem preciso,preciso de me formar tentando aprender com ele, com as suas obras e o seu método. as torres de alcantara são o reflexo de qualquer obra polémica, tal como os aliados. não conheço a história, mas não a queria reduzir a natural animosidade porto-lisboa, escola do porto-arquietectura de lisboa, norte-sul, dor de coto... acho que o aires mateus, o carrilho, o byrne e o teotónio e o próprio athouguia, homens de lisboa, arquitectos de lisboa adoram o siza, não sei porque continuas a afirmar isto acho que já passamos por cima disso... -
gosto do edifício, mas há sempre um mas. mas o siza, agora faz coisas muito melhores. parece um projecto antigo no meio dos "novos" projectos que o siza agora faz. ou estou muito enganado, ou o projecto é recente, e como tal, a meu ver, poderia seguir a nova ordem de projecto que o siza nos habituou em gondomar, no brasil, na coreia, em barcelona. há uma evolução muito positiva do siza na forma, no material, na desistencia do promenor elaborado como contraponto à clara limpeza formal e material... em viana, vemos apenas construção, e da melhor, o espaço, esse não tem os laivos de genialidade que siza ainda tem e terá, não há nada que nos surpreenda, nas aberturas, nas palas, na ortogonalidade, no mobiliário. estava à espera de me surpreender, como surpreendo com as coisas que o siza faz hoje, é fabuloso ainda me surpreender com o siza, é mau, ele não me surpreender em viana, não contruir algo que me deixe de boca aberta, algo que eu não saiba copiar. claro que é um biblioteca, lá deve-se ler e não se deve estar de boca aberta o tempo todo, mas falta qualquer coisa, a mim falta-me ali qualquer coisa, que não pode ser dado por um pátio que contorna a gravidade e a luz...
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Marco1: Aprendi, na minha experiencia de globalidade, que o trato, não precisa de ser uma coisa formal, alias, a informalidade desprende as pessoas e cria relações mais fortes, mais pessoais que muito ajudam na vida profissional. Temos das poucas línguas do mundo em que existe o “você”, somos demasiado formais, queremos ser tratados todos por doutores e arquitectos, se eu tenho nome, ou nick ou uma alcunha que gosto mais de ser tratado, é com essa que me apresento. A formalidade parece-me um objecto deste fórum que não se coaduna com os dias que queremos construir para o futuro, pelo menos eu não quero, e em todos os meus posts utilizo uma linguagem corrente, porque acredito na igualdade, porque acredito que somos todos um proto ou recém arquitectos que pensamos todos da mesma maneira e temos ambições de construir um mundo porreiro e não simplesmente, vivermos no mundo que herdámos, no Portugal atrasado em relação à evolução do mundo, e do trato. Bruno rosa “Eu faço websites, dentro daquilo que eu consigo fazer, e acredita que dá muito trabalho para ser de borla, pelo menos se for para ficar alguma coisa de qualidade. São dias de trabalho, não se faz num fim de semana nem no final de uma tarde....” Pois olha, eu não percebo nada de sites, nem de internet, fico contente por saber que os webdesigers estão bem na vida e não precisam de dar borlas para meter no portfolio. Acredito, infelizmente ou não, como arquitecto que vou dar muitas borlas a jovens casais que acreditem nesta coisa da arquitectura mas que não têm dinheiro para me pagar os honorários que a ordem obriga, pelo simples prazer de poder construir e pelo ainda maior prazer de alguém gostar do meu trabalho e um dia, não precisa de ser no imediato, me recompensar com qualquer coisa que eu precise dele.. Asimplemind “Neste mundo para se andar para a frente é preciso ter pernas” As pernas passam por isto mesmo que nós falamos desde a página 1, quando não se sabe/não se tem dinheiro pede-se, e para bom entendedor, quando se dá recebe-se, tal como nas prendas de natal, nem que seja porque a consciência é quilhada. E pede-se, porque parece-me, ao contrário de muitos de vós, nós acreditamos que um site feito por um webdesigner, personalizado, com a sua cunha pessoal, é muito melhor do que feito por um artista ou um arquitecto com ajuda de umas ferramentas Web, acreditamos na especialização, acho isso positivo. Por isso, as pernas, não servem para fazermos nós próprios mas para mandar fazer a quem de direito, a quem se especializou em tal coisa. Se, e ainda bem, não há Cristos no mundo do webdesign, ao contrário de qualquer outra área em Portugal..fantástico para eles, mau para nós que, eu pelos menos, como já expus acima, não me importo de ser Cristo, por prazer, por prazer do prazer de alguém. “Enquanto perdes tempo a pensar nisso já muita gente te passou à frente.” Pa, eu inda tou a estudar, a fotografa está a trabalhar e como tal, não tem tempo para brincar aos sites não profissionais, um webdesigner era a melhor escolha, se houver algum que um dia mais tarde precise de umas fotos de uma ***** qualquer, ou dum biscate num móvel lá em casa, ou dum tecto falso, disponha. sair do buraco? Qual buraco? Já tou cumó outro, é um capricho, quem vai a entrevistas leva-se a sí próprio e ao seu portfólio impresso, normalmente os patrões destas áreas teêm uma mente aberta, tratam-nos por tu, dizem asneiras, poêm-nos a vontade e vai-se tomar um café para continuar a conversa…parece que vivemos num mundo diferente… kwhyl
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Nafarros, Sintra | A Casa do Guarda | Manuel Graça Dias
kwhyl replied to Zemaria's topic in Arquitectura
enjoa-te a arquitectura que respeita o território? -
Nafarros, Sintra | A Casa do Guarda | Manuel Graça Dias
kwhyl replied to Zemaria's topic in Arquitectura
jag originalidade? face á mesma informação que tu eu apenas vejo uma construção contemporãnea referenciada à arquitectura vernacular, uma casa que se quer anular na paisagem, com uma cor que curiosamente, não estava à espera, o ajuda com uma cobertura em águas como qualquer casa vernacular e com uma chaminé,como qualquer casa vernacular, desta feita em duplo cromado em vez do natural pano único. originalidade? esta "maneira" de fazer já há muito que esta inventada, melhor ou pior no resultado. não deixando contudo de parecer, através do registo fotográfico uma obra porreira, de um atelier, isso sim,original -
Moura, Portugal | Edifício de Habitação e Comércio | Aires Mateus
kwhyl replied to asimplemind's topic in Arquitectura
"Acredito que se este edifício fosse projectado 10 anos depois, em planta seria igual e em alçado teria diferenças." é o B A BA da arquitectura, a lição da história. hà uma espécie de ordem repetivel, de harmonia histórica, regras imutáveis que se aprendem com a história e se usam em todos os estilos. o que muda é a linguagem, os gostos e a capacidade de fazer tecnicamente melhores alçados, (fui tão correcto, tão erudito e tão abstracto que me perdi, não disse palavra gajo, não ofendi ninguém e ensinei a borla, tudo num só topico) -
João Morgado obrigado pela ajuda. :)
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Peço desculpa pelo incómodo causado. Pensava que no mundo em que vivo não era insultuoso fazer este tipo de propostas ou troca de favores, se lhe quiserem chamar assim…claro que já trabalhei muito “à borla”, para amigos ao não…como fazer fotos de uma primeira obra de um jovem arquitecto, como fazer umas fotos de uma festa/cerimónia sem cobrar nada…para portfólio ou não…ou só por gostar de fotografar. Asimplemind quando tiveres obra construída vais convidar e pagar ao Fernando Guerra para fazer o registo fotográfico da obra? Ou vais faze-lo tu mesmo? Claro que deves ter bom equipamento para o fazer…e podemos pensar…não estarás a negar uma oportunidade a um fotografo? Porque não pedir a um amigo ou a um amigo de um amigo que seja fotografo? A verdade é que não existe uma ordem de fotógrafos…por isso qualquer um pode faze-lo…com isto não estou a fazer qualquer tipo de crítica. Tudo isto só porque o meu namorado me ouve dizer todos os dias que me dava mesmo muito jeito ter um site…sempre que procuro trabalho e preciso de enviar fotos e fotos por mail…e como devem imaginar é complicado pagar quando não nos pagam nos…mas não sabia que a troca entre pessoas da mesma idade e mesma amplitude de trabalho fosse uma ofensa para quem leu o tópico do meu namorado. Obrigado A fotografa
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Ora vamos começar Marco1 : o que quer dizer censório? “gajos”? como te tratam os teus amigos? Sr. Arquitecto? Tratam-te por você? Sua excelência? Alteza? Eu trato os meus amigo por gajo e a maior parte das vezes por meu ******* (não vai aparecer mas percebeste), trato pessoas novas que acabei de conhecer por gajo, trato o meu pai por gajo (ah, e ele não me bate) Irrita-me, para não ser ofensivo, como é que um gajo que estuda arquitectura, ou afins, pode no sec XXI achar que o termo gajo é depreciativo, fico realmente chateado Em que mundo vives? No do Salazar? Na corte do sec XII? Eu vivo no sec XXI, não sei se conheces? Domínio: Trabalhar a borlasignifica 2 coisas. Ou fazer um favor a um amigo, ou a um desconhecido que até pareça porreiro, obviamente, depois de um conhecimento prévio, que obviamente, desculpa não ter escrito, pensei que no mundo em que vivemos fosse obvio que o facto de se fazer este favor se perceba que a isto sucede uma normal troca de favores, ai desculpa, não escrevi, acho que os webdesigners do sec XXI percebiam? Os futuros arquitectos não? Asimplemind: Outro dia vi-te no café au lait, tens boa pinta, o rui disse-me quem eras, pareces um gajo urbano, moderado, pelos vistos pareces só. A minha namorada fotografa, como qualquer profissional recém formado, talvez o continue a fazer, já trabalhou muitas vezes a borla, em empregos, estágios, para amigos, amigos de amigos, solicitações deste tipo, E eu também, farto-me de ajudar, quando posso e gosto.. Tu? Não ajudas ninguém? Da próxima vez no café au lait dirijo-me a ti e discutimos isto. não, se calhar já não me apetece. Legrias: Capricho? Define por favor que eu não percebi Connecty e jvs, vocês continuam a ser as únicas duas pessoas que respeito neste fórum, mas têm aqui uma porcaria de um forum. Pouca gente tem cabeça para pensar e omitir opiniões construtivas e críticas, usam uma linguagem contraditória com aquela que é usada na época onde vivemos, falam de uma maneira “cara” e não admitem um termo corrente para se conversar. Acham-se os maiores, por saberem falar bem, sem atropelos linguísticos e pensam que com as criticas do gosto não gosto porque é plástico e materialístico chegam para se discutir arquitectura. Mas o burro sou eu, por ler e querer dar a minha opinião, e querer ensinar o pouco que sei, creio que a estupidez dos comentários de hoje ao meu pedido foi a gota de água, creio que este fórum não é para mim, e para todos aqueles que compreendem o mundo como eu o compreendo.
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deve ser uma boa sugestão, vamos ver mas o que agente quer é mesmo um gajo que saiba e tenha vontade de fazer um site, o que não deve faltar é gajos aí que até nem se importem de trabalhar a borla para ficarem com mais um exemplo para o portfólio. mas de qualquer forma, vamos mesmo ver a tua sugestão.
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precisa-se jovem designer ou arquitecto com conhecimentos de webdesign para fazer um site à borla para fotógrafa|artista plástica em começo de carreira. (contactem-me a mim, que depois será endereçado ás entidades responsáveis, ou seja, a minha namorada)
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falas mesmo das cidades nos sonhos, aqueles que temos quando dormimos ou quando estamos acordados? quando durmo, raramente me apercebo da cidade, fixo-me mais (lembro-me mais) das pessoas e do que faço, do que sinto...como daquela vez em que me deram o conjunto das tartarugas ninja em bonecos e do quão triste fiquei quando acordei e não era verdade...aos 7anos? agora, quando estou acordado a conversa é outra, e a cidade (ideal) é também outra, mas não me parece que é disso que pretendes discutir...
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há um ano ou pouco menos descobri aqui esta entrevista. outro dia lembrei-me dela, e vim rele-la. não somos contemporâneos do MEC, a nossa geração é feita por outros opinion makers e outros pensadores, mas é um homem fundamental e uma entrevista fundamental. ao escrever aqui estas 5 linhas, pretendo chamar a atenção de que temos este "achado" no nosso forum e que lhe podíamos dar mais atenção. Já leram? leiam...
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pedro sabes que na realidade eu nem me dei ao trabalho de descarregar todas as fotos deste projecto. na realidade, não gostei do pouco que vi e não quis conhecer mais, limitei-me, a criticar o que dizias, desprendido do edifício, mas criticando essa tua vertente ecológica. não acho que o legado das fachadas de vidro tenha de acabar com a era dos três r´s, nem acho que devemos partir para outro material que não o betão, principalmente numa época de re´s (reconstrução, requalificação e afins) não precisamos de construir com materiais renováveis porque o futuro não está no deitar abaixo e construir outro mas no "arranjar" e transformar o degradado e obsoleto. por isso, vou continuar a fazer o portfólio...até já
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bastante kitsh, mas porque não..
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obrigado, podias era juntar ao teu excelente e construtivo comentário mais pontuação negativa ao meu perfil. é para gajos como tu que eu escrevo, gajos que , creio, estudam arquitectura, mas que ainda não têm o pensamento e a inteligência no sítio certo para evoluírem e, consecutivamente, fazer evoluir esta coisa da arquitectura. mais uma vez, obrigado por me leres.
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pedro, vejo que és um eco-architect constróis em terra ou em palha? tenho umas amigas a fazer prova final sobre isso secalhar davas-lhes uma ajuda, boa? se for madeira acho muito bem.. agora a sério. detesto fundamentalismos, islamicos ou ecológicos claro que é necessário reduzir, mudar mentalidades, mas daí a criticares os projectos pela sua dimensão ecológica vai uma grande distância. o que fazes a todo o fabuloso high tech que se construiu? o que fazes ás belissimas torres de vidro do Mies e dos SOM, ai mas em Chicago neva, desculpa o que fazes ás fachadas de vidro que o movimento moderno nos deu como legado? ás vezes não se pode construir em palha, terra ou madeira, ás vezes temos de construir em betão e sabes que é um bocado chato viver ou trabalhar com janelinhas pequeninas
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levantei-me à 20min por isso também não é a melhor altura mas cá vai o souto, e não me apetece ir a procura da citação, diz que o sítio foi uma coisa que se inventou para o Siza e ele nunca discordou, alimentando o mito. claro que o Siza é exímio a preencher lotes urbanos vazios, e depois, claro que é normal que com tanto barulho a volta do sítio, nos leve a querer que só há uma maneira para se construir ali, como o Siza faz, para o sítio o sítio é o que tu quiseres, e quisermos chamar-lhe sítio porque nós, arquitectos, não temos muito jeito com as palavras e usamos a dos críticos. construir no deserto é muito complicado, não há um cércea para ajustar, uma medida base que se usa, uma forma de vida para continuar, uma linguagem para seguir quando te sentes perdido à procura de referência. não há uma arquitectura local, uma "cidade" para continuar ou umas arvores, umas pedras, uma geografia e uma toponímia para respeitar. há a ordem natural do nada e construir no nada não dá. é mais fácil quando no deserto há as pirâmides de gise. perante a grandiosidade da maravilha do mundo, aires mateus "enterra", escondendo o seu museu. o sítio? nada, uma referência que o ajudou ao projecto. por isso, o sítio na realidade foi o nome inventado para caracterizar um conjunto de "ajudas" ao arquitecto quando este não faz a forma pela forma, quando não acredita piamente num movimento superior de arquitectura... mas, o meu sítio, o sítio de que falava, era mais no sentido natural, recorrendo ao dicionário e ajustando-o ao sítio primeiro, natural, como diz a minha assinatura, hoje já penso de outra maneira, e agora acho que já me fiz explicar melhor, é de estar a acordar... quanto à expo, eu tenho um enorme texto em carteira que qualquer dia ponho aqui, acho que se perdeu uma excelente oportunidade para criar um sítio contemporâneo, que mais do que inventar novos modos de vida, podia perfeitamente seguir um ordem natural de cidade que nunca chegámos a ter em Portugal, mas não, o salgado recorreu ao zooning, ao shopping, á orla de lazer ao pé do rio, e uma única rua com esse verdadeiro sentido, e a um amontoado habitacional...depois falamos
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o autor de tal pensamento, e obrigado pela forma coloquial, sou eu.. o sítio são aquelas casas que se agarram à paisagem, que parece que foram feitas para lá, como a casa de chá do Siza, frase do souto moura "parece um gato deitado ao sol" na maneira como abraça as pedras. o sítio é quando se desenha um projecto vernacular, com materiais locais, técnicas locais, mão de obra local, é quando se projecta de acordo com a ordem existente com a natureza, e a arquitectura envolvente que já se tornou também ela natureza, parte de tudo aquilo a expo 98, não é um sítio, qualquer coisa virada para o mar serve, desde que bem feita um prédio urbano, no meio de um ambiente urbano... no mundo em que vivemos, em que vivemos em cidades, em expansões de cidades e não em centros históricos, em expansões e evoluções que não são mais locais, mas universais, em que o betão o vidro, o ferro, a chapa, o tijolo, o pladur, não são materiais locais mas universais, ou vá, aqui errei, materiais universais do mundo ocidental evoluído, não podemos falar em sítio desvirtuámos os sítios quando as cidades evoluíram, raramente uma área de expansão de cidade continua respeitando a anterior, a antiga, mas evoluindo segundo necessidades e não vontades, rapidamente e normalmente sem planeamento, e mesmo quando obedece a um planamento, este também, mais uma vez não é local, mas universal das cidades do mundo ocidental evoluído. por isso, neste sentido, o sítio já não existe, existe arquitectura adaptada a um lote, e a um modo de vida, mas nunca a um sítio. alonguei-me um pouco, espero que tenhas tido paciência para ler tudo...
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e "as arquitecturas são tão banais e absurdas que tanto poderiam ser aqui (Lisboa) como no Porto no Dubai, no Rio de Janeiro, na China!" não sei se já percebeste que a arquitectura adaptada ao sítio acabou no momento em que acabou o sítio. hoje, podemos fazer a arquitectura que nos apetece, desde que boa, porque já não há sitios, já não há "materiais locais", estilos "vernaculares", num mundo global, sem sítios, como o parque das nações, um sítio inventado, não podes pedir que se desenhe um prédio só para Lisboa...
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gupyna o que queres dizer com o estilo internacional já é muito antigo? 1.vão lá estuda-lo e aprendam com ele ou 2.é muito antigo e já passou, e não percebi a influencia do estilo internacional na arquitectura de hoje e acho que os projectos ultra modernos que gosto são uma inovação que nasceu do céu e das cabecinhas dos meus amigos do norte da europa. glossário: estilo internacional: nome de uma exposição nos EUA organizada por Phillip Johnson onde "inventou" quais seriam os mestres do movimento moderno que putos como nós devíamos admirar no final do sec. XX. resumindo, a arquitectura dos amigos dele, descorando gajos tipo loos ou bruno taut... movimento modero: movimento mais abrangente em pessoas e datas que se pode balizar no inicio da construção em betão e ferro e acaba no desgaste deste com a arq. de betão bruto do corbusier, pos modernismo e variantes modernas regionais.
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Porto | Grande Hotel | Roberto Cremascoli e Marta Rodrigues
kwhyl replied to JVS's topic in Arquitectura
clive, desculpa lá os portugueses. é defeito de formação, a vossa ditadura foi melhor que a nossa e em mais de 30 anos ainda não conseguimos afastar este tipo de mentalidades, nem nos jovens...nem nos jovens arquitectos, normalmente, cultos, informados, viajados, cívicos... quanto aos outros, esse grupo de arquitectos, sediado no porto, faz arquitectura portuguesa, e depois, acho que nós, jovens arquitectos, como ou não temos trabalho ou temos um futuro incerto, e talvez negativo, estamos muito preocupados com os concursos públicos e parece que não admitimos que alguém, um investidor privado, se lembre de chamar uns tipos que gosta para lhe fazerem um projecto. acho que não é nenhum problema...é?
