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Gonçalo Cardoso Dias

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  1. Honestamente não percebo o que é que este edifício tem de assim tão ofensivo. A julgar pelos comentários do JVS até parece que estaria ao nível das obras do nosso Primeiro Ministro. Gosto do facto de uma pessoa facilmente conseguir identificar a função do edifício apenas por olhar para ele. Trata-se de um equipamento com um público alvo muito alargado e criar uma imagem que se traduza igualmente a pessoas de diferentes estratos é complicado. Não acho que seja um edifício perfeito, nem que seja o supra sumo da arquitectura, contudo parece-me que respeita a imagem das clinicas CUF e tem alguns elementos interessantes.
  2. De repente veio uma imagem à minha cabeça. Imagina-te a comprar um quadro do Picasso ou do Dali, e agora imagina-te a utiliza-lo para colares uns quantos post-it para deixares recados. Ou então ainda melhor... imagina-te a pegar nesse mesmo quadro e a pintares la uma parte com a tua cor preferida porque não gostas da cor que o pintor utilizou e achas que o ficava ali mesmo bem era uma pitada de vermelho. É algo que não te passa pela cabeça fazer na realidade, pois não? (a mim não passa) Ora em arquitectura isso não é bem assim. Cada um está perfeitamente disposto a alterar o projecto que o arquitecto fez de modo a que melhor se adapte ao seu gosto, mesmo que isso lixe (algumas vezes com F) completamente todo o trabalho desenvolvido previamente pelo arquitecto. É só ver a quantidade de varandas fechadas que encontras nos nossos edifícios que tens logo uma ilustração do que te digo. Porém desengana-te numa coisa. Eu também acho que a arquitectura pode ser vista (até certo ponto) como obra de arte, especialmente quando procuras o lado estético, contudo não se encerra ai, essa é apenas uma das partes do processo da criação. Obra arquitectónica que não responda ao lado funcional não passa de uma bela escultura em ponto grande. Para mim o que interessa é encontrar uma harmonia e um equilíbrio entre a forma e a função, e repara que os arquitectos que melhor conseguem responder a esta relação são considerados como os grandes arquitectos.
  3. De repente veio uma imagem à minha cabeça. Imagina-te a comprar um quadro do Picasso ou do Dali, e agora imagina-te a utiliza-lo para colares uns quantos post-it para deixares recados. Ou então ainda melhor... imagina-te a pegar nesse mesmo quadro e a pintares la uma parte com a tua cor preferida porque não gostas da cor que o pintor utilizou e achas que o ficava ali mesmo bem era uma pitada de vermelho. É algo que não te passa pela cabeça fazer na realidade, pois não? (a mim não passa) Ora em arquitectura isso não é bem assim. Cada um está perfeitamente disposto a alterar o projecto que o arquitecto fez de modo a que melhor se adapte ao seu gosto, mesmo que isso lixe (algumas vezes com F) completamente todo o trabalho desenvolvido previamente pelo arquitecto. É só ver a quantidade de varandas fechadas que encontras nos nossos edifícios que tens logo uma ilustração do que te digo. Porém desengana-te numa coisa. Eu também acho que a arquitectura pode ser vista (até certo ponto) como obra de arte, especialmente quando procuras o lado estético, contudo não se encerra ai, essa é apenas uma das partes do processo da criação. Obra arquitectónica que não responda ao lado funcional não passa de uma bela escultura em ponto grande. Para mim o que interessa é encontrar uma harmonia e um equilíbrio entre a forma e a função, e repara que os arquitectos que melhor conseguem responder a esta relação são considerados como os grandes arquitectos.
  4. Dreamer: Pelo que estou a ver no DL isso é algo que é interpretação das câmaras com que tem lidado e pode ser facilmente interpretado de outra forma. A única parte das normas técnicas em que encontrei menção sobre a previsão de meios mecânicos a serem colocados à posteriori foi esta: Ora isto é da secção sobre os edifícios de habitação, mais concretamente dos espaços comuns e não do acesso exterior do edifício. Parece-me que as entidades camarárias que tu consultaste ao serem confrontadas com este DL ficaram sem saber o que aplicar às habitações unifamiliares (por omissão do próprio DL) e então arranjaram umas quantas regras de funcionamento dentro do espirito das normas técnicas. Tomando uma posição com qual eu até concordo e defendo (dependendo da forma como é concretizado e controlado o projecto).
  5. Dreamer: Pelo que estou a ver no DL isso é algo que é interpretação das câmaras com que tem lidado e pode ser facilmente interpretado de outra forma. A única parte das normas técnicas em que encontrei menção sobre a previsão de meios mecânicos a serem colocados à posteriori foi esta: Ora isto é da secção sobre os edifícios de habitação, mais concretamente dos espaços comuns e não do acesso exterior do edifício. Parece-me que as entidades camarárias que tu consultaste ao serem confrontadas com este DL ficaram sem saber o que aplicar às habitações unifamiliares (por omissão do próprio DL) e então arranjaram umas quantas regras de funcionamento dentro do espirito das normas técnicas. Tomando uma posição com qual eu até concordo e defendo (dependendo da forma como é concretizado e controlado o projecto).
  6. Sputnik: Enquanto que o Musico so tem de saber tocar instrumentos (e na maioria dos casos, para não dizer todos não sabem tocar todos os instrumentos, mas sim especializam-se nuns poucos, e isto so para não dizer que é so em um) e saber as regras para harmonizar os sons. Não precisa de responder a coisas como o porque de por a nota ali ou acolá, se foi por motivos estéticos ou porque a recta do arco do violino bate com a 5ª corda da guitarra da severa. No final desde que soe bem é o que interessa porque na realidade não precisa de dizer mais nada, nem de justificar mais nada em relação àquela musica. No caso do arquitecto já não é bem assim. E até percebo que assim seja. A musica tem hoje em dia um papel muito mais efémero do que a arquitectura. Enquanto que na musica se não gostamos é uma questão de mudar de rádio ou carregar num botãozinho para passar à seguinte, na arquitectura temos de viver e conviver com o que está construído e que por várias razões (normalmente) é algo com um tempo de vida muito prolongado. Ja agora um pequeno toque... quando falei em falar sem fundamentar não me referia especialmente a ti, mas tudo bem. Concordo contigo que fique tudo por aqui neste tópico, contudo, se quiseres podemos continuar a falar sobre isto em Mensagem Privada.
  7. Sputnik: Enquanto que o Musico so tem de saber tocar instrumentos (e na maioria dos casos, para não dizer todos não sabem tocar todos os instrumentos, mas sim especializam-se nuns poucos, e isto so para não dizer que é so em um) e saber as regras para harmonizar os sons. Não precisa de responder a coisas como o porque de por a nota ali ou acolá, se foi por motivos estéticos ou porque a recta do arco do violino bate com a 5ª corda da guitarra da severa. No final desde que soe bem é o que interessa porque na realidade não precisa de dizer mais nada, nem de justificar mais nada em relação àquela musica. No caso do arquitecto já não é bem assim. E até percebo que assim seja. A musica tem hoje em dia um papel muito mais efémero do que a arquitectura. Enquanto que na musica se não gostamos é uma questão de mudar de rádio ou carregar num botãozinho para passar à seguinte, na arquitectura temos de viver e conviver com o que está construído e que por várias razões (normalmente) é algo com um tempo de vida muito prolongado. Ja agora um pequeno toque... quando falei em falar sem fundamentar não me referia especialmente a ti, mas tudo bem. Concordo contigo que fique tudo por aqui neste tópico, contudo, se quiseres podemos continuar a falar sobre isto em Mensagem Privada.
  8. Conheces alguma arte que tenha de cumprir com tudo o que a arquitectura tem de cumprir? Eu não conheço. Nenhuma arte, como a musica ou como a pintura tem de responder directamente sobre as opções ali tomadas, alias vive muito das interpretações que os críticos resolvem fazer a partir delas enquanto que a arquitectura não se encerra nisso. eu enquanto arquitecto tenho de responder sobre todas as opções que tomei no projecto, desde a sua localização até ao parafuso que utilizo na porta. Até hoje nunca conheci um artista que fizesse isto, e acredita que já conheci bastantes e de grande nome na nossa praça.
  9. Conheces alguma arte que tenha de cumprir com tudo o que a arquitectura tem de cumprir? Eu não conheço. Nenhuma arte, como a musica ou como a pintura tem de responder directamente sobre as opções ali tomadas, alias vive muito das interpretações que os críticos resolvem fazer a partir delas enquanto que a arquitectura não se encerra nisso. eu enquanto arquitecto tenho de responder sobre todas as opções que tomei no projecto, desde a sua localização até ao parafuso que utilizo na porta. Até hoje nunca conheci um artista que fizesse isto, e acredita que já conheci bastantes e de grande nome na nossa praça.
  10. Não querendo entrar em discussões alheias... Pessoalmente choca-me mais a afirmação de que a arquitectura é fútil do que a arte é fútil. Primeiro: quem diz que a arquitectura é fútil ou tem grandes argumentos ou então não sabe o que diz. Neste caso, baseado no que li, a afirmação que levou a tudo isto enquadra-se na segunda hipótese. Segundo: assumir que a Arquitectura é uma arte sem reflectir muito sobre isso e sem argumentar sobre isso é em si uma barbaridade, porque é algo que ainda hoje não reúne consenso entre os próprios arquitectos. Terceiro: (e aqui já é a forma como eu encaro a arquitectura e a arte) A arquitectura não é uma arte. A arte faz parte da arquitectura, sem dúvida, contudo a arquitectura tem que abranger outros campos diferentes, tanto técnicos como científicos, como até legais. É no saber controlar esta transdisciplinaridade que se encontra o desafio da arquitectura.
  11. Não querendo entrar em discussões alheias... Pessoalmente choca-me mais a afirmação de que a arquitectura é fútil do que a arte é fútil. Primeiro: quem diz que a arquitectura é fútil ou tem grandes argumentos ou então não sabe o que diz. Neste caso, baseado no que li, a afirmação que levou a tudo isto enquadra-se na segunda hipótese. Segundo: assumir que a Arquitectura é uma arte sem reflectir muito sobre isso e sem argumentar sobre isso é em si uma barbaridade, porque é algo que ainda hoje não reúne consenso entre os próprios arquitectos. Terceiro: (e aqui já é a forma como eu encaro a arquitectura e a arte) A arquitectura não é uma arte. A arte faz parte da arquitectura, sem dúvida, contudo a arquitectura tem que abranger outros campos diferentes, tanto técnicos como científicos, como até legais. É no saber controlar esta transdisciplinaridade que se encontra o desafio da arquitectura.
  12. José F. Lino: Não querendo mesmo fazer essas instalações, então só consegue através da excepção, e tal como o Dreamer diz para isso o melhor que tem a fazer é marcar uma reunião camarária. E ver o que se desenrola a partir dai. Ark: se já está aprovado então não tens de fazer qualquer alteração, contudo quanto mais espaço de passagem poderes providenciar melhor será para todos os utilizadores.
  13. José F. Lino: Não querendo mesmo fazer essas instalações, então só consegue através da excepção, e tal como o Dreamer diz para isso o melhor que tem a fazer é marcar uma reunião camarária. E ver o que se desenrola a partir dai. Ark: se já está aprovado então não tens de fazer qualquer alteração, contudo quanto mais espaço de passagem poderes providenciar melhor será para todos os utilizadores.
  14. R|L: ai é que está o problema da figura do Presidente da República, qualquer jornalista pode colocar essa questão ao Cavaco Silva, ou a qualquer outra pessoa, e não haveria uma resposta simples e coerente. Ou é porque acham que o eleitorado se reviu mais naquele candidato, ou é porque os outros candidatos eram péssimos e aquele era o mal menor, ou então é porque os apoios a determinado partido estavam divididos, etc... Depois há aquele ligeiro problema do nosso representante máximo poder ser colocado no poder porque a sua campanha teve um apoio financeiro de grupo económico A, B ou C. Olha para o caso do aeroporto em Alcochete e vê bem o poderio dos grupos económicos que encomendaram o estudo à CIP (e, porque não dize-lo, ao LNEC). Este poderio também se aplica a um presidente da república, especialmente se este ja foi primeiro ministro e tem que defender a memória do seu trabalho enquanto primeiro ministro, como é o caso do Cavaco Silva. Com um Rei há questões que nem se colocam, muito menos essa do porque é que ele é Rei.
  15. Para mim o pior é mesmo o Remake do Planeta do Macacos... era mesmo muito desnecessário. De resto adoro os filmes do Tim Burton.
  16. Bom antes de mais acho teu tema um pouco vago. O q pode jogar contra ti na hora da avaliação... (vais ter uma defesa de tese? é q a frente de um juri um tema demasiado vago pode ser o q te trama...) De resto no teu caso começaria sempre pelos livros do João Appleton.
  17. e mesmo ao lado tens Las Folies do arq. Bernard Tschumi e La Cité des Sciences de Paris La Villette.
  18. O problema é que para se votar era preciso varias coisas entre as quais: 1) as pessoas saberem o que é uma monarquia e o que é uma república. 2) tipo de monarquia e tipo de república. 3) o papel dos nossos representantes. Pessoalmente prefiro uma monarquia (num modelo espanhol ou inglês) a uma república como a nossa.
  19. Vão haver as mesmas três listas com exactamente os mesmos nomes em cada lista. Quanto à participação não sei... gostava que também houvesse mais visibilidade.
  20. JAG : há um documentário muito bom sobre o Frank Lloyd Wright, cujo nome não tenho presente de momento, em que esse episódio estava muito bem descrito. Ao que parece ele tinha um aluno dele ao lado só para lhe afiar os lápis que ele ia precisando para executar o projecto... A vida do Frank Lloyd Wright está cheia de episódios destes... como por exemplo ele ter estado várias vezes na falência durante a altura de maior fulgor económico dos Estados Unidos e estar a fazer dinheiro aos pacotes quando os Estados Unidos estavam em alturas de depressão económica... Vale a pena conhecer a vida deste homem.
  21. Belchior no seu melhor
  22. AnaS: há um filme muito interessante chamado Zeitgeist tens aqui o video [ame="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024"]Zeitgeist[/ame] (aproveito para dizer que é oficial portanto não estou a infringir nenhuma lei de copyright). Já agora fica aqui o site oficial. É um filme dividido em 3 partes, a primeira é sobre as semelhanças entre diferentes religiões, e é no mínimo incomodativo. As outras duas partes são sobre teorias da conspiração e o 11 de setembro... portanto não tão interessante.
  23. Bom antes de mais espero que te sintas em casa aqui no arquitectura.pt e conto com a tua participação. Respondendo à pergunta que colocaste... se vives em Lx e tens média para entrar no estado eu primeiro concorria a todas as universidade de Lisboa e só depois consideraria as opções no Porto, sendo a minha primeira escolha a FAUTL.
  24. eu normalmente tb gosto, especialmente desde que tenho sobrinhos.
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