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  1. Em causa projecto de transformação do Pavilhão Rosa Mota Projecto para o Palácio de Cristal alvo de contestação 14.07.2009 - 10h17 Jorge Marmelo O projecto de transformação do Pavilhão Rosa Mota num centro de congressos, recentemente aprovado pela esmagadora maioria do executivo da Câmara do Porto, está a ser objecto de alguma contestação, considerando os opositores que o plano de intervenção põe em risco um dos mais emblemáticos espaços verdes da cidade, os Jardins do Palácio de Cristal. Num comunicado ontem divulgado, a associação ambientalista Campo Aberto alega que, ao contrário do que afirmou o arquitecto Carlos Loureiro durante a cerimónia de apresentação do projecto, a construção de um novo edifício junto à Capela de Carlos Alberto obrigará ao abate de 13 árvores. Considerando que "nada justifica a construção de um edifício para congressos com cerca de 2500 metros quadrados num dos mais extraordinários jardins de que a cidade dispõe", a Campo Aberto "apela à Câmara Municipal do Porto para que tenha um pouco de bom senso e altere o seu projecto abolindo a construção de edifícios nos Jardins do Palácio de Cristal", e apela ao Igespar para que não aprove o novo desenho daquele espaço. O projecto, recorde-se, tem que ser submetido à aprovação do Igespar uma vez que a calote modernista do Pavilhão Rosa Mota está em vias de classificação, tendo sido a sua transformação em centro de congressos concebida pelo mesmo arquitecto que há cinco décadas desenhou o Palácio dos Desportos que, desde o início da década de 1990, tem o nome da antiga campeã olímpica da maratona. Se tudo correr conforme o previsto, as obras terão início em 2010 e ficarão prontas até ao final de 2011, devendo custar cerca de 19 milhões de euros. Para além do impacte do projecto nos jardins envolventes, também o modelo de parceria público-privada que permitirá a intervenção tem sido objecto de críticas em vários blogues e fóruns de opinião. Em causa está, nomeadamente, o facto de a autarquia assumir o empréstimo de cerca de dez milhões de euros (serão ainda gastos seis milhões de fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional), entregando depois a gestão do espaço a um consórcio formado pela Associação Empresarial de Portugal, o Coliseu do Porto, a ParqueExpo e o Pavilhão Atlântico, o qual só investe três milhões de euros. Segundo a Campo Aberto, que recentemente pediu ao município esclarecimentos sobre o projecto, o projecto destrói "de forma irreversível uma parte do jardim com cinco décadas: treze árvores adultas serão derrubadas (3 sóforas e 10 ciprestes-de-leyland) e 17 outras estarão em risco de sobrevivência devido às obras (sete Cedrus deodara, um castanheiro-da-índia, um liquidâmbar, dois salgueiros, um plátano, um Pinus radiata, um acer campestre, um acer negundo e duas magnólias-de-soulange)", "transformando uma zona verde numa muralha de betão". Salientando que o projecto camarário, caracterizado como "um dislate", não poderá avançar sem uma alteração do Plano Director Municipal, o que obriga à realização de uma fase de participação pública, a Campo Aberto critica ainda a própria criação de um centro de negócios, considerando que a Exponor e o Europarque constituem oferta suficiente nesta área. "Em alternativa, e apenas se isso se justificar em termos de procura, a Campo Aberto sugere a construção de um edifício de raiz numa área deprimida que precise de uma âncora [e de] ser recuperada", lê-se no comunicado. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391671&idCanal=59
  2. Câmara de Abrantes quer Carrilho de Graça a projectar novo edifício dos Paços do Concelho O município de Abrantes quer que seja o arquitecto Carrilho de Graça a projectar o novo edifício dos Paços do Concelho tal como fez com o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte. O presidente da autarquia, Nelson de Carvalho, referiu à Lusa que “houve um contacto com resposta favorável” com o gabinete do arquitecto Carrilho da Graça, visando a execução de um estudo de requalificação do conjunto dos edifícios da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) e da antiga rodoviária, para instalação nessa zona do novo edifício dos paços do concelho. “Trata-se de um espaço contíguo ao Convento de São Domingos, cujo projecto de requalificação para instalação do futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte foi elaborado pelo mesmo arquitecto”, disse o autarca. Nelson de Carvalho acrescentou este é um projecto vasto e ambicioso e que “visa encontrar soluções de mobilidade e estacionamento” para o centro histórico, para além da requalificação de Largos e Praças que “são hoje as praças de chegada das pessoas a Abrantes”. in http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=32256&idSeccao=479&Action=noticia
  3. Lisboa Oceanário de Lisboa cresce pela mão de Pedro Campos Costa Ana Baptista 13/07/09 00:05 O grande desafio do arquitecto foi criar um espaço com uma identidade própria, mas que não chocasse com o actual edifício, já um ‘ex-libris’ de Lisboa. A partir do momento em que se convida um arquitecto para desenhar a expansão de um edifício tão emblemático e tão marcante como o Oceanário de Lisboa, existe a certeza de que esta nunca será apenas a expansão de um edifício, mas sim algo mais. O objectivo era claro: construir um novo edifício, junto ao actual e não colado a ele, com um auditório e uma sala de exposições para que o Oceanário conseguisse dar resposta aos 1,1 milhões de visitantes que recebe anualmente. Mais difícil era definir onde construir este edifício sem chocar esteticamente com as áreas envolventes e com o próprio Oceanário. "Desenhar a extensão do oceanário de Lisboa é um desafio interessante, mas sem dúvida complexo e difícil. Está-se a intervir perto de um ícone da cidade de Lisboa, um edifício com uma linguagem muito forte, desenhado pelo Peter Chermayeff, com uma vasta obra de Oceanários por todo o mundo", confessou ao Diário Económico, Pedro Campos Costa, o arquitecto responsável pelo projecto. Por isso, no que respeita à localização, optou por deixar o espaço público envolvente ao Oceanário "sem nenhum tipo de obstáculo visual, uma vez que a praça à frente do edifício existente funciona de forma eficaz e agradável", sendo "usado não só pelos visitantes do Oceanário mas também pelos cidadãos de Lisboa e turistas". Assim, em relação à estrutura e desenho do novo espaço, Pedro Campos Costa escolheu criar um edifício "que não funcione apenas como uma peça arquitectónica isolada". "Partimos destes pressupostos de forma a criar um edifício que fosse contido, que tivesse uma identidade e uma linguagem própria mas que não interferisse com o edifício existente e valorizasse as dinâmicas existentes do espaço público", explicou. Um prisma ventilado O novo edifício do Oceanário será um prisma irregular de betão prefabricado com cinco pisos, dois dos quais subterrâneos, em que a ligação ao actual edifício será feita através de uma ponte em escadaria que ligará ao ‘lobby' do Oceanário. Assim, "este novo edifício passará a funcionar como a nova entrada do Oceanário", explica Pedro Campos Costa, acrescentando que "as escadas serão um dos elementos arquitectónicos diferenciadores pela sua importância funcional e também de organização especial". Outra característica importante está nas fachadas. Todas as paredes exteriores parecem ter buracos, mas que assim permitem a criação de "um jogo de luzes que desmaterializa a massa construída". Além disso, esta solução não só tem um bom comportamento térmico, criando uma fachada dupla ventilada, como serve como filtro de ar. A ventilação passa assim a ser natural, o que permite grandes ganhos no consumo energético, tanto no arrefecimento como no aquecimento do edifício. Esta foi uma das grandes preocupações de Pedro Campos Costa: criar uma arquitectura que seja capaz de conjugar a estética com boas performances ao nível da sustentabilidade. Por isso, além deste sistema passivo, inerente à estética, o arquitecto pretende ainda implementar outros sistemas sustentáveis, como por exemplo painéis fotovoltaicos ou térmicos, que minimizem o consumo de energia do edifício. Área de exposições de 600 m2 O edifício novo terá um auditório, uma zona de restauração com área infantil, uma zona de descanso, um anfiteatro e uma área de 600 metros quadrados para exposições temporárias. O investimento é de 4,7 milhões de euros e o novo espaço está previsto abrir ao público no primeiro trimestre de 2011. in http://economico.sapo.pt/noticias/oceanario-de-lisboa-cresce-pela-mao-de-pedro-campos-costa_34344.html
  4. segunda-feira, 13 de Julho de 2009 | 14:13 Imprimir Enviar por Email Experimenta´09: Seis estudantes criam soluções para idosos Seis estudantes de Design de escolas superiores do país vão acompanhar idosos e criar soluções para os seus problemas no âmbito do projecto «Action For Age» da Bienal ExperimentaDesign´09, que decorre este ano em Lisboa. Rita Filipe e Susana António, designers responsáveis pelo projecto, apresentaram hoje, numa sessão realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, todo o conceito e as diversas fases que o «Action for Age» vai envolver até Setembro, altura da apresentação. Em declarações à Agência Lusa, Rita Filipe, professora de Design da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, explicou que esta semana irá decorrer um workshop com alunos seleccionados por várias escolas superiores do país, e que estudam actualmente Design de Comunicação e Design de Equipamento. "Em Portugal estamos muito focados na cultura material e no design de objectos, existindo ainda alguma dificuldade de pensar em serviços para a comunidade, neste caso, os idosos, que muitas vezes vivem excluídos da sociedade", observou. Após uma primeira formação com os responsáveis portugueses e ingleses, que desenvolveram originalmente o projecto em Londres, os estudantes vão fazer visitas a lares em Lisboa e à Universidade da Terceira Idade, além de acompanhar idosos nas suas saídas e rotinas diárias, como ir às compras. Com base nesta experiência, os estudantes vão em seguida criar soluções - que podem ser um serviço, um ambiente, uma peça de comunicação, um evento, uma função, ou várias destas em conjunto - para os problemas dos idosos, e que serão apresentadas e expostas a 12 de Setembro, no decurso da Bienal ExperimentaDesign. De acordo com Rita Filipe, o objectivo é sensibilizar os jovens estudantes e outros profissionais de várias áreas criativas para gerar soluções de integração social de uma população cada vez mais envelhecida, e que é frequentemente vítima de isolamento, solidão e exclusão. Originalmente, a ideia do projecto foi concebida e concretizada pela Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce no Reino Unido, sendo agora desenvolvida em Lisboa com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Experimenta. «Action for Age» é um dos projectos especiais da programação da ExperimentaDesign, um evento criado por Guta Moura Guedes, que comemora este ano uma década de existência, e que desde 2008 passou a ter lugar, alternadamente, em Amesterdão e em Lisboa. Entre 09 de Setembro e 08 de Novembro, a capital acolherá em vários espaços uma programação de exposições, debates, um ciclo de cinema, intervenções urbanas, entre outras iniciativas que envolvem criadores portugueses e estrangeiros de várias áreas. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=398881&page=3
  5. Museu da Cidade de Lisboa celebra 100 anos Gerido com uma constante vontade de «saltar para fora» das suas paredes, o Museu da Cidade de Lisboa comemora quarta-feira 100 anos na expectativa de «contaminar» a capital e deixar de ser um desconhecido entre o grande público. Criado a 15 de Julho de 1909, data da aprovação da proposta do vereador republicano Tomás Cabreira, o Museu da Cidade teve um percurso atribulado, ao longo do qual foi enriquecendo o seu espólio: arrancou nos Paços do Concelho, passou pelo Carmo e pelos palácios Galveias e Mitra e, em 1979, foi finalmente instalado no Palácio Pimenta, no Campo Grande. Ao longo da sua história, manteve como missão retratar Lisboa no passado e no presente, um objectivo a que se soma a intenção de «projectar o futuro» e ter uma crescente capacidade interventiva num território urbano, recusando ser apenas um edifício. «O Museu é feito de muitas coisas, que são uma cidade: história, passado, presente, pessoas, arquitectura, identidade, diversidade cultural», disse à Lusa a directora, Ana Cristina Leite, lamentando que, apesar de os idosos e as crianças participarem em várias actividades, a casa não seja tão visitada quanto o desejado. «O público em geral, que não está dentro destas duas 'categorias', é talvez o que falha mais e falha porque, como nos apercebemos, as pessoas não conhecem o Museu da Cidade. Há quem passe aqui à porta e, de repente, diga 'ah, isto é um museu'», contou. Segundo a responsável, a falta de interesse dos média e os limites financeiros (trata-se de um equipamento municipal) podem estar na origem do desconhecimento, mas não impedem que a equipa se empenhe em chamar a atenção dos cidadãos e pedir-lhes que «dêem algo de si». Em finais de Agosto, será lançada nas ruas a campanha «Lisboa tem histórias», que «contaminará» a capital com percursos de pessoas anónimas que fizeram a cidade, e será realizada em breve uma consulta online para o público dizer o que gostaria de ver na instituição. Além disso, o equipamento vai continuar a «saltar para fora das paredes do seu edifício», como já fez quando reuniu novos núcleos como o Museu do Teatro Romano ou se tornou, na década de 1960, pioneiro a nível de arqueologia urbana. Actualmente, está em curso um projecto de valorização da Cerca Velha e está a ser pensada a remodelação do Museu. Hoje, o primeiro século do equipamento será assinalado com um passeio às hortas do Campo Grande, jogos tradicionais, reconstituições históricas, um piquenique e outras animações entre as 10:00 e as 18:00 numa iniciativa com entrada gratuita. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=399092&page=2
  6. terça-feira, 14 de Julho de 2009 | 14:52 Arquitectura e cinema enchem programação ZdB em Julho A Galeria Zé dos Bois (ZdB) anunciou que vai acolher este mês o projecto criativo AADK (Aktuelle Architektur der Kultur), dias 20 a 24. Paralelamente, continuam as sessões de cinema no terraço. O AADK é uma plataforma em constante mutação de trabalhos criados e projectados por um grupo de artistas que partilha a mesma visão através de uma estrutura que suporta as suas próprias necessidades, mas que também mantém relações com outros criadores. A ZdB vai contar com Abraham Hurtado, Vania Rovisco, Jochen Arbeit e outros convidados, segundo o divulgado em comunicado. Este projecto vai trazer várias acções, como concertos, performances e instalações. Nos três dias anteriores às apresentações finais (20 a 22 de Julho, das 20:00 às 23:00 horas), o público poderá acompanhar o processo criativo. Dia 23, das 20:00 às 23:00, «Bridge on a Wall» estaráem destaque. Às 23:00, é apresentado o trabalho «Stupid Green». «Force Quit» é na sexta-feira, pelas 22:00. Às 23:00 é a vez de «Back Door». Entretanto, todas as quartas-feiras, a ZdBMüsique apresenta, às 22:00 horas, sessões de cinema no terraço. O programa inclui quatro documentários que gravitam em torno do tema da música. Dia 15 será exibido «Wild Combination – A Portrait of Arthur Russel», de Matt Wolf, em estreia nacional. Dia 22 é apresentado «Buscando a Reynolds», de Néstor Frenkel, em estreia na cidade de Lisboa. «The R Stevie Moore Vídeo Show», de Nuno Monteiro, é apresentado dia 29 de Julho. O preço é de 2 euros. Estão disponíveis reservas (21 343 02 05/reservas@zedosbois.org). in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=399113&page=1
  7. Para transporte dos passageiros marítimos entre Funchal e Porto Santo Terminal “abre” hoje O presidente do Governo Regional inaugura hoje o terminal de passageiros do porto do Funchal, em cerimónia que terá lugar pelas 17.00 horas. O investimento em causa pretende dar melhores condições a todos aqueles que pretendam deslocar-se por via marítima entre a Madeira e o Porto Santo. No início do mês de Agosto, será inaugurado o terminal do Porto Santo. Em conjunto, custaram 400 mil euros. O terminal de passageiros do Porto do Funchal é hoje inaugurado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, em cerimónia que terá lugar pelas 17.00 horas. A nova infra-estrutura corresponde a um importante passo no sentido da melhoria do serviço prestado aos passageiros que pretendam deslocar-se por via marítima entre a Madeira e o Porto Santo. Com efeito e após o importante investimento que foi feito em 2003 na significativa melhoria nas condições da própria viagem, através da introdução do novo Lobo Marinho, um investimento que rondou os 38 milhões de euros, tornou-se importante dotar os serviços de apoio aos passageiros em terra com igual qualidade. Ponto de venda com qualidade Com este terminal pretende-se proporcionar, por um lado, aos passageiros que pretendem adquirir a sua passagem mesmo antes do embarque, de um ponto de venda com a qualidade e capacidade que existe no principal ponto de vendas da empresa. Por outro lado, e na fase prévia ao embarque, pretende-se que o passageiro tenha um espaço protegido do sol e da chuva, o que até agora era inexistente. O projecto de arquitectura foi assinado pelo Arquitecto João Conceição e teve em consideração a necessidade de possuir características aligeiradas, uma vez que se identificou que os passageiros pretendem efectuar o embarque o mais rapidamente possível para o navio. A proximidade da água do mar sugere sensações de movimento e leveza, que estão na base do conceito da expressão arquitectónica para este terminal marítimo do Porto do Funchal. O edifício está dividido em duas áreas principais, uma administrativa e de compra e venda de bilhetes e a outra de espera e controle de embarque. Optou-se por uma estrutura em perfis normalizados de ferro, metalizados e pintados. Os revestimentos são feitos com contraplacados marítimos ou vidro com corte térmico. A nave central, configurada por peças estruturais em forma de arco, é evocativa de estruturas navais e suporta, para o exterior, um encadeamento de formas geométricas que conferem grande valorização plástica ao edifício. Empresa inaugurada a 27 de Julho O Porto do Porto Santo será também dotado de um terminal com idênticas características ao do Funchal e prevê-se a sua conclusão para o inicio do próximo mês de Agosto. No total estes dois terminais de passageiros representam um investimento global de aproximadamente 400.000 euros. Entretanto, a 27 de Julho, o presidente do Governo Regional da Madeira inaugura, pelas 18.00 horas, na freguesia de São Pedro, as novas instalações da empresa AEM (Análises Estatísticas da Madeira). Com sede à Rua das Cruzes, nº 7F, esta empresa, que tem acreditação junto da Direcção Regional de Qualificação Profissional e presta diversos serviços a organismos públicos e privados, dispõe agora de um novo serviço intitulado “formação presencial”, com vários cursos ao longo do ano. JM in http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=128458⊃=0&sdata=
  8. RECRIA O CONCEITO URBANO25/09/08, 02:48 Aires Mateus foi o arquitecto do projecto dos apartamentos do Fontana Park. A simbiose entre a era pré-industrial do quarteirão, a vila operária, uma escola e um jardim estão reflectidas no edifício que privilegia a luminosidade, o vidro temperado, o ferro, e o zinco na cobertura. Por Vítor Norinha O Fontana Park Apartamentos, localiza-se junto da praça José Fontana, em Lisboa e é um projecto diferente, urbano, para um segmento de mercado alto e sofisticado. O desenho é do arquitecto Aires Mateus que imaginou habitações com muita transparência e luz, destinada a utilizadores com "necessidade" de estarem no "coração" da cidade, mas dentro do conforto de um quarteirão que tem um jardim centenário em frente e um edifício histórico, o "Lyceu Camões", sobre o qual foi pedido classificação como património municipal, o que evitará outro tipo de utilizações. A orientação virada a Sul de um complexo de fachada envidraçada, com vistas desafogadas a partir do meio do edifício, constitui outro "plus" no conforto potenciado. O empreendimento está colado ao hotel e desenvolve-se com uma fracção por piso, com uma área média de 350 m2, várias suites e uma grande salão com saída para uma varanda que termina numa parede de vidro temperado. A estrutura construtiva do complexo explora o potencial do ferro. A estrutura arquitectónica é marcada por um pilar em ferro que une todas os pisos e nasce num dos cantos da sala que acompanha a esquina da rua. A peça é mais arquitectónica e menos técnica, mas o arquitecto quis marcar a origem industrial do espaço. Dos oito blocos de apartamentos, dois já foram colocados e os preços oscilam entre 1,1 milhões e 1,5 milhões de euros por fracção. A instrução na gestão da comercialização é exclusiva da Abacus Savills. O promotor é a Turismadeira, do empresário Joaquim Justino. PARTICULARIDADES Entrar neste edifício e detectar a inspiração do arquitecto é um desafio. O último piso é particularmente interessante, não só por ser o mais caro, mas pelas vistas abertas sobre a cidade, o castelo, e as colinas. O projecto preferiu tirar alguns m2 do salão para ganhar uma varanda desafogada, tipo um espaço de lazer típico de uma residência de férias. O espaço exterior no último piso é o prolongamento natural da sala, com uma solução arquitectónica no tecto que aumenta a visão do espaço exterior. O vidro domina mas a cobertura de zinco envelhecido revela a preocupação em "casar" a qualidade com a beleza histórica do período do ferro. Sobre este conjunto, que engloba o hotel, os apartamentos e um um condo-hotel, Francisco Aires Mateus escreveu que na base destes projectos estão três núcleos distintos "com diferentes tipos de leitura e de abordagem projectual". O espaço conhecido por Vila Almeida, antigo edifício industrial, permitiu preservar alguns elementos capazes de estabelecer uma "relação com esse legado histórico e sociológico". Foi, por isso, preservada a fachada o espaço central com a estrutura em treliça metálica e preservada uma referência à leveza da arquitectura do ferro na fachada posterior. O aumento da volumetria do edifício "foi assegurado pelo redesenho da sua cobertura, pretendendo-se a preservação do carácter unitário do edifício e optando-se pelo zinco enquanto material capaz de transmitir a ideia de leveza associada ao aço". in www.oje.pt/.../noticias/recria-o-conceito-urbano
  9. Fotografias de Lampiao2000 via www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=66717...
  10. Não é líquido que o Estádio 'arranque' em Junho Decisão de remodelação dos Barreiros por 46,5 milhões pode ser impugnada DN Madeira, 21-05-2009 Foi a 29 de Setembro de 2008 que Alberto João Jardim afirmou que o projecto de renovação do estádio dos Barreiros, porque repetia infra-estruturas que o Marítimo já possuía em Santo António, iria ser alterado. O argumento para a não duplicação de infra-estruturas era a contenção de despesas pelo que se impunha rever o projecto inicial. O problema é que o processo já estava em curso (o concurso público internacional foi aberto a 31 de Julho de 2008). Ora, embora todas as propostas a concurso tenham apresentado variantes, entendem agora os preteridos que o Clube Sport Marítimo (CSM) não pode negociar com o consórcio ganhador uma alteração ao caderno de encargos para 'poupar' no projecto. Sob pena de tal alteração ser ilegal. Aliás, quando Jardim veio a terreiro falar em alterações, o procedimento concursal deveria ter sido interrompido (anulado) para se lançar novo concurso, com novo caderno de encargos. Tudo para salvaguardar o interesse público e a igualdade dos concorrentes face a uma nova realidade. Segundo conseguimos apurar, este é um dos argumentos mais fortes que pode ser utilizado na impugnação da decisão do CSM de, com base na Comissão de Análise, adjudicar a obra à Tecnovia/Zagope' por 46,5 milhões de euros, o valor mais alto apresentado pelos cinco concorrentes. Os consórcios que se apresentaram ao concurso para a remodelação do Estádio dos Barreiros foram a 'Tecnovia/Zagope' (vencedora); a 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/FunchalBetão', a 'Somague', a 'Mota Engil' e a 'Edifer/Lena/Abrantina', esta última afastada à partida (ver destaque abaixo). A 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/FunchalBetão' terá apresentado a proposta mais baixa (31 milhões de euros). Outras duas propostas andaram na casa dos 34 e 36 milhões de euros. Anteontem, à saída da Quinta Vigia, o presidente do CSM, Carlos Pereira disse que o Marítimo está preparado para "assegurar a diferença (15 milhões) entre a verba que é dada pelo Governo (31,5) e o custo total (46,5)" e que as obras poderiam arrancar durante o mês de Junho. Consórcio excluído perde acção O consórcio 'Edifer/Lena/Abrantina', que foi excluído do concurso público internacional para a empreitada de construção do recinto desportivo 'Arena Marítimo - Madeira' perdeu a providência cautelar que deu entrada a 2 de Janeiro, no Tribunal Administrativo de Círculo do Funchal (TACF). A decisão é de 11 de Maio último, tendo os juízes do TACF decidido julgar a acção improcedente e absolvido os demandados do pedido. O pedido consistia na readmissão do consórcio ao concurso. A 'Edifer/Lena/Abrantina' contesta a decisão da comissão de análise de a excluir com base na falta de uma declaração assinada pelo representante legal da empresa 'Abrantina'. Uma formalidade essencial insanável prevista no programa do concurso, segundo a comissão. Uma simples "irregularidade", segundo o impugnante. O TACF veio agora dizer que a declaração assinada era mesmo essencial e que não bastava uma relação nominal do quadro técnico da empresa 'Abrantina' como a que foi apresentada. Segundo conseguimos apurar, o consórcio está ainda a estudar se recorre da decisão da 1.ª instância para o Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS). via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=401573 Contestada adjudicação do estádio do Marítimo DN Madeira, 02-06-2009 Há questões de ordem técnico-jurídicas que falam mais alto do que a declaração política do presidente do Governo Regional e sócio do Marítimo, segundo a qual não quer "empatas" no processo de cessão e remodelação do estádio dos Barreiros. Se, por um lado, os três consórcios preteridos na intenção de adjudicação da obra à 'Tecnovia/Zagope' estão receosos no afrontamento político, por outro, querem fazer valer as suas posições técnico-jurídicas relativamente ao concurso público internacional n.º 1/2008/CSM. Daí que pelo menos o consórcio 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/ Funchalbetão' vá avançar com uma reclamação graciosa junto da comissão de análise das propostas. O consórcio tem essa faculdade legal nos 10 dias posteriores à intenção de adjudicação, conhecida a 19 de Maio. Segundo explicou ao DIÁRIO o director de produção da AFA, eng. Martinho Caires, está a ser elaborado um documento com os argumentos técnicos e financeiros a contestar a intenção de adjudicação à proposta base vencedora (46,5 milhões). Martinho Caires disse que a proposta base do consórcio liderado pela 'AFA' era superior à vencedora (49,9 milhões) mas a variante era a mais baixa (31,5 milhões). Refira-se que se apresentaram a concurso cinco consórcios. Com a exclusão da 'Edifer/Lena/Abrantina' (que não vai recorrer da decisão de 1.ª instância que deu razão ao Marítimo) ficaram quatro e ganhou o consórcio 'Tecnovia/Zagope'. A contestação/impugnação só pode vir da 'Mota Engil', 'Somague Engenharia' ou 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/Funchalbetão'). Da parte da AFA, Martinho Caires explica que, nesta fase, não se coloca ainda a questão da impugnação em Tribunal. Estamos numa fase anterior a esse expediente. E a primeira nota vai no sentido de verificar alguma incongruência na adjudicação por 46,5 milhões quando, há algum tempo, "as entidades públicas" consideraram "exorbitantes" os valores da proposta-base. Valores que iam ao encontro do projecto megalómano inicial ao qual, por intervenção de Jardim, deveriam ser retiradas infra-estruturas já existentes (não duplicação). Por outro lado, Martinho Caires disse que estamos a falar de um diferencial de 16 milhões de euros entre a proposta variante da AFA e a que foi adjudicada. É muito dinheiro/poupança. E essa variante respeitava todas as exigências do Decreto regulamentar n.º 10/2001 (regime de instalação e funcionamento das instalações desportivas), propondo os cerca de 9 mil lugares sentados, estacionamentos e cobertura da Central e do Peão (topos abertos). Acresce, lembra, que mesmo em termos de proposta-base, a mais baixa nem era da 'Tecnovia/Zagope' mas da 'Somague'. E não deixa de fazer, como cidadão, um reparo: Se calhar o Marítimo não sabe bem o que quer, se um propalado 'estádio comercial'/projecto imobiliário se um recinto desportivo funcional e mais económico. É que são concepções e filosofias diferentes. Carlos Pereira: "A decisão está juridicamente bem sustentada " Falando à margem de uma iniciativa do Marítimo alusiva ao Dia Mundial da Criança, e mesmo sem ter conhecimento do teor da notícia da contestação à adjudicação do Estádio dos Barreiros apresentada nesta página, Carlos Pereira já admitia esse cenário como provável. "Tudo é possível", atirou numa primeira reacção, justificando-se de seguida com "as grandes dificuldades que o sector de construção atravessa devido à crise" para considerar como normal que "todas as empresas queiram ganhar aquela obra". O presidente do Marítimo mostra-se tranquilo quanto a qualquer desenvolvimento que o processo venha a ter, seja ele contestação ou providência cautelar, porque alega que a decisão tomada está "juridicamente bem sustentada". "Apadrinhámos aquele projecto porque é dele que gostamos", completou. Coisas para o Guiness... Confrontado com as declarações de Rui Alves, que em entrevista ao DIÁRIO, referiu, entre outras considerações, que a remodelação do Estádio dos Barreiros merecia ir para o Guiness, Carlos Pereira disse: "Haveria muito mais coisas que também o mereciam, mas reservo-me a falar delas numa outra oportunidade". Nessa altura, refere, "terei todo o cuidado de mencionar as obras que poderiam entrar para o Guiness, desde as estradas até à altura...". via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=401573 Marítimo - 'Somague' junta-se à contestação Passo seguinte: A comissão pronuncia-se sobre os argumentos dos reclamantes DN Madeira, 10-06-2009 Terminou ontem o prazo para que os consórcios preteridos na intenção de adjudicação da obra de remodelação do estádio dos Barreiros, por 46,9 milhões de euros, à 'Tecnovia/Zagope' reclamassem junto da comissão de análise das propostas. Segundo conseguimos apurar, depois de conhecida a intenção de reclamação por parte do consórcio 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/ Funchalbetão', soube-se ontem que também a 'Somague' reclamou da adjudicação no concurso público internacional n.º 1/2008/CSM. A contestação/impugnação só poderia vir da 'Mota Engil', 'Somague Engenharia' ou 'AFA/Concreto Plano/Tâmega/Funchalbetão'. As razões que estão na origem da reclamação apresentada pela 'Somague' não foram adiantadas ao DIÁRIO pelo responsável regional da empresa, António Mesquita. Já o director de comunicação e imagem da outra empresa preterida, a 'Mota-Engil -Engenharia e Construções', Rui Pedroto assegurou que a empresa não tencionava "reclamar ou impugnar judicialmente o acto em apreço". Mais esclareceu que a 'Mota-Engil' apresentou a este concurso apenas uma proposta-base cujo valor não foi anunciado mas que o DIÁRIO apurou que se aproximava dos 50 milhões de euros. Recorde-se que só quatro consórcios poderiam ganhar o concurso uma vez excluída na fase procedimental a 'Edifer/Lena/Abrantina'. Ganhou a 'Tecnovia/Zagope' com a proposta base apresentada a concurso. A proposta base do consórcio liderado pela 'AFA' era superior à vencedora (49,9 milhões) mas a variante era a mais baixa (31,5 milhões). E a proposta-base apresentada pela 'Somague' era ligeiramente inferior (46,2 milhões de euros) à vencedora. via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=401573 Remodelação dos Barreiros avança em duas fases Obras começam na bancada nascente e vão limitar a capacidade do estádio a metade DN Madeira, 26-06-2009 Ainda não está determinada a data para o início das obras do novo Estádio do Marítimo nos Barreiros. Mas o plano de remodelação está idealizado e até já foram efectuadas as respectivas perfurações (na pista de atletismo) necessárias para o conhecimento do terreno e consequente avanço das obras. O DIÁRIO sabe que a primeira fase de remodelação (total) do recinto compreende a bancada nascente (ex-peão) prolongando-se até à bancada lateral junto à porta principal dos Barreiros. Os bares posicionados nesse espaço já receberam inclusivamente ordens para encerrar a actividade. Após a conclusão desta primeira fase, arranca a segunda etapa das obras, que abrange a as bancadas laterais e central. Divisão que possibilita à equipa de futebol a realização dos jogos caseiros no recinto com o único condicionante da lotação ficar reduzida a metade durante o período de construção. via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=401573 VIDEOS [ame=""]YouTube - Novo Estadio dos Barrreiros[/ame] [ame=""]YouTube - Projecto do novo estádio do CS Maritimo[/ame]
  11. Pólo tecnológico vai nascer até 2013 Projecto inovador concilia investigação universitária e desporto 2009-06-21 LUÍS GARCIA Projecto inovador concilia investigação universitária e desporto Até 2013, deverá nascer em Odivelas um pólo tecnológico onde a investigação universitária se ligará ao mundo empresarial e do alto rendimento desportivo. O promotor tenciona investir 180 milhões de euros no projecto. O O'Tech - Parque de Competitividade e Tecnologia de Odivelas vai situar-se na freguesia de Famões, ocupando área de 180 mil metros quadrados, na zona de terrenos da antiga fábrica de fundição da Cometna, desactivada em 2004. Segundo José Gil Antunes, presidente da LusoCapital, empresa promotora do O'Tech, este será "o primeiro e único projecto em Portugal vocacionado para receber investigação universitária e a sua aplicabilidade prática". Por isso, 80 % do espaço total do O'Tech será ocupada por um pólo universitário com 99 mil metros quadrados e por um pólo empresarial de 72 mil. Haverá também uma componente desportiva com 28 mil metros quadrados que deverá incluir um centro de alto rendimento para modalidades que não sejam futebol, com equipamentos como uma piscina e uma pista de atletismo. Susana Amador, presidente da Câmara de Odivelas, diz que já há conversações com o Sporting, no sentido de que as actividades amadoras do clube possam transferir-se para Famões. Segundo Susana Amador, a componente desportiva do projecto é aquela que mais tem seduzido as empresas "mais inovadoras", que gostam de proporcionar actividade física aos funcionários. Será esse o caso da Ericsson, uma das que mais interesse terá demonstrado em ter lugar no O'Tech. No que toca ao pólo universitário, Instituto Superior Técnico e Universidade de Motricidade Humana são os mais interessadas, mas já houve contactos com a Universidade Lusófona. Segundo Susana Amador, o avançar do projecto dependerá muito das empresas que a LusoCapital e a Câmara de Odivelas consigam atrair . "Queremos que o projecto tenha dimensão nacional e atraia empresas ligadas à inovação e às novas tecnologias. Depois, uns vão trazendo os outros", sublinha. No âmbito do protocolo para a construção do O'Tech, assinado anteontem, a LusoCapital vai poder construir habitação numa área de cerca de 30 mil metros quadrados, na Ramada. Como contrapartida da permuta destes terrenos, a empresa vai construir e entregar à Câmara de Odivelas dois edifícios que deverão acolher os futuros centros de saúde da Ramada e de Famões. Segundo Susana Amador, a LusoCapital já fez os projectos arquitectónicos para os dois edifícios e os programas funcionais foram entregues ao município pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. A construção deverá ficar concluída em três ou quatro anos. Finalmente, segundo a autarca, o complexo será servido pelo metro ligeiro de superfície (MLS), pelo que a LusoCapital e outras empresas que se estabeleçam no pólo de Famões poderão ser parceiros do projecto. A linha de MLS, que a autarquia está a negociar com a Secretaria de Estado dos Transportes, faria a ligação da estação da Reboleira (Amadora) a Loures e custará, só no concelho de Odivelas, entre 10 a 15 milhões de euros. "Quero acreditar que no próximo mandato o MLS possa ser uma realidade", conclui. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Odivelas&Option=Interior&content_id=1268430 Odivelas - Protocolo O’TECH em Famões Publicado Por JPS - em 2009-06-17 Protocolo O’TECH em Famões 19 de Junho – 11H A Assinatura do Protocolo para a construção do O’TECH – Parque de Competitividade e Tecnologia de Odivelas, realiza-se no próximo dia 19 de Junho, às 11 horas, no Jardim 19 de Abril, em Famões. A celebração do protocolo determina formalmente o arranque do Pólo empresarial de referência metropolitana, que irá garantir a localização de serviços, um pólo universitário e actividades económicas e empresariais, além da função residencial, que vão permitir a fixação de munícipes e um número significativo de postos de trabalho. in http://odivelas.com/activenews_view.asp?articleID=5554 Via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=414106&page=3
  12. Quote: Por essa razão, a empreitada inclui ainda a construção de uma cobertura habitada para a ETAR, albergando os edifícios sede da Simtejo e de exploração da ETAR, segundo projecto de arquitectura da autoria dos arquitectos Frederico Valsassina e Aires Mateus. A intervenção «resolve o impacto que esta construção tem no vale [de Alcântara], anulando e dando continuidade à ideia de espaço natural, repondo o vale na ideia da sua forma original entre o parque de Monsanto e a futura área urbanizada a poente». http://www.portugal.gov.pt/Portal/Pr...99E11FB7F86%7D Quote: Os trabalhos são da responsabilidade do consórcio Somague/Edifer/Hidrocontrato, ao qual estão associados os gabinetes de arquitectura de Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina, que conceberam o projecto de requalificação e integração paisagística da estação, através de uma cobertura que reduzirá o impacto no vale de Alcântara e dará continuidade à ideia de espaço natural. http://dn.sapo.pt/2006/12/23/cidades...uida_2009.html Fotografias de Luis Raposo Alves via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=726692&page=2
  13. Surpreendidos e preocupados. Foi como se mostraram os moradores de Benfica que, anteontem à noite, participaram numa sessão de esclarecimento promovida pelo Bloco de Esquerda (BE) para discutir com a população o projecto imobiliário desenhado para os terrenos da antiga Fábrica Simões, na Avenida Gomes Pereira, mesmo ao lado do edifício da junta de freguesia. Sá Fernandes, vereador do BE na Câmara de Lisboa, quis ouvir a opinião dos moradores, antes da votação da alteração do Plano de Pormenor do Eixo Luz/Benfica, que deverá ser discutido pelo executivo camarário, na próxima quarta-feira, e que viabiliza este projecto privado. De acordo com o vereador, o empreendimento - que será promovido pela empresa Teixeira Duarte - prevê a construção de três conjuntos de edifícios, que variam entre quatro e oito pisos, e totalizam cerca de 500 apartamentos, onde deverão viver duas mil pessoas. Segundo Sá Fernandes, a área bruta de construção rondará os 50 mil metros quadrados, sendo que a área de implantação não chega a oito mil. Pelas contas do vereador, o empreendimento - que prevê a manutenção da fachada da fábrica - irá provocar um acréscimo de 700 automóveis numa zona já bastante congestionada ao nível do tráfego e sem que estejam previstas novas vias de circulação. "Em meu entender, este é um mau projecto para a cidade", disse, considerando que o empreendimento vai agravar a qualidade de vida da zona, carente de equipamentos e espaços públicos. Os moradores presentes na sessão (cerca de 50) mostraram-se surpreendidos e questionaram se a junta de freguesia não é chamada a pronunciar-se. Sentado na plateia, o presidente da junta, Diogo Pires, não quis comentar, alegando desconhecer o projecto. Ao JN, disse que tudo o que sabe "é o que vem nos jornais". No encontro estiveram também um representante da empresa e os donos do terreno, que não disseram uma única palavra. Uma moradora na avenida há 45 anos queixou-se do abandono da fábrica - "aquilo é um monte de lixo que está ali" - e defendeu que a zona "merece um projecto bonito, que valorize a freguesia". Sá Fernandes defende a redução da volumetria e que algum espaço se destine a equipamentos. Há muitos anos que é conhecida a intenção de urbanizar o terreno da antiga Fábrica Simões, em Benfica, tendo já sido apresentados vários projectos para o local, com diferentes volumetrias. Contudo, segundo Sá Fernandes, nada foi ainda aprovado, sendo que o actual projecto está "em apreciação". Segundo o vereador do BE, "esta urbanização tem uma história muito antiga, que remonta a 1988". No Plano de Pormenor (PP), aprovado em 1994, estava prevista uma determinada volumetria de edificação, mas com contrapartidas rodoviárias, que incluíam a construção de um túnel rodoviário sob a junta de freguesia. No plano que agora vai ser votado, essa infra-estrutura desaparece, pelo que o vereador defende que a área de edificação tem de ser revista para muito menos. Fonte: JN via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=330670
  14. terça-feira, 7 de Julho de 2009 | 19:14 Imprimir Enviar por Email Mota-Engil retirou providência a concurso de Todos-os-Santos A Mota-Engil retirou a providência cautelar com que impugnou o concurso para a construção do novo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, em regime de parceria público-privada, revela o presidente do grupo. "Achamos que era uma estratégia melhor para nós, podia implicar que a situação se complicasse. Por isso, em conjunto com os nossos advogados decidimos retirar a queixa", informa Jorge Coelho, à margem de um almoço em Lisboa organizado pelo American Club. Em Março a Mota-Engil contestou em tribunal a exclusão do consórcio que integrava na fase de pré-qualificação, que deu origem a uma short-list de concorrentes, na qual figurava a Teixeira Duarte. No consórcio da Mota-Engil entrava ainda a Soares da Costa/MSF e a Somague. Na altura o jornal Expresso noticiou que a empresa dirigida por Jorge Coelho também iria impugnar o concurso para o Hospital Central do Algarve, para o qual tinha entrado em parceria com a Ferrovial. Jorge Coelho explica hoje que o grupo nunca avançou para a impugnação do concurso do hospital algarvio. "Não tínhamos feito queixa nenhuma", disse apenas. Questionado sobre se o grupo retirou a queixa por ter em vista concursos no futuro para a construção de novos hospitais em regime de PPP, Jorge Coelho responde que "achámos internamente que era a melhor solução". Recordou porém que, por enquanto, "não há nenhum novo concurso. Quando vierem logo veremos", sublinhou. Dias depois de terem sido noticiadas as providências cautelares o Ministério da Saúde confirmou que tinham sido interpostas, mas garantiu que essa acção não teria efeitos suspensivos. A tutela esclareceu na altura que a impugnação apresentada pela Mota-Engil não implicaria o adiamento do concurso por não ter efeitos suspensivos, continuando assim todo o processo como antes. O hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, foi o primeiro concurso a ser lançado apenas para a parte da construção, e sem a componente da gestão clínica. A decisão de retirar a vertente da gestão clínica dos concursos públicos do programa das parcerias público-privadas foi anunciada pelo primeiro-ministro, num debate no Parlamento, a 19 de Maio de 2008. Na altura José Sócrates argumentou que a gestão devia ficar reservada para o Serviço Nacional de Saúde, deixando para os privados apenas a parte da construção. Além do hospital de Todos-os-Santos, também o concurso para a construção do hospital do Algarve está a decorrer. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=30&id_news=120011 Renders via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=561241
  15. Blue&Green Tróia Design Hotel já abriu A Amorim Turismo já inaugurou o seu novo projecto Blue&Green – o Tróia Design Hotel. Nesta fase, o hotel encontra-se aberto em regime de “pré-abertura”. O Tróia Design Hotel é um resort de 5 estrelas situado na magnífica península de Tróia, a uma hora do Aeroporto Internacional de Lisboa. Em frente à marina, a uns passos da praia, este hotel conta com 144 suites residenciais (apartamentos T0, T1, T2 e T3) e 61 quartos de luxo, um Spa, um Centro de Conferências, e futuramente um Casino e Centro de Espectáculos. São várias as potencialidades do Tróia Design Hotel. Espaços de lazer, animação, entretenimento, negócios, restauração, cultura e design compõem a sua oferta, que por sua vez é valorizada pela paisagem natural única envolvente: as praias de areia branca, o golfe de qualidade e actividades variadas que o destino motiva, o Oceano Atlântico, a tranquilidade do Rio Sado e a beleza da Serra da Arrábida. O projecto de arquitectura desenvolvido pelo Promontório Arquitectos aposta na renovação do hotel desenhado nos anos 60 pelo conceituado arquitecto português Conceição Silva, mantendo uma continuidade nos materiais explorados na arquitectura original, vidro, betão, cromados, cruzando-os com madeiras e lacados. Do conceito, baseado na transparência e no jogo de luz e da intervenção da Promontório Interior Design, resultam ambientes sofisticados mas sem excessos, de design contemporâneo, confortáveis e convidativos. Os quartos e apartamentos são a perfeita combinação entre conforto e alta tecnologia. Contam com uma ampla varanda, algumas das quais com jacuzzi, onde o cliente pode apreciar as vistas deslumbrantes para a marina, para o mar, para o rio ou para a serra. O uso de vidro na compartimentação dos quartos cria uma maior sensação de amplitude, dando ênfase à relação única entre os interiores do edifício e a paisagem natural. Fonte : Amorim Turismo/Revista Imobiliária via: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=369805
  16. Fotografias da obra e do local via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=618102
  17. Curiosidades - Propostas para o Terreiro do Paco. Via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=618102
  18. Fotografias de Visconde via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=208090
  19. Famalicão | Centro Social e Paroquial de Brufe Centro Social e Paroquial de Brufe terá capacidade para mais de 100 utentes 16-Abr-2008 O local acolherá, primeiramente, a população brufense, mas também poderá receber pessoas de outras freguesias. Um Lar de Idosos, um Centro de Dia, uma creche e um serviço de apoio ao domicílio serão as valências que se levantarão e para as quais a comunidade terá que contribuir com cerca de 40% das expensas totais da obra. O Centro terá capacidade para mais de cem usuários, constituindo-se, paralelamente, como um espaço de convívio. O projecto do Centro Social e Paroquial de Brufe foi apresentado no passado dia 3 de Abril na Igreja da freguesia. Na exposição do projecto, estiveram presentes o vice-presidente da Câmara Municipal, Durval Tiago Ferreira, o arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o padre da freguesia e presidente do Centro, Paulino Carvalho, e o arquitecto da obra, António Cerejeira Fontes. O edifício, constituído por três pisos, num dos quais serão disponibilizados vários quartos, acolherá uma creche para 33 utentes, um Centro de Dia para 20 utentes, um Lar de Idosos para 24 usuários e um serviço de apoio ao domicílio para 30 utentes. Terá, ainda, refeitórios, salas de estar, sala de actividades para as crianças, uma área de saúde, espaço exterior, pátio exterior semi-coberto, berçário, auditório exterior e áreas administrativas, entre outros compartimentos que completarão o vasto puzzle arquitectónico deste Centro Social. Com um custo que rondará um milhão e trezentos mil euros, compete à comunidade de S. Martinho de Brufe suportar cerca de 40% dessa quantia, ficando os restantes 60% a cargo da Segurança Social, segundo esclareceu o pároco Paulino Carvalho. A maior dificuldade na realização do projecto residiu, aliás, no financiamento desta instituição estatal. “Conseguir cumprir o preço estipulado pela Segurança Social para um equipamento deste género foi um grande desafio. O valor da comparticipação era muito baixo para a amplitude e a complexidade inerentes às várias valências do edifício, mas conseguimos, felizmente, enquadrá-lo e cumpri-lo ”, reconheceu António Cerejeira Fontes. O vice-presidente da Câmara, Durval Tiago Ferreira, garante que a autarquia vai também subsidiar parte da obra. “Não está ainda quantificado o valor que vai ser atribuído, mas é óbvio que temos a obrigação de reconhecer este projecto, que é fundamental para a qualidade de vida das pessoas de Brufe e de outras que possam ser abrangidas por ele”. Durval Ferreira destacou também a tendência para a estagnação que Brufe vinha evidenciando, enfatizando, inclusive, o decréscimo da sua população. “Isso não se deve, porém, ao dinamismo e à generosidade das pessoas da freguesia, porque conseguiram pôr este projecto em pé e agora há que recuperar tempo e caminho”, avalia ainda. “Nesse sentido esta estrutura é muito importante. Vai abranger o campo social de toda esta zona do concelho e vai certamente de encontro aos anseios da população de Brufe”, acrescenta. Na sua intervenção, felicitou o papel que a Igreja está a desempenhar e que é “fundamental para suprir muitas necessidades que o Estado, por si só, não consegue”. Paulino Carvalho rememorou, na cerimónia, toda a história inerente ao projecto, que começou a ser pensado em Janeiro de 2000. O serviço do Centro Social e Paroquial começou no ano de 2006, embora em instalações provisórias. “Prestamos apoio a idosos desta e de outras comunidades”, contou, salientando, porém, as dificuldades que obstaculizam o bom encaminhamento do trabalho, e aponta como grande responsável a crise em que o país vive. Apelou, nesse sentido, às pessoas para que, na medida do possível, procurem contribuir um pouco mais com uma verba mensal para a paróquia, argumentando que os serviços prestados serão para usufruto de todos. Para angariar os fundos da comunidade brufense, estão já previstas algumas actividades, tais como cortejos. Mas não é só, nem isso chegaria: “será preciso o empenho de cada paroquiano, de cada brufense, pelo que iremos bater à porta dos amigos, das empresas, usando todas as estratégias possíveis e imaginárias”, aclara o pároco Paulino. Realçando a qualidade do projecto, D. Jorge Ortiga enaltece, por seu lado, o papel da Igreja. “Infelizmente há muita gente que não reconhece o trabalho que ela faz neste sector”, constata, acrescentando que acredita na população de Brufe, não deixando, porém, de manifestar alguma preocupação com o futuro do Centro, não só na fase da sua construção mas também com a sua posterior manutenção. “Sendo de Brufe, desejo o melhor para estas pessoas e penso que a freguesia vai conseguir, num curto espaço de tempo, que este sonho se torne uma realidade”, contrapõe, entretanto, esperançoso. A obra terá uma arquitectura moderna e funcional. António Fontes afirmou que a sua preocupação primária foi a de fazer uma obra que servisse todos os que ali iriam conviver. Durval Tiago Ferreira definiu-a como “arrojada” e acredita que “vai marcar Brufe, certamente”. A execução do projecto já começou em Janeiro, mas apenas ao nível da “remoção de terras”, segundo Paulino Carvalho. Estão já a ser melhorados os acessos até ao local onde se levantará o Centro, mas também até ao Pavilhão Desportivo, sendo que este último integra o mesmo projecto do Centro, de uma forma mais alargada, e já está construído há cinco anos, sem nunca ter sido inaugurado. O padre Paulino lembrou, finalmente, que a conclusão do Pavilhão, que está, actualmente, em fase de licenciamento, vai ser também “um dos destinatários do fundo de maneio”. Vera Silva in http://www.cidadehoje.pt/index.php?o...647&Itemid=104 Fotografias de Miguel_Arq via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=39601854#post39601854
  20. Novos dados via http://www.skyscrapercity.com/forumdisplay.php?f=1184
  21. Chefes de Estado e de Governo de Portugal e Espanha inauguram Laboratório Ibérico de Nanotecnologia 10.07.2009 - 13h40 Lusa O Presidente da República português, Cavaco Silva, o rei Juan Carlos de Espanha, e os primeiros-ministros dos dois países, José Sócrates e José Luiz Zapatero, inauguram a 17 de Julho em Braga o Laboratório Internacional de Nanotecnologia. De acordo com uma nota emitida hoje pela Presidência da República, na cerimónia estarão igualmente presentes membros dos Governos e outras altas entidades dos dois países. No Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) - um centro de investigação internacional resultante de uma parceria entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e da Ciência e Inovação de Espanha - vão participar investigadores dos dois países e de várias outras nacionalidades, informa a mesma nota. O PIDDAC, Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, prevê para 2009 uma verba de 37 milhões de euros destinados ao financiamento do INL cuja construção começou, este ano, em Braga. O INL é um centro de investigação luso-espanhol criado pelos dois governos na Cimeira Ibérica de Évora em 2005. O laboratório, que tem um investimento anual previsto de 30 milhões de euros, resulta de um Memorando de Entendimento que os Ministérios da Educação e Ciência de Espanha assinaram em 19 de Novembro de 2005 para a criação e operação conjunta de um Instituto de Investigação e Desenvolvimento. O Instituto Ibérico de Nanotecnologias deverá ter 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, cuja primeira pedra foi lançada na XXIII Cimeira Ibérica, que se realizou nos dias 18 e 19 de Janeiro de 2008 em Braga. O objectivo é que o centro esteja concluído em 2010/2011, embora o funcionamento da primeira fase deva ocorrer já em meados de 2009. Este instituto situar-se-á junto ao Campus de Gualtar da Universidade do Minho, num terreno municipal de cinco hectares onde se encontrava o parque de diversões Bracalândia. Esta estrutura dedicar-se-á à investigação na área das nanotecnologias e possuirá várias oficinas, laboratórios, uma biblioteca, auditórios e um espaço para instalar visitantes de curta duração. Será também dotado com um centro de ciência viva para que seja mostrado à população o trabalho que lá será desenvolvido. Em 2007 foi elaborado o projecto de execução e lançado o concurso público da obra, em 2008 deu-se início à construção dos diversos edifícios, serão adquiridos equipamentos e recrutados os especialistas, de modo a que o arranque seja no ano de 2009. Na primeira fase, a Universidade do Minho cedeu um espaço no Convento dos Congregados, para o desenvolvimento do trabalho da comissão instaladora. via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=606187
  22. fotos da obra: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=39451988#post39451988
  23. Não se deve banalizar o Terreiro do Paço In Público (1/7/2009) Por Ana Vaz Milheiro e Isabel Salema «Uma praça limpa, minimamente organizada, que ganhe espaço para os peões. Não é preciso muito mais. O motivo principal para ir lá deve ser a própria praça, a relação com o rio. Tudo o resto virá por arrastamento. Luís Bruno Soares espera que as imagens que apresentou na semana passada para o desenho do Terreiro do Paço, em Lisboa, sejam as últimas. Depois das críticas ao seu estudo prévio, o projecto foi alterado em vários detalhes. Conhecido pela sua intervenção na grande escala, o urbanista foi convidado em 2007 pela Sociedade Frente Tejo para fazer o projecto de espaço público geral entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia. Ao mesmo tempo, Bruno Soares ficou também com o desenho urbano da Praça do Comércio, uma das zonas individualizadas na zona ribeirinha. Há algumas semanas, a Frente Tejo anunciou que o Campo das Cebolas e a Ribeira das Naus teriam um projecto específico, devendo em breve ser lançado o concurso público para o Campo das Cebolas. Nesta entrevista, o arquitecto diz que as pessoas que trabalham à escala urbana percebem melhor a complexidade dos problemas de um projecto como este. Explica também que as condutas e outros acontecimentos no subsolo condicionam a altura da placa central. Mas os degraus que aí desenhou não são gato escondido com rabo de fora. Bruno Soares é contra a banalização da praça e acha que não se deve fazer a revitalização do Terreiro do Paço com funções que podem estar noutro sítio. As esplanadas vão ficar fora da placa central, são só para o Verão e não vale a pena impor um limite à sua dimensão, porque não há cafés e restaurantes que consigam ocupar 5000 metros quadrados. Objectivo principal do projecto: ganhar espaço para o peão. Disse publicamente que o Terreiro do Paço tinha batido no fundo. Como é que o seu desenho vai ajudar a novos usos? Acho que quando a praça estiver limpa, minimamente organizada em termos da relação peões/automóveis, se pode ganhar muito. Na revitalização da Praça do Comércio, tenho discordado que se tenha que fazer à pressão, naquela ansiedade de criar actividades que tragam as pessoas de qualquer maneira. Seja o que for, acho que não se deve banalizar a praça. Se a praça tiver condições de as pessoas a utilizarem livremente, isso, só por si, vai ser a grande atracção do sítio. As pessoas hão-de ir àquela praça, porque é um sítio extremamente interessante. O que vão lá fazer? É um espaço contemplativo? Estávamos a falar dos usos. Isto é banal, mas estou convencido que Lisboa pode ter na Praça do Comércio a peça histórica que qualquer turista se sente obrigado a ir ver, a passar lá e a estar. Os cafés são complementares disso, obviamente que é útil estarem, mas o motivo não é o café. Hoje as pessoas já fazem isso, a Praça do Comércio já é um monumento obrigatório. É, mas não tem condições. Ganham espaço para os peões para fazer o quê? Para as pessoas passarem lá. As pessoas já passam lá. Não, as pessoas não passam lá. É possível criar condições em que o motivo principal para ir seja a própria praça, a relação com o rio, tudo o resto vem por arrastamento Aquilo devia ser uma centralidade cultural, um conjunto de espaços e equipamentos que não sejam museus. Que equipamentos? Perceber a importância histórica daquele espaço, o que é a reconstrução pombalina. Perceber, no sítio, o que foi o terramoto, o que foi a Praça do Comércio até hoje. Isso tem que se contar no sítio. Há meios, há técnicas, de explicar isso às pessoas. Aquilo sempre foi uma praça de representação e de poder. Acho que as instituições actuais do nosso sistema não deviam desaparecer completamente dali. Não a devemos banalizar. Não deviam sair os ministérios todos. Essa ideia de lugar de representação é compatível com as esplanadas e os chapéus que apareceram nos seus desenhos? Isso não é fazer do Terreiro do Paço uma sala de estar, aquilo que contesta? Não. O exemplo de uma praça que pode ser uma sala de estar é Salamanca, que está cheia de esplanadas e as famílias encontram-se aí. Não é isso. Está mais próximo disso o Rossio do que a Praça do Comércio. A praça é tão grande, que o grande erro que se fez nos últimos anos foi levar para a placa central cafezinhos, quiosques e outras coisas para juntar as pessoas. As pessoas, pelo contrário, vão tendencialmente juntar-se nas bordas - e as bordas são as arcadas. Não vejo problema em que existam toldos. Não é uma forma de banalização da imagem da praça? Não, se não for dominante. O [café] Martinho da Arcada está lá. Acho que banalizar é agarrar naquela praça e procurar fazer revitalização apenas com funções que podem ser feitas noutro sítio qualquer e que não fazem a diferenciação da praça. Agora se as funções culturais, institucionais, políticas, privadas, o que for, estiverem lá e forem dominantes, se continuar a existir uma carga de representação naquela praça, acho que aquilo convive, como já conviveu, com actividades comerciais... Falou muitas vezes de as árvores impedirem uma leitura de continuidade. Os chapéus não podem ter o mesmo efeito? Existirão limites ao uso de esplanadas no Terreiro do Paço ou os passeios laterais serão para ocupar todos com esplanadas? Não vai ser possível. Isso é um dos enganos. Cada passeio destes, com o alargamento, fica com 2500 metros quadrados. Não há esplanadas que ocupem 5000 metros quadrados. Nem vai haver cafés e restaurantes dentro dos edifícios com essa capacidade. Tenho a impressão de que a surpresa vai ser o contrário, aquilo vai ser uma mixuriquice, desculpem o termo, porque não é possível ocupar aquele espaço todo. Não vejo problema nenhum nas esplanadas. Até porque é uma coisa temporária [só estarão no Verão]. Porque é que assume o afundamento do torreão poente como pretexto para o desenho da placa central da praça, através da incorporação de desenhos? A história do afundamento do torreão poente surgiu na altura em que começaram a construir a praça, portanto é um acontecimento histórico daquela praça. Até agora, esconde-se, esbate-se... Há muitas formas de pormos a história a falar. Acha que é possível que a partir de um canto, com 60 centímetros de altura, se vá perceber que há um afundamento? Não. É preciso haver um sítio que explique as várias coisas da praça. Os projectos têm que valorar coisas. Não é irrelevante que se construa uma praça daquelas, com uma determinada cota de implantação, e depois haver uma situação que não cumpre esse objectivo. Mas é assim um assunto tão interessante para ser um tema do desenho de uma praça daquela dimensão? É uma constatação. Há algum problema, uma conduta, por exemplo, que tenha obrigado ao levantamento da praça para haver aqueles degraus no fim da plataforma central? Há duas coisas no subsolo que nos condicionam. À frente da estátua de D. José há uma caixa muito grande de válvulas que vai ser construída, ou já foi, pela SimTejo. E que nós no ano passado andámos a discutir para eles rebaixarem e o máximo que rebaixaram foi 30 cm. A caixa condiciona-nos o ponto de partida para o rio e o perfil lateral. Mas isso, pronto, consegue-se fazer. No outro sentido, mais à frente, a conduta da EPAL passa por cima dos colectores da SimTejo. Isso obriga-nos a passar uma certa cota acima da conduta da EPAL e depois descer para o Cais das Colunas. Mas eu não lhes quero mentir. Eu podia agarrar nesta cota, e estou condicionado aqui pela tal caixa, mas depois posso começar a afundar porque aquilo é tão grande... A conduta condiciona a cota da praça, mas não me obriga. É que assim os degraus têm outra explicação. Mas não é a explicação que eu quero dar [risos]. A razão para os degraus é muito enigmática e rebuscada. Parece gato escondido com rabo de fora... Se houver um parecer daqueles determinantes, "não senhor não há degraus", isto consegue resolver-se. As condutas são anteriores ao projecto que tinha que lidar com este dado. Existiu um erro de projecto nas infra-estruturas? A questão é que foi preciso compatibilizar uma série de coisas que não estavam compatibilizadas. A EPAL tinha um projecto, a SimTejo tinha outro... Para o bem ou para o mal, entrámos numa altura em que pudemos levantar algumas questões e eventualmente corrigi-las. Há uma série de instalações, cabos de comunicações militares, etc., que ninguém sabia onde estavam. Agora já se sabe. Há vários acontecimentos na placa central da praça: marcações no pavimento, degraus, rampas... Os degraus servem também para introduzir o Cais das Colunas? Esta escala mais pequena permite, sem prejuízo da unidade da praça, introduzir uma situação que revela às pessoas que se estão a aproximar de um espaço e de um elemento que acho que é o mais importante da praça - o Cais das Colunas. Foi muito importante sob vários aspectos e perdeu parte da sua importância porque perdeu a funcionalidade da relação com o rio e com o mar. Numa praça desta dimensão, não era possível solucionar os acessos a deficientes de um outro modo, sem ser a colocação das rampas junto aos degraus? Legalmente aquelas rampas nem são classificadas como tal porque têm menos de 3 por cento. Como princípio, temos que criar condições para que todos possam fazer o percurso. A Câmara Municipal de Lisboa forneceu algum programa para o projecto? A reflexão foi minha. É anterior. Havia um programa, mas não da câmara. A câmara é que decide o plano de circulação automóvel. Tudo o que é rede viária estamos a trabalhar directamente com eles. Em relação ao programa de utilização da praça, estão a passar-se outras coisas: está a ser desenvolvido pela Sociedade Frente Tejo um estudo de urbanismo comercial para utilização da parte edificada; estamos a fazer uma proposta que vamos discutir com os serviços da câmara ligados aos eventos para criar o sistema de infra-estruturas técnicas. Portanto estamos a procurar preparar a praça com algumas condições - caso dos pavimentos - para vários tipos de usos. Vamos articular com a câmara - temos articulado em termos de princípios gerais - e agora vamos acertar pormenores construtivos. Não há um programa de utilização da praça? Este projecto de intervenção tem por base um documento estratégico que foi elaborado pela Parque Expo e que dá as grandes orientações. De onde vêm as larguras das esplanadas? É proposta minha. Não havia especificações além do trânsito, alguma reflexão que a câmara ou a Parque Expo tivessem feito sobre o Terreiro do Paço? Produziu esse documento estratégico. E o que diz? O documento trata de uma zona mais alargada. Define princípios. Eles já tinham um plano de circulação que depois a câmara reformulou. Princípios de organização de espaço público... O que é que isso quer dizer? É tão vago... O documento é vago, é um documento estratégico. Quando o convidaram para fazer o Terreiro do Paço, sentiu que o que lhe era pedido era suficientemente claro? Fiz parte do Comissariado para a Baixa-Chiado nas propostas para a zona ribeirinha, aquele comissariado que foi presidido por Maria José Nogueira Pinto... A reflexão mais aprofundada que foi feita para o conjunto e para ali foi a reflexão produzida pelo Comissariado da Baixa-Chiado. Uma coisa que é importante é não isolar a Praça do Comércio do resto. Fazer-se um projecto articulado com a Ribeira das Naus e a Baixa... Quando entramos na escala do desenho isso ajuda? Ajuda. A compreensão de como é que se relaciona com a envolvente. Vai ser fundamental para o funcionamento da Praça do Comércio a relação com a Baixa, até aos Restauradores, como um grande centro de actividades que tem de se revitalizar. Toda essa zona. Mas não havia um programa especificamente para ali? Pediram-lhe que fizesse um desenho para um pavimento? Também é isso, mas não só. O projecto pedido foi um projecto de espaço público para a zona geral Cais do Sodré-Santa Apolónia e, especificamente, integrando o Terreiro do Paço. Isto implica as componentes de circulação, dos vários usos que estão previstos, e aqui o estudo comercial pode ser uma componente importante (mas só por si acho que não) e objectivamente ganhar espaço para o peão. Não acha pouco o objectivo "ganhar espaço para o peão", quando falamos numa praça deste significado? Eu entendo. Onde se avançou mais foi no âmbito do Comissariado da Baixa-Chiado. Inverter a relação de usos na praça entre carros e peões foi um dos princípios avançados. Isso é importantíssimo. Fala-se da complexidade da obra para justificar a ausência de concurso público. Esta é uma obra complexa? O principal argumento foram os prazos. A complexidade que existe é no sentido de coordenar os vários trabalhos e especialidades. Em que é que o concurso público tornava isso mais complexo? Penso que podemos estar a usar a complexidade noutro sentido. Em termos de execução não é fácil, porque é um espaço que existe e que está a funcionar. É muito diferente passar da grande escala do planeamento urbano para a pequena dimensão da praça? Trabalho nesta zona há 11 anos. A seguir ao Plano Director de Lisboa convidaram-me para acompanhar e estudar o impacto do projecto do túnel [rodoviário] do Terreiro do Paço... Entre um PROT [Plano Regional de Ordenamento do Território] e uma Praça do Comércio, acho que é diferente... Entre um projecto, como o da Frente Ribeirinha contido aqui, e dar o passo para uma intervenção do espaço público, que é também o que temos feito, acho que há uma relação muito forte. Se quiserem, mais forte que entre um projecto de arquitectura e um projecto de espaço público. Está a dizer que um urbanista tem o perfil correcto para desenhar um espaço como a Praça do Comércio. É isso? Não sou eu. Qualquer urbanista. Depende das pessoas. As pessoas que trabalham à escala urbana percebem melhor a complexidade dos problemas - um urbanista tem mais condições para trabalhar o espaço público com os seus diversos graus de complexidade. O que não significa que não existam arquitectos que também consigam. TEMAS 01.07.2009 Depois das críticas, Luís Bruno Soares alterou pormenores do projecto para o Terreiro do Paço. Entre os "ajustes" que fez, destacou a transição para o Cais das Colunas. Em geral, acha que conseguiu "melhorar" a proposta e "encontrar soluções mais ajustadas". Na fase inicial, reconhece, exageraram algumas soluções, como o desenho dos losangos que agora foi atenuado através da escolha dos materiais: "Empolámos determinados aspectos, havia uma marcação demasiadamente forte de determinadas intenções. Mesmo com as cores, marcámos demasiado as diferenças. Na relação dos mesmos materiais, atenuámos os contrastes e as diferenças de cores." Passeio central Um dos aspectos mais contestados do projecto, o desenho de um passeio entre o Arco da Rua Augusta e o Cais das Colunas no pavimento, foi eliminado. "Mudámos a questão do percurso central, que marcava com um passeio o eixo, que aparecia claramente desenhado." Escadas para o Cais das Colunas O semicírculo que completava o pavimento do Cais das Colunas também desapareceu. "Na transição para o Cais das Colunas, acho que acertámos com as mudanças, aquilo fez o encaixe." Os quatro degraus que marcavam o fim da placa central, na sua transição para o rio, foram também substituídos por dois conjuntos de dois degraus. "Mudámos o desenho e a forma de articulação da placa central com o cais. Isso foi quase como o desenvolvimento do projecto, porque tínhamos dúvidas, porque não estava resolvido em termos de escadas e de articulação. Sabíamos que aquilo ainda não estava agarrado e continuámos a trabalhar, inclusivamente na relação entre a rampa dos deficientes e as escadas. Havia remates que já sabíamos que iam criar problemas. As críticas ajudaram a perceber a sensibilidade também das pessoas e de algumas entidades." Degraus do passeio lateral Desapareceram os degraus do passeio lateral. "Aquela marcação que temos a poente, da diferença de cota para o torreão poente, estava marcada [lateralmente] na placa central mas também no passeio lateral, quando ele começa a afundar. Havia aqui também uma diferença de três degraus. Podia ser redundante." Base da estátua "A outra marcação que caiu foi a da base da estátua. Aí trabalhámos com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), que fez uma crítica pertinente. Podia parecer que estávamos a fazer um segundo pedestal. Sempre achei, durante muito anos, que a praça é muito grande em relação à dimensão da estátua. Há uma coisa que para mim estava errada no Terreiro do Paço: o perfil do pavimento é côncavo, de tal maneira que comeu um degrau à base da estátua. As galerias, em relação à modelação da praça, estão nas cotas mais baixas. A Rua do Ouro está cerca de 60 centímetros acima da galeria. Vamos fazer a inversão das pendentes na praça." Os materiais "O mármore verde da parte central desapareceu completamente. Temos lioz e terraway na placa central, cubos de granito na calçada, vidraço [calçada portuguesa] no passeio ribeirinho junto ao rio e depois [nos passeios esplanada] base lioz com riscas em pedra de tonalidade vermelha e preta. Estamos a falar de cinco a seis materiais diferentes." Terraway, material permeável "Estivemos a estudar dois tipos de pavimentos para a placa central - este terraway, que é uma gravilha em pedra de lioz - e andávamos a estudar o active soil, que é um saibro agregado que os franceses têm colocado no património. Não é terra solta, mas dá uma sensação de terreno, e tem a vantagem de ser permeável porque é poroso. São pavimentos que precisam de uma estrutura que o contenha. A malha que fizemos ajuda a conter, porque este material é aplicado sobre uma base de brita. Quando há muita chuva corre superficialmente para as calhas. Se usarmos a gravilha da mesma pedra das faixas, a diferença será só da textura." Diagonais mais finas "Procurámos inicialmente uma métrica da praça a partir das arcadas. Não se consegue métricas regulares na relação das fachadas laterais com a fachada central. Mas nós partimos da métrica das arcadas e obtivemos uma malha reticulada. No trabalho do desenho dessa métrica, a certa altura, optei por marcar as diagonais em vez de estabilizar o desenho da placa central. O desenho das diagonais em termos construtivos vai ajudar-nos a conter os pavimentos. Na fase anterior, como o pavimento era impermeável, a malha era um sistema de caleiras para escoamento da placa central. Agora, as faixas [dos losangos] diminuíram e passámos de faixas de 80 cm para faixas de 60 cm." Os novos desenhos: http://static.publico.clix.pt/docs/local/novasimagensterreiropaco/ Os desenhos anteriores: http://static.publico.clix.pt/docs/local/terreiropaco/» in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/07/nao-se-deve-banalizar-o-terreiro-do.html Manta de retalhos para a Praça do Comércio In Público (7/7/2009) João Mascarenhas Mateus «O projecto de "requalificação" da Praça do Comércio que se encontra em discussão pública apresenta particularidades de método e de conteúdo sobre os quais importa reflectir. A ideia de "requalificar", ou seja, de renovar uma praça que desde 1910 está classificada como monumento nacional constitui um erro de método. Um monumento nacional não se renova. Um monumento nacional protege-se, restaura-se, conserva--se na sua integridade física e simbólica. Naturalmente que esta atitude prevista na lei deve acolher ocasiões como as criadas pelas recentes obras de infra-estruturas do subsolo, que implicaram o levantamento de grande parte da placa central, para estudar e intervir de forma modelar. Uma oportunidade pois para conhecer a imagem consolidada da praça que importa conservar e ao mesmo tempo definir as condições técnicas especiais a exigir à intervenção de reconstituição da unidade da sua imagem. Como organismo de tutela, o Igespar deveria ter sido a primeira instituição a elaborar este estudo e a dar a conhecê-lo publicamente antes de qualquer proposta de intervenção. Um documento de base que limitaria à partida arbitrariedades de método e de estética. Ter-se-ia seguido a consulta e o concurso para o projecto de conservação. Infelizmente, a posição do Igespar, longe de ser proactiva, tem sido reactiva. Limita-se a reagir a uma única proposta de um único arquitecto e à indignação de muitos cidadãos. Uma indignação que possivelmente é extensível a muitos técnicos do Igespar que regularmente não são solicitados ou não vêem nenhuma consequência prática dos seus estudos. No conteúdo da proposta em discussão está prevista na placa central uma rede de losangos de pedra calcária que compartimentam alvéolos de brita de lioz e resina. Uma imitação asseptizada e higienicista da antiga terra batida que ali esteve durante séculos. Se a premissa de restabelecimento do verdadeiro terreiro tivesse sido imposta previamente, não estaríamos hoje a discutir losangos, ou porque não círculos, ou ainda condicionamentos de fluxos, numa lógica ultrapassada de ordem e limites. A Praça do Comércio sempre foi atravessada em todas as direcções. Um espaço onde as pessoas se deveriam sentir livres de qualquer "encarneiramento" imposto de forma mais ou menos subliminar. Com esta solução impermeabiliza-se um dos corações de Lisboa e retira-se aos lisboetas mais uma oportunidade de contacto directo com a sua terra, num espaço que deveria ser de reencontro com a sua verdadeira essência de cidade. O que diriam os franceses se lhes impermeabilizassem a terra batida da Praça Bellecour em Lyon ou o Jardim das Tuilleries, em Paris? No perímetro, prevê-se ainda reconverter com um desenho "mikado" de pedra vermelha e negra o aumento do lajedo na zona das arcadas para receber mesas e bancos corridos de esplanadas. Uma solução que recorda esteticamente o que se fez nos "paseos maritimos" de Espanha ou em qualquer parque de exposições industriais, cujas lógicas têm fins bem distintos. Pergunto-me o que é que esta solução tem a ver com a pedra calcária que caracteriza a praça que, se usada simplesmente como prolongamento dos antigos lajedos, não introduzira obstáculos novos à leitura da sua unidade. Artifícios como os propostos seriam quem sabe úteis para uma delimitação de futuras concessões de esplanadas (sobre as quais nada é revelado no projecto). E como tal têm sido abolidos em muitas praças um pouco por toda a Europa. Veja-se a do Montecitorio em Roma, a da Unità d'Italia em Trieste, a Praça do Palais Royal em Bruxelas, a de Reims, a de São Marcos em Veneza. Com corredores para automóveis em granito, que nunca fez parte da lista de materiais usados na Praça do Comércio, consegue-se plasmar para sempre o trauma da invasão dos automóveis iniciado em 1949 com a abertura da Avenida da Ribeira das Naus. Agora que se prevê um condicionamento de tráfego, poderia ser a ocasião ideal para eliminar a memória recente do asfalto, com calcário da região para reconstituição das vias calcetadas perimetrais de que se tem constância iconográfica. À lista do muito que não é abertamente explicado à população junta-se o projecto de iluminação ou o mobiliário urbano que se pretende implantar. Componentes fundamentais para julgar da sua viabilidade e do seu resultado final. A Praça do Comércio é muito mais do que uma praça do Parque Expo ou das docas de Lisboa e, como tal, a reconversão do seu valor patrimonial e cultural ao serviço de lógicas baseadas só na animação comercial e social não deveria ser permitida por se tratar de um monumento nacional. Lisboa arrisca a desmonumentalização da Praça do Comércio, utilizando-a como simples arranjo cenográfico ao serviço de uma lógica consumista de bares, esplanadas e asseptização de espaços onde muito da identidade de cidade está em risco de ser perdida. Da sua relação tradicional com o rio, com a terra, com os materiais da região, com a luz, com a sua história. Desejava-se com a classificação de monumento nacional alargado à zona da Baixa Pombalina a candidatar a Património Mundial, conseguir garantir a aplicação integrada de uma metodologia história e crítica. Não se sonhava que sobre um monumento nacional a passividade da tutela fosse tão evidente na hora de a cobrir com uma manta e com retalhos vários de métodos e de conteúdos. Coordenador técnico da candidatura da Baixa Pombalina a Património Mundial entre 2002 e 2006.» in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/07/manta-de-retalhos-para-praca-do.html Comunicado sobre o Terreiro do Paço: No seguimento dos recentes desenvolvimentos relativos ao projecto que a Sociedade Frente Tejo está a desenvolver para o Terreiro do Paço, designadamente às alterações feitas nos últimos dias e tornadas públicas em sessão de apresentação de Sábado, dia 27 de Junho, pelas 15h30, somos a comunicar o seguinte: 1. Continuamos a considerar profundamente errado todo o processo de concessão pelo Governo à Sociedade Frente Tejo de um projecto de qualificação do Terreiro do Paço, tendo em conta: • A não existência de qualquer debate público prévio sobre quais as alterações e quais as funcionalidades desejáveis para o Terreiro do Paço (edifícios e espaço público), mais a mais estando em causa um Monumento Nacional, a mais bonita e importante praça do país, símbolo do Poder, e “a” porta de entrada de Lisboa; • Que a modalidade urbanística mais adequada a uma intervenção deste tipo é a figura de Plano de Pormenor, que, paradoxalmente, já existe e está a ser finalizada pela Câmara Municipal de Lisboa -o Plano de Pormenor da Baixa Pombalina -mas que, inexplicavelmente, exclui o Terreiro do Paço, a sua peça mais valiosa, para que se “queimem etapas” (sobretudo a de concurso público) a fim de que a 5 de Outubro de 2010 se possa comemorar o Centenário da República, sem olhar a meios e a prazos legais. 2. Congratulamo-nos por finalmente, e a muito custo, a Sociedade Frente Tejo ter recuado e corrigido uma série de aberrações no designado “estudo prévio” (desapareceram o desenho tutti frutti da malha em losango desenhada para a placa central, o losango verde sob a estátua, a meia-laranja defronte ao Cais das Colunas, o corredor “curro” entre o Arco e a estátua, e, aparentemente, o areão como material principal da nova praça; foram atenuados os losangos, quanto à cor e ao debruado, os degraus diminuíram para metade, em número e em altura, diminuindo assim drasticamente o fosso entre a placa e a frente rio), fruto, não de um verdadeiro debate público ou de inspiração de última hora mas por força de uma série de críticas em público e privado, vindas dos mais variados sectores, que haveriam de transformar um “estudo prévio”, que se nos afigurava como facto consumado, em projecto. Recapitulando: [Requerimento dos “Cidadãos por Lisboa” para que o PCML convocasse a Soc. Frente Tejo a fazer o ponto de situação, o que sucedeu em reunião privada onde o Sr. Arq. Bruno Soares apresentou um “powerpoint” relativo a um “estudo prévio”, mas que não cedeu nem aos vereadores nem aos jornalistas, o mesmo acontecendo em relação aos cortes das plantas do projecto – imediatamente a seguir, foi publicado um artigo no Público com imagens do “estudo prévio” e um outro com comentários do Fórum Cidadania Lx– seguiu-se uma série de violentos pareceres contra (O.A., Comissão de Sábios da própria Frente Tejo, personalidades várias (historiadores, arquitectos, opinion makers, etc.), serviços da própria CML, IGESPAR, Assembleia Municipal de Lisboa, artigo do ex-Presidente da Soc. Frente Tejo, etc.) – seguiu-se uma reunião pública da CML em que, depois de polémico debate, o “estudo prévio” apenas foi aprovado com o voto de desempate do PCML, e porque um vereador potencialmente “não” saiu da votação – seguiu-se um período de ref lexão e, agora, a sessão de apresentação de Sábado passado.] 3. Apesar disso, e colocando Lisboa acima de toda e qualquer guerrilha político-partidária, achamos que este projecto ainda tem alguns pontos que devem ser corrigidos e, mais importante, há que esclarecer outros tantos que continuam dúbios, pelo que formulamos à Sociedade Frente Tejo, e ao Sr. Arquitecto Bruno Soares em particular, as seguintes questões que gostaríamos de ver atendidas: - Por que razão se insiste no desenho a “tinta da china” nos passeios laterais, a imitar cartas de marear que nada têm que ver com o Terreiro do Paço e que, vistas do ar, lhe darão um ar bizarro, e não se opta antes pelo desenho que já existe nos passeios agora estreitos? - Por que razão se insiste em vincar com desenho e piso diferenciado o abatimento do torreão poente quando esse abatimento é natural, passa despercebido e não é facto de que nos orgulhemos? - Por que razão se continua a insistir na solução dos degraus, introduzindo uma barreira arquitectónica, não só em termos de mobilidade como estética e visualmente, quando se poderia utilizar, tomando como certas as declarações recentes do Sr. Arquitecto Bruno Soares ao Público de 1.7.2009, de que “a conduta condiciona a cota da praça mas não me obriga”, e, noutra ocasião, que as cotas dadas à Simtejo não foram as relativas ao “estudo prévio”), partindo das cotas do Arco da Rua Augusta, uma pendente suave e chegar aos degraus do Cais das Colunas sem qualquer desnível? - Por que razão o Campo das Cebolas vai ser objecto de concurso público e as outras áreas de intervenção da Sociedade Frente Tejo não? - Por que razão fazer projectos individuais e específicos numa zona de intervenção tão ampla quanto a presente (Cais do Sodré, Ribeira das Naus, Corpo Santo, Terreiro do Paço, Campo das Cebolas, Rua do Arsenal, Rua da Alfândega e Santa Apolónia), quando o que faz sentido é que a intervenção seja tão una quanto possível e, portanto, tão mais valiosa e perene quanto maior for a harmonia encontrada a nível de desenho, materiais, pavimentos, iluminação pública e mobiliário urbano? - Que tipo de iluminação pública está prevista para a Praça? Quem fez o estudo e como foi escolhido o especialista nesta área? - Tendo sido rejeitada uma solução que incluísse a plantação de árvores de que forma se pensa aumentar o conforto da Praça, designadamente no Verão? Desejamos que as intenções da Sociedade Frente Tejo sejam que, através de uma solução de bom gosto, assente em materiais de primeira e numa intervenção simples e respeitadora da herança que é de todos, os lisboetas e o país possam ter um Terreiro do Paço digno, recuperado e motivo de orgulho nacional. Paulo Ferrero, Alexandra Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Luís Serpa, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques e Pedro Janarra in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/07/comunicado-sobre-o-terreiro-do-paco.html DEBATE PÚBLICO NA OA SOBRE O PROJECTO PARA A PRAÇA DO COMÉRCIO in "Boletim Arquitectos", ano XVII, nº 198 . «No dia 26 de Maio, no auditório da sede da OA em Lisboa,foi apresentada e discutida a proposta para a Praça do Comércio que tem vindo a ser desenvolvida pela equipa coordenada pelo arquitecto Luís Jorge Bruno Soares para a Sociedade Frente Tejo. Este debate inscreveu-se nas iniciativas que a OA-SRS tem vindo a realizar em torno de planos e projectos que se têm salientado pela polémica que suscitam ou pela sua importância pública, trazendo à casa dos arquitectos os seus autores, e permitindo, a quem assista, ouvi-los, interrogá-los e até criticá-los, recentrando a discussão disciplinarmente, mas em sessões sempre abertas ao público em geral. Neste caso tratou-se do primeiro debate público em torno deste projecto que parece revelar-se bem polémico. Em primeiro lugar, e depois de uma breve apresentação pela Presidente da Secção Regional Sul, falou o arquitecto João Biencard Cruz que se referiu à inscrição das tarefas de Bruno Soares no vasto conjunto de iniciativas da Sociedade Frente Tejo criada pelo Governo a propósito das comemorações do centenário da implantação da República. Seguiu-se Bruno Soares que começou por esclarecer que o projecto para a Praça do Comércio era parte de um muito mais alargado plano de remodelação de espaços urbanos desde a Estação de Santa Apolónia até ao Cais de Sodré. No entanto,este projecto avançou prioritário devido à complexidade inerente e às obras de saneamento e de consolidação do torreão Poente que estão a decorrer. Passando à explicação da solução a que a equipa tinha chegado, Bruno Soares traçou uma breve resenha histórica, salientando a dicotomia entre terreiro e praça,escala extraordinária em termos europeus e abertura à paisagem do estuário do Tejo. Informou que a opção foi pelo terreiro, mas reconhecendo uma possibilidade de uso mais fixo junto às arcadas. Deste modo, a proposta centra-se na definição do terreiro, com o monumento a D. José I a meio, e no alargamento dos passeios junto às arcadas, criando espaços de circulação automóvel a toda a volta, mas considerando apenas a passagem permanente na via junto ao rio e o uso quase exclusivo da via junto ao arco da Rua Augusta para transportes colectivos. Para regularizar o escoamento das águas pluviais, o terreiro seria como que uma ligeira pirâmide invertida, o que gerou a criação de alguns degraus entre o terreiro e a via junto ao rio. Reconhecendo a importância do eixo Rua Augusta/Cais das Colunas, a equipa propõe um tratamento do pavimento marcado por uma banda e um arqueamento dos degraus que conduzam os passos do transeunte directamente do arco às colunas que emergem das águas. Procurando um motivo decorativo para os pavimentos, a equipa encontrou inspiração nos traçados dos mapas antigos que combinou com os ritmos das arcadas, produzindo um padrão de losangos que lembra alguns usados na indústria têxtil. O monumento a D. José I seria também enquadrado por um losango envolvido por alguns degraus de modo a manter as cotas actuais da sua base. Outros pormenores, como a chamada de atenção para o afundamento do torreão Poente através de uma brusca alteração de cotas vencida por alguns degraus, ainda vieram a lume. Depois da apresentação de Bruno Soares abriu-se o debate. Este iniciou-se, não pelo comentário ao projecto, mas sim por diversas críticas ao facto da Sociedade Frente Tejo não ter realizado um concurso para escolher uma solução, lembrando o anterior (e único) concurso promovido pela Câmara Municipal de Lisboa em 1992 (Jornal Arquitectos 116), cujo resultado foi a não atribuição do primeiro prémio, apenas assegurando-se um segundo à proposta dos arquitectos José Adrião e Pedro Pacheco que ainda teve algum resultado construído provisório no meio do caos que a Praça tem vivido desde que se iniciaram as obras do Metropolitano em 1998. Respondendo a estas críticas, Biencard Cruz informou que a entrega do projecto a Bruno Soares tinha sido decidida pelo anterior presidente da Sociedade Frente Tejo, Dr. José Miguel Júdice, e que a sociedade pretende lançar futuramente alguns concursos. Bruno Soares também revelou que a municipalidade não o pôs a par da existência do concurso de 1992. A propósito destas críticas, a Presidente da Secção Regional Sul entendeu ser importante abrir o debate na OA sobre a encomenda pública, incluindo os concursos. Mas, finalmente, a assembleia, que enchia por completo o auditório, debruçou-se sobre o projecto de Bruno Soares,tendo-se discutido quer os elementos decorativos, a que Bruno Soares respondeu com a possibilidade da sua revisão, quer as bruscas diferenças de cotas introduzidas, obrigando a degraus e criando episódios de interrupção nunca antes existentes, contrariando o sentido de terreiro aliás salientado pelo próprio arquitecto. Nenhum dos presentes na assembleia ensaiou qualquer elogio global ao projecto, havendo consenso sobre uma drástica redução do tráfego automóvel e o alargamento dos passeios junto às arcadas, sobre o qual Bruno Soares considerou possibilitar a ocupação por esplanadas. Terminou-se o debate com a sensação da necessidade de repensar o projecto e de que um concurso público com a escolha e discussão alargada que lhe são inerentes (vejam-se os últimos episódios do Parque Meyer) teria sido um caminho muito mais frutuoso para encontrar um projecto para a mais simbólica praça do País. Michel Toussaint» Apesar do mérito da notícia, a OA não substitui o estado, nisto da discussão pública. Há que saber distinguir e esclarecer devidamente as pessoas, sobre qual a diferença entre promover debates públicos e aquilo que a legislação consagra como sendo a "Discussão Pública". Focado este aspecto, é com alguma pena que se assiste a uma certa apatia interventiva da OA no resultado das obras que envolvem estes elementos estruturantes da vida da sociedade civil, como é o caso das Praças. Fica no entanto esta notícia... Luis Marques da Silva in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/06/debate-publico-na-o-asobre-o-projecto.html
  24. O novo Museu dos coches finalmente no bom caminho Ao tomar conhecimento das deliberações da vereação da Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao projecto do novo Museu Nacional dos Coches, a Direcção da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM (Conselho Internacional dos Museus), ou ICOM Portugal, regista com agrado a recusa de emissão de parecer favorável, mesmo condicionado, e saúda especialmente a recomendação ao Governo para que “pondere as objecções levantadas por técnicos, especialistas e responsáveis de museus, quanto ao destino dos investimentos programados para as diversas unidades museológicas envolvidas”, assim como a decisão de “promover iniciativas públicas de debate em torno das intervenções anunciadas na rede pública de museus implantada na cidade de Lisboa, convidando os seus protagonistas e agentes interessados, de forma a permitir o esclarecimento e participação dos cidadãos”. Como temos expressado nos últimos meses, é nossa firme convicção que o projecto de um Novo Museu Nacional dos Coches não constitui prioridade museológica nacional, podendo pelo contrário representar uma oportunidade perdida e um autêntico “tiro no pé” para o próprio Museu que assim se pretendia beneficiar, o qual precisa de investimentos urgentes em restauro de colecções, incluindo as mais emblemáticas, e justificaria uma ampliação de instalações, mas nunca a sua transferência para outro local. Fica, pois, aberta a via para que no próximo ciclo legislativo, depois do aprofundamento desta questão com o debate público e a audição dos organismos da sociedade civil e do próprio Estado que cumpre consultar (a começar pela Secção de Museus e Conservação do Conselho Nacional de Cultura), se reconsidere toda a problemática da construção de um novo Museu Nacional, ou a reinstalação de um já existente, aproveitando para o efeito as verbas compensatórias do Casino de Lisboa. A área de Belém afigura-se constituir um excelente local para o efeito. Mas, tal como resulta da mesa-redonda “Museus de Belém – Perspectivas de Futuro”, que organizámos em 19 de Maio passado, contando com a presença de todos os directores dos museus da zona, trata-se de um território muito sensível, que deve ser objecto de um plano integrado e alargado às zonas adjacentes da Ajuda e Alcântara. A oportunidade que parecia perdida, renasce agora. Saibamos aproveitá-la, fazendo dela um caso exemplar onde se recomenda que se ensaie finalmente uma reflexão conjunta entre os poderes e interesses locais e nacionais, assim como entre o Estado e a sociedade civil, conducente ao estabelecimento de um contrato social de novo tipo, mais adulto e com maior visão de futuro. O ICOM Portugal está disponível para assumir as suas responsabilidades no contexto de um tal quadro contratual. Lisboa, em 8 de Julho de 2009 A Direcção do ICOM Portugal in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/07/o-novo-museu-dos-coches-finalmente-no.html
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