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  1. JVS

    Curiosidades

    Portas na intimidade Fomos ao cinema com o líder do CDS-PP e comprar livros num longo serão de domingo. Paulo Portas abriu-nos as portas de sua casa, em Caxias, decorada por si ao estilo minimalista. É que Portas, se não fosse político, gostaria de ser arquitecto. http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/520278
  2. Entrada Poente de Faro sofre revolução Uma nova entrada na Capital do Algarve, duas novas unidades hoteleiras e um Centro Coordenador de Transportes são os principais factores de mudança presentes no Plano de Pormenor do Sitio da Má Vontade e Pontes de Marchil (entrada poente Faro/Loulé) que foi publicamente apresentado pela Câmara Municipal de Faro. O documento, que entrou na sua fase final para aprovação, programa do ponto de vista urbanístico a organização da entrada poente de Faro, entre a zona das Pontes de Marchil e a Rotunda do Fórum, conferindo capacidade legal ao Município de Faro para intervir em toda aquela área. O Plano de Pormenor prevê a construção de duas novas unidades hoteleiras, uma das quais localizada nas antigas instalações da MSCAR, junto ao Teatro Municipal de Faro, cujo projecto está a ser efectuado pelo Arquitecto Gonçalo Byrne e a consolidação da zona comercial à entrada de Faro. Ao nível das acessibilidades o Plano projecta a construção de uma rotunda nas Pontes de Marchil permitindo uma ligação directa para o Montenegro e a futura 3.ª circular e a criação de uma passagem inferior entre as bombas de gasolina da BP e o Teatro Municipal permitindo dividir o trânsito destinado ao centro de Faro e à actual zona comercial (Fórum e Faro Shopping), assim como a edificação de um Centro Coordenador de Transportes a Sul das instalações da Volvo. O Plano de Pormenor do Sitio da Má Vontade e Pontes de Marchil permitirá ainda à Câmara Municipal intervir ao longo da actual Estrada Nacional 125, requalificando aquela entrada da Cidade, criando passeios e zonas verdes. Data: 12 de Junho de 2009 in http://www.algarvenoticias.com/noticias/artigo.php?op=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&id=1e591403ff232de0f0f139ac51d99295 d.r. Intervenção entre a Rotunda do Fórum e Pontes de Marchil12 Junho 2009 - 00h30 Faro: Concluído Plano de Pormenor do Sítio da Má Vontade e Pontes de Marchil Revolução na entrada da cidade O Plano de Pormenor do Sítio da Má Vontade e Pontes Marchil acaba de ser apresentado ao executivo da Câmara Municipal de Faro e está em fase de aprovação. O documento prevê uma autêntica revolução na entrada poente da capital algarvia. Os projectos de requalificação urbanística vão ser implantados na zona entre as Pontes de Marchil e a Rotunda do Fórum Algarve, troço da EN125 por onde entram na cidade, em média, mais de 60 mil viaturas/dia. Nas Pontes de Marchil vai surgir uma rotunda (cruzamento para o hotel IBIS), para acesso directo a Montenegro e à futura 3ª circular, recentemente adjudicada pelo primeiro-ministro no âmbito do Programa Algarve Litoral. Prevê-se que esta variante desvie mais de 20 mil viaturas/dia que agora entram na cidade, mas apenas de passagem. Está ainda prevista a construção de um túnel entre as bombas da BP (que deverão ser deslocalizadas) e o Teatro Municipal, permitindo dividir o trânsito que entra na cidade daquele cujo destino é aquela zona comercial. Será também edificado um Centro Coordenador de Transportes a sul da Volvo. Estão ainda previstas duas unidades hoteleiras, uma das quais de quatro estrelas e desenvolvida pelo arquitecto Gonçalo Byrne, para as antigas instalações da MSCAR, junto ao Teatro Municipal. O plano deve ser aprovado até ao final do ano e confere à Câmara direitos legais para intervir na requalificação. in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=5909D475-E51E-4FE4-888B-300DA0AE454A&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
  3. Comunicado da Plataforma pelo Património Cultural, emitido ontem Câmara de Lisboa "não pode" aprovar o novo Museu dos Coches, diz plataforma 06.06.2009 - 15h10 Alexandra Prado Coelho A Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) defendeu ontem, em comunicado, que a Câmara Municipal de Lisboa "não pode aprovar o novo Museu dos Coches" - um projecto que, lembra o PPCult, o presidente da autarquia, António Costa, já classificou como "desnecessário". Num texto muito crítico, a plataforma lamenta que a CML se prepare "para quebrar da pior forma o seu silêncio comprometido, fazendo aprovar [a votação está agendada para terça-feira] uma resolução do vereador Manuel Salgado, na qual se propõe 'a homologação de parecer favorável condicionado ao projecto do novo Museu dos Coches". Este parecer favorável surge depois de o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha ter alterado o projecto, retirando o silo automóvel que estava planeado para a frente ribeirinha e que foi vetado pela CML. O PPCult, cujo secretariado permanente é assegurado por Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, acusa também a CML de ter "permitido ao Estado o que a nenhum particular autorizaria", ou seja, "iniciar demolições e obras sem projectos aprovados" - numa referência às demolições já iniciadas nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército, na Avenida da Índia, onde será construído o novo Museu dos Coches. O que a plataforma defende é que, antes de tomar uma decisão, a câmara participe no debate público sobre esta questão. "Pode até acontecer que se conclua [...] que o projecto [...] é aceitável, devendo apenas ser reprogramado nos seus conteúdos, por forma a respeitar não somente as prioridades de uma política cultural e museológica nacional, como as carências de oferta que se fazem sentir em Belém". O que está em causa, segundo o PPCult, "é a coerência nas políticas culturais e a sua relação com a construção da cidade". in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385438&idCanal=14 Proposta vai ser hoje debatida na Câmara de Lisboa Helena Roseta defende consulta pública para novo Museu dos Coches 09.06.2009 - 07h41 A Câmara de Lisboa deve fazer “todas as diligências para que seja cumprido o direito à informação e à participação", defende Roseta a propósito do novo museu A vereadora e arquitecta Helena Roseta vai propor, esta tarde, em reunião da Câmara de Lisboa que o projecto do novo Museu dos Coches seja submetido a consulta pública, de modo a que sejam ouvidos os cidadãos interessados e as entidades defensoras dos interesses que possam vir a ser afectados por este projecto”. Esta posição não é subscrita pelo vereador do Urbanismo, o também arquitecto Manuel Salgado, que irá propor um “parecer favorável condicionado” à obra. Segundo Helena Roseta, eleita pelo Movimento Cidadão de Lisboa, “a Sociedade Frente Tejo S.A. não tem seguido os preceitos legais que obrigam à existência de concursos públicos para a adjudicação de projectos de obras públicas”, tendo o projecto em causa sido resultado de um ajuste directo realizado pelo Governo. “No fundo estamos perante uma contradição de fundo: ou a Sociedade Frente Tejo S.A. é uma entidade pública e então tem de se submeter ao código da contratação pública; ou a Sociedade Frente Tejo S.A. é uma empresa de direito privado e então não está isenta de licença nem de parecer vinculativo no quadro das medidas cautelares do Plano Verde”, argumenta, na proposta. Helena Roseta considera que, em qualquer dos casos, a autarquia deve fazer “todas as diligências para que seja cumprido o direito à informação e à participação, inerente ao processo de planeamento territorial em Portugal e às regras comunitárias e nacionais sobre impacto ambiental”. Segundo a vereadora, a Câmara não deve “precipitar-se a dar um qualquer parecer sobre este projecto”. “O que não se pode questionar é o inegável interesse público de submeter a um amplo debate o projecto do futuro Museu dos Coches sobre o qual nos é pedido parecer”, defende. Manuel Salgado vai propor, pelo seu lado, que a autarquia dê parecer favorável condicionado a vários aspectos. O vereador sublinha que “a obra a executar e a intervenção nos espaços exteriores devem reflectir as preocupações decorrentes das conclusões do parecer do Departamento de Protecção Civil”. Esse parecer concluiu que a área do museu apresenta vulnerabilidades ao nível de risco sísmico e de inundações. A Sociedade Frente Tejo deve também, segundo Manuel Salgado, “submeter à apreciação dos serviços municipais um projecto de obra de urbanização da rede viária, para análise das alterações a efectuar no sistema viário local”. Entre essas alterações, o vereador destaca “a necessidade de se proceder ao reperfilamento da Avenida de Brasília”, obra cuja responsabilidade de execução e custos devem ser assumidos pela Sociedade Frente Tejo. Salgado defende também que para a emissão de parecer favorável da autarquia a entidade responsável pelo museu terá de assegurar também a “manutenção e a gestão do espaço público da praça do Museu, bem como de todas as instalações pertencentes ao seu programa”. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385823&idCanal=59 Lisboa: Futuro Museu dos Coches está em zona de risco sísmico e inundações - Protecção Civil Lisboa, 08 Jun (Lusa) - O departamento de Protecção Civil da autarquia de Lisboa concluiu que o futuro Museu dos Coches está a ser construído numa zona vulnerável a sismos e inundações, de acordo com um parecer a que a Lusa teve acesso. Lusa 18:33 Segunda-feira, 8 de Jun de 2009 Lisboa, 08 Jun (Lusa) - O departamento de Protecção Civil da autarquia de Lisboa concluiu que o futuro Museu dos Coches está a ser construído numa zona vulnerável a sismos e inundações, de acordo com um parecer a que a Lusa teve acesso. A Câmara de Lisboa discute terça-feira uma proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), para que a autarquia dê "parecer favorável condicionado" ao projecto do novo Museu dos Coches. "Geologicamente, a área de implantação do Novo Museu dos Coches localiza-se sobre terrenos pertencentes ao Complexo Vulcânico de Lisboa. Parte desta unidade encontra-se no entanto recoberta por uma sequência de aluviões e aterros, que são especialmente favoráveis a fenómenos de amplificação de efeitos sísmicos", lê-se no parecer. A zona é descrita como apresentando "vulnerabilidade sísmica dos solos baixa na parte Norte da área de intervenção, e muito alta, na parte Sul, coincidente com as zonas de aterro e aluviões do Tejo". A área não integra, contudo, as "áreas críticas de risco sísmico". O Museu dos Coches ficará também instalado numa área considerada "vulnerável a situações de inundação por temporal", sendo "provável ocorrerem inundações" em caso de intensa precipitação e horas de "preia-mar". Esta vulnerabilidade resulta da conjugação de diversos factores, nomeadamente a localização sobre um "sistema húmido", o facto de ser uma "área sujeita ao efeito de maré directo", de "percurso de antigas linhas de água e locais de foz", entre outros factores. O parecer realça também que a área do novo Museu dos Coches está integrada na bacia de Alcântara, que possui uma rede de saneamento servida por "um sistema de colectores unitários que drenam simultaneamente águas domésticas e pluviais, de acordo com o princípio do escoamento com superfície livre". O departamento de Protecção Civil refere ainda que a área "constitui um ponto de passagem de inúmeros transportes rodoviários de mercadorias perigosas, difíceis de contabilizar, mas com percursos preferenciais a atravessarem as principais vias presentes na área". O novo Museu Nacional dos Coches, uma obra da Sociedade Frente Tejo concebida pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, ocupará 15.117 metros quadrados e custará 31,5 milhões de euros, um investimento pago com contrapartidas do Casino de Lisboa. A proposta do vereador do Urbanismo é a de emissão de parecer favorável condicionado. Segundo Manuel Salgado, "a obra a executar e a intervenção nos espaços exteriores devem reflectir as preocupações decorrentes das conclusões do parecer do Departamento de Protecção Civil". A Sociedade Frente Tejo deve também "submeter à apreciação dos serviços municipais um projecto de obra de urbanização da rede viária, para análise das alterações a efectuar no sistema viário local". Entre essas alterações, Salgado destaca "a necessidade de se proceder ao reperfilamento da Avenida de Brasília", cuja responsabilidade de execução e custos devem ser assumidos pela Sociedade Frente Tejo. "Os acertos aos pavimentos da praça do Museu devem ser efectuados no âmbito do projecto de especialidade de arranjos exteriores", acrescenta a proposta que determina ainda que os trabalhos arqueológicos, a realizar em obra, devem ser acompanhados pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT). Manuel Salgado faz igualmente depender a emissão de parecer favorável à entidade responsável pelo equipamento cultural assegurar a "manutenção e a gestão do espaço público da praça do Museu, bem como de todas as instalações pertencentes ao seu programa". A Sociedade Frente Tejo deve ainda "promover o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade", estabelece a proposta. ACL/SO. Lusa/Fim. in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/519777 URBANISMO Movimento de cidadania apelam ao chumbo do novo Museu dos Coches 08 | 06 | 2009 08.55H A Câmara de Lisboa vai discutir amanhã o novo Museu Nacional dos Coches, projecto envolto em polémica e que já despertou muitas críticas. Inês Santinhos Gonçalves | igoncalves@destak.pt O Fórum Cidadania Lisboa, em comunicado ao Destak, lança um apelo para que a Câmara chumbe este projecto, considerando que ele sofre de «três problemas graves»: «quebra o equilíbrio urbanístico» daquela zona, «viola a ZPE [Zona de Protecção Especial] do Palácio de Belém» e «é totalmente inadequado para albergar uma colecção de coches». O movimento de cidadãos, autor de diversas campanhas de sensibilização dos lisboetas, considera que as razões apresentadas para a construção deste novo museu «são altamente duvidosas e foram, oportunamente, objecto de pareceres negativos de quem de direito (LNEC, IPM, MNC, etc.)». Criticam ainda «a forma como foi escolhido o arquitecto brasileiro para o projecto (...) sem concurso e, aparentemente, como contrapartida por um arquitecto português ter feito obra no Brasil» e o facto da cedência do novo espaço implicar «o despejo do Museu Nacional de Arqueologia». O Fórum Cidadania Lisboa conclui que «este projecto é um desperdício de dinheiros públicos» e é «ineficaz». Museu «desnecessário» A mesma opinião tem a Plataforma pelo Património Cultural (PPCult), uma organização interassociativa que reúne várias associa-ções portuguesas ligadas ao património cultural, que defendeu que a Câmara «não pode aprovar o novo Museu dos Coches», um projecto que o próprio António Costa já classificou de «desnecessário», relembra a PPCult. Projecto âncora O novo Museu dos Coches, da autoria do arquitecto Paulo Mendes da Rocha, deve ocupar os terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia que serão transferidos, na sua maioria, para a Cordoaria Nacional. Tem sido apresentado como um projecto-âncora da requalificação da Frente Tejo de Lisboa. in http://www.destak.pt/artigos.php?art=31871 Lisboa: Cidadãos reclamam chumbo do projecto do novo Museu Nacional dos Coches Lisboa, 07 Jun (Lusa) - O movimento Cidadania Lisboa apelou hoje à autarquia para chumbar terça-feira o projecto do novo Museu Nacional dos Coches por defender que o plano "quebra o equilíbrio urbanístico" e é "totalmente inadequado" àquele tipo de equipamento. Lusa 19:20 Domingo, 7 de Jun de 2009 Lisboa, 07 Jun (Lusa) - O movimento Cidadania Lisboa apelou hoje à autarquia para chumbar terça-feira o projecto do novo Museu Nacional dos Coches por defender que o plano "quebra o equilíbrio urbanístico" e é "totalmente inadequado" àquele tipo de equipamento. Num comunicado divulgado à comunicação social, o movimento de cidadãos pede ao executivo de António Costa que, na próxima reunião camarária, dê parecer negativo ao "ineficaz" projecto governamental, uma vez que o considera "um desperdício de dinheiros públicos" e "contrário à generalidade dos especialistas. O Cidadania Lisboa estranha que o novo Museu seja uma prioridade e que a sua construção se sustente nas contrapartidas do Casino de Lisboa, quando há "museus nacionais a precisar de serem construídos de raiz" e depois dos pareces negativos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e do Instituto Português de Museus, entre outros, e do "não" da Presidência da República quanto à entrada de cavalos no espaço do actual museu. O movimento contesta o facto de a escolha do autor do projecto, o brasileiro Paulo Mendes da Rocha, ter decorrido sem concurso público e "aparentemente como contrapartida por um arquitecto português ter feito obra no Brasil". A solução final em dominó definida pelo Ministério da Cultura é também alvo de críticas: os cidadãos classificam-na como "irresponsável" e "atentória do património" por envolver a demolição das antigas Oficinas Gerais de Material de Engenharia (onde estavam as antigas cocheiras reais), o despejo do ex-Instituto Português de Arqueologia e do Museu Nacional de Arqueologia para integrá-los na Cordoaria e a ampliação do Museu da Marinha para "o resto dos Jerónimos". "O projecto quebra o equilíbrio urbanístico (estético, volumétrico e funcional) daquela zona, viola a Zona de Protecção Especial do Palácio de Belém e, pelas imagens virtuais que são do conhecimento público (pré-figurando salas 'esterilizadas' e materiais contemporâneos), é totalmente inadequado para albergar uma colecção de coches", dizem os cidadãos. O novo Museu Nacional dos Coches, a inaugurar em menos de um ano e meio, ocupará 15.117 metros quadrados e custará 31,5 milhões de euros, depois de ter sido apresentado como um projecto âncora de requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa. Na próxima terça-feira, o executivo municipal discute a homologação de "parecer de favorável condicionado" ao projecto, uma proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. ROC/ACL. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/lisboa-cidadaos-reclamam-chumbo-do-projecto-do-novo-museu-nacional-dos-coches=f519539 Coches: PS chumba suspensão, Alegre de novo contra socialistas Projecto de resolução do PCP teve votos a favor de toda a oposição. Só o BE se absteve Redacção / CP Vota 12345Resultado 12345 votos O PS chumbou, esta sexta-feira, o projecto de resolução do PCP acerca da suspensão da construção do novo Museu dos Coches. Manuel Alegre e Matilde Sousa Franco votaram novamente em sentido contrário aos socialistas, refere o Publico. PCP, PSD, CDS-PP e PEV votaram a favor e o Bloco de Esquerda absteve-se de um projecto que também aconselhava um processo de discussão pública. O deputado comunista João Oliveira considerou a decisão do Governo «desastrosa». O Governo «não conseguiu até hoje explicar a necessidade de construir um novo Museu dos Coches, muito menos justificar a construção desse museu como prioritária face a outras necessidades de investimento museológico ou cultural», diz o projecto do PCP. in http://diario.iol.pt/politica/museu-dos-coches-alegre-pcp-ps-construcao-tvi24/1069557-4072.html Matilde Sousa Franco contra novo Museu dos Coches A deputada do Partido Socialista Matilde Sousa Franco manifestou-se hoje contra a construção do novo Museu dos Coches e defendeu hoje que o Governo deveria redefinir as suas prioridades e as verbas que aplica neste âmbito «Devia haver uma política cultural profunda que não tem havido, é preciso estabelecer prioridades», disse à Lusa a deputada do PS Matilde Sousa Franco, que hoje, ao lado de Manuel Alegre, votou a favor do projecto de resolução do PCP, que recomendava a suspensão imediata da construção do novo Museu dos Coches e propunha também a abertura de um processo de discussão pública. Museóloga de profissão e antiga presidente da Associação Portuguesa de Museologia, Matilde Sousa Franco considerou que este novo Museu dos Coches «não é uma prioridade» e que o Governo devia reorientar a aplicação das verbas, como por exemplo para o Museu Nacional de Arqueologia, um dos mais visitados do país, segundo a deputada. «Prioritário seria o Museu de Arqueologia, que tem colecções importantes no contexto europeu e mesmo não tendo espaço nem muitas condições é o segundo mais visitado do país», sustentou Matilde Sousa Franco. Para a deputada do PS, este museu «justificaria largamente» um maior investimento, dado o seu «espólio extraordinariamente importante». A agência Lusa tentou, sem sucesso, contactar o deputado do PS e vice-presidente da Assembleia da República Manuel Alegre. Lusa / SOL in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=138237 PCP questiona necessidade da obra PS chumba proposta para suspender construção do novo Museu dos Coches 12.06.2009 - 13h52 Lusa O PS chumbou o projecto de resolução do PCP que recomendava a suspensão imediata da construção do novo Museu dos Coches, que contou com votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PEV e dos deputados socialistas Manuel Alegre e Matilde Sousa Franco. O projecto de resolução apresentado pelos comunistas propunha também a abertura de um processo de discussão pública sobre a construção do museu e mereceu ainda a abstenção da bancada do Bloco de Esquerda. Segundo o projecto de resolução do PCP, o Governo “não conseguiu até hoje explicar a necessidade de construir um novo Museu dos Coches, muito menos justificar a construção desse museu como prioritária face a outras necessidades de investimento museológico ou cultural”. Considerando a decisão do Governo “desastrosa”, o deputado comunista João Oliveira defendeu a suspensão “imediata” do processo de construção do novo Museu dos Coches nas instalações das antigas Oficinas Gerais do Exército, além de um processo de discussão pública sobre o projecto e as suas consequências para os museus e serviços envolvidos. Durante a discussão da proposta no Parlamento, a 4 de Junho, o deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas criticou o facto de não ter sido aberto um concurso para a obra e para a escolha do arquitecto. Também a deputada do PSD Zita Seabra criticou a construção de um novo edifício público orçado em cerca de 30 milhões de euros sem concurso público para a escolha do arquitecto. Zita Seabra considerou que a verba poderia ser utilizada em outros museus que necessitam “urgentemente” de obras de conservação e restauro. O deputado do Partido “Os Verdes” manifestou-se igualmente contra a construção de um novo museu e adiantou que o Governo ainda não explicou qual o motivo da mudança de instalação. “Só vejo uma justificação: há dinheiro, gasta-se”, realçou. Por sua vez, o deputado socialista João Serrano argumentou que “faz todo o sentido” esta nova construção. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386357&idCanal=12
  4. Arquitectura: Prémio Nacional Tektónica distingue Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico, Açores Ponta Delgada, 21 Mai (Lusa) - O Centro de Visitantes da Gruta das Torres, na ilha do Pico, Açores, venceu o Prémio Nacional Tektónica 2009, promovido pela Ordem dos Arquitectos, pela sua "postura contemporânea na cuidada atenção ao lugar". Lusa 16:59 Quinta-feira, 21 de Mai de 2009 Ponta Delgada, 21 Mai (Lusa) - O Centro de Visitantes da Gruta das Torres, na ilha do Pico, Açores, venceu o Prémio Nacional Tektónica 2009, promovido pela Ordem dos Arquitectos, pela sua "postura contemporânea na cuidada atenção ao lugar". O Centro, inaugurado em Maio de 2005, é um projecto dos arquitectos Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira, para uma obra da Secretaria Regional do Ambiente. O júri, que decidiu por unanimidade, destacou a "economia de meios utilizados", considerando que ela "reforça a condição de sustentabilidade, entendida de modo operativo e actual". "A serenidade proposta pela construção emergente prolonga à superfície o carácter poético do túnel de lava que serve e que, em última análise, a sustenta e justifica", refere a acta do júri. A Gruta das Torres, situada a uma altitude de 285 metros, no concelho da Madalena, é o maior tubo lávico do país, com uma extensão de 5.150 metros. Esta gruta, que tem actualmente um percurso visitável com cerca de 400 metros de comprimento, teve origem há cerca de 1.500 anos. O Centro de Visitantes é composto por um pequeno pátio exterior, uma sala onde se aguarda pela visita guiada à gruta e um auditório, onde é feito um pequeno 'breefing' aos visitantes, que ali também recebem o material necessário à descida, constituído por capacetes e lanternas. FR. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/arquitectura-premio-nacional-tektonica-distingue-centro-de-visitantes-da-gruta-das-torres-no-pico-acores=f516058
  5. Arquitectura: Atelier Impromptu arquitectos, do Porto, vence concurso em Inglaterra 21 de Maio de 2009, 19:26 Porto, 21 Mai (Lusa) - O atelier Impromptu arquitectos, do Porto, venceu o Concurso Internacional "Make me a Home", organizado pelo Royal Institute of British Architects (RIBA), disse hoje à Lusa fonte da Ordem dos Arquitectos (OA). O atelier premiado foi fundado em 2008, no Porto, pelos arquitectos Adriana Rosado, Tiago Branco Sampaio e Nuno Rosado, cujos currículos incluem diversas experiências profissionais, nomeadamente nos ateliers OMA, Paulo David, Sergison Bates e aNC arquitectos. O concurso, que decorreu de 26 de Setembro a 1 de Dezembro de 2008, convidava os arquitectos a projectarem uma tipologia habitacional inovadora, inserida num projecto urbano com 23 hectares na margem do rio Tees, em Stockton, no norte de Inglaterra. in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9701849.html
  6. Actualidade "Continuo a orgulhar-me da minha arquitectura ... « Actualidade « Página Inicial | "Continuo a orgulhar-me da minha arquitectura do bairro" É o 'pai' da Bela Vista. O arquitecto José Charters Monteiro, 65 anos, liderou em 1975 uma equipa de 30 especialistas (sociólogos, geógrafos e engenheiros) que construiu um bairro a pensar nos operários da Setenave. Hugo Franco 22:01 Quinta-feira, 21 de Mai de 2009 Na altura, apelidaram-no de fascista, por não ter desenhado casas mais espaçosas. 34 anos depois, José Charters Monteiro olha para a sua obra com orgulho e não se revê nas críticas de autarcas e moradores à sua arquitectura. O que sente ao ver o bairro que projectou como centro de distúrbios sociais? O problema da Bela Vista é humano e não de caliça. O bairro é uma amostra de gente socialmente desprezada há uma dezena de anos. As casas são mais do que decentes, parte da população é que não as sabe habitar. Muitas das pessoas vieram de bairros de lata, sem preparação para viver em casas e muito menos em andares acima do solo. É de lá que despejam o lixo e muitas vezes fazem até as suas necessidades fisiológicas. A população e autarcas de Setúbal criticam a arquitectura do bairro, argumentando que faz aumentar o sentimento de exclusão. Não me revejo nessas críticas. O bairro tem uma arquitectura sóbria, não estigmatizante. Ele não é de certeza a causa dos crimes. É uma arquitectura civil no melhor sentido do termo: útil e até com alguma beleza. Com uma articulação entre espaços rara em Portugal. A hierarquia dos espaços verdes, do espaço colectivo, dos espaços de circulação e dos fogos é imbatível. As pessoas põem em causa, por exemplo, as varandas sem divisórias, que impedem a privacidade. Ou a cor dos prédios (azul, amarelo e rosa), que as estigmatiza do resto da população de Setúbal. As galerias (varandas) foram pensadas para serem espaços de convívio entre a comunidade. E não foram feitas à balda: estão viradas de modo a aquecer as pessoas no Inverno e a refrescá-las no Verão. As cores também não são um problema. Se pintássemos os prédios de branco, hoje teríamos de andar de óculos escuros para não ofuscar a vista, pois é uma zona de muito sol. Sente orgulho na sua obra? Sinto, nas condições em que foram feitas na altura. Entregámos as casas em tempo recorde (um ano e meio) e a custos muito baixos. O plano foi feito com uma enorme economia de meios. O país estava falido. O primeiro edifício tinha o custo de 2600 escudos (€13) o metro quadrado. Muito baixo se compararmos com o bairro do Siza Vieira na Falagueira , que custou três vezes mais. Houve cortes de orçamento na altura? Só na dimensão dos fogos. Não no material, que é muito bom. Aliás, em trinta anos tem resistido a todos os distúrbios e nunca foi reparado. As casas são demasiado pequenas? Não. As tipologias, à época, eram do melhor que havia: 65 fogos por hectare. Numa reunião com moradores, em 1975, apelidaram-me de fascista. Queriam o quê? Ter casas com lotes brutais, com quintinhas? Tem ido ao bairro nos últimos tempos? Sim, algumas vezes. Este ano, já lá fui. E ouve as críticas das pessoas? A mim não se queixam das casas nem da arquitectura. Mas qual é o resultado possível quando se amontoam três gerações no mesmo espaço? Se vivessem um mês na casa do Dias Loureiro, ela não ficaria em melhor estado. Texto publicado na edição do Expresso de 16 de Maio de 2009 in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/515698
  7. http-~~-//www.jornaltvs.net/fotos/174/11521.JPG Começaram as obras da casa mortuária de Penamaior A Junta de Freguesia de Penamaior iniciou, na passada semana, a construção da Casa Mortuária da freguesia. Esta obra, cujo projecto de arquitectura é da autoria de um filho da terra, Arq. Valdemar Leão, visa preencher uma lacuna da freguesia. Situada junto ao cemitério de Penamaior, esta obra é para o Presidente da Junta de Freguesia, Sérgio Ferreira, "o cumprimento de mais um dos projectos que o actual executivo assumiu junto dos cidadãos da nossa terra. Trata-se de uma obra importante para a freguesia e que vai ao encontro das necessidades de Penamaior". A conclusão desta obra está prevista para o final do verão deste ano. in http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=174&id=18073&idSeccao=2519&Action=noticia
  8. Estava e estou na busca de noticias de arquitectura em Portugal e apanhei esta noticia por mero acaso. Por um momento estranhei e depois li melhor e leva-nos a pensar... e a perguntar: Como eh possivel???
  9. Escrito por Andrea Trindade s. mARTINHO DO BISPO Centro para crianças e idosos pronto em 2010 Na Rua do Progresso (cimo de Fala) foi ontem lançada a primeira pedra do edifício-sede do Centro Sócio-cultural Polivalente de S. Martinho. O acto simbólico marca o arranque de uma obra aguardada há já 11 anos, altura em que a instituição privada de solidariedade social (IPSS) foi criada, e que deverá, num futuro próximo, contribuir para minimizar a carência de respostas a crianças e idosos da freguesia. Piedade Carramanho, presidente da direcção do Centro Sócio-Cultural, recorda que a instituição foi criada, precisamente, porque os seus responsáveis detectaram a falta de respostas sociais aos muitos jovens casais que vivem na localidade e que precisam de ter onde deixar os seus filhos para ir trabalhar. Por outro lado, é sabido que as pessoas vivem hoje até mais tarde, mas precisam também de apoio, pelo que os muitos idosos da freguesia carecem de centros de dia e serviços de apoio domiciliário. Assim, o Centro Sócio-cultural Polivalente de S. Martinho terá as valências de creche (para 33 crianças dos três meses aos três anos), centro de dia (para 24 pessoas) e serviço de apoio domiciliário (para 20 utentes). «Para começar», diz a responsável do centro, lembrando que as necessidades são maiores e mais abrangentes, estendem-se, por exemplo, a um centro residencial, onde as pessoas possam ter acompanhamento 24 horas por dia. A IPSS foi fundada em 1998 e recebeu no ano passado o subsídio para a concretização da obra, em resposta a uma candidatura ao Programa Pares II. Do investimento total necessário, perto de 670 mil euros, a Segurança Social comparticipará com 256.500 euros, e mais 10 por cento pelo facto do acto de consignação ter ocorrido até fim de Abril, explica Piedade Carramanho. «Ainda fica a faltar muito», admite a presidente da direcção, adiantando que a própria instituição recorreu à banca e tem agora de lançar mão a todos os apoios possíveis. «Vamos promover alguns eventos, candidatar-nos a apoios, apelar à contribuição de empresas, entidades e à própria comunidade», refere, lembrando que já no dia 5 de Junho membros do centro sócio-cultural participarão na feira de artesanato da freguesia de S. Martinho, vendendo bordados, rendas, pinturas e outros trabalhos manuais. 10 meses de obra Piedade Carramanho diz que, dentro de oito dias, a construtora dará início à obra. «O projecto foi oferecido pela Plarq – Gabinete de Arquitectura, que também nos tem assessorado noutras questões relacionadas com a obra, bem como foi gratuitamente que um grupo de engenheiros se prontificou a tratar da parte técnica», congratula-se a responsável, notando que foi dinheiro que a instituição não teve de gastar. Prestes a concretizar o sonho de uma sede e, assim, poder começar a trabalhar, a direcção do centro agradece ainda a colaboração da Junta de Freguesia e está confiante no apoio financeiro prometido ontem por Carlos Encarnação. O presidente da Junta de Freguesia, Antonino Antunes, sublinha a carência de respostas sociais em S. Martinho, que persiste, mesmo já existindo outras instituições a trabalhar. O novo centro, diz, «vai-nos ajudar bastante, dando resposta a mais algumas das necessidades da população». À cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra assistiram ontem os representantes das entidades oficiais, o presidenta da Câmara Municipal, Carlos Encarnação, o governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, e o director distrital da Segurança Social, Mário Rui. A bênção deste acto simbólico esteve a cargo do pároco da freguesia. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1988&Itemid=135
  10. Viagem ao centro do vulcão dos Capelinhos Regional | 2009-05-25 11:01 Entre Agosto de 2008 e este mês, cerca de 12 mil visitantes visitaram este Centro de Interpretação, no Faial, uma obra emblemática que custou cerca de sete milhões de euros. Casa para investigadores é que vai ‘ficar’ na maqueta. (Com ficheiro áudio) Ir ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, é fazer uma viagem que vale a pena: no tempo, no espaço e no conhecimento;da terra em que vivemos mas, também, da história e das estórias das gentes que viveram o fenómeno que acrescentou terra à ilha do Faial e, simultaneamente, a fez perder mais de metade da sua população, rumo a terras da América que, então abriu a fronteira àqueles que perderam tecto, bens e tranquilidade. Entrar no Centro de Interpretação - projecto assinado por Nuno Lopes e candidata ao PrémioMies van der Rohe, que se tornou o prémio oficial de arquitectura da União Europeia e é actualmente um dos mais prestigiados a nível mundial-, é sentir , a aventura de, ao jeito do best seller de Júlio Verne, de uma viagem ao centro da terra. Isto porque toda a estrutura é subterrânea, para que a paisagem, justamente apelidada de lunar, fosse o menos ‘beliscada’ possível. Uma solução arquitectónica arrojada e uma obra de engenheria desafiante que, apesar de conseguida, obriga a uma manutenção permanente para, por exemplo, manter os filtros das potentes máquinas de ar condicionado livres de areias, ou evitar que os acessos sejam tomados por ‘dunas’. É-nos explicado que isso é feito semanalmente, todas as segundas-feiras, dias em que o Centro está encerrado ao público. No resto dos dias está sempre aberto, para visitadas guiadas que - completas - não se fazem em menos de duas horas e meia. Hologramas, filmes a 3D, fotografias, maquetas, minerais e peças ligadas à erupção que ocoreu há pouco mais de 50 anos (ler caixa), fazem, contudo, com que não se note o tempo a passar. E para os mais afoitos - ainda que seja necessária cautela no dois últimos lances de escada, devido à falta de apoio -, justifica-se subir os 140 degraus que dão acesso ao cimo do farol, de onde se avista toda a zona do vulcão e o oceano. Uma envolvente classificada pelo Governo Regional como Monumento Natural Regional e Zona de Protecção Especial da Rede Natura 2000 e que irá, agora, ser alvo de arranjos exteriores ao edificado. O secretário regional do Ambiente e do Mar adiantou que vai ainda ser feito “um reordenamneto do espaço e da paisagem” envolvente. Contudo, Álamo Meneses, quando questionado sobre a construção da casa de acolhimento para investigadores, prevista na maqueta que se encontra exposta no átrio do Centro de Intrepretação, disse que “já foi eliminada porque não havia nenhum interesse em colocar mais carga sobre aquele espaço e até porque desvirtuaria, de alguma maneira aquilo que se quer para o Vulcão dos Capelinhos”. Reforçou, assim, que o que está previsto “é o arranjo da zona entre aquela zona do Costado da Nau, o Porto do Comprido e aquela zona que foi coberta de areias até uma mata de faia que lá existe...” Quanto aos visitantes, cerca de 12 mil, o governante revela a sua satisfação, pelo número e pela avaliação que fazem. “Nós temos recebido grandes elogios de todas as pessoas que por ali têm passado e, alguns, especialistas vindos de todo o mundo.” Hélder Blayer/Olímpia Granada in http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/185284
  11. Câmara Municipal de Santiago do Cacém Inaugurou auditorio Antonio Chainho . Mestre comove-se com homenagem da Câmara Municipal de Santiago do Cacém . António Chainho retribui homenagem com espectáculo memorável “Temos finalmente um novo equipamento para servir a população do Município, as crianças, os jovens, a boa idade, toda a população, um equipamento ao serviço da cultura” - palavras do presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença no momento da inauguração oficial do Auditório Municipal António Chainho. O equipamento inaugurado no sábado está orçado em 1.063.464,81€.O Auditório Municipal António Chainho tem capacidade para 242 pessoas. Para além da sala de espectáculos, o edifício conta ainda na recepção com uma zona para bar/cafetaria e outra dedicada a informações e bilheteira. O equipamento tem uma arquitectura de cena bem adaptada ao espaço, feita por uma das melhores empresas do Mundo, a Tayco. O autarca acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pereira Bento, vereadores e presidentes de Junta homenageou o guitarrista António Chainho, natural de São Francisco da Serra, uma das freguesias de Santiago do Cacém, referindo que “o Mestre António Chainho é um homem humilde com uma arte reconhecida em Portugal e no estrangeiro, um filho da terra que a autarquia decidiu homenagear dando o seu nome a este auditório por entender que é em vida que se homenageiam os artistas”. António Chainho, acompanhado pela família sublinhou, emocionado, que nunca pensou que pudesse acontecer na sua vida um momento tão importante, até porque destacou “acho que na minha vida profissional já fiz praticamente tudo e este dia representa o topo de tudo o que fiz ate hoje”. O guitarrista recordou a infância, os pais e toda a família, lembrando que foi graças ao pai que contactou pela primeira vez com a guitarra portuguesa. António Chainho agradeceu ao Munícipio por ter decidido tão alta homenagem, atribuindo o seu nome ao auditório. Um equipamento que deseja ser um contributo para a divulgação de espectáculos e outras manifestações de cultura junto dos mais jovens para lhes incutir o gosto e o prazer pela arte. Depois da inauguração oficial que decorreu cerca das 11h30 da manha, seguiu-se uma visita ás instalações do novo equipamento cultural de Santiago do Cacém. Oportunidade para os convidados e a população conhecerem a nova sala de espectáculos do município. Em exposição na sala de entrada do auditório estão duas guitarras de António Chainho – a primeira comprada na década de 60, altura em que chega a Lisboa. Outro dos momentos altos do dia foi o espectáculo de inauguração do Auditório Municipal. António Chainho acompanhado à viola por Fernando Alvim e pelas cantoras Teresa Salgueiro e Isabel de Noronha protagonizou um espectáculo que ficará na memória de todos os presentes onde o tango também marcou presença através da actuação de dois bailarinos que dançaram ao som da guitarra portuguesa. Depois do espectáculo, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém subiu ao palco acompanhado pelo Presidente da Assembleia Municipal e pela Vereadora da Cultura, Margarida Santos, assinalando o momento com a entrada da placa de homenagem. ANTÓNIO CHAINHO UMA BIOGRAFIA Quando saíu da tropa, estava decidido que o seu destino seria a guitarra portuguesa. Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo nas doze cordas. Para trás ficava o café dos pais, em São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), onde, aos oito anos, se tinha iniciado nas lides. O pai manejava a guitarra, pousada sobre a mesa de bilhar e sempre à disposição, com destreza; e o filho, aos treze anos, já se apresentava em público. Inspirado em mestres como Armandinho, estreia-se na casa de fados A Severa, em meados dos anos sessenta, a que se seguiram actuações n’O Faia, n’O Folclore e no Picadeiro, de que aliás seria proprietário e onde foi dando azo ao seu amor pela guitarra portuguesa, acabando por formar o seu próprio conjunto de guitarras. Mas é quando acompanha Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Francisco José, Tony de Matos, António Mourão, Frei Hermano da Câmara ou Hermínia Silva que Mestre Chainho começa a deixar marcas na história da guitarra portuguesa. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. E, desde aí, não se cansou de a mostrar ao resto do mundo. Estava há três anos em Lisboa quando a Emissora Nacional o convida para um programa de rádio -- “Fados e Guitarradas” -- em que actua, ao vivo e em directo, com o seu conjunto. Nele se agrupavam guitarristas como José Luís Nobre Costa e tocadores de viola como Raúl Silva e José Maria Nóbrega. Para quem tinha aprendido a tocar a guitarra de ouvido colado à telefonia, tinha chegado a vez de ser considerado um dos seus primeiros executantes enquanto autor de memoráveis recitais de guitarra transmitidos pela rádio em Portugal. É por essa mesma altura, em finais dos anos sessenta, que grava o seu primeiro disco, o LP “Solos de Chainho”, para a já extinta editora Rapsódia, seguindo-se mais três discos no mesmo formato para outras companhias discográficas. O orgulho na sonoridade da guitarra portuguesa levou-o no entanto a inverter posições. E se o protagonismo de um recital não pertencer tanto à voz como ao dedilhar de uma guitarra? Porque não hão-de os holofotes incidir no canto de um dos mais brilhantes instrumentos portugueses? As guitarras não têm que gemer sempre baixinho e António Chainho assume por isso o risco de enveredar por uma carreira a solo. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para cantar consigo, confirmando que a sua missão é levar pelos quatro cantos do mundo a sua amada. Actua então em recitais por todo o mundo: a solo ou dividindo o palco com Paco de Lucia ou John Williams; em concertos isolados ou em festivais dedicados à guitarra como aconteceu em Córdova. Abre uma nova frente ao iniciar uma discografia em nome próprio com o álbum “Guitarra Portuguesa” e um segundo disco gravado com a Orquestra Sinfónica de Londres, abraçando decididamente uma carreira discográfica, exclusivamente composta por temas originais, agora com o selo Movieplay. Num mesmo movimento explora novas direcções para o fado. Toca guitarra portuguesa no álbum “Fura Fura” de José Afonso e, com Rão Kyao, participa no álbum “Fado Bailado”. É altura de experimentar o contacto com outras culturas e abre a guitarra portuguesa à voz de cantoras como as brasileiras Gal Costa e Fáfá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota. Os convites sucedem-se e tomam formas insondáveis para quem não partilha o gosto pela reinvenção constante da guitarra portuguesa. Na colectânea “Red Hot + Lisbon”, acompanha a norte-americana kd lang no tradicional “Fado Hilário”. Em 1998, já não consegue esconder a sua paixão e grava “A Guitarra e Outras Mulheres”, onde é acompanhado por Teresa Salgueiro (Madredeus), Marta Dias, Filipa Pais, Ana Sofia Varela, Elba Ramalho ou Nina Miranda (Smoke City), e por alguns dos músicos mais prestigiados da “downtown” de Nova Iorque (Bruce Swedien, Greg Cohen, Peter Scherer). A sua dedicação e talento são finalmente reconhecidos e o disco vende mais de vinte mil cópias, tornando-se uma referência na arte de bem tocar a guitarra portuguesa. Mas é no Brasil – uma das suas paixões - que reencontra um brilho por ventura perdido e restabelece a ligação entre a música brasileira e a portuguesa. Com Celso Fonseca e Jaques Morelenbaum, habitual arranjador de Caetano Veloso, protagoniza o álbum “Lisboa – Rio”, cruzamento da tradição portuguesa com alguns clássicos da música brasileira. Sabendo da vocação universal da guitarra portuguesa, ergue então um novo marco da sua divulgação. Os papéis voltam a inverter-se e agora Chainho é convidado para acompanhar as maiores vozes contemporâneas. O cantor lírico José Carreras não dispensa a sua colaboração num concerto no Pavilhão Atlântico; Adriana Calcanhotto chamou-o para junto de si numa das suas digressões em Portugal e Maria Bethânia convida-o para se apresentar em espectáculos no Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, em Itália, ou no Japão, António Chainho insiste em divulgar a guitarra portuguesa. Em Portugal é o mentor de um projecto que acalentou durante doze anos: a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e hoje é respeitado como um renovador da tradição que outros lhe deixaram. De há uns anos a esta parte tem sido acompanhado, à viola, por Fernando Alvim - habitual parceiro de mestre Carlos Paredes para quem construíu os arranjos da maioria do seu reportório. A admiração e o respeito que sentem um pelo outro aliada a uma grande cumplicidade musical própria dos mestres faz com que em todos os novos projectos de António Chainho o amigo esteja sempre presente. Por seu lado, desde a edição de “A Guitarra e Outras Mulheres” que Marta Dias tomou um lugar destacado ao lado de António Chainho. Em disco e em concerto, “Fadinho Simples” demonstrou ser um dos temas fortes. No álbum, gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, é a única vocalista presente, emprestando o poder da sua voz à vontade de percorrer os caminhos da aventura. Assim, entra pelos domínios do jazz, de soul ou até da música brasileira, sem nunca evitar o fado. Neste espectáculo, António Chainho faz-se acompanhar por Eduardo Miranda e Tuniko Goulart, músicos brasileiros radicados em Portugal. Incansável na reinvenção da guitarra portuguesa e sempre pronto a apostar nos novos valores, António Chainho, deu oportunidade a uma nova voz revelação do Fado, Isabel Noronha. Juntos apresentam hà mais de três anos um espectáculo onde a mestria da Guitarra Portuguesa se alia à voz única de Isabel. As apresentações de Chainho continuam a surpreender um pouco por todo o mundo e fazem escola entre alunos na Índia, Japão, Marrocos e Brasil. Mas foi a criação da escola de Guitarra Portuguesa em Santiago do Cacém, sua terra natal, que lhe deu um especial orgulho, pois permite-lhe ensinar esta arte que tanto gosta. Actualmente, Chainho está a desenvolver um novo trabalho, que originará o sexto álbum da sua carreira e que será mais um pequeno grande passo na história da substituir por guitarra Portuguesa. 25.5.2009 - 22:33 in http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=142717&mostra=2&seccao=autarquias&titulo=Camara-Municipal-de-Santiago-do-Cacem-Inauguro
  12. Destak.ptNovo pólo multifuncional do Museu de Serralves em Matosinhos deverá estar concluído em 2012 A próxima fase de crescimento do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (MACS) é o pólo multifuncional Serralves 21, a construir em Matosinhos nos próximos três anos, com um custo estimado de 25 milhões de euros. "O projecto Serralves 21 nasceu da necessidade premente e imperiosa de criar espaço para o crescimento da colecção, porque já não temos espaço para a nossa colecção, temos já espaços alugados", disse hoje à Lusa o director do MACS, João Fernandes. As reservas (zonas de armazenamento) de Serralves estão preparadas para acolher obras de arte, mas são insuficientes para a actual colecção, com mais de 1500 obras a que se somam trabalhos em papel, fotografias e filmes, que exigem condições específicas de armazenamento. "Isto obriga a criar diversas climatizações, em termos de temperatura e humidade, e exige um edifício sofisticado com condições de guardaria muito diversificadas, o que representa um grande investimento ", disse João Fernandes. Os responsáveis da Fundação concluiram que o novo edifício teria de prestar serviços à comunidade por forma a gerar receitas que ajudem ao financiamento, nomeadamente oferecendo a possibilidade de guardar colecções particulares. O projecto do edifício que inicialmente se dedicava sobretudo à guardaria (depósito e preservação) da colecção de arte, foi assim evoluindo para um pólo multifuncional com um conjunto de missões mais vasto e diversificado. "Ter ali colecções de arte e não as rentabilizar seria um crime e além disso queremos que ali trabalhem pessoas e circule muita gente", disse a directora-geral da Fundação de Serralves, Odete Patrício. Uma consulta a várias autarquias culminou na escolha de Matosinhos, que ofereceu o terreno a custo zero, com direito de superfície por 99 anos. Em troca, Serralves 21 prestará um serviço cultural a Matosinhos, materializado numa galeria de exposições. O director do MACS referiu que Serralves 21 poderá proporcionar aos coleccionadores um serviço de fotografia e catalogação das respectivas colecções e uma série de outros serviços como o restauro. No mesmo complexo ficará instalado um núcleo museológico de arqueologia industrial, uma vez que naquele terreno funcionava a antiga Efanor, uma importante industria têxtil da região, cujos vestígios serão mantidos. "Ali poderão ser organizadas actividades que têm a ver com esse sector, onde a indústria têxtil poderá apresentar os seus produtos actuais, nomeadamente com desfiles de moda, a cruzar os universos da indústria e da cultura", disse João Fernandes. O concurso de arquitectura internacional foi ganho por um consórcio dirigido pelo atelier SANAA, dos arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, que propôs uma estrutura em pavilhões, densa e compacta, traduzindo a multifuncionalidade do conjunto. Os vários edifícios estarão ligados entre si por um só piso subterrãneo com 7.500 metros quadrados, onde se situarão os espaços destinados às reservas do museu e guardaria de colecções privadas. À superfície, os edifícios - ligados por um conjunto de ruas pedonais e jardins interiores - terão uma recepção comum, galerias de exposição, um edifício multifuncional para actividades didácticas, áreas de comércio ligado à arte e fixação de indústrias criativas e para serviços administrativos. in http://www.destak.pt/textos.php?art=30788&id=3202
  13. Teresa Monteiro | Directora-geral da Umbelino Monteiro Umbelino Monteiro desenvolve telhas solares 27 Mai. A Umbelino Monteiro, empresa de telhas desenvolveu uma nova telha de cerâmica que tem associado um painel fotovoltaico. Em entrevista, a directora geral destaca as vantagens destas telhas e a receptividade que registaram na tektonica, onde estiveram presentes. Ricardo Rodrigues Com que objectivo foi desenvolvida esta telha? Uma das prioridades da Umbelino Monteiro é a protecção do ambiente, que materializamos nos investimentos feitos nesta área na empresa e nas nossas práticas diárias enquanto produtores industriais. Com o projecto SOLESIA, vamos mais longe, propomos uma solução que contribui para a construção sustentável dos edifícios. Com SOLESIA a funcionalidade da cobertura com telhas cerâmicas é enriquecida, o telhado para além da sua função de protecção dos edifícios dos agentes climatéricos, passa a ser também um centro de produção de energia, sem nunca comprometer a estética da cobertura. O desenvolvimento da componente fotovoltaica também foi feito na Umbelino Monteiro, ou em parceria com uma empresa do sector da energia? O projecto SOLESIA foi liderado pelo GrupoEtex, de que a Umbelino Monteiro faz parte, em colaboração com reputadas empresas Europeias especialistas na captação de energia renovável. Queríamos ter uma solução de elevada performance no que diz respeito á estanquidade da cobertura e á eficiência na produção de energia. As células fotovoltaicas que integram as telhas solares SOLESIA, são produzidas na Alemanha, em silício mono-cristalino, a tecnologia mais eficiente. Quais são as principais vantagens que estas telhas apresentam, relativamente à solução convencional de aplicação do painel solar por cima da telha? As telhas SOLESIA ficam totalmente integradas na cobertura, uma solução esteticamente agradável. O impacto visual pode ser ainda reduzido se a opção da tonalidade da telha for a novíssima Eclipse; A Solução completa é disponibilizada em 3 diferentes configurações, e inclui todos os componentes necessários á instalação, ligação e monitorização do funcionamento das telhas solares. A estanquidade da cobertura está assegurada, porque não são necessários quaisquer cortes de telha ou adaptações na cobertura. A montagem é muito fácil, utiliza-se a mesma estrutura de suporte e fixação das telhas cerâmicas, sendo cada telha solar colocada no telhado em substituição de 9 telhas cerâmicas; A movimentação também não trás problemas, cada telham solar pesa apenas 12 kg. Existe algum produto semelhante no mercado? Com a SOLESIA fomos pioneiros no mercado nacional, é a primeira solução para a produção de energia solar fotovoltaica totalmente integrada na cobertura. As telhas SOLESIA têm uma dupla função proteger o edifício da chuva, da neve, do vento, enquanto produzem energia. Com as telhas estamos a contribuir para a valorização da cobertura cerâmica e a promoção da construção sustentável em Portugal. De que forma é assegurada a estanquicidade deste produto? À semelhança do que se verifica com a telha cerâmica a telha solar SOLESIA tem encaixes nas zonas de sobreposição entre telhas e vedantes que asseguram a total estanquidade da cobertura. Foram ainda desenvolvidas telhas cerâmicas que fazem a ligação entre a zona inferior da telha solar com o telhado, reforçando o sistema de vedantes na ligação entre telhas. A telha está pronta a ser comercializada? Já estamos em condições de fornecer o primeiro telhado com incorporação de telhas solares SOLESIA para coberturas com telha advance Lusa. Brevemente a solução estará também disponível para os restantes modelos de telha da Umbelino Monteiro. É um produto mais exportável relativamente às telhas convencionais? Tem mercado externo como objectivo? Estamos convictos que as telhas solares SOLESIA, são um argumento importante para alavancar as vendas das nossas telhas nos mercados externos. Pretendemos apresentar a SOLESIA em todos os mercados em que actuamos. Quais os objectivos/expectativas de vendas para os primeiros anos? A arquitectura bio-climática e a construção sustentável estão na ordem do dia, a utilização de energias renováveis vai impõe-se não só pela necessidade de reduzir o efeito de estufa, mas também pelo valor social da energia fotovoltaica, que pode induzir o desenvolvimento e consolidar a economia local, melhorar o ambiente e aumentar a fiabilidade do abastecimento de energia eléctrica, diminuindo os custos ao nível das infra-estruturas de produção centralizada, transporte e distribuição de electricidade. Respondendo á pergunta, as energias renováveis são o caminho a seguir e as nossas perspectivas são ambiciosas, porque estamos seguros da qualidade e da valia da nossa proposta. Qual foi a receptividade destas telhas na Tektonica? A receptividade foi muito boa, excedeu as nossas expectativas. Os visitantes manifestaram o seu agrado relativamente á solução encontrada, para a produção de energia utilizando a cobertura. Claramente o facto de a telha SOLESIA estar totalmente integrada no telhado e a facilidade da solução e da aplicação foram os factores que mereceram maior destaque entre os visitantes. in http://www.leiriaeconomica.com/item4103.htm
  14. 28 Maio 2009 - 00h30 Albufeira: Furtado todo o recheio do escritório Razia em gabinete de arquitectura O assalto ao gabinete de arquitectura de Nelson Teodósio, junto ao Hotel Colina Mar, na zona norte de Albufeira, coloca em risco a actividade do empresário. Os criminosos fizeram uma razia total ao gabinete mas o principal problema é o furto do disco rígido do computador principal, com todo o histórico do escritório. "Na madrugada de ontem, perdi dez anos de trabalho numa só noite e em poucos minutos. Fiquei sem os trabalhos já efectuados e sem os planos dos que estava a elaborar", queixa--se Nelson Teodósio. O empresário viu, igualmente, todos os contactos com clientes e outros assuntos profissionais serem levados pelos assaltantes. "Estou completamente arruinado, pois vou ter de começar de novo a minha actividade", lamenta. No furto foram levados dois computadores, uma impressora, um telemóvel, uma máquina fotográfica profissional, a ligação à internet e uma pasta com CD. Tudo avaliado em cerca de 6000 euros. "Podem ficar com tudo isso, mas devolvam-me o disco rígido, que só tem valor para mim, para que possa continuar a trabalhar", apela Nelson Teodósio. Os assaltantes deixaram várias pegadas no local, mas não há impressões digitais pois, provavelmente, actuaram com luvas. Forçaram uma pequena janela mas há suspeitas de que a entrada no escritório possa ter sido efectuada pela porta principal. O computador não passaria pela janela, acredita Nelson. A porta, contudo, não tem marcas de arrombamento. O caso foi entregue ao núcleo de Investigação Criminal da GNR de Albufeira que está a investigar mais este assalto no concelho. Teixeira Marques in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=2E59D2F6-84BF-4B37-B610-2175D5C2EF23&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
  15. Walter Rossa: «Não tenho medo das críticas porque aprendi muito com a população» Filipe Antunes Walter Rossa Sem medo do confronto popular, Walter Rossa deu novo rosto à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e procurou repor as características essenciais que o edifício continha na primeira década do século XX. Entre um compromisso com o passado e uma estrutura tecnológica invejável, o arquitecto resume as motivações de dois anos de trabalho e explica como conseguiu colocar a população a falar sobre urbanismo. barlavento ( - O antigo edifício da Casa da Câmara durou um século. Qual será o prazo de validade desta nova versão? Walter Rossa (WR) - É um edifício para durar largas décadas e não será provavelmente a condição física a ditar a sua caducidade, mas a sua própria utilização, até porque as transformações são normais ao longo do tempo. Espero que quem vier a intervir nele, mais cedo ou mais tarde, mantenha o essencial que tentámos recuperar, como foram os casos da volumetria e da imagem pombalina no que diz respeito à praça. b - O que aqui foi feito em pleno século XXI foi uma intervenção sobre uma intervenção. Será ainda possível uma terceira intervenção? WR - Claro que é possível! Nós passamos a vida a alterar as obras dos nossos colegas, principalmente quem trabalha em património. Aqui [em Vila Real] recuperámos o projecto [original] do Reinaldo Manuel e não o do colega que teve menos respeito e fez a intervenção [adulterada] de 1908. Mas não creio que este edifício se vá manter sempre igual. Ainda [a versão de 2009] não tinha sido alterada e já tinha uma colega a fazer uma intervenção ao nível da decoração dos espaços de atendimento, que, quanto a mim, os desqualificou. b - Teve medo de partir para tamanhas alterações, sobretudo no exterior? WR - Tive receio até ter convicção. Isto é, havia um quadro teórico, do ponto de vista conceptual, acerca do que é Vila Real de Santo António. O edifício individualizado tem apenas um interesse relativo, mas nada que justifique o grande investimento que se faz. O importante aqui era o todo da cidade e do conjunto. No fundo, estou a restaurar um dos lados da praça. A partir desse pressuposto, foram discutidas as opções que nos lembrámos e que nos lembraram. b - Mas, apesar disso, houve bastantes críticas ao projecto por si desenhado… WR - Não tenho medo das críticas, porque aprendi muito com a população acerca deste edifício. Conto muito esta história aos meus alunos, sobre o que é um processo participado e como as coisas devem ser conduzidas. Quando um edifício é indiferente a toda a gente, é porque não traz nada de novo nem mexe com as pessoas. Mas entendo que haja sempre uma resistência à mudança. b - Foi então importante essa participação da população para as opções que tomou? WR - Há um conjunto de opções que foram claramente assumidas pela população. As águas furtadas eram, por exemplo, algo que não tínhamos no projecto. Por um lado, porque não servem para nada; por outro, porque, como se trata de um edifício público, somos obrigados a ter três metros de pé direito, o que iria levantar questões em relação à volumetria pombalina. A mim custa-me ver um espaço que não tem funcionalidade, já que não havia hipótese de lhes dar utilidade. Mas a população, numa Assembleia Municipal, deixou muito claro que queria as águas furtadas. O argumento – que resolvi aceitar – era que o edifício era emblemático do ponto de vista da recuperação da cidade. Depois, disseram-me que se eu não as colocasse lá, nunca mais ninguém as faria [em futuras acções de restauro]. b - Qual é o seu espaço favorito neste edifício? WR - Costumo dizer que, na arquitectura, os espaços mais importantes são os que não servem para nada, como os halls ou os corredores, que visam sobretudo a distribuição. É como nas cidades, as praças. Por isso, neste edifício, o espaço que eu acho mais interessante – além do átrio, que é uma espécie de conjugação entre o antigo e o novo e uma reposição do que estava no edifício anterior – é a galeria exterior superior. Por estranho que pareça, sou arquitecto, mas gosto de espaços ao ar livre. Depois, o espaço desta galeria superior ocupa o logradouro do antigo mercado pombalino e, por isso, será um espaço de descompressão que ajuda a refrescar o edifício. b - Mas procurou que o espaço do antigo mercado voltasse a ser um local de visitação pública? WR - Sempre quisemos que o mercado voltasse a ser mercado, neste caso, o mercado dos serviços ao município. b - Passámos então a ter um edifício que distingue as áreas de gestão das áreas de atendimento, que passaram a estar localizadas na parte posterior? WR - Uma coisa é o público que vem tratar de um assunto rotineiro e que tem um atendimento público de balcão, quase sem passar por filtros. A outra parte do edifício trata-se de uma área de gestão [política] e de acesso relativamente restrito. b - Este edifício é fundamental para cimentar as bases do Plano de Salvaguarda do Núcleo Pombalino? WR - Eu sou o autor do Plano de Salvaguarda, do projecto deste edifício e de mais uma ou duas coisas que podem ou não ser feitas. A Sociedade de Reabilitação Urbana é que tem que implementar o plano; a mim compete-me ir dando opiniões e ir discutindo as opiniões dos outros. b - Mas é um exemplo? WR - É, pelo menos, um sinal muito forte que é dado à comunidade, ao país e à população de que a Câmara Municipal está neste registo de ir requalificando e investindo no património. Agora, tudo está no domínio das opções políticas. 28 de Maio de 2009 | 14:31 Filipe Antunes in http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=33334&tnid=3
  16. Economia : Ramos Catarino constrói em Almada em 2009/5/28 16:50:00 A RAMOS Catarino, empresa de Engenharia e Construção do Grupo Catarino, foi a empresa responsável pela construção do Centro Cívico do Feijó, em Almada, um projecto com uma área total de cerca de 7.000 m2 e que se distingue pelo facto de reunir diversas valências como a junta de freguesia, a biblioteca, um auditório, uma casa de chá e um futuro centro de saúde. Com uma estrutura arrojada, o projecto, concebido em parceria pelo gabinete de arquitectura da Câmara de Almada e pelo gabinete JLL Arquitectos, foi adjudicado pela Câmara Municipal de Almada à Ramos Catarino que o concluiu num prazo recorde de 12 meses. O edifício da biblioteca tem como base linhas contemporâneas e minimalistas, sugere uma imagem de sobreposição de dois corpos funcionais distintos e interligados por um piso térreo organizado em torno de um espelho de água. O exterior do piso térreo do edifício está decorado com um painel de azulejo decorativo, da autoria de Mestre Querubim Lapa. VIDRO E ALUMÍNIO De destacar a dimensão de áreas envidraçadas visíveis em grande parte do projecto, realizadas em alumínio lacado com vidros duplos incorporados e vidros laminados, contando também com um sistema de protecção solar exterior. Desde o início de 2009, a Ramos Catarino assumiu mais de uma dezena de obras, no valor de 19 milhões de euros, com destaque para a construção do Modelo em Mem Martins, a edificação do Mercado dos Mosqueteiros em Guimarães e no Barreiro, a ampliação da Base Intermarché de Paços de Ferreira, a construção de dois edifícios residenciais em Lisboa e de uma unidade hoteleira no Porto. A celebrar 30 anos de existência, a Ramos Catarino foi considerada a melhor empresa para trabalhar, na área da construção, num estudo elaborado pela revista “Exame”. Inserida no grupo Catarino, que comemora este ano 60 anos e integra um conjunto de pequenas e médias empresas que actuam nas áreas de construção civil, decoração de interiores, imobiliário, hotelaria, consultadoria e paisagismo. Márcio Viegas Economista in http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=4470
  17. http-~~-//www.omirante.pt/fotos/54/10799.JPG Arquitecto Manuel Couceiro é o autor do projecto do observatório Um edifício provocador que é uma metáfora do sobreiro Edifício será um espaço de investigação e promoção do montado de sobro. Obra custa 1,5 milhões e será inaugurada na sexta-feira pelo Ministro da Agricultura. Uma chapa de aço corten, que com o tempo adquire a tonalidade da ferrugem e um revestimento com cortiça de várias texturas conferem os tons e as formas da natureza na entrada do edifício do Observatório do Sobreiro e da Cortiça que vai ser inaugurado na sexta-feira, 29 de Maio, em Coruche. O edifício de dois pisos será um espaço de investigação e promoção do montado de sobro e a obra custa 1,5 milhões, financiada a 75 por cento pelo programa Valtejo. “É um espaço de investigação que vai ser muito importante para a região e para o país”, realça o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes (PS). “Projectámos um edifício provocador, poético que faz a metáfora do montado de sobro”, explica o autor do projecto, o arquitecto Manuel Couceiro que nos guia numa visita pelos pormenores que fazem a diferença. “A primeira ideia foi virar o edifício para o interior e criar uma forma que abraça quem chega e cria uma curiosidade de entrada naquele espaço dedicado à investigação”, descreve o professor associado da Faculdade de Arquitectura de Lisboa que acompanha a obra desde o primeiro momento. O primeiro piso tem uma zona de circulação pública que dá continuidade às exposições que se iniciam no exterior. Um auditório com 130 lugares distribuídos por plateia e primeiro balcão, está preparado para seminários, colóquios e acções de formação de maior dimensão e há um bar de apoio com zona de estar. Em cima, o espaço é dedicado ao estudo e investigação do montado de sobro. Há uma mediateca-biblioteca, laboratórios e oficinas de ensaio de materiais. Os espaços de circulação são zonas de investigação permanente. O primeiro contacto com o observatório cria admiração. Não há nenhum edifício semelhante. Todo o revestimento é feito com cortiça virgem (tirada pela primeira vez) e Amadia (tirada pela terceira vez, em sobreiros com mais de 40 anos). E para quem tem dúvidas da qualidade do material, o arquitecto Manuel Couceiro garante que “com cuidados de manutenção, a cortiça é para toda a vida”. No terraço, há zonas de sombreamento para proteger os materiais e melhorar e eficiência energética do edifício com umas figuras geométricas em estruturas metálicas brancas. E para dar cor e vida ao edifício, foram criadas janelas com molduras em tom “azul de Coruche”. Estão dispostas de forma irregular e com figuras geométricas variadas e de vários tamanhos. “Cria uma orgânica que remete para a metáfora do sobreiro como elemento vivo”, refere o autor do projecto. No interior, também há um aproveitamento da cortiça que enobrece o espaço. Há divisórias de espaços onde são usadas as rabanadas das placas de cortiça de onde se fazem as rolhas, aproveitando os buracos para deixar passar a luz. No auditório, há um aproveitamento do aglomerado negro de cortiça e foram criados frescos nas cores do montados, os verdes e os castanhos, que conferem um aspecto mais plástico. “Faz-se um ensaio à parte e aplica-se os frescos, o que sair é o que fica. Não é possível de alterar”, explica o arquitecto Manuel Couceiro. O observatório é um edifício provocador que vai suscitar curiosidade. Já foi divulgado em fóruns internacionais na Argentina e no Brasil e em seminários internacionais do Grupo Amorim com técnicos de todo o mundo. “Há uma grande curiosidade de poderem visitar a obra”, adianta o pai do projecto. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=393&id=54114&idSeccao=5949&Action=noticia Entrevista 29 Mai 2009, 07:32h Coruche é a Capital Mundial da Cortiça com a I Feira Internacional Começou esta manhã em Coruche a primeira Feira Internacional da Cortiça FICOR. O Observatório da Cortiça e do Sobreiro foi inaugurado esta manhã e ao longo de três dia há um programa científico e social cheio de iniciativas. Sempre com a cortiça a dar o mote. Esta noite há desfile de moda organizado por Ana Maria Lucas com modelos vestidos com cortiça e amanhã há a maior prova de vinhos do mundo antes da corrida de toiros da RTP. O presidente da câmara e presidente da assembleia-geral da Rede Europeia de Produtores de Cortiça, Dionísio Mendes antevê o certame que vai colocar Coruche no centro do mapa do mundo da cortiça. O que é que vai mudar depois da Feira Internacional da Cortiça em Coruche? É uma feira que vai ter repercussão na fileira da cortiça a nível nacional e internacional e será o reafirmar de Coruche como Capital Mundial da Cortiça porque somos os maiores produtores e também pela industria onde produzimos cinco milhões de rolhas por dia. No futuro Coruche será um centro de investigação centralizado no observatório do sobreiro e da cortiça. O senhor vai presidir à Assembleia Geral da RETECORK que reúne os produtores europeus de cortiça… É um acontecimento importante onde iremos abordar varais preocupações do sector com alguns dos maiores produtores. Segue-se um debate com especialistas de peso… Vamos ter um debate moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira (moderadora do Prós e Contras da RTP) com alguns dos maiores especialistas do mundo onde iremos abordar o potencial da cortiça e ligá-lo ao vinho, outro produto com forte peso na região, e que queremos projectar a nível internacional. Esta feira com várias iniciativas mediáticas vai colocar o município de Coruche no mapa da actualidade? Esse é um dos nossos objectivos. Num ano de crise queremos, em contra-ciclo, incentivar a recuperação do sector da cortiça e promover outros aspectos do nosso concelho. O Governo anunciou há dois meses um apoio de 180 milhões de euros para a indústria da cortiça e por arrastamento isto vai estimular a produção e haverá mais procura. Esperamos que o senhor ministro da Agricultura anuncie em Coruche as medidas de apoio aos produtores. Não podemos esquecer que a cortiça tem um potencial de crescimento enorme. Há ideias novas para a aplicação da cortiça. O edifício do observatório de Coruche dá o exemplo? Temos boas ideias para a aplicação da cortiça nos revestimentos dos prédios, mas também na moda (vestuário, calçado e acessórios) na arte e até nos automóveis. A Mercedes anuncia um modelo topo de gama em que parte dos interiores são em cortiça e que vai ser um êxito, substituindo as madeiras exóticas. Quando as rolhas de cortiça são substituídas por materiais mais baratos, há que encontrar alternativas para escoar a cortiça produzida? O problema dos vedantes alternativos está a ser avaliado e é uma preocupação do sector, mas temos que dar melhor destino aos sobrantes da indústria da rolha e à cortiça de menor qualidade que vai para aglomerado, mas pode ter outra utilização nos revestimentos, pavimentos e até ser utilizada como material plástico como se pode ver no auditório do observatório onde há um fresco sobre as paredes de cortiça. É um bom ensaio da cortiça como material de suporte para aplicação de tintas em obras de arte. O observatório é uma obra de referência neste sector? Foi feliz a escolha da cortiça para aplicar em vários locais do edifício provocando alguma admiração mas que facilmente se esbate. Tem situações inéditas, é um projecto muito bem conseguido com a imaginação do arquitecto e pode virar moda. Quanto custa esta obra? Tem um custo final de 1,5 milhões de euros e foi financiado a 75 por cento pelo Programa Valtejo. É um investimento reprodutivo para a região e para o país porque vai centralizar a investigação num sector determinante e vai ser um pólo de atracção de investigadores universitários de vários pontos do mundo. Temos contactos com várias faculdades e institutos e vamos criar condições para que os investigadores pernoitem em Coruche na residência estudantil que será alargada. Essa permanência é importante porque são pessoas que vão passar algum temo em Coruche e darão mais vida à vila. Para além da investigação haverá também formação profissional no observatório? Já estabelecemos um acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional para que o observatório receba acções de formação nas mais variadas áreas do sector. Já existe um centro no Norte, mas no Sul não há nada. Queremos que os operários da indústria corticeira, e os tiradores de cortiça possam fazer aqui a sua formação. Até aqui havia apenas uma aprendizagem empírica, prática, mas queremos evoluir para desta forma melhorar a rendibilidade do sector. Queremos que as boas práticas no montado aconteçam ao longo de todo o ano. Quem trabalha no sector tem de conhecer a árvore e o ecossistema. Os produtores e industriais estão sensibilizados para a importância da formação? Sem dúvida. Eles perceberam que se estiverem preparados, melhor será a capacidade de reacção em momentos adversos e melhor será a produção. Uma cortiça de melhor qualidade dará melhor produto para a indústria e valerá mais no mercado. Todos temos a ganhar com a certificação da qualidade no montado e na cortiça. IN http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=31043&idSeccao=544&Action=noticia
  18. Arquitectura Contemporânea Japonesa na Ordem dos Arquitectos Processo (In)visível é uma ideia proposta inicialmente pelos arquitectos portugueses Francisco Spratley e Tiago Borges e pelos japoneses Yoshihide Kobanawa (curador da exposição) e Kaoru Fujii, que trabalham em Barcelona, e elaborada posteriormente pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos com o apoio da Fundação Japão, que financia, através da Embaixada nipónica em Portugal, programas de intercâmbio cultural internacional desde 1972. Processo (In)visível procura mostrar como se desenvolve um projecto de arquitectura. Desde a primeira ideia e necessidade até à sua construcção e realização. Um processo em constante desenvolvimento que depende das necessidades do cliente, das soluções adoptadas pelo arquitecto e das diferentes entidades públicas e/ou privadas que também participam e determinam em que direcção um projecto se desenvolve. Conseguir mostrar o “backstage” de um projecto de arquitectura, permite questionar e reflectir sobre os pontos vitais e imperceptíveis deste processo. Uma problemática com a qual, seguramente, os arquitectos portugueses poderão identificar-se. Para esta exposição, foram escolhidas duas gerações diferentes de arquitectos japoneses com diferentes maneiras de pensar e projectar. Uma ampla variedade de projectos serão apresentados com o objectivo de descrever formas de viver e construir, esclarecendo-nos e dando-nos pistas acerca de tão admirável cultura. São 13 arquitectos de diferentes gerações seleccionados «com o objectivo de explicar a evolução e mudança da arquitectura japonesa e o seu impacto na sociedade» apresentando ainda um conjunto de projectos da sua autoria. São eles Kengo Kuma (nascido a 1954), Jun Aoki (1956), Kazuhiro Kojima (1958) + Kazuko Akamatsu (1968), Tetsuo Furuichi, Masahiro Harada (1973) + Mao Harada (1976), Kazuyasu Kochi (1973), Sou Fujimoto (1971), Jun Igarashi (1970), Kimiko Inui (1969) e Hiroshi Sambuichi (1968). Para os portugueses a mostra constitui, segundo os organizadores, «a possibilidade de conhecer ideias e filosofias da cultura contemporânea japonesa» em que «paradigmas políticos, económicos e sociais recentes definem uma nova paisagem e criam alterações na relação entre os habitantes» revelando maneiras de resolver e dar forma a conceitos bastante diversos. A exposição é complementada com um ciclo de conferências a 1, 2, 4 e 29 de Junho, também na sede da Ordem dos Arquitectos que trará a Lisboa sete arquitectos japoneses para falar da sua prática e da sua sua obra. Segue o programa: 1 de Junho- 20:00h conferência de Tetsuo Furuichi 21:15h inauguração (experiência japonesa com Tomo San) 2 de Junho- 19:30h conferência de Sou Fujimoto 4 de Junho- 19:30h conferência de CAt ( Kazuhiro Kojima+ kazulo Akamatsu), 20:45h conferência de Mount Fuji Architects Studio (Masahiro Harada+ Mao Harada) 29 de Junho- 19:30h conferência de Hiroshi Sambuichi 1 a 30 Junho Processo (In)visível Exposição de arquitectura contemporânea japonesa Sede da Ordem dos Arquitectos Travessa do Carvalho, 21-25, Lisboa Segunda a sexta-feira, 10:00h-18:00h Entrada livre Zita Ferreira Braga in http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=2023
  19. Projecto do Centro Escolar de Alcanede distinguido O projecto do Centro Escolar de Alcanede foi distinguido com um dos dez diplomas atribuídos a nível nacional pelo Sistema LíderA, no Congresso LíderA 09 - “Oportunidades da Construção Sustentável”, que decorreu na passada semana no Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa. Trata-se do primeiro edifício público certificado ambientalmente pelo Sistema LiderA. O projecto foi da responsabilidade da Divisão de Projectos da Câmara de Santarém, tendo o atelier César Ruivo Arquitectos/Arquest, associado ao consórcio adjudicatário (empresas Secal, Eco-Edifica e Asibel), desenvolvido os projectos de execução de arquitectura e das diferentes especialidades. A primeira pedra do Centro Escolar de Alcanede foi lançada no passado dia 1 de Fevereiro, com um custo total previsto de 2,647 milhões de euros, num investimento elegível de 1,771 milhões de euros, com uma comparticipação comunitária do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional de 1,240 milhões de euros. O edifício vai ter 4 salas de jardim-de-infância, com capacidade para 100 crianças, e 8 salas destinadas ao primeiro ciclo do ensino básico e enriquecimento curricular, com capacidade para 200 crianças. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=394&id=54292&idSeccao=5954&Action=noticia
  20. Entreposto lança a primeira pedra do Convento das Bernardas Este mês arranca a obra no convento de Tavira com 500 anos, que deverá ficar concluída em 2010. Ao todo, o grupo tradicionalmente ligado ao retalho automóvel está a avançar com investimentos de 70 milhões de euros em reabilitação urbana. Conceição Antunes 9:38 Sexta-feira, 5 de Jun de 2009 O Convento das Bernardas, cujo projecto de arquitectura é assinado por Souto Moura, vai incluir 78 apartamentos O centenário convento de Tavira está em avançado estado de degradação, mas o Grupo Entreposto propõe-se reconvertê-lo num condominio turístico-residencial de luxo, após investimentos de 19 milhões de euros. A primeira pedra do Convento das Bernardas vai ser lançada ainda em Julho, e a obra deverá ficar concluída em 2010. Ao todo, o grupo tem em carteira investimentos de 70 milhões de euros em projectos de reabilitação. Além do Convento das Bernardas, o Grupo Entreposto também está a avançar no Algarve com outro projecto residencial de luxo: o Lux Tavira, já em construção, e com conclusão prevista para finais de 2010. "Há quatro anos que entendemos que estrategicamente era importante apostar no Algarve, mas com o objectivo de fazer projectos diferenciadores, e não mais do mesmo", salienta António Duarte Guerreiro, administrador da Entreposto Gestão Imobiliária. "Por exemplo, no Lux Tavira, que é um produto de nicho, todas as casas têm vista para o mar e o 'standard' dos acabamentos está ao nível de Vilamoura". O Convento das Bernardas, cujo projecto de arquitectura é assinado por Souto Moura, vai incluir 78 apartamentos, que funcionam "como se fossem moradias", conforme refere Duarte Guerreiro. O preço médio de venda é de 300 mil euros. "Está a ser uma alegre surpresa. Sem ter começado a obra, já temos 15 reservas para compra", adianta o administrador da Entreposto Gestão Imobiliária, sublinhando que esta é uma situação atípica na actual situação do mercado. "A situação de antigamente, em que se conseguia vender em planta, já passou à história. O comprador é cada vez mais sofisticado e quer comprar a casa pronta". O facto de estar a avançar com uma série de investimentos numa altura de crise do mercado, não assusta o grupo. "Não estamos muito preocupados, pois estamos a trabalhar em contraciclo", garante António Duarte Guerreiro. "São projectos que deverão ficar prontos para venda em 2011, numa altura em que o mercado já estará numa situação melhor". O pacote de investimentos de 70 milhões de euros que o Grupo Entreposto está a desenvolver também integram um projecto residencial no Porto junto ao Hospital da Prelada, e a intervenção num edifício da Rua Padre Luis Aparício, em Lisboa, que já albergou serviços do INE. "Mas para nós a jóia da coroa é agora o Convento das Bernardas", faz notar o administrador da Entreposto Gestão imobiliária. A reabilitação urbana é uma área em crecimento dentro do grupo tradicionalmente ligado ao retalho automóvel, e que em 2008 facturou 450 milhões de euros. "É uma área difícil, que não é para toda a gente, mas onde temos 'know how'", faz notar Duarte Guerreiro, que foi administrador da Enatur de 1992 a 1997 e acompanhou um vasto conjunto de projectos de reabilitação no âmbito das Pousadas de portugal. "Reabilitar é mais caro que fazer de novo". in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/519004
  21. Arquitectura religiosa em debate em Famalicão por Lusa25 Maio 2009 As novas tendências da arquitectura religiosa, incluindo a sua componente técnica, vão estar em debate, em Famalicão a 05 e 06 de Junho, disse hoje à Lusa fonte da organização do evento. O Fórum de Arquitectura Religiosa, realiza-se na Casa das Artes, numa iniciativa da Turel - Cooperativa de Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso. "As mudanças de mentalidade no seio da Igreja Católica têm obrigado os responsáveis a reflectir sobre as novas tendências de construção do património religioso", disse hoje à Lusa o cónego José Paulo Abreu, que preside à Turel. Este Fórum, que é pioneiro na análise e debate da construção, conservação e restauro do património religioso, visa "analisar as novas tendências e técnicas de construção, conservação e restauro do património arquitectónico de origem religiosa". O debate vai também abranger as estratégias para a construção de edifícios religiosos e suas as especificidades, estando prevista a apresentação de experiências nacionais e internacionais nesta área. José Paulo Abreu chamou a atenção para importância em Portugal do património religioso, que constitui "cerca de 75 por cento do total existente". "A construção de novos edifícios religiosos tem representado um grande desafio para arquitectos e empresas de construção", acrescentou. A arquitectura religiosa assenta essencialmente nos edifícios destinados ao culto, igrejas, santuários e capelas, entre outros. in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1243383&seccao=Arquitectura Fórum de arquitectura religiosa em Famalicão D. Jorge desafia arquitectos a exigirem seriedade O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, pediu aos arquitectos para que, em questões que envolvam projectos de ordem religiosa, procurem manter a seriedade e profissionalismo e «não se vendam» a gostos duvidosos de «algumas comissões de festas que, por terem algum dinheiro, consideram poder fazer o que querem». O apelo do prelado foi feito no fórum organizado pela cooperativa de promoção do Turismo Religioso – Turel, que analisou as novas tendências da arquitectura religiosa e que encerrou ontem na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Texto, Álvaro Magalhães Foto, Álvaro Magalhães Publicado a 07-06-2009 in http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=35043 06 Junho 2009 - 00h30 Fórum de Arquitectura Religiosa na Casa das Artes de Famalicão Igreja debate património Decorre hoje na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão o segundo Fórum de Arquitectura Religiosa, este ano dedicado à construção, conservação e restauro do património religioso. Os arquitectos Rui Correia, Castro Gonçalves, Elisiário Miranda e Nuno Portas vão falar sobre a formação e o ensino de arquitectura religiosa em Portugal e a importância dos edifícios religiosos no urbanismo das cidades. João Soalheiro, o director dos bens patrimoniais da Conferência Episcopal, irá falar do papel da Igreja na conservação e restauro, enquanto o arquitecto Noé Dinis apresentará o caso da Penha como exemplo da in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=E90257A7-B1BF-427D-892F-5D67F6830E10&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013
  22. MaloClinicSpa abre em Julho Complexo apresentado como o maior da Ásia Paulo Barbosa -- “Colocar Macau no mapa dos locais de referência do chamado turismo de saúde a nível mundial” é um dos objectivos anunciados por José Peres Sousa, administrador da MaloClinicSpa de Macau. A primeira fase do investimento do grupo português Maló, constituída por quatro mil metros quadrados de spa – com 58 quartos e noventa camas de tratamento – irá abrir as portas em meados do próximo mês no Venetian, revelou o responsável. O atraso (a última data apontava para Maio) prendeu-se com burocracia, acrescentou. Seguir-se-ão, em Agosto, a farmácia, a unidade de agudos (que providenciará assistência imediata a clientes do Venetian, fruto de um protocolo com aquele resort) e os laboratórios de imagologia. Em Setembro, está prevista a abertura das divisões de “check up”, de cuidados dentários e de cirurgias ambulatórias. Já no início do próximo ano, o conjunto deverá ficar completo com uma área de “tratamento corporal e bem estar”. Dentro de um ano, José Peres Sousa calcula que a clínica empregue cerca de 300 funcionários, incluindo um grupo multidisciplinar de cinquenta médicos. Os coordenadores das principais especialidades virão de Portugal, disse ao Hoje Macau o administrador da MaloClinicSpa. O espaço tem um total de 12 mil metros quadrados e corresponde a um investimento de 280 milhões de patacas. O projecto de arquitectura é assinado por Jorge Matos e o complexo é apresentado pelos promotores como “o mais importante centro de bem estar e de saúde da Ásia”. A especialidade médica mais em destaque será a odontologia, que está na génese do grupo de Paulo Maló. Isto porque “há a necessidade de uma melhoria acentuada dos cuidados dentários nesta zona da China”, argumentou José Peres Sousa. in http://www.hojemacau.com/news.phtml?id=34774&type=society&today=10-06-2009
  23. No musseque de Capalanca, em Angola, poderá nascer uma escola desenhada por Paulo Moreira, arquitecto português nascido no Porto em 1980 e actualmente a estudar a Londres No musseque de Capalanca, em Angola, poderá nascer uma escola desenhada por Paulo Moreira, arquitecto português nascido no Porto em 1980 e actualmente a estudar a Londres, no departamento de Arquitectura da London Metropolitan University. O projecto, intitulado "The Survival of the School: Post-Colonial Transformations in Angola e Mozambique", recebeu o Noel Hill Travel Award 2009, do American Institute of Architects - UK Chapter (que distingue um estudante matriculado numa universidade do Reino Unido). Paulo Moreira inspirou-se noutra escola, criada há anos por portugueses no Xai-Xai, em Moçambique. No projecto há um muro de tijolos com aberturas entre eles que desenhará, quando a luz do sol as atravessar, a imagem de quatro crianças de mãos dadas. Trata-se da mesma imagem que está no pórtico da escola em Moçambique, que nasceu da iniciativa dos avós de Paulo Moreira quando aí viveram no final dos anos 50, início dos ano 60 do século XX. Esta ligação com a história familiar do arquitecto foi uma das razões que levou o júri a escolher Paulo Moreira para o prémio que lhe permitirá viajar até Capalanca e ao Xai-Xai e conhecer o local onde a sua escola irá ser construída, assim como a antiga escola, que a avó nunca teve oportunidade de ver em funcionamento. A viagem, em dois períodos de 15 dias, começa amanhã. Tudo começou com um convite da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES), que propôs a Paulo Moreira (formado na Faculdade de Arquitectura do Porto e com dois anos de estágio na Suíça) projectar um centro escolar que funcionasse também como motor para o desenvolvimento social e cultural da zona. Até agora o arquitecto trabalhou à distância: estudou as características do musseque, viu vídeos, fez entrevistas, depois localizou no Google Earth a antiga escola dos avós, encontrou duas antigas amigas da avó ligadas à escola, e foi assim que descobriu o desenho dos quatro meninos de mão dada. Muito do projecto para Capalanca tem que ser adaptado à actualidade e ao local. "A escola é composta por várias salas, cada uma com um volume diferente na forma e na altura, mimetizando um pouco o contexto envolvente", explica o arquitecto, referindo-se às construções do musseque, feitas pelos próprios habitantes. A escola será construída pelas pessoas de Capalanca, com os materiais que habitualmente usam, desde o cimento às chapas de zinco. Um elemento muito importante é a água, "um bem precioso" no musseque. A proposta é que haja uma torre/depósito de água, e uma bomba de brincar, na qual as crianças, "ao brincarem na roda como se fosse um carrossel, estão, ao mesmo tempo, a puxar a água para o tanque". Esta segue depois por uma espécie de aqueduto que percorre todos os volumes da escola e que estará à disposição da comunidade in http://ipsilon.publico.pt/Flash/texto.aspx?id=232552
  24. A Lisboa de António Costa 09.05.2009 - 15h49 Alexandra Prado Coelho Vamos subindo pelo interior do prédio esventrado e vazio até ao último andar. Chegamos a uma sala toda envidraçada, também deserta e abandonada, e saímos para o exterior. Corre uma brisa morna de final da tarde e a luz está a tornar-se dourada. E, de repente, vemos Lisboa como nunca a podemos ver. Ali mesmo ao lado, à altura dos nossos olhos, está a parte de trás do Arco da Rua Augusta, com as estátuas laterais (representando os rios Tejo e Douro), recostadas a olhar melancolicamente para as obras no Terreiro do Paço. A toda a volta os telhados dos edifícios da Baixa. Ao fundo, o Jardim do Torel, de um lado, e as ruínas do Convento do Carmo, do outro, já não parecem estar em pontos mais altos da cidade. "O que é que apetece fazer aqui?", pergunta, com um sorriso de satisfação, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa. "Jantar?", arriscamos. É possível que daqui a dois anos já possamos jantar num restaurante no terraço da antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, na Baixa. Para já é ainda um espaço com um velho tanque e outros objectos obsoletos no topo de um edifício magnífico em cujo piso térreo irá, no próximo dia 21, ser inaugurado o novo Museu do Design e da Moda (Mude). E o sorriso aberto de António Costa tem tudo a ver com isso: ao fim de anos de impasse, a colecção de Francisco Capelo, adquirida em 2003 pela câmara municipal e desde então guardada em armazéns (antes disso podia ser vista no Centro Cultural de Belém pré-Museu Berardo), vai finalmente ser exposta. O Mude é uma das duas grandes apostas culturais da câmara neste ano de eleições. Bárbara Coutinho, a directora do museu, percorre o espaço ainda vazio explicando como daqui a duas semanas o piso térreo estará completamente transformado (o projecto é dos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena), com o majestoso balcão de mármore preto e verde iluminado por dentro e rodeado pelas 175 peças de design de moda e de equipamento que foram "protagonistas de alterações de hábitos e mentalidades ao longo do século XX" e vão ser mostradas nesta exposição inaugural. Por enquanto serão ocupados apenas dois pisos - no futuro a ideia é continuar pelo edifício acima, com outros projectos, e chegar ao terraço do topo, ideal para um restaurante. Para António Costa o Mude não é apenas um museu - é, na estratégia da câmara, "o grande motor" para tão prometida revitalização da Baixa. Mas há outro, que o presidente da autarquia revela agora: a Moda Lisboa, a ExperimentaDesign, a Trienal de Arquitectura, o Centro Português de Design e a Agência para as Indústrias Criativas vão juntar-se num espaço comum, também na Baixa. "É uma forma de poderem ter áreas expositivas e espaços de representação comuns, zonas de cafetaria, lojas, e de poderem criar melhores condições para estabelecerem sinergias entre eles", ao mesmo tempo que contribuem para dinamizar a zona. África nas Janelas Verdes Para conhecermos a outra grande aposta da câmara, o centro cultural África.cont, para a arte africana contemporânea, temos que viajar para outra zona da cidade, as Janelas Verdes. Desta vez batemos à porta de um palacete amarelo, o Palácio Pombal, próximo do Museu Nacional de Arte Antiga. Vislumbramos os tectos trabalhados e os frescos nas paredes enquanto atravessamos rapidamente o local onde está instalado parte do Instituto José de Figueiredo, de conservação e restauro (que terá que sair deste espaço cuja cedência pela câmara ao Estado terminou há já dois anos), e saímos, pelas traseiras, descendo por umas escadas de ferro trabalhado até uns telhados, também estes com ar de há muito terem sido abandonados e esquecidos por todos. Estamos, explica Costa apontando à volta, a caminhar por cima das Tercenas do Marquês, um conjunto de três edifícios ligados ao palácio e que serviam de armazéns para o Marquês de Pombal no tempo em que o rio chegava até ali e os barcos atracavam junto ao velho muro - tudo isto, muro e tercenas, está hoje completamente tapado por um horrível edifício que dá para a Avenida 24 de Julho, onde está instalada a Direcção-Geral da Administração Pública. Costa - que se orgulha de, com estes projectos, ter demonstrado que "ao contrário do que se pensa não são precisos ovos para fazer omoletas" - teve, neste caso, alguma sorte. "Houve aqui um conjunto de astros que se conjugaram", reconhece. "Tínhamos as Tercenas, um património municipal extraordinário ao abandono e a precisar de um programa que alavancasse a sua recuperação. E havia ali aquela monstruosidade urbanística à espera de ser demolida. Felizmente era um edifício do Estado e o Estado percebeu que, para este projecto ter sucesso, tinha que aproveitar a oportunidade e demoli-lo." Costa levou o primeiro-ministro, José Sócrates, ao local e fê-lo descer uma ruela romântica e decadente pelo meio das tercenas até, de súbito, dar de caras com as traseiras da direcção-geral. Foi aí, conta Costa, que Sócrates ficou convencido. O edifício vai, portanto, desaparecer. Os serviços que aí funcionam vão ser transferidos, e no seu lugar vai abrir-se uma praça - um projecto do arquitecto britânico de origem tanzaniana David Adjaye (o estudo prévio de Adjaye foi pago pela Fundação Gulbenkian), que está neste momento num dossier que António Costa abre em cima de um muro baixo, para explicar o que vai mudar aqui. Quem entrar no África.cont pelo palacete das Janelas Verdes vai poder descer pelos telhados das tercenas, onde haverá esplanadas, até chegar à nova praça que dará acesso aos edifícios onde haverá salas de exposição e espectáculos. Novos pólos culturais Com dois projectos desta dimensão, não está a câmara a substituir-se ao Ministério da Cultura, cujo orçamento não permite lançar-se em aventuras destas? Costa é cauteloso: "Estamos a fazer isto em parceria com o Estado", sublinha. "Nós entramos com os edifícios, o Estado financia a obra, partilharemos os custos de exploração em partes iguais e associaremos os privados, que financiarão o resto da actividade" do África.cont. Ainda não começaram a fazer a "sensibilização" dos privados, até porque o momento não é o melhor, mas a ideia é que a participação destes só comece em 2012, quando o edifício nas Tercenas já for uma realidade (para já, e até essa altura, a programação do África.cont decorre noutros espaços, nomeadamente no Cinema São Jorge). O presidente da câmara não esconde a satisfação com as soluções encontradas para o Mude e o África.cont. Mas são casos excepcionais ou Lisboa está cheia de oportunidades destas? "Descobrir espaços milagrosos dá trabalho. Mas há vários espaços desconhecidos [como eram as Tercenas] à espera de programas. Agora, é fundamental que estes sejam sustentáveis." Aliás, continua, falta apenas a aprovação pela assembleia municipal do novo regulamento para a atribuição de espaços culturais para que seja colocado a concurso "um conjunto de espaços, desde ateliers individuais a sítios maiores, como a antiga Escola das Gaivotas". Os exemplos da Fábrica de Braço de Prata (na parte oriental da cidade) e, mais recentemente, da Lx Factory (a antiga gráfica Mirandela, em Alcântara) provam, diz Costa, que "há iniciativa para agarrar espaços que estão vazios e transformá-los em novos pólos de cultura". E que condições dará a câmara? "Seremos bastante generosos", garante, com uma gargalhada. "Alguns deles, como o das Gaivotas, exigem muita recuperação. Libertaremos o espaço a quem apresente um projecto de dinamização - é mais isso do que cobrança de rendas. Não é vocação da câmara ser senhoria de espaços culturais." Não tem dúvidas de que "há muita gente à procura" deste tipo de oportunidade. "Toda a geração posterior ao 25 de Abril anda à procura de espaços. As companhias independentes que existiam em 74, a Barraca, a Comuna, o Teatro Aberto, conquistaram os seus espaços, mas passaram já 35 anos e há muita gente que ainda não conseguiu encontrar os seus. É também missão da câmara disponibilizar os espaços que tem vazios." Encruzilhada de culturas E por trás disso há um projecto cultural coerente para a cidade? Há, garante. "Queremos valorizar a ideia de Lisboa como encruzilhada de culturas, de povos, ponto de partida e chegada de muita gente." Dessa estratégia fazem parte o núcleo museológico islâmico no Castelo de S. Jorge, o edifício já comprado em Alfama para fazer um museu para a comunidade judaica, a criação de um centro para crianças refugiadas, a proposta (em estudo) da criação de um centro cultural ucraniano, e o projecto de Lisboa-Cidade Erasmus, cujo objectivo é duplicar o número de estudantes Erasmus na cidade. "A multiculturalidade é uma ideia muito forte da marca Lisboa." Numa altura em que por todo o lado se ouve falar em cidades criativas, Lisboa quer, naturalmente, fazer parte disso - estão, aliás, a decorrer dois processos paralelos que envolvem essa ideia, os debates em torno das Estratégias para a Cultura em Lisboa (resultados prometidos para final de Julho), promovidos pela vereadora Rosalia Vargas, da Cultura, e os da nova Carta Estratégica de Lisboa, de âmbito mais alargado. "As cidades criativas alimentam-se numa relação em rede", diz Costa, "e nós temos que ganhar massa crítica para podermos ser parte activa nessa rede." Mas como é que se atraem os chamados "talentos" e ao mesmo tempo se evita que os "talentos" portugueses se vão embora? "É saudável que os artistas portugueses vão a Berlim e de Berlim venham para Lisboa, depois vão para Madrid. É essa a ideia de rede. No África.cont vamos lançar um programa de residências artísticas usando residências que já temos em Alcântara. Uma área na qual claramente vale a pena investir é na fixação de residências em Lisboa." E os grandes eventos valem a pena? "Se surgir um grande evento, é positivo e deve ser acarinhado. Mas a estratégia da cidade não pode nem deve ser estruturada a partir disso. Uma cidade com a posição geográfica de Lisboa tem tudo a ganhar em aumentar a sua capacidade de atracção internacional a partir da multiplicidade de eventos no quotidiano. Tem sido essa, aliás, a estratégia de promoção internacional de Lisboa. Muito dificilmente conseguiríamos ter um superevento internacional que pudesse ser claramente competitivo e diferenciador em relação a todos os outros que estão hoje à distância de uma low cost de 50 euros, seja em Londres, Paris ou Berlim." É verdade, reconhece Costa, que nos anos seguintes à Expo-98 e ao Euro 2004 houve um salto no número de turistas que visitaram a cidade. Mas neste momento, segundo o presidente da câmara, não é essa a prioridade. O que é muito bom é que eventos que se passam em Lisboa se expandam - seja o Rock in Rio para Madrid, seja a ExperimentaDesign para Amesterdão. "Isso ajuda a integrar Lisboa nas redes globais." E, consequentemente, a atrair mais pessoas, sejam artistas em residência, turistas em hotéis de charme ou estudantes Erasmus em versão low cost - todos eles poderão, quem sabe, daqui a dois anos estar a jantar no topo do edifício da antiga sede do BNU, enquanto olham para as costas das estátuas melancólicas do Arco da Rua Augusta. Da baixa ao Parque Mayer Habitação. "Tem que ser o maior desafio estratégico. Um dos dados curiosos de um inquérito sobre o que leva as pessoas a escolher um sítio para viver é o de que o primeiro motivo é a proximidade do emprego. Se queremos recuperar a habitação, temos que recuperar também emprego e não continuarmos a deixar os postos de trabalho a fugir alegremente. São milhares de postos que a cidade perdeu nos últimos anos. Temos que atrair empresas que gerem emprego, diversificar o tipo e criar condições de equipamento para que as famílias possam viver bem na cidade. Essa foi uma das razões por que fizemos uma grande aposta com o programa Escola Nova. Era uma vergonha a capital ter as piores escolas do país. O preço do metro quadrado na Baixa há-de ser sempre superior. Onde é que podemos introduzir um diferencial em favor da Baixa? Permitindo às pessoas poupar nos transportes e ganharem tempo fugindo aos engarrafamentos de entrada em Lisboa, e oferecendo-lhes boas condições de educação para os filhos com menor custo do que têm fora da cidade." Reabilitação. "Criámos condições de licenciamento que não existiam. A Baixa aguardava desde 1994 um plano para se poder começar a licenciar. Arrancámos com o plano de pormenor, fizemos aprovar as normas provisórias e só isso permitiu licenciar mais de 60 projectos que estavam pendentes. Há várias obras que já arrancaram na Av. da Liberdade, na Baixa, Chiado. Este programa envolve 354 empreitadas, grande parte nas zonas históricas, para permitir concluir uma série de obras apresentadas com grande espalhafato em 2003 e 2004, que nunca arrancaram ou que se arrancaram ficaram paralisadas em 2006, ou edifícios que foram entregues à EPUL e que a EPUL também não recuperou. É um investimento de 120 milhões de euros a realizar em quatro anos." Terreiro do Paço. "Temos uma relação hoje óptima com a Sociedade Frente Tejo [responsável pelo projecto para a frente ribeirinha, nomeadamente o Terreiro do Paço]. Neste momento eles estão a acabar o estudo de urbanismo comercial para encontrar um bom equilíbrio que assegure a dinamização das arcadas do Terreiro do Paço para não serem só restaurantes ou só galerias de arte. Está previsto um hotel no edifício do Ministério da Administração Interna, que deverá ser uma pousada da rede das Pousadas de Portugal. O que está previsto é que sejam libertados e alterados os usos dos dois torreões, dos pisos térreos e do edifício do MAI (que vai mudar-se para a ala nascente)." Parque Mayer. "Estamos a poucas semanas de arrancar com as obras no Capitólio. O arquitecto Manuel Aires Mateus está a acabar o plano de pormenor. É verdade que o financiamento está parcialmente dependente dos privados, mas não faltará interesse de privados na utilização, é um sítio absolutamente fantástico no centro. É um projecto muito minimalista e que tem a vantagem de ser económico. O grande investimento da câmara é no espaço público. Tem essa enorme vantagem, é muito económico. Acha que vai ser difícil encontrar quem queira abrir lojas ali? Eu acho que não. Quanto à proposta de um grande auditório [dois mil lugares], o plano deve abrir portas e não fechar, e não obriga à construção. Se esse projecto vier a concretizar-se, nunca será iniciativa da câmara. Há privados que têm manifestado interesse em investir na criação de um espaço dessas dimensões para poder atrair a Lisboa grandes produções internacionais que não consideram rentáveis para teatros com dimensões inferiores. Tenho registado de vários privados disponibilidade para esse investimento." Hotéis de charme. "O mercado dirá [se são em excesso]. Há um ano, quando lançámos o programa Lisboa Capital do Charme [para vender seis palácios pertencentes à câmara para hotéis de charme], ninguém imaginava a situação económica que o mundo está a atravessar. No entanto, tenho verificado um número de interessados muito significativo a querer conhecer os edifícios. Temos que aumentar ainda uns largos milhares de camas e uma das outras coisas que os estudos sobre turismo indicam é que no mercado das short breaks (viagens de fim-de-semana) Lisboa está extremamente bem posicionada. Este programa era um três em um: tínhamos um conjunto de edifícios com valor patrimonial para os quais a câmara não ia ter uso; íamos reabilitá-los, promovendo uma oferta turística diferenciada; e iria permitir à câmara um encaixe financeiro de está carente." Baixa. "A Baixa tem que ser um espaço de usos mistos. Hoje o que permite rentabilizar as infra-estruturas urbanas, que são caríssimas, é criar zonas cuja utilização possa ser maximizada 24 horas por dia. A chave está em encontrar em cada bairro uma multifuncionalidade que permita isso. Um dos problemas da Baixa foi ter sido entregue durante duas décadas à banca a funcionar das 9h às 17h. Temos que ter habitação, serviços que funcionem também à noite, espaços culturais, turistas, dar vida o maior número de horas possível por dia." in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379575&idCanal=59
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