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  1. Três milhões de euros vão requalificar frente marítima da Praia do Pedrógão No Verão do próximo ano, a marginal e frente marítima da Praia do Pedrógão deverão apresentar uma série de novos equipamentos e infra-estruturas. Essa é a data prevista para a conclusão do projecto de execução previsto para o local, e aprovado ontem em reunião de câmara. As obras, que se prevêem arrancarem no final do ano, terão um custo de três milhões de euros, verba que deverá ter uma comparticipação da Europa comunitária a rondar os 700 mil euros, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). É nesse sentido que existe já uma pré-candidatura para a comparticipação de fundos comunitários, explicou o vereador das Obras Públicas, no final da reunião do executivo. Segundo Fernando Carvalho, o 'calçadão' previsto para toda a extensão da marginal - entre a rotunda Sul e Norte (no Casal Ventoso) - será uma das obras mais significativas da intervenção, que quer "privilegiar a utilização pedonal", o que resultará na "perda de estacionamento na frente marítima", mas, simultaneamente, a criação de 'bolsas' de estacionamento' noutros locais, explicou o autarca. Nesse âmbito, o 'calçadão' terá sete metros de largura e, em toda a extensão daquela via pedonal, o muro que o separa do areal será rebaixado, adquirindo, simultaneamente, a função de banco, sublinhou Fernando Carvalho ao nosso jornal. O projecto - apresentado na reunião de câmara pelo director do Departamento de Planeamento e Urbanismo da autarquia, o arquitecto António Moreira de Figueiredo - prevê uma área de intervenção de quase sete hectares, que corresponde à frente marítima daquela praia até à sua primeira linha de edificado, sendo que a proposta aprovada teve como base os pressupostos definidos no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). Novos equipamentos Além do privilegiar a circulação pedonal e de ordenar o estacionamento e a circulação automóvel, a intervenção prevê a criação de uma série de infra-estruturas para uso complementar à estadia na praia, como novas praças/esplanadas, zona de recreio infanto-juvenil, de educação e espaços de lazer. Exemplo disso é a intervenção na entrada principal (Sul) daquele local de veraneio, onde será criado um parque de estacionamento organizado, com a correcta distribuição de lugares, alguns dos quais para pessoas com mobilidade reduzida, junto à praça aí localizada. Simultaneamente, serão plantados pinheiros em caldeiras no separador central, além de espécies herbáceas resistentes às condições climatéricas adversas. No mesmo local, à direita daquela bolsa de estacionamento, propõe-se um 'Parque Aventura' - para o cidadão infanto-juvenil -, com equipamentos em madeira de escalada, slide, escorregas, cordas, entre outro. O objectivo é que se enquadre no espírito do local, ficando intimamente ligado à praia e zona de falésias. Ainda na extremidade Sul, onde se localiza a Praça das Pedras, e que ficará directamente ligada ao 'Parque Aventura', prevê-se a continuidade de um espaço amplo para a realização de vários eventos culturais. A circulação automóvel naquela zona, e até ao Mercado Municipal, será efectuado apenas no sentido Norte-Sul, numa faixa de rodagem com apenas 3,5 metros e ao nível dos passeios. Simultaneamente, e ao longo do 'calçadão', serão instalados bancos, floreiras e papeleiras, a par da proposta para a inscrição de poemas e excertos em chapas de 'aço corten' fixas nas lajetas. Nesta zona, e no que toca ao estacionamento, só será permitido junto às residências (ao longo da marginal). Junto ao Mercado Municipal propõe-se uma rotunda, que segundo a autarquia "facilitará a circulação do tráfego e onde começará uma nova tipologia de arruamento", que se prolongará pelo Casal Ventoso, onde já será permitido o estacionamento transversal e a circulação automóvel nos dois sentidos. Aquele tipo de proposta mantém-se até ao final da área de intervenção, culminando numa rotunda, na entrada Norte da praia. in http://www.diarioleiria.pt/19514.htm
  2. O prestigiado arquitecto português Souto Moura apresentou esta quarta-feira em Quarteira o estudo prévio para a criação de um centro cultural naquela localidade, um projecto arquitectónico “difícil mas ambicioso”, caracterizou. No dia da celebração do 10.º aniversário da elevação de Quarteira a cidade, cujo programa incluiu diversos eventos, esta sessão, realizada no novo Centro Autárquico, juntou dezenas de cidadãos interessados em ouvir as ideias daquele arquitecto. O centro cultural é um equipamento “há muito tempo aguardado” pelos quarteirenses, que ficará situado num terreno existente entre a marginal e a Avenida Mota Pinto, onde actualmente, todas as quartas-feiras, se realiza o mercado da fruta. A câmara contactou directamente Souto Moura, pedindo-lhe um “marco arquitectónico importante” mas, também, um espaço polivalente, que sirva o teatro, a dança, a pintura e demais actividades artísticas. “É um trabalho que me entusiasma. É difícil mas ambicioso, com o propósito de melhorar esta zona e ser um sítio carismático, um novo centro em Quarteira”, disse o arquitecto, 56 anos, natural do Porto. O edifício vai integrar um auditório com 350 lugares, cuja forma se adaptará ao cariz do evento que aí se realize. O perfil da sala de espectáculos foi uma das dúvidas que ficou no ar com a apresentação de hoje. “Será um auditório mais para teatro, mais para música ou mais para conferências? Há que decidir, há que afinar se é mais para música ou mais para a palavra”, confidenciou Souto Moura. O centro cultural integrará uma biblioteca/mediateca, uma livraria, uma cafetaria e uma pequena sala para iniciativas mais restritas, como exposições, pequenos concertos e conferências temáticas. A parte exterior é uma das principais componentes do projecto apresentado pelo arquitecto, que desenhou “uma praceta” à entrada, em parte coberta, e “uma praça” atrás, permitindo fazer o «recorte» com os edifícios já existentes e inserindo a obra no contexto urbano. Souto Moura vê este centro “como um sítio de atravessamento, em que pessoas entram, compram um livro ou um filme, bebem café ou os jovens podem estudar”. O equipamento engloba ainda um parque de estacionamento subterrâneo público, com capacidade para cerca de 270 viaturas. O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio, e o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, José Coelho Mendes, mostraram-se satisfeitos com o que observaram. “Estou muito satisfeito, pois vai ao encontro do que sentimos sobre a requalificação urbana de Quarteira. É um virar de página”, disse o edil louletano, secundado pelo líder da junta local. Até final do ano prevê-se que fique concluído o projecto de execução. “Ainda há detalhes para decidir, preciso de mais algumas informações para acertar no que pretendo”, referiu Souto Moura. O processo de concurso terá a duração de meio ano, prevendo-se que a obra seja executada em dois anos. O custo final ainda não está estimado. in http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=94533
  3. Concurso público prestes a avançar A intervenção vai desde o Lagar ao CDRC Cabeço das Pesqueiras requalificado A autarquia de Vila Velha de Ródão está prestes a lançar o concurso para a requalificação do Cabeço das Pesqueiras. Ma há outros projectos que continuam a mexer, desde o cais fluvial à Fundação Cargaleiro O Cabeço das Pesqueiras, em Vila Velha de Ródão, vai ser alvo de uma requalificação urbanística. O projecto está pronto e será, em breve, lançado a concurso. A presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Maria do Carmo Sequeira, explica que este é um anseio há muito sentido pela população. Este trabalho é fruto de uma estratégia que foi definida desde que este executivo tomou posse. “No primeiro mandato na autarquia, requalificamos a vila e criámos infra-estruturas como a Casa de Artes, complementada agora pela Biblioteca, obras concluídas já neste segundo mandato, no qual as baterias também se voltaram para o Porto do Tejo”, refere a edil, adiantando que, no que se refere ao Cabeço das Pesqueiras, “a Câmara fez um esforço para comprar todos aqueles terrenos, o que vai permitir que agora se avance para o ordenamento e requalificação daquela zona, onde está inserido também um lagar de varas, que vai ser todo recuperado e que pode constituir-se como um importante pólo de atracção e dinamização”. A intervenção vai começar mesmo pelo lagar de varas, até à zona do Centro Desportivo, Recreativo e Cultural (CDRC) e sua zona envolvente. Esta será, segundo a presidente, “a grande obra do terceiro mandato”, além de ser este também o mandato em que se concluirá a estratégia de requalificação. Os principas alvos desta intervenção serão, então, o lagar de varas, o largo do Cabeço das Pesqueiras, o polidesportivo, e ribeira do Enxarrique, e a massa arbórea ali existente. As principais opções e ideias do projecto apontam para que, nesta área, de 15.800 metros quadrados, seja criada uma forte articulação com o tecido urbano envolvente, mas deve ser também um espaço mobilidade bem definida, inclusive para quem possa estar condicionado, havendo ainda uma boa articulação entre os diferentes espaços, com fácil circulação entre eles. A vista sobre o Rio Tejo e sobre o lagar de varas são mais-valias a explorar nesta requalificação do Cabeço das Pesqueiras. O projecto comporta ainda a criação de vários sub-espaços, polivalentes, com funcionalidades distintas, para diferentes faixas etárias. Em suma, além do Largo do Cabeço das Pesqueiras, o projecto inclui a zona desportiva, a zona onde se encontra o Centro Desportivo, Recreativo e Cultural de Vila Velha de Ródão, a área do terreiro, o espaço do Miradouro, uma zona de recreio sénior e infantil, uma zona de ligação pedonal, uma zona lúdica de água, a envolvente ao lagar de varas, bem como as suas áreas de recepção, áreas de estacioname a recuperação do lagar de varas junto à ribeira do Enxarrique. Obras no cais continuam Maria do Carmo Sequeira refere também que, a zona do Cais Fluvial também vai continuar a ser alvo de intervenção, com o lançamento do Parque de Campismo Rural e do Parque de Caravanismo. “Há um ano compramos os terrenos à beira do Tejo, onde vão ser construídas também as infra-estruturas de apoio, não só aos parques de Campismo Rural e Caravanismo, mas também ao Centro Náutico”, explica, acrescentando que, “para concluir a intervenção nesta zona, vai também ser lançado a concurso o caminho e a ponte do Enxarrique, por onde se podem fazer passeios pedonais, sendo visível da ponte a zona arqueológica, classificada, do Enxarrique”. Em Vila Velha de Ródão, além da requalificação urbana, também continua a delinear-se o projecto que, com a assinatura do arquitecto Siza Vieira, vai exaltar a marca de Manuel Cargaleiro no concelho, que é também sua terra natal. Nesse sentido, estão a decorrer dois ateliers, um de olaria e cerâmica e outro de tecelagem e trapologia. “Aqui em Vila Velha de Ródão, na Escola Oficina, instalada na Quinta da Torre Velha, são produzidas peças que depois integram as exposições dos outros pólos da Fundação Cargaleiro”. Maria do Carmo Sequeira recorda que a Quinta da Torre Velha também vai ser intervencionada, sendo o espaço que servia de casa de habitação transformado num espaço também de acolhimento, para membros da fundação, podendo ser ainda aproveitado para turismo rural, mas mantendo uma sala de exposições e um acesso aos ateliers. in http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=179&id=13865&idSeccao=1826&Action=noticia
  4. Primeira pedra na construção da Casa das Artes e da Criatividade Sala de espectáculos única em São João da Madeira A construção da primeira sala de espectáculos de funcionamento hidráulico no país tem início esta segunda-feira. A Casa das Artes e da Criatividade de São João da Madeira assume-se como o mais inovador equipamento ligado às artes do espectáculo em Portugal. A construção da Casa das Arte e da Criatividade de São João da Madeira tem início esta segunda-feira. A sala de espectáculos, única no país, foi projectada pelo arquitecto Filipe Oliveira Dias, e funciona através de um sistema hidráulico que lhe permite adoptar diferentes configurações em apenas uma hora. Citado pela SIC, Filipe Dias explica que se trata de «uma inovadora sala multinacional em termos internacionais, sendo a primeira do género a instalar no nosso país». A Casa das Artes e da Criatividade irá surgir no local onde funcionava o Cinema Imperador e será «o mais inovador equipamento ligado às artes do espectáculo do Portugal moderno», considera o arquitecto. in http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=6512bd43d9caa6e02c990b0a82652dca&id=6894cb909c417950c31f43eacaa430fb
  5. Casais adapta Palácio de Estoi a Pousada Histórica d.r. Ver Fotos » Pousada de Estoi Está concluído e a abrir portas o “novo” Palácio de Estoi transformado em pousada histórica, após as obras de recuperação e adaptação, que estiveram a cargo da Casais. A empreitada realizada neste edifício do séc. XVIII, classificado como imóvel de interesse público, durou cerca de dois anos e ronda os 11 milhões de euros. Segundo a empresa construtora, a intervenção integra a recuperação do palácio original que alberga os espaços públicos do equipamento: os salões nobres deram origem a áreas de lazer; a antiga capela surge como zona de leitura, o antigo quarto do Visconde como zona de recepção e o restaurante. A cozinha e as áreas técnicas e de pessoal surgem “enterradas” abaixo da cota do palácio, dispondo apenas de um pequeno corpo à vista. Simultaneamente foi construído de raíz o edifício destinado ao alojamento dos visitantes do palácio com 60 quartos mais três suites e requalificadas as Antigas Cavalariças para edifício de eventos. Do ponto de vista construtivo “o desafio foi integrar três obras diferentes numa só”, destaca Pedro Pinto, director de zona da Casais. “O edificio dos quartos e a cozinha foram feitos de raíz, a Cavalariça foi requalificada e o Palácio foi alvo de restauro. Na mesma obra e ao mesmo tempo executava-se betão armado, demolia-se o interior das cavalariças e restaurava-se talha dourada”. O Palácio é muito mais do que parece. De facto, segundo José Guerra, director de Obra, “quem visita o Palácio não imagina o que lá está. Quem confortavelmente sentado admira o tecto restaurado de um salão não imaginará que está sobre uma laje e que por baixo desta está uma zona técnica visitável escavada à mão". "Fiquei particularmente satisfeito que a decoração da agora Pousada, tantos nos quartos como nas zonas comuns, seja feita com fotografias do desenrolar da obra", acrescentou. "De tudo o que nos orgulhamos saliento a pedra da zona de quartos, tanto exterior como interior, a complexa estrutura de betão armado desse edifício, o restauro dos salões e as zonas técnicas por baixo do Palácio e o Jardim do Labirinto”, acrescentou o director da Obra. O projecto, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, “foi, por si só um desafio. A execução da obra dada a exigência do projecto motivou a equipa da Casais a utilizar todo o seu know how e experiência". "Se há empresa talhada para fazer esta obra essa empresa é a Casais. A noção de serviço é idiossincrática na nossa empresa. Quem pense uma obra destas na perspectiva industrial não será bem sucedido. Se tivemos sucesso é porque do primeiro ao último dia esperamos a mudança, a surpresa, a alteração, a procura contínua da excelência por todos os intervenientes e envolvemo-nos nela, sendo, aqui, de inteira justiça salientar a contribuição do director de Obra, Eng. José Guerra” afirma Pedro Pinto. A obra executada contempla um amplo trabalho de restauro no Palácio, assim como Jardins que emergem valorizados. A obra do Palácio de Estoi pela sua complexidade e carácter único assume-se como uma das mais emblemáticas obras desenvolvidas pela Casais no Algarve. Os números da obra 11 milhões de euros 13.000 m2 área total 550 trabalhadores passaram pela obra in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=33181
  6. Elevadores para o Castelo aprovados pela Câmara Torre de Foster de Lisboa poderá não sair do papel 20.05.2009 - 23h15 Ana Henriques O arquitecto britânico Norman Foster recebeu esta quarta-feira o prémio Príncipe das Astúrias em Artes, mas o projecto que tem para Lisboa, uma torre de 27 andares em Santos, ao pé do rio, poderá nunca sair do papel – tal como aconteceu com outros grandes nomes da arquitectura mundial que projectaram a obra para Lisboa. Questionado sobre se o projecto para o chamado aterro da Boavista irá por diante nos moldes em que Foster o concebeu, o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, não deu certezas: “O plano, que já é antigo, vai ter de ser submetido a discussão pública. E a torre que ele inclui é polémica, tem levantado contestação”. Já para a vereadora social-democrata Margarida Saavedra, o edifício que a Câmara de Lisboa permitiu que esteja a crescer no terreno ao lado, uma obra de Manuel e Francisco Aires Mateus que vai albergar a sede da EDP, compromete a torre de Foster, encomendada por um grupo privado. “Tal como foi aprovada, com espaço livre à volta, ela fazia sentido. Mas o edifício que está a ser construído atravanca o espaço, prejudicando o enquadramento da torre”, observou a autarca. “Norman Foster [também já galardoado com o prémio Pritzker em 1999] não merece isto”, acrescentou Saavedra. Manuel Salgado explicou que tanto o plano de pormenor da zona nascente do aterro da Boavista, onde ficará a sede da EDP, como o da zona poente, que diz respeito à área para a qual trabalhou o britânico, deverão ser apresentados proximamente na reunião de câmara. “A ideia é compatibilizar os dois planos”, referiu. Margarida Saavedra criticou também o arrastar das decisões na autarquia, que levam muitas vezes os investidores a optar por fazer obra em outros concelhos onde os processos são analisados com mais celeridade, e destacou Oeiras como exemplo. Elevadores aprovados Mais próximo de concretização está o elevador com que a Câmara de Lisboa quer ligar a Baixa ao Castelo de S. Jorge. Na realidade, são dois elevadores, um primeiro saindo da Rua dos Fanqueiros até ao Largo do Caldas e um segundo, panorâmico, arrancando da base do mercado de Chão de Loureiro até ao seu topo. A obra foi aprovada na reunião do executivo camarário, mas não sem reparos. Quem chegar ao final deste percurso terá ainda uma subida a fazer a pé para chegar ao castelo, criticou a vereadora social-democrata. Por outro lado, acrescentou, a empreitada adjudicada em 2006 à Soares da Costa por dois milhões de euros para fazer um silo automóvel no mercado não contemplava o elevador – portanto, a bem da transparência será necessário fazer novo concurso público, já que entre o silo e o elevador serão gastos cinco milhões, defendeu. Mas os sociais-democratas votaram vencidos neste caso. Do projecto fazem parte um restaurante panorâmico no topo do mercado e um supermercado no rés-do-chão. Entretanto, o presidente da câmara, António Costa, anunciou que não desiste da intenção de gastar meio milhão de euros provenientes da parte das receitas do Casino de Lisboa a que a autarquia tem direito em duas exposições das colecções de arte africana de Joe Berardo e José Guimarães. Segundo explicou António Costa, parte daquela verba - 200 mil euros - destina-se a climatizar o espaço do Terreiro do Paço onde as mostras terão lugar, o Pátio da Galé, um local que a autarquia mantém arrendado ao Estado. Na iniciativa está também envolvida a vereadora dos Cidadãos Por Lisboa, Manuela Júdice, mas a cabeça de lista deste movimento, Helena Roseta, já veio dizer que nada tem a ver com as exposições, contra as quais votará por considerar tratar-se de um gasto excessivo. “Não é a primeira vez nem será a última que os membros dos Cidadãos por Lisboa têm posições diferentes entre si”, declarou Helena Roseta. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381873&idCanal=59
  7. Centro de Arte com pista de gelo A Câmara de Castelo Branco acaba de assegurar, no Quadro de Referência Estratégico Nacional (Qren) o financiamento para aquela que será a obra mais emblemática da cidade. O Centro de Arte Contemporânea custa mais de seis milhões de euros e ficará instalado junto à biblioteca. O Centro de Arte Contemporânea de Castelo Branco deverá ser lançado a concurso ainda este ano e será, no entender de Joaquim Morão, presidente da Câmara, a obra mais emblemática da cidade da sua história recente. Segundo apurámos, o edifício divide-se em quatro pisos, a saber: Piso -1 Entrada Principal; Piso 0 Pista de Gelo; Piso 1 Sala de Exposições e Auditório; e Piso 2 Sala de Exposições e Sala de Projecções. Uma estrutura imponente, com algumas semelhanças exteriores à Casa da Música do Porto, que "constituirá uma marca para a cidade e para a região. Será uma obra de referência, que apresenta uma arquitectura inovadora, também ela marcante para a cidade". Situada no prolongamento da praça da Devesa (Docas), em terrenos do antigo Quartel de Cavalaria, junto à Biblioteca, a nova estrutura apresenta uma arquitectura arrojada e moderna e tem a particularidade de ver agregada uma pista de gelo para patinagem. O investimento ultrapassa os seis milhões de euros. "Esta obra fazia parte do Plano Estratégico do Polis, mas não avançou por que na altura não tínhamos financiamento. Agora conseguimos esse apoio junto do Qren e vamos avançar com a obra. Ainda este ano lançaremos a sua construção a concurso", explica o presidente da autarquia. Obra de dimensão Joaquim Morão reforça a ideia de que "esta é uma obra de grande dimensão, que vai atrair muito público à cidade e será um pólo de desenvolvimento cultural". Com a construção daquele espaço, o autarca explica que a rua que ainda divide a Devesa do espaço do antigo Quartel vai desaparecer, ficando assim uma praça contínua. No entender de Joaquim Morão são muitas as mais-valias do Centro de Arte Contemporânea de Castelo Branco. "Além da vertente urbanística que irá ser feita em toda aquela área, vamos ter a possibilidade de termos um museu de arte contemporânea e um auditório de qualidade acústica superior, para ali se poderem realizar espectáculos de referência", diz. De acordo com o autarca a obra deverá ficar concluída um ano e meio depois do início da sua construção. Arquitectura de Lluis Mateo O projecto de arquitectura é da autoria do arquitecto catalão Josep Lluis Mateo e integra os projectos de especialidades, com destaque para o projecto de acústica do auditório e projecto de iluminação decorativa do edifício. No entender da autarquia, a concretização deste projecto contribuirá para o desenvolvimento urbano, reforçando a articulação da cidade com a respectiva área envolvente e promoverá a qualificação do espaço urbano. A candidatura da autarquia ao Qren revela que “com a criação de um equipamento cultural desta natureza e com estas características numa cidade de Interior como Castelo Branco pretende-se contribuir para o reforço da coesão social, neste caso pela democratização no acesso à cultura contemporânea”. A concluir a autarquia justifica este investimento no sentido de contribuir para a requalificação urbana de Castelo Branco e, por essa via, para a criação de uma imagem distintiva da urbe no contexto regional e nacional, através da construção de um edifício distinto e que reúne as valências culturais e de lazer. in http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=177&id=13551&idSeccao=1792&Action=noticia VIDEO = http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=177&id=13551&idSeccao=1792&Action=noticia
  8. Oceanário apresenta projecto de expansão Aquário, um dos maiores da Europa, tem três mil visitantes diários 2009-05-02 TELMA ROQUE O Oceanário de Lisboa apresenta, na terça-feira, o projecto de expansão das actuais instalações. O projecto, a executar até 2011, tem como objectivos reforçar a capacidade para receber visitantes e aumentar as receitas. Nunes Correia, ministro do Ambiente, e Rolando Borges Martins, presidente do conselho de administração da Parque Expo, presidem à cerimónia, marcada para as 11.30 horas, na sala Sophia de Mello Breyner. Pedro Campos Costa, arquitecto responsável pelo projecto de expansão, e João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa, farão a apresentação da empreitada. Os contornos do projecto não foram antecipados. Os responsáveis pelo Aquário, um dos maiores da Europa, situado no Parque das Nações, adiantaram apenas que a expansão visa "reforçar a capacidade de o Oceanário atingir a sua missão, garantir a sustentabilidade económica e financeira da instituição a longo prazo e aumentar o grau de satisfação dos muitos visitantes através de novas exposições". Projectado pelo arquitecto Peter Chermayeff, o Oceanário de Lisboa é composto por dois edifícios, ligados por uma ponte. A estrutura maior está cercada por água e representa um navio pronto a zarpar, acolhendo a exposição principal. O edifício de apoio possui, na fachada nobre, um painel com 55 mil azulejos, que reproduzem animais marinhos em grandes dimensões. O Oceanário de Lisboa colabora com várias instituições, nacionais e internacionais, em projectos de investigação científica. É o primeiro aquário da Europa a conseguir a obtenção de certificações de qualidade (9001, 14001, e EMAS). O edifício foi ainda distinguido com uma menção honrosa do Prémio Valmor de Arquitectura 1998 e o Oceanário ganhou o Prémio Internacional de Ciência Chiaja da Europa. Todos os dias, recebe cerca de três mil visitantes. Ao todo, mais de 13 milhões já entraram no Oceanário. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1218830
  9. Arquitectura dos Açores preservada em livro Acaba de sair do prelo uma nova publicação do Instituto Açoriano de Cultura, intitulada “História Ilustrada da Arquitectura dos Açores”, da autoria do arquitecto e historiador de arquitectura José Manuel Fernandes. O Instituto Açoriano de Cultura lançou, recentemente, a obra “História Ilustrada da Arquitectura dos Açores”. O livro insere-se no conjunto de publicações com que aquele organismo cultural decidiu associar-se à comemoração do 25º aniversário da inscrição da cidade de Angra do Heroísmo na Lista dos Bens Património da Humanidade da UNESCO em 1983. Esta obra, traça uma primeira abordagem global no domínio da História da Arquitectura nos Açores e abrange todas as ilhas do Arquipélago e os seus dezanove concelhos, desde os primórdios do povoamento até à actualidade, nos vários quadros religioso, militar, civil e doméstico Esta publicação assume-se, desde já, como a mais importante referência neste domínio e âmbito geográfico até ao momento publicada nos Açores. Esta obra, conta com o apoio de diversas câmaras municipais, da Direcção Regional das Comunidades, bem como da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e é co-financiada pelo INTERREG III B, no âmbito do Projecto Chronos, do qual o Instituto Açoriano de Cultura foi o chefe de fila. JornalDiario 2009-05-03 14:00:00 in http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=20406
  10. Arquitectos portugueses criam material de construção que funde betão com a natureza 20.05.2009 , Luís Lago Dois arquitectos portugueses criaram um híbrido entre betão e matéria orgânica, por onde vegetação pode nascer e crescer espontaneamente. Chamam-lhe betão orgânico e afirmam que pode reduzir os riscos de cheias e devolver os espaços verdes aos grandes centros urbanos. "Essencialmente é um híbrido composto por betão normal misturado com terra compactada, que permite o crescimento de vegetação", explica João Ferrão, um dos arquitectos envolvidos neste projecto. O material pode ser utilizado na pavimentação de espaços exteriores, revestimentos de rampas e muros de suporte. “Não está pensado para lajes ou outros elementos estruturais de um edifício, mas tem capacidade de carga suficiente para que automóveis possam circular sem que o material perca as suas propriedades”, afirma o arquitecto. João Costa Ribeiro, o outro criador do betão orgânico, aponta como principal vantagem deste híbrido a capacidade de absorver e reter água. "Ao longo dos anos as cidades tornaram-se progressivamente impermeáveis, aumentando com isso o risco de inundações", explica. "O betão orgânico é muito permeável e permite contrabalançar esta tendência". O arquitecto acredita também que este material pode devolver a natureza aos espaços urbanos, cada vez mais artificiais. "A vegetação está cada vez menos presente nas nossas cidades", defende João Costa Ribeiro. “As calçadas, que permitiam uma mistura entre pavimento e área plantada têm sido trocadas por materiais de produção industrial, que separam a natureza daquilo que é artificial”. O betão orgânico será então “uma forma de fundir a natureza com o inorgânico”. A ideia surgiu em 2003, quando a empresa de ambos, a Extrastudio, submeteu a concurso um projecto de remodelação do Father Collins Park, em Dublin, na Irlanda. Os arquitectos, inspirados na vegetação que cresce entre as rupturas do asfalto, idealizaram um modo de “misturar de forma orgânica os edifícios do parque com o resto da paisagem natural envolvente”, conta João Ferrão. “Queríamos que os caminhos que ligam os edifícios aos campos circundantes se desvanecessem ao entrar em contacto com o verde da natureza”. O projecto acabou por não vencer o concurso mas, no final desse ano, os arquitectos desenvolveram os primeiros protótipos, em gesso, daquilo que viria a ser o betão orgânico. Em 2005, apresentaram um protótipo na quarta edição da ExperimentaDesign- Bienal de Lisboa, que nesse ano tinha o lema de “O meio é a matéria”. A participação neste evento despertou a atenção para o projecto e rapidamente começaram a ser contactados por inúmeros interessados no material. “Desde arquitectos paisagistas até empresas com intuitos mais comerciais, todos nos pediam quantidades enormes de betão, até 10 mil metros quadrados”, conta João Ferrão. As propostas chegaram “da Alemanha, Inglaterra, China, Brasil, mas acima de tudo dos Estados Unidos e da Europa do Norte.” As finalidades que cada um dos interessados queria dar ao material também eram bastante distintas. “Pediam-nos de tudo, desde parcerias para desenvolver betão com cinzas incorporadas na Coreia do Sul, até utilizações verticais em fachadas de edifícios.” No entanto, os arquitectos viram-se obrigados a recusar todas estas propostas ambiciosas, pois não tinham ainda os meios para produzir quantidades tão grandes de betão. “Somos arquitectos, obviamente que produzir materiais não estava, na altura, dentro das nossas competências”, diz João Ferrão. O projecto ficou esquecido durante algum tempo até que, em 2007, a empresa portuguesa AMOP propôs uma parceria para desenvolver o material. Depois de vários protótipos e testes, o material será finalmente aplicado no pátio de uma casa desenhada pelo arquitecto Gonçalo Byrne, inserida no projecto Vila Utopia, em Carnaxide. Apesar de já terem o primeiro cliente, os arquitectos ainda estão a estudar qual a melhor forma de comercializar o material. “Estamos a discutir com a AMOP se o material será um produto de luxo ou algo que seja produzido em massa”, diz João Ferrão. Os arquitectos tendem mais para a segunda alternativa, mas colocam algumas reservas. “Tememos que, caso o betão orgânico seja vulgarizado, comece a ser mal aplicado”, esclarece João Costa Ribeiro. O arquitecto receia que o material tenha o mesmo destino que as grelhas de enrelvamento, estruturas de betão que também permitem o crescimento de vegetação no seu interior. “É um produto com potencial, que pode ser aplicado de forma semelhante ao nosso, mas muitas vezes reparo que é utilizado de forma errada”, diz. “Há estacionamentos de centros comercias que, por se localizarem em reservas ecológicas nacionais, precisam de grelhas de enrelvamento. Mas este material exige manutenção a longo prazo, é preciso que a vegetação seja regada e tratada. Essa manutenção é normalmente esquecida e, ao fim de algum tempo as grelhas tornam-se em nada mais do que betão com terra batida no meio. O betão orgânico é um material muito mais complexo e necessita também de um maior cuidado.” Mesmo com estas incertezas sobre o futuro do produto, os arquitectos acreditam que o material estará disponível no mercado ainda este ano. O betão orgânico retem mais água que o tradicional e permite que vegetação cresça espontaneamente in http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381829
  11. Seminário Internacional: TEMPO NA ARQUITECTURA Seminário Internacional Tempo na Arquitectura 21 e 22 de Maio de 2009, pelas 9h30, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora (sala a designar). Programa Oradores: Paulo Mendes da Rocha (Brasil), Emilio Tuñón(Espanha), Teresa Moller (Chile), Jacques Gubler (Suíça), Giovanni Leoncini (Itália), João Luís Carrilho da Graça, Aurora Carapinha, Cláudio Torres, Paulo Catrica, entre outros. Organização: Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) com a colaboração do Departamentos de Artes Visuais da Universidade de Évora. Informações e Contactos: Centro de História da Arte e Investigação Artística Palácio Vimioso da Universidade de Évora Largo Marquês de Marialva, 8 Apartado 94, 7002-554 Évora Tel.: 266 706 581 Fax: 266 744 677 Email: chaia@uevora.pt www.temponaarquitectura.uevora.pt Local: 9:30 | Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora (sala a designar)
  12. Arquitectura: Cristina Salvador vence Prémio Fernando Távora Por Marta Maia - jpn@icicom.up.pt Publicado: 05.05.2009 | 18:27 (GMT) Marcadores: Arquitectura Ordem dos Arquitectos atribuiu cinco mil euros ao projecto de uma viagem de investigação ao deserto do Namibe. A Ordem dos Arquitectos atribuiu, esta segunda-feira, uma bolsa de cinco mil euros ao projecto "Diário do Deserto - Namibe 2009". A quarta edição do Prémio Fernando Távora vai financiar uma viagem de investigação ao deserto do Namibe (entre Angola e a Namíbia), proposta por Cristina Salvador. O prémio, atribuído pela Câmara Municipal de Matosinhos, distingue projectos que valorizam a pesquisa da arquitectura de outros países para desenvolver a cultura do arquitecto. O "diário" da viagem de Cristina Salvador vai ser apresentado em Matosinhos, a 5 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura. Cristina Salvador é diplomada pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e já trabalhou na Angola e na República do Congo. O Prémio Fernando Távora é atribuído todos os anos e já vai na quarta edição. Desde 2005 já distinguiu projectos dos arquitectos Nelson Mota, Sílvia Benedito e Maria Moita. Este ano, o júri foi constituído por Sérgio Fernandez, Ana Machado, Helena Almeida, Carrilho da Graça e Arnaldo Saraiva. in http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/05/arquitectura_cristina_salvador_vence_premio_fernando_tavora.html
  13. Uma Casa da História Europeia por Vasco Graça Moura 06 Maio 2009 Sendo a História uma construção intelectual, a questão política pode pôr em risco a isenção e o equilíbrio do projecto Arrancou esta semana, em Estrasburgo, o projecto de uma Casa da História Europeia (CHE), no seguimento de uma ideia do actual presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering. Fui designado pela Comissão de Cultura e Educação do PE para o cargo (gratuito) de membro de conselho de administração da CHE, em que serei substituído logo que entre em funções o novo parlamento. Esse conselho entrou ontem (terça-feira) em funções. A minha ligação pessoal ao projecto será pois muito efémera e não de todo isenta de dúvidas quanto à concepção, aos objectivos e aos recursos necessários. Nas palavras de Pöttering, o objectivo é o da criação de "um local em que possa frutificar o ideal europeu" e onde sejam "tratadas a nossa memória da História da Europa e a obra de unificação europeia, que simultaneamente viabilize a construção da identidade da Europa pelos actuais e futuros cidadãos da União Europeia". Mas um dos objectivos principais é político: "a casa da História Europeia deve ser vir o objectivo da educação política de todos", diz o comité de peritos. Sendo a História uma construção intelectual, a questão política, ou da educação política, por muitos méritos que lhe reconheçamos, pode pôr em risco a isenção, a objectividade e o equilíbrio do projecto. É certo que o mesmo comité de peritos entende dever ser conferida "prioridade absoluta à independência cien- tífica e à objectividade da apresentação", assentes em conhecimentos e métodos científicos, embora também diga que a CHE "não deve levar a efeito actividades de investigação fundamental stricto sensu". O comité de peritos começa por apontar como um dos grandes objectivos da CHE o de "aprofundar os conhecimentos dos europeus de todas as gerações sobre a sua própria história e, deste modo, concluir para uma melhor compreensão da evolução da Europa no presente e no futuro". Só que esta orientação é logo condicionada porque a "instituição deve tornar-se um local que dá vida à ideia europeia" e também pela concentração no período que vem de 1914 até hoje. Não consegui descortinar dos documentos se a CHE será edificada em Bruxelas ou em Estrasburgo. Tudo indica que deveria ser Bruxelas, mas nunca se sabe… Sabe-se que o concurso de arquitectura será lançado em 2009 e que a CHE deve ser inaugurada em 2014. E o empreendimento é avultado. A CHE deve acolher uma exposição permanente sobre a História europeia, repartida por uma área de cerca de 4 mil m2, bem como espaços destinados a exposições temporárias", mais um centro de informação com informação complementar sobre o passado e o presente da Europa. Podendo cada deputado convidar até 95 visitantes por ano, isto significa que, actualmente, o PE é visitado anualmente por mais de 73 mil pessoas e que estas serão o alvo preferencial das iniciativas e da exposição da CHE. Neste aspecto as coisas variarão muito consoante a sede da CHE seja Bruxelas ou Estrasburgo… O comité de peritos, de que faz parte o escritor e historiador António Reis, elaborou os fundamentos conceptuais e museológicos do projecto. O documento, aprovado em Setembro de 2008, é muito interessante e aponta, como mensagens prioritárias da CHE, "a ampla rejeição e superação dos nacionalismos, da ditadura e da guerra, bem como a vontade, surgida nos anos 50, de viver em paz e liberdade na Europa e ainda a criação de uma união supranacional de natureza civil", o que é mais do foro da ideologia do que do da História... E fala-se da construção de um verdadeiro museu, com colecção própria e inserção prevista no circuito das permutas internacionais, cujo cerne será a exposição permanente da CHE. Mas, atenção!, será apresentada "essencialmente a História europeia no período compreendido entre a Primeira Guerra Mundial e a época contemporânea" na tal área de 4 mil m2. Os peritos dizem ainda uma coisa de que discordo profundamente: "não é absolutamente necessário, do ponto de vista de uma melhor compreensão do futuro e do presente por parte dos visitantes, fazer remissões para as raízes do continente e a Idade Média, bem como para os tempos modernos". Com este encurtamento da memória, como é que os visitantes hão-de poder conhecer-se mais a fundo como europeus, naquilo que os une e naquilo que os distingue? in http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1223015&seccao=Vasco%20Gra%E7a%20Moura&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
  14. Podcast: A estreia de "As Operações SAAL" http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/512842
  15. Desenho do arquitecto Bruno Soares Novas imagens do futuro Terreiro do Paço já foram apresentadas 08.05.2009 - 18h28 Ana Henriques É uma praça cor de terra, com losangos, aquela que o arquitecto Bruno Soares desenhou para a Sociedade Frente Tejo e apresentou à Câmara de Lisboa para a renovação do Terreiro do Paço. O projecto foi hoje finalmente dado a conhecer, depois de ter sido mantido em segredo durante mais de um mês, e inclui um substancial alargamento dos passeios e grandes restrições à circulação automóvel. A calçada à portuguesa desaparece do local, enquanto o Cais das Colunas surge transformado numa plataforma circular. Até ao final do séc. XIX, o Terreiro do Paço não estava pavimentado: era, como o nome indica, uma praça de terra. Foi essa memória que Bruno Soares quis manter no trabalho que desenvolveu para a Sociedade Frente Tejo. A cor das fachadas dos edifícios mantém-se igual. Depois há um corredor de pedra que marca o caminho entre o arco da Rua Augusta e o rio - e que tem sido até agora, nas apresentações restritas que o arquitecto tem feito do seu projecto, o aspecto mais contestado. Há quem diga que divide desnecessariamente a praça ao meio. “Isto não é nenhuma passadeira esquisita. É um passeio em pedra em direcção ao Cais das Colunas”, disse hoje Bruno Soares em defesa da sua dama. Alargados, os passeios laterais da praça servirão para albergar esplanadas. Ali, o pavimento será de lioz e terá desenhadas umas linhas desencontradas que correspondem às rotas de navegação dos portugueses no séc. XVI tal como aparecem nas cartas da época. Para os peões há boas notícias: de acordo com os dados fornecidos ontem, a área destinada à circulação automóvel passará dos actuais 40 por cento da praça para 11%. Se for por diante o novo plano de circulação rodoviária gizado pela Câmara de Lisboa, os veículos particulares apenas poderão circular paralelamente ao rio, ou seja, no troço entre a Av. Infante D. Henrique e a Av. da Ribeira das Naus, ficando proibidos de aceder ao Terreiro do Paço pelas perpendiculares ao Tejo, nomeadamente pela Rua da Prata. E mesmo aqui com restrições de velocidade. As cinco faixas de rodagem que hoje existem na Ribeira das Naus serão reduzidas a duas. Os transportes públicos serão desviados para a Rua do Arsenal e para a Rua da Alfândega, por forma a não cruzarem a praça. Os únicos veículos que serão autorizados a parar nela serão os eléctricos. A remodelação do Terreiro do Paço tem de ficar pronta a tempo das comemorações do centenário da República, que se realizam em Outubro do ano que vem. E embora o projecto ontem apresentado seja aquele que, em princípio, irá por diante, ele poderá vir incorporar sugestões ou alterações sugeridas por todos aqueles que quiserem participar neste debate. Os desenhos serão colocados no site da Sociedade Frente Tejo a partir do próximo dia 12. O presidente desta entidade, o arquitecto Biencard Cruz, comprometeu-se ontem a “promover o envolvimento dos cidadãos” - “porque a praça é de todos, e não apenas dos especialistas” em urbanismo e arquitectura. Bruno Soares explicou que os 3,5 hectares da Praça do Comércio - um tamanho bem maior do que o de outras praças de referência europeias, como a Plaza Mayor, em Madrid, ou a praça central de Bruxelas - não permitem criar no seu centro, desabrigado e exposto ao Tejo, uma zona de estar. Por isso é que as esplanadas foram remetidas para debaixo das arcadas e respectivos passeios adjacentes. Orçada em 8,5 milhões - verba que inclui a consolidação do torreão poente -, a reabilitação da praça inclui a alteração da iluminação nocturna. Sobreelevação da placa central pode prejudicar vistas dos transeuntes Quem olha para as imagens divulgadas hoje não se apercebe do pormenor. Só usando a lupa no computador se conseguem ver os degraus entre a parte da placa central da Praça do Comércio mais próxima do rio e a estrada que corre paralela ao Tejo. Especialista em urbanismo, a vereadora da Câmara de Lisboa Margarida Saavedra, do PSD, teme que a sobreelevação da praça do lado sul seja o principal problema deste projecto. É que essa sobreelevação terá perto de um metro de altura - o que, no seu entender, poderá prejudicar as vistas da praça de todos os que dela se aproximarem vindos do lado do Cais do Sodré, do lado de Santa Apolónia ou mesmo do rio,porque ficarão num plano mais baixo. “Com a criação desta barreira, a comunhão que existe entre a cidade e o rio desfaz-se”, avisa a autarca. “Enquanto este aspecto não for devidamente explicado pela Sociedade Frente Tejo tenho as maiores dúvidas sobre esta intervenção prevista no Terreiro do Paço”. Na apresentação do projecto que fez hoje, o seu autor, o arquitecto Bruno Soares, disse que o cais das colunas ficará 75 centímetros mais baixo do que a plataforma central do Terreiro do Paço. “Na zona em que surge sobreelevada a placa central ficará ao nível da cintura do peão”, refere a vereadora do PSD, que diz já ter pedido explicações a Bruno Soares. “E quem ali passa de carro também verá as suas vistas comprometidas. Tal como quem chega de cacilheiro ou nos navios de cruzeiro”. Neste momento, a praça não é propriamente plana - apresenta-se abaulada nas laterais -, mas a sua placa central não tem quaisquer desníveis ou degraus. “Asobreelevação cria, sobretudo junto aos torreões do Terreiro do Paço, uma perspectiva totalmente diferente da que existe hoje”, repete a vereadora. Sobreeelevada, desta vez em relação à placa central, vai ficar também a estátua de D. José: Bruno Soares desenhou três degraus que a fazem destacar-se do chão. O projecto - incluindo as restrições ao trânsito a ele associadas - deverá ser discutido ainda este mês na Câmara de Lisboa. Mas o parecer da autarquia não é vinculativo, uma vez que se trata de uma obra a cargo da administração central. “Queremos que os peões prevaleçam sobre o automóvel”, disse ontem Bruno Soares. “Entre Santa Apolónia e a 24 de Julho vai ter de se andar devagar”. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379460&idCanal=59 quarta-feira, 29 de Abril de 2009 | 17:05 Imprimir Enviar por Email Lisboetas querem mais espaços verdes na Praça do Comércio Um estudo desenvolvido pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) revelou que pouco mais de metade (51%) dos lisboetas quer mais espaços verdes, mais esplanadas e mais sombra na Praça do Comércio. Outra das lacunas que o estudo apontou foi a necessidade de promoção de mais actividades de foro cultural e de lazer, que foi apontada por 55,5% do universo amostral. O factor apontado como o mais desagradável naquele espaço foi a circulação de trânsito, tendo sido referido por 39,8% dos inquiridos. Entre os factores que fazem os lisboetas considerar o Terreiro do Paço como espaço agradável, foi apontado o conjunto arquitectónico, a paisagem (sobre o Rio Tejo) e o próprio espaço em si. Filipa Ramalhete, docente no departamento de arquitectura da UAL, explica que este inquérito «teve como objectivo não só contribuir para o conhecimento histórico, arquitectónico e social no ordenamento de Lisboa, como também fornecer pistas para o estudo do ordenamento da Praça, através de um conhecimento que engloba conhecer quem frequenta, vive e trabalha neste espaço público». «A Praça do Comércio deverá ser uma referência para os lisboetas, com serviços públicos e esplanadas nos locais correctos», disse o responsável pelo projecto de requalificação da Frente Tejo, Luís Bruno Soares. «O novo projecto de requalificação da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina para a Praça do Comércio pretende requalificar o espaço público através do redesenho do chão, dando um ovo sentido e significado ao espaço público. O estudo «Praça do Comércio – Percepção e Representação do Espaço: Presente e Futuro», que foi promovido pelo Instituto de Investigação Pluridisciplinar da UAL, envolveu 440 inquéritos a transeuntes e trabalhadores da Praça do Comércio, 15 entrevistas a entidades chave (como a Polícia de Segurança Pública), observação no local e redacção de trabalhos diversos. IN http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=385373&page=1 Opinião: Terreiro do Paço - Que futuro? 08.05.2009 - 21h06 O Terreiro do Paço é uma das praças maiores e mais bonitas da Europa, porta de entrada de Lisboa e centro a partir do qual a cidade ressuscitada se desenvolve. A nossa “Real Praça do Comércio”, ponto fulcral de todo um décor de um Projecto Mercantilista e Modernizante nunca conseguido, onde toda uma simbologia é desenvolvida: a geometria, o numeralismo, etc. A inclinação dos bordos em relação à estátua, para que os que se lhe aproximem sejam reduzidos à sua “insignificância” por D.José, o nosso Rei-Sol. A luminosidade que a todos encandeia e que de todos os lados reflecte. Simbolismo materializado pela conjugação da vontade do homem e da domesticação dos materiais. Por tudo isso, o Terreiro do Paço é Monumento Nacional. Mas a relação do lisboeta com o Terreiro do Paço é ambígua, bipolar. Da cor das fachadas (era “amarelo de Nápoles” quando podia ser rosa, de Bragança; foi verde-garrafa, e voltou a amarelo) ao abandono do Arco Triunfal, aos torreões “mais para lá do que para cá”; aos elementos espúrios, ao “tratamento” do Cais das Colunas, à boca de Metro em plena arcada, aos pilaretes, quiosques, e aos esventramentos sucessivos do subsolo. Foi parque de estacionamento. Tem sido feira popular e estaminé. A decisão oculta Lembrou a alguém, a propósito do Centenário da República, fazer dela o palco de 2010. Contagiado pelo despotismo esclarecido de antanho, decidiu e não auscultou ninguém, muito menos a “plebe”. O projecto é facto consumado. Da placa central? Reafectação dos pisos térreos? Correcção dos “embelezamentos”? Limpeza do arco e da estátua? Eternizar a veia de quermesse? Mastros, toldos, “bandeirinhas”? Publicidade a troco de €? Toque de “contemporaneidade”? O projecto divulgado em sessão privada de CML emoldura o Terreiro do Paço com piso riscado, invocando a cartografia do séc. XVI. A placa central é preenchida por uma desconcertante rede de losangos ocre, de areão, a “condizer” com as fachadas dos edifícios, num imenso tartan de gosto duvidoso, debruado a risquinha cinzenta e rematado por um losango verde-garrafa sob o plinto da estátua, em “pandan” com o verdete. Aplana-se a placa central com uma “bancada” de 1m de alto, em degraus, ao longo de toda a frente-rio, para banhos de sol, farturas e passear o cão. E este o Terreiro do Paço pelo qual tanto temos aguardado? Por que não houve concurso para a selecção do projectista? Quem se arrogou o poder de escolher uma solução que não foi divulgada, muito menos discutida? Que Terreiro do Paço? É preciso respeitar o seu simbolismo, história, monumentalidade, magnificência, luminosidade, assimetria, estética, cromatismo e ligação ao rio, que fazem dele um local tão aparentemente minimalista e inóspito quanto, seguramente, belo e único. O que tem o losango que ver com o Barroco? E o areão, mais apropriado a paredões e pistas de atletismo? O argumento da luminosidade excessiva é capcioso e não inviabiliza o lioz, ou as lajes de pedra do mesmo tipo das sob as arcadas. O alargamento dos passeios laterais pode ser em calçada portuguesa, sem recurso à “cartografia”. Não é a calçada um ex-libris alfacinha, defendida publicamente, e bem, pelo próprio Presidente da CML? E será que a sombra, ou a falta dela, é um problema sério? Terá sido esta praça construída como praceta? Não é ela um local monumental, aberto ao rio, ao vento e à luz? Mas se for preciso ter sombra, por que não as árvores de alinhamento de há 100 anos? Não são elas um modo natural e não intrusivo de sombreado, impeditivo da publicidade e da ocupação abusiva da praça? Ou uma solução mais criativa (“elevando a fasquia”), com laranjeiras em grandes vasos bordejando as arcadas. E bancos? Com costas e em mármore (Pç. do Império)? Sem costas (Rossio)? Por fim, não colhe a ideia do corredor central em piso diferenciado, perpendicular ao Arco, cruzando a estátua e prosseguindo até aos degraus do remate junto à marginal. Porque o peão não precisa que lhe indiquem por onde circular. Permita-se-lhe o gozo aleatório, sem pressas, buzinas e lixo. A contemplação. O horizonte, a luz e o vento. O registo imponente, solene, estático, contemplativo, livre aos elementos, do projecto original. Há quem gabe o arrojo do novo projecto. Contudo, cremos que arrojo é decidir sobre a praça mais monumental do país às escondidas de todos. Haja debate! Paulo Ferrero, Bernardo F. de Carvalho, Carlos F. de Moura, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silva, Nuno Santos Silva e António Sérgio Rosa de Carvalho (Pelo Fórum Cidadania Lx) (*) Fonte: “Briefing” dos Vereadores da CML após reunião privada de CML comentários 1 a 5 de um total de 13 Escrever comentário 10.05.2009 - 16h01 - sergio henriques, porto O Terreiro é-o pelo que o nome indica, por isso é um terreiro afirmando-se tautologicamente. Era barroco e não iluminista como certas concepções algo confundidas o afirmam. Apresenta-se assim; se quiserem mudar o intuito, a forma, o uso, temo que devam mudar a nomenclatura do sítio. Agora penso, Praça do Paço, Jardim .., Parada .., não me convencem. Sem conhecer os desenhos a apresentar, não há muitas observações às opções do arquitecto senão que, esta Praça que se abre ao rio e não está confinada por quatro planos ortogonais do Paço, como em Madrid, Barcelona, Salamanca, tem menos sombra e isso pode ser um problema para umas 16 semanas do ano das 48. Será? A opção pelo material saibro ou um areão permitirão uma maior transpiração daqueles 4 acres de espaço, para além de não reflectirem o calor da mesma forma que uma superfície de lajetas. Se me dizem que a diferença de cotas entre a porta da R.Augusta e Av. Inf.D.Henriques é de ca. 1m, daí resultar um patamar para obter um terreiro plano, parece-me desnecessário. Um espaço de estar funciona perfeitamente com alguma inclinação, 1% seria aceitável e já chegaria para ultrapassar uma diferença de uns 1,20m naquele sítio. Aguardo. 09.05.2009 - 19h44 - Clara, Lisboa Se a intenção é devolver a praça às pessoas, limitando o trânsito automóvel que nela circula, então, por favor, tenham em conta: a) a acessibilidade, não colocando degraus nem a velha calçada portuguesa quer na zona central quer nas laterais para permitir aos que têm dificuldades de locomoção poderem, também, usufruir dela; o bem-estar de quem por lá se passear, plantando árvores e instalando bancos - com costas e, de preferência, virados para o rio -, para que uma aprasível sombra nos permita sentar a ler um livro ou simplesmente olhar para o Tejo. Não se percebe o motivo desta resistência a plantar árvores no Terreiro do Paço. Lisboa tem muito sol e não é fácil permanecer num local tão amplo e sem sombras nos dias quentes de Verão. 09.05.2009 - 17h54 - p, Lisboa Por que razão não põem lá a lota e a feira do relógio? Isso é que o povo gosta. 09.05.2009 - 15h00 - Breogan, Porto Que futuro para o Terreiro do Paço ? Esperemos que seja o local de um grandioso e purificador auto-de-fé da corja politica ! 09.05.2009 - 09h47 - E. Fernandes, SAC, Loures Participei no primeiro levantamento topográfico do cais das colunas há mais de 10 anos com um Eng. do I.S.T. É com uma certa tristeza que vejo hoje que em nada se avançou para o reaproveitamento da praça. A praça aos lisboetas! Porque não um jardim ao estilo lisboeta, aberto do lado do rio, com quiosques? Nada é estático, nem uma praça. Se é só para admirar a estátua... Como muita coisa em Lisboa, muitas situações, muito se discute e nada se faz. Bem haja. Liberdade Sempre. Comentários 1 a 5 in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379485 VIDEOS Era uma vez à beira-Tejo | http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/513477 E o resto são paisagens | http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/513480 Como vai ser o Terreiro do Paço | http://aeiou.expresso.pt/como-vai-ser-o-terreiro-do-paco=f513370
  16. Projectos O novo Vietname por Cláudia Melo 10 Maio 2009 O conjunto prevê torres com apartamentos, um condomínio de luxo e escritórios. No Vietname, em Ho Chi Minh, a antiga Saigão, o atelier Português Promontório está neste momento a desenvolver um projecto que irá contribuir para o enriquecimento arquitectónico e urbanístico da cidade. Ho Chi Minh é a maior cidade vietnamita. Com cerca de nove milhões de habitantes e uma grande densidade habitacional, a cidade é conhecida pelos inúmeros veículos motorizados, o que caracteriza a sua pujança económica. A paisagem urbana da cidade é marcada, quase em simultâneo, por construções tradicionais, vestígios dos períodos de colonialismo francês, como quintas e palacetes, com construções improvisadas e precárias, arquitectura de inspiração soviética dos anos 60 e torres de serviços e habitação contemporâneas. A variação altimétrica e de escala é enorme, coexistindo torres com habitações de dois pisos. Actualmente, assiste-se a um investimento demográfico e financeiro no crescimento da cidade, prevendo-se que até 2020 albergue 20 milhões de habitantes. Dentro desta estratégia, o atelier Promontório foi seleccionado por investidores do Cazaquistão e da China, os promotores do projecto, a construir um complexo multiusos entre o rio Saigão e a EN1A, o principal eixo de ligação a Hanói, a capital vietnamita. Com cerca de 500 000 metros quadrados de construção e destinado a habitação, comércio e serviços, o complexo terá uma imagem iconográfica de sete torres e uma composição de alçado que assenta em ritmos e geometrias fortes, densas e compactas e que caracterizam o trabalho do colectivo de arquitectos. A própria organização do conjunto já é uma indicação desta tendência: é proposta uma plataforma de quatro pisos, que comportará um centro comercial, que irá ser o maior da cidade. A partir deste embasamento serão erguidas cinco torres destinadas a 1000 apartamentos, que irão formar um condomínio de luxo. As restantes torres serão gémeas e albergarão escritórios. Na linha de pensamento e de linguagem do Promontório, coordenado pelos arquitectos João e Paulo Perloiro, João Luís Ferreira, Paulo Martins Barata e Pedro Appleton, é aplicada massivamente a standartização e a pré-fabricação, entendida não só como sistema construtivo, mas como mote estético e de composição arquitectónica. Os arquitectos assumem e evidenciam todas as vertentes da standartização, como a economia na modelação estrutural ou a racionalização de colocação de vãos como janelas e portas. Com esta matriz, de uma aparente simplicidade, o colectivo de arquitectos consegue uma diversidade de soluções e variações que lhe permitem adaptar a diferentes usos e tipologias. Assim, é possível que a mesma métrica seja utilizada tanto em habitação como em escritórios, e, já no interior destes espaços, ser adaptada à diversidade interior dos apartamentos e a soluções flexíveis de escritórios. Esta organização e composição é feita com um enorme rigor e refinamento de desenho e um sentido estético único, uma vez que, conforme referem os próprios arquitectos, Promontório foi "seleccionado como arquitecto do maior empreendimento do Vietname". in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1227465&seccao=Arquitectura
  17. Futuro da Holanda pode passar por construções anfíbias “Se não podes vencê-la junta-te a ela”. A ideia está subjacente num projecto em curso na Holanda e que visa dar mais espaço à água. Após anos de investimento em sistemas de drenagem, a população debate-se com o aquecimento global e a inveitável subida do nível do mar. Um casal, que passou os últimos verões numa casa anfíbia garante que não há nada melhor: “Temos um aquecimento central normal e água quente como em qualquer casa. É óptimo viver dentro e muito seguro”, afirma Marianne van Raak. Esta é, apenas, uma das 46 casas-barco construídas em Maasbommel, no centro do país, uma das áreas inundadas em 1995. Aqui foi edificado um bairro com casas anfíbias, que graças a fundações ocas em cimento, actuam como o casco de um navio, subindo e descendo com as marés. A estrutura está ligada a postes de atracagem para impedir que flutuar para longe. O arquitecto Ger Kengen explica que se trata de “uma caixa de cimento” com madeira incorporada na parte superior. Em cima é leve e em baixo pesada. Quando a água chega a esta caixa, adianta, começa a flutuar. É este o princípio. “Temos duas fundações, uma na parte dianteira e outra na parte traseira que permitem à casa subir e descer verticalmente.” Cerca de metade da Holanda encontra-se abaixo ou ao mesmo nível das águas mar onde vive 60% da população. Durante séculos, os holandeses tentaram recuperar terra, apostando, numa complexa rede de diques e de canais. Conscientes da necessidade de alterar hábitos e da incapacidade de vencer esta batalha, os investigadores decidiram fazer da água uma aliada. Jeroen Warner da Universidade de Wageningen considera que “o mais importante é o facto de termos alternativas, onde deixa de ser necessário escolher entre o espaço para as pessoas e o espaço para o rio já que há espaço para ambos.” O investigador defende, no entanto, que é necessário trabalhar mais para encontrar soluções que permitam beneficiar “um maior número de pessoas, e não apenas, as de Maasbommel.” Mas a mudança climática tem, também, um impacto social. Perto de Maasbommel, 13.000 habitantes recusaram ver inundada a área onde vivem ao abrigo de um plano governamental, que visava prevenir inundações em zonas mais populosas. Harry Sandes refere que os habitantes vivem aqui como qualquer outra pessoa noutra zona do mundo, acrescentando, que têm bons diques e não receiam a água. O Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas admite que no próximo século, a precipitação na Holanda possa aumentar 25% e o nível do mar mais de um metro. As casas anfíbias são a primeira étapa de um projecto, que promete revolucionar a arquitectura do país. VIDEO = http://pt.euronews.net/2009/05/11/futuro-da-holanda-pode-passar-por-construces-anfibias/ in http://pt.euronews.net/2009/05/11/futuro-da-holanda-pode-passar-por-construces-anfibias/
  18. Há 700 anos que não se construía na Noruega um centro cultural com esta dimensão http://arteportodaparte.blogspot.com/2009/05/premio-mies-van-der-rohe-para-opera-de.htmlHá 12 dias |Arte Por Toda A Parte| Prémio Mies van der Rohe para a Ópera de OsloHá 21 dias Arquitectura.pt Arquitectura norueguesa em destaque Prémio Mies van der Rohe para a Ópera de Oslo, onde podemos passear pelo telhado 29.04.2009 - 14h50 Alexandra Prado Coelho É um edifício que nasce na água e sobre o qual se pode caminhar. A nova ópera de Oslo, do atelier norueguês Snohetta, quer ser um símbolo da Noruega moderna. A Ópera de Oslo foi notícia há um ano por uma razão que a ultrapassou completamente: na inauguração, a chanceler alemã, Angela Merkel, apareceu com um enorme decote que surpreendeu todos e que a atirou para as primeiras páginas dos jornais. Agora a Ópera volta a ser notícia por razões que têm tudo a ver com ela, sobretudo com o edifício: o projecto do atelier norueguês Snohetta, recebeu ontem um dos mais prestigiados prémios de arquitectura, o Mies van der Rohe. Há 700 anos que não se construía na Noruega um centro cultural com esta dimensão. E estamos a falar de uma área do tamanho de quatro estádios de futebol, de um interior com 1100 divisões, e de um dos mais modernos e tecnologicamente avançados palcos de ópera do mundo. O auditório principal tem 1350 lugares, e existe uma segunda sala com capacidade para 400 pessoas, além de uma sala de ensaios com 200 lugares. Mas o que torna esta ópera excepcional é o seu telhado inclinado, que começa junto à água, na baía de Oslo, e permite que as pessoas subam por ele e passeiem sobre o edifício. A ambição foi, desde o início, grande. Pretendeu-se criar “um importante símbolo do que a Noruega moderna representa como nação e expressar o papel que a ópera e o ballet devem ter na sociedade”, explica o Snohetta no texto em que apresenta o projecto (os três sócios do atelier, Kjetil Traedal Thorsen, Tarald Lundevall e Craig Dykers, são também os responsáveis pela nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto). O edifício é além disso, sublinha por seu lado o texto do prémio Mies van der Rohe, “o primeiro elemento da transformação da zona da baía de Oslo, com o objectivo de voltar a ligar a cidade à sua frente marítima”. E é “uma paisagem arquitectónica aberta ao público”. É precisamente esse factor, essa “generosidade” do edifício, que o crítico de arquitectura Jorge Figueira destaca. “Estabelece uma relação muito física com os utilizadores. Convida as pessoas a estarem nele mesmo não estando dentro dele”. Confessa, contudo, que não o considera “uma obra surpreendente”. Sendo “sem dúvida muito qualificada, não é particularmente inovadora”, diz. Figueira vê na ópera “uma espécie de encontro entre a excelente tradição da arquitectura nórdica, no uso dos materiais, no rigor construtivo, no tema da organicidade das formas, e o desejo muito contemporâneo de criar um ícone”. E vê na forma como esta ideia é trabalhada a influência de elementos da arquitectura modernista brasileira, nomeadamente nessas rampas que “permitem circular em cima do edifício, tornando-o também um circuito exterior”. No interior os arquitectos usaram sobretudo madeira, invocando a tradição dos construtores de barcos noruegueses. A par disso, pediram a vários artistas (o atelier tem uma colaboração especialmente próxima com o artista dinamarquês Olafur Eliasson, com quem fez em 2007 o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres), para fazerem intervenções — Eliasson, por exemplo, fez um vestiário. A Ópera de Oslo foi escolhida para o Prémio Mies van der Rohe — que tem um valor de 60 mil euros, e é apoiado pela União Europeia — de entre uma lista de cinco finalistas que incluía o Zenith Music Hall de Estrasburgo (França) do Studio Fuksas, a Universidade Luigi Bocconi de Milão (Itália) dos Grafton Architects, o Centro Multimodal do Tramway de Nice (França) do Atelier Marc Barani, e a Biblioteca, Centro para Seniores e Pátio Interior em Barcelona (Espanha) dos RCR Arquitectes. IN http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377483 Ópera de Oslo ganha prémio de arquitectura O edifício da Ópera de Oslo, na Noruega, venceu a edição de 2009 do prémio “Mies van der Rohe” de arquitectura contemporânea. Elemento central da transformação urbana da cidade, que procura o reencontro com a água, o espaço de 18 mil metros quadrados tornou-se muito rapidamente num ponto de encontro dos habitantes da cidade, uma espécie de catalizador de energias. VIDEO - http://pt.euronews.net/2009/05/12/opera-de-oslo-ganha-premio-de-arquitectura/ IN http://pt.euronews.net/2009/05/12/opera-de-oslo-ganha-premio-de-arquitectura/
  19. "Edifícios com melhor certificação energética terão maior valor no mercado" Diário de Leiria (DL) - Quais são as mais-valias da nova regulamentação sobre eficiência energética dos edifícios? Domenico Medori (DM) - Com a certificação energética de edifícios ficamos todos com uma noção de quanto necessitamos de gastar em energia para podermos ter o mínimo de conforto térmico, quer na nossa casa, quer no nosso local de trabalho, caso este seja num edifício de serviços. Hoje em dia, o cidadão comum tem, normalmente, uma noção da qualidade da construção do imóvel de que é proprietário ou que vai adquirir. A partir de agora há um estudo feito por especialistas nesta área da energia, com intervenção de peritos qualificados, como é o caso da CPU Energia, que quantificam o comportamento energético do imóvel, permitindo assim a sua comparação com outras construções semelhantes. O proprietário ficará também a conhecer algumas medidas de melhoria que, se aplicadas ao seu imóvel, poderão melhorar o seu desempenho energético e melhorar a classe de eficiência energética atribuída. Muito em breve, no mercado imobiliário, um imóvel de fraca categoria energética será penalizado comercialmente, à semelhança do que acontece actualmente com os electrodomésticos de baixa classe energética. Os imóveis com bom desempenho energético tenderão a valorizar-se relativamente aos demais. DL - Há, em contraponto, algum aspecto que esteja menos bem na nova lei? MM - Desde que este novo pacote legislativo entrou em vigor (meados de 2006 - com aplicação para os edifícios existentes a partir do dia 1 de Janeiro 2009), já vários aspectos identificados na altura com alguma fragilidade, foram revistos e melhorados, o que indicia que em situações futuras o mesmo possa vir a acontecer. Noutro aspecto, o modelo matemático subjacente à certificação premeia a existência e qualidade de elementos energéticos "activos" (painéis solares, esquentadores, etc.) mas ainda valoriza pouco os elementos "passivos" (isolamento das paredes, coberturas, vidros duplos) que são muito importantes para o bom desempenho energético dos edifícios. Esta situação, aparentemente estranha, terá uma explicação na dificuldade de obtenção de dados e da impraticabilidade de se verificar ‘in loco’ e com rigor alguns destes elementos "passivos", no caso de edifícios já existentes. DL - As novas exigências legais vêm agravar a situação do sector da construção, já debilitado com a crise financeira? Ou é uma oportunidade para diferenciar o tipo de construção? MM - As novas exigências, se por um lado vêm trazer um maior rigor e uma maior exigência na construção, por outro vêm premiar e diferenciar a boa construção. Como referi, os edifícios com melhor certificação energética terão maior valor no mercado. DL - Qual tem sido a reacção dos construtores às novas imposições legais? MM - Como estamos perante uma nova realidade, tem havido alguma resistência por parte de quem ainda não reconheceu a mais-valia que a certificação energética vem trazer ao sector da construção e do imobiliário. As reacções têm sido muito diversas: muitos promotores imobiliários que sempre se preocuparam com a qualidade nas suas edificações reconhecem as mais-valias deste novo sistema. Outros apenas vêem neste processo mais um custo para os seus empreendimentos, não se tendo ainda apercebido da oportunidade de poderem demonstrar a qualidade dos seus imóveis nesta área do comportamento energético, que será cada vez mais importante na vida futura dos edifícios. DL - Esta certificação energética coloca Portugal na linha da frente destas preocupações? MM - Ao contrário de outras directivas europeias, neste caso, Portugal foi um dos países pioneiros nesta área, estando no grupo dos cinco países que estão a implementar esta Directiva dentro dos prazos Fixados pela Comissão Europeia (Portugal, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Irlanda). DL - Qual o motivo e os objectivos da entrada da CPU Energia e Ambiente nesta área da certificação energética? MM - Desenvolvendo o grupo CPU Consultores as áreas da avaliação imobiliária (de que é líder em Portugal) e de projectos de urbanismo e de arquitectura, há mais de 25 anos, fazia todo o sentido a criação da empresa CPU Energia e Ambiente, dedicada a novas áreas de prestação de serviços, nomeadamente a certificação energética, complementando e enriquecendo a variedade dos serviços que presta, aproveitando, em benefício dos seus clientes, o ‘know-how’ adquirido e as sinergias internas que se geram com este novo sector. in http://www.diarioleiria.pt/19515.htm
  20. Solidariedade: Voluntários da Habitat constroem em Vila Verde casa para família carenciada Porto, 13 Mai (Lusa) - A Associação Habitat for Humanity Portugal anunciou hoje o início, sexta-feira, da construção de uma nova casa para uma família carenciada, na freguesia de Gondiães, em Vila Verde, distrito de Braga. Lusa 15:25 Quarta-feira, 13 de Mai de 2009 Porto, 13 Mai (Lusa) - A Associação Habitat for Humanity Portugal anunciou hoje o início, sexta-feira, da construção de uma nova casa para uma família carenciada, na freguesia de Gondiães, em Vila Verde, distrito de Braga. A família Barros Silva, um casal e dois filhos, há mais de dez anos que vive num anexo de apenas 15 metros quadrados. Constituída por José Silva, 45 anos, Sandra Brito, 34 e os seus dois filhos, Ana e José Pedro, de 13 e 12 anos, a família tem em José Silva, que trabalha num parque de estacionamento em Braga, o único sustento dado que a mulher está actualmente desempregada. Sobre as condições em que os quatro habitam, Filipa Braga, da associação, referiu que "a cozinha está separada do quarto por uma cortina, a casa de banho situa-se na casa dos pais de Sandra, todos dormem no mesmo quarto e a situação agrava-se cada vez mais, pois o filho mais novo sofre de bronquite asmática". Em declarações à Lusa, Filipa Braga, acrescentou que a família foi encaminhada pela Câmara de Vila Verde, que apoia a construção da habitação com cinco mil euros em material e oferece os projectos de arquitectura e de especialidade, além da isenção das respectivas taxas municipais. A Associação tem em lista de espera mais de cem pedidos de construção ou reconstrução de habitações. Filipa Braga revelou que "os pedidos têm aumentando e têm até surgido casos de famílias que recorrem à associação na esperança de conseguirem dinheiro emprestado para pagarem os seus empréstimos bancários". "Infelizmente, isso não é possível", afirmou a responsável, apontando também situações de pessoas que tiveram de entregar as casas ao banco e que pedem ajuda no sentido de conseguirem uma casa construída pela Habitat. Os pedidos chegam de Braga, Barcelos, Vila Verde, Cabeceiras de Basto, Amarante e Vieira do Minho, entre outras localidades do Norte. A Habitat for Humanity é uma organização internacional fundada por Millard Fuller, nos EUA, e já construiu mais de 300 mil casas em vários pontos do mundo, alojando para cima de um milhão de pessoas carenciadas. O principal objectivo do organismo é lutar contra a pobreza habitacional em todo o mundo através da construção e reparação de casas de baixo custo para famílias carenciadas, sem qualquer juro e através de pagamentos de prestações adequadas ao seu rendimento. Na fase de construção propriamente dita, a mão-de-obra é exclusivamente voluntária e gratuita mas depois é necessário pagar a profissionais especializados, nomeadamente canalizadores e electricistas. Assim, quem adquire a habitação paga apenas o trabalho especializado e as matérias-primas. Os voluntários chegam de todos os cantos do mundo, assumindo as suas despesas de deslocação. Assim acontecerá também na construção da nova casa da família Barros Silva, que contará com o trabalho de mais de uma centena de voluntários, de várias nacionalidades, muitos dos quais portugueses. Entre outros, destaca-se a participação de 25 trabalhadores da empresa farmacêutica Lilly, logo no arranque da obra, de 40 funcionários do Montepio Geral e de alunos de várias escolas portuguesas, além de voluntários oriundos de Inglaterra, Canadá, EUA, Suiça e França. As equipas são organizadas em turnos de vários dias e vão sendo substituídas. O prazo de construção desta casa em Gondiães é de cerca de 80 dias, devendo a família recebê-la em Outubro. Avaliada em cerca de 40 mil euros, a habitação, com 99 metros quadrados, será paga, de forma faseada, pela família. As prestações não incluem nem juros, nem lucros. "Temos vindo a solicitar o apoio de empresas, para que o custo final possa ser o mais reduzido possível", frisou Filipa Braga. A Habitat for Humanity Portugal, Instituição de Utilidade Pública, foi fundada em Braga, em Maio de 1996. desde então já construiu e reparou 30 casas, nas zonas de Braga, Barcelos, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho, permitindo a cerca de 110 pessoas viver numa casa simples, mas com segurança e conforto. PM. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/solidariedade-voluntarios-da-habitat-constroem-em-vila-verde-casa-para-familia-carenciada=f514303
  21. O que eh que acham da Nova Revista do Jornal dos Arquitectos?
  22. Pancho Guedes - Vitruvius Mozambicanus Retrospectiva da obra do arquitecto Amândio d''Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido por Pancho Guedes. Até 16 de Agosto no Museu Colecção Berardo, em Lisboa. Pancho Guedes (n.1925, Lisboa) estudou em S. Tomé e Príncipe, Guiné, Lisboa e Lourenço Marques (actual Maputo). Foi em Moçambique que realizou as suas obras mais significativas, durante as décadas de 50 e 60. Esta retrospectiva apresenta não só os seus projectos de arquitectura mas também desenhos, esculturas e pinturas. Em 2007, Pancho Guedes, juntamente com Ricardo Jacinto, compôs "Lisboscópio", a mostra que representou o país na 10.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza. S.Po (PÚBLICO) in http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=229276 TELEFONE 213612878 LOCAL Lisboa, Museu Colecção Berardo - Praça do Império - Centro Cultural de Belém HORARIOS De 18-05-2009 a 16-08-2009 Segunda, terça, quarta, quinta, sábado, domingo e feriados das 10h00 às 19h00 (última admissão às 18h30) Sexta das 10h00 às 22h00 (última admissão às 21h30). PREÇO Entrada livre. OBSERVAÇÕES Arquitectura, Desenho, Escultura, Pintura. Inaugura 18/5 às 19h30. Pancho Guedes, um arquitecto original Amâncio d'Alpoim Miranda Guedes, conhecido por Pancho Guedes, nasceu em Lisboa em 1925. Mas a sua actividade de arquitecto desenvolveu-se sobretudo em Moçambique e na África do Sul. Em Lourenço Marques, onde trabalhou quase 25 anos (entre o princípio da década de 50 e 1975) deixou marca em toda a cidade. Marca de uma criatividade exuberante aliada a um exigente rigor formal, onde a arquitectura é anfitriã de outras artes, nomeadamente a pintura. Nasceu em Portugal em 1925 mas estudou em diversos locais: S. Tomé e Príncipe, Guiné, Lisboa, Lourenço Marques, Joanesburgo, Porto. Foi professor e director do departamento de arquitectura na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo. O seu período mais criativo passou-o em Moçambique, nas décadas de 50 e 60, onde fez mais de 500 projectos para edifícios, muitos deles tendo sido construídos em Moçambique e alguns em Angola, África do Sul e Portugal. Os seus edifícios e projectos exuberantes, ecléticos, complexos e pensativos, estando muito longe dos edifícios americanos do pós-guerra, foram suficientemente reconhecidos pela sua qualidade e originalidade. A sua imaginação visual absorve muitas influências, desde a arte de Africa ao surrealismo, e sintetiza-as num estilo que é reconhecivelmente seu, embora os resultados possam parecer diferentes à primeira vista. Ele foi um pós-moderno 20 anos antes do termo ser inventado e continua bastante activo, trabalhando em Portugal, inventando novos edifícios, esculturas e pinturas, numa altura em que completa 80 anos de vida. A. d'Alpoim Guedes, como assina os quadros, é o “filho” de Pancho Guedes, o executante, o “responsável por toda a obra, excepto o betão armado”. É também o historiador e o arquivista: é ele quem guarda os desenhos, as pinturas, as esculturas, as fotografias sobreviventes, que se tornam cada vez mais a cada dia que passa. A actividade como pintor surgiu quando estava a acabar o curso de arquitectura em Joanesburgo e participava em exposições com os artistas mais progressistas da época. Começou a ganhar então um certo “status” como pintor: era conhecido, os seus professores iam ver as exposições e os seus quadros vendiam-se. Em 1961 esteve presente na Bienal de S. Paulo, Brasil, estando também presente na Bienal de Veneza no ano de 1975. Em 1962 as suas obras foram publicadas na revista francesa “L’Architecture d’Aujordui” com o título “Architectures Fantastiques”. Nesse mesmo ano participa no 1º Congresso de Arte Africana em Salibury, Rodésia, com a comunicação “The Auto-Biofarcical hour” onde apresenta pinturas, esculturas e outras obras que despertam um enorme interesse. Em 1987 teve uma exposição de desenhos e pinturas na Galeria Cómicos, em Lisboa, Portugal. É comendador da Ordem de Santiago e Espada e recebeu a Medalha de Ouro para a Arquitectura do Instituto dos Arquitectos Sul-africanos, havendo sido doutorado honoris causa pelas universidades de Pretória e Wits, na África do sul. Pancho Guedes é um artista que tem a sua história de vida contada nas madeiras que esculpe, nos desenhos que pinta, nos extraordinários edifícios que arquitecta. Falar com Pancho Guedes, Pancho porque queria ter um nome parecido com o irmão mais velho a quem chamavam Pepito, é ficar a conhecer a história de muitos locais sobretudo de África, onde as suas pedras marcam épocas, períodos e vivências diferentes. Pancho Guedes é um senhor de 80 e alguns anos que transmite todo o seu conhecimento e opinião bem firmada, por vezes divertida mas muito cáustica sobre acontecimentos que lhe passaram na vida e aos quais liga a importância que pensa que lhe deve dar. Um arquitecto que, atrevemo-nos a dizer, pelos bicos com que enfeita as suas construções e pelo arredondado das suas esquinas, nos lembra Gaudi. "Durante vinte e cinco anos em Moçambique, inventei e construi edifícios suficientes para formar uma cidade de tamanho considerável. Uma cidade imaginária, mas bem provável, caótica e composta de memórias, uma cidade de várias pequenas e dispersas facilidades de regularidade obsessiva." (Pancho Guedes, An Alternative Modernist, 2007) Zita Ferreira Braga in http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=1877
  23. 20-05-2009 11:51 Câmara de Santiago do Cacém inaugura novo equipamento cultural do concelho Auditório Municipal António Chainho “garante qualidade e bem – estar às pessoas” A Câmara Municipal de Santiago do Cacém inaugura no Sábado, o novo equipamento cultural do concelho. Orçado em 1.063.464,81€, o Auditório Municipal António Chainho tem capacidade para 242 pessoas. O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença considera que «o Auditório Municipal António Chainho está muito bem apetrechado para garantir uma boa qualidade e bem-estar às pessoas». Para além da sala de espectáculos, o edifício conta ainda na recepção com uma zona para bar/cafetaria e outra dedicada a informações e bilheteira. O equipamento tem uma arquitectura de cena bem adaptada ao espaço, feita por uma das melhores empresas do Mundo, a Tayco. O equipamento vai ter uma programação própria e a autarquia pretende envolver no espaço as instituições do concelho, que passam assim a contar com uma sala de espectáculos de excelência. Cinema, Conferências, Teatro e Espectáculos de Dança vão passar a integrar a programação do novo auditório. A autarquia decidiu atribuir o nome de António Chainho, ao equipamento cultural. “Um filho do concelho homenageado pelo Município”, disse o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. O guitarrista vai ser homenageado dia 23 de Maio pela sua terra natal, Santiago do Cacém, com a inauguração do Auditório Municipal António Chainho. Na cerimónia, o músico protagonizará uma actuação onde será acompanhado à viola por Fernando Alvim e pelas cantoras Teresa Salgueiro e Isabel de Noronha A inauguração oficial do Auditório está marcada para as 11h00. O espectáculo terá início às 22h00. in http://www.osetubalense.pt/breakingnews/news.asp?Id=413
  24. Norman Foster galardoado com Prémio Príncipe das Astúrias O arquitecto Norman Foster foi galardoado com o prémio Príncipe das Astúrias das Artes. A Fundação que atribui o prémio descreve o trabalho do britânico como obras artísticas capazes de definir a arquitectura dos nossos tempos e de fazer avançar a cultura. De acordo com a edição electrónica do jornal «El País», o júri qualificou Foster como um «arquitecto da era global» cuja obra tem um «alcance universal» com um «domínio original do espaço, da luz e da matéria». A sua obra destaca-se «pelo compromisso constante com os valores mais nobres da arquitectura e pela abertura à inovação», destacou a Fundação. Foster junta-se a outras estrelas mundiais, que também receberam a distinção, como Margaret Atwood, Oscar Niemeyer, Paul Auster ou Woody Allen. O galardoado afirmou estar «emocionado por receber o prémio» e considera que é «uma honra enorme e um reconhecimento maravilhoso da importância do desenho como catalisador na melhora da qualidade de vida». Das suas obras mais importantes destacam-se as Torres Hearst em Nova Iorque, o Gerkin em Londres, a Torre da Caja Madrid, o metro de Bilbau e o aeroporto de Pequim na China. Arquitecto declara-se "emocionado" com a distinção Norman Foster recebe Prémio Príncipe das Astúrias 20.05.2009 - 13h20 PÚBLICO O arquitecto britânico Norman Foster foi hoje distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias em Artes 2009. “É uma enorme honra e um reconhecimento maravilhoso da importância do desenho como catalizador da melhoria da qualidade de vida”, declarou Foster num comunicado, em que se declara “emocionado” com a distinção. “A sua obra destaca-se pelo compromisso contínuo com os valores mais nobres da arquitectura”, diz a Fundação Príncipe das Astúrias no comunicado em que anuncia o prémio. Sublinha, além disso, no trabalho de Foster, a “atitude aberta à inovação, a orientação para a qualidade em todas as fases de desenvolvimento dum projecto, o interesse em aplicar os avanços da tecnologia” e ainda a “sensibilidade para com os princípios do desenvolvimento sustentável”. Nascido em 1935 em Manchester, Foster iniciou a carreira em arquitectura aos 21 anos e dirige actualmente uma equipa de perto de um milhar de pessoas, com escritórios em mais de 20 países. Entre os seus trabalhos destaca-se a nova estação ferroviária subterrânea de Florença, o arranha-céus da Caja Madrid, na capital espanhola, a pirâmide destinada ao diálogo mundial entre as religiões em Astana, a nova capital do Cazaquistão, e o aeroporto de Pequim, emblema da China olímpica. Foster é também o autor da ponte mais alta do mundo, em França. O arquitecto português Álvaro Siza, recentemente distinguido com a medalha de ouro do Royal Institute of British Arquitects, considerou “justíssimo” que o prémio Príncipe das Astúrias tenha sido atribuído a Foster, considerando-o a escolha “natural”, por se tratar de “uma grande figura da arquitectura contemporânea”. O prémio, que tem o valor de cinquenta mil euros além de uma escultura criada por Joan Miro e que será entregue em Outubro numa cerimónia em Oviedo, é o primeiro dos oito prêmios Príncipe das Astúrias a serem concedidos este ano. Nas próximas semanas serão decididos os de Cooperação Internacional, Ciências Sociais, Comunicação e Humanidades, Investigação Científica e Técnica, e Letras. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381768&idCanal=14 Norman Foster vence prémio das Artes das Astúrias Norman Foster é o grande vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Artes dois mil e nove. A paixão de Foster pela arquitectura foi demonstrada aos vinte e um anos, quando, apesar de não ter formação académica, decidiu abraçar esta profissão. Este galardão é mais um momento que consagra a carreira do arquitecto, um momento que decorreu, como é tradição, em Oviedo, a capital do principado das Astúrias. O anúncio foi feito pelo presidente do júri, e antigo Presidente do Premio Príncipe de Astúrias das Artes. Norman Foster nasceu em Manchester em mil novecentos e trinta e cinco. Em mil novecentos e sessenta e um terminou a licenciatura em arquitectura e é nesta altura que parte para os Estados Unidos, em Yale termina a sua formação académica. O edifício mais conhecido do arquitecto é o banco de Hong-Kong e Xangai. Outros dos projectos de relevo a que se dedicou foram a linha de metro de Bilbau, a torre Millennium, com noventa e dois andares, situada em Londres e a ponte de Millau, a mais alta do mundo, que faz a ligação entre Paris e a costa mediterrânica. O arquitecto foi também responsável pela restauração do Parlamento alemão. Actualmente Norman Foster dirige uma equipa de mil pessoas que trabalham em mais de vinte países. in Artes: Norman Foster premiado por antecipar a "única 'polis' possível no século XXI" - júri Madrid, 20 Mai (Lusa) - Norman Foster, "arquitecto da era global", foi galardoado hoje com o prémio Príncipe das Astúrias das Artes por antecipar com "brilhantismo a única 'polis' possível no século XXI, ao serviço do desenvolvimento sustentável e da liberdade pessoal e social". Madrid, 20 Mai (Lusa) - Norman Foster, "arquitecto da era global", foi galardoado hoje com o prémio Príncipe das Astúrias das Artes por antecipar com "brilhantismo a única 'polis' possível no século XXI, ao serviço do desenvolvimento sustentável e da liberdade pessoal e social". A acta do júri destaca a obra de "alcance universal" deste arquitecto e urbanista que soube conjugar "a qualidade estética, a reflexão intelectual e o diálogo entre território e cidadania através de um original domínio de espaço, da luz e da matéria". As obras de Foster encontram-se dispersas por todo o mundo e entre as últimas que realizou estão uma estação subterrânea em Florença, a pirâmide dedicada ao diálogo mundial entre as religiões em Astana, a nova capital do Cazaquistão, e o maior aeroporto do mundo, construído em Pequim para os Jogos Olímpicos 2008. O prémio das Artes, o primeiro a ser anunciado nesta edição dos oito atribuídos anualmente pela fundação Príncipe das Astúrias, escolheu Norman Foster de entre 26 candidaturas provenientes de 11 países. Para Lisboa, fez um projecto que se encontra em apreciação, para o aterro da Boavista (Santos). A proposta de premiar Foster chegou às últimas votações do júri juntamente com a actriz britânica Vanessa Redgrave, o realizador espanhol Carlos Saura, o escultor norte-americano Richard Serra, o cantautor espanhol Juan Manuel Serrat e o compositor espanhol Cristóbal Halffer. Foster já tinha sido nomeado para estes prémios em anteriores edições e a candidatura actual tinha sido apresentada pelo presidente da Fundácion Metrópoli, Alfonso Vergara. O Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela foi galardoado com o prémio Príncipe das Astúrias das Artes 2008. Foster converteu-se no quarto arquitecto a obter o prémio das Artes, que já distinguiu o brasileiro Óscar Niemeyer (1989) e os espanhóis Francisco Javier Sáenz de Oiza (1993) e Santiago Calatrava (1999). O prémio Príncipe das Astúrias das Artes, tal como os restantes galardões atribuídos pela fundação, contempla uma verba de 50.000 euros e será entregue pelo príncipe Filipe de Borbón, herdeiro da Coroa espanhola, numa cerimónia a realizar no final de Outubro no teatro Campoamor, em Oviedo. Norman Foster nasceu em 1935 em Manchester (Grã-Bretanha). Pouco depois de se ter licenciado na Manchester University School os Architecture and City Planing, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir estudos de Arquitectura na Universidade de Yale. A Rainha Isabel II atribuiu ao arquitecto o título "Lord Foster of the Thames Bank" em 199. Entre outros galardões, Norman Foster recebeu 9 a medalha de ouro do Real Instituto de Arquitectos Britânicos (1983); o Prémio Mies van der Rohe (1992); a medalha de ouro do Instituto Americano de Arquitectos (1994); o prémio Pritzker (1999); o prémio Auguste Perret (2002); o prémio Praemium Imperiale (Japón, 2002); o prémio Stirling de arquitectura (2004), o mais importante do Reino Unido; e o prémio Madrid Creatividad (2006). Norman Foster tem obras expostas nas colecções permanentes do MOMA, Nova Iorque, e no Centro Georges Pompidou, Paris. Através da sua empresa, colabora em campanhas de diversas organizações não-governamentais, como a Save the Children, e financia uma bolsa para estudantes de arquitectura, em colaboração com o Real Instituto Britânico de Arquitectos. CP. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/515699 Norman Foster leva o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes Há 7 horas MADRI, Espanha (AFP) — O arquiteto britânico Norman Foster foi anunciado nesta quarta-feira como o vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes 2009. Foster era o favorito para o prêmio, ao lado do cantor espanhol Joan Manuel Serrat e da atriz britânica Vanessa Redgrave, entre um total de 26 candidaturas de 11 países. Os prêmios Príncipe das Astúrias são concedidos pela fundação que leva o nome do príncipe Felipe, herdeiro da coroa da Espanha, e a cada ano premiam oito pessoas ou instituições nas seguintes áreas: artes, cooperação internacional, concórdia, ciências sociais, comunicação e humanidades, esportes, pesquisa científica e técnica e letras. Cada prêmio está dotado com 50.000 euros e uma escultura criada por Joan Miró. in http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iQ-sAV6gd35pZNjdUn4zApqAPYqw Arquitectura: Norman Foster "é referência muito importante" - Carrilho da Graça 20 de Maio de 2009, 12:49 Lisboa, 20 Mai (Lusa) - O arquitecto João Luís Carrilho da Graça destacou hoje que Norman Foster, galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias 2009 "é uma referência muito importante na história da arquitectura". Em declarações à Agência Lusa, Carrilho da Graça considerou "muito interessantes" os projectos que Norman Foster tem criado em vários pontos do mundo, nomeadamente uma torre em Hong Kong, com um banco e centro comercial, finalizada em 1986. "Acho que o estilo desse edifício possui um sentido humano e muito interessante na utilização de materiais e novas tecnologias. É um projecto muito bem pensado, que apesar de ser moderno, ficou até com uma imagem romântica", descreveu in Lusa Lisboa, 20 Mai (Lusa) - O arquitecto Álvaro Siza Vieira considerou hoje "justíssimo" que tenha sido atribuído ao britânico Norman Foster o Prémio Príncipe das Astúrias 2009. Em declarações à Agência Lusa, o arquitecto português considerou ainda a escolha "natural" porque o Norman Foster "é uma grande figura da arquitectura contemporânea". "Em Espanha tem trabalhos de altíssima qualidade e uma grande ligação à cultura espanhola", destacou ainda Álvaro Siza Vieira, que foi agraciado no ano passado com a medalha de ouro do Royal Institute of British Arquitects. in http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Premio-Principe-das-Asturias-para-Norman-Foster-e-justissimo---Alvaro-Siza-Vieira.rtp&article=220962&layout=10&visual=3&tm=4 Britânico Norman Foster vence Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes Oviedo (Espanha), 20 mai (EFE).- O arquiteto britânico Norman Foster foi agraciado hoje em Oviedo com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes de 2009 por antecipar "com brilho a única cidade possível no século XXI". Foster figurava entre os finalistas junto com a atriz inglesa Vanessa Redgrave, o cineasta espanhol Carlos Saura, o escultor americano Richard Serra, o cantor espanhol Joan Manuel Serrat e o compositor espanhol Cristóbal Halffter. O júri destaca a obra de "alcance universal" do arquiteto e urbanista, que soube conjugar "a qualidade estética, a reflexão intelectual e o diálogo entre território e cidadania, por meio de um domínio original do espaço, da luz e da matéria". As obras de Foster estão espalhadas pelo mundo. Algumas das mais recentes são a estação do metrô de Florença e o maior aeroporto do mundo, construído em Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008. Antes de Foster, o Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela havia sido o último agraciado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes. Artistas do porte de Woody Allen e Paco de Lucía também já receberam tal honra. Foster é o quarto arquiteto a obter este prêmio. Os outros foram o brasileiro Oscar Niemeyer (1989) e os espanhóis Francisco Javier Sáenz de Oiza (1993) e Santiago Calatrava (1999). Assim como os outros sete prêmios concedidos pela Fundação Príncipe de Astúrias, o das Artes prevê uma premiação de 50 mil euros e será entregue pelo príncipe Felipe de Borbón, herdeiro da Coroa espanhola, em uma cerimônia que será realizada no final de outubro em Oviedo. EFE in http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1160622-5602,00-BRITANICO+NORMAN+FOSTER+VENCE+PREMIO+PRINCIPE+DE+ASTURIAS+DAS+ARTES.html
  25. 20 | 05 | 2009 19.03H Lisboa já pedia um espaço assim e o MUDE – Museu Design Moda acedeu ao pedido e vem dinamizar a baixa lisboeta, a partir de hoje. A inauguração deste projecto – que conta com um orçamento de um milhão de euros, suportado pelo Turismo de Portugal – está marcada para as 19h, no n.º 24 da Rua Augusta. Filipa Estrela | festrela@destak.pt Nos 1200 metros quadrados do piso térreo do edifício (ex-Banco Nacional Ultramarino), entra-se num ambiente assumidamente de estaleiro, onde a directora do MUDE, Bárbara Coutinho e o presidente da autarquia, António Costa lideraram uma visita guiada à imprensa, à colecção que Francisco Capelo vendeu à Câmara de Lisboa. Antestreia, Flashes do Museu do Design e da Moda, de Corbusier a primeira exposição que inaugura o edifício, e explora a relação entre o design, a artes, a política e o contexto socioeconómico. Ao contrário das peças de design, que durante muitos anos estiveram no CCB, é a primeira vez que a colecção de moda de Francisco Capelo é apresentada ao público. O novo espaço acolha ainda a Livraria A+A, que há 13 anos trouxe à cidade um espaço destinado aos livros de arquitectura. Agora, o desafio é a abertura de uma nova livraria especializada em Design, que tornar-se uma referência para Designers, estudantes de Design e publico em geral. O MUDE está aberto de terça a domingo, das 10h às 20h (encerra às 22h, à sexta e sábado). No primeiro mês, a entrada é grátis. http://www.destak.pt/artigos.php?art=30139
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