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Novo Museu da Acrópole abre sob polémica A inauguração oficial é esta noite mas ontem os jornalistas estrangeiros já puderam visitar o novo espaço museológico. Acompanhados pelo ministro da Cultura grego, o grande tema da visita foi o apelo ao Reino Unido para devolver as peças levadas para Londres há 207 anos. Alexandra Carita 10:28 Sábado, 20 de Jun de 2009 "Nao podemos celebrar com toda a alegria este magnífico novo museu. Não podemos ilustrar em pleno o alcance artístico criado em Atenas durante o século V, porque quase metade das esculturas do Partenon foram levadas daqui há 207 anos para viver num exílio forçado a quatro mil quilómetros de distância", disse Antonis Samaras, ministro da Cultura grego durante a apresentação do novo Museu da Acrópole aos mais de 300 jornalistas estrangeiros acreditados para o evento. A polémica tem sido o tom de todas as intervenções públicas do Governo grego ainda mais porque foi criada uma comissão específica para negociar o regresso das peças do maior templo grego. O Vaticano, o Museu de Salinas, em Palermo, o Museu da Universidade de Heidelberg e o Metropolitan de Nova Iorque devolveram a Atenas as pecas que tinham. O apelo ao British Museum, onde se encontram as esculturas, torna-se ainda mais forte agora, uma vez que as autoridades inglesas sempre afirmaram que a Grécia não tinha qualquer espaço com condições de preservação ideais para receber as peças de mármore. "Essa desculpa já não faz sentido", frisa o ministro da Cultura. Mas à parte da polémica, a festa está instalada em Atenas. O novo museu, com uma área de 23 mil m2 (14 mil de área expositiva), mostra ao público quatro mil peças encontradas na Acrópole e que representam um legado humano que vai desde os tempos pré-históricos, atravessa os períodos Arcaico, Clássico, Helénico e Romano até à Antiguidade (1000 a.C até 700 d.C.). Foi idealizado pelo arquitecto suíço Bernard Tschumi e situa-se junto à muralha da velha Acrópole exactamente com a mesma orientação que o Partenon. Em vidro, betão e aço, linhas direitas e muito simples contrastam com as monumentais esculturas e colunas de mármore, os frisos dos vários templos e os muitos artefactos de barro e bronze que compunham o dia-a-dia das gentes comuns. Três pisos dedicados a diferentes períodos históricos marcam o percurso museológico, cujo momento mais marcante é representado pela galeria do Partenon, face a face, através das paredes de vidro, com o templo original. O chão, também em vidro, permite ao visitante ver ainda as mais recentes escavações feitas na base do museu, que mostram a estrutura das casas que rodeavam os templos. A inauguração oficial está marcada para esta noite, às 20h, e contará com a presença do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso e inclui uma comitiva de sete primeiros-ministros, e os presidentes do Chipre e da Bulgária. Os gregos só poderão entrar no museu amanhã, mas desde ontem que permanecem nas imediações do edifício para admirar o que se vai passando. Durante a noite, música e projecções das peças reunidas no interior do museu chamam a atenção da população. De resto, via Internet já foram vendidos 9 mil bilhetes. Os ingressos custam um euro. in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/521883 Inaugurado o novo museu da Acrópole Edifício colocado numa outra zona e com mais espaço Redacção / FC Vota 12345.Resultado 12345.4 votos Novo Museu da Acrópole A Grécia inaugurou neste sábado o aguardado Museu da Acrópole, em Atenas, quase 30 anos desde sua concepção original, mas numa localização diferente. O prédio moderno, um projecto do arquitecto suíço Bernard Tschumi em vidro e cimento construído ao pé das históricas construções gregas, abriga esculturas da época em que a democracia de Atenas vivia o seu apogeu, informa a agência Reuters. O ministro da Cultura grego, Antonis Samaras, disse esperar que a abertura do museu sirva como «catalisado» para o regresso das esculturas que decoravam o Partenon e que estão há 200 anos no Museu Britânico, em Londres. As Mármores de Elgin foram adquiridos pela instituição britânica em 1817. «Depois de várias aventuras, obstruções e críticas, o novo Museu da Acrópole está pronto: um símbolo da Grécia moderna que presta homenagem aos seus ancestrais, o dever de uma nação à sua herança cultural», afirmou Samaris. O novo edifício tem três andares, vistas panorâmicas da Acrópole e abriga cerca de 350 objectos e esculturas que anteriormente podiam ser vistas num pequeno espaço situado no alto do monte. No primeiro andar, encontram-se cerâmicas e esculturas, enquanto as famosas cariátides, colunas esculpidas na forma de mulheres, que sustentavam o pórtico sul do templo de Erecteion, agora decoram a rampa que leva ao segundo andar. Neste piso, pode-se ver as esculturas dos templos de Atena e o propileu na entrada da Acrópole. No terceiro, está uma reconstrução dos mármores do Partenon.Edifí in http://diario.iol.pt/internacional/acropole-museu-atenas/1071038-4073.html
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Arquivo: Edição de 23-06-2009 SECÇÃO: Lousada António Couto dos Reis, Presidente da Junta de Silvares, em entrevista “Projecto de requalificação urbana de Lousada é bastante equilibrado” António Couto dos Reis, presidente da Junta de Freguesia de Silvares há 16 anos, vai-se recandidatar a mais um mandato, o último, ao executivo da Junta de Freguesia. As raízes e a paixão pela freguesia levaram-no a aceitar o repto que lhe foi colocado pela actual Comissão Política Concelhia do PS Lousada. Nesta entrevista, fala dos investimentos que realizou neste último mandato, mas também de outros que estão por concluir e que gostaria de executar até às próximas eleições autárquicas. Reage com normalidade à candidatura da coligação "Lousada Viva", mas rejeita a visão de que a freguesia necessita de uma nova centralidade. __________________________________ TVS - O que pensa do projecto de requalificação urbana da vila? Acha que os autarcas deveriam ter sido ouvidos aquando da sua elaboração? António Couto dos Reis (AR): O edital foi remetido para a Junta de Freguesia, tivemos conhecimento do projecto e de o consultar nessa altura. Na minha opinião, os autarcas não tinham de ser necessariamente consultados durante a fase de elaboração do projecto até porque não poderíamos estar junto ao técnico ou do arquitecto que estava a idealizar o projecto. Acompanhamos todo o processo na sua primeira fase, propusemos algumas alterações que foram posteriormente atendidas. Agora, querer dar sugestões na fase em que o projecto está a ser elaborado acho que não faz qualquer sentido até porque existe uma equipa que está a trabalhar. A proposta apresentada parece-me bastante equilibrada e já engloba o centro da vila e o parque que vai nascer junto à feira, próximo do campo de futebol. Penso que se trata de um projecto bastante agradável o que não quer dizer que não possa existir um ou outro aspecto a ser revisto por isso mesmo é que se encontra em discussão pública. TVS: E acha que a população da sua freguesia vai sair beneficiada com esta versão? AR: Penso que todo o concelho irá sair beneficiado. Estamos a falar de uma obra que vai embelezar o concelho. TVS: Que balanço é que faz deste último mandato? AR: Existem projectos que já foram concluídos e outros estão ainda em fase de conclusão. Uma das nossas prioridades tem sido o apoio dado às inúmeras associações que existem na freguesia. Sempre que nos bateram à porta não virámos as costas a ninguém. A junta desenvolveu ainda um conjunto de actividades direccionadas aos estabelecimentos de ensino, com protocolos estabelecidos ano a ano, com transferências de verbas para as suas actividades, no apoio aos transportes. Em colaboração com a autarquia promovemos a remodelação de toda a rede eléctrica, sobretudo, da zona de Mós, na mesma freguesia colocamos a sinalização de trânsito, abrigos para as crianças e estamos a concluir, em articulação com a autarquia, a rede de saneamento no lugar da Cancela Nova. TVS: Qual é a taxa de cobertura da rede de saneamento? AR: Tanto a rede de água como o saneamento devem ultrapassar os cerca de 90 por cento. Ainda só não atingimos os 100 por cento porque existem algumas casas isoladas onde é difícil levar o saneamento. __________________________________ “Zona de lazer é fundamental” TVS: Está prevista a construção de uma zona de lazer em Silvares. O que é que se pretende com esta obra? AR: Estamos a falar de uma obra fundamental para a freguesia que vai permitir que as inúmeras pessoas que circulam à noite para fazer as suas caminhadas possam fazê-lo com toda a segurança no espaço de lazer que está a ser construído junto à Quinta de Vila Meã. Esta zona terá cerca de quatro quilómetros e integra um circuito de manutenção. Há pessoas que já utilizam este percurso só que não dispõem das condições que vai ter no futuro. A orçamentação da obra é da responsabilidade da autarquia e tem o apoio da Junta de Freguesia. TVS: Partilha da opinião de que os executivos das juntas deveriam ter mais verbas e competências para intervirem em determinadas áreas? AR: É óbvio que quantos mais verbas tiver uma junta mais obra poderá fazer. Conforme advém da lei todas as juntas de freguesia têm autonomia financeira para realizar aquilo que é da sua competência e nesse sentido acho que todos temos de fazer um esforço para adequar as verbas ao que se pretende fazer. Temos de saber quais são as nossas limitações para não cair no erro de fazer obras que depois não conseguimos suportar financeiramente. Temos de conhecer as competências, as verbas que dispomos e é em função destas que poderemos saber o que fazer. __________________________________ “Mós é um lugar que tem ganho muita visibilidade, com os acessos directos à vila, à auto-estrada e o complexo desportivo que está a ser criado ali perto” TVS: Uma das críticas que o candidato do PSD/CDS-PP lhe faz é o facto de não dispor de projectos mobilizadores que aproxime e atenue as diferenças geográficas da freguesia? AR: Não concordo. Tenho sido confrontado várias vezes com esta observação e de que a zona de Mós é um lugar completamente abandonado. Mas, se olharmos atentamente para o que tem sido feito verificamos que tal não corresponde à verdade. Este é um lugar que tem ganho muita visibilidade, desde os acessos directos à vila, à auto-estrada e ao complexo desportivo que está a ser criado ali perto. Existe, ainda, um acesso para Lustosa fundamental para os habitantes que venham a trabalhar na Zona Industrial que está a ser construída e é uma mais-valia para o lugar. É um erro dizer que existem lugares que estão mais isolados e que sofrem com a divisão geográfica da freguesia. Aliás, o isolamento, na minha opinião, pode ser sinónimo de tranquilidade e de alguma qualidade de vida. A maior parte das intervenções do executivo da freguesia têm sido realizadas nas suas zonas mais limítrofes. Hoje já não existem distâncias. Hoje estar em Mós ou na Vila, estar em Lousada ou no Porto é a mesma coisa pois estamos relativamente próximos de tudo. TVS: O facto da auto-estrada dividir a freguesia é um contra ou uma vantagem? AR: No início quando soubemos que a auto-estrada iria passar na freguesia ficamos assustados porque representava uma barreira. Desde o estudo de impacte ambiental que a nossa posição foi a de alertar para o facto desta via não poder ser um instrumento de divisão. Alertamos para a necessidade de serem restituídas e criadas ligações tanto à nova via como aos lugares da freguesia. __________________________________ "Não sei o que é isso de uma nova centralidade" TVS: Acha possível criar uma nova centralidade na freguesia? AR: Não sei o que é isso de uma nova centralidade. Não podemos deslocar os lugares e aproximá-los uns dos outros, pegar na Igreja e na junta e deslocá-la para próximo do centro da vila. Todas as freguesias têm lugares que são mais centrais e outros que são menos centrais. Há muita gente que continua a ter uma visão negativista da freguesia, mas a freguesia evoluiu. Todas estas disparidades fazem parte do orografia e do tecido habitacional da própria freguesia. TVS: O Centro de Dia é uma obra vital para a freguesia? AR: A Junta de Freguesia não tem competências para isso e é necessário estabelecer uma série de protocolos com a Segurança Social. Estamos a falar de um processo burocrático. Em Silvares existe uma instituição que trabalha com os idosos que é a Santa Casa da Misericórdia, que é uma instituição que conhece bem o tecido social da freguesia e do concelho. Existe um projecto no âmbito da Rede Social que promove actividades junto dos idosos de todas as freguesias do concelho que é chamado o Movimento Sénior e que contará com a adesão de todas as freguesias. Já participamos numa primeira reunião e iremos continuar a trabalhar para o desenvolver e participar neste movimento. Não estamos a falar de um centro de dia, mas de um movimento que tem por missão promover actividades para todos os idosos. A grande maioria dos nossos idosos sentem-se bem em casa, têm as suas actividades, gostam de estar em casa onde ocupam o seu tempo no seu quintal, têm os seus animais, etc... __________________________________ “Não hesitei quando me lançaram o repto para a recandidatura” TVS: Vai recandidatar-se? AR: Este é um assunto que está decidido e será o meu último mandato. Faço-o porque tenho aqui as minhas raízes, quero continuar a fazer algo pela minha terra. Estou nestas lides há 16 anos e continuo a querer lutar pela minha freguesia e como tenho essa possibilidade de o fazer mais uma vez, não hesitei assim que me lançaram o repto mesmo que este gesto me leve às vezes a prejudicar a própria família. TVS: A lista ao executivo da Junta vai manter-se? AR: Poderá existir uma ou outra alteração, alguns elementos que integram o executivo já me manifestaram essa intenção, mas no essencial vai manter-se. TVS: O que acha da lei da Paridade? AR: Há muitos anos que temos tido a preocupação de ter senhoras nas nossas listas. Aliás, a presidente da Assembleia de Freguesia é uma senhora. TVS: O facto de já ser conhecido o candidato da Coligação vai fazê-lo mudar de estratégia? AR: A minha atitude vai ser a de esperar que o povo decida. Vou estar sereno e mostrar que continuo disponível e com vontade de trabalhar, vou dar o meu melhor e estarei sempre disponível para ajudar as pessoas. Nestes 16 anos a tempo inteiro. Não venho cá de forma intermitente. Costumo dizer até em forma de brincadeira que nestes últimos 16 anos só a passar atestados já tenho um ano de trabalho. As pessoas sabem aquilo que foi feito, quem zela pelos seus interesses. TVS: Defende a limitação de mandatos? AR: De tempos a tempos julgo que seria desejável haver uma renovação dos mandatos, mas não tenho uma opinião formada sobre isso. __________________________________ Creche avança TVS: Que projectos gostaria de concluir até ao final do mandato? AR: Não gosto de falar de projectos porque às vezes acabamos por ser condicionados por outras coisas. Contudo, gostaria de concluir dois projectos que são fundamentais: um livro que vai ser lançado na próxima feira do livro, no dia 1 de Julho, e que nasceu de um desafio que foi feito a um conjunto de investigadores para que descobrissem coisas sobre Silvares. A freguesia possui um vasto património e uma história rica que estava ainda por descodificar e que a maioria das pessoas desconhece. Não se trata de um trabalho final, porque nunca está acabado. O outro projecto tem a ver com a construção de uma creche e que está em fase de adjudicação. Não se trata de uma obra da Junta de Freguesia, mas é uma obra que tem um apoio determinante do actual executivo da Junta que nunca poderia fazer uma candidatura a uma creche. Previamente foi criada uma Instituição Particular de Solidariedade Social e uma associação que quis avançar com o projecto. A creche vai ter 33 utentes, oito até um ano de idade, 12 de um a dois anos de idade e 15 de dois aos três anos. No futuro outras valências poderão surgir. in http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=176&id=19350&idSeccao=2567&Action=noticia
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Novo Capitólio arranca dentro de três semanas 2009-07-03 NUNO MIGUEL ROPIO A reconstrução do Teatro Capitólio, em Lisboa, agendada para o fim do mês de Julho, será a primeira obra a marcar o começo da reabilitação do Parque Mayer. A intervenção no imóvel, datado de 1931, é de dez milhões de euros. As obras de reposição da traça original do Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, e reabilitação das características que o tornaram no primeiro edifício do Movimento Moderno, arrancam dentro de três semanas, com a demolição de todos os elementos que não integravam o projecto original. A garantia foi dada, ontem, pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante um almoço com representantes de vários órgãos de comunicação social, onde aproveitou para fazer um balanço ao seu ano e meio de mandato. O imóvel concebido vai ser o primeiro a ser alvo de obras, marcando o início da recuperação do Parque Mayer. Da autoria do arquitecto Souza Oliveira, a recuperação do imóvel classificado está orçada em dez milhões de euros, provenientes das contrapartidas financeiras do Casino de Lisboa. Os trabalhos de demolição poder-se-iam ter iniciado mais cedo caso o concurso público de concepção do projecto de reabilitação não tivesse sido suspenso, em Maio de 2008, devido aos recursos interpostos pelos dois concorrentes. O anúncio de Costa (PS) surgiu um dia depois do candidato social-democrata à Câmara, Pedro Santana Lopes, ter admitido que o arquitecto Frank Gehry estará disposto a voltar a colaborar com o município na recuperação do Parque Mayer. O canadiano chegou a receber 2,5 milhões de euros para projectar o novo espaço mas desistiu desse objectivo. O actual plano para a área pertence ao arquitecto Manuel Aires Mateus e é muito mais abrangente, tendo em conta que se estende desde o Museu da Escola Politécnica e Jardim Botânico. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1290512 Social-democrata quer voltar a envolver Gehry na intervenção Capitólio: Santana fala em ilegalidade e Sá Fernandes em falta de saber 03.07.2009 - 10h37 Inês Boaventura, com Bárbara Reis A Pedro Santana Lopes afirma que o arranque das obras de requalificação do Capitólio, que ontem foi anunciado pelo presidente da Câmara de Lisboa para daqui a três semanas, "é crime" porque o monumento classificado é "propriedade privada". O vereador José Sá Fernandes diz que a afirmação prova que o candidato social-democrata às autárquicas "não percebe nada do assunto" e lembra que quando este estava à frente do município a intervenção no Parque Mayer não incluía a preservação do teatro. O contrato para a reabilitação do Capitólio, cujo projecto foi desenvolvido pelo arquitecto Souza Oliveira, foi assinado em Dezembro de 2008, com a promessa de que as obras arrancariam durante 2009. Ontem, durante um almoço com directores de órgãos de comunicação social para fazer um "ponto de situação" do mandato, António Costa revelou que já só seria preciso esperar mais três semanas. Instado pelo PÚBLICO a comentar este anúncio, Santana Lopes diz que a autarquia "não pode avançar" com a intervenção pelo facto de o teatro inaugurado em 1931 ser "propriedade alheia". "Se o Condes começar a degradar-se a câmara também vai lá fazer obras?", questiona o jurista, defendendo que legalmente nada pode ser feito a menos que a câmara "retire a acção de anulação da permuta e assuma a propriedade" do espaço na Avenida da Liberdade. Santana Lopes refere-se a uma acção interposta pelo advogado José Sá Fernandes, na qual se pede a anulação da permuta através da qual a empresa Bragaparques se tornou proprietária de parte dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, e a câmara passou a ser detentora do Parque Mayer. O social-democrata diz que "o caminho sensato é retirar esse processo que está a correr em tribunal administrativo" e "constituir um tribunal arbitral" para resolver de forma célere o diferendo. Recuperar Frank Gehry? "O dr. Pedro Santana Lopes de facto não percebe nada do assunto", responde o vereador Sá Fernandes, explicando que só ele, e não a autarquia, pode retirar a acção judicial e que neste momento o Parque Mayer é propriedade municipal, pelo que não há "nenhum problema de legalidade" em avançar com a requalificação do Capitólio. E se a acção judicial vier a ter provimento, e o terreno voltar a ser propriedade da Bragaparques, o advogado garante que se pode expropriar invocando o interesse público. Além de ter celebrado o contrato para a intervenção no teatro projectado por Cristino da Silva, o actual executivo lançou um concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, do qual se sagrou vencedor o arquitecto Manuel Aires Mateus. Sobre que destino dará a este trabalho caso vença as eleições de Outubro, Santana Lopes afirma que "tudo o que está para trás e a ser feito deve ser reaproveitado" porque "não se pode deitar fora tempo e trabalho". Ainda assim, o social-democrata continua a defender a "possibilidade" de haver "algum envolvimento" de Frank Gehry "no Parque Mayer ou em zona próxima". E admite que o trabalho do arquitecto "é marcante" e tranquiliza os potenciais opositores da iniciativa garantindo que quer um projecto "com cabeça, tronco e membros" e não vai permitir que se faça "uma salada russa". in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390076
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No quarto aniversário dos ataques que mataram 52 pessoas Monumento no Hyde Park homenageia as vítimas dos atentados de Londres 07.07.2009 - 18h53 Reuters O quarto aniversário dos atentados de Londres, em que morreram 52 pessoas, foi hoje assinalado no Reino Unido com a inauguração de um monumento de homenagem às vítimas. No Hyde Park juntaram-se sobreviventes e familiares das pessoas que morreram nos ataques a três comboios do metropolitano e um autocarro. O monumento é composto por 52 colunas de aço todas diferentes, tantas quanto as pessoas que morreram. O príncipe Carlos considerou que aquela homenagem vai ao encontro das necessidades mais profundas dos sobreviventes e dos familiares das vítimas. “Cada uma oferece um caminho para a paz e para a cicatrização [das feridas]. E cada uma honra os mortos e lembra-nos como viver de uma forma que os deixaria orgulhosos”, disse. Na cerimónia esteve também o primeiro-ministro Gordon Brown e o mayor de Londres, Boris Johnson. A obra de homenagem às vítimas dos atentados fica agora na ponta sudeste do Hyde Park, entre o Passeio dos Amantes e Park Lane. Na cerimónia ouviram-se os nomes de todas as vítimas e depois fez-se um minuto de silêncio. As famílias foram envolvidas na escolha do design e do local para o monumento, que foi realizado de modo e representar os locais das explosões: Tavistock Square, Edgware Road, Kings Cross e Aldgate. Sharon Nicholson, de 50 anos, perdeu a sobrinha Jennifer, de 24, em Edgware Road, e hoje contou à Reuters que gostou dos pilares pelas suas características individuais. “Há um que me diz mais do que os outros pelas suas imperfeições. São todos indivíduos”, disse. “Abracei um dos pilares. Estava frio. Mas o arquitecto diz que à medida que o dia avança e o sol brilha sobre eles, aquecem”. Os ataques de Julho de 2005 em Londres, perpetrado por extremistas islâmicos, foram os mais violentos vividos no Reino Unido desde a explosão de um avião sobre Lockerbie, na Escócia, em Dezembro de 1988, que causou a morte de 270 pessoas. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390730
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Viseu | Centro de Artes e Espectáculos | Filipe Oliveira Dias
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Oposição contesta ajuste directo de mais de 700 mil euros Projecto do Centro de artes de Viseu entregue a Filipe Oliveira Dias 09.07.2009 - 19h03 Sandra Ferreira O futuro Centro de Artes de Espectáculos de Viseu (CAEV) vai ser projectado pelo arquitecto Filipe Oliveira Dias Dias, tendo sido adjudicado esta quinta-feira, por ajuste directo, por um valor que ultrapassa os 700 mil euros. O anúncio foi feito esta tarde, no final da reunião do executivo, pelo presidente do município, Fernando Ruas que sempre quis que o projectista do Porto fosse o autor do novo espaço cultural, a construir junto à fonte cibernética e ao tribunal judicial, nos antigos terrenos da CP. Em Março deste ano, altura em que foi proposta a adjudicação a Filipe Oliveira Dias Dias, os vereadores do PS votaram contra, tal como na reunião de hoje, por entenderem que a abertura de um concurso público permitiria escolher a melhor ideia.Consideram também que não estão a ser cumpridos os requisitos formais previstos no Código da Contratação Pública . “O ajuste directo, ultrapassa o limite dos 25 mil euros, impostos por lei”, sublinhou ao PÚBLICO o vereador do PS Miguel Ginestal, apesar de hoje ter faltado à reunião do executivo. Já a maioria social democrata evoca critérios de natureza técnica e artística para justificar a ausência de concurso público. “ Além de um parecer jurídico, se a adjudicação não fosse legal, o Tribunal de Contas chumbaria”, alega o autarca que lança mais um argumento: “Nem sequer houve concurso para o [computador] Magalhães.E é assim tão artístico?”,atira Ruas. O CAEV vai ser edificado em cerca de seis mil metros quadrados e terá uma sala de espectáculos com 700 lugares, apta para receber congressos. De acordo com um pedido do autarca, o palco deverá funcionar para o interior e para o exterior do edifício, de forma a que os concertos em espaço aberto possam acolher cerca de 3 mil pessoas. O futuro CAEV será concebido por forma a atrair, diariamente, o público mais jovem. Por esta razão, o projectista já havia afirmado ao PÚBLICO que tenciona incluir um café-concerto que deverá funcionar também como uma sala de cinema de autor. O arquitecto vai ainda ter em linha de conta a construção de uma praça entre a fonte cibernética e o edifício. A obra, avaliada em cerca de 12 milhões de euros deverá ser adjudicada em Setembro e construída num prazo de dois anos. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391100&idCanal=59 -
Nova Orleães | Construção de 150 casas no Lower 9th Ward | Varios
JVS posted a topic in Arquitectura
Mais oito ateliers convidados por Brad Pitt para reconstruir Nova Orleães O projecto "Make it Right" prevê a construção de 150 casas no Lower 9th Ward de Nova Orleães, destruído pelo Katrina. Brad Pitt convidou mais oito "ateliers" de arquitectura para desenvolverem projectos para as casas que está a ajudar a reconstruir em Nova Orleães, depois da devastação do furacão Katrina em 2005. Os desenhos - integrados no projecto "Make it Right", lançado pelo actor através da fundação com o mesmo nome - foram pedidos em Março e deverão ser apresentados hoje. Não houve concurso internacional para a escolha dos arquitectos, que coube a Pitt e aos seus consultores. Foram convidados os "ateliers" Gehry Partners, William McDonough+Partners, Atelier Hitoshi Abe, Kappe Architects/Planners, o chileno Elemental, e três empresas baseadas em Nova Orleães, Bild Design, buildingstudio e Waggoner & Ball Architects. O projecto "Make it Right" prevê a construção de 150 casas no Lower 9th Ward de Nova Orleães, destruído pelo Katrina. Em 2007, Pitt tinha já convidado 13 "ateliers" para projectarem casas. Depois, apresentou aos proprietários das habitações destruídas pelo furacão um portfolio com os modelos à escolha - neste momento as primeiras oito casas já estão prontas. A passagem do furacão Gustavo, em Agosto de 2008, veio testar (com sucesso) a resistência dessas habitações (na altura ainda em construção), que têm vidros especiais para resistir ao impacto dos ventos fortes e sistemas móveis de protecção de portas e janelas. As casas - que podem ser vistas no site www.makeitrightnola.org/ - têm modelos diferentes, mas são todas elas construídas sobre estacas para evitar a entrada de água em caso de inundação. PÚBLICO in http://cinecartaz.publico.pt/noticias.asp?id=234543 -
2009-06-26 16:10:06 Novo projecto para o Terreiro do Paço aprovado O novo projecto da Sociedade Frente Tejo para o Terreiro do Paço, em Lisboa, recebeu parecer positivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR). Após ter recebido maior parte das críticas feitas ao estudo prévio, Bruno Soares, arquitecto e autor do projecto afirmou que "o Terreiro do Paço bateu no fundo e era preciso mudar. Acolhemos grande parte das críticas e suavizámos a proposta". in http://www.opcaoturismo.com/noticia.php?id=15252 Novo Terreiro do Paço menos colorido depois da polémica por RUI PEDRO ANTUNES26 Junho 2009 Após críticas ao Estudo Prévio, o arquitecto Bruno Soares fez várias alterações ao projecto de requalificação da Praça da Comércio. Do desenho inicial foram "apagados" losangos, contrastes e o corredor central. O terreiro voltou ao Paço. O projecto final de requalificação da Praça do Comércio, da autoria do arquitecto Bruno Soares, foi ontem apresentado e pretende retomar a memória do antigo terreiro pombalino. A maior parte do pavimento será preenchido por uma pedra fina de cor de terra, que terá diagonais de pedra de lioz. Esta é uma da diferenças relativamente ao Estudo Prévio, onde era dado um grande destaque aos losangos e onde o contraste de cores era acentuado. Depois da polémica e da fase de discussão pública, muitas das ideias para o Terreiro, caíram... por terra. O corredor central que unia a Rua Augusta ao Cais das Colunas foi um dos elementos "apagados" do desenho (ver caixa). Já em termos de legitimidade, este projecto parte com uma vantagem em relação ao Estudo Prévio. "Acolheu os pareceres das entidades competentes, quer da CML quer do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico)", revelou o presidente da Sociedade Frente Tejo, Biencard da Cruz. Além disso, Bruno Soares confessa que "acolheu grande parte das críticas", reconhecendo que "houve pontos criticados com razão". Porém, atacou "aqueles que dizem que a praça deve ficar na mesma", pois considera que "o Terreiro do Paço bateu no fundo". O arquitecto explica que a matriz inicial do projecto se manteve. Ou seja, os "passeios laterais vão ser alargados e a presença do automóvel na praça vai ser reduzida de 40 para 11%." Neste aspecto, Bruno Soares lembrou que "antigamente havia cinco faixas de rodagem a separar a Rua Augusta do rio, mas agora são apenas duas". Quanto às esplanadas, houve preocupação em não as incluí-las como elemento inflexível do projecto. "Não vamos desenhar uma praça condicionada a uma loja ou café, mas temos que a preparar para ser uma área de usos múltiplos", defendeu o arquitecto. Ou seja, as esplanadas vão existir, mas devem ter uma presença sazonal na praça, ocupando parte dos passeios laterais no Verão. Até porque, segundo esclarece Bruno Soares, "o Terreiro do Paço não tem que ser a sala de estar de Lisboa. Isso é o Rossio". O arquitecto reforçou também a ideia de ligar a praça ao rio e ao resto da cidade e de manter o conceito de "unidade". "Por isso, tudo o que deva segmentar a praça, como árvores, não deve existir", adverte. Bruno Soares defendeu também que a praça "deverá estar preparada para manifestações espontâneas e organizadas, como eventos musicais". Outro dos elementos muito criticado no Estudo Prévio foi a existência de degraus. Bruno Soares decidiu então manter apenas dois na placa central que "servem para as pessoas perceberem que estão num plano diferente e não para dificultar a circulação". No final da apresentação, Biencard Cruz reforçou que este era o projecto final e que já não deverá sofrer grandes alterações. Será portanto assim (ver imagem em baixo) o novo Terreiro do Paço, que Biencard Cruz espera estar concluído a tempo da comemoração do centenário da República, a 5 de Outubro de 2010. As cores do piso da placa central esbateram-se, tal como o impacto dos losangos. O pavimento será preenchido com uma pedra fina granulada e as diagonais serão de pedra de lioz. O Cais das Colunas continua a ser um importante elemento de ligação entre a praça e o rio, mas perde destaque relativamente ao Estudo Prévio. Mantém-se semicircular. Projecto mantém a ideia de reduzir a presença do automóvel na praça de 40 para 11 %. A existência de apenas duas vias na Ribeira das Naus é um dado adquirido no novo projecto. Na placa central, o losango escuro que marcava a estátua real de D. José desapareceu e foi substituído por um círculo de pedra, num tom suave, que não terá mais de 30 centímetros. Passeios laterais vão ser alargados e, eventualmente, ocupados por esplanadas. Terão um padrão inspirado nas cartas marítimas do século XVI e serão em pedra lioz e pedra preta. in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1274269&seccao=Sul 26 Junho 2009 - 00h30 Lisboa: Apresentado projecto para o Terreiro do Paço Nova Praça em 2010 Em Outubro de 2010, a cidade de Lisboa terá uma ‘nova’ Praça do Comércio. O projecto de requalificação urbanística do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público, foi apresentado ontem, prevendo-se que as obras comecem já em Agosto. O objectivo da requalificação é recuperar o espaço da Praça para as pessoas e reduzir o tráfego automóvel. A faixa rodoviária da Ribeira das Naus já foi reduzida para duas vias e os passeios públicos vão ser alargados, para permitir a utilização de esplanadas e facilitar o acesso dos peões à zona ribeirinha. O projecto propõe também revitalizar toda a área circundante da Praça com a recuperação das fachadas dos edifícios. Para Bruno Soares, o Terreiro do Paço "bateu no fundo em termos de utilização para a cidade" desde a restauração pombalina. "A Praça foi durante anos um espaço de circulação automóvel", afirmou o arquitecto frisando que "uma praça, com esta dimensão, tem de estar em sincronia com os espaços da zona onde está integrada". A ideia é transformar o local numa ‘praça de espectáculo’ com uma rede de infra-estruturas que permita a realização de eventos. O projecto da Sociedade Frente Tejo acolheu algumas das críticas feitas ao estudo prévio que resultaram em "importantes contributos", reconheceu Biencard da Cruz, presidente da Sociedade Frente Tejo. Depois de amanhã, será apresentado no átrio de exposições do Ministério das Finanças, em Lisboa. in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=FFFCB24E-FA70-45D9-891D-C7E1B9489997&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010 Arquitecto cede a críticas e altera Terreiro do Paço 2009-06-26 GINA PEREIRA Novo projecto, a apresentar publicamente amanhã, exclui as intervenções mais contestadas. Face às críticas que surgiram a algumas das propostas do projecto de arranjo paisagístico do Terreiro do Paço, em Lisboa, o arquitecto responsável decidiu fazer alterações ao estudo prévio, que já tem o aval do IGESPAR. Bruno Soares, o arquitecto contratado pela Sociedade Frente Tejo para elaborar o projecto de requalificação urbanística da maior praça lisboeta, reconheceu que algumas das críticas são "justas" e deram lugar a um conjunto de alterações, ontem reveladas à Imprensa e que vão ser publicamente apresentadas amanhã, numa sessão que terá lugar no átrio do Ministério das Finanças, pelas 15.30 horas. Segundo o arquitecto, a disponibilidade para fazer alterações estava prevista desde o início. "Isto era um estudo prévio. Tínhamos as ideias preliminares, os nossos pontos de partida, mas a intenção era que houvesse participação pública. Este projecto tem de resultar de um balanço de vários contributos e ideias", disse, salientando que a proposta foi desenhada em articulação com a Câmara de Lisboa e com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que, segundo Biencard Cruz, presidente da Frente Tejo, já deu parecer positivo. Para Bruno Soares, "o grande desafio deste projecto é conseguir criar condições para reintegrar a praça na vida da cidade". "O Terreiro do Paço bateu no fundo em termos de utilização pública. Chegou a um ponto limite e há que mudar", disse, embora reconheça que a praça nunca será a sala de estar de Lisboa "porque a sala de estar é, por excelência, o Rossio". Para conseguir travar o "declínio" dos últimos anos e restaurar a importância histórica da praça, garantindo-lhe um uso do século XXI, Bruno Soares diz que "é essencial rever o modelo de circulação automóvel e de estacionamento" na zona. O seu projecto prevê a eliminação da circulação automóvel nas faixas laterais e a redução para duas vias (uma em cada sentido) da Avenida Ribeira das Naus. Menos espaço para os automóveis significa mais área para os peões e lazer: os passeios laterais vão ser aumentados (nivelando-os pelos lancis da rua do Ouro e da Prata) e a parte sul da praça prolongada para o rio. Estimular a relação com o Tejo e com o Cais das Colunas - "a peça fundamental que diferencia o Terreiro do Paço de qualquer outra praça do Mundo" - é outro dos objectivos. O arquitecto prescindiu da "passadeira" que conduzia os peões desde a Rua Augusta até ao cais, mas pretende que "qualquer pessoa que venha do Rossio, desça a Rua Augusta, atravesse a praça e vá naturalmente até ao Cais das Colunas e encontre o rio". Quanto ao centro da praça, em vez do tom ocre, Bruno Soares decidiu agora utilizar um tom mais claro (mantém o desenho em losango) e recorrer a uma gravilha que pretende "manter a memória do terreiro". O objectivo é que, a 5 de Outubro de 2010, a praça esteja transformada para poder acolher "uma grande diversidade de usos" e ser a "grande centralidade cultural da área metropolitana de Lisboa". O que mudou no estudo prévio Pavimento mais discreto Em vez do tom ocre que estava previsto para o pavimento do centro da praça, Bruno Soares decidiu agora utilizar um tom mais claro. Mantém os losangos (que, em seu entender, acentuam a dimensão da praça), mas vai utilizar pedra de lioz e gravilha de lioz para "manter a memória do terreiro". Base da estátua de D. José Em vez da base em forma de losango de cor verde para assentar a estátua de D. José, o arquitecto decidiu agora construir uma base redonda em pedra, que vai oscilar entre 11 e 30 centímetros de altura. Acesso ao Cais das Colunas No anterior estudo prévio previa-se a ampliação do acesso ao Cais das Colunas de modo a formar um círculo. Essa ideia foi abandonada e, em vez dos cinco degraus de acesso ao cais, passa a haver dois degraus, uma plataforma e mais dois degraus. O atravessamento da Ribeira das Naus é feito por uma passadeira à largura do cais. Passeios laterais terão cor Além de serem ampliados, de modo a poderem acolher esplanadas e outras actividades, os passeios laterais terão o padrão das cartas marítimas do século XVI. Os traços serão feitos em pedra preta e vermelha. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1273782 Lisboa Autor do projecto para o Terreiro do Paço acolheu grande parte das críticas, mas mantém alguns aspectos polémicos 25.06.2009 - 15h56 Inês Boaventura O corredor em pedra a ligar o arco da Rua Augusta ao Cais das Colunas desapareceu, os losangos da placa central foram esbatidos, a estátua de D. José passou a assentar num círculo em vez de um losango e o Cais das Colunas não vai ser transformado numa plataforma circular. O estudo prévio para o projecto do arquitecto Bruno Soares para o Terreiro do Paço acolheu, segundo disse hoje o próprio, “grande parte das críticas” que foram feitas por cidadãos, técnicos e órgãos de administração, e tem a “concordância” do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). Em conferência de imprensa, o arquitecto admitiu que a versão preliminar do projecto era “criticável” e tinha aspectos que “claramente tinham que ser revistos”, salientando que “obviamente, um projecto não resulta de um somatório de opiniões”, sendo necessário fazer “um balanço e valoração dos vários contributos”. Já o presidente da sociedade Frente Tejo refutou as críticas que têm sido feitas pela inexistência de um concurso público para escolher o autor do projecto e pela falta de um debate público, afirmando que houve “uma auscultação ampla”, da qual resultaram “contributos muito relevantes e importantes”. “Consideramos estar a cumprir os princípios da participação e da transparência”, concluiu Biencard Cruz. Quanto ao facto de a versão preliminar ter sido chumbada pelo Igespar, pelo impacto visual, arrumação da placa central e enquadramento da estátua, o presidente da sociedade garantiu, em declarações aos jornalistas à margem da conferência de imprensa, que o projecto revisto tinha tido “parecer favorável sem condicionantes”. Horas mais tarde, a assessora de imprensa da Frente Tejo corrigiu esta informação, afirmando que afinal “o projecto ainda não foi formalmente aprovado pelo Igespar, porque esta versão não foi ainda submetida oficialmente para o efeito”, existindo apenas “acordo de princípios”. Os losangos Acolhendo aquela que foi uma das maiores críticas ao desenho inicial, Bruno Soares manteve os losangos no chão da placa central, mas decidiu optar por “uma proximidade de cores e tons muito grande”. Tanto a base como as linhas diagonais que nela vão ser traçadas serão em lioz, mas enquanto a primeira será numa pedra fina e granulada para manter a imagem do antigo terreiro, as linhas serão de pedra lisa. “Não vamos determinar como se usa a praça através do chão”, garante o arquitecto, explicando que insistiu nos losangos para “dar a perceber que é uma grande praça, não um espaço estático e fechado”. O também muito contestado corredor em pedra a unir a Rua Augusta ao Cais das Colunas desapareceu e a estátua de D. José deixou de assentar num losango, opção que Bruno Soares admite ter sido “um erro”. Na nova versão do estudo, a estátua será “bordejada por uma faixa de pedra” e continuará a estar sobreelevada, a uma altura que num dos lados atingirá os 30 centímetros. Também a polémica sobreelevação da placa central do Terreiro do Paço em relação ao Cais das Colunas se vai manter, apesar de os cinco degraus inicialmente previstos serem agora transformados em dois degraus seguidos de um patamar e mais dois degraus, o que na opinião do arquitecto torna a aproximação “mais suave”. Aqui, a grande diferença é que o Cais das Colunas, que o arquitecto considera ser o elemento “mais importante” da praça e aquele que a “diferencia de qualquer outra praça real”, não será transformado numa plataforma circular. Bruno Soares explica que a insistência nos contestados degraus, que serão ladeados por “duas rampas muito suaves”, “não é para dificultar a circulação, é para as pessoas terem a percepção de que é uma situação diferente”. As esplanadas Já os passeios nas laterais, que vão ser alargados e receberão esplanadas, continuarão a ter “um padrão das cartas de marear do século XVI”, num material ainda a definir, mas que se prevê que seja atravessado por linhas vermelhas e pretas. O passeio junto à Avenida Ribeira das Naus que, com a introdução do novo modelo de circulação automóvel, passou a ter duas faixas em calçada de granito, será em calçada à portuguesa. O que também se mantém, apesar de ter gerado contestação, é o desnível entre o centro da praça e uma das laterais do Terreiro do Paço, onde, segundo Bruno Soares, haverá um lancil com 15 centímetros e dois socalcos com 25 cm cada, para “revelar o acontecimento histórico” que foi o abatimento do torreão poente. As árvores Já a possibilidade de plantar árvores na praça, onde estas chegaram a existir nos séculos XIX e XX, foi rejeitada pelo arquitecto, por considerar que iriam “segmentar o espaço” e contribuir para se “perder a sua dimensão”. Além disso, explicou, a vizinha Avenida Ribeira das Naus vai ser arborizada, pelo que não fazia sentido “deturpar a Praça do Comércio nem pô-la a concorrer com outros espaços”. O autor do estudo para o projecto de requalificação, que se pretende esteja concluída a tempo da comemoração do centenário da implantação da República, em Outubro de 2010, quer que esta passe a ser uma praça utilizada no Verão e no Inverno, de dia e de noite, no quotidiano e em festas e outros acontecimentos. Para tal vão ser desenvolvidos projectos específicos de iluminação e de mobiliário urbano, que contemplará palcos, instalações temporárias, apoios para exposições, mercados e esplanadas. Bruno Soares diz que a alteração já introduzida pela Câmara na circulação automóvel, que estiveram na origem de uma providência cautelar interposta pelo Automóvel Clube de Portugal, “é fundamental, é essencial para sustentar esta remodelação”. Igualmente importantes, acrescentou, são os projectos de reutilização dos edifícios da praça (e de toda a Baixa) e e recuperação das suas fachadas. A praça “bateu no fundo” No sábado, a sociedade Frente Tejo promove, às 15h30, uma “sessão de debate e esclarecimento” do projecto, no átrio do Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço. Numa iniciativa que deverá contar com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Bruno Soares irá apresentar as suas propostas, agora revistas, para dar uma nova vida à praça que, afirma, “bateu no fundo”. Para o arquitecto, o maior desafio foi perceber “como é que actualmente se consegue criar condições para reintegrar este espaço na vida de cidade”, sendo certo que a sua intenção não é transformá-lo “numa sala de estar de Lisboa”, papel que acredita estar reservado ao Rossio. O Terreiro do Paço, diz, deve afirmar-se sim como “a grande centralidade cultural da Área Metropolitana de Lisboa”, “articulada com o grande centro comercial que é a Baixa”. As obras de requalificação deverão arrancar em Agosto. Notícia actualizada às 19h42 in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388675 25 Junho 2009 - 15h10 Lisboa Obras da Praça do Comércio começam em Agosto Em Outubro de 2010 Lisboa terá uma ‘nova' Praça do Comércio. O projecto de requalificação urbanística do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público, foi apresentado esta manhã. As obras de requalificação da Praça do Comércio começam em Agosto. O objectivo central desta requalificação é recuperar o espaço da Praça para as pessoas e reduzir o tráfego automóvel. A faixa rodoviária foi reduzida para duas vias e os passeios públicos vão ser alargados, de modo a facilitar o acesso dos peões à zona ribeirinha. Além da alteração do trânsito, o projecto propõe também revitalizar toda a área circundante da Praça com a recuperação das fachadas dos edifícios. Para Bruno Soares, a Praça do Comércio 'bateu no fundo em termos de utilização para a cidade', desde a restauração pombalina. 'A Praça foi durante anos um espaço de circulação automóvel', afirmou o arquitecto frisando que 'uma praça, com esta dimensão, tem de estar em sincronia com os espaços da zona onde está integrada'. Com as obras de requalificação, Bruno Soares pretende transformar a Praça do Comércio numa 'praça de espectáculo' com uma rede de infra-estruturas que permita realizar eventos e festas. No próximo sábado, o projecto de requalificação será apresentado numa sessão pública no Átrio das Finanças, em Lisboa. 'No dia 5 de Outubro de 2010, teremos uma praça renovada para a utilização de todos', prometeu João Biancard Cruz, presidente da Sociedade Frente Tejo no encerramento da apresentação do projecto urbanístico. Urânia Cardoso in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=BD76BFCB-3E28-4C0C-9DC3-624422F9AB4F IGESPAR aprova novo projecto para o Terreiro do Paço O novo projecto da Sociedade Frente Tejo para o Terreiro do Paço, em Lisboa, acolheu a maior parte das críticas feitas ao estudo prévio e já tem parecer positivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR). «O Terreiro do Paço bateu no fundo e era preciso mudar. Acolhemos grande parte das críticas e suavizámos a proposta», afirmou hoje o autor do projecto, arquitecto Bruno Soares, antes da apresentação aos jornalistas que decorreu nas instalações do Turismo de Lisboa. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=395736 2009-06-25 10:38:37 Reformulação do Terreiro do Paço apresentada em Lisboa Iniciativa agendada para esta quinta-feira O projecto de requalificação do Terreiro do Paço é apresentado, esta quinta-feira, na sequência do debate público da Assembleia Municipal de Lisboa. O estudo prévio, já aprovado pela autarquia, foi alvo de críticas pelos deputados presentes na assembleia. É apresentado, esta quinta-feira, o projecto para requalificação do Terreiro do Paço, onde estarão presentes as alterações introduzidas pelo arquitecto Bruno Soares, depois de críticas ao estudo preliminar do projecto. O estudo preliminar, já aprovado pela Câmara de Lisboa, foi alvo de críticas por parte dos deputados presentes na Assembleia Municipal, que consideraram que a requalificação da área teria de ter sido enquadrada num plano de pormenor, sujeita a aprovação da Assembleia. Segundo cita a Lusa, a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, revelou que a obra é ilegal pois não será precedida de um plano de pormenor ou de urbanização. in http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=3b141c90c387b40e69a0535552796b79 Lisboa: Projecto do Terreiro do Paço reformulado apresentado hoje Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O projecto de requalificação do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público é hoje apresentado. Lusa 6:33 Quinta-feira, 25 de Jun de 2009 Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O projecto de requalificação do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público é hoje apresentado. O estudo prévio deste projecto, que mereceu parecer favorável da Câmara de Lisboa, foi alvo de várias críticas, a última das dos deputados da maioria PSD na Assembleia Municipal, que consideraram que a intervenção naquela zona teria que ser enquadrada por um plano de pormenor e, como tal, sujeita a apreciação por aquele órgão autárquico. A própria presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, em declarações na imprensa, afirmou que a obra é ilegal porque não será antecedida de um plano de pormenor ou de urbanização. Contudo, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, contrapôs esta posição, dizendo ter pareceres jurídicos que demonstram que a requalificação do Terreiro do Paço não necessita de ser sujeita a um plano de pormenor. "Uma intervenção em zonas históricas no espaço público não obriga a plano de pormenor", disse Manuel Salgado perante a Assembleia Municipal, citando "pareceres jurídicos solicitados aos serviços da Câmara". As críticas também se estenderam à sociedade civil, com o Fórum Cidadania Lisboa a promover uma petição pela realização de um debate público sobre o futuro do Terreiro do Paço, assinada, entre outras personalidades, por José Miguel Júdice, que inicialmente aceitou liderar a Sociedade Frente Tejo, responsável pela obra de reabilitação da Praça do Comércio, mas acabou por abandonar o cargo por razões ainda por esclarecer. O estudo prévio apresentado por Bruno Soares à Câmara de Lisboa previa a duplicação dos passeios laterais convertidos em "passeios-esplanada" e o condicionamento substancial da circulação automóvel no local. O pavimento dos "passeios-esplanada" seria inspirado nas rotas oceânicas e a sua representação na cartografia portuguesa do século XVI, com o lioz a revestir os passeios e embutido de faixas de pedra vermelha, amarela e preta. O passeio ribeirinho resultaria do alargamento do actual passeio junto ao rio, de 3,5 metros para 4,5 metros, tendo continuidade num novo percurso marginal a construir na Ribeira das Naus até ao Cais do Sodré. No estudo prévio, a placa central da praça tinha um pavimento com um desenho definido por faixas cruzadas de pedra de lioz e de basalto, marcando linhas de perspectiva oblíquas que "acentuam a grande dimensão do espaço". O projecto previa ainda um passeio central, que prolonga a Rua Augusta até ao rio, ligando o Arco ao Cais das Colunas. No estudo prévio, a estátua real de D. José I era assinalada através da inscrição num losango diferenciado pela cor verde do pavimento e pela marcação de um pequeno desnível (três degraus laterais) em relação ao pavimento do terreiro central. A chegada ao Cais das Colunas estava prevista a uma cota ligeiramente superior, cerca de 75 centímetros, acedendo através de escada e de rampas laterais. SO/ACL Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/522659 Arquitectos criticam novo projecto do Terreiro do Paço por Rui Pedro Antunes27 Junho 2009 Manuel Graça Dias discorda do padrão "pesado e abstracto" dos passeios laterais e aponta várias deficiências ao desenho de Bruno Soares. Outros três especialistas da área, ouvidos pelo DN, mantêm reparos ao projecto para uma das principais praças da capital. E questionam: afinal, para que servirá? "Depois de ver o novo projecto, acho que é preciso haver mais cuidado com aquela praça, que é uma praça muito sensível." A crítica ao projecto do novo Terreiro do Paço é do arquitecto lisboeta Manuel Graça Dias. Aliás, os quatro arquitectos contactados pelo DN foram unânimes em apontar deficiências no desenho de Bruno Soares. Para Manuel Graça Dias as mudanças não foram suficientes, pois "o projecto foi reestruturado, mas insiste na ideia da plataforma de desnível - nos degraus - que não me parece uma opção cordial nem necessária". Além dos degraus, que dão "uma noção de pódio e destaque a mais à placa central", Graça Dias discorda do padrão dos passeios laterais. Ainda que defina o alargamento dos passeios como "uma boa escolha", o arquitecto explica que o padrão inspirado nas cartas marítimas do séc. XVI "é demasiado pesado e abstracto, quando devia ser banal". Por outro lado, o arquitecto revela que está agradado por "ter desaparecido o corredor central". Já o esbater do impacto dos losangos é desvalorizado. "Este tipo de padrões de losangos não tem grande leitura, só teria se passássemos pela praça de helicóptero", defende Graça Dias. No entanto, na opinião do arquitecto Pedro Brandão "toda a discussão que tem havido em torno do Terreiro do Paço é desinteressante". O autor da obra Lisboa do Tejo, a Ribeirinha, considera que o "essencial" ainda não foi debatido, pois "tem-se discutido diagonais, risquinhos e as corezinhas que são coisas superficiais". Pedro Brandão defende que se devia ter começado por discutir os usos da Praça. "Estar a discutir gostos não adianta nada. Podia haver arbustos e água, mas tudo isso tem de ser discutido em função do que se vai passar", esclarece. E coloca várias questões: "Afinal, o que vai ser a Praça? Um showroom dos ministérios? Um centro de turismo? Ou um centro comercial com lojas da Fnac?" Também José Adrião, co-autor de um projecto do Terreiro do Paço pelo qual a autarquia pagou 100 mil euros em 2000, se mostra "contra todo o processo". O arquitecto afirma que a adjudicação directa prejudicou o projecto. "Quando se fazem concursos públicos, os concorrentes começam a superar-se e fazem coisas mais interessantes. Aqui está-se a perder a oportunidade de fazer um grande projecto", acusa. Já o arquitecto André Brito Caiado, ainda que concorde com pressupostos da matriz do projecto de Bruno Soares, sugere opções mais arrojadas. O vencedor do prémio Korrodi em 2008 defende que "na Ribeira das Naus devia haver um túnel de betão subterrâneo e permeável que acabasse com a divisão entre a cidade e o rio". Além disso, o arquitecto considera que os edifícios deviam passar a ser "esplanadas, restaurantes e galerias de arte". Não querendo comentar elementos do novo projecto, Caiado diz apenas que "em Portugal há centenas de arquitectos que podiam fazer um bom trabalho no Terreiro do Paço". in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1277782 Lisboa Terceira versão do Terreiro do Paço não será definitiva Por Margarida Davim Já se contam três versões para o novo Terreiro do Paço. Ainda deverá haver mais uma antes das obras arrancarem. E as críticas continuam Projecto do Terreiro do Paço reformulado Os losangos verdes na base da estátua de D. José e um conjunto de escadaria e rampas fizeram estalar a polémica. Numa reunião à porta fechada da Câmara de Lisboa, o projecto de Bruno Soares para a requalificação do Terreiro do Paço dividiu os vereadores, mas foi só o primeiro episódio de uma polémica que começou em Maio. O arquitecto apresentou quinta-feira as imagens de um novo plano, mas esta versão pode não ser a definitiva. Hoje, o arquitecto volta à discussão pública, no Ministério das Finanças. «O debate que fizemos vai muito além do que exige a lei», explica Maria João Rocha, da Frente Tejo – a sociedade constituída pelo Governo para gerir a intervenção na frente ribeirinha. Durante o mês que decorreu entre a primeira apresentação aos vereadores e a conferência de imprensa de ontem, foi crescendo o coro dos que não compreendiam que um projecto tão importante tivesse sido adjudicado sem discussão ou concurso público. O Fórum Cidadania Lx, movimento de defesa do património, já tinha lançado uma petição – que recolheu quase duas mil assinaturas – para garantir que as ideias de Bruno Soares fossem sujeitas a «um período de discussão pública antes de se iniciar o projecto de execução». O abaixo-assinado começou a correr dias depois de uma reunião de Câmara em que António Costa teve de usar o voto de qualidade para desempatar a votação e fazer passar o projecto. Na mão dos vereadores estava já um parecer arrasador da Divisão de Estudos e Projectos da autarquia. O documento criticava os losangos e «o desenho geométrico de linhas aleatórias» escolhido por Bruno Soares para o chão da praça, considerando que se traduziria num «impacto visual muito forte e negativo». Mais: os arquitectos camarários encontraram «problemas de segurança e acessibilidade» nos degraus pensados por Soares. Nem sequer José Miguel Júdice, que escolhera Bruno Soares, poupou críticas ao plano. Júdice invocou os prazos apertados da comemoração do centenário da República, altura em que a obra deve estar pronta, para fazer desta intervenção a única sem concurso público na frente ribeirinha. Mas acabou por condenar o «registo cultural inadequado» dos losangos e a «cacofonia visual e policromática» do corredor de pedra marcado no chão entre a Rua Augusta e o Tejo. Pedro Santana Lopes, candidato pelo PSD à Câmara, considera uma «aberração política e jurídica» a forma como António Costa renunciou «ao poder de decidir sobre áreas tão significativas do território da cidade», ao deixar nas mãos da Frente Tejo a requalificação da zona. Para Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal (AML), a intervenção é «ilegal», porque não foi feito plano de pormenor ou de urbanização para a zona. Mais: «Cria-se um verdadeiro fosso entre a Praça do Comércio e o rio», criticou. Para trás ficou o projecto dos arquitectos José Adrião e Pedro Pacheco, que custou 100 mil euros à Câmara e está na gaveta desde 2000. O concurso tinha sido lançado em 1992 e o projecto vencedor propunha uma praça com bancos de pedra a toda a volta. Com os prazos a apertar, António Costa já disse que as obras devem começar em Agosto. Mas, com a discussão ainda acesa, e depois de tantos anos em obras, começa a pairar a dúvida sobre se os lisboetas poderão ver a nova cara do Terreiro do Paço em Outubro de 2010. margarida.davim@sol.pt in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=139694 O que está em causa na renovação do Terreiro do Paço Alexandra de Almeida Ferreira 20/06/09 00:05 Ninguém está de acordo com a obra e o ACP interpôs uma providência cautelar. Saiba porquê. Já se contam dez anos desde que arrancaram as obras do metro. Depois disso, foram quatro os meses em que o trânsito esteve interrompido no Terreiro do Paço. Agora, com um novo projecto na forja, a maior praça de Lisboa começa a parecer um "déjà vu" do Túnel do Marquês. O problema é que, à excepção da Câmara de Lisboa, ninguém parece estar de acordo com a nova obra. A Assembleia Municipal exigiu ter uma palavra a dizer sobre o projecto da autoria do arquitecto Bruno Soares, e garante que, a manter-se o desenho actual, chumbará mesmo a obra. O projecto de arquitectura é o grande ponto da discórdia. "A Assembleia Municipal exige ser ouvida num processo que tem de ser por si aprovado", disse ao Diário Económico João Pedro Saldanha Serra, líder da bancada social democrata, que tem maioria na Assembleia Municipal. "O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) não foi ouvido e não autorizou as obras in http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-esta-em-causa-na-renovacao-do-terreiro-do-paco_13300.html
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Vila Utopia: luxo português Empreendimento reúne o trabalho de 18 arquitectos nacionais O único empreendimento urbano da arquitectura contemporânea portuguesa chega a Portugal pela mão Sotheby`s International Realty, que apresentou esta quarta-feira a Vila Utopia. Promovido pela Wise - Investimentos Imobiliários, a Vila Utopia ocupa uma área de cerca de 70 mil m2 e representa um investimento de 30 milhões de euros. Segundo comunicado enviado à redacção, 50 por cento está já vendido. A Vila Utopia está localizada no Parque de Santa Cruz, em Oeiras, e é constituída por 45 moradias. Os lotes possuem áreas entre 650 e 1500 m2, com uma área de construção de 35% do total do lote. A construção do empreendimento começou este ano e será dividida em 5 fases. Prevê-se que as primeiras moradias estejam concluídas dentro de 12 meses, sendo que a finalização total do projecto está prevista para 2012. Restam 24 moradias para venda O preço de cada moradia situa-se entre os 1.100.00 euros e 1.800.000 euros e restam 24 moradias para venda: 13 delas vendidas e 8 em fase final de negociação. O empreendimento Vila Utopia caracteriza-se pela arquitectura contemporânea, dando destaque a pátios, jardins interiores e alpendres. O arquitecto coordenador é Manuel Aires Mateus, que conta ainda com a participação de outros arquitectos de renome como Eduardo Sotto Moura, Gonçalo Byrne e Frederico Valsassina, entre outros. De acordo com Tiago Queiroga, director-geral da Sotheby`s International Realty Portugal «toda a Vila Utopia prima pela qualidade e é, sem dúvida, um conceito único e pensado ao pormenor para garantir um sofisticado conforto aos seus proprietários. Reunindo alguns dos melhores representantes da arquitectura contemporânea portuguesa, a Vila Utopia é uma verdadeira obra de arte». in http://diario.iol.pt/economia/vila-utopia-empreendimento-imobiliario-arquitectura-luxo-portugal/1070413-4058.html
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Primeiro aeroporto espacial está para breve O «Spaceport America» tem lugar no Novo México e espera-se que esteja pronto em 2010 Um terreno baldio, no Novo México, começou a ganhar contornos, no dia 19 de Junho, daquele que vai ser o primeiro aeroporto espacial do mundo, segundo informação do «20 minutos». O «Spaceport America» é um mega-projecto que vai custar 200 milhões de dólares e espera-se terminado no final de 2010. O projecto futurista das instalações, autoria do gabinete de arquitectura de Norman Foster, compreende um terminal de passageiros e um hangar (suficientemente grande para albergar sete aeronaves). Todos estes elementos são utilizados pela companhia «Virgin Galatic», para promover as viagens de privados ao espaço. Entre os optimistas deste projecto está o Governador de Estado, Bill Richardson, que considera o projecto uma oportunidade muito vantajosa para o Novo México, obtendo benefícios da indústria aeroespacial. Richard Branson, fundador da companhia Virgin, juntamente com a família e um dos desenhadores de uma das naves, fazem parte dos passageiros do voo inaugural, a acontecer, se tudo correr conforme o planeado, daqui a dois anos. Apesar da crise económica, já existe uma lista de espera de 300 pessoas, dispostas a pagar 200 mil dólares (150 mil euros) para experimentar a gravidade durante seis minutos e um voo de duas horas. in http://diario.iol.pt/tecnologia/tecnologia-espaco-mexico-aeroporto-viagem-tvi24/1071107-4069.html
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Imobiliário Centro comercial Amoreiras começa a ser remodelado este ano Ana Baptista 24/06/09 00:05 A Mundicenter quer as obras concluídas em 2010 e garante que não encerrará o espaço. O Amoreiras, o primeiro grande centro comercial de Lisboa e o primeiro da era moderna em Portugal, vai ser remodelado, com as obras a arrancar ainda este ano. O projecto de arquitectura já está em curso e segundo Fernando Oliveira, administrador executivo da Mundicenter, a empresa que gere este espaço, em 2010 o Amoreiras já deverá comemorar os 25 anos com uma nova imagem. in http://economico.sapo.pt/noticias/centro-comercial-amoreiras-comeca-a-ser-remodelado-este-ano_13556.html Imobiliário Taveira trava remodelação das Amoreiras Ana Baptista 27/06/09 00:05 O centro comercial Amoreiras vai ser remodelado e o objectivo é que a intervenção esteja pronta em 2010. O arquitecto vai entrar com uma providência cautelar se a renovação do centro comercial avançar. O arquitecto Tomás Taveira não está satisfeito. O Amoreiras, o centro comercial mais conhecido do País e o seu projecto mais emblemático, não só vai ser remodelado como a intervenção está a ser desenvolvida por outro atelier de arquitectura. "Arquitectos cujo trabalho reconheço, mas cuja arquitectura não tem nada a ver comigo", comentou ao Semanário Económico. in http://economico.sapo.pt/noticias/taveira-trava-remodelacao-das-amoreiras_13863.html
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EM DEFESA DA DIGNIDADE DO PALÁCIO DE ESTOI - O Palácio não pode ter um estatuto de segunda, perante a Pousada. É uma nódoa que os jardins ainda estejam por recuperar - Foi inaugurada esta semana a Pousada do Palácio de Estoi, sendo assim anunciado. Surge aqui a primeira pergunta. Porque não, a inauguração oficial do Palácio de Estoi (após as obras de restauro) e também da Pousada? Porquê a Pousada do Palácio, em vez do Palácio e Pousada, como devia ser? Sem duvida que a Pousada é importante, mas é uma completa subversão querer dar-lhe mais importância do que ao Palácio de Estoi. É que não fôra o Palácio, e nem teríamos a Pousada, tal como está concebida e com a forte valorização que aquele lhe dá. O que se passou é muito grave por duas razões. Uma, porque à Pousada foi dada mais importância do que ao Palácio. Outra, porque o Palácio pura e simplesmente não foi inaugurado! A não ser que venham dizer que a inauguração foi feita em simultâneo, Se assim for, então foi inaugurada “ao estribo”, como se fosse coisa menor. Seria desculpa de mau pagador, que não colhe! As presentes considerações são indispensáveis para se porem os pontos nos iis. Não pode aceitar-se a “pequenez” de visão e falta de respeito pelo histórico Palácio que o Presidente da Câmara de Faro e o Governo revelaram. Mas, como se costuma dizer, para cada um a sua dimensão! Tem sido longo e épico o processo para defesa e restauro do Palácio de Estoi, desde a sua compra e um primeiro Protocolo com a Enatur, em mandatos da Câmara anteriores àquele em que fui Presidente. Durante o meu mandato, foi dura e épica a luta para que a arquitectura da Pousada não “abafasse” o Palácio, como me foi proposto directamente, ao que respondi com um rotundo NÃO! E foi corrigido. Igualmente dura foi minha a batalha para que o Governo, através da Enatur, aceitasse assumir a responsabilidade de restaurar e recuperar os Jardins do Palácio, alterando-se o Protocolo que existia. E, ainda, a luta para ser dada pelo Governo, num quadro nacional, prioridade à recuperação do Palácio de Estoi e Pousada e respectivo financiamento comunitário. Com grande esforço, tudo isso se conseguiu ultrapassar. Hoje, qual é o saldo dos últimos 4 anos? O processo evoluiu, com a restauração do edifício do Palácio (que faz parte do complexo da Pousada) e a construção da Pousada. Que pecados mortais foram entretanto cometidos? Primeiro, como referi atrás, não tendo o Palácio ficado arquitectónicamente “abafado” pela Pousada, está agora a ser “abafado” na divulgação da nova fase da sua “vida”. Passou para segundo plano! Segundo, inacreditavelmente, para vergonha de todos e desabono de Estoi, do Palácio e da Pousada, tudo está a funcionar e os jardins continuam por recuperar. É uma nódoa, que não podia ter ficado a “borrar a pintura”. Espero que muito rapidamente se resolva. Em conclusão: “ a César o que é de César”. O que neste caso quer dizer, a Estói, ao Algarve e ao País o que lhes pertence: o Palácio de Estoi, com o estatuto destacado que a história e a sua beleza obrigam e a que tem direito. Sr.ª Câmara, Sr. Governo, Srs. Entidades da cultura: “agarrem”no Palácio de Estoi e “icem-no” de forma permanente ao mastro mais alto! Evitem mais um erro grave / “crime” e um atentado ao nosso património e cultura! Com saudações algarvias José Vitorino 23:54 terça-feira, 30 junho 2009 in http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=95703
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Obras começaram em 2003 SILVES: Castelo de cara lavada 02-07-2009 21:27:00 Após as obras de requalificação de 1,5 milhões de euros o Presidente da República, Cavaco Silva, assinala a reabertura do Castelo de Silves. As obras iniciadas em 2003 e cujo investimento permitiu recuperar aquele monumento nacional e dinamizar a sua actividade enquanto pólo de atracção turística, foram comparticipadas pela Sociedade Polis e pelo Programa Operacional do Ministério da Cultura. Os trabalhos incidiram na recuperação e consolidação das ruínas arqueológicas, na conservação da cisterna, arranjo das torres, reconstrução do pavimento e na construção das infra-estruturas de águas, electricidade e esgotos. Além dos arranjos e acessos exteriores, foi efectuada a construção de passadiços interiores em madeira que permitem a circulação através das ruínas arqueológicas dos dois palácios islâmicos e de um jardim com sistemas de circulação de água. A recuperação permitiu adaptar o espaço ao "desenvolvimento de núcleos turísticos que promovam actividades de recreio e lazer em complemento turístico à oferta das praias da região", esclarece nota da autarquia local garantido que "todas as intervenções foram norteadas pelo princípio da reversibilidade, o que permite facilmente voltar ao estado original". Situada no ponto mais alto da colina em que a cidade assenta, a fortificação - típico exemplar da arquitectura militar islâmica - ocupa uma área de 12000 metros quadrados, ostenta 11 torres rectangulares (duas do tipo albarrã), erguida com o emprego de taipa, revestida com grés (arenito), material abundante na região de Silves que lhe confere uma tonalidade avermelhada. Herança islâmica Devastado por inúmeros sismos, o Castelo de Silves foi objecto de obras de restauro na década de 1940, mas manteve o perímetro medieval das suas muralhas.A fortificação engloba uma alcáçova, cujo acesso é feito através de uma porta dupla com átrio, ladeada por duas torres. Na zona Norte da muralha, encontra-se a "Porta da Traição", uma entrada secundária e habitual neste tipo de fortificações islâmicas.No interior, destacam-se ainda o "Aljibe", uma cisterna rectangular que abastecia a água à cidade e, a Sul, a "Cisterna dos Cães", um antigo poço de exploração de cobre da época romana, com cerca de 70 metros de profundidade. Durante as obras, foram postas a descoberto estruturas de uma habitação de dois pisos do período almóada (século XIII), um jardim interior e um complexo de banhos". Ao longo de décadas o Castelo acolheu diversos serviços camarários e foi palco do tradicional Festival da Cerveja de Silves, que se realiza anualmente. A requalificação do Castelo vai agora potenciar as condições naturais da cidade enquanto pólo de atracção turística, e acolherá vários espectáculos de música, teatro, dança e recreações históricas, que anualmente acontecem por altura da Feira Medieval, diz a autarquia. Os primeiros espectáculos estão agendados para os dias 24 e 25 de Julho, com a Orquestra do Algarve. O programa de abertura tem início sexta-feira, às 19h00, com o descerramento de uma placa que assinala a reabertura do Castelo, classificado como Monumento Nacional desde 1910. in http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=30262
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A paixão pela arquitectura Café com... José Carlos Loureiro, arquitecto 2009-07-03 MANUEL VITORINO Meio século depois, o pavilhão Rosa Mota terá outras funções e o espaço envolvente recuperado. As árvores e o espírito do lugar serão mantidos. "Sou um amante das árvores", diz o projectista do Porto. Fez parte de uma geração de projectistas cujo mestre e referência intelectual foi o urbanista e pedagogo Carlos Ramos, arquitecto do modernismo português, director da ESBAP - Escola Superior de Belas Artes do Porto. Aos 84 anos, José Carlos Loureiro, arquitecto com obra espalhada pela cidade e edifícios marcantes na paisagem urbana do país, aceitou, recentemente, requalificar o pavilhão Rosa Mota, projectado e construído há meio século no Porto, precisamente no lugar onde esteve o Palácio de Cristal, ainda hoje referência afectiva na memória dos portuenses. Pois bem: 50 anos depois, o arquitecto Carlos Loureiro irá renascer o edifício de betão e dar-lhe outras valências para realizações de provas desportivas, congressos, concertos, conferências. Como existe algum ruído provocado por pessoas a falar daquilo que não sabem, o arquitecto afastou suspeitas e avisou: "As árvores ficarão no seu lugar de sempre, a paisagem envolvente será respeitada e mantida". Tem obras únicas na cidade, o Edifício Parnaso, o conjunto habitacional do antigo campo do Luso, o Hotel D. Henrique, a agência do BBI, no Infante. O que significa este regresso ao Rosa Mota? Emoção, entusiasmo. Já não será o entusiasmo dos 26 ou 27 anos, mas será, seguramente, a mesma paixão pela arquitectura. É também um desafio, um projecto complexo transformar radicalmen-te a função do edifício de abóboda gigante... É verdade, mas será um desafio estimulante transformar o pavilhão actual num multiusos com grande flexibilidade de funções e valências. O renovado Rosa Mota terá capacidade para acolher 5700 pessoas e simultaneamente, decorrerem provas desportivas, concertos, festas, representações de teatro, um sem número de eventos. O Norte precisa de um grande centro de congressos. O Rosa Mota está em vias de classificação como imóvel de interesse público pelo IPPAR e resistiu ao tempo. Com as tecnologias actuais o panorama da arquitectura não podia ser melhor? Dentro das tecnologias disponíveis, penso que existem boas construções. Mas as tecnologias do passado foram extraordinárias e mais duráveis. Temos pontes romanas com mais de mil anos de história, enquanto as pontes de betão têm de ter reparações constantes e manutenção cuidada. A sua proposta prevê o tratamento acústico e instalação de um sistema de obscurecimento no interior. E quanto aos jardins, o lago, as árvores? Tudo será preservado. Quem conhece a obra realizada por mim sabe do grande respeito que tenho pelas árvores. Veja a urbanização do Lima 5, onde plantei as árvores actuais, o edifício Parnaso tem várias espécies, a minha casa de aldeia tem 150 árvores e em Vimioso 10 mil. Sou um amante das árvores. Não há lugar a receios. Conheceu os mestres Viana de Lima e Fernando Távora. Que memórias guarda? Viana de Lima foi o grande arquitecto e figura de referência na arquitectura e urbanismo. O Fernando Távora foi um grande amigo, fomos companheiros na antiga ESBAP. E que lições preserva do professor Carlos Ramos? Um homem de grande verticalidade e dedicado à sua escola de sempre, a ESBAP. Para lhe dar um pequeno exemplo da minha ligação ao mestre, bastará dizer que, durante sete anos, trabalhei gratuitamente por amor à arte e respeito pelo professor Carlos Ramos. in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1290864
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Carta Estratégica de Lisboa pede políticas estáveis e administração por bairros In Público (4/7/2009) Inês Boaventura «O arquitecto Graça Dias, um dos comissários da iniciativa, sugere transformação de fogos municipais em oficinas, escritórios, indústrias, espaços culturais, comerciais ou estacionamentos A estabilidade das principais políticas públicas ao longo de diferentes mandatos e uma nova divisão administrativa da cidade em que o bairro seja a unidade estruturante são dois dos "pontos cardeais" propostos na Carta Estratégica de Lisboa, que ontem foi apresentada e que António Costa quer pôr em discussão pública até ao fim do período eleitoral. O comissário-geral da carta definiu-a como "um instrumento de orientação que nos permite navegar resolutamente entre 2010 - o centenário da República - e 2024 - o cinquentenário da conquista da liberdade -, datas de enorme significado e importância". Na perspectiva de João Caraça, aquilo que o documento propõe é "um caminho coerente, afirmativo, de oportunidade, de descoberta". Já o presidente da Câmara de Lisboa frisou que a carta "quer ser uma fonte de inspiração, mobilização e orientação para os próximos 15 anos", salvaguardando que, apesar de esta abarcar três mandatos autárquicos, "não é nem podia ser um programa que condicione ou limite a expressão da vontade popular, que é periodicamente reafirmada". A expectativa de António Costa é que o documento, que, segundo diz, "recusa o imediatismo fácil e a simplificação propagandística", seja "intensamente debatido" na campanha eleitoral e depois aprovado pelos novos órgãos autárquicos. O autarca sublinhou a importância de, como sugere a carta que vai ser agora sujeita a discussão pública, se promover "uma estabilidade temporal das grandes orientações e das políticas públicas" - aquilo a que chama "cumulatividade" -, em detrimento de "políticas fragmentadas, contraditórias e casuísticas de diversos mandatos autárquicos". Quanto a uma nova divisão administrativa, António Costa defendeu que as freguesias devem crescer "para ganhar a dimensão do bairro", assumindo algumas das competências que actualmente estão nas mãos da câmara, que, por sua vez, deverá apropriar-se de poderes actualmente nas mãos da administração central. Os "pontos cardeais" da Carta Estratégica de Lisboa, que incluem também a assunção da sua centralidade e a afirmação enquanto cidade da descoberta, resultam da resposta a seis questões que, segundo João Caraça, "constituem os actuais desafios estratégicos no planeamento da cidade". Cada uma delas foi trabalhada por um comissário, entre os quais se incluem Ana Pinho, Augusto Mateus, Simonetta Luz Afonso, Tiago Farias e João Seixas. A Manuel Graça Dias coube perceber como tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e inclusiva, meta que não é ainda uma realidade devido sobretudo aos "excessos cometidos pelas demasiado omnipresentes soluções viárias". Ontem o arquitecto apresentou um conjunto de propostas concretas para "revivificar os bairros mais periféricos e problemáticos", que incluem a transformação de fogos camarários "em edifícios em open-space, a alugar para oficinas, escritórios ou indústrias" e a libertação dos pisos térreos de edifícios municipais para albergarem "espaços culturais, comerciais, oficinais, industriais ou de estacionamento» in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/07/carta-estrategica-de-lisboa-pede.html Carta Estratégica deverá ser discutida no período eleitoral - António Costa O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, disse esperar que a Carta Estratégica hoje apresentada seja discutida no período eleitoral que se avizinha por forma a que o novo documento seja aprovado já no próximo mandato "Os períodos eleitorais não devem servir para discutir pequenas questões, mas devem sim ser utilizados para discutir grandes questões do futuro estratégico da cidade de Lisboa e, no início do próximo mandato, os novos órgãos autárquicos devem aprovar o novo documento estratégico para a cidade e isso é importante", declarou António Costa aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação da carta Estratégica Lisboa 2010/2024. O documento agora apresentado a debate público deverá traduzir-se num "guia de acção para o futuro colectivo da cidade mobilizando agentes políticos, sociais, económicos, culturais, de 2010 a 2024", considerou. Segundo António Costa, "uma cidade tem que se projectar a prazo, tem que ser vista a prazo e, para isso, é necessário ter cumulatividade das suas políticas, estabilidade nos seus objectivos e, portanto exige grandes consensos". "Esse é o objectivo desta carta", exclamou o presidente da autarquia salientando que tal não significa "subtrair a liberdade de expressão da vontade popular - porque essa é periodicamente renovada -, mas assumir os grandes compromissos estratégicos". "Obviamente, os caminhos podem ser diferentes, mas temos que saber identificar quais são os sentidos comuns, os objectivos comuns, que depois podemos percorrer por diversos caminhos e com a liberdade que o cidadão, em cada acto eleitoral, escolherá", referiu. E acrescentou: "naturalmente divergiremos nos programas eleitorais, mas não é isso que está em causa". Instado a pronunciar-se sobre a recente demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, e se esta mudança poderá interferir na decisão dos cidadãos aquando das próximas eleições autárquicas, António Costa recusou comentar. O documento hoje tornado público sugere um acordo metropolitano sobre questões como a mobilidade, a descentralização de actividades geradoras de emprego e a planificação estruturada das necessidades habitacionais, exigindo maior comprometimento da Administração Central. Sugere igualmente uma maior ligação entre a capital e os bairros periféricos/problemáticos, transformando parte das antigas unidades de habitação camarária em edifícios 'open-space' que posteriormente poderiam ser alugados, "a preços competitivos", para oficinas, escritórios ou indústrias não poluentes. Para conquistar a confiança dos proprietários, a Carta Estratégica propõe a criação de uma balcão que, funcionando como 'fiador', seja uma espécie de agência de aluguer junto da Autoridade para a Igualdade, uma estrutura a criar, adstrita ao actual Conselho Intermunicipal para a Interculturalidade e Cidadania. Para resolver de vez o problema dos sem-abrigo é proposta a descentralização das acções de apoio, a construção de centros de alojamento temporário ou assistido, em articulação com as estruturas de saúde, de ateliers ocupacionais, de programas de ensino básico/alfabetização e de clubes de inserção profissionais, com bolsas de emprego, formação e concessão de microcrédito. Para tornar Lisboa numa cidade mais sustentável e mais eficiente do ponto de vista energético, são apontadas a redução do ruído, do consumo de água, energia eléctrica e combustíveis fósseis. As prioridades apontadas vão para os transportes e edifícios, com a aposta não só na aplicação dos novos regulamentos (certificação, climatização e sistemas energéticos), mas também em novas formas de arquitectura (eco-construção). Lusa/SOL in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=140497 Carta Estratégica defende criação de "marca" para a capital A carta estratégica de Lisboa defende que a criação de uma “marca” para a capital, com uma estratégia de comunicação para a Grande Lisboa, incluindo um portal na Internet onde seja possível comprar bilhetes para toda a oferta cultural. “Deve ser ponderado o conceito de grande Lisboa na estruturação da oferta cultural, de lazer e de entretenimento”, concluiu a comissária Simonetta Luz Afonso. Simonetta Luz Afonso ocupou-se da temática da afirmação da “identidade de Lisboa, num mundo globalizado”, uma das seis questões em que se dividiu a metodologia de elaboração da carta estratégica da cidade. O documento recomenda a criação de uma plataforma digital que inclua um “sistema de ‘ticketing’, que possibilite a compra de entradas/bilhetes para toda a oferta disponível para a grande Lisboa”. Esse portal deverá incluir também um “directório de património e equipamentos” e “roteiros temáticos”, que organizem a visita à cidade de acordo com as suas múltiplas ofertas culturais e de lazer, disponíveis em vários formatos, nomeadamente MP3. A carta estratégica converge com as “estratégias de cultura de Lisboa” ao propor a utilização de “equipamentos de proximidade”, apostando no conceito de “Lisboa dos Bairros”. “Deverão ser utilizados equipamentos de proximidade para fins culturais e de lazer, prestando também especial atenção à cultura amadora, sedes de juntas de freguesias, associações recreativas e desportivas, casas regionais, bem como outro património municipal disponível para o efeito”, afirma o documento. Outra das conclusões coincidentes com as “estratégias da cultura” é a necessidade de reestruturar o Museu da Cidade e criação de um centro de interpretação no Terreiro do Paço. A carta estratégica recomenda também a criação de um prémio para a “melhor recuperação patrimonial feita por privados”. “Este conceito pode ser alargado, concedendo uma bonificação no IMI [imposto Municipal sobre Imóveis] às melhores recuperações feitas durante o ano na cidade de Lisboa”, acrescenta o documento. É também proposta a criação de uma estrutura “ligeira” que alie valências das várias universidades de Lisboa, em áreas como o urbanismo, engenharia, arquitectura, design, investigação em construção e história da arte, com o objectivo de “salvaguardar os valores construtivos, a conservação patrimonial, a capacidade de integrar o antigo e o moderno”. A carta estratégica de Lisboa é um documento orientador da actividade municipal entre 2010 e 2024. Destak/Lusa in http://www.destak.pt/textos.php?art=34338&id=3532
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Matosinhos: Guilherme Pinto estima que Casa da Arquitectura será uma realidade dentro de três anos 25 Junho 2009 Porto, 25 Jun (Lusa) - O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, disse hoje à agência Lusa que a inauguração do Centro de Documentação Álvaro Siza "é um primeiro passo para a futura Casa da Arquitectura", que espera ver concluída dentro de três anos. Guilherme Pinto falava antes da cerimónia de inauguração deste novo equipamento, hoje realizada sob a presidência do ministro da Cultura e com a presença do arquitecto Álvaro Siza. Este equipamento situa-se na Rua Roberto Ivens, 582, em Matosinhos, na que foi, em tempos, a casa da família de Álvaro Siza e que a partir de agora aloja o Centro de Documentação do arquitecto, para onde será transferido todo o seu espólio. in http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1273917 Centro de Documentação Álvaro Siza O dia em que o Rei faz anos Obra inaugurada na presença do arquitecto e no seu aniversário. Imóvel acolhe a sede provisória da Casa da Arquitectura. No dia em que completou 76 anos, Álvaro Siza Vieira regressou a casa. À casa onde viveu parte da sua vida, com a sua família, e que foi transformada em Centro de Documentação. “É um momento muito emotivo para mim. Esta casa, onde passei tão bons momentos com a minha família, estaria provavelmente condenada a ser demolida”, disse o arquitecto, na passada quinta-feira. O edifício, situado na Rua Roberto Ivens, em Matosinhos, ocupa cerca de 84 metros quadrados. No pátio, nas traseiras, existe um pavilhão, projectado pelo próprio Siza Vieira, com nove metros quadrados. A casa tem três pisos e foi mandada construir, em meados do século XIX, por José Gonçalves de Lima Camacho, um português que enriqueceu no Brasil, bisavô materno do arquitecto. O imóvel foi adquirido pela Câmara Municipal de Matosinhos, pelo valor de 275 mil euros. As obras de recuperação e de adaptação foram supervisionadas pelo próprio Siza Vieira, com a colaboração do arquitecto Carlos Castanheira. “Esta iniciativa da Câmara de Matosinhos encheu-me de satisfação. Há um misto em mim de nostalgia e de alegria”, confessou o arquitecto. Para o Centro de Documentação Álvaro Siza será agora transferido todo o espólio do arquitecto, desde centenas de esquissos, maquetas e outros documentos. Por sua vez, o presidente da autarquia sublinhou que esta obra “é o embrião da Casa da Arquitectura”. “É uma casa. Não é um museu. Como disse o arquitecto Alexandre Alves Costa, o verdadeiro museu da arquitectura é o território”, disse Guilherme Pinto. Presente esteve também o Ministro da Cultura. António Pinto Ribeiro anunciou que o Governo decidiu atribuir a Siza Vieira a Medalha de Mérito Cultural: “Sem memória não há identidade”. O governante elogiou ainda o “sentido de oportunidade” de realizar “algo em benefício das populações”, a “capacidade de trabalhar em rede” para “devolver este espaço a Matosinhos, ao país, a todo o mundo”. Casa da Arquitectura O Centro de Documentação Álvaro Siza acolherá provisoriamente a sede da futura Casa da Arquitectura. Recorde-se que o projecto é da autoria do próprio Siza Vieira. Com três pisos, o edifício terá sala multimédia, sala de reuniões, arquivo, área técnica, depósito do arquivo, instalações sanitárias, recepção, sala de exposição, cozinha, dois gabinetes, biblioteca e secretariado. O presidente da Câmara Municipal de Matosinhos acredita que, dentro de dois anos, será lançada a primeira pedra da obra. Na quinta-feira, foram assinados os protocolos de cedência do espólio com os seguintes arquitectos: Adalberto Dias, Agostinho Rica, Alcino Soutinho, Álvaro Siza, António Menéres, Eduardo Souto Moura, Gonçalo Birne, João Álvaro Rocha, Jorge Gigante, José Gigante, José Pulido Valente, Manuel Mateus, Francisco Mateus, Nuno Mateus, José Mateus, Paulo Mendes Rocha e, no futuro, a família de Fernando Távora, já falecido. Foram ainda assinados protocolos de cooperação com a Ordem dos Arquitectos, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Universidade Lusíada. A Casa da Arquitectura é uma associação cultural sem fins criativos, que integra várias instituições como a CMM, APDL, Galp, Unicer, Fundação de Serralves, AEP, entre outras. Por: Dulce Salvador in http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=421&id=21786&idSeccao=3242&Action=noticia Centro Álvaro Siza abriu as portas José Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, presidiu à inauguração do Centro de Documentação Álvaro Siza Vieira, situado na casa onde o arquitecto de Matosinhos viveu durante vários anos, na Rua Roberto Ivens. Nesse imóvel podem ser apreciadas muitos dos projectos e obras de Siza Vieira e, no futuro, estarão também patentes projectos de outros arquitectos como Fernando Távora. Mais de dezena e meia de arquitectos estiveram presentes à inauguração, procedendo à assinatura de protocolos com a Câmara de Matosinhos, comprometendo-se em doar os acervos das suas obras à futura Casa da Arquitectura, que deverá surgir junto à estação de Metro do Senhor de Matosinhos, um projecto da responsabilidade de Siza Vieira. Gonçalo Byrne, falando em nome dos arquitectos, afirmou que o acto fundador da Casa da Arquitectura não podia ter-se realizado em melhor local, ou seja na casa onde viveu Siza Vieira, representando esse facto "um bom augúrio" para a concretização do projecto. Para José Pinto Ribeiro a inauguração do Centro de Documentação "merece ser elogiado pelo sentido de oportunidade", sendo uma consequência do poder político autárquico", demonstrando um sentido de oportunidade bem-vindo, porque evitou que este prédio fosse demolido". A casa passa a simbolizar "a excelência da arquitectura contemporânea", sendo de louvar a aquisição da municipalidade, pois trata-se da "conjugação de vontades em devolver este espaço a toda a população e a todos os que se interessam pela arquitectura". Pinto Ribeiro realçou que o Centro de Documentação e a futura Casa da Arquitectura terão "um papel primordial" na preservação da memória da Arquitectura no nosso país, salientando que "sem memória não é possível ter uma identidade". Virando-se para o arquitecto, que festejava o seu 76º aniversário, o ministro da Cultura definiu-o como "um génio que cria com paixão e deixa a sua marca de beleza no mundo", recordando algumas das obras de Siza Vieira, de entre as quais a da Casa de Chá da Boa Nova e a Piscina de Marés, anunciando que o governo decidiu homenagear Álvaro siza Vieira atribuindo-lhe em breve a Medalha de Mérito Cultural. Álvaro Siza Vieira, comovido, recordou que foi na casa da Rua Roberto Ivens que passou grande parte da sua infância e juventude, realçando que sentia um misto de "emoção, nostalgia e alegria" devido ao facto de ver preservada a casa onde passou "tão bons momentos familiares", com os seus pais e irmãos. Relativamente à Casa da Arquitectura, prometeu desenhar o projecto "o mais rapidamente possível", reconhecendo, no entanto, que tem a "fama de ser lento em projectar obras, da qual não irei já livrar-me". O presidente da Câmara garantiu que o lançamento da primeira pedra da Casa da Arquitectura acontecerá daqui a dois anos, esperando utilizar os fundos do QREN, e aproveitou a presença do ministro para desafiar o governo para apoiar a autarquia na construção do imóvel. Não é nova a pretensão da criação do Centro de Documentação Siza Vieira. Recorde-se que há mais de dez anos, num mandato de Narciso Miranda, o executivo aprovou por proposta do antigo vereador da Cultura Dias da Fonseca a criação desse centro. A Casa da Arquitectura, a ser construída num terreno cedido pela APDL, está orçada em um milhão de euros e terá uma área de 11 mil metros quadrados, incluindo biblioteca, sala de conferências, gabinetes de estudo e manutenção de espólio, área expositiva, arquivo, auditório, cafetaria e parque de estacionamento. A Associação Casa da Arquitectura é a entidade responsável pela gestão do Centro de Documentação Álvaro Siza e da Fundação Casa da Arquitectura e, de entre as várias competências, terá que captar novos parceiros, promover e divulgar o espólio, organizar actividades lúdicas, culturais, turísticas e sociais. JMC in http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_de_matosinhos/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiIyNTg1IjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7Tjt9
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Castro Marim vai ter Centro Interpretativo da Ordem de Cristo (com vídeo) Filipe Antunes O facto passa despercebido à maioria dos algarvios, mas a verdade é que o castelo da vila foi berço da afamada ordem militar criada por D. Dinis. Sete séculos depois, Câmara local quer tirar partido da história. TEMAS: Arqueologia O castelo de Castro Marim vai receber um Centro Interpretativo da Ordem de Cristo, dando assim a conhecer a ligação da vila algarvia a uma das mais importantes ordens militares portuguesas. É que, apesar de frequentemente se associar a Ordem ao Convento de Cristo, em Tomar, foi na Igreja de Santiago, em pleno Castelo de Castro Marim, que, a mando de D. Dinis, se situou a primeira sede da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, entre 1319 e 1356. A ideia já foi assumida pela autarquia de Castro Marim, que pretende aproveitar as potencialidades que o tema pode gerar não só em termos de receitas turísticas, mas também em notoriedade histórica e académica. A necessidade de valorização deste facto também já foi apontada no recém-publicado Plano Global de Gestão e Valorização do Património de Castro Marim, um projecto encomendado pela Câmara e cuja execução esteve a cargo de especialistas na área do património como José Alberto Alegria, Conceição Amaral ou Francisco Motta Veiga. De acordo com José Alberto Alegria, que assumiu igualmente a coordenação do Plano de Valorização, associar a marca de Castro Marim à Ordem de Cristo será «uma importante ferramenta de marketing turístico», tendo em conta que a questão das ordens militares «é hoje um tema muito chamativo». Segundo o arquitecto, a futura integração do centro interpretativo no castelo da vila levou inclusivamente a uma reformulação do plano de requalificação do imóvel histórico, que passará a ter onze espaços diferentes. Pela sua ligação à Ordem de Cristo, a zona da igreja de Santiago – em particular as ruínas – deverá ser um dos principais pontos a intervir dentro do castelo, onde será criado um espaço cultural, multimédia e de informação alargada sobre a Ordem. Mas, como se estes argumentos não chegassem, Alberto Alegria lembrou ainda ao «barlavento» que foi esta Ordem que deu origem aos Descobrimentos Portugueses, iniciados pelo Infante D. Henrique, que foi Grão-Mestre da Ordem de Cristo e terá inclusivamente vivido no castelo de Castro Marim. Também em declarações ao «barlavento», o presidente da Câmara José Estevens já admitiu que tudo está a ser preparado pare receber o centro de interpretação. «A ideia está consolidada e, neste momento, decorre uma campanha arqueológica no castelo, com vista à abertura de uma segunda porta – encerrada no século XVII –, que constituirá um dos acessos privilegiados à igreja de Santiago», explicou. «Neste momento, a equipa que está a desenvolver o projecto do centro interpretativo aguarda apenas pelos resultados das sondagens, que irão ficar disponíveis até Setembro, para depois avançar de imediato com o projecto de arquitectura», revelou o edil social-democrata. Quanto ao plano global de requalificação do Castelo de Castro Marim, o autarca diz que a intervenção «irá começar pelo anel viário», sendo depois prolongada pela colina, em direcção à muralha. Intra-muros, a obra prevê a criação de áreas destinadas aos saberes artesanais, bem como a transformação da Igreja da Misericórdia num núcleo de exposições temporárias. Já o paiol será adaptado a um espaço museológico, enquanto as construções contíguas à muralha Sudoeste servirão de gabinete de arqueologia. A pensar nas vistas sobre o Guadiana, serão criados espaços de lazer e esplanadas. Veja aqui o vídeo da apresentação: [ame=" "]YouTube - Plano de Gestão e Valorização do Património de Castro Marim[/ame] in http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=34285&tnid=5
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As Piscinas Municipais Cobertas do Concelho da Povoação foram eleitas para fazer parte de um conjunto de obras para divulgar a melhor arquitectura portuguesa concretizada nos últimos três anos. A iniciativa é do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos, com o apoio da Mapei, intitulada “Habitar Portugal 2006/2009” e traduz-se numa exposição e catálogo trianual que visam dar a conhecer a diversidade da produção arquitectónica nacional dos últimos três anos, quer em território português, quer no estrangeiro, desde que as obras sejam de arquitectos inscritos na Ordem Portuguesa. A lista das 80 obras seleccionadas pelos seis comissários da Exposição Habitar Portugal já foi publicada e o projecto de arquitectura das Piscinas Municipais Cobertas foi um dos escolhidos. Esta selecção visa dar a conhecer um retrato abrangente das obras com que os arquitectos portugueses têm contribuído para a transformação da sociedade, em todas as escalas e âmbitos de intervenção. Recorde-se que para este concurso concorreram cerca de 400 projectos das áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, da Região Sul: distritos de Évora, Beja, Portalegre (Alentejo), distrito de Faro (Algarve) e distrito de Santarém; das ilhas Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira e ainda alguns projectos realizados fora de Portugal. A inauguração da Exposição será feita a 5 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura. Protegido do mar por uma encosta, o edifício das Piscinas Municipais Cobertas ocupa um terreno constituído por uma plataforma rectangular, plana, preparada localmente para outras actividades desportivas ao ar livre. Esta plataforma surge com o sacrifício da encosta, impondo-lhe um corte, que desvirtua a sua volumetria natural. O projecto de arquitectura contemporânea aproveita o corte existente para construir o edifício no seu prolongamento, procurando uma fusão entre a nova construção e a paisagem. Este fragmenta-se e “escorre”, formando maciços negros de basalto. As coberturas são “contaminadas” pelo verde dos prados envolventes, pontuadas por lanternins, que garantem a iluminação zenital dos espaços interiores. Uma praça em basalto dá suporte físico ao edifício. O Complexo de Piscinas Municipais Cobertas abriu as portas no final do mês de Março e desde então tem recebido milhares de visitas. O seu processo de homologação está na recta final. A 15 de Julho o Complexo encerra para férias, reabrindo já em Setembro com todas as recomendações feitas pela Comissão de Análise encarregue pelo processo de homologação. in http://www.azoresdigital.com/ler.php?id=11014
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Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha
JVS replied to gigi's topic in Arquitectura
Movimento Lisboa com Carmona mostrou-se satisfeito com a situação Câmara de Lisboa incapaz de se pronunciar sobre projecto para o Museu dos Coches 09.07.2009 - 10h24 Ana Henriques A Câmara de Lisboa mostrou-se ontem incapaz de se pronunciar sobre o projecto de arquitectura para o futuro Museu dos Coches, do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. Os vereadores rejeitaram a sua aprovação condicional, como pretendiam os socialistas que governam a autarquia, mas também não emitiram sobre ele nenhum parecer desfavorável. A câmara apenas conseguiu chegar a um consenso para recomendar ao Governo "que pondere as objecções levantadas por técnicos, especialistas e responsáveis de museus quanto ao destino dos investimentos programados para as diversas unidades museológicas" previstas para a zona de Belém. Por outro lado, comprometeu-se a "promover iniciativas públicas de debate em torno das intervenções anunciadas na rede pública de museus" da cidade, "convidando os seus protagonistas e agentes interessados, de forma a permitir o esclarecimento e participação dos cidadãos". Ambas as ideias foram propostas pelo PCP. Já a vereadora Helena Roseta, do movimento Cidadãos por Lisboa, não conseguiu fazer vingar a intenção de obrigar o Governo a submeter o projecto a consulta e audição pública. No final do ano passado, a câmara tinha emitido um parecer prévio favorável condicionado relativamente ao estudo prévio do novo museu. Na altura, a principal objecção do executivo relacionava-se com um silo automóvel de 23 metros de altura que Paulo Mendes da Rocha queria erguer junto à estação da CP de Belém, do lado do rio, ligado ao edifício do museu, do lado de lá da via-férrea, por uma passagem aérea. Na nova versão do projecto, o arquitecto desistiu deste parque de estacionamento. "Gerou-se uma situação de um certo impasse", comentou Helena Roseta a propósito do facto de os vereadores das diferentes forças políticas não terem conseguido chegar a um consenso sobre o futuro museu. Já o movimento Lisboa com Carmona mostrou-se satisfeito com esta incapacidade da câmara de se pronunciar. "A câmara não deve emitir pareceres que não sejam vinculativos", argumentou o vereador Pedro Feist, numa referência ao facto de o Governo não ser obrigado a seguir os pareceres que as autarquias emitem sobre as obras de que é dono, como é o caso. "Não somos o mestre-de-obras do Governo, como acontecia com as câmaras antes do 25 de Abril". Entretanto, o presidente do município, António Costa, foi confrontado pelo CDS-PP com a colocação de um cartaz de propaganda do PS com uma fotografia sua no Terreiro do Paço (ver pág. 21), quando tinha sido o próprio executivo camarário a pedir aos diferentes partidos para se absterem de poluir visualmente as zonas históricas da cidade. António Costa dá razão ao PP: "É inadmissível que o cartaz ali estivesse. Já disse à concelhia do PS para o tirar de lá". Pedro Feist considera "idiotas" as declarações do presidente do Metropolitano de Lisboa sobre a polémica que rodeia a exclusão do representante da autarquia do conselho de administração da transportadora. Já o presidente da câmara, António Costa, encarregou os seus juristas de "estudarem as possibilidades que o município tem de fazer valer os seus direitos", ou seja, de obrigar o Metro a readmitir o seu representante no conselho de administração. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391008 -
Abrantes | Museu Ibérico de Arqueologia e Arte | Carrilho da Graça
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
in http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=10764 in http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=31929&idSeccao=479&Action=noticia in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=399&id=55341&idSeccao=6048&Action=noticia -
O dois topicos jah foram fundidos. Agradecemos a tua participacao. Deixo aqui fotos da autoria de O Prof Godin.
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A associação recreativa dos arquitectos quer processar membros
JVS replied to Fernando Gabriel's topic in Arquitectura
Eu pago e nao assino projectos. Concordo com o Gupyna. Fiquei escandalisado por nao haver NENHUM representante da Ordem nos Pros e Contras sobre a Reabilitacao Urbana. Mas serah que os arquitectos nao teem uma palavra a dizer sobre este assunto. Eh inadmissivel isto acontecer. E jah agora. O que eh que acham da nova revista? Em relacao ao tema... espero que a Ordem nao comece tambem a querer penhorar os poucos bens que os arquitectos tenham em seu nome... era no minimo escandaloso. -
Muito facil. Procuras pessoas no Google. Recortas e colas nas fotomontagens. Crias tu a tua propria biblioteca de pessoas. Pessoalmente faco assim. Este blog - http://thesartorialist.blogspot.com/ - dah-te imensas pessoas...
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Ou desvantagem. Têm de se dar muito bem. Alunos e professores. Se houver uma falha mais vale sair para outra Universidade.
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Aquilo é uma espécie de Academia Espartana da Arquitectura. São autênticos Espartanos. Pelo o que oiço têm um disciplina férrea e no final saem de lá arquitectos preparados para tudo. Excelentes profissionais.
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Sabem se pode tirar fotografias na exposição? A Exposição está excelente, merece uma visita mais prolongada.
