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JVS

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  1. Prémio Pritzker 2009 para o arquitecto suíço Peter Zumthor 12.04.2009 - 17h08 Joana Amaral Cardoso O suíço Peter Zumthor é o Prémio Pritker de Arquitectura 2009. O arquitecto de 65 anos, que em Setembro esteve em Lisboa como conferencista e para uma mostra retrospectiva do seu trabalho, foi distinguido pela sua obra de uma vida. Mas o júri do prémio considerado como o Óscar da arquitectura destaca três construções fundamentais: as Termas de Vals (1996), na sua Suíça natal, a Capela de St. Nikolaus von der Flüe (2007), na Alemanha, e o Kolumba Museum (2007) em Colónia. Zumthor “é um arquitecto magistral admirado pelos seus colegas de todo o mundo pelo seu trabalho centrado, sem compromissos e excepcionalmente determinado”, diz o júri do Pritzker (entre os quais figura o arquitecto Renzo Piano, Prémio Pritzker em 1998) em comunicado. O presidente do júri, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt que atribui o prémio desde 1979, considera que os edifícios do arquitecto suíço “têm uma presença forte e intemporal” e que ele combina com “raro talento” o pensamento “rigoroso” com uma “dimensão verdadeiramente poética”. O arquitecto suíço de 65 anos esteve em Portugal em Setembro de 2008 para o "Warm-Up" da bienal ExperimentaDesign que regressa em Setembro a Lisboa. Além da conferência que leccionou na Aula Magna da Universidade de Lisboa, Zumthor escolheu a LX Factory, em Alcântara, para albergar a mostra retrospectiva "Peter Zumthor Edifícios e Projectos 1986-2007". A exposição, que esteve na LX Factory entre 6 de Setembro e 2 de Novembro e estendia-se por 3000 m2. O prémio (um medalhão de bronze e 75,7 mil euros) será entregue a 29 de Maio em Buenos Aires, Argentina. A suíça já tinha recebido o Pritzker em 2001, para as mãos da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Em 1992, Álvaro Siza tornou-se o único português a receber o Pritzker. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373872&idCanal=14 Swiss architect Zumthor wins Pritzker By JACOB ADELMAN – 26 minutes ago LOS ANGELES (AP) — Peter Zumthor, a Swiss architect acclaimed for the ambitious craftsmanship he applies to works of modest scale in often remote locations, has won the 2009 Pritzker Architecture Prize, the prize's jury announced Sunday. Zumthor joins Jean Nouvel, Frank Gehry and Zaha Hadid in receiving the top honor in the field in recognition of his varied works, which include chapels, museums, senior housing and a hot spring complex. The Pritzker jury of architects, academics, writers and designers praised Zumthor in their citation for his timeless structures that feed off the cultures in which they were built and show respect for their surroundings. "His buildings have a commanding presence ... showing us again and again that modesty in approach and boldness in overall result are not mutually exclusive," the jurors wrote. "Humility resides alongside strength." Zumthor, 65, stands in contrast with the headline-grabbing "starchitects" who travel the world planning high-profile projects in major metropolises. He maintains a small staff in his studio in the small Swiss town of Haldenstein, often turning down commissions and seeing his projects through from conception to completion. "I'm an architect who works on the whole building himself," Zumthor told The Associated Press by cell phone from an Alpine hillside where he was planning the vegetable gardens for a pair of wooden houses he built. "I hope this prize could give a lot of hope to young guys: they say 'Zumthor is doing it, so we should be able to do this also, to do the whole building, not just deliver images or facades,'" he said. Among the dozens of projects mentioned by the Pritzker jury were the Kolumba Museum in Cologne, Germany, a modern building set in the ruins of a late gothic church destroyed in World War II, and the Thermal Baths in Vals, Switzerland, a maze of pools enclosed by concrete and stone mined from the surrounding hills. "When you are there, it is extraordinary how this monumental stone work just dissolves in the pleasure of its many surprises," architect and Rice University architecture professor Carlos Jimenez, a Pritzker juror, said of the baths. "We are in a time of economic turmoil, and I think Zumthor's work reminds us that there is a luxury in architecture that can be found that has nothing to do with extravagant budgets and extravagant formal gestures," Jimenez said. Eric Owen Moss, director of the Southern California Institute of Architecture, said Zumthor's work was an exemplar of scaled-down architecture that seeks to capture essential formal truths, much like Piet Mondrian and other earlier 20th century modernist artists. "He's pursued something that probably goes back to people like Mondrian, the sense that you might get to the truth of the matter if you could get back to the essence of the matter," Moss said. Zumthor was born the son of a cabinet maker in Basel, Switzerland. He trained for five years as a cabinet maker before beginning his university studies that included time at New York's Pratt Institute. In 1979, after working as a building and planning consultant for the eastern Swiss state of Graubunden, he established his own practice in Haldenstein, where he still works with a staff of 15. Zumthor received the Praemium Imperiale from the Japan Art Association in 2008 and the University of Virginia's Thomas Jefferson Foundation Medal in Architecture in 2006. He became the second Pritzker laureate to be chosen from Switzerland after Jacques Herzog and Pierre de Meuron, who shared the prize in 2001. A formal ceremony will be held in May in Buenos Aires, Argentina. Zumthor will receive a $100,000 grant and a bronze medallion. Despite the accolades, Zumthor said he aims to create buildings that become part of everyday life so that even people who don't consider their architectural merit can enjoy them. "A lot of people come back to me and say 'I like to come back to your buildings and the more I look at them, the more I like them,'" he said. "I always had a hard time to deal with praise. But of course it's nice and it keeps you going." On the Net: Pritzker: http://www.pritzkerprize.com/ http://www.google.com/hostednews/ap/media/ALeqM5hm2a2nwfjiAZWLrigCwDb3uw73iA in http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5j6K2mTKPdvRLiyLtbm3YP4JMmpxgD97H3S000
  2. E Judaico-Cristas.
  3. CONCURSO PÚBLICO DE IDEIAS PARA REQUALIFICAÇÃO DO CASTELO DE ARRAIOLOS 13-07-08 O Concurso desenvolve-se em duas fases e tem por objectivo a selecção das cinco melhores propostas com vista à escolha das equipas técnicas que serão posteriormente convidadas a apresentar um estudo mais desenvolvido. Pretende-se que as propostas abarquem 2 níveis distintos : 1) Intramuralhas A - prioritária de viabilizar o cerramento do recinto muralhado; B - criar condições de acolhimento a visitantes (cafetaria / I.S. Pública); C - criação de área ocupada por animais – ovelhas – para acolher um programa denominado “Ciclo da ovelha ao tapete”, em interacção com o futuro museu do tapete. 2) interligações entre o Castelo e o resto do aglomerado A - promover a implantação de novos equipamentos culturais Centro Interpretativo do tapete; Casa Dórdio Gomes; Núcleo de Arte Sacra. B – promover ligação física à colina do Castelo inserindo-se numa rede de percursos que deverão ser objecto de propostas específicas. C – equacionar estacionamento. in http://www.oamadeira.com/noticias/ordem/concurso-publico-de-ideias-para-requalificacao-do-castelo-de-arraiolos As imagens foram retiradas daqui.
  4. JVS

    oi.....

    Bem vindo.
  5. JVS

    Cadeiras

    O processo de vergar a madeira foi inventado pelo marceneiro alemão Michel Thonet, no início do século XIX. Ele descobriu diversas maneiras de curvar a madeira através da água, da cola quente e, mais tarde, do vapor. Em poucos anos, sua invenção, aplicada na fabricação de móveis, já havia conquistado admiradores no mundo inteiro. Em 1908, João Gerdau trouxe esta arte para o Brasil, quando nasceu a Thonart, indústria de móveis vergados que combina o processo original e artesanal criado por Thonet com avançadas tecnologias. A fábrica é, ainda hoje, a única deste gênero nas Américas. Uma das particularidades do processo de envergamento da madeira está no fato de que as toras das árvores de açoita ficam de molho em água fluvial de 6 a 8 meses para amolecerem as fibras (curtas) - apropriadas para a envergamento; durante esse processo a madeira perde toda a sua seiva e como os cupins se alimentam dela, um móvel fabricado com esta madeira nunca será atacado por esses insetos tão temidos. Quem poderia imaginar, no século passado, que os móveis Thonet ainda seriam um clássico 150 anos depois? Talvez o próprio Michael Thonet pudesse. Esse marceneiro alemão já era famoso na corte vienense quando desenvolveu, em 1842, um mecanismo a vapor capaz de curvar e moldar a madeira. Flexível, ela ganhava contornos que, por volta de 1859, se materializaram na célebre Cadeira 14 (ao lado). De encosto curvo e assento de palhinha, ela se transformou em uma das cadeiras mais vendidas do mundo - e na marca registrada de seu autor. Tão hábil para antecipar o futuro quanto para forjar a madeira, Thonet produziu móveis leves, baratos e elegantes em escala industrial. O arquiteto Le Corbusier (1887-1965), que utilizava essas peças para equipar seus edifícios, assim se referia às cadeiras Thonet: "Pela elegância da concepção, pureza da execução e eficácia da utilização, nada melhor foi feito até hoje". A criatividade e o gênio de um dos maiores designers do século - Michael Thonet A cadeira nº 14, mundialmente conhecida por ser o maior sucesso no que se refere à produção em massa, foi também a maior colaboradora na formação da reputação internacional da Thonet (o senhor de barba branca, no centro da foto acima), sendo conhecida de canto a canto como a típica cadeira vienense das cafeterias espalhadas pela Europa. Em 1930, mais de 50 milhões de cadeiras já haviam sido vendidas (!!!). Nessa mesma época o preço era correspondente a US$ 42, tendo o melhor preço dentre os outros modelos da Thonet. Michael Thonet começou em 1830 a fazer experimentações em curvar lâminas de compensado; fervia tiras de madeira em cola dissolvida e as curvava em moldes de aço, ficando assim conhecido como o precursor do processo de industrialização da arte de curvar madeira, e lançando a primeira cadeira - produto dessa técnica - em 1936. Métodos eficientes de manufatura - devido à redução de "partes individuais" de uma cadeira - e o desenvolvimento de sua própria rede de distribuição nas principais cidades do globo, fizeram com que a Thonet se tornasse rapidamente uma empresa internacional. Móveis de madeira laminada e moldada, vendidos em países subtropicais com alto nível de umidade, começaram a ser motivo de reclamação a partir do momento que a cola começava a se dissolver. Devido a essa pressão, Michael Thonet desenvolveu um procedimento de curvatura da madeira no vapor d´agua no qual, como em uma sauna, submergia a madeira a uma pressão de vapor constante. A modelo nº 14 foi a primeira cadeira a utilizar essa técnica de curvatura, e depois de 1865 toda a produção estava sendo feita assim. Escritório alemão na África. Graças a uma junção parafusada, agora era possível expedir via navio as cadeiras desmontadas, efetuando a montagem só quando chegassem ao seu destino. Trinta e seis cadeiras nº 14 podiam estar dentro de um caixote de apenas 1 metro cúbico, forma que era extremamente prática e que economizava muito espaço, sendo um método de embalagem revolucionário para o século 18. A partir do momento que as junções puderam ser re-apertadas, essa "versatilidade" ficou conhecida como sendo mais um benefício desta surpreendente cadeira. in http://www.guiadomarceneiro.com/artigos/?gdm=envergando_madeira
  6. Via http://www.dailyicon.net/2009/03/ginkgo-lounge-portugal-by-tiago-rosado/ in http://www.archdaily.com/16139/ginkgo-lounge-tiago-rosado/ Ginkgo Lounge is contemporary clean, unique, different and comfortable lounge design located in Portimao, Portugal designed by Tiago Rosado. This project was one of the architect’s first projects. Originally designed as a small, hotel poolside bar, the design for Ginkgo Lounge demanded more – more size, more space, more style. The name ‘Ginkgo‘, which is the name of a species of trees that exists for over 30 million years, is a reminder of the longevity of the good ‘design’, in this case by nature. This contemporary structure is impressive for its unique indoor/outdoor layout. A bold, while border frames the entrance to the long, rectangular space. An alfresco seating area leads to the structure’s front facade – a wall of windows. Inside, the expansive glazing creates a sense of the outdoors, enhanced by the spring-green color scheme. Initially, it was supposed to be much smaller: a poolside bar for a hotel, but later it was decided to make it ‘public’. The only availabe space was a strip of land between the street and a tennis court. It was decided to have the esplanade ‘framed’ by this big ‘window’, giving a sensation of protection from the inside. The central green wall balances the composition and gives a fresh environment to the space. The concrete wall is part of the structural system (prefabricated concrete): it was left ‘as it is’ when the contrast that this ‘raw’ material gave to the ‘clean’ space was seen: initially the wall was supposed to be adorned with a work of art. in http://www.besthousedesign.net/2008/11/04/ginkgo-lounge-a-contemporary-lounge-by-tiago-rosado/ MAIS INFO - http://www.ginkgolounge.com/
  7. Lisboa ganha 30 quiosques e outros espaços de restauração até Setembro A cidade de Lisboa vai ganhar até ao final de Setembro cerca de trinta quiosques e outros estabelecimentos de restauração a partir de concursos lançados pela autarquia para levar moradores e turistas a "aproveitar verdadeiramente os jardins". O miradouro do Monte Agudo, a Avenida da Liberdade, o Largo de Camões, o Parque Eduardo VII, o Príncipe Real, o Eucaliptal de Benfica e os jardins de Botto Machado, da Estrela, das Francesinhas, do Torel e das Amoreiras serão alguns dos locais contemplados por estruturas novas ou requalificadas onde o público poderá tomar uma bebida ou saborear uma refeição ou um petisco. "É preciso espaços que levem as pessoas a estar sentadas nos jardins, a desfrutar realmente deles. No parque infantil do Eduardo VII, por exemplo, as pessoas não têm um sítio para tomar qualquer coisa quando levam as crianças", disse à Lusa o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes. Os primeiros quiosques a entrar em funcionamento, no próximo dia 12, vão levar à Praça das Flores, ao Príncipe Real e ao Largo de Camões um pouco do espírito vivido no século XIX e no início do século XX, com a venda de bebidas feitas na altura e sandes, salgados e doces com sabores lisboetas em estruturas antigas recuperadas. De momento, a Câmara está a promover cinco concursos para atribuição do direito de exploração de novos espaços de restauração em áreas verdes e de lazer, cujos prazos para apresentação de propostas terminam ainda este mês. Até ao dia 13 estão abertas as candidaturas relativas ao edifício do Eucaliptal de Benfica, encerrado há mais de um ano, e ao novo quiosque do Jardim das Amoreiras, onde a retirada do anterior, em 2008, gerou alguma contestação entre a oposição e moradores. José Sá Fernandes sublinhou, no entanto, que a estrutura era muito pequena, estava "muito degradada" e nem era a original. O novo quiosque, que deverá abrir em Maio, terá esplanada, casas de banho e Internet sem fios gratuita (disponível em todo o jardim) e será concessionado por um período de cinco anos, prorrogável até oito, mediante uma renda mínima mensal de 800 euros. No dia 27 terminará o prazo para a entrega de propostas para o quiosque do Jardim de Botto Machado, a inaugurar em Maio ou Junho, e do restaurante de Montes Claros, no Parque Florestal de Monsanto. O maior concurso, para o qual são aceites candidaturas até ao dia 30, refere-se, porém, a seis novos quiosques do ramo alimentar com área de esplanada na Avenida da Liberdade, dedicados a seis "temáticas": chocolate, chá e cafés; saladas, frutas e sumos naturais; vinhos, queijos e enchidos; petiscos/tapas; cervejaria e tema livre. Neste caso, é o vencedor que tem a responsabilidade de fornecer, instalar e explorar as estruturas, que vão abrir ao público até ao final de Julho. Os seis quiosques, concessionados por 10 anos (prorrogáveis até 16) por um total mensal de três mil euros, terão Internet gratuita e serão uma "reinterpretação dos antigos quiosques lisboetas do final do século XIX". Segundo a Câmara, um destes espaços terá de envolver a participação de escolas de hotelaria, cozinha ou restauração da região de Lisboa. "A ideia é ter sítios diversificados, com bom aspecto, que criem ali um verdadeiro passeio", explicou o vereador, sublinhando que a iniciativa se integra na intenção municipal de diminuir o trânsito nas laterais da Avenida da Liberdade. Esta é precisamente a preocupação do presidente da União das Associações de Comércios e Serviços, Vasco de Melo, que considera a instalação dos quiosques positiva, mas teme que este seja um primeiro passo para cortar a circulação automóvel nas vias paralelas. "A avenida tem um público que gosta de marcas internacionais de prestígio e vem para a zona de carro. Ninguém vai e volta de metro se for comprar uma mala Louis Vuitton, de centenas de euros", defende. Já o presidente da direcção da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Mário Gonçalves, não aplaude nem critica os novos equipamentos: "Com certeza que não nos vamos opor, mas neste momento Lisboa está bem servida no que respeita a estabelecimentos de restauração e bebidas". In RTP.pt in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/04/lisboa-ganha-30-quiosques-e-outros.html
  8. 1755 poder-se-ia repetir em Lisboa caso um novo terramoto assolasse a capital Cerca de 10.000 mortos, 1600 feridos e mais de 273 mil pessoas desalojadas seria o balanço de um sismo de magnitude moderada, 6,6 - 6,7 na escala de Richter, na região de Lisboa. "Ciclicamente atingida, por estar numa região sísmica, Lisboa é alvo de estudos e testes sobre uma eventual ocorrência de um abalo para apurar a resposta dos meios postos à disposição e coordenados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. O Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes, datado de 27 de Outubro de 2007, e a que a Agência Lusa teve acesso, revela um trágico panorama para região da Grande Lisboa se um sismo de magnitude moderada a elevada, igual a 6,6 - 6,7 na escala de Richter, com epicentro na região do Vale do Tejo, atingir a capital. Numa vasta área afectada, com um raio superior a 40 quilómetros, envolvendo 26 concelhos, mais de 433 mil edifícios, 1,1 milhões de alojamentos familiares e quase três milhões de habitantes, o cenário seria catastrófico, com um saldo previsível de cerca de 10.000 mil mortos, 1.600 feridos graves, e mais de 273 mil pessoas desalojadas. O cenário pode ser pior se o eventual sismo tivesse lugar entre as 19h 30 e as 06h30 da madrugada, hora em que a maior parte das pessoas se encontram em casa. Em termos económicos, o panorama não seria melhor. 4,5 milhões de euros em perdas económicas directas, cerca de 9.907 edifícios colapsados, 24.170 habitações com danos severos na área metropolitana de Lisboa e Concelhos Límitrofes. Equipamentos escolares, hospitais, rede viária, infra-estruturas de abastecimento de água, electricidade, gás, comunicações e a própria rede de protecção civil e socorro atingidas somar-se-ia ao balanço. Dez a vinte por cento das centrais telefónicas seriam afectadas, deteriorando muito a rede de comunicações, bem com a rede de distribuição de gás. Lisboa, Almada, Seixal, Loures, Vila Franca de Xira, Barreiro e Moita seriam os concelhos mais afectados e onde se concentrariam mais de 90 por cento das vítimas humanas, quer em termos de mortos, quer de feridos. Os sismos que já atingiram Lisboa O Banco de Gorringe e a falha do Vale Inferior do Tejo são duas das cinco zonas sismogénicas mais importantes que afectam o país. A elas se devem os mais importantes sismos sentidos em Portugal ao longo da história. 63 AC, 1356, 1531 por duas vezes, 1755, 1858, 1909 e 1969 são datas que ficaram registadas nos livros de história. Ao todo dezenas de milhares de mortos e parte da cidade de Lisboa destruída. PROCIV III/2008 testa capacidade de resposta É precisamente tendo em atenção o quadro negro traçado para um eventual sismo na área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes que a Autoridade Nacional de Protecção Civil promove o PROCIV III/2008. Este exercício visa testar a capacidade de resposta dos mecanismos de articulação da Autoridade Nacional de Protecção Civil com os agentes da Protecção Civil e dos sistemas de apoio à decisão no quadro de intervenções de protecção civil resultantes da ocorrência de um sismo. O Comando Nacional das Operações de Socorro, os comandos distritais de Socorro directamente envolvidos – Lisboa, Santarém e Setúbal –, entre outros, levam a efeito um exercício em que as várias entidades presentes actuam como se de situações reais se tratasse procedendo às acções necessárias para a resolução das mesmas. Os objectivos são os de operacionalizar a versão contida no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes na componente de resposta imediata e de comando e gestão de informação, exercitar o planeamento e a condução de um exercício por parte da Autoridade Nacional. Exercitar a articulação entre o comando nacional de operações de socorro (CNOS) e os comandos distritais envolvidos no exercício, ensaiar os meios disponíveis para acções de resposta bem com a capacidade de resposta dos serviços municipais de Protecção Civil e testar a estrutura de comando. O exercício tem como modelo o sismo de 1909 que teve lugar em Benavente, abrange mais de 5000 edifícios, 348 mortos, 4000 desalojados e 11 mil feridos. São estes exercícios que servem para aperfeiçoar o plano que não está fechado e vai recebendo sempre as contribuições introduzidas pelas lições que os exercícios entretanto efectuados vão dando. Eduardo Caetano, RTP2008-05-30 15:51:24 " Isto foi noticia em Maio e entretanto, quais as conclusões retiradas do exercício denominado de PROCIV III/2008 ? Quais as medidas práticas implementadas com essas conclusões, nomeadamente em termos legislativos e de meios? Continuarão os Bombeiros Sapadores de Lisboa sem uma única retro-escavadora para fazer face á remoção de eventuais escombros provenientes de uma catástrofe deste género? Mais um tema para lêr e pensar... in http://luismarquesdasilvaarquitectura.blogspot.com/2008/08/1755-poder-se-ia-repetir-em-lisboa-caso.html
  9. A solução ideal para o antigo Palácio dos Condes da Ribeira Grande? Por detrás deste palacete, antigo Liceu Raínha Dona Amélia e hoje prova dos nove do estado de abandono e destruição a que o Estado costuma votar o seu património), vais nascer isto, sob o nome pomposo de Museu-Hotel Palacio Condes Ribeira Grande: Por detrás deste palacete, antigo Liceu Raínha Dona Amélia e hoje prova dos nove do estado de abandono e destruição a que o Estado costuma votar o seu património), vais nascer isto, sob o nome pomposo de Museu-Hotel Palacio Condes Ribeira Grande: O projecto está incluído no chamado "Plano de Pormenor em modalidade simplificada de projecto urbano para o Centro de Congressos de Lisboa" (o que, a meu ver, é uma aberração, porque, primeiro, a figura de PP em regime simplificado já não existe; segundo, este palacete fica completamente fora da zona afecta à antiga FIL, do lado de dentro da Rua da Junqueira, dando assim a ideia que é um 'PP à medida'). Estranhezas à parte, a verdade é que o estado do palacete é uma lástima completa. Os interiores já foram. E a sua transformação em espaço nobre de um hotel de categoria superior, misto de museu e galeria de exposições da Fundação A.Martins é uma boa solução. Já o desenho dos corpos novos para o logradouro me parece excessivamente ... excessivos. Porquê tanta construção? E porquê tanta dissonância? Aceito que o que lá esteja hoje (pavilhões anexos e ... ilegais) seja de substituir por corpos novos, para, ao fim e ao cabo, fazer ... quartos, mas podia ser uma coisa com mais bom gosto e, sobretudo, mais comedido, ou não? Este projecto vai a reunião de CML no próximo dia 15. ... No resto do PP é de estranhar, ainda, a ausência de lotes significativos entre a AIP e a OML, esses sim no enfiamento da zona do PP (por contraposição à inclusão estapafúrdia do Pal. Cdes. Ribeira Grande); à remoção de parte significativa dos passeios na Rua da Junqueira e defronte à clínica vizinha à AIP para inclusão de mais estacionamento à superfície; e (já é hábito) à inusitada projecção virtual de árvores de grande e belo porte em cima dos parques de estacionamento subterrâneo existentes e a construir. Fotos: Metrourbe e blogue Suggia in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/04/solucao-ideal-para-o-antigo-palacio-dos.html
  10. Souto Moura projecta praça Braga 2009-03-25 Marlene Cerqueira Com as obras para a construção da segunda fase do Mercado Cultural do Carandá/Escola de Música em curso, o arquitecto Eduardo Souto Moura prepara agora um projecto para a praça que vai nascer naquela zona da cidade. A praça em questão nasce à superfície do parque de estacionamento subterrâneo que vai ser construído mesmo em frente ao centro de saúde e à própria Escola de Música. “Onde hoje existem lugares de estacionamento, vamos ter no futuro uma praça com jardim. O projecto é do arquitecto Souto Moura que teve a gentileza de o oferecer ao município”, revelou ontem Mesquita Machado, no decorrer de uma visita realizada ontem às obras em curso. Esta visita contou com uma presença de destaque: a do próprio arquitecto Souto Moura que, além de mostrar o projecto pormenorizado da Escola da Música, confessou que ao início lhe fez “impressão demolir uma obra” que projectou há 25 anos, a do antigo mercado municipal do Carandá. Porém, reconheceu que es ta renovação era necessária para colocar um ponto final ao mau ambiente que nos últimos tempos se vivia naquela zona. Como memória desse primeiro projecto irão permanecer os pilares, à semelhança do que aconteceu na primeira fase do Mercado Cultural do Carandá. Recorde-se que a autarquia já estabeleceu um protocolo de parceria com a Fundação Bonfim, que ficará residente na Escola da Música. Em contrapartida, a câmara recebe bolsas de estudo que irá oferecer aos munícipes com menos recursos e com vocação para estudar música. Outra particularidade, é que esta escola vai funcionar com horários diurno e pós-laboral, para dar também oportunidade a quem trabalha e quer aprender música. Dois milhões de euros é quanto vai custar o equipamento, que fica pronto em Dezembro. A escola desenvolve-se em dois pisos: um ocupado com a escola de música propriamente dita e outro, em cave, onde se situam um auditório com 160 lugares, áreas de apoio, camarins e arrumos gerais. in http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=3769 Escola de Música de Braga concluída em Dezembro A Escola de Música de Braga, que está a ser construída no Mercado Cultural do Carandá, deverá estar concluída em Dezembro. O presidente da Câmara de Braga, que ontem visitou a obra na companhia do arquitecto Souto Moura, considera que este era o projecto que faltava para revitalizar a zona do Carandá. A par do equipamento orçado em cerca de dois milhões de euros e adjudicado à FDO Projectos e FDO Construções, o Carandá ficará dotado de um parque de estacionamento subterrâneo. «O estacionamento à superfície deixará de existir e haverá aqui uma grande praça ajardinada que vai valorizar substancialmente todo este conjunto», avançou Mesquita Machado. Texto, Marta Encarnação Foto, Publicado a 25-03-2009 in http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=34578
  11. Largo do Carmo virado para os peões 2009-03-24 JOAQUIM FORTE As pessoas vão tirar lugar aos carros no "novo" Largo do Carmo. O espaço, até agora caótico devido ao estacionamento, entrou em obras. Quatro meses chegarão para corrigir um local nobre da cidade. O Largo Martins Sarmento, no centro de Guimarães, deixou, ontem, de ser um parque de estacionamento caótico. Nos próximos quatro meses, vai sofrer obras de requalificação, da responsabilidade da Câmara e aprovadas pelo Instituto de Gestão do Património Arqueológico (IGESPAR). Conhecida por Largo do Carmo, aquela zona nobre, perto do Paço dos Duques e do Castelo, assim como do Centro Histórico - passagem entre os dois pontos - era um mero depósito de viaturas e fonte de receita para arrumadores que ali montavam quartel. Como nas redondezas são vários os serviços - Segurança Social, Universidade do Autodidacta, Câmara e Tribunal, a 200 metros - era o local escolhido para estacionamento. Além disso, era dos poucos sem parcómetros. O cenário mais comum era o Largo pejado de carros até à entrada do Paço dos Duques. Depois de concluídas as obras, o espaço ficará renovado, dando primazia aos peões em detrimento dos automóveis. O projecto do arquitecto Miguel Frazão prevê uma intervenção mínima no jardim - até agora pouco frequentado -, introduzindo-se uma travessia pedonal entre o Castelo e a zona intramuros. O espaço ajardinado não sofrerá alterações. Serão, contudo, introduzidas correcções que visam conferir-lhe o desenho original que se foi adulterando. Outra alteração prende-se com o alinhamento do eixo da Rua do Conde D. Henrique com a fachada da igreja do antigo hospital. Miguel Frazão refere que "os acessos laterais serão prolongados em lajeado pelos passeios e arruamentos, coincidido do lado nascente com as portas do antigo convento". in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Guimar%E3es&Option=Interior&content_id=1179563
  12. Lisboa: Casa-Museu Júlio Pomar ficará concluída em Outubro (c/ áudio e foto) Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A futura Casa-Museu Júlio Pomar, localizada no Bairro Alto, estará pronta em meados de Outubro, quando terminarem as obras de reabilitação do edíficio, disseram hoje os responsáveis do projecto. Lusa 14:28 Quinta-feira, 26 de Mar de 2009 Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A futura Casa-Museu Júlio Pomar, localizada no Bairro Alto, estará pronta em meados de Outubro, quando terminarem as obras de reabilitação do edíficio, disseram hoje os responsáveis do projecto. Com um projecto arquitectónico de Álvaro Siza Vieira, a Casa-Museu está situada na rua do Vale, em Lisboa, próxima do atelier do artista plástico, e acolherá o espólio reunido pela Fundação Júlio Pomar. Numa visita guiada ao local, o arquitecto Siza Vieira, o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, e responsáveis pela reabilitação explicaram que o edifício ficará pronto em Outubro quando concluídas as obras que começaram em Abril de 2007. O investimento ronda os 900 mil euros. "Esta era umas das obras que estava encalhada e foi preciso desencalhar. Insere-se num conjunto de espaços novos de actividade cultural que a cidade vai beneficiar", disse António Costa, elogiando "dois grandes artistas" que se juntam neste projecto. Segundo António Costa, houve vários problemas que bloquearam o avançar do projecto. "Era um problema de engenharia, depois de contratação de empreiteiro, depois era um problema financeiro e finalmente foram-se ultrapassando os problemas e a obra está finalmente a andar e tem um calendário com o qual nos podemos comprometer", disse. Do edifício, um antigo armazém de uma livraria adquirido pela autarquia, restam as paredes exteriores e o telhado. Todo o interior será construído de raiz a partir de um projecto de Siza Vieira. A Casa-Museu terá uma galeria para exposições, um arquivo, um atelier de escultura, uma área administrativa e um pátio arborizado. "O projecto foi difícil por natureza. A recuperação é sempre muito mais difícil do que um construção de raiz", admitiu o arquitecto. Na criação do projecto arquitectónico, Siza Vieira quis destacar a entrada de luz natural no interior do edifício e manter a fileira de janelas exteriores, para não contrastar com os restantes edifícios de habitação da rua onde está localizado. Para o arquitecto, é "uma grande satisfação" ser "distinguido com a responsabilidade" de assinar um espaço para um pintor que admira. Sophie Enderlin, do conselho de administração da Fundação Júlio Pomar, disse que só depois de estar concluído o edifício é que se irá preparar uma programação para o espaço. "O que será acolhido aqui é o espólio da Fundação", disse Sophie Enderlin, referindo que actualmente inclui 150 obras, a maioria de Júlio Pomar, embora integre também de outros autores, como fotografias de Gérard Castello-Lopes. "Enquanto este espaço não estiver disponível não podemos imaginar um exposição", sublinhou Sophie Enderlin, que esteve presente em representação de Júlio Pomar, actualmente em Paris. A Fundação Júlio Pomar, criada há quatro anos, tem como objectivo divulgar a obra do pintor português, abrangendo mais de 50 anos de vida artística. A Casa-Museu será gerida pela Fundação e ficará responsável por expor permanentemente a obra de Júlio Pomar, de 83 anos. SS. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/lisboa-casa-museu-julio-pomar-ficara-concluida-em-outubro--c-audio-e-foto=f505431
  13. Museu dos Coches: Localização devia ter sido discutida antes de tomada a decisão - Siza Vieira Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O arquitecto Álvaro Siza Vieira desvalorizou hoje a polémica em torno do novo Museu dos Coches e afirmou que a discussão sobre a localização devia ter acontecido antes de se tomar uma decisão. Lusa 15:48 Quinta-feira, 26 de Mar de 2009 Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O arquitecto Álvaro Siza Vieira desvalorizou hoje a polémica em torno do novo Museu dos Coches e afirmou que a discussão sobre a localização devia ter acontecido antes de se tomar uma decisão. "Houve uma altura em que foi tomada uma decisão e aí é que ela era de discutir. Agora, passado tanto tempo, projecto feito e tudo organizado, voltar atrás não entendo", disse o arquitecto, uma das 200 personalidades da área da Cultura que entrega esta semana ao primeiro-ministro uma carta a favor do novo projecto do Museu dos Coches. A construção de um novo Museu dos Coches é contestada pela Plataforma pelo Património Cultural e pelo Fórum Cidadania alegando que o projecto é "desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente". "A construção de um novo Museu dos Coches não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional, possuindo mesmo um efeito devastador", refere uma petição dos dois organismos a circular na Internet. "Acho que é mais uma polémica, como há tantas. Cada projecto importante tem uma polémica contra", disse hoje Álvaro Siza Vieira, que falava aos jornalistas à margem de uma visita guiada à futura Casa-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, da qual assina o projecto arquitectónico. Sobre o novo Museu dos Coches, o arquitecto referiu que é "um projecto de grande qualidade" e elogiou a futura localização, à beira rio. "Sei que o projecto é levantado e portanto dá uma transparência em relação ao interior. É uma solução que usei há pouco tempo em Viana do Castelo", disse. O novo Museu dos Coches, a inaugurar no final de 2010, é um projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes Rocha e ficará instalado nas ex-Oficinas Gerais do Material do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia. O edifício, que ocupará 15.177 metros quadrados, foi apresentado como "um projecto-âncora da requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa". O novo edifício - de linhas direitas, envidraçado do lado poente (virado para a Praça D. Afonso de Albuquerque) - disporá de uma área de apoio à manutenção dos coches, restaurantes e apoio ao visitante. SS/NL. Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/museu-dos-coches-localizacao-devia-ter-sido-discutida-antes-de-tomada-a-decisao---siza-vieira=f505462
  14. Nova Estação Central com plano de urbanização A nova Estação Central de Coimbra e o protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal, a Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) e a Rede Ferroviária Nacional (REFER), que tem por base a articulação das três entidades para uma boa integração urbanística da estação na cidade, são assuntos levados hoje à reunião semanal do executivo municipal. De acordo com João Rebelo, vice-presidente da Câmara, a autarquia pretende ver reforçada a importância da construção da nova Estação Central, que se situará cerca de 500 metros a norte da actual Coimbra B (que será desactivada), junto ao projectado anel da Pedrulha, e que é concebida numa perspectiva intermodal, de confluência dos comboios de alta velocidade (TGV), do futuro metropolitano do Mondego, do transporte ferroviário convencional e também dos transportes colectivos rodoviários. Uma intervenção que o autarca reputa de «grande complexidade» e que levanta questões urbanísticas que a autarquia vai acompanhar de perto, em colaboração com a RAVE e a Refer. Segundo o responsável, a Câmara Municipal de Coimbra fez questão que o plano de urbanização da entrada poente e a nova Estação Central (Interface Modal) fosse coordenado por Juan Busquets, arquitecto espanhol que já havia feito o anterior projecto da gare intermodal bem como da requalificação da zona ribeirinha, no âmbito do plano de requalificação das estações, antes de introduzida a questão do TGV. Um projecto chamado “Estações com Vida” que não chegou a nascer em Coimbra. A nova Estação Central entrecruza serviços e sistemas de transportes: a Linha do Norte (com ligação à Guarda, Figueira da Foz e à linha do Oeste), a linha de alta velocidade para o TGV, o metropolitano, os transportes rodoviários e municipais, além dos transportes privados. Recorde-se que, no que respeita ao TGV, estão em análise duas hipóteses de travessia do Rio Mondego previstas no estudo prévio do projecto: um viaduto ou um túnel, a construir ligeiramente a jusante da Ponte-Açude, estando as entidades responsáveis mais inclinadas para esta última solução. A Câmara Municipal suspendeu a revisão do Plano Director Municipal até que exista decisão. Numa reunião de trabalho realizada em Coimbra com a autarquia, em Novembro passado, Carlos Fernandes, administrador da RAVE, previa que no final do primeiro semestre deste ano estivesse concluída a avaliação de impacte ambiental, condição para avançar para a fase seguinte, que é o lançamento do concurso para concepção. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1244&Itemid=135
  15. O Governo dos Açores adjudicou ao arquitecto Rui Flunser Pimentel, por cerca de 29 mil euros, o serviço de concepção e apresentação de um projecto museográfico para o Museu do Vinho do Pico, instalado na Madalena. Nos termos do contrato assinado pela Direcção Regional da Cultura o serviço encomendado contemplará não só as soluções de apresentação e contextualização das peças seleccionadas, privilegiando uma linguagem didáctica e interactiva, como o caderno de encargos relativos ao projecto de execução. O Museu do Vinho constitui um dos três pólos do Museu do Pico, que integra outras duas valências ligadas à caça à baleia e à indústria baleeira, instalados nas vilas das Lajes e S. Roque, respectivamente. A criação de um museu do vinho no Pico surge associada à tradição vitivinícola desta ilha do Grupo Central, cujos vinhos, especialmente o verdelho, se distinguiram em nichos exigentes do mercado europeu. in http://www.azoresdigital.com/ler.php?id=10701
  16. Ecoresort na Corte Velada em Lagos será investimento de 69 milhões ana sofia varela Visita aos trabalhos florestais nas Herdades Corte Velada e Corte Barriga, em Lagos Nas Herdades Corte Velada e Corte Barriga, na freguesia de Bensafrim, no Norte do concelho de Lagos, poderá nascer um dos maiores ecoresorts da Europa, numa área total de 271 hectares, que se traduz num investimento de 69 milhões de euros, criando 80 postos de trabalho directos. TEMAS: Ambiente, Turismo Mas a forma como surgiu a ideia de instalar este investimento no concelho barlaventino não é habitual. «Vinha passear de bicicleta com o meu filho e isto era muito bonito», explicou Martin Verloop, um dos sócios do empreendimento, durante a apresentação do projecto. Após os incêndios em 2003, que destruíram grandes áreas nas serras algarvias, «tudo estava queimado e cheio de cinzas. Parecia um deserto, onde não havia vida», sublinhou o norueguês que vive em Odiáxere há 17 anos. Confrontado com aquelas imagens, decidiu investir no ecoturismo, em conjunto com o seu sócio Arne Laerdal. O empreendimento baseia-se «na multifuncionalidade, tendo como objectivo o balanço ecológico positivo», afirmou António Marques, arquitecto coordenador do projecto. Ou seja, além de ser reconhecido o papel dos recursos florestais e da actividade silvícola, o ecoresort deverá ter um efeito nulo no ambiente, sendo por isso dependente das energias renováveis, como a solar. Seguindo as normas inscritas no Protal, quanto ao desenvolvimento rural, o projecto inclui «a dinamização de pequenas unidades de transformação de produtos locais, a recuperação do montado, do coberto florestal e o reforço da importância do medronho», garantiu o arquitecto. A primeira fase, já em curso, é a substituição de povoamentos mal adaptados de eucalipto, por espécies autóctones. «O conceito chave de multifuncionalidade transforma a floresta num espaço produtivo, de lazer, criativo e de aproveitamento dos produtos», avançou. A prioridade dada à floresta, como ponto de partida, gera um crédito ambiental, que deverá aumentar à medida que as acções a nível da galeria ripícola (vegetação ao longo das ribeiras) e as plantações sejam executadas. «Até aqui, já foram plantados 45 mil medronheiros e 20 mil medronheiros», garantiu o sócio do projecto. Daqui a alguns anos, será possível ainda retirar matérias como a cortiça ou o medronho. «Vamos fazer o Museu do Medronho e uma destilaria nas ruínas existentes na Herdade. Depois tentaremos vender as garrafas de medronho, com marca própria, nas superfícies comerciais», contou ao «barlavento» Martin Verloop. Por outro lado, essas ruínas que vão albergar os núcleos de valorização dos produtos serão reconstruídas com recurso à taipa, promovendo o aproveitamento de energia e os materiais locais. A nível turístico o empreendimento terá uma Casa do Clube, restauração, campo de golfe, centro hípico, piscina colectiva, campo de jogos, parque aventura, um hotel e um aldeamento com seis núcleos. No entanto, não será um complexo fechado, pois permitirá uma envolvência no meio onde se insere, sendo um resort aberto. O projecto, que já foi entregue na Câmara de Lagos, custará 69 milhões de euros, dos quais 39 milhões correspondem ao hotel e ao aldeamento. O restante montante será dividido pela florestação e regeneração ambiental (13 milhões), pelas infra-estruturas (nove milhões), pelos equipamentos desportivos e de lazer (sete milhões) e pela indústria e equipamento cultural (700 mil). 31 de Março de 2009 | 09:12 ana sofia varela in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=31692
  17. Incubadora de empresas tecnológicas em funcionamento Pólo do Mar já existe Novo equipamento resulta da parceria entre a CMM, a APDL e a Universidade do Porto. O Parque de Ciências e Tecnologia do Mar começa a ganhar presença no Porto de Leixões. A primeira fase desta nova infra-estrutura foi inaugurada, na segunda-feira, no Auditório da APDL, em Leça da Palmeira. Trata-se da incubadora de empresas tecnológicas, um novo pólo de actividade dedicado ao sector do mar, situado no antigo Edifício da Sanidade. O espaço, com cerca de três mil metros quadrados, irá acolher centros de investigação e desenvolvimento de empresas. A reconversão do edifício, cujo projecto é do arquitecto Adalberto Dias, arrancará em Janeiro do próximo ano. A sua conclusão está prevista para 2011. No entanto, uma dezena de empresas já começou a instalar-se no local. Prevê-se que, dentro de uma década, sejam criados cerca de 1700 postos de trabalho, dos quais 95% terão formação superior e mais de 50% o grau de doutoramento. O novo equipamento resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Matosinhos (CMM), a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) e a Universidade do Porto (UP). Já em Fevereiro, na abertura do concurso público para a construção do novo Terminal de Cruzeiros, foi assinado um protocolo entre as três entidades envolvidas no processo. O documento foi novamente rubricado, dando início à materialização do projecto, segundo o autarca de Matosinhos, Guilherme Pinto: “Esta era uma ambição profunda da CMM que só foi possível materializar graças ao pragmatismo manifesto pela UP e pela abertura da gestão da APDL”. O Parque de Ciências e Tecnologia do Mar albergará várias unidades de investigação com vocação marítima (da Biologia à Robótica) e servirá de pólo de incubação de novas empresas que tirem proveito económico das inovações desenvolvidas pela Universidade do Porto. No molhe norte, ficará a zona de incubação empresarial, o centro de formação e o poço técnico de 12 a 15 metros de profundidade para o teste de equipamento. De resto, na próxima segunda-feira começa a trabalhar a tripulação responsável pela embarcação de 17 metros, atracada na marina de Leça desde Setembro, para a pesquisa e investigação no alto mar. “O Pólo do Mar do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade do Porto é diferente, porque localiza-se fora do campo de proximidade das faculdades. O Pólo do Mar é a primeira área de intervenção sectorial do Parque de Ciências e Tecnologia. O Centro de Ciências e Tecnologias do Mar terá qualidade mundial”, explicou Jorge Gonçalves, vice-reitor da UP. O futuro edifício do Terminal de Cruzeiros, no molhe sul do Porto de Leixões, irá acolher o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha, além de outras unidades de investigação e espaços para divulgação científica ao público. Estima-se a vinda a Matosinhos de mais de 500 investigadores. Nas imediações do Porto de Leixões, está prevista, numa segunda fase do Parque de Ciências e Tecnologia do Mar, a construção de um Parque de Acolhimento Empresarial e uma Residência Universitária para investigadores e docentes. Segundo o presidente da CMM, a Pedreira de S. Gens e Esposade são os locais definidos para a instalação do Parque de Acolhimento Empresarial, consoante a procura das empresas. A área total disponível corresponde à dimensão de cinco campos de futebol. Quanto à Residência Universitária, Guilherme Pinto revelou que a localização que está a ser estudada e que, confessa, reúne a sua preferência, é o quarteirão da Algarve Exportadora, em Matosinhos-Sul. De acordo com o edil, o problema jurídico em torno da propriedade do terreno terá sido, entretanto, resolvido. “O proprietário já me notificou de que o litígio em tribunal já terminou”, acrescentou. O investimento da autarquia na Residência Universitária ronda um milhão e meio de euros. A verba inclui os custos de construção do equipamento e a cedência de terreno à UP. Por: Dulce Salvador in http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=408&id=20878&idSeccao=3161&Action=noticia
  18. Estoril Sol: Novo edfifício pronto em 2010 com apartamentos quase todos vendidos Cascais, 01 Abr (Lusa) - Dois anos depois da demolição do Hotel Estoril-Sol, o edifício habitacional construído no local começa a ganhar forma e deverá estar pronto em 2010, sendo que mais de 90 por cento dos apartamentos estão vendidos. Lusa 11:26 Quarta-feira, 1 de Abr de 2009 Cascais, 01 Abr (Lusa) - Dois anos depois da demolição do Hotel Estoril-Sol, o edifício habitacional construído no local começa a ganhar forma e deverá estar pronto em 2010, sendo que mais de 90 por cento dos apartamentos estão vendidos. A cerca de um ano do "Estoril Sol Residence" estar concluído, fonte da empresa revelou à Agência Lusa que 92 por cento dos apartamentos já foram vendidos, sendo que os compradores dividem-se em estrangeiros e portugueses. "Os mais caros foram os primeiros a ser vendidos, com um preço médio de 3 milhões de euros", esclareceu a mesma fonte, explicando que por vender estão os mais baratos, cujo preço rondará os 900 mil euros. No entanto, ainda antes da obra arrancar já cerca de 65 por cento dos apartamentos haviam sido vendidos e nessa ocasião, o apartamento mais caro, de 3,7 milhões de euros, também já tinha sido comprado. A obra, iniciada em finais de 2008, deverá estar concluída no início de 2010, cumprindo os prazos determinados aquando da aprovação do projecto. O encarregado da empresa gestora do projecto e da obra, Jorge Paixão, garantiu à Lusa que "os objectivos iniciais não foram alterados e no primeiro semestre de 2010 o edifício estará concluído". O responsável informou que a obra teve um atraso de dois meses, "devido a problemas com a água nas fundações", mas apesar disso "o tempo já foi recuperado na estrutura". "Estamos a conseguir cumprir os prazos previstos no início, o jardim das traseiras já está feito e a ponte superior de ligação das duas torres será construída em Maio", disse Jorge Paixão, sublinhando que neste momento está a ser construído o andar modelo, numa obra que conta com cerca de 300 trabalhadores. O "Estoril Sol Residence", projectado pelo arquitecto Gonçalo Byrne, começou a ser construído em inícios de 2008 em torno de várias polémicas, entre as quais a questão ambiental. Um anos depois, a presidente do Grupo Ecológico de Cascais (GEC), Paula Mascarenhas, disse à Lusa que "o ideal seria não ter sido contruído nada, possibilitando a existência de um contínuo verde naquela zona". "Quando o plano foi aprovado mostrámos o nosso descontentamento e o vereador garantiu que seriam tomadas medidas para preservar o Parque de Palmela e aumentar a sua área", disse Paula Mascarenhas. "Cá estaremos para avaliar o que foi ou não cumprido no processo", acrescentou. Por seu turno, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que "nada leva a crer que essas medidas não sejam tomadas". "O que acho estranho é que não tenham demonstrado tanta preocupação, antes deste plano de pormenor ter sido aprovado", acrescentou o também vereador, responsável pelo Urbanismo, referindo-se à posição do GEC em relação ao Parque de Palmela, uma das áreas mais afectadas por esta construção. O novo edifício, maioritariamente habitacional, é ainda alvo de desaprovação por parte da dirigente da GEC devido à "mudança do uso colectivo para o individual". "Ao menos o hotel empregava muita gente e era procurado pelos turistas", referiu Paula Mascarenhas, sublinhando que o antigo hotel era uma "mais valia social e económica" e que o novo edifício "não tem aspectos positivos". A esta questão, Carlos Carreiras respondeu que "o hotel não estava operacional e não tinha condições", adiantando que "existem vários projectos em curso para a construção de mais hotéis que reunem mais camas e em melhores condições". O novo empreendimento resulta de um Plano de Pormenor para a Reestruturação Urbanística dos Terrenos do Hotel Estoril-Sol, aprovado pela Câmara Municipal de Cascais em 2006. O "Estoril Sol Residence", composto por 111 apartamentos habitacionais, contempla três torres de vidro ligadas entre si por um bloco em forma de ponte, numa altura máxima de 60 metros e num total de 15 pisos a contar do solo, sendo que o piso zero, ao nível da Avenida Marginal, é destinado a escritórios e serviços. Um parque de estacionamento com um total de 511 lugares todos em subsolo e a construção de um novo túnel de acesso ao Parque Palmela e ao paredão, são também características do novo edifício. MZM/PJA. in http://aeiou.expresso.pt/estoril-sol-novo-edfificio-pronto-em-2010-com-apartamentos-quase-todos-vendidos=f506504 Lusa/fim
  19. Lisboa, 01 Abr (Lusa) - O Terreiro do Paço vai passar a ter um pavimento em tons de amarelo e os passeios das arcadas laterais serão alargados, de acordo com o projecto da Sociedade Frente Tejo, hoje apresentado à autarquia lisboeta. O projecto foi apresentado pelo arquitecto Bruno Santos, durante a reunião do executivo municipal, que decorreu à porta fechada, em que esteve também presente o presidente da sociedade Frente Tejo, Biancard Cruz. O vereador independente Carmona Rodrigues considerou tratar-se de uma "intervenção de grande qualidade". O projecto prevê que o pavimento seja em tons de amarelo, como forma de atenuar o brilho excessivo provocado pelo sol e a proximidade do rio, descreveu Carmona Rodrigues. Para protecção do sol, está prevista a colocação de sombras temporárias, estando excluída a colocação de árvores na praça, acrescentou. Carmona Rodrigues destacou igualmente que o projecto prevê o escoamento de águas e prepara o Terreiro do Paço para grandes espectáculos e outros eventos, com um sistema que "evita cabos e mangueiras à superfície". A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta afirmou que o projecto lhe pareceu "muito interessante, consistente e inteligente", embora sublinhe que tem de ser posto à consideração pública. O projecto prevê o alargamento dos passeios laterais e estabelece uma relação entre a praça e o Cais das Colunas, acrescentou. O arquitecto responsável pelo projecto, Bruno Santos, esteve envolvido na revisão do actual Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa. A vereadora comunista Rita Magrinho considerou que a colocação de árvores "podia ter sido considerada e adaptada", sublinhando a exposição ao sol e calor a que a praça fica sujeita do Verão. "Soluções que minimizem os impactos que o sol tem em toda aquela área têm de ser suficientemente valorizadas", defendeu. "Reconhecemos coerência naquilo que foi apresentado", afirmou, ressalvando que o projecto poderá vir a ser alvo de contestação. in http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Terreiro-do-Paco-vai-ter-pavimento-em-tons-de-amarelo.rtp&article=211705&visual=3&layout=10&tm=9 Novo Terreiro do Paço terá chão ocre e um corredor entre o arco da Rua Augusta e o rio In Público (2/4/2009) Ana Henriques «Arquitecto responsável pela remodelação da Praça do Comércio apresentou ontem os seus planos à Câmara de Lisboa. Não haverá calçada portuguesa no terreiro É um Terreiro do Paço dividido ao meio por um corredor entre o arco da Rua Augusta e o rio aquele que o arquitecto responsável pela remodelação da praça, Bruno Soares, ontem apresentou à Câmara de Lisboa. O também autor do Plano Director Municipal de Lisboa não falou com os jornalistas, nem lhes facultou a apresentação em Powerpoint das transformações que pretende levar a cabo. Mas pelas explicações dadas pelos autarcas à comunicação social percebe-se que abdicou de soluções mais tradicionais, como a calçada portuguesa. Bruno Soares optou por um pavimento amarelo-ocre onde surgem alguns losangos de basalto negro a contrastar com o chão cor de terra. Em redor da estátua de D. José haverá mármore verde a chamar a atenção para o monumento de bronze. "Achei a solução bastante interessante e arrojada. Mas vai dar discussão", preveniu a vereadora independente Helena Roseta. Acima de tudo, agradaram aos autarcas os detalhes técnicos: a praça vai ser infra-estruturada para receber espectáculos - que serão pontuais - e a drenagem das águas pluviais também não foi esquecida. De resto, é o que já se sabia: passeios mais largos e o trânsito a passar apenas nas ruas paralelas ao rio. A Rua do Arsenal fica reservada aos transportes públicos e a Ribeira das Naus aos automóveis. Nas laterais da praça não haverá trânsito - apenas esplanadas e eventualmente comércio debaixo das arcadas, no rés-do-chão dos ministérios. "Parece-me uma proposta muito consistente", declarou ainda Helena Roseta. O tipo e a cor do pavimento servirão também para distinguir os vários usos da praça. Assim, o tal corredor entre o arco da Rua Augusta e o rio, feito num material diferenciado do restante, servirá para assinalar um percurso pedonal de fruição do local. A área do cais das colunas terá igualmente um pavimento próprio. Árvores, como já ali existiram noutros tempos, não haverá. Bruno Soares disse que quando for preciso criar zonas de sombra por causa do calor será preferível montar toldos. A solução não é consensual: "Não sei se não seria melhor haver árvores", observou a vereadora comunista Rita Magrinho. Pouco entusiasmada com a proposta, Rita Magrinho ressalvou que os resultados finais do trabalho de Bruno Soares podem revelar-se diferentes da praça virtual ontem apresentada. Quanto ao pavimento, "podia ter sido encontrada esta solução mas também podia ter sido encontrada outra". Já o independente Carmona Rodrigues vê com bons olhos a divisão do Terreiro do Paço ao meio pelo corredor em direcção ao rio: "Um dos problemas da praça é a sua dimensão quase excessiva". A ser aprovada, esta solução deverá estar concretizada em Outubro 2010, para as comemorações do centenário da República. » Uma praça como o Terreiro do Paço vive da sua magnificência. E vive da luminosidade que a invade. Toda e qualquer intervenção estruturante na praça tem que ser minimalista. É no minimalismo cromático que reside muito do virtuosismo (não confundir com virtualidade) do Terreiro do Paço. À parte a colocação de losangos (que nada têm que ver com a história da praça e do período em que foi feita, diga-se em abono da verdade) em colorido (hoje amarelo, porque as fachadas são amarelas; amanhã azul?), e um losango verde sob a estátua é uma saloiada pegada, perdoem-me a franqueza. E verde porque a estátua é verde?? A estátua está verde porque o bronze está em tal estado que qualquer dia se desfaz! Lembrem-se que o cavalo de D.José I era conhecido nos 'guias' de antanho como 'the ebony horse'. Porque não correr a placa central com lages de lioz ou outra pedra clara que reflicta a luz? Fazer-se da placa central um tapete de 'têxteis-lar', e pugnar-se pela sombra em regime de toldos amovíveis (imagino que a tapar bancos e cadeiras, bancas de farturas, bifanas e pirolitos ... 'espectáculos pontuais' - mais 'fungágás da bicharada'?) é, além de saloio, um atentado à praça, equiparável à presença de carros no antigamente, diga-se. Parece que há um imenso equívoco, senão ignorância: a placa central tem o desnível que tem, propositadamente, para que quem se aproxime da estátua seja 'esmagado' por ela e pelo rei. Por favor, nada de invenções em termos de quotas. Por favor, nada de fazer da berma junto à avenida junto ao Cais um 'estendal da roupa branca' com vista para os pópós que ali vão continuar a passar, se bem que a velocidade controlada. Muita atenção às colunas, ao simbolismo maçónico, ao templo salomónico (credo, com tanta gente do lobby por aí, não há ninguém que faça ver a luz a quem de direito?). Estas coisas dos powerpoint são sempre muito engraçadas, as pessoas gostam de ver bonecos e tal, o pior é sempre o resto. Vamos aguardar pelo projecto final. Com serenidade. Mas não inventem, s.f.f. Resistam à 'marcazinha de autor'. in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/04/novo-terreiro-do-paco-tera-chao-ocre-e.html
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