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Faleceu o arquitecto açoriano Paulo Gouveia representante máximo do pensamento pós-moderno na cultura arquitectónica Publicado: 2009-11-05 18:26:41 | Actualizado: 2009-11-05 20:00:27 Por: Carlos Tavares Paulo Gouveia construíu na Região Autónoma dos Açores, desde o início dos anos 80 e foi responsável por obras como o Museu do Vinho e o Museu dos Baleeiros, ambos na ilha do Pico. Para além das dezenas de obras que assinou, Paulo Gouveia fez também um exaustivo levantamento e caracterização das principais intervenções arquitectónicas, durante o século passado, no núcleo central da cidade de Angra do Heroísmo, de onde é natural, trabalho de doutoramento apresentado na Universidade de Évora, em 2002, que reuníu no livro "Angra do Heroísmo: Arquitectura do Século XX e Memória Colectiva. O projecto de recuperação do Museu dos Baleeiros, na ilha do Pico, teve início em 1983, altura em que foram reabilitadas as antigas casas de botes, integrando, no conjunto uma tenda de ferreiro anexa e acrescentou-lhe um espaço novo para biblioteca e arquivo. Quanto ao Museu do Vinho, na Vila da Madalena, Paulo Gouveia foi responsável pelo projecto de adaptação, restauro e adaptação dos edifícios existentes. Entre outros edifícios, o arquitecto desenhou também a nova sede da Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em Angra do Heroísmo, inaugurada no ano passado. Também na arquitectura de habitação, distinguiu-se, por exemplo, com a Casa Godinho, em Sintra, a Casa nas Lajes do Pico - uma casa sobre a casa, onde conjugou uma casa de madeira e outra de pedra e a Casa de São João, igualmente no Pico. Recebeu uma Mensão Honrosa nos Prémios Nacionais de Arquitectura da Associação de Arquitectos Portugueses e da Secretaria de Estado da Cultura. Carlos Tavares com jornal "O Público" in http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=11324&visual=3&layout=10&tm=7
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Bascol vai transformar Palácio de Maiorca em hotel de charme O Palácio de Maiorca, na Figueira da Foz, vai ser convertido em hotel de charme. A obra foi entregue à Bascol Contrução, novamente associada ao Grupo Lágrimas, que vai explorar o futuro hotel. Prevê-se que as obras, orçadas em seis milhões de euros, estejam concluídas no prazo de ano e meio. O projecto de recuperação do antigo Palácio de Maiorca é da responsabilidade da Figueira Grande Turismo – Entidade Empresarial do Municipio da Figueira da Foz – em parceria com o Grupo Lágrimas, responsável pela exploração da futura unidade hoteleira. O projecto de arquitectura tem a assinatura do Ateliê do Arq.º Miguel Arruda. Situado a doz quilómetros da sede do concelho, a recuperação do Palácio recebeu luz verde “após vários anos de entraves burocráticos”, afirma-se em comunicado da Bascol, que construiu e detém dois terços do empreendimento Douro 41, também gerido pelo Grupo Lágrimas. Para Jorge Santos Perreira, administrador da Bascol Construção, o Palácio de Maiorca é “mais uma relevante obra para o portofólio de reabilitação e restauro da Bascol, a juntar a muitas outras realizadas pelo Grupo, de que são exemplos recentes: O Convento de Santo António dos Capuchos, em Monção; o Meliá Palácio Hotel na Lousã; ou o Convento do Desagravo, em Oliveira do Hospital, transformado em Pousada Histórica. Estamos muito orgulhosos em participar na conservação de mais um edifício histórico, que certamente contribuirá para o desenvolvimento do concelho.” N.A. in http://www.turisver.com/article.php?id=45113
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Obras do Polis não passaram ainda do papel Concurso total dos projectos custa cercade 26 milhões. Especialistas vão debater "nova visão" 2009-11-10 ANA PEIXOTO FERNANDES O Polis Litoral Norte tem a concurso projectos no valor de 25,6 milhões de euros. Das obras previstas para a zona costeira entre Caminha e Esposende ainda nenhuma avançou, mas há no terreno outras acções a pensar nesses 50 quilómetros. Um primeiro Encontro do Litoral (iniciativa que o Polis pretende realizar anualmente) está programado para os próximos dias 19 e 20, com a participação de cerca de 30 investigadores, técnicos e empresários oriundos de todo o país. A iniciativa decorrerá em Viana do Castelo e tem como objectivo o debate sobre o que poderá ser "uma nova visão para o Litoral Norte". A ideia é também que os especialistas tracem um diagnóstico e apontem cenários de dinâmica costeira, as ferramentas para a decisão na gestão do litoral, reflictam sobre o planeamento e ordenamento, o futuro dos planos de ordenamento na zona costeira, os bio-recursos, o potencial turístico, os novos recursos e a náutica. Em causa está uma área de litoral de 50 quilómetros, entre o limite sul do concelho de Esposende e a foz do rio Coura, em Caminha, para a qual está programado um conjunto de intervenções. Actualmente encontram-se a decorrer concursos de concepção de projectos (arquitectura) para a concretização de nove planos de praia. Assim, estão a ser desenhadas intervenções para as praias, de Norte para Sul, da Ínsua, Afife, Arda-Bico, Paçô-Carreço, Amorosa, Pedra Alta, Rio de Moinhos, Cepães-Suave Mar e Ramalha, além de estarem também a ser concebidos os projectos do Plano de Pormenor de Cambôas, do Reordenamento e Qualificação da Frente Marítima do Núcleo da Pedra Alta e da Requalificação da Frente Ribeirinha da Praia Norte-Praia do Coral. A Polis Litoral Norte garante que as intervenções, cujo investimento rondará 25, 6 milhões de euros, deverão "avançar em termos físicos a breve trecho para o terreno". Entretanto, outros investimentos estão em marcha, caso de um workshop sobre algas comestíveis no Centro Cívico de Castelo de Neiva (onde recentemente foi criado um núcleo museológico do Sargaço), que se realizou no passado dia 2. Aliada ao Museu do Traje de Viana do Castelo, a sociedade gestora do programa de requalificação e valorização costeira, promoveu a iniciativa destinada a motivar os restaurantes de toda a costa para utilizar os diversos tipos de alga que o mar oferece. Com a acção orientada pelo investigador e professor de Biologia, Leonel Pereira, e em que participaram algumas dezenas de proprietários e cozinheiros de estabelecimentos da região, pretendeu-se sinalizar um recurso com potencial económico mas com aplicação quase nula, à excepção do seu parco uso como fertilizante agrícola. "Portugal não está na lista dos países com tradição de consumo de algas. Não temos tradição mas vamos potencialmente passar a ter", garantiu Leonel Pereira, defendendo a introdução deste produto "de alto valor nutritivo" e com diversas variantes (cerca de duas dezenas, pelo menos, são comestíveis) no sector alimentar. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Caminha&Option=Interior&content_id=1415675
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NOVA FÁBRICA DE LEITE Obras de construção da Terleite deverão arrancar nos inícios de 2010 Publicado na Terça-Feira, dia 10 de Novembro de 2009, em Actualidade Passados sete meses do anúncio público, as obras de construção da nova fábrica de leite da ilha Terceira deverão arrancar nos primeiros meses do próximo ano. Designada por Terleite, a futura unidade industrial tem já o projecto praticamente concluído. O presidente da Associação Agrícola da ilha Terceira (AAIT) considera que o projecto da nova infra-estrutura fabril, do mês de Abril deste ano até esta parte, altura em que o plano foi anunciado oficialmente, decorreu dentro da normalidade. Foram concretizados todos os procedimentos legais, nomeadamente a escritura da doação do terreno por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) à AAIT; e os estudos de viabilidade económica, arquitectura e construção civil”. “Falta apenas o ‘layout’ do equipamento. Neste momento estão a ser analisadas as propostas dos fornecedores ”, revela Paulo Simões Ferreira, em declarações ao nosso jornal, acrescentando que o projecto será entregue por completo no início de 2010 na CMAH e no Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA). Paulo Simões Ferreira diz ainda, sem no entanto adiantar pormenores, que neste espaço de tempo houve “redimensionamento de toda a estrutura” por motivos de viabilidade, “o que faz com que os números de financiamento e produção estejam um pouco acima dos inicialmente anunciados”. Recorde-se que o dirigente associativo avançou, por ocasião da apresentação do programa da XI Feira Agro-Comercial da Ilha Terceira, que a nova fábrica poderia produzir, numa fase inicial, cerca de 40 mil litros de leite por dia, e que o orçamento estimava 1,5 milhões de euros. Com terreno localizado na zona industrial de Angra do Heroísmo, num lote de 5 mil metros quadrados, a futura Terleite, que vai produzir “O Leite da Ilha” – designação do leite – e queijo cremoso, contempla um piso reservado à parte fabril e dois pisos destinados aos laboratórios e serviços administrativos. “No futuro gostaríamos de produzir queijo DOP”, adianta, referindo que, actualmente, existem no total 800 produtores na ilha Terceira, os quais, no futuro, terão “uma mais valia” com a nova fábrica. “Algum leite que é agora transformado em leite em pó, um produto de menos valia, passará a ser vendido em modo líquido, um produto de mais valia”, considera o presidente da AAIT, sublinhando que “ficam assim a ganhar os produtores e ambas as fábricas”. Esta recente aposta no sector industrial dos lacticínios, surge no sentido de “valorizar ainda mais o leite e os nossos produtos”, mostrando ao mercado que “são de qualidade”, conclui Paulo Simões Ferreira. Museu Agrícola Entretanto, a AAIT está a trabalhar no sentido de criar um Museu Agrícola e Casa de Refeições com localização na Casa da Queimada, na freguesia dos Altares, os quais terão como orientação um roteiro turístico. Para além da mostra permanente, o Museu terá uma vertente itinerante, com vários pontos assinalados por toda a ilha Terceira, sendo que para isso o dirigente associativo contará com a colaboração e o apoio dos agricultores locais. “Será um ponto de partida, para depois visitar um conjunto de lugares de particulares, de bom acesso, relacionados com a actividade agrícola. Os turistas que desejarem vão poder ver, in loco, a ordenha, por exemplo”, explica Paulo Simões Ferreira, mencionando os objectivos da ideia proposta. “É uma maneira de divulgarmos a história da agricultura dos Açores para que turistas e locais possam perceber a evolução das ilhas ao longo dos tempos”. Já sobre a Casa de Refeições, um espaço que terá capacidade para cerca de duas centenas de pessoas, continua, deverá apenas dispor para consumo produtos típicos açorianos. “Ainda não sabemos em que moldes o vamos explorar. Sabemos que será devidamente equipado para servir refeições, mas não propriamente com cozinha em funcionamento”, diz. Com base em factos históricos, culturais e sociais, a equipa coordenadora, composta por historiadores e especialistas na área agrícola, prossegue com o levantamento, pesquisa e investigação de um projecto que deve manter fiel os usos e costumes tradicionais. O futuro Museu e Casa de Refeições e o seu respectivo roteiro turístico, de momento em fase de entrega de candidatura, terão como passo seguinte o trabalho de requalificação dos imóveis, orçados em 95 mil euros – 60 por cento com fundos da GRATER e a restante percentagem da responsabilidade da AAIT –, a arrancar provavelmente no início de 2010. Sónia Bettencourt sonia@auniao.com in http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=17976 Construção de fábrica de leite na Terceira em 2010 As obras da nova unidade deverão arrancar nos priimeiros meses do próximo ano, estimando-se que venha a produzir 40 mil litros de leite, por dia. As obras de construção da Terleite, a nova fábrica de leite da ilha Terceira, anunciada há meses, deverão arrancar no início de 2010. A informação foi avançada pelo presidente da Associação Agrícola da ilha Terceira (AAIT), Paulo Simões Ferreira, ao jornal A União. O responsável adiantou que já foram concretizados todos os procedimentos legais, nomeadamente “a escritura da doação do terreno por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) à AAIT, os estudos de viabilidade económica, arquitectura e construção civil”. De acordo com Paulo Simões Ferreira, já estão a ser analisadas as propostas dos fornecedores para o apetrechamento da unidade. O responsável referiu também que os valores projectados de construção estão um pouco acima daqueles que foram inicialmente adiantados, uma vez que houve necessidade de redimensionar a estrutura, por motivos de viabilidade. A nova unidade leiteira, que irá ocupar um lote de cinco mil metros quadrados e cujo orçamento inicial se estimou em 1,5 milhões de euros, irá produzir cerca de 40 mil litros de leite por dia. A Terleite irá produzir “O Leite da Ilha” e queijo cremoso, sendo que as perspectivas de futuro são a produção de queijos com Designação de Origem Protegida (DOP). A unidade fabril irá também produzir mais leite sob o estado líquido, contribuindo para a redução da produção do leite em pó, um produto que o presidente da AAIT considera de “menos valia”. Refira-se que actualmente, a ilha Terceira conta com cerca de 800 produtores de leite. JornalDiario 2009-11-10 10:48:52 in http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=23673
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“A dúvida não pode persistir”, diz o presidente da Ordem Ordem quer que CML esclareça ranking de arquitectos que assinaram mais projectos 10.11.2009 - 23:32 Por José António Cerejo O presidente da Ordem dos Arquitectos, João Rodeia, não está satisfeito com a forma como Manuel Salgado, vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa, arrumou a polémica da concentração em apenas quatro autores de centenas de processos de licenciamento entre 2004 e 2007. Como o PÚBLICO já noticiou, Salgado decidiu não levar por diante a “reapreciação jurídico-técnica” de todos esses dossiers – que a câmara deliberou mandar fazer em Janeiro de 2008 – por considerar a tarefa “impraticável”, devido à sua dimensão, uma vez que se tratava de “cerca de mil processos”.Nuno Ferreira Santos Polémica sobre promiscuidade e assinaturas de favor está londe de deixar a Câmara de Lisboa A questão foi levantada no relatório da sindicância aos serviços de Urbanismo e centrava-se no facto de o ranking dos arquitectos que mais projectos apresentaram à CML em 2006 ter à cabeça duas jovens (uma com 31 anos e outra com mais três ou quatro), ambas “com ligações familiares ou outras a antigos técnicos do município”. Para além destas recordistas, que subscreveram mais projectos do que ateliers com “dezenas de trabalhadores”, havia entre os dez primeiros dois octogenários, um deles que tem presentemente 84 anos. Em meados do mês passado, Salgado adiantou que, afinal, o número de processos desses autores somava perto de 1200 no triénio em causa – sendo que o director municipal de Gestão Urbanística, Gabriel Cordeiro, corrigiu essa informação, reduzindo o número para cerca de 800, enquanto um mapa dos servicos contabilizava apenas 199. Há duas semanas, o mesmo director esclareceu em reunião de câmara que o número correcto andaria pelos 500, avançando uma série de explicações técnicas para tanta confusão. Embora a sindicância não tenha identificado os quatro arquitectos, o PÚBLICO localizou-os e confirmou os seus nomes junto de Gabriel Cordeiro. As explicações ouvidas depois da boca de dois deles e a fraca credibilidade das informações camarárias, que nem sequer distinguem a natureza dos processos, ou a área de construção que envolvem, fazem, porém, pensar que as constatações feitas na sindicância podem ter várias leituras, que nem sempre passam pelo tráfico de influências ou outras ilegalidades. Na perspectiva de João Rodeia todos estes factos reforçam a necessidade de “esclarecer cabalmente o assunto”, defendendo, como já tinha feito numa carta no PÚBLICO, “que os serviços da CML têm a responsabilidade e o dever de fazer cumprir a deliberação unanimemente aprovada pelo executivo”, porque “a dúvida não pode persistir” e “todos têm direito ao bom-nome” até prova em contrário. Anteontem, Rodeia acrescentou que, ao contrário do que Salgado antes afirmou, a Ordem nunca recebeu nenhum pedido de colaboração da câmara para reanalisar os processos em causa, razão pela qual não o poderia ter rejeitado “por falta de meios”, como disse o vereador. “Informalmente foi-nos pedido para colaborarmos com a câmara na área dos licenciamentos, mas sobre este assunto nunca falámos”, concluiu. Gabriel Cordeiro, por seu turno, insistiu em que, embora não tenha sido ele a fazê-lo, “foi feito um contacto informal com alguém dos órgãos directivos da Ordem [sobre a reapreciação daqueles processos]”, que também não sabe quem seja. Arquitectos visados dizem que a sindicância não retrata a realidade Filha de um desenhador da CML já falecido e com dois familiares ao serviço da autarquia, com quem diz não ter quaisquer relações, uma das arquitectas apontadas como recordista insurge-se contra as suspeitas que o relatório lança sobre si e um irmão com quem trabalha. “Temos muitos processos porque somos jovens e modestos e fazemos de tudo: legalizações, restaurantes, esplanadas, propriedades horizontais, pequenos trabalhos que pouco têm a ver com arquitectura.” E o facto de o seu pai ter trabalhado no Urbanismo da câmara até há cinco anos e ter lá familiares não lhe facilita a angariação de clientes e a aprovação dos projectos? “De modo algum, basta ver as propostas de indeferimento que existem em muitos dos nossos projectos”, responde, ressalvando que o atelier que o pai teve “durante 40 anos” e a que deu continuidade tinha naturalmente a sua clientela. Em todo o caso, diz que aprova a ideia da Ordem de que os processos sejam reanalisados para esclarecer tudo. “Não receamos nada”, diz. Já a outra técnica, que foi a número um em 2006, o PÚBLICO não a conseguiu contactar, mas confirmou que trabalhava para o atelier Newspace, do arquitecto Jorge Contreiras, que se demitiu da CML no decurso da sindicância e foi há pouco acusado de corrupção e outros crimes pelo Ministério Público, devido à sua intervenção em processos de várias empresas suas. Quanto aos arquitectos octogenários, um deles confirmou que até há três anos assinava muitos projectos de restaurantes e bares – “coisas muitos simples” – que eram feitos por técnicos da CML que não os podiam assinar. “Não lhes levava nada, mas via se estava tudo bem”, salienta. “Além disso havia pelo menos um arquitecto na CML que falsificava a minha assinatura.” Segundo diz, o seu colega também octogenário “teve um AVC”, mas ainda “continua a assinar por outros porque está na miséria”. in http://www.publico.clix.pt/Local/ordem-quer-que-cml-esclareca-ranking-de-arquitectos-que-assinaram-mais-projectos_1409275
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É possível fazer boa arquitectura com orçamentos reduzidos? A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OASRS) foi à procura da resposta a esta pergunta, lançando um convite a todos os arquitectos portugueses: mostrem-nos os vossos projectos feitos com um orçamento reduzido, mas com "saber, criatividade e inteligência". Foram seleccionadas 10 propostas que vão ser apresentadas em dois momentos. A primeira apresentação de cinco projectos vai ter lugar hoje, dia 12 de Novembro, às 21h, no Bar "À Margem", em Belém. Os actuais tempos de crise económica e a progressiva escassez dos recursos naturais, levaram indubitavelmente a equacionar os conceitos e a vontade de construir. -.Arquitectura Acessível.: Com orçamentos reduzidos, mas com saber, criatividade e inteligência é possível realizar projectos de grande qualidade arquitectónica, foi uma iniciativa tomada com o objectivo de conhecer e divulgar projectos (executados em obra) que se enquadrem neste tema. Todos os usos/tipos de edifícios foram admitidos numa selecção onde foi obrigatório mencionar o custo final da obra. As propostas escolhidas serão apresentadas em formato de conferência/conversa, em que a apresentação de cada projecto não ultrapassa os 13 minutos. São estes os primeiros cinco projectos de -.Arquitectura Acessível.: - Apartamento no Bairro Alto, Lisboa (Manuel Belo + Nuno Silva) - Casa em Barcelos (Rui Grazina) - Apartamento RS, Setúbal (António Rosa da Silva) - Máquina Invisível- Produções Fotográficas, Beato, Lisboa (Lara Seixo Rodrigues) - Casa Soares, Lisboa (Nadir Bonaccorso Arquitectos) A segunda sessão terá lugar dia 17 de Novembro. A entrada é livre. Toda a informação em www.oasrs.org in http://www.universia.pt/servicos_net/informacao/noticia.jsp?noticia=55978
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Escolas são "sítios modernos" 2009-11-15 G.P. "Bonita arquitectura, bons materiais e equipamento do melhor em termos de evolução tecnológica". Foram estes três dos aspectos destacados ontem pelo primeiro-ministro, José Sócrates, na visita a três escolas recuperadas do distrito de Lisboa, para garantir que estes equipamentos são agora "dos sítios mais modernos do país". "Há uns anos, quando visitava uma escola, sentia que o país tinha evoluído e a escola não. Isto mudou e vai mudar ainda mais", garantiu o primeiro-ministro, classificando de "notável" o programa de modernização do parque escolar que já permitiu a requalificação de 15 escolas e tem neste momento em curso intervenções em 100 escolas públicas secundárias de todo o país. Processo antecipado Segundo o primeiro-ministro, estava inicialmente previsto que o processo de reabilitação de 332 escolas se prolongasse por dez anos, mas o Governo decidiu antecipar as obras para 2015, também como forma de "combater a crise e promover o emprego". De acordo com José Sócrates, no próximo ano haverá 170 escolas em requalificação, o que permitirá dar emprego a cerca de 25 mil pessoas. Ontem, o périplo pelas escolas renovadas começou na EB 2/3 Josefa de Óbidos, em Campo de Ourique, obra que o Governo acompanhou de perto por se situar em frente à sede da Presidência do Conselho de Ministros. A escola, construída na década de 50 do século passado, foi totalmente renovada e ganhou novos espaços, com a construção de dois corpos adjacentes onde se situam a nova entrada, o refeitório e zonas de estadia. Alguns professores que se associaram à visita lamentaram não ter participado na definição do projecto - algo que o primeiro-ministro garantiu que sempre esteve previsto -, mas reconheceram que as condições de trabalho são hoje muito melhores. A comitiva seguiu depois para a Secundária Eça de Queiroz, nos Olivais e terminou a visita na Secundária Pedro Alexandrino, na Póvoa de Santo Adrião, no concelho de Odivelas, onde Sócrates desafiou os portugueses a visitarem a escola da sua terra, "se quiserem ver um sítio moderno". in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1420945
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Já foi classificado como um hotel futurista, assenta numa estrutura que faz lembrar um jogo de lego e integra os roteiros dos melhores magazines de arquitectura internacionais. Agora, o hotel Axis Viana, que representou um investimento de 12 milhões de euros, é candidato aos "Prémios Turismo de Portugal", anunciou o grupo privado, garantindo que a unidade hoteleira "já superou todas as expectativas". "Foi o próprio Turismo de Portugal que entrou em contacto connosco e nos disse que seria uma boa candidatura. Partimos para este prémio com uma expectativa redobrada", explicou ao DN Rui Costa, do grupo Axis. O hotel é assim candidato à categoria de melhor projecto privado na quinta edição dos "Prémios Turismo de Portugal", que têm como objectivo distinguir os que contribuam, entre outros aspectos, para a qualificação da oferta e permitam ainda promover o destino em que o respectivo projecto está inserido. "Podemos dizer que o hotel, apesar do curto tempo de vida, já faz história. Desde a sua abertura, no ano passado, já recebeu mais de 25 mil clientes, o que supera as nossas expectativas iniciais", referiu. A unidade hoteleira de quatro estrelas foi inaugurada em Agosto de 2008. Resultante de um investimento de 12 milhões de euros, o Axis Viana, explicam os promotores "destacou-se visualmente pelo projecto arquitectónico único, em que os diferentes pisos funcionam como peças de um lego". Possui 87 quartos, entre os quais nove suites. Uma das grandes apostas reside no Axis Wellness, uma área de bem-estar com 2.600 metros quadrados. Vocacionado para o turismo económico, o Axis Viana dispõe ainda um Business Center, com mil metros quadrados, sendo considerado por muitos como "um marco arquitectónico contemporâneo". in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1422576&seccao=Norte
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Uma torre com cem metros fazem com que o edifício não seja nada pacífico Igreja-caravela de Troufa Real arranca hoje 17.11.2009 - 10:35 Por Ana Henriques Começa hoje no Alto do Restelo a construção da nova igreja da paróquia de S. Francisco Xavier. Com uma torre de cem metros de altura e uma paleta cromática pouco habitual - haverá paredes em dourado, laranja, verde e vermelho -, o templo em forma de barco desenhado pelo arquitecto Troufa Real motivou já alguns protestos. Mas a Câmara de Lisboa diz que a obra está licenciada desde 2004/2005.DR Fórum Cidadania considera a igreja um "empreendimento digno de Ceausescu" O movimento cívico Forum Cidadania pôs há um mês em causa a necessidade da nova construção, "quando o Patriarcado tem a Igreja de S. Vicente de Fora fechada, porque está a cair aos bocados". E aproveitou para dar vários outros exemplos de património eclesiástico existente na cidade a necessitar de obras de conservação. Só a primeira fase dos trabalhos - que compreende a construção da estrutura e fundações - vai custar três milhões de euros. Depois será preciso mais dinheiro para os acabamentos. Em forma de minarete, a torre albergará um elevador panorâmico e só será erguida numa segunda fase da obra. O Forum Cidadania (http://cidadanialx.blogspot.com) criticou também o projecto de Troufa Real, chamando-lhe "um empreendimento digno de Ceaucescu" [o antigo ditador romeno]. Num abaixo-assinado online (por enquanto pouco concorrido) fala-se em "aberração urbanística". "O projecto de arquitectura baseia-se na vida do apóstolo do Oriente S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos", explica o folheto informativo da paróquia. O PÚBLICO não conseguiu falar com o pároco da freguesia, que se encontrava fora do país, nem com Troufa Real. Certo é que também entre os responsáveis do Patriarcado houve quem não gostasse do projecto. Mas a liberdade criativa do arquitecto foi mesmo assim respeitada. "Gosto de ideias que se aproximam do limiar entre o kitsch e o piroso", assumiu, em 2004, Troufa Real, que trabalhou a título gracioso para esta obra. Segundo a Construtora de Vila Franca, encarregada da primeira fase da empreitada, o edifício terá uma área de construção de 2700 metros quadrados, e nele serão consumidos 3600 metros cúbicos de betão e 500 toneladas de aço em varão. O projecto inclui diversos edifícios de menor dimensão para serviços paroquiais, mas do ponto de vista construtivo o mais complicado de fazer será a igreja propriamente dita, por incluir uma estrutura metálica - revestida por um casco dourado, se o orçamento o permitir - semelhante ao cavername de um barco. "Talvez tenhamos de recorrer a uma empresa da indústria naval", admite o responsável pela obra na construtora, André Silva. A paróquia ainda só conseguiu juntar um milhão de euros dos três necessários para a primeira fase dos trabalhos. in http://www.publico.clix.pt/Local/igrejacaravela-de-troufa-real-arranca-hoje_1410166 Especialista do patriarcado acha que igreja de Troufa Real para o Restelo dá muito nas vistas 17.11.2009 - 21:57 Por Ana Henriques A igreja em forma de barco que Troufa Real desenhou para o Alto do Restelo, e cuja construção começou ontem, “dá muito nas vistas”, admite o arquitecto que preside ao departamento do patriarcado encarregue de dar parecer sobre os novos templos.DR “É um edifício que se impõe. Uma igreja dos nossos dias deve ser mais discreta”, observa Diogo Lino Pimentel, director do secretariado das novas igrejas do patriarcado. Mas, segundo o mesmo responsável, já não há nada a fazer, uma vez que a decisão de permitir a sua construção foi há muito tomada pela hierarquia eclesiástica. O edifício tem sido alvo de alguma contestação, quer por causa da sua forma quer por causa da paleta de cores prevista para as fachadas e paredes – dourado, vermelho, cor-de-laranja e verde. O projecto inclui uma torre de cem metros de altura, em forma de minarete. Diogo Lino Pimentel recorda-se que quando o secretariado das novas igrejas foi chamado a pronunciar-se sobre o projecto, em 2001, emitiu um parecer que abordava a questão por dois prismas: “O da liberdade criativa do arquitecto e, por outro lado, a questão de saber se aquele projecto era aceitável em termos pastorais, da imagem que a igreja quer dar de si própria”. Foi em relação a este segundo aspecto que o arquitecto levantou algumas questões. “Mas esta reflexão que propus acabou por nunca ser feita”, relata. O tempo foi passando e o projecto acabou por ser aprovado pelo patriarcado, apesar das objecções levantadas. O assunto também não é pacífico entre os paroquianos do Restelo. “Estou farta de dizer ao prior que não gosto da igreja”, diz um deles. Outra paroquiana que se tem empenhado na obra admite que ela “tem umas coisas mais bonitas que outras”. “Mas quem gosta, gosta. Quem não gosta come menos”, observa. in http://www.publico.clix.pt/Local/especialista-do-patriarcado-acha-que-igreja-de-troufa-real-para-o-restelo-da-muito-nas-vistas_1410258 Lisboa Projecto da nova igreja de São Francisco Xavier não agrada a todos A construção da nova igreja da paróquia de São Francisco Xavier, no Alto do Restelo está a criar alguma polémica "O projecto de arquitectura baseia-se na vida do apóstolo do Oriente São Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos", explica o folheto informativo da paróquia. A nova igreja tem uma torre de cem metros de altura e um templo em forma de barco, um projecto do arquitecto Troufa Real. A primeira fase dos trabalhos - que compreende a construção da estrutura e fundações - vai custar três milhões de euros, adianta o Público. Em forma de minarete, a torre albergará um elevador panorâmico e só será erguida numa segunda fase da obra. O projecto já motivou alguns protestos. O movimento cívico Forum Cidadania pôs em causa a necessidade da nova construção, "quando o Patriarcado tem a Igreja de São Vicente de Fora fechada, porque está a cair aos bocados". O Forum critica ainda o projecto chamando-lhe uma “aberração urbanística". A Câmara de Lisboa diz que a obra está licenciada desde 2004/2005. Lucília Oliveira in http://www.fatimamissionaria.pt/noticia3.php?recordID=28399&seccao=2 19 Novembro 2009 - 00h30 Lisboa: Padre quer acabar com as missas num barracão Igreja polémica O padre da paróquia de S. Francisco Xavier, em Lisboa, aguarda com entusiasmo a construção da nova igreja no prazo previsto de um ano. "É fundamental ter uma igreja", sublinha António Colimão ao CM, recordando que "desde 1990 as missas são realizadas num barracão, na rua Diogo Afonso", no Restelo. O padre diz ter dificuldade em compreender porque surgiram vozes críticas após o início das obras, há dois dias. "O projecto conta com mais de dez anos e levou os cerca de dez mil fiéis da paróquia a reunirem três milhões de euros em peditórios sem haver contestação", disse. Pelo abuso das cores, a obra levou o movimento cívico Fórum Cidadania a colocar em causa a necessidade da nova construção. O próprio director do secretariado das novas igrejas do Patriarcado, Diogo Lino Pimentel, sublinhou que "uma igreja dos nossos dias deve ser mais discreta". O mesmo responsável chegou à conclusão de que agora não há nada a fazer para impedir a construção: o Patriarcado tomou a decisão de construir a igreja há já alguns anos. A igreja é um projecto oferecido pelo arquitecto Troufa Real sem qualquer traço de discrição. O corpo central do templo é uma caravela dourada encostada a um paredão vermelho. A obra conta também com uma torre panorâmica de cem metros. A igreja será erguida num lote cedido pela Câmara Municipal de Lisboa com cerca de 3300 m2 no Alto do Restelo (delimitado, a nascente, pela avenida Ilha da Madeira). A obra de Troufa Real baseia-se na vida do Apóstolo do Oriente, S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos, com uma elevada carga simbólica. A igreja em forma de caravela dourada homenageia, assim, o papel evangelizador português na Ásia. Numa segunda fase será erguida a torre que lembra um minarete. APONTAMENTOS MEIO SÉCULO A paróquia foi criada há meio século e autonomizada de Santa Maria de Belém em 1990. A devoção a São Francisco Xavier resulta da ligação do Restelo aos Descobrimentos. Pela colina circulavam pessoas e bens que partiam para o Oriente. EVANGELIZADOR S. Francisco Xavier nasceu em 1506, em Navarra (Espanha), e morreu em 1552, em Sanchoão (China). A Igreja Católica Romana considera que tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo. SEIS BLOCOS O templo será construído em seis blocos: 1.º (em construção) é a igreja; 2.º a torre e baptistério; 3.º serviços de apoio ao culto e casa do pároco; 4.º salas de formação religiosa; 5.º auditório e salas de audiências; 6.º salas de acção social. João Saramago in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=57678037-2E2F-42F1-B965-5FA743E6F966&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
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Guimarães | Requalificação do Largo Martins Sarmento | Miguel Frazão
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
http://www.guimaraesdigital.com/index.php?a=noticias&id=39575 -
Rentabilização do recinto construído para o Euro 2004 é dor de cabeça sem remédio à vista. E já há quem admita uma solução radical: deitar abaixo a obra de Tomás Taveira "Como rentabilizar o estádio municipal ?" A questão anima, ciclicamente, as hostes políticas e desportivas em Aveiro. O recinto de-senhado por Tomás Taveira e construído para o Euro 2004, com lotação de 30 mil lugares, recebe quinzenalmente pouco mais de 2000 pessoas para os jogos do Beira-Mar, na II Liga. E não consegue mudar a imagem que lhe está associada: um monte de betão colorido deixado ao vazio. Agora, há quem defenda em Aveiro uma solução radical - a demolição. O recurso ao camartelo já se tornou o primeiro grande debate do novo mandato autárquico e foi assumido muito a sério pelo líder concelhio do PSD, partido que comanda a autarquia. "A implosão do estádio não é uma aberração completa, mas não quer dizer que a defenda", disse Ulisses Pereira, actualmente deputado também na Assembleia da República, que faz depender essa "hipótese" da avaliação de "outras soluções" e de um referendo local aos aveirenses. O exemplo não é inédito, lembra Ulisses Pereira, ao dar conta do caso de uma cidade suíça onde haverá uma consulta idêntica em preparação."O estádio tem valor negativo, todos os anos acumula prejuízos", justifica o presidente concelhio do PSD, não vendo "nesta fase de crise" que surjam parceiros interessados no equipamento "sem o remodelar ou dotar de multifuncionalidades"."Não sei o que será mais barato, adaptar ou fazer de raíz", insiste Ulisses Pereira O presidente reeleito da Câmara, Élio Maia, "não comenta" a polémica instalada pelas declarações do líder concelhio do PSD, mas a oposição exige medidas. Pelo PS, Raul Martins, diz ser "competência" da autarquia encontrar as medidas adequadas, considerando, por isso, "não fazer sentido" referendar o futuro do estádio. António Regala, do PCP, já defendeu "a venda" do estádio, "mas apenas para caricaturar" o ponto a que se chegou, colocando a hipótese da implosão "ao mesmo nível". O Bloco de Esquerda, único partido a votar contra a construção do estádio, apressa-se "a responsabilizar", através de Nelson Peralta, os outros decisores políticos. "O referendo seria para lavarem as mãos dos problemas que criaram", acusa. DN Ideia de demolir estádio municipal de Aveiro tem poucos apoiantes A ideia de demolir o Estádio Municipal de Aveiro, devido aos elevados encargos com a manutenção e conservação deste equipamento, já se tornou no primeiro grande debate do novo mandato autárquico, mas a hipótese não parece colher muitos apoiantes. A ideia de demolir o Estádio Municipal de Aveiro, devido aos elevados encargos com a manutenção e conservação deste equipamento, já se tornou no primeiro grande debate do novo mandato autárquico, mas a hipótese não parece colher muitos apoiantes. O assunto que surgiu na praça pública através do presidente da Concelhia de Aveiro do PSD, Ulisses Pereira, tem sido discutido não só nas mesas de café, como também nas bancadas do próprio estádio, como aconteceu no último Domingo, durante a realização do jogo entre o Beira-Mar e o Torre de Moncorvo a contar para a Taça de Portugal. "Não faz sentido nenhum pensar numa coisa dessas com o dinheiro que se gastou aqui da Câmara, do Estado e de toda a gente", dizia João Gonçalves um dos 350 espectadores que assistiam ao desenrolar da partida - pouco mais de um por cento da lotação do estádio. Este sócio do Beira-Mar há 40 anos admite que o estádio "é um elefante branco", mas diz que isso se deve ao facto de a autarquia ter "parado no tempo", referindo-se ao facto de os projectos complementares que estavam previstos para a área envolvente ao estádio não terem saído ainda do papel. " Nos últimos quatro anos não se investiu aqui nada do que estava projectado e isso podia ajudar a chamar mais pessoas para que o estádio tivesse rentabilidade. É isso que falta", diz. Este adepto afirma também não estar convencido com a conversa de que o estádio fica muito caro ao fim do mês e que a Câmara não aguenta: "Isso é pura mentira, porque vamos olhar para Leiria, para Coimbra... então essas Câmaras não podem?", questiona. José Ferreira também discorda da ideia de deitar abaixo o estádio. "Acho que foi uma ideia infeliz, porque está aqui muito dinheiro empatado e acho que é um desperdício", diz este adepto que sugere que, para rentabilizar melhor este espaço, se siga o exemplo de outros estádios com a realização de espectáculos, por exemplo. Uma ideia partilhada por António Trindade, de Angeja, que defende que é preciso estudar outras alternativas para rentabilizar este equipamento. "Em Coimbra ainda agora vão fazer um concerto e criam eventos, que se também fossem criados aqui iam ajudar a pagar as despesas. É preciso serem criativos e Aveiro tem pouco disso", diz este adepto. "Com tanto dinheiro aqui empregue é um absurdo falar-se assim", afirma António Trindade, lembrando, por outro lado, as "muitas pessoas que foram expropriadas e venderam os seus terrenos pelo preço da uva mijona para se construir isto". Atento à conversa, um outro adepto, sentado numa fila de cadeiras mais abaixo, comentava com o seu vizinho de bancada: "Já viste que se tivéssemos de acabar com todas as coisas que dão prejuízo neste País...". O presidente da Concelhia de Aveiro do PSD, Ulisses Pereira, que sugeriu na passada semana a demolição do estádio, já veio esclarecer entretanto que não defende a implosão do equipamento, mas diz que essa hipótese deve ser estudada porque "pode ter algum sentido". "Devem ser estudadas todas as alternativas possíveis para viabilizar aquele equipamento desportivo, incluindo a eventualidade de o substituir integralmente por um outro equipamento de menor dimensão", defende Ulisses Pereira, actualmente deputado também na Assembleia da República. Neste cenário, o social-democrata admite que a substituição integral pressupõe a demolição, que segundo o mesmo responsável, pode ser feita de várias formas, nomeadamente a implosão. Jornal de Negócios com Lusa Demolir Estádio de Aveiro?! Conforme notícia avançada nos jornais da uma das televisões generalistas portuguesas, os dirigentes da cidade de Aveiro estão a pensar seriamente em demolir o estádio que foi construído para o Euro 2004 para acabar, dizem eles, com os prejuízos! Mas que raio de solução é esta?! Um estádio construído de raiz, com apenas 6 anos de vida, bonito, confortável, e dentro de todas as normas desportivas, é para destruir? Não há forma de o rentabilizar? As pessoas em Portugal, pelo que se vê, até de pensar estão divorciadas! Se pensarem, seriamente, em rentabilizar o estádio não encontrarão soluções compatíveis e que acabem com os prejuízos? Não é obrigatório que lá só se jogue futebol, pois podem efectuar-se inúmeras outras coisas e muitos outros eventos. Por exemplo, os U2 vão a Coimbra, porque não irem também a Aveiro?! Não encheriam o estádio? E conforme falei nos U2 porque não outros? Que soluções teriam vocês para acabar com os prejuízos, ou minorá-los? relvado via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=984622&page=2
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Ainda cheira a tinta e a mobiliário acabado de desencaixotar, mas nada que ofusque a beleza de um dos mais belos edifícios classificado como monumento nacional, de estilo Barroco, que acolhe a partir desta quinta, 1, (a abertura oficial é só dia 2) mais uma Pousada de Portugal Histórica. Mas esta não é uma qualquer. É a maior do País - com 87 quartos - e a primeira a ser instalada no Porto. Até agora as mais próximas encontravam-se em Guimarães, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira e Valença. O próximo fim-de-semana (prolongado, por sinal) há muito está completo. A procura para alojamento e realização de eventos (uma das apostas) tem sido intensa. Até ao final do ano, há três casamentos marcados, além de empresas a "alugar" a pousada para encontros empresariais. Mas entremos nesta que é, por ora, a maior coqueluche do Grupo Pestana (GP), gestor das Pousadas de Portugal e será, certamente, um luxuoso cartão de visita do Porto. A estadia quer-se imponente. A dormida far-se-á no edifício contíguo - o da antiga Fábrica das Moagens Harmonia, que albergou o Museu da Ciência e Indústria - mas a recepção e grande parte da zona social está no palácio, com traços do italiano Nicolau Nazoni, "obrigando" hóspedes a passear por este imponente lugar. "O objectivo é que sintam o palácio, o momento, a força do espaço", conta, enquanto nos guia, Mariana Lacerda, 36 anos, directora geral desta pousada. Logo junto à recepção avista o business center e a capela. Caminhamos para a imponente Sala dos Espelhos onde funciona a zona social de apoio ao bar. Nas áreas circundantes encontra-se a sala destinada a provas de vinhos e o restaurante (com capacidade para 80 pessoas) coordenado pelo chefe Álvaro Costa (ex-Pestana Porto). Neste percurso, é impossível não deter o olhar para as inúmeras pinturas que preenchem paredes e tectos, e para o chão em madeiras rosa, cetim e pau-santo. Colada ao rio Uma "cozinha tradicional portuguesa rebuscada, com os mesmos ingredientes mas um serviço mais clean", são as apostas deste chefe, 31 anos, que criou uma carta de raiz. A particularidade da cozinha ter um antigo forno a lenha vai poder ser saboreada no cabrito assado, no arroz de pato e na chanfana. Do restante cardápio destaca-se a carne arouquesa, o peixe grelhado, sem esquecer os clássicos bacalhau à Zé do Pipo e tripas à moda do Porto. A doçaria será conventual e a ligação ao vinho inevitável. A começar por um dos pratos do restaurante: o bife à portuguesa, confeccionado com vinho do Porto. "O palácio brilha mais do que todos nós juntos, o resto é acessório", remata o chefe, orgulhoso com o desafio. Todo este piso nobre (o do meio) dá acesso à entrada principal do Palácio (situada de lado como era habitual no século XVIII) e onde foi colocada uma esplanada. Para se dirigir, então, aos quartos, o hóspede terá que descer ao rés-do-chão rumo ao edifício contíguo (a ligação é feita através de uma pequena cobertura, uma das obras a cargo do arquitecto David Sinclair). Este foi o espaço que necessitou, aliás, de maior intervenção já que reconverteu uma antiga fábrica/museu num local para dormir. É aqui que se encontram os 87 quartos - entre os quais uma suite especial (70 m2) com um terraço com vista para o rio - piscina interior com spa e diversas salas para eventos. Lá fora, o deslumbre continua nos jardins. Uma antiga capela (da qual apenas existia uma parede) deu lugar ao bar de apoio (que servirá refeições leves). A piscina quase se confunde com o rio. Aí, dentro de água, não faltam três bancos com jacuzzi ideais para gozar a paisagem que se depara em frente. Espreguiçadeiras e chapéus em tom acastanhado completam o cenário. A alta chaminé (que pertenceu à fábrica) deu lugar a um churrasco. Do histórico ao contemporâneo "A grande mais valia vai ser a vista rio", sublinha a directora. A cumplicidade entre o Douro e a pousada é, de facto, uma constante. Avistam-se, de todas as janelas, as suas águas calmas. "O palácio não precisa de cortinas" metaforiza Jaime Morais, brasileiro responsável pela arquitectura de interiores. "Há pessoas que precisam de uma roupinha para parecerem mais bonitas, o palácio pode andar de t-shirt." A localização "é generosa", realça quem conheceu este local "num dia cinzento, carregado, quase noite", mas sentiu "um arrepio extraordinário". "Não estava à espera de encontrar esta riqueza." O arquitecto - ligado a outros projectos como o Convento do Carmo, em S. Salvador da Baia, Brasil, e à futura reconversão da Cidadela de Cascais em pousada - dividiu a decoração de acordo com os dois espaços: o palácio, no qual a grande preocupação era não mexer na intervenção feita por Fernando Távora, e a antiga fábrica onde sentiu "maior liberdade de trabalho". Neste edifício sobressai o tom magenta, monocromático, "criando uma atmosfera que apela ao sentimento". Em toda a pousada mistura-se mobiliário português com objectos antigos e contemporâneos. O interior está decorado com peças oriundas de vários museus municipais do Porto, desde mobiliário do Barroco ao século XIX, a faianças e porcelanas portuguesas trazidas da colecção do Museu Nacional Soares dos Reis. Além de obras cedidas pela Fundação Júlio Resende. O arquitecto sublinha a importância desta ligação. "Dentro de um bem cultural, é preciso reforçar com outros bens culturais." Daí que exista a intenção de abrir a porta a artistas contemporâneos dando continuidade e esta dinâmica. "Nesta zona oriental da cidade o palácio vai abrir portas para outro tipo de negócio", acredita Mariana Lacerda. Certo é que a 4.ª pousada do Grupo Pestana, investimento de 10 milhões de euros, não deixará ninguém indiferente. in http://aeiou.visao.pt/galeria-de-fotos-dormir-num-palacio=f531303
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Governo aprova Fundo Capital Criativo com capital inicial de 22,5 milhõesNegócios01/10/09, 17:10 OJE/Lusa O Governo aprovou um fundo de capital de risco para as Indústrias Criativas e Culturais que terá um capital inicial de 22,5 milhões de euros. Fundo Capital Criativo foi o nome escolhido para designar o novo instrumento que visa "colmatar uma falha de mercado no financiamento e partilha de risco de projectos inovadores no sector das Indústrias Criativas e Culturais", indica um comunicado conjunto do ministério da Economia e da Inovação e do ministério da Cultura. Dos 22,5 milhões de euros que constituem o capital inicial do novo fundo, 10 milhões de euros serão investidos através do programa COMPETE do QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional, 7,5 milhões de euros pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e 5 milhões de euros pela Portugal Telecom. Posteriormente o Fundo Capital Criativo será aberto à participação de outros investidores, instituições financeiras ou outras, que manifestem vontade de investir neste "instrumento financeiro inédito", adianta o comunicado. O Fundo visa apoiar o aparecimento de novos actores e novos agentes empresariais não só nas indústrias culturais tradicionais (cinema, vídeo, livro e disco) como nas artes performativas ou nas indústrias criativas, nomeadamente conteúdos de televisão e rádio, arquitectura, design (gráfico, industrial, moda), artes e antiguidades. As áreas do software interactivo e de entretenimento, a publicidade e outros sectores a elas ligados serão também contemplados. O Fundo Capital Criativo visa apoiar projectos de investimento inovadores em qualquer destas áreas, independentemente da sua fase de desenvolvimento ou estágio de maturidade (incluindo projectos novos, crescimento e expansão, inovação e internacionalização), salienta-se no comunicado. in http://www.oje.pt/noticias/negocios/governo-aprova-fundo-capital-criativo-com-capital-inicial-de-225-milhoes Aprovada constituição de Fundo para as Indústrias Culturais e Criativas 2009-10-01 Ministério da Economia e da Inovação Gabinete do Ministro Ministério da Economia e da Inovação e Ministério da Cultura aprovam a constituição de um Fundo para as Indústrias Criativas e Culturais O Ministério da Economia e da Inovação e o Ministério da Cultura aprovaram a constituição de um Fundo de Capital de Risco especializado para as Indústrias Criativas e Culturais, designado Fundo Capital Criativo. O Fundo Capital Criativo terá um capital inicial de 22,5 milhões de euros, dos quais 10 milhões de euros serão investidos pelo programa Compete do QREN (em resultado da linha específica do Concurso n.º 01/SAFPRI/2009), 7,5 milhões de euros pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e 5 milhões de euros pela Portugal Telecom. Posteriormente, o Fundo será aberto à participação de outros investidores, instituições financeiras ou outras, que manifestem vontade de investir neste instrumento financeiro inédito. O Fundo Capital Criativo vem colmatar uma falha de mercado no financiamento e partilha de risco de projectos inovadores no sector das Indústrias Criativas e Culturais, que tem sido uma das prioridades estratégicas do Ministério da Cultura. O Fundo visa apoiar o aparecimento de novos actores e novos agentes empresariais não só nas Indústrias Culturais tradicionais (cinema, vídeo, livro e disco), como nas Artes Performativas ou nas Indústrias Criativas propriamente ditas: conteúdos de televisão e rádio, arquitectura, design (gráfico, industrial, moda, etc.), artes e antiguidades, software interactivo e de entretenimento, publicidade e outros sectores conexos (por exemplo, turismo, património e memória). Poderão ser apoiados pelo Fundo Capital Criativo projectos de investimento inovadores em qualquer destas áreas, independentemente da sua fase de desenvolvimento ou estágio de maturidade (incluindo projectos novos, crescimento e expansão, inovação e internacionalização). Com a criação deste Fundo é colocado à disposição dos agentes criativos e culturais um instrumento de partilha de risco e financiamento especializado que poderá apoiar o fortalecimento das suas organizações, não só com recursos financeiros mas também com suporte à organização e gestão empresarial, promovendo-se assim um diálogo virtuoso entre o mercado financeiro e os agentes criativos e culturais. A criação do Fundo Capital Criativo vem ao encontro de diversas recomendações da União Europeia para a criação de instrumentos de financiamento especializados no sector bem como das melhores práticas do mercado. Para que se compreenda a sua importância, sublinha-se que nos últimos cinco anos o sector tem tido um relevante contributo para o desenvolvimento da actividade económica europeia, sendo caracterizado por uma alta taxa de crescimento e pela geração de emprego com um elevado nível de qualificação. in http://www.governo.gov.pt/pt/GC17/Governo/Ministerios/MEI/Notas/Pages/20091001.aspx
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Cultura e Lazer Casa dos Cubos arrecada prémio de arquitectura O projecto da Casa dos Cubos, em Tomar, onde actualmente está instalado o CMIA – Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental ganhou a final do concurso “Architect Award ABF 2009”, cerimónia que teve lugar no passado dia 22 de Setembro, em Praga, na República Checa. É a segunda distinção internacional, ao nível da arquitectura do edifício, que a Casa dos Cubos recebe uma vez que já foi vencedora do prémio “Contractworld Prize Winners”, na Alemanha, na categoria de “Conversion”. Na sequência do prémio o projecto esteve exposto na Feira Internacional “FOR ARCH” 2009, que decorreu em Praga, entre os dias 22 a 26 de Setembro. O projecto de arquitectura da Casa dos Cubos é assinado pelo gabinete Embaixada e foi executado pela empresa Alpeso. O espaço localiza-se junto à praceta Alves Redol e foi inaugurado a 1 de Março de 2007. O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD) congratula-se por, mais uma vez, o projecto da Casa dos Cubos ser reconhecido internacionalmente. O autarca felicita a equipa de arquitectos que assina o projecto que “pela excepcionalidade com que pensou a recuperação do edifício”, divulga o nome de Tomar fora do país. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=411&id=58052&idSeccao=6281&Action=noticia
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Museu de Arte Contemporânea vai ser construído na Avenida do Mar Regional | 2009-10-04 08:30 O Museu de Arte Contemporânea será implementado na Avenida do Mar e pretende ser um pólo dinamizador da cultura na maior cidade dos Açores. O edifício está a ser projectado pelo arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer que participou na construção da sede da ONU, em Nova Iorque. A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai construir um Museu de Arte Contemporânea, na zona nascente da cidade, junto à Avenida do Mar, num projecto que está a ser desenvolvido pelo arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer. Berta Cabral, presidente da autarquia de Ponta Delgada, considera que esta nova infra-estrutura vai funcionar como "um pólo de dinamização da cultura na cidade de Ponta Delgada", que presentemente, apenas, é servida pelo Museu Carlos Machado e Museu Militar. "Uma cidade do século XXI merece um espaço próprio para os trabalhos dos artistas locais contemporâneos, dos quais já se possui um significativo espólio", afirmou a presidente da autarquia. A execução do projecto do Museu implica um investimento a rondar os três milhões de euros, que irá beneficiar de financiamento dos fundos da comunidade europeia e da autarquia. "Vamos investir dinheiro da autarquia e fundos comunitários, aproveitando o actual quadro de apoios", explicou. Actualmente a construção deste museu está na fase de estudo prévio, devendo avançar em breve para a fase das especialidades. O início da obra está previsto para 2010, segundo apontou Berta Cabral. A nova infra-estrutura vai servir para apresentar o espólio que já foi adquirido pela autarquia, devido aos investimentos efectuados ao longo dos últimos anos na cultura, mas também para apresentar diversas "exposições itinerantes, através de protocolos com outros museus, conforme efectuamos com o Coliseu Micaelense, podendo receber exposições de museus internacionais, sobretudo de países da Macaronésia", destacou a presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Berta Cabral sublinha que uma cidade moderna necessita de um espaço cultural com estas características, que vai contar com a assinatura de um dos arquitectos mais consagrados no mundo, para potenciar a cultura e dinamizar o turismo em Ponta Delgada. "Oscar Niemeyer é um arquitecto de referência mundial que vai deixar a sua marca na cidade de Ponta Delgada", garantiu. Ao arquitecto Oscar Niemeyer foi solicitado que incluísse no Museu, diversas salas de exposições e ateliers, um anfiteatro e outras necessidades inseridas na estrutura de um Museu. "Foi entregue um programa e o arquitecto estabeleceu aquilo que lhe parece ser adequado para um Museu de Arte Contemporânea na cidade de Ponta Delgada", afirmou a presidente da autarquia. Arquitecto é referência mundial O arquitecto Oscar Niemeyer, com 101 anos, é uma referência mundial na arquitectura, tendo integrado a equipa que desenvolveu o projecto para a construção da sede da ONU, localizada em Nova Iorque, em 1947. Oscar Niemeyer é autor de diversos projectos de arquitectura sobretudo na América Latina, onde se destaca o Ministério da Educação e Saúde e a construção das principais infra-estruturas públicas da cidade de Brasília, a capital do Brasil, que é cidade património da Unesco. Na Europa, destaca-se a construção de diversas infra-estruturas privadas em Israel, em 1964 e 1965. Projectou a sede do Partido Comunista Francês, em 1965, conjuntamente com outras infra-estruturas privadas. Mas a sua fama levou a que o seu talento fosse requerido em Itália, Inglaterra e Alemanha. Em Portugal construiu o Casino da Madeira, inaugurado em 1976, composto por um hotel de cinco estrelas, um centro de congressos e um casino, numa das estruturas arquitectónicas mais conhecidas da ilha da Madeira. Também construiu o centro habitacional de Algés e a fundação Luso-brasileira. A carreira do arquitecto foi consagrada com a inauguração em 22 de Novembro de 2002 do Museu Oscar Niemeyer, instalado numa área de 35 mil metros quadrados, na cidade de Curitiba. Luís Pedro Silva in http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/194058
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Óscar Niemeyer em recuperação nos cuidados intensivos Nome influente da Arquitectura Moderna Internacional tem obra na Madeira O arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer, de 101 anos de idade, está em recuperação na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, após ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, citada pela agência Estado, a recuperação do arquitecto prossegue dentro do esperado. Niemeyer foi submetido a uma operação de três horas, na tarde da passada quarta-feira, para retirar um tumor no cólon. O problema foi detectado após uma primeira intervenção, no último dia 24, para a retirada de um cálculo na vesícula. Autor de alguns dos mais emblemáticos edifícios brasileiros, nomeadamente o complexo governamental de Brasília, Niemeyer é considerado um dos nomes mais influentes na Arquitectura Moderna internacional. Na Madeira o arquitecto foi responsável pelo projecto do Casino Park Hotel. Recebeu em 1988 o mais alto galardão da arquitectura internacional, o Prémio Pritzker, dos Estados Unidos. Lusa in http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn01013204041009
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projectos Três mundos 04 Outubro 2009 Associados, os ateliers OMA, de Rem Koolhaas, e Urbanus Architects venceram o concurso internacional para aquele que se pretende ser o mais inovador centro criativo do mundo, a erigir em Shenzhen, cidade do Sul da China a que a UNESCO atribuiu, no ano passado, o título de "Cidade do Design". O Centro ficará localizado na "Ilha de Cristal", um espaço inteiramente destinada à arte, à cultura e à política também. Para a elaboração do projecto, o colectivo do atelier holandês Rem Koolhaas e dos arquitectos chineses do Urbanus deu especial importância ao simbolismo das formas e à organização espacial que vigora na China há milhares de anos e ainda hoje orienta os principais edifícios e a malha urbana do país. O projecto irá funcionar como um complexo centro urbano, desenvolvido acima e abaixo do solo, marcado por edifícios culturais e administrativos, rede de transportes públicos e vastos espaços públicos, como parques e jardins. Conceptualmente, a proposta desenvolve a ideia de mundos superiores e inferiores, caracterizados de forma individual, intercalados por um "mundo intermédio", um elemento de união entre o "alto" e o "baixo". Acima do solo, o centro criativo caracteriza-se por um núcleo central de 20 hectares, em que espaços públicos e jardins coexistem com áreas edificadas isoladas, apelidadas de design villages, compostos de pavilhões e habitações. Esta forma de urbanismo dispersivo é definida e rodeada por um elevado anel pedestre, que liga múltiplos elementos e infra-estruturas. Fortemente iluminado, quer durante o dia quer de noite, o anel adquire uma expressão irreal, com uma forte carga simbólica, que assinala ser este o "mundo da luz". O território abaixo do solo, tradicionalmente cavernoso e escuro, é caracterizado por um complexo sistema de caminhos e "atalhos" que unem os meios de transporte subterrâneos - como as estações de comboio e metro - a praças de táxis, e dão acesso a áreas comerciais, à Câmara Municipal de Shenzhen, já existente, e ao futuro centro criativo. No coração geométrico do projecto, e a ligar estes dois mundos, está previsto o "Olho de Shenzhen", um espaço vazio, de forma esférica, aberto ao céu e sem qualquer função prática. De acordo com a tradição chinesa e não só, simboliza o "centro imutável" e concentra a energia e a visão necessárias ao melhor futuro da "Cidade do Design". Para a equipa de arquitectos, e já num registo mais próximo do pensamento ocidental, esta proposta para o Centro Criativo de Shenzhen permite criar "urbanidade sem densidade e proporciona a comunhão através de actividades interligadas. Todas as áreas serão sedimentadas numa paisagem de multiplicidade, permeabilidade e abertura graças a actividades e pensamentos criativos". Com esta proposta, a cidade de Shenzhen irá criar condições físicas e metafísicas para o sonho e a imaginação, potenciar a criatividade dos habitantes e perpetuar o epíteto de "Cidade Criativa". Tags: Artes, Arquitectura in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1380689&seccao=Arquitectura
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José Manuel dos Santos Paula Rego José Manuel dos Santos (www.expresso.pt) 8:00 Terça-feira, 6 de Out de 2009 Ela estava fatigada e feliz. A casa encheu-se de gente, e mais gente, e mais gente. Toda essa gente obedecia aos quadros. Subjugada, olhava-os como se olham as imagens nas igrejas antigas. Corria um silêncio murmurado de exclamações. Cá fora, no jardim, existia o movimento dos corpos e dos copos, que põem a vista num turbilhão de onde não sai mais. Havia a festa da festa: os braços dançavam em vez das pernas. Os gestos cruzavam-se e colidiam. A montanha-russa das vozes andava para cima e para baixo. As conversas caíam umas sobre as outras, acabavam antes do fim, começavam depois do princípio. Tudo se cruzava e se cortava. Todos estavam alegres por estarem ali e todos estavam ali para estarem alegres. Todos cumprimentavam todos com o sorriso de todos. Nestas alturas, a malícia segue a alegria. Dizem-se palavras que a mostram, fazem-se sinais que a escondem. A consciência da selecção torna quem foi seleccionado ainda mais selectivo. Este darwinismo mundano tem as suas leis, e uma delas diz que aqui não ganha o mais inteligente, o mais forte, ou o mais sábio. Ganha o mais ágil, o mais surpreendente, o que melhor se sabe adaptar. Foi Proust quem empurrou os mundanos e a mundanidade, essa desocupação tão ocupada, para um vazio de que teve longamente a experiência, o gosto e, finalmente, o remorso. A sua obra é escrita contra esse vazio, mas, sem a memória dele, não seria o que é. Proust dizia que o artista é o escravo de uma rainha chamada solidão. Ela sabe isso. O jardim estava cheio de gente que a ocultava. Mas, de repente, como num filme, surgia dela um grande plano. Batia-nos no rosto, contente e cansada. Estava com os amigos, ou com os amigos dos amigos - e isso lhe bastava! Todos a queriam ver, todos lhe queriam falar, todos a queriam ouvir, todos a queriam tocar. Estava vestida como para uma peça de teatro em que fizesse de Paula Rego. A sua aura, o valor da obra, a ênfase da ocasião davam àquele dia o prestígio da História. Quem lá estava não queria esquecer que lá esteve. E queria levar consigo a frase ouvida, a mão agarrada, a face beijada, o quadro olhado. Queria levar isso na memória disso. Paula Rego estava ali e estava fora dali. Sabe aproximar-se com distância. E sabe distanciar-se com proximidade. Sabe falar com silêncios que a defendem. Sabe rir com risos que a protegem. Sabe andar com passos que a recuam. Em todo aquele dia, naquela peça, fazia de Paula Rego - Branca de Neve na casa da floresta. E nós éramos os seus anões. Não sete, nem setenta, nem setecentos - mas sete mil! Eu estava lá, e ela chamou-me. Então, escolheu as palavras certas para não dizer o que se costuma dizer ("Obrigado por ter vindo", por exemplo). A Paula não diz lugares-comuns, mesmo quando os ouviu durante horas a fio. Ela é sempre ela, com o seu génio ágil e uma estratégia exacta para que não a culpem de o ter. Quando saí, voltei a olhá-la. Estava ainda mais cansada e mais feliz, como que suspensa. Penso que, em momentos assim, olha e vê animais: "Este é um gato; aquela, um cão; aquele, um porco; aquela ali, um coelho... não, um rato." No dia seguinte, falei-lhe pelo telefone: estava tão atordoada que ia fugir. Fugir para dentro de si, fugir para a pintura, fugir para Londres. É lá que é a sua casa, o seu castelo, a sua prisão - nesse ateliê que parece os bastidores de um teatro, cheio de bonecos sob a luz. A Casa das Histórias, em Cascais, também lhe pertence, porque é verdadeira e imaginativa como ela. Vi aquela arquitectura que tem o rigor na imaginação e às vezes mesmo no desespero. As cores exteriores, o verde do jardim e o almagre das paredes encontram-se e festejam-se. A casa está cheia de génios bons e maus. Cheia de histórias. Isto é, de segredos, de suspeitas, de ameaças, de crueldades, de crimes, de castigos. E de memórias, de enigmas, de adivinhas, de narrativas, de moralidades. Tudo o que lá está mostra que os grandes artistas são capazes de alcançar o mundo. De o dominar. De o destruir. De o substituir. A obra de Paula Rego, inesperada até quando é esperada, anda de um lado para o outro, e nós seguimo-la com um olhar atento, assustado, maravilhado. Olhamos o todo, e o pormenor, e o todo que já é outro depois de olhado o pormenor. Ali está o que não nos pertence: o gesto duro que põe e arranca a venda dos olhos. Em todos os tempos da vida, ela fez a sua obra com génio, obsessão, assombro. E desassombro. Eu adoro-a e estou feliz com a felicidade dela. Oxalá os portugueses a mereçam. José Manuel dos Santos colunista regular do "Actual" Texto publicado na edição do Expresso de 3 de Outubro de 2009 in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/538972
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Descoberta 'sala giratória' do imperador Nero Arqueólogos franceses do Centre Camille Julian, da Universidade de Provence, descobriram a sala de banquetes do imperador Nero, elemento de prestígio da Domus Aurea, palácio imperial construído no séc. I a.C. sobre o monte Palatino, em Roma. Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt), Com agências 3:32 Quinta-feira, 8 de Out de 2009 A sala de banquete do palácio dourado girava dia e noite a imitar o movimento de rotação da Terra Fabio Campana/EPA Nero , o vaidoso e extravagante imperador romano, fazia tudo para impressionar os seus convidados. Prova disso é a sala de banquetes do palácio dourado, agora descoberta em Roma por arqueólogos franceses. A 'Cenation rotunda', de forma circular, girava dia e noite a imitar o movimento de rotação da terra. A surpreendente descoberta foi anunciada ontem por Françoise Villedieu, directora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (Université de Provence ), que coordenou os trabalhos da equipa de arqueólogos. A sala faz parte do grande palácio do imperador, também conhecido pela designação latina de Domus Aurea , o qual foi desenhado depois do grande incêndio que destruiu Roma em 64 a.C. Curiosamente, o achado arqueológico verificou-se durante um trabalho de rotina para a manutenção da fragilizada área do monte Palatino , uma das sete colinas de Roma. Segundo Villedieu, a 'sala giratória' representa um elemento impar da arquitectura romana. Uma área de 60 metros de comprimento do 'novo' pavilhão da Domus Aurea poderá estar conservada. As escavações feitas até aqui permitiram identificar os espaços supostamente de serviço, situados por baixo da sala, assim como uma parte do mecanismo que assegura a rotação do chão. Por decisão do Instituto Arqueológico e do Ministério da Cultura italianos as escavações vão prosseguir ao longo dos próximos anos. in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/540008
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Ateliê de arquitectura renasce com o Audax O curso de arquitectura não chegava para saber gerir um negócio. Ana Jara e Lucinda Correia recorreram ao Audax. Jornal de Negócios Online negocios@negocios.pt O curso de arquitectura não chegava para saber gerir um negócio. Ana Jara e Lucinda Correia recorreram ao Audax. Para Ana Jara e Lucinda Correia, a aventura empreendedora começou em 2005, quando as duas arquitectas decidiram instalar-se num "ateliê" próprio. Mas, com o passar do tempo, foram-se apercebendo de que a faculdade não as tinha preparado para gerir um negócio. "Achámos que precisávamos de encontrar uma forma de pôr a coisa a funcionar e transformar o nosso trabalho conjunto numa empresa viável", recorda Lucinda. Uma pesquisa na Internet levou-as até ao Audax, o Programa de Especialização em Empreendedorismo e Criação de Empresas lançado no ISCTE, em Lisboa. A experiência, diz Ana, foi muito enriquecedora, especialmente porque esta era a primeira vez em que a jovem empresária contactava com matérias tão díspares como o "marketing", a economia, ou o enquadramento jurídico de uma empresa. "Venho de uma área de formação técnica e artística, mas que nada nos ensina sobre empreendedorismo e sobre a forma de montar uma empresa e fazê-la funcionar", nota. No segundo semestre, o da elaboração do plano de negócios, o projecto integrou Sara Goulart, uma amiga de Ana e antiga cliente do ateliê, cujo trabalho na área da comunicação veio complementar a formação técnica das duas arquitectas e equilibrar as competências necessárias à evolução da empresa. A partir daí, começou um longo percurso para aperfeiçoar o projecto e transformá-lo num negócio de sucesso - um "ateliê" de arquitectura especializado na reabilitação urbana, oferecendo serviços que vão desde a procura de imóveis, ao estudo de viabilidade do investimento e à entrega do imóvel restaurado. Hoje, o plano de negócios está pronto e a empresa deve ser brevemente relançada no mercado, mas, desde a ideia primitiva ao produto final, houve muito trabalho de reflexão e reformulação. A cada 15 dias era feita uma apresentação perante a turma, em que os tutores e os colegas apreciavam e criticavam o projecto em conjunto, apontando falhas e sugerindo melhorias. "Foi um trabalho de partir pedra, de ir para casa digerir a crítica, de resolver problemas. No fundo, foi um repensar da forma como tínhamos imaginado a empresa", lembra Sara. Esta dinâmica, bem como o apoio permanente de que foram alvo, são apontados como as principais chaves de sucesso deste curso. Mesmo depois de terminado o período lectivo, o "ateliê" vai continuar a contar com a ajuda do Audax na procura de financiamento, por exemplo. Dentro em breve, será a vez de Ana, Lucinda e Sara ajudarem os novos alunos a perceber o que é preciso para se ser empreendedor. in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=390345
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Empreitada junto ao Tejo deve arrancar em 2010 e tem um orçamento de1,6 milhões de euros Abrantes aposta na construção de um centro náutico As margens do Tejo, em Abrantes, vão receber em 2010 o investimento de 1,6 milhões de euros num centro náutico, anunciou o ainda presidente da câmara municipal. Segundo Nelson de Carvalho (PS), que não se recandidatou, a autarquia decidiu adjudicar a concepção do projecto do centro náutico de Abrantes ao concorrente Telmo Cruz, do Atelier MXT Arquitectos, por 73 mil euros, “por ser a proposta mais vantajosa e por ser uma peça de arquitectura modernista que vai marcar todo o Aquapolis”. De acordo com o autarca, a infra-estrutura, a construir na margem norte do Aquapolis - Parque Urbano Ribeirinho, será “marcada pelo carácter inovador e contemporâneo”, com o projecto a apresentar a estrutura do equipamento sob a forma de um triângulo, fortemente marcada pela proximidade ao local de uma ponte ferroviária. “O futuro centro náutico é um projecto âncora para o Aquapolis”, enfatizou o autarca, acrescentando que o mesmo “irá afirmar-se no contexto da paisagem, tornando o objecto arquitectónico numa marca identitária, constituindo-se como um equipamento de referência e que permitirá alcançar o mercado global da alta competição”. Com 1.800 metros quadrados de área bruta e a ser equipado para acolher estágios de clubes e selecções, Nelson de Carvalho afirmou que o Centro Náutico “terá uma função centralizadora geradora de dinâmicas de eventos regionais, nacionais e internacionais”. “Já existem contactos avançados com clubes e selecções da Polónia, Japão e norte da Europa”, afirmou o autarca, adiantando que o futuro centro náutico “virá reforçar o Aquapolis enquanto pólo de atracção turística e desportiva, nomeadamente pelas condições que vai criar para o desenvolvimento de actividades náuticas” no rio Tejo. O futuro centro náutico de Abrantes foi um dos projectos apresentados ao PROVERE - Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos e “pode vir a ser objecto de candidatura aos programas operacionais financiadores do QREN, com prioridade de acesso em relação aos fundos comunitários”, disse o autarca. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=413&id=58382&idSeccao=6318&Action=noticia
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18/10/2009 Quando Teotónio Pereira queria ser “tecto” O retrato do arquitecto Nuno Teotónio Pereira na série Figuras Relevantes da Cultura Portuguesa é também um pedaço da história do Portugal do século XX. Um filme sobre Nuno Teotónio Pereira nunca poderia ser apenas um filme sobre arquitectura. O documentário de Joana Cunha Ferreira que a RPT2 exibiu ontem às 21h00 (um dos seis documentários sobre Figuras Relevantes da Cultura Portuguesa produzidos pela Midas) confirma isso: é também uma história do Portugal do século XX desde 1922, ano em que nasceu o menino que dizia que, quando crescesse, "queria ser tecto". Se Teotónio Pereira cresce num ambiente "conservador, monárquico e católico" e enquanto jovem "corre a inscrever-se na Mocidade Portuguesa", o curso nas Belas-Artes vai transformá-lo. A paixão pela Arquitectura leva-o a descobrir o movimento moderno, e o traço de Teotónio Pereira começa a marcar Lisboa e o país: da Igreja de Penamacor (o seu primeiro projecto, construído quando tinha 27 anos), ao Bloco das Águas Livres (com Bartolomeu Costa Cabral), que, nos anos 50, é "dos edifícios mais modernos de habitação que Lisboa conhece à época", passando pelo Edifício Franjinhas, e pela Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa. No filme, o arquitecto explica como "as novas ideias sobre o espaço comunitário [nas igrejas]" o entusiasmavam. E, ao seu lado, Nuno Portas recorda o lado experimental do projecto. "Tinha o princípio do shopping-mall", permitindo às pessoas atravessar o quarteirão através do espaço da igreja. Mas Teotónio Pereira foi também o combatente político, preso quatro vezes pela PIDE, torturado, libertado de Caxias a 26 de Abril, fundador do Movimento de Esquerda Socialista (MES), o homem que, no 1º de Maio de 1974, dizia: "Não nos podemos contentar com meias soluções, temos que ir até ao fim". E que, já depois de deixar a política partidária e de dissolver o MES, continuou a indignar-se por haver pessoas que ainda não têm condições de habitação dignas. O homem que "queria ser tecto" confessa, no final, que continua a acreditar que "o mundo pode ser melhorado". Alexandra Prado Coelho (PÚBLICO) in http://cinecartaz.publico.pt/noticias.asp?id=243127
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Ouvi um candidato a referir bem pior do que isso mas eh bem provavel que isso esteja na agenda da Ordem dos Arquitectos.
