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JVS

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  1. Apanhei na net por mero acaso.
  2. Lisboa Depois de obras na Escola Gil Vicente, entra água e abateu um tecto 12.12.2009 - 13:20 As obras da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa, no âmbito do programa de modernização do parque escolar, pioraram as condições do estabelecimento de ensino, segundo um parecer da comunidade escolar, a que a Lusa teve acesso.Raquel Esperança Na generalidade, os acabamentos "são de péssima qualidade”, diz o parecer “Com quinze dias de aulas, entra água em muitos pontos, abateu um tecto, as paredes estão já muito deterioradas, os pisos já destruídos, com portas e armários empenados”, descreve o parecer da comunidade escolar. A intervenção, iniciada em Julho de 2008, ainda não terminou, mas na parte da obra terminada e posta ao serviço da escola, a avaliação da comunidade escolar é negativa. “Em vez de uma escola melhor, é hoje visível por todos que o que está a resultar da actual intervenção é uma escola sem condições de trabalho, pouco segura, pouco funcional, pouco higiénica, de degradação rapidíssima”, lê-se no parecer. O projecto “desrespeitou inteiramente a traça anterior da escola” - inaugurada em 1949 - e “tudo o que eram materiais e traçados antigos foram substituídos por linhas novas e materiais mais recentes”. “O problema reside em que a escolha dos materiais não obedeceu a critérios de qualidade, resistência e durabilidade e que a escola original ficou completamente desfigurada”, aponta o documento. Sobre os materiais, especificam que “a escolha de aglomerados de madeira, ‘pladur’, plásticos, resinas, etc, em detrimento de pedra, mosaico, tijolo, madeiras sólidas, foi uma opção inadequada, com elevadíssimos custos”. “A qualidade do pavimento (rápida e irreversivelmente danificado) e a inexistência de protecções nas paredes (nomeadamente nos corredores), aliada à escolha da sua pintura a branco (rapidamente riscadas e repletas de grandes manchas de sujidade), dão a todo o edifício escolar (acabado de fazer) um aspecto de degradação já antiga”, lê-se no mesmo texto. Quanto aos acabamentos, consideram que “na generalidade, são de péssima qualidade”, com “pinturas deficientes ou inacabadas, rodapés sem qualificação, portas de salas e armários empenados”. “A execução de muitos aspectos da obra foi pouco rigorosa e negligente. Só assim se pode perceber que, às primeiras chuvadas do ano, entre grande quantidade de água em muitas vidraças e alguns tectos, chegando mesmo a abater o tecto de uma das instalações sanitárias dos alunos”, aponta a comunidade escolar no parecer. É também referido que “foram arrancadas várias dezenas de árvores”, tendo sido apenas plantados dois pinheiros. O parecer está assinado pelo director da escola, presidente do conselho geral transitório, associação de pais e encarregados de educação e associação de estudantes. À procura de soluções Contactada pela Lusa, fonte da empresa Parque Escolar, criada pelo Ministério da Educação para executar as obras do programa de modernização do parque escolar, afirmou que tem vindo a “tentar encontrar as soluções para os problemas detectados em conjunto com a direcção da escola”. “As obras na Escola Básica e Secundária de Gil Vicente ainda não estão concluídas, pelo que qualquer análise global apenas poderá ser feita após a sua conclusão”, acrescentou. A mesma fonte sublinhou que “os materiais utilizados têm sido aplicados com sucesso noutras escolas, porém, numa situação de obra, com as contingências que lhe estão associadas, nomeadamente as que se referem a limpeza e reduzido espaço para recreio e lazer dos alunos, poderá induzir a conclusões precipitadas”. “As árvores que foram abatidas, a maioria por não se encontrarem em condições, serão substituídas por outras. No final, o número de árvores será superior ao inicial”, esclareceu ainda a fonte. A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou na quinta-feira uma moção, apresentada pelo PCP, apoiando “a luta dos professores, pais, estudantes e trabalhadores não docentes, pela resolução da grave situação criada pelo Governo/Ministério da Educação/Parque Escolar, na Escola Secundária de Gil Vicente”. De acordo com a moção aprovada, a comissão de Cultura, Educação, Juventude e Desporto vai ouvir os representantes da comunidade escolar e acompanhar a evolução do processo”. in http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/depois-de-obras-na-escola-gil-vicente-entra-agua-e-abateu-um-tecto_1413604 Ficheiro PDF in http://www.parque-escolar.pt/admin/uploads/escolas/019_GilVicente_small.pdf
  3. Não há. Tenta o próprio gabinete de arquitectura.
  4. Não percebo. O que é que queres dizer com "mais"?
  5. Descrição O Museu “Casa das Histórias Paula Rego” é um projecto da autoria do Arquitecto Eduardo Souto Moura, sendo o edifício constituído por dois pisos, um técnico situado em cave e um térreo onde se desenvolvem as actividades relacionadas com as áreas expositivas. As áreas de exposição, a biblioteca e o auditório formam diversos volumes que se elevam do piso térreo. A estrutura destes volumes é constituída por elementos laminares (paredes, lajes e cascas), sendo as paredes em betão aparente, e as lajes de cobertura em estrutura mista (vigas metálicas e lajes colaborantes). Dos diversos volumes, realça-se o da livraria e o do bar, caracterizados pelas coberturas em forma pirâmide, de grandes dimensões e com os vértices “cortados”. Assim, a estrutura é um elemento chave desta obra, exigindo alguns cuidados especiais na fase de Projecto, nomeadamente na definição dos elementos a construir e na caracterização do betão - composição, cor, textura, trabalhabilidade, estereotomia da cofragem e localização das juntas de construção. Do ponto de vista dos serviços de engenharia, as especificidades deste edifício obrigou a uma concepção das diversas especialidades com especial atenção na integração das redes e equipamentos no edifício, tendo-se adoptado sistemas pouco intrusivos, destacando-se o sistema de climatização com tectos arrefecidos e o sistema de detecção de incêndio por aspiração. Foram também aplicadas das mais recentes técnicas e sistemas de SEAI (serviço de extinção automática de incêndio), aplicadas na sala de reserva de colecção. Este método - agente extintor IG55 (Proinerte) - extingue o incêndio de forma limpa, não impedindo a visão e, consequentemente não dificulta a procura de caminhos de evacuação nem gerando situações de pânico. A iluminação teve também um papel preponderante, tendo-se procurado conjugar a vertente cénica de contemplação das peças expostas com o conceito arquitectónico dos diversos espaços. in http://www.afaconsultores.pt/
  6. Descrição O edifício do Museu Judaico será construído num lote de terreno, onde as construções se encontram em ruína, inserido num quarteirão da malha urbana tradicional dentro de muralhas (na área onde se pensa ter sido a Judiaria de Trancoso). Os trabalhos de construção do edifício serão antecedidas de trabalhos e acções de prospecção arqueológica, dada a importância histórica desta área de Trancoso. Partindo da existência do quarteirão em ruínas constrói-se um edifício que mantém a geometria do canto do quarteirão, com cunhal em ângulo agudo, marcando de forma clara a mudança de direcção definida pelo entroncamento da Rua do Poço do Mestre e da Travessa do Poço do Mestre. O volume em granito com uma estereoctomia irregular, fenestrações diminutas e desenho irregular assume o plano das duas ruas. Este carácter maciço é também assumido no desenho dos espaços interiores que se assumem como espaços escavados, como se fossem espaços esculpidos no interior de um grande prisma de granito. O referido edifício é constituído por 3 pisos, pelos quais se distribuem os diferentes espaços funcionais, sendo um destes enterrado. Assim, o piso -1 compreende as instalações sanitárias, o bengaleiro e espaços de arrumos. Por seu lado, os espaços dos pisos 0 e 1 desenvolvem-se em torno de um corpo central, que abrange a altura de dois pisos, e que integra a sinagoga. Os restantes espaços do piso 0 são, então, o lobby de acesso ao edifício, uma sala de exposições, e uma sala de projecção, enquanto que, pelo piso 1 distribuem-se a sala das mulheres e uma outra área expositiva. Entre o edifício do Museu e os edifícios que confrontam com o lote a Sul existe um pátio técnico. Este edifício tem a particularidade de ter uma área de implantação relativamente pequena, de onde advêm dificuldades de distribuição dos equipamentos das várias especialidades. Procurou-se fazer a coordenação de todas as especialidades e a obtenção de soluções que garantam critérios de segurança, funcionalidade, durabilidade e sustentabilidade, sem nunca descurar a sua viabilidade económica. A nível estrutural definiu-se uma estrutura em pórtico de betão armado com uma pequena zona de área técnica em estrutura metálica. Para climatização do edifício optou-se por uma solução de pavimentos radiantes hidráulicos. Houve também um especial cuidado a nível da iluminação de forma a obter-se uma situação económica que fosse compatível com os critérios museológicos e o critério do Arquitecto responsável que pretendeu obter um ambiente coerente com a linguagem da arquitectura e com o ambiente próprio de um edifício deste tipo. in http://www.afaconsultores.pt/
  7. Descrição O Centro de Arte Contemporânea compreende a construção de um novo edifício - Edifício de Exposições e a reconstrução de um outro - o Solar Veiga Cabral. O edifício de Exposições tem uma planta com uma configuração não ortogonal, ou seja as paredes não formam entre si ângulos de 90º. O edifício apresenta duas zonas distintas: uma que tem apenas R/Chão e outra composta por R/Chão e 2 pisos, um deles técnico. Por sua vez o Solar é constituído por 3 pisos, sendo que o último se trata do desvão do telhado, aproveitado para área técnica das várias especialidades No Edifício de Exposições, por razões económicas e de durabilidade até ao piso 1 a estrutura é totalmente em betão armado, com paredes exteriores e interiores de 5m de altura e lajes maciças. Acima do piso 1, face às suas dimensões e características a estrutura idealizada é metálica, com 11 paredes metálicas materializadas por treliças que vão desde o piso 1 até à cobertura. O relatório geotécnico referiu a presença do nível freático, pelo que se optou por realizar uma drenagem em toda a periferia do edifício de Exposições, assim como a colocação de uma pequena malha de drenos, no interior do mesmo. Garantir de níveis de temperatura e humidade compatíveis com a conservação do espólio dentro dos limites do conforto térmico humano assim como garantir uma iluminação que obedeça a critérios museológicos e vá de encontro com o pretendido pelo arquitecto para o edifício, foram pontos relevantes no decurso deste projecto. in http://www.afaconsultores.pt/
  8. Escola Secundária Artística António Arroio, Lisboa Dados Gerais Lisboa Parque Escolar EPE Francisco Aires Mateus Arquitectos, Lda Descrição A remodelação e ampliação da Escola Artística António Arroio insere-se no âmbito do Programa de Modernização do Parque Escolar do Ensino Secundário, sob a coordenação do Parque Escolar EPE. O edifício escolar localiza-se no centro de Lisboa, com acesso principal a partir da Rua Coronel Ferreira do Amaral. Pode ser descrito como um edifício compacto, desenvolvendo-se em vários corpos interligados entre si, de diferentes alturas, cada uma das quais integrando um determinado número de pisos. A fundação da escola remonta a 1919 leccionando na área artística, especializando-se na sua génese no ensino das artes industriais. Ao longo da sua existência, acompanhando o desenvolvimento artístico do Pais, a escola desenvolveu novas valências na área das artes plásticas, design de produto, comunicação audiovisual, design de comunicação e design de produto. Este alargamento de valências e criação de novos cursos, associado ao aumento significativo do número alunos impôs uma reestruturação profunda da escola existente, com um aumento de área de construção e uma reorganização dos espaços existentes. Respondendo ao Programa Escolar, o Projecto prevê uma intervenção profunda do conjunto edificado existente, correspondente a uma reestruturação geral e ampliação dos edifícios existentes, construindo-se um novo piso sobre o Corpo Principal. Complementarmente propõem-se ainda a construção de três novos edifícios. A diversidade funcional resultante da multiplicidade de valências de ensino pretendida, associada à dificuldade inerente de uma intervenção num conjunto edificado existente, pretendo-se em funcionamento ininterrupto mesmo durante a fase de construção, representou um desafio para as diversas engenharias, tendo-se procurado a implementação de sistemas e soluções construtivas simples, que garantam as exigências de funcionamento de um edifício escolar, economicamente viáveis e de manutenção simples. O Projecto desenvolveu um estudo do comportamento sísmo-resistente das construções existentes, respeitando as prescrições definidas na normativa europeia (EC8), tendo-se verificado a necessidade de implementação de reforços estruturais de alguns elementos “chave”. in http://www.afaconsultores.pt/
  9. Agências diminuíram classificação da dívida das empresas públicas do golfo Dubai choca mercados com moratória sobre a dívida da sua principal empresa estatal 26.11.2009 - 12h23 Por Paulo Miguel Madeira Jumana El Heloueh/Reuters (arquivo) A Nakheel está por trás do complexo artificial Palm Jumeirah O Dubai chocou os investidores internacionais com o anúncio de uma moratória de seis meses das dívidas de uma subsidiária da principal empresa pública do país, a Nakheel, da holding Dubai World, que desenvolveu alguns dos projectos imobiliários mais extravagantes do mundo e no próximo mês deveria reembolsar dívida no montante de 2,3 mil milhões de euros. A empresa informou que não poderá pagar dívidas de vários milhares de milhões de euros pelo menos até Maio do próximo ano, o que representa a pior situação de não reembolso de dívida desde 2001, quando a Argentina entrou em incumprimento da sua dívida soberana. Esta situação apanhou os investidores de surpresa, conta o Financial Times de hoje, e representa na prática um incumprimento das obrigações do país, que põe em causa obrigações relativas a dívida total no valor de 53 mil milhões de euros desta cidade-Estado do golfo Pérsico, que foi assumida para o desenvolvimento de projectos no território com vista a diminuir a sua dependência do petróleo, e aumentando a sua importância como centro turístico e financeiro na região. A moratória ontem decidida pelo Dubai relativamente às duas empresas implica o não pagamento imediato de milhares de milhões de euros e afectou hoje negativamente as cotações das acções da banca europeia, devido aos receios de incumprimento das obrigações do país. Entretanto, as empresas de classificação de risco de crédito (rating) Moody’e e Standard and Poors diminuíram ontem a classificação atribuída à dívida emitida pelas empresas dos Estados do golfo, considerando que o pedido de moratória representa de facto um incumprimento. O país foi muito afectado pela crise financeira internacional, e muitos dos seus gigantescos projectos imobiliários ficaram congelados. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411523 Segundo Crédit Suisse Exposição dos bancos europeus ao Dubai chega a 13 mil milhões de euros 26.11.2009 - 15h42 Por Ana Rita Faria Jumana El Heloueh/Reuters (arquivo) A Nakheel está por trás do complexo artificial Palm Jumeirah A exposição dos bancos europeus à dívida do Dubai e de algumas empresas do país ascende a 13 mil milhões de euros, estima o Crédit Suisse. Entre os bancos expostos estão os britânicos HSBC, RBS e Barclays, os franceses BNP Paribas e Calyon (Crédit Agricole), o alemão Deutsche Bank e o suíço UBS. Os analistas do banco suíço estimam que a exposição dos bancos europeus ao Médio Oriente não ultrapasse um a dois por cento dos seus investimentos, sendo que o Dubai deteria apenas uma fatia dessa percentagem. De acordo com o Crédit Suisse, se o Dubai faltar ao cumprimento de pelo menos 50 por cento da sua dívida, a factura para os bancos europeus seria ainda maior: cinco mil milhões de euros. O Dubai está a provocar um frenesim nos mercados internacionais depois de ter anunciado uma moratória de seis meses das dívidas de uma subsidiária da principal empresa pública do país, a Nakheel, da holding Dubai World. Esta empresa desenvolveu alguns dos maiores projectos de imobiliário de luxo e que deveria reembolsar uma dívida de 2,3 mil milhões de euros já no próximo mês. A dívida total do Dubai chegava aos 80 mil milhões de dólares (53,2 mil milhões de euros) em 2008, dos quais 70 mil milhões a cargo de empresas públicas. A sociedade de participações do emirado, Dubai World, contribui com 59 mil milhões de dólares para esse montante. Segundo analistas questionados pela Dow Jones Newswires e citados pela AFP, a exposição dos bancos europeus ao Dubai é superior à estimativa do Crédit Suisse, chegando aos 26 mil milhões de euros. Além dos bancos europeus, o Wall Street Journal refere hoje que outras instituições estão expostas ao Dubai, como o Bank of Tokyo-Mitsubishi, a Sumitomo Mitsui Banking Corporation, o Emirates Bank e o Mashreq Bank. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411561 Sonho de capital financeira transformou-se em pesadelo Dubai deixa de pagar dívidas e assusta bolsas mundiais 27.11.2009 - 07h24 Steve Crisp/Reuters (arquivo) O rebentamento da bolha especulativa do mercado imobiliário do emirado do Dubai levou ontem o maior grupo empresarial da região a anunciar ao mundo que, durante os próximos seis meses, não vai conseguir pagar as suas dívidas, colocando o sistema financeiro internacional próximo de uma nova crise de confiança. O grupo Dubai World, que está sob o controlo do Governo do Dubai, pediu um adiamento até "pelo menos Maio de 2010" da amortização das suas emissões obrigacionistas de 59 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros ou um quarto do PIB português). Esta é uma das maiores ameaças de incumprimento no mercado de dívida das últimas décadas, apenas comparável com situações como as da Argentina nos anos 90, ou da Islândia em 2008. O Emirado do Dubai, um dos sete que constituem os Emirados Árabes Unidos, tornou-se nos anos anteriores à crise financeira no símbolo máximo da euforia imobiliária a que se assistiu um pouco por todo o planeta. Ao pé da exuberância do mercado imobiliário do Dubai, a oferta de crédito fácil na Califórnia ou a construção em série de moradias no Sul de Espanha quase podem ser apresentados como exemplos de investimentos de baixo risco. As autoridades do Dubai decidiram no início desta década que queriam fazer do território o novo centro financeiro, turístico e cultural do globo e não se pouparam a nada para consegui-lo. Desde a construção do Burj Dubai, o mais alto edifício do mundo, com 818 metros e inauguração marcada para o dia 4 de Janeiro, até à criação de uma ilha artificial em forma de palmeira, passando pela organização dos mais diversos eventos desportivos e culturais, o território foi surgindo no noticiário mundial como sinónimo de luxo e exclusividade. Os problemas surgiram em 2008. Quando a crise financeira internacional atingiu o seu auge, os investidores, especuladores imobiliários e turistas milionários que tinham ajudado a sustentar o crescimento no Dubai viram-se forçados a regressar aos países de origem. A fuga de estrangeiros foi de tal modo volumosa e brusca que era possível notá-la observando os milhares de veículos de alta cilindrada que se encontravam abandonados nas ruas da cidade. Durante os primeiros oito meses de 2009, os preços do imobiliário caíram para metade e cada vez mais escritórios e apartamentos ficaram vazios, forçando ao adiamento de projectos no valor de 24 mil milhões de dólares. Sabendo que todos os investimentos tinham sido feitos recorrendo ao mercado internacional de crédito, já se temia que começassem a surgir dificuldades no pagamento dos 80 mil milhões de dólares de dívidas. Mas havia a esperança que as autoridades de Abu Dhabi, o emirado mais rico (graças ao petróleo), continuassem a suportar os seus parceiros do Dubai. O anúncio ontem feito parece mostrar que esse apoio deixou para já de ser possível. Ontem, por causa do Dubai, o clima de nervosismo nos mercados financeiros internacionais regressou em força. As bolsas caíram e as taxas de juro das obrigações menos seguras dispararam. Tanto na Europa como nos EUA, todos queriam saber quem é que tinha investido no Dubai e quais os próximos mercados a cair. Portugal não escapa aos efeitos negativos. O impacto directo - que ocorre nos casos em que entidades portuguesas tenham adquirido títulos de dívida com origem no Dubai - é difícil de quantificar. Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial do Banco de Portugal, limita-se a dizer que "a situação está a ser avaliada". Mas o impacto indirecto já se tornou evidente. Como os investidores, nesta situação de stress, se protegem nos investimentos mais seguros, as emissões de dívida feitas pelo Estado e as empresas portuguesas saem prejudicadas face, por exemplo, às das suas congéneres alemãs e, por isso, as taxas de juro suportadas por Portugal tendem a subir, algo que já aconteceu ontem (ver texto ao lado). in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411643 Sistema financeiro dos emirados permanece sólido Banco central dos Emirados coloca liquidez à disposição do Dubai 29.11.2009 - 14h11 Por PÚBLICO, Agências REUTERS/Jumana El Heloueh A Nakheel está por detrás do arquipélago artificial de Palm Jumeirah O banco central dos Emirados Árabes Unidos (EAU), sediado em Abu Dhabi, colocou hoje liquidez suplementar à disposição dos bancos locais e estrangeiros, assegurando que o sistema bancário dos emirados permanece sólido. “O banco central enviou um comunicado aos bancos dos emirados e às filiais dos bancos estrangeiros a operar nos EAU, disponibilizando facilidades de liquidez adicional ligada às suas contas actuais no banco central, a uma taxa de 50 pontos base acima da EIBOR a três meses” (taxa interbancária dos emirados), disse. O banco central não deu mais detalhes, dizendo apenas que iria apoiar os bancos dos emirados e as filiais de bancos estrangeiros a operar na região e salientando que o sistema bancário dos países do Golfo Arábico tem mais liquidez agora do que há um ano. A situação do Dubai, que está a perturbar os mercados financeiros internacionais, começou com a Dubai World, holding detida pelo Estado e responsável por alguns dos mais megalómanos projectos de imobiliário de luxo do emirado. No dia 25 de Novembro, o Dubai disse que iria pedir aos credores da Dubai World e da Nakheel (construtora dos arquipélagos artificiais da região ligada à holding estatal) uma moratória de seis meses para cumprir com o pagamento das suas dívidas. Em Agosto, as dívidas da Dubai World ascendiam a 59 mil milhões de dólares (39,4 mil milhões de euros). in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411913 Moratória afecta 2,33 mil milhões de euros de obrigações islâmicas Governo do Dubai exclui garantia ao conglomerado Dubai World 30.11.2009 - 13h11 Por Lusa Steve Crisp/Reuters A Dubai World está envolvida em projectos imobiliários gigantescos, muitos dos quais em causa devido à crise internacional O Governo de Dubai não garantirá a dívida do conglomerado público Dubai World, fortemente endividado, afirmou hoje o director do departamento financeiro do emirado, Abdel Rahman Al Saleh. “É verdade que o Governo é o proprietário” de Dubai World, declarou o responsável numa entrevista divulgada pela televisão do Dubai. “Mas como a firma tem várias actividades expostas a todo o tipo de risco, foi tomada desde a criação da companhia a decisão de que não seria garantida pelo Governo”, acrescentou. O emirado do Dubai anunciou na quarta-feira da semana passada a intenção de pedir aos credores do seu conglomerado Dubai World, que controla nomeadamente a Nakheel, um adiamento de seis meses, até Maio de 2010, do pagamento de uma dívida cujo prazo de reembolso estás prestes a vencer. A moratória incide sobre o pagamento, previsto a 14 de Dezembro, de 3,5 mil milhões de dólares (2,33 mil milhões de euros) de obrigações islâmicas por Nakheel. O anúncio fez cair os mercados asiáticos, europeus e americanos, com os investidores a recear a insolvência do Dubai, com uma dívida pública de 80 mil milhões de dólares (53,35 mil milhões de euros). As bolsas do Dubai e de Abu Dabi tiveram hoje uma segunda-feira negra, fechando com quedas de 7, 3 e 8,3 por cento respectivamente, sinal da perda de confiança dos investidores, no primeiro dia de negociação após o anúncio das dificuldades financeiras do Dubai World, um emblema da economia do Dubai. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412036 Conglomerado Dubai World anunciou a reestruturação de algumas empresas 01.12.2009 - 11h43 Por Lusa O conglomerado público Dubai World anunciou a reestruturação de algumas das suas empresas, entre elas a gigante imobiliária Nakheel, depois de uma segunda-feira negra nos mercados dos Emirados Árabes Unidos devido às dificuldades financeiras daquele grupo. O Dubai Worls, proprietário das autoridades do emirado em plena expansão, que não beneficia de garantias governamentais, afirmou, em comunicado que “os processo de reestruturação vão afectar unicamente a Nakheel World e a Limiteless World”. Este processo “vai compreender várias fases, entre elas (...) a avaliação de opções, entre elas e venda de bens”, explicou a empresa, em comunicado. O grupo refere ainda que as outras filiais como o DP World, terceiro operador portuário mundial, e a Istithmar Worls and Ports, que controla dos investimentos do grupo no estrangeiro, não serão afectadas, uma vez que “estão numa situação financeira estável”. “O valor total da dívida das empresas afectadas pelo processo de reestruturação ascende aos 17,3 mil milhões de euros, dos quais quase quatro mil milhões são relativos aos soukouks (obrigações islâmicas) da Nakheel”, explica o grupo. Este primeiro comunicado desde o início da crise, a 25 de Novembro quando a empresa pediu uma moratória de seis meses para pagar as suas dívidas, surge no dia em que as bolsas do Dubai e de Abu Dhabi sofreram fortes quedas (-7,3 por cento e -8,3 por cento, respectivamente). Esta moratória diz respeito ao pagamento, previsto inicialmente para 14 de Dezembro, de cerca de 2,3 mil milhões de euros em obrigações islâmicas da Nakheel. O governo do Dubai disse já que não vai suportar a dívida da Dubai World. “É verdade que o governo é o proprietário (da Dubai World). Mas como a empresa tem várias actividades expostas a todo o tipo de riscos, a decisão de que não teria garantias do governo foi tomada desde a sua criação” afirmou o director do departamento financeiro do Dubai, Abdel Rahman al-Saleh. Al-Saleh disse ainda que “cabe aos credores assumirem uma parte da sua responsabilidade para acordarem créditos com a empresa à base da rentabilidade dos seus projectos e não à base das garantias do governo”. O anúncio de domingo pelo banco central dos Emirados Árabes Unidos sobre o fornecimento de liquidez suplementar para consolidar o sistema bancário e tranquilizar os investidores não cumpriu este segundo objectivo. As duas bolsas, encerradas desde 25 de Novembro por causa da festa de Adha, evitaram, no entanto, a sua suspensão, prevista nos regulamentos para quando os índices recuem dez por cento. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413105 Nakheel está em parte na origem da crise da dívida Gigante imobiliário do Dubai anuncia perdas de 2500 milhões de euros no primeiro semestre 09.12.2009 - 08h45 Por AFP Jason Reed/Reuters (arquivo) A Nakheel é promotora de muitos projectos extravagantes no emirato do Dubai O gigante imobiliário Nakheel, em parte na origem da crise da dívida do Dubai, reconheceu hoje que teve perdas de 13.400 milhões de dirhans (quase 2500 milhões de euros) no primeiro semestre de 2009. A Nakheel, promotora das ilhas em forma de palmeira ao largo do emirato do Dubai, tinha apresentado lucros de 2650 milhões de dirhans (quase 500 milhões de euros) no mesmo período de 2008, segundo um relatório da empresa publicado no site Nasdaq Dubai, o mercado financeiro onde as suas acções estão cotadas. As receitas da Nakheel, que pertence ao conglomerado público Dubai World, caíram 78 por cento, para 365 milhões de euros, face a cerca de 1660 milhões de euros no mesmo período do ano passado. As autoridades do Dubai, que enfrentam dificuldades financeiras, anunciaram a 25 de Novembro a intenção de pedir uma moratória de seis meses sobre a dívida do conglomerado público Dubai World. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413105 Crise da dívida do emirato Bolsa do Dubai a cair mais de seis por cento 09.12.2009 - 09h01 Por AFP A Bolsa do Dubai registou hoje de manhã uma forte queda, perdendo mais de seis por cento, enquanto a de Abu Dabi recuava dois por cento. O índice DFM da Bolsa do Dubai estava nos 1528,92 pontos às 7h30 locais (3h30 TMG), uma baixa de 6,66 por cento, enquanto o índice do mercado de Abu Dabi estava nos 2484,85 pontos, uma baixa de dois por cento, Ontem a Bolsa do Dubai já tinha recuado 6,12 por cento, devido às dificuldades financeiras do emirato, enquanto a de Abu Dabi tinha perdido 3,36 por cento. A Emaar, gigante imobiliário do Dubai, continuava em queda, recuando mais de 9,86 por cento, depois de na véspera ter perdido 9,84 por cento. Desde o anúncio pelas autoridades do Dubai, a 25 de Novembro, da sua intenção de pedir uma moratória de seis meses sobre a dívida do conglomerado público Dubai World e até ao fecho de ontem, a Bolsa do Dubai tinham perdido mais de 21,7 por cento do seu valor. in http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413106
  10. Towering follies: the Dubai architecture you couldn't make up The kilometre-high skyscraper, the underwater hotel, the cloud on stilts ... Steve Rose mourns the eye-popping erections that should never have been commissioned Steve Rose guardian.co.uk, Thursday 3 December 2009 16.42 GMT Article history Fun's over ... Dubailand, intended to be a 'vast landscape of leisure'. Photograph: Kamran Jebreili/AP Pundits have been lining up to say "I told you so" over the bursting of Dubai's construction bubble, so now it's my turn. I did tell you so, a year ago. But what now? In architectural terms, Dubai has surely been the story of the decade. We're just not sure if it's a comedy, a tragedy or some surreal, hallucinogenic fairy tale. On the other hand, the Dubai experiment has undeniably expanded the realms of what it is possible to build. Before the Palm Jumeirah and its ilk, or the World, who would have contemplated works on such a scale? Reclaiming land from the sea is nothing new, but only Dubai had the imagination to make pretty patterns with its coastline, to shape the earth to such a colossal degree that you need Google Earth to appreciate it. Other countries have evidently been eyeing Dubai's coastline, too. In Russia, for example, Eric van Egeraat has designed Sochi Island, an artificial resort island in the Black Sea. Bahrain is developing a similar type of offshore resort. Abu Dhabi is making good use of its previously undeveloped islands, for instance Saadiyat Island, which will soon house a very different collection of wonders to Dubai in the form of new museums and galleries designed by Frank Gehry, Zaha Hadid, Norman Foster, Jean Nouvel and Tadao Ando. Even Boris Johnson's recent proposals for a new airport in the Thames estuary had a touch of Dubai about them. Foreign architects have had a ball in Dubai, at least until recently. It's been the place where you can get away with anything. No matter how outlandish or oversized the idea, no one seemed to be saying no, and somebody else was always paying. As a result, the emirate has been waging some sort of architectural arms race with itself, each new development trying to outdo the last, while the rest of the world looked on with a mixture of disdain and envy. The Dubai dream was ultimately unsustainable on many levels, environmental as well as financial, and it's safe to assume that most of the crazy ideas proposed for the city will never happen now, given Dubai's dire credit situation. So here are some of the craziest highlights from a future that will probably never arrive – but, you never know, still just might. Nakheel Harbour and Tower Legal high ... Bad timing for SOM's Burj Dubai, which is due to open on 4 January 2010, just when a conspicuous symbol of Dubai's hubris was needed. But in the Dubai spirit of one-upmanship, plans were afoot to build an even taller skyscraper with an even shorter name: Al Burj. Originally designed by IM Pei Partnership, the tower was taken over by Australian architects Woods Bagot. It was renamed Nakheel Harbour and Tower after its backers, the state-owned property group Nakheel, which is at the heart of Dubai's current woes. The sentiment behind this stupendous tower seemed to be: "I see your 800-metre-high Burj Dubai, and raise it to over 1km. How d'you like that?" Trump International Hotel and Tower 1980s pound-shop vase? Surely a frontrunner in any competition for the ugliest skyscraper the world has ever seen, this 60-odd-storey atrocity, designed by Atkins, was supposed to be the centrepiece of the famous Palm Jumeirah and super-luxurious addition to the Trump brand. It looks like it was inspired by one of those 1980s vases you find in a pound shop. Mercifully, construction has been on hold for a year or so. Dubai Towers In the same way the peacock's tail evolved into a flamboyantly useless appendage, Dubai skyscrapers have had to resort to ludicrous contortions to stand out. From the "ignore them, they're just trying to get attention" school of design comes a quartet of bendy skyscrapers supposedly inspired by the movement of candlelight – or perhaps Jedward's hair. Hydropolis Underwater Hotel Plumbing the depths Why reach for the sky when you can plumb the depths? This German-designed scheme would offer 220 bubble-shaped transparent suites, 66 metres below the surface, so guests can enjoy a privileged view of Dubai's spectacular coastal dredging operations. The Dynamic Tower Room with a 360-degree view A nice idea: each of this tower's 70 floors revolves independently around its central core, so everyone lives in a revolving apartment and gets a 360-degree view of Dubai's cranescape. And from the outside, the building changes shape all the time. And it's all powered by green energy from wind turbines and solar panels. All perfectly possible, architect David Fisher assures a sceptical world. The Dubai Opera House Not even Dubai had the stomach for French superstar Jean Nouvel's idiosyncratic formal experiment – a strange cross between an oil rig, a greenhouse and a psychedelic light show. Nouvel's pretentious accompanying text didn't help: "It is a little like the clouds. Each person can see what attracts them, what makes them question. The architect plays only the role of provocateur, claiming innocence." Nouvel is at least building the new Louvre, in neighbouring Abu Dhabi, which promises to be stunning. The Cloud City on stilts A poetic but preposterous scheme imagining a resort landscape of lakes, palaces and floating gardens, raised 300 metres in the air on slanting columns. The brainchild of Lebanese architect Nadim Karam, it's been described as "a bridge suspended between dreams and reality". Why not put a gigantic pie on stilts instead? Waterfront City A whole city for 1.5 million inhabitants on an artificial island twice the size of Hong Kong. Rem Koolhaas's OMA were behind the plan. Reckoning that nobody in the Gulf watched Star Wars, he put a replica of the Death Star as its centrepiece – or was that his idea of architectural satire? Dubailand Carnival splendour A vast landscape of leisure, twice the size of Florida's Disney World, proposed for the interior of the emirate. Highlights include four theme parks, five golf courses, life-size replicas of some of the world's landmarks, a zillion hotels, a Beauty Museum, and, of course, another "world's largest shopping mall". in http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2009/dec/03/dubai-architecture
  11. Review of the decade: Jonathan Glancey on architecture Taller, shinier, crazier … architecture in the noughties was an outlandish celebration of wealth In pictures: Top 10 buildings of the decade Jonathan Glancey guardian.co.uk, Monday 7 December 2009 21.30 GMT Article history The world's tallest building … Burj Dubai. Photograph: Karim Sahib/AFP/Getty Images. <a href="http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/dec/07/best-buildings-noughties">More photos</a> The following correction was printed in the Guardian's Corrections and clarifications column, Friday 11 December 2009 Mies van der Rohe defined architecture as "the will of an epoch translated into space", not into stone as we had it below. This was the decade of excess. It began with the Millennium Dome and now comes to an end with the Burj Dubai, the world's tallest building, due to open in a matter of weeks. These bold structures frame the noughties – and all its outrageous buildings – like a pair of eye-popping follies. The Millennium Experience was a triumph of spin and scale. Talked up as "Britain's proudest creation", it was housed in a tent so big and strong that its roof could, apparently, support the weight of a jumbo jet. The whole shebang cost close to £1bn, so, at £40m, at least the Richard Rogers-designed venue seemed something of a bargain. The Burj Dubai looks set to open its doors just as Dubai's whole economy totters. And while it's true that the Empire State Building was completed during the depression and is now one of the world's most famous buildings, the Burj Dubai's staggering ambition suddenly looks a lot like hubris. The noughties were bound up with financial speculation and rampant consumerism; architecture inevitably followed suit. (As Mies van der Rohe once said: "Architecture is the will of the epoch translated into stone." Or steel, or titanium.) In fact, you could say the decade actually began in 1997, with the opening of the Guggenheim museum in Bilbao, Spain. This spectacular gallery was designed by Frank Gehry, one of the stars of the noughties, along with Zaha Hadid, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind and Norman Foster. Rapturously received, it set the tone for the years of "iconic" architecture that followed. Here was architecture as tourist magnet; travel agents offered weekend breaks to Bilbao simply to see Gehry's voluptuous sensation. British politicians started calling for the "Bilbao effect": it had what they called "the wow! factor". Architect Alastair Lansley told me he was asked by one senior minister why his new Eurostar station in Ebbsfleet, Kent didn't have the wow factor. Lansley had designed a concrete-and-glass box that spoke honestly of its role as a modern railway station. He didn't want wow, but the minister was unimpressed. Gehry had let the cat out of the bag. A wave of fantastical new buildings followed, sci-fi-like structures that seemed to have sprung from the writing of JG Ballard. Advances in construction techniques, materials and computer software meant a museum, art gallery, office or mall could be anything a client wanted, provided they had the cash. Hadid's Phaeno Science Centre in Wolfsburg, Koolhaas's Casa de Musica in Porto, Foster's 30 St Mary Axe in London (aka the Gherkin), Future Systems' Selfridges in Birmingham, Enric Miralles and Benedetta Tagliabue's Scottish Parliament Building – these were eye-catching examples. The most extreme I saw was the skilful yet strangely nightmarish BMW Welt in Munich, designed by Viennese practice Coop Himmelb(l)au. Here, visitors are given the "BMW experience" as they wander a kind of film set. But what was it all for? To glorify cars. If only such talent could have been channelled into the design of schools, hospitals and public spaces. Equally, while preaching "sustainability", the British government presided over the spread of poor housing across the country, nearly all of it designed with little or no thought for local jobs, schools, nurseries, youth clubs or public transport – and all of it heavily reliant on the car. This might have been the decade of environmental awareness, yet Britain kept building airport terminals, supermarkets, and mega-malls such as Bluewater and Westfield – as if sustainability just meant sticking a wind turbine on the roof. This culture of excess brought its own counter-culture. Arguably its most extreme adherent was Mohamed Atta, the Egyptian-born al-Qaida operative who flew one of the jets into the World Trade Centre. Atta had trained as an architect in Cairo and an urban planner in Hamburg. He wrote his thesis on what he saw as the destruction of Syria's Aleppo, his ideal city, by crude modern commercial development and, in particular, by tower blocks. When he attacked New York, his vicious crusade was as much against skyscrapers as it was against western values and the US. Would skyscrapers survive in the age of terror? If anything, the attack nurtured a culture of defiance: Middle Eastern cities have shot up – and the Burj Dubai is higher than ever before. It wasn't all excess, though. Some of the most moving new buildings were the simplest. The Faith House at Holton Lee in Dorset is a quiet space for contemplation. Designed by Tony Fretton for a charitable foundation, it was built in sight of Poole Harbour, in the spirit, says the architect, of a "poor village church". Made of cedar, glass and birch for just £150,000, it's a modern temple providing a still point in a turning world. "I would go to any length," he says, "to avoid architecture as self-portraiture." In Northumberland's Kielder Forest, the darkest place in England, Charles Barclay designed a delightful, low-key observatory. Visitors can gaze on stars, planets, meteors and satellites from the fir and larch decks of Barclay's pier-like structure. Built for scientists and amateur star-gazers alike, this is a building that, without any fanfare, promises the universe – and delivers it. Just as noteworthy was the An Turas ferry shelter on Tiree, the Hebridean island. Built by Sutherland Hussey architects for £100,000, and designed with a group of artists, this shelter is a piece of architectural poetry; the way its concrete, glass and timber structure frames and reframes the island, people and the sea is haunting and lyrical. Inspired by, and respectful of, their locations, these unshowy buildings are testament to the wonders of imagination, rather than depth of pockets. Their spirit – more "Ahh" than "Wow!" – could have informed a very different type of architecture. That's not to say there isn't room for energy and a little madness in the architecture of cities, but excess backfires when it becomes the norm. The noughties were also underpinned by a revival of engineering structures, many of which involved architects. The list is long, but my highlights include France's Viaduc de Millau, the "Winking Eye Bridge" at Gateshead by Wilkinson Eyre, the London Eye by Marks Barfield (and their Treetop Walkway above Kew Gardens), and the Millennium Bridge, by Norman Foster, Arup and Anthony Caro that famously wobbled before settling into a busy life of guiding people in their thousands over the Thames. Is the age of bling over? Will the new austerity be translated into stone? Only this week, while walking over London Bridge, I saw the first physical evidence of the "Shard of Glass", the new London Bridge Tower. Designed by Renzo Piano, it will be Britain's first building to top 1,000ft on completion in 2012. Does this skyscraper represent the beginning of a new decade – or is it the last sensational blast of the noughties? I'll get back to you in 10 years' time. in http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2009/dec/07/review-of-the-decade-architecture A Lista é do Jornal Inglês The Guardian. 1 / 10 Millennium Dome, London, 2000 Designed by the Richard Rogers Partnership and engineers Buro Happold, this was a £45m politically-driven folly. Often compared to a giant jellyfish washed up on the Greenwich peninsula, today this huge tent has been reborn as the successful O2. With a diameter of 365m and topping 100m, its titanic scale remains impressive 2 / 10 Blur, Expo 02, Yverdon-les-Bains, 2002 This sensational pavilion, which was designed by New York architects Diller + Scofidio, was the star of Switzerland’s Expo 02. A cat’s cradle of tensile steel, 20m high and 100m long, it brooded at the end of a steel-and-glass jetty over Lake Neuchatel. Inside, some 30,000 water jets created clouds through which mesmerised (and damp) visitors could walk, again and again 3 / 10 Serpentine Pavilion, London, 2002 This lyrical pavilion, designed by architect Toyo Ito and engineer Cecil Balmond, was a suggestion of an architecture of the future, in which boundaries between walls, floor, ceiling, interior and exterior might dissolve. In a decade of bombast, here was profundity and simplicity 4 / 10 30 St Mary Axe, London, 2003 Norman Foster’s Gherkin was admired and scorned. Most were awed by his office tower, although some thought it symbolised the cocksure ambition of the City. Its pleasures are chiefly for those who work here: the skygardens are impressive, and the restaurant is one of the world’s most breathtaking new rooms 5 / 10 European Southern Observatory Hotel, Cerro Paranal, Chile, 2003 This "hotel" for astronomers working in the Atacama desert is a perfect fusion of architecture and landscape, from the Munich practice Auer and Weber and engineers Mayr and Ludescher. Coolly geometric red concrete walls form a quasi-monastic courtyard, behind which rooms are stacked in orderly rows. Ostentation is left to the heavens '> 6 / 10 Beijing National Stadium, Beijing, 2008 This eye-catching 80,000-seat stadium, designed by the Swiss architects Herzog and de Meuron with the Chinese artist, Ai Weiwei, was the architectural highlight of the 2008 Olympics. It consists of two buildings, one inside the other: a red concrete bowl for seating surrounded by the steel “bird’s nest”. Since the Olympics, this charismatic building has been largely redundant 7 / 10 St Pancras station, London, 2007 Magnificent revival of the Victorian Gothic railway terminus, now one of the world’s finest stations. Alastair Lansley led his team over a decade, transforming this fusion of 19th-century architecture and mind-searing engineering into a place for 21st-century trains. The hotel and penthouse flats high in the rafters have yet to be completed 8 / 10 Le Viaduc de Millau, Aveyron, 2004 Awe-inspiring bridge carrying the A75 autoroute across the Tarn Valley in southern France. Designed by the engineer Michel Virlogeux and Norman Foster, the Viaduc de Millau is best seen from the tops of the valley sides, especially when its Eiffel Tower-high pylons spear the summer clouds 9 / 10 Neues Museum, Berlin, 2009 After 10 years of painstaking reconstruction, this magnificent 19th-century cultural pantechnicon, closed in 1939, was reopened to popular and critical acclaim. The complex and intelligent redesign was by the British architect, David Chipperfield, who has allowed the old building to breathe while fitting it out with all the new technology it needs 10 / 10 Burj Dubai Dubai’s economy totters as the Burj Dubai, the world’s tallest structure, prepares to open. At 818 metres, it is the equivalent of the Empire State Building with the Chrysler Building on top. Designed by Adrian Smith and Bill Baker of Chicago-based SOM, the Burj has 160 storeys of hotel rooms, Armani-styled apartments and sky-high offices in http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/dec/07/best-buildings-noughties?picture=356536529
  12. Arquitectura Joaquim Massena projecta Escola dos Sentidos em Gaia para alunos do primeiro ciclo Elisabete Soares 01/12/09 17:37 Arquitecto colocou no projecto da escola a experiência que partilhou com os filhos em viagens que realizou a vários países. "Esta escola constitui um espaço de abrigo aos sonhos das crianças e acentua o diálogo e a sensibilidade entre as várias gerações". É desta forma que Joaquim Massena, arquitecto, fala de uma obra que tem tudo para vir a revolucionar o ensino pré-primário e do primeiro ciclo do ensino básico. A escola que se encontra em construção na Serra do Pilar, pelo município de Vila Nova de Gaia, deverá estar concluída na segunda metade do próximo ano. Trata-se do primeiro ‘campus' escolar público, projectado para despertar reacções sensoriais espontâneas nas crianças e fomentar a sua aprendizagem. A Escola dos Sentidos é da autoria do ateliê portuense de Joaquim Massena, e pretende através de espaços físicos e de um ambiente natural, pretende estimular a curiosidade e a estética dos mais novos, assim como promover a sua interacção com toda a comunidade e um novo conceito educativo em Portugal. De acordo com Joaquim Massena o conceito nasceu da reflexão de modelos educativos, após algumas viagens que em conjunto com os dois filhos, também arquitectos, realizaram a vários países, onde constataram que a Escola dos Sentidos consegue, por si só, promover a aprendizagem junto das crianças. Representando um investimento de cinco milhões de euros para a autarquia de Gaia, a escola será "um espaço aberto à cidade, onde pais e outros familiares vão poder almoçar ou lanchar com os alunos e toda a comunidade poderá aceder à sala de estudo e à biblioteca, reforçando o encontro entre gerações diferentes", explica Massena. A Escola dos Sentidos vai poder ser vivida por 500 alunos do jardim de infância e do ensino básico e está situada na Av. D. João II, junto à ponte do Infante e em frente à Real Companhia Velha. O ‘campus' escolar inclui também um museu com uma exposição permanente sobre o ensino e os respectivos equipamentos em Portugal e uma área de exposições temporárias, montadas por toda a comunidade escolar, e um polidesportivo, preparado para receber eventos de alta competição. Paralelamente, os alunos vão poder explorar o ateliê das artes e o laboratório de ciência e tecnologia e toda a comunidade escolar terá à sua disposição um espaço médico que visa promover um estilo de vida mais saudável. A Escola dos Sentidos terá um quintal agrícola e desportivo, que permitirá à criança exercitar a sua espontaneidade, curiosidade e razão num ambiente natural. Os espaços exteriores livres de construção correspondem a mais de 60% dos 10 mil m2 da área total em que o ‘campus' está circunscrito e têm como missão pedagógica demonstrar às crianças o ciclo da vida. Conselho de acompanhamento A concepção da escola foi um processo inovador. Foi constituído um conselho de acompanhamento municipal, composto pela edilidade, pais, familiares, professores, funcionários e pela comunidade, que reunia periodicamente, contribuindo activamente para o projecto. "A arquitectura é destinada às pessoas e, como tal, deve potenciar o diálogo, a participação e o contraditório", explica Massena. Para um maior conforto e segurança das crianças e dos seus familiares no acesso à escola, o projecto, iniciado em 2007, contempla ainda a introdução de uma rua, no interior do lote, paralela a esta avenida. O ateliê de Joaquim Massena possui uma vasta experiência e sensibilidade no exercício de arquitectura, urbanismo e intervenção no património público e privado, assim como uma atitude singular que considera o diálogo e a participação da comunidade como mais-valias imprescindíveis para o sucesso de qualquer projecto. in http://economico.sapo.pt/noticias/joaquim-massena-projecta-escola-dos-sentidos-em-gaia-para-alunos-do-primeiro-ciclo_75761.html
  13. Álvaro Leite Siza Vieira: Arquitecto futurista e romântico Por Nuno Abrunhosa Publicado: 03.12.2009 | 18:26 (GMT) Marcadores: Alvarinho , Álvaro Leite , arquitectura , Casa Toló , Porto , Siza Vieira Os amigos chamam-lhe Alvarinho. No universo internacional da arquitectura é o Álvaro Leite Siza, mas para a velha guarda dos arquitectos portugueses, continua o filho do Siza Vieira - o puto. Arquitecto premiado no estrangeiro, Álvaro Leite Siza procura reconhecimento em Portugal. Alvarinho é filho de Siza Vieira. Depois de passar por Direito na Universidade do Porto, reconheceu que nada tinha a ver consigo e decidiu seguir as pegadas do pai na Faculdade de Arquitectura, "como era bom a desenhar, percebi que podia seguir o meu caminho dentro da mesma disciplina mas independente do meu pai." Fez o curso estigmatizado pelo nome que carregava. Por isso, não estagiou com o pai, mas sim com o arquitecto Souto Moura, uma vez que "deontologicamente não era muito correcto estagiar com o meu pai. Seria uma situação desconfortável tanto para mim como para ele. Aliás, ele nunca interferiu no meu percurso académico." Assim, Alvarinho autonomiza-se e inicia o seu percurso no mundo da arquitectura. Projectou várias discotecas na área do Grande Porto, como o Estado Novo e o Mantra, mas cedo percebeu que "queriam jogar com o meu nome, queriam prestígio mas não queriam qualidade." Reconhecimento internacional Surge-lhe então a oportunidade de projectar uma casa de férias em Ribeira de Pena, Vila Real que viria a ficar conhecida como a Casa Toló. "Ninguém conhecia o projecto, nem mesmo o meu pai. Até que fui nomeado para o concurso "Wall Paper Awards", ao qual só concorriam projectos de vanguarda". Não ganhou o concurso, mas veio a ganhar um prémio de arquitectura com esse projecto num outro concurso de arquitectura na Rússia. Considera a Arquitectura como "a Mãe de todas as Artes, porque além do papel funcional e objectivo que tem de ter, ainda pode estar na vanguarda da própria Arte" Álvaro Leite Siza Vieira e o seu projecto da Casa Toló, são agora alvo de teses de mestrado e doutoramento por esse mundo fora. Um projecto de vida Actualmente, constrói o projecto da sua vida no Porto: "A casa e ateliê que estou a construir é, para mim, um sonho antigo. Estou a tentar concretizar esse sonho e ao mesmo tempo continuar com o meu percurso. Quero ter uma vida melhor e mais organizada. Pela primeira vez na minha vida estou a conciliar expressão artística, dedicação à arquitectura, com o lado empresarial, muito objectivo. Quero conseguir por em pé algo que tem por base um negócio complexíssimo, que é a arquitectura." Alvarinho Siza ainda não é reconhecido como arquitecto em Portugal mas, tal como o pai, já o é internacionalmente. Como arquitecto da nova geração, está prestes a destronar os da "velha guarda". Quem conhecer a Casa Toló ou o seu novo projecto na Foz, vai perceber porquê in http://jpn.icicom.up.pt/2009/12/03/alvaro_leite_siza_vieira_arquitecto_futurista_e_romantico.html
  14. Russos criam caixa móvel para dormir em qualquer lugar 4 Dez. Dois arquitectos russos, Alexey Goryainov e Mikhail Krymov, do Arch Group, criaram a Sleepbox, uma caixa móvel para dormir que tem apenas 3,75 metros quadrados. O espaço (de 2metros x 1,40 metros x 2,30 metros) inclui, como elemento principal, uma cama com sistema de automático de mudança de lençóis, ventilação, sons de alertas, uma plataforma para o portátil, espaço para bagagens, LCD e Wi-fi e carregadores para telemóveis. A ideia poderá ser posta em prática em estações de comboios, aeroportos, centros de exposições, grandes superfícies comerciais, hotéis baratos (hostéis) e até a rua, em cidades cujas condições climatéricas o permitam, revela o Ciência Hoje. in http://www.leiriaeconomica.com/item4576.htm
  15. Território de Macau cresce 180 campos de futebol Pequim autorizou aterros num total de 361 hectares, o que significa um aumento de superfície de 12%. José Pedro Castanheira, enviado especial a Macau (www.expresso.pt) 12:00 Terça-feira, 8 de Dez de 2009 Macau e a ilha da Taipa. As letras assinalam os futuros aterros GCS de Macau Em Macau, nada parece impossível. Tudo parece ser uma questão de imaginação, força de vontade, poder - e dinheiro, claro, muito dinheiro. A última notícia que nos chega da agora RAEM - a sigla da Região Administrativa Especial de Macau - é sobre o aumento do território. Nada mais, nada menos que 361,65 hectares, o equivalente a uns 180 relvados de futebol juntos, roubados ao rio das Pérolas. Como a actual superfície de Macau é de 29,2 km2, isto significa que, de futuro, o território vai esticar cerca de 12 por cento. A autorização foi dada muito recentemente pelo Conselho de Estado da República Popular da China, o órgão de cúpula do poder em Pequim. Atendendo à data em que a decisão foi divulgada, estamos perante uma espécie de "prenda" da mãe-pátria pela passagem dos primeiros dez anos de Macau sob administração chinesa. A maior densidade populacional do mundo O aumento do território havia sido solicitado pelo governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), a designação oficial de Macau desde o dia 20 de Dezembro de 1999, data da transferência da administração de Portugal para a China. A escassa dimensão tem sido um dos principais problemas de Macau, constituindo, a partir de certa altura, um entrave quer ao crescimento demográfico quer à diversificação económica. Com 538 mil habitantes (dados de 2007), Macau é considerado o território com maior densidade populacional do mundo: 18.811 habitantes por km2. O território - composto pela península de Macau e pelas ilhas de Taipa e Coloane - não tem cessado de crescer, por via de sucessivos aterros, feitos à base de terra "roubada" às ilhas e montanhas circundantes. Cidade judiciária e ponte até Hong Kong Em 1989, quando faltavam dez anos para a transferência de soberania, a superfície era apenas de 17,4 km 2. Desde então, Macau quase duplicou. Em 1999, quando a bandeira portuguesa foi arriada, a superfície já era de 23,6 km 2, muito por via do aeroporto mandado construir pelo governador Carlos Melancia, mas inaugurado já na vigência de Rocha Vieira. Durante os dez anos do Governo de Edmond Ho - que no próximo dia 20 será substituído por Fernando Chui Sai On -, o território cresceu para os actuais 29,2 km2 e irá aumentar, em breve, para os 32,8. Parte dos aterros servirá para edificar, junto à estátua da deusa Kun Iam, uma espécie de cidade judiciária, projectada por vários arquitectos portugueses. Noutra área ganha ao rio, perto das Portas do Cerco (a tradicional fronteira terrestre com a China), está previsto que sejam construídos os acessos à futura ponte que ligará o território a Hong Kong e à área vizinha de Zhuhai - e que, pela sua dimensão e ousadia, passará a ser uma das grandes obras do actual regime chinês. in http://aeiou.expresso.pt/territorio-de-macau-cresce-180-campos-de-futebol=f551760
  16. Pároco garante que documento existe Vereador do Urbanismo de Lisboa desconhece protocolo de apoio para a igreja do Restelo 10.12.2009 - 10:58 Por José António Cerejo Três semanas depois de ter surgido a polémica sobre a construção de uma igreja em forma de caravela na paróquia de São Francisco Xavier, no Restelo, a Câmara de Lisboa ainda diz que não sabe se assumiu algum compromisso para apoiar a obra, nem se o respeitou ou não.Daniel Rocha Troufa Real ainda não respondeu ao convite da Ordem dos Arquitectos para apresentar o projecto da igreja Manuel Salgado, vice-presidente do município e vereador do Urbanismo disse isso mesmo aos jornalistas, no final da reunião do executivo camarário de ontem: "Se existiu algum protocolo, eu, pessoalmente, não tenho conhecimento". No PÚBLICO de terça-feira, o padre António Colimão, responsável por aquela paróquia há 19 anos, garantiu que o compromisso da autarquia foi assumido por escrito e se traduziu na promessa de 225 mil euros, destinados ao pagamento dos projectos do arquitecto Troufa Real. Segundo o pároco, só terão sido entregues 25 mil euros, presumivelmente ainda antes do fim de 2001, no mandato de João Soares. Este, por seu lado, afirma que não se recorda de ter sido atribuído qualquer subsídio, mas António Colimão acrescenta que no mandato de Santana Lopes ainda pediu os 200.000 euros em falta, tendo-lhe sido respondido que não havia dinheiro disponível. Estas declarações não coincidem, contudo, com uma notícia publicada em Setembro de 2002, no Diário de Notícias, onde se citava o protocolo anteriormente celebrado entre o município e a paróquia. De acordo com essa notícia, a autarquia tinha prometido 234 mil euros e já tinha pago uma primeira parte, faltando apenas 87 mil euros. O pároco tem-se escusado a divulgar o protocolo e a autarquia, já solicitada por escrito pelo PÚBLICO, continua a não esclarecer o assunto. "O senhor pároco não colocou o problema à câmara" de uma eventual dívida, limitou-se a dizer Manuel Salgado. Ordem quer debate A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou, há 15 dias, o arquitecto Troufa Real para apresentar o projecto da igreja do Restelo, nas sessões públicas que tem promovido sobre casos mediáticos. De acordo com fonte da OA, citada pela Lusa, o convite da secção regional sul da OA seguiu há 15 dias para o arquitecto, mas ainda não teve resposta. in http://www.publico.clix.pt/Local/vereador-do-urbanismo-de-lisboa-desconhece-protocolo-de-apoio-para-a-igreja-do-restelo_1413282 Restelo Câmara desconhece protocolo para pagar projectos de igreja de Troufa Real O vice-presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje desconhecer um protocolo entre a autarquia e a paróquia de São Francisco Xavier, que envolva pagamento de 225 mil euros em projectos da Igreja projectada por Troufa Real para o Restelo «Se existiu algum protocolo, eu, pessoalmente, não tenho conhecimento», disse aos jornalistas Manuel Salgado, durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal. O pároco de São Francisco Xavier reclamou, em declarações ao jornal Público, a existência de um acordo escrito com a autarquia, que implicaria o pagamento de 225 mil euros para os projectos da Igreja, projectada pelo arquitecto Troufa Real. Segundo o padre, deste montante, a autarquia pagou apenas 20 mil euros. Contudo, o vice-presidente da Câmara e vereador do Urbanismo sublinhou hoje que «o senhor pároco não colocou o problema à Câmara». «Além do que tem sido referido na imprensa, não sei nada sobre um eventual protocolo e compromissos assumidos pela autarquia com a paróquia». Lusa / SOL in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=156385 Restelo/igreja: Ordem dos Arquitectos quer outra sessão com Troufa Real Lisboa, 09 Dez (Lusa) - A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou há 15 dias o arquitecto Troufa Real para apresentar o polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, no âmbito das sessões públicas que aquela estrutura tem promovido para casos mediáticos. Lusa 17:24 Quarta-feira, 9 de Dez de 2009 Lisboa, 09 Dez (Lusa) - A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou há 15 dias o arquitecto Troufa Real para apresentar o polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, no âmbito das sessões públicas que aquela estrutura tem promovido para casos mediáticos. De acordo com fonte da OA, o convite da secção regional sul da ordem seguiu há 15 dias para o arquitecto, mas até agora não houve resposta. "Este convite insere-se no ciclo de sessões que temos promovido envolvendo projectos que se tornam mais mediáticos e o objectivo é alargar o debate", disse à Lusa fonte da Ordem. in http://aeiou.visao.pt/resteloigreja-ordem-dos-arquitectos-quer-outra-sessao-com-troufa-real=f539721 Bispo auxiliar de Lisboa defende alteração do projecto da igreja de Troufa Real In Público (8/12/2009) Por Ana Henriques «Padre António Colimão diz que a câmara ainda deve à paróquia de S. Francisco Xavier 200 mil euros de uma verba prometida num protocolo aprovado em 2001 para pagar os projectos Perto de três mil contestatários no Facebook "Igreja ficou exótica" O bispo auxiliar de Lisboa D. Carlos Azevedo defende a alteração de alguns aspectos da polémica igreja em forma de caravela que o arquitecto Troufa Real projectou para o Alto do Restelo, em Lisboa, e cuja construção começou há três semanas. O também director da Escola das Artes de Lisboa da Universidade Católica pensa que nesta fase inicial da obra ainda é possível rever, em diálogo com o arquitecto e com a paróquia de S. Francisco Xavier, "alguns detalhes" do edifício, que Troufa Real quer pintar em dourado, vermelho, verde e laranja, além do branco. "A igreja que está a ser iniciada não serve bem os cânones de uma estética cristã", escreveu recentemente o bispo auxiliar na sua coluna de opinião no Correio da Manhã. Em declarações ao PÚBLICO, D. Carlos Azevedo diz que o templo idealizado por Troufa Real não só enferma de "um pouco de mau gosto" como não parece "respeitar os cânones do que é hoje a concepção de uma igreja". Ora "o arquitecto de uma igreja não pode fazer o que lhe apetece, mas o que serve à comunidade cristã". No artigo que publicou, o bispo faz ainda críticas ao processo que, no final dos anos 90, levou à escolha do arquitecto. Segundo o responsável pela paróquia, o padre António Colimão, foi João Soares, nessa altura presidente da Câmara de Lisboa, quem escolheu Troufa Real - seu amigo - para desenhar o templo. "Não percebi porquê", acrescenta o padre. Para o director da Escola das Artes da Universidade Católica, todo este processo evidencia alguns "elos fracos": "a falta de critérios de quem encomenda" a obra, mas também "a aceitação de presentes perigosos, tais como projectos pagos por autarquias selectivas do artista". Isto porque a câmara concedeu um apoio financeiro à paróquia para esta pagar os projectos da igreja. Acontece que, segundo António Colimão, dos cerca de 225 mil euros que o município se comprometeu, por escrito, a entregar-lhe, faltam pagar 200 mil. Lembra-se de os ter solicitado no mandato de Santana Lopes e de a então vereadora das Finanças, Teresa Maury, lhe haver respondido: "Padre, não temos dinheiro". O que não significa que tenha desistido de reivindicar a verba em falta: "Acredito que a câmara há-de pagar". Dos cerca de 25 mil euros que recebeu, entregou "qualquer coisa" a Toufa Real. Quanto, não diz. Tinha sido anunciado que o arquitecto trabalharia a título gracioso, mas afinal havia ainda uma factura a pagar. "Ouvi dizer que já não quer receber mais um tostão", refere o padre. Desenhada com uma torre de cem metros, a igreja custará três milhões de euros só na sua primeira fase. D. Carlos Azevedo vê aqui mais um elo fraco: "a ausência de frontalidade para corrigir e recusar soluções onerosas para as comunidades, seja do ponto de vista económico, seja do ponto de vista da identidade eclesial". No patriarcado, a sua posição é sobejamente conhecida. O que não quer dizer que vingue perante a hierarquia eclesiástica.» in http://cidadanialx.blogspot.com/
  17. Famalicão: Novo mapa de arquitectura traça roteiro por 27 edifícios Vale do Ave 2009-12-11 visitas (71) comentários (0) autor Marta Caldeira Quem quiser conhecer terras famalicenses tem agora a possibilidade de se deixar guiar pelo Mapa de Arquitectura de Vila Nova de Famalicão que ontem já foi dado a conhecer ao público na Casa das Artes durante a inauguração do 12º Congresso dos Arquitectos. O mapa concebido em parceria entre os técnicos da Ordem dos Arquitectos e os técnicos da autarquia famalicense traça um roteiro por uma série de edifícios públicos relevantes do concelho de Famalicão desde a Habitação Social Multifamiliar de Gondifelos à Casa de Cupertino Miranda Piscinas de Ribeirão Centro Social de Avidos Centro de Estudos Camilianos Mercado Centro de Apoio e Manutenção das Auto-Estradas do Norte Centro de Saúde de Delães entre muitos outros. No conjunto destacados no mapa estão 27 edificações mas segundo Armindo Costa presidente da Câmara Municipal de Famalicão bem “poderiam ser 40 ou 50” uma vez que o objectivo é “publicitar desenvolver e atrair a Famalicão mais turistas” indicou à margem do congresso em declarações aos jornalistas. “Nós temos um património arquitectónico construído em Famalicão que muita gente desconhece” sublinhou o autarca referindo a propósito que foram editados 10 mil exemplares do mapa para serem distribuídos pelos principais promotores de turismo como o Posto de Turismo e as unidades hoteleiras. O mapa evidencia assim a “diversidade arquitectónica de qualidade com forte componente criativa e de inovação técnica com a arquitectura contemporânea a assumir um papel de destaque” resumiu Armindo Costa. São diferentes as produções arquitectónicas de Famalicão com a arquitectura contemporânea a assumir já um papel principal sobretudo durante a primeira metade dos séculos XIX e XX. O edil caracterizou por outro lado Famalicão como “uma referência na arquitectura portuguesa em resultado do trabalho desenvolvido pela Universidade Lusíada e pela sua Faculdade de Arquitectura e Artes assumindo-se como um pólo de transmissão do conhecimento que tem sido essencial para o desenvolvimento sustentável da nossa região”. in http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=19301
  18. Secil atribuído a uma fábrica pela primeira vez Ontem JOSÉ VINHA Pela primeira vez, um Prémio Secil de Arquitectura foi atribuído a uma fábrica. A placa foi, ontem, descerrada nas instalações da Viriato Hotel Concept, na zona industrial de Terronhas, Paredes, e distingue o arquitecto portuense Nuno Brandão Costa. "O arquitecto tem um trabalho mais ou menos solitário, mas está sempre a dar uma resposta à sociedade e quando a sociedade reconhece isso, de forma tão enfatizada, é muito bom", afirma Nuno Brandão Costa, autor do projecto. A administração da fábrica de móveis de Recarei pretendia construir um edifício que acrescentasse novas valências funcionais ao complexo fabril, mas teria de anunciar a marca da empresa e reforçar a identidade Viriato. Nuno Brandão Costa concebeu um edifício que respondeu, em pleno, às questões iniciais, chamando a atenção do júri do Prémio Secil, que nomeou a obra para o galardão. O júri valorizou, além da qualidade intrínseca do edifício, o facto de o imóvel ter acrescentado qualidade numa zona industrial descaracterizada em termos urbanísticos. "A Secil, como uma das promotoras de prémios de engenharia e arquitectura tem um objectivo, que é ajudar a preservar a memória das pessoas em primeiro lugar, das coisas que essas pessoas fazem, em segundo lugar, e a partir daí contribuir para que as pessoas se sintam membros de uma comunidade actuante", frisou Mário Valadas, administrador da Secil. O autarca de Paredes Celso Ferreira considera ter sido distinguido, também, o sector do mobiliário. "Um concelho que tem 1268 fábricas de móveis e que aposta na Rota dos Móveis ver premiada uma obra de uma fábrica ligada ao sector do mobiliário tem ainda um valor acrescido", afirmou. O Prémio Secil de Arquitectura é reconhecido como o galardão de referência da Arquitectura Portuguesa. Criado em 1992, distingue, de dois em dois anos, um projecto de arquitectura. Entre os arquitectos já galardoados, estão os nomes de Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura, João Carrilho da Graça, Pedro Maurício Borges e Vítor Figueiredo, juntando-se, nesta edição, o nome de Nuno Brandão Costa. in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1445197
  19. Casa Tóló, de Álvaro Leite Siza Por Nuno Abrunhosa Publicado: 03.12.2009 | 20:14 (GMT) Marcadores: Alvarinho , Álvaro Leite , arquitectura , artes , Casa Toló , Ribeira de Pena , SIza Vieira É o projecto mais emblemático de Álvaro Leite Siza. Valeu-lhe nomeações e um prémio em concursos de arquitectura. Construída em Alvite, Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, a Casa Tóló tem sido aclamada internacionalmente por revistas de arquitectura e é alvo de mestrados em arquitectura um pouco por todo o mundo. O projecto, consiste numa casa de férias com três quartos, casa de banho, salas de estar e jantar e uma pequena cozinha. Para o autor é um "projecto sentido e com personalidade. A criação é muita teimosia e insatisfação. Quem não é insatisfeito não consegue ultrapassar-se. Nunca. É nos momentos de transe, quando estás dias sem dormir, cansado, mal nutrido, quando já te dói o corpo, já te dói a alma, que as coisas começam a fluir. Não é preciso comer, não é preciso fumar, não é preciso nada. As coisas começam a fluir com uma coerência e uma unidade tal, que surgem momentos em que me sinto um instrumento de qualquer coisa. É estranhíssimo. É um processo intuitivo. Todo o teu conhecimento, todo o teu imaginário, a tua carga, tudo o que te marcou na vida, conta." A casa, que acompanha a topografia íngreme do terreno, é composta por variados volumes interligados, criando uma irregularidade que permite uma utilização mais racional do espaço. Dessa maneira, as várias funções da casa são clarificadas com cada elevação correspondendo a um só compartimento. Álvaro Leite Siza vê na sua obra "uma mulher deitada e sensual". in http://jpn.icicom.up.pt/2009/12/03/casa_tolo_de_alvaro_leite_siza.html
  20. Projectos Tabernáculo do século XXI 06 Dezembro 2009 Mobile Performance Venue" (MPV), da autoria do colectivo de arquitectos noruegueses "Vários Arquitectos", foi um dos grandes vencedores, na categoria Futuros Projectos Experimentais, do Festival de Arquitectura do Mundo, realizado este Novembro em Barcelona. A ideia do MPV é simultaneamente simples e ambiciosa: utilizando um recinto móvel facilmente transportável e que se monta e desmonta em qualquer parte do mundo, apresentar uma performance designada "Identidade da Alma", baseada no poema épico "Terje Vigen" , de Ibsen, publicado pela primeira vez em 1857 e noutro poema, "O soldado sonha lírios brancos", do palestino Mahmoud Darwish, desaparecido recentemente. O conteúdo desta proposta é uma mensagem universal, transcultural, de reconciliação fraternal entre povos e de união entre Norte e Sul, Oriente e Ocidente. O recinto permite a instalação de um ecrã gigante, com 12 por 7 metros, onde se projectam imagens de um actor a recitar os poemas. Em frente, o palco onde um grupo de actores e bailarinos executam a parte performativa da peça. Além de permitir esta actividade, a estrutura do colectivo norueguês pretende ser, ela própria, um objecto representativo da cultura contemporânea, efémera ou, segundo os seus criadores, "uma estrutura única e icónica" e a maior do mundo. Com uma forma oval - "dinâmica", segundo o colectivo - de 90 por 60 metros de comprimento e largura, respectivamente, e uma altura que varia dos 10 aos 17 metros, o MPV apresenta uma estrutura fixa com 3900 metros quadrados, com capacidade para albergar uma audiência de 3 500 pessoas. E poderá ser subdividida ou aumentada, consoante as necessidades e o local, versatilidade só possível graças ao seu engenhoso sistema estrutural: divide-se em 20 segmentos autónomos, que podem ser combinados de forma a permitir lotações e áreas de ocupação que variam entre 2000 e 3900 metros quadrados. A leveza e a facilidade de transporte são outras das mais valias do projecto norueguês. Conforme indicam os arquitectos, cabe inteiro em 30 ou 40 contentores. O material da estrutura, em tubos insufláveis de PVC, é durável e 100 por cento reciclado, apontam os arquitectos, que recorrem a uma leve estrutura em alumínio para reforçar pontualmente o recinto. Funcionalmente, o MPV é uma estrutura composta por uma grande praça de acesso, onde se localizam a bilheteira, bengaleiro e áreas de espera, coberta por seis hexágonos que formam uma "mézzanine" , transformável em cafetaria, espaço expositivo ou zona VIP. A partir da praça, transpõe-se a malha que delimita o edifício, composta por uma estrutura baseada no hexágono regular - forma geométrica infinitamente distribuível pelo espaço bidimensional - e acede-se ao recinto performativo. A área coberta permitirá experiências sensoriais que, de acordo com os promotores, "falam de vingança e apelam à reconciliação, identidade e redescoberta da alma", traduzidas em cinco línguas, incluindo o árabe. Aqui, a forte presença da malha geométrica hexagonal reforça o sentido do carácter universal da Geometria e do próprio conceito da performance do MPV. A ideia não é nova. Durante o Êxodo e até aos tempos do rei David, um templo portátil desdobrava-se e montava-se a cada paragem, para conter a Arca da Aliança e outros objectos sagrados. Curiosamente, prevê-se que a estreia do MPV aconteça no Egipto e, depois, na Síria, mais de 2000 anos após a narrativa bíblica do mais importante recinto móvel que já existiu para preservar a memória de uma cultura, ainda que fechada. Ideia Estreia do MPV deve acontecer no Egipto, dois mil anos após a narrativa bíblica Proposta Mensagem universal , transcultural, de reconciliação entre Norte, Sul, Oriente e Ocidente IN http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1440352&seccao=Arquitectura
  21. Igreja Arquitecto Troufa Real contornou parecer das Actividades Culturais por Lusa, Publicado em 06 de Dezembro de 2009 .OpçõesVotar: A igreja-caravela que vai nascer no Restelo D.R. 1/1 + fotogalería .O arquitecto Troufa Real, autor do polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, contornou o parecer da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) mudando a designação de um dos blocos, que contudo manteve as mesmas características. Segundo o processo, consultado pela agência Lusa, depois de a autarquia ter chamado a atenção para a necessidade de parecer do Regimento Sapadores Bombeiros e da IGAC relativamente ao edifício que deverá acolher o auditório, o arquitecto alterou a designação do bloco para "salão paroquial". Num dos documentos constantes do processo, o arquitecto altera a designação do auditório - que por ter determinadas características e poder acolher actividades culturais precisava de parecer da IGAC - que se passou a chamar 'salão paroquial'. Contudo, já depois desta alteração, os técnicos da autarquia chamaram a atenção para o facto de o auditório apenas mudar de designação, mas manter as mesmas características. O recinto, de acordo com o projecto, teria um palco com uma área com divisão no soalho para se poderem abrir alçapões. Contactado pela Lusa, o pároco local, António Colimão, confirmou que o edifício será para actividades culturais. "Será um espaço polivalente que permitirá várias opções, como conferências e actividades culturais como teatro e música", afirmou, em declarações à Lusa. De acordo com o IGAC, precisam de parecer desta entidade todos os recintos de espectáculos e natureza artística e mesmo os que, permitindo outro tipo de actividade, contemplam na sua concepção palcos, camarins, cabinas de projecção e outras estruturas, designadamente os auditórios com palco, como é o caso do edifício que integra o projecto da igreja caravela. A Lusa contactou o Ministério da Cultura para saber se recebeu até hoje algum pedido de parecer para o edifício em causa, mas não obteve resposta em tempo útil. As perguntas sobre a matéria enviadas por mail ao arquitecto Troufa Real também ficaram sem resposta. O projecto da igreja caravela, cujas obras arrancaram em Novembro, 12 anos depois da cerimónia de lançamento da primeira pedra, - mereceu já diversas críticas e até Nuno Teotónio Pereira, um dos autores do Plano de Urbanização do Restelo, o considerou "uma aberração", defendendo que "ofende de forma grave a paisagem urbana". A obra de Troufa Real baseia-se na vida do Apóstolo do Oriente, S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos. O projecto inclui a igreja, em forma de caravela dourada, uma torre de 95 metros com uma sala panorâmica revestida de vidro a 60 metros de altura, e outros quatro edifícios, mas apenas três estão contemplados na obra que arrancou agora: auditório/salão paroquial, casa paroquial (residência do pároco) e um outro para salas de formação e catequese. Para mais tarde ficará o centro social. Os passos decisivos para o projecto foram dados no tempo dos mandatos de João Soares e Santana Lopes na Câmara de Lisboa. João Soares presenciou a cerimónia de lançamento da primeira pedra, em Dezembro de 1997. Foi também João Soares que assinou o contrato de compra e venda onde por um valor simbólico transmitiu uma parcela de terreno para construção da igreja, que veio depois a ser trocada com a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) por uma outra. Já o projecto de arquitectura foi aprovado no tempo de Santana Lopes, com um despacho de Maio de 2004 da então vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão. O projecto sofreu ao longo dos anos várias alterações, na sequência de chamadas de atenção das várias especialidades técnicas e de pareceres negativos, designadamente do Regimento Sapadores Bombeiros. A última mudança aconteceu em 2008 e refere-se à nave na igreja, cuja estrutura que deixou de ser em "betão armado pré-esforçado" e passou a ser metálica, com revestimento de chapa metálica exterior para redução do peso. A mudança foi validada pelos vários responsáveis técnicos no Urbanismo em Dezembro de 2008 e mereceu luz verde do vereador Manuel Salgado a um dia do final do ano. IN http://www.ionline.pt/conteudo/36293-arquitecto-troufa-real-contornou-parecer-das-actividades-culturais
  22. Arquitectura: Recuperação Mosteiro de Tibães em Braga teve Medalha Ouro na Bienal "Miami Beach" Braga, 07 Dez (Lusa) - O projecto de recuperação e reabilitação do Mosteiro de Tibães, em Braga, obteve a Medalha de Ouro na Bienal de "Miami Beach 2009", Estados Unidos, categoria de Restauro Arquitectónico, disse, hoje, fonte do organismo. Lusa 18:42 Segunda-feira, 7 de Dez de 2009 Braga, 07 Dez (Lusa) - O projecto de recuperação e reabilitação do Mosteiro de Tibães, em Braga, obteve a Medalha de Ouro na Bienal de "Miami Beach 2009", Estados Unidos, categoria de Restauro Arquitectónico, disse, hoje, fonte do organismo. A fonte adiantou que o projecto, coordenado pelo arquitecto João Carlos dos Santos e pela arquitecta paisagista Maria João Dias Costa, concorreu ao galardão da arquitectura internacional, organizado pelo Instituto Americano de Arquitectos (AIA), pela Sociedade Americana de Arquitectos Paisagistas e pela Federação Pan-Americana de Associações de Arquitectos (PAFAA). A candidatura ao prémio foi feita após a conclusão das obras de recuperação e reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do Refeitório, promovidas pelo Ministério da Cultura através da Direcção Regional de Cultura do Norte. IN http://aeiou.visao.pt/arquitectura-recuperacao-mosteiro-de-tibaes-em-braga-teve-medalha-ouro-na-bienal-miami-beach=f539535 Medalha de ouro para Mosteiro bracarense na Bienal Miami + Beach Recuperação de Tibães conquista prémio de arquitectura nos EUA O projecto de recuperação e reabilitação do Mosteiro de Tibães recebeu a medalha de ouro da Bienal de Miami + Beach 2009, nos Estados Unidos da América, na categoria de "Restauro Arquitectónico". A intervenção que ficou em primeiro lugar nesta competição é coordenada pelo arquitecto João Carlos dos Santos e pela arquitecta paisagista Maria João Dias Costa. Segundo informações veiculadas pelo Ministério da Cultura, o projecto foi apresentado a concurso após a conclusão das obras de recuperação e reabilitação do noviciado, ala sul e claustro do refeitório. Este prestigiado galardão da arquitectura internacional é, de acordo com a mesma fonte, organizado pelo Instituto Americano de Arquitectos, pela Sociedade Americana de Arquitectos Paisagistas e pela Federação Pan-Americana de Associações de Arquitectos.Texto, Redacção Publicado a 08-12-2009 IN http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=36243 Mosteiro de Tibães premiado 2009-12-09 EMÍLIA MONTEIRO Bienal de Miami Beach condecorou com medalha de ouro restauro arquitectónico. Vinte anos de obras, 15 milhões investidos e novas valências e espaços de lazer foram fundamentais para que o júri da Bienal de Miami atribuísse a medalha de ouro ao restauro arquitectónico do mosteiro de Tibães. O restauro do mosteiro de Tibães, em Braga, venceu a medalha de ouro da Bienal de Miami Beach 2009, nos Estados Unidos da América, na categoria de restauro arquitectónico. Organizado pelo Instituto Americano de Arquitectos, pela Sociedade Americana de Arquitectos paisagistas e pela Federação Pan-Americana de Associações de Arquitectos, o concurso distingue as obras mais importantes em todo o mundo. João Carlos Santos, o arquitecto responsável pelo restauro do mosteiro de Tibães, quase não acreditou quando soube da distinção. "Quando apresentamos um trabalho a concurso, obviamente que pensamos que podemos ganhar mas, este prémio, é mesmo muito importante", frisou o arquitecto que partilha o prémio com toda a equipa que, desde há vinte anos, trabalha no projecto. As obras de recuperação e reabilitação do noviciado, da ala sul, do claustro e do refeitório foram as últimas a estar concluídas. Com um custo total de 15 milhões de euros, nos últimos três anos foram gastos cerca de 4,7 milhões nas "últimas" obras. No "orçamento" está também a recuperação da Casa do Volfrâmio, uma pequena habitação, construída na cerca do mosteiro que serve agora de espaço de apoio às actividades realizadas fora do mosteiro. A recuperação do espaço permitiu a instalação, em Tibães, de um Centro de Estudos das Ordens Monásticas, de um restaurante com capacidade para 50 pessoas e de uma hospedaria com nove quartos. O restaurante e a hospedaria estão entregues a religiosas da Família Missionária Domum Dei que gerem os espaços, cozinham e tratam do acompanhamento espiritual de quem pretende repousar e meditar. Fundado por S. Martinho de Dume no século VI, o mosteiro foi sofrendo alterações ao longo dos séculos. Em 1480, tornou-se a sede da Ordem de S. Bento. Em 1986 foi comprado pelo Estado português mas continua com espaços geridos por três entidades diferentes: a diocese de Braga, a Junta de Freguesia de Tibães e a Direcção Regional de Cultura do Norte. João Carlos Santos, o responsável pelo projecto, é também o Coordenador do Sector de Obras, Conservação e Restauro da Direcção Regional de Cultura. "É a obra da minha vida", disse o arquitecto, que viu a obra avançar, nos últimos anos, graças à verba disponibilizada pela 2.ªfase do III quadro Comunitário de apoio. João Carlos dos Santos tem desenvolvido projectos de recuperação e reabilitação para imóveis afectos ao Ministério da Cultura, de que se destacam o projecto de Tibães e o estudo para o remate da fachada poente do Palácio Nacional da Ajuda em Lisboa. Actualmente coordena o projecto de Recuperação e Reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto. Maria João Dias Costa, coordenadora do mosteiro de S. Martinho de Tibães, tem, também, dedicado grande parte do seu trabalho ao projecto de Tibães, que foi distinguido em 1998 com o Prémio Internacional Carlo Scarpa para o Jardim (ver caixa). IN http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=1442101
  23. Famalicão: António Mendonça defende política pública de arquitectura Publicado por Janine Barbosa Sexta, 11 Dezembro 2009 16:40 O ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, defendeu esta quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão, a necessidade de se avançar com uma política pública de arquitectura em Portugal, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. O governante que presidiu à sessão de abertura do 12.º Congresso dos arquitectos que está a decorrer até sábado, na Casa das Artes, afirmou que a arquitectura é "um pilar fundamental no desenvolvimento do país, seja no que diz respeito à economia, ao desenvolvimento sustentável, à eficiência energética e às alterações climáticas, ou na criatividade e inovação". Sobre o tema do congresso "Arquitectura para Todos: uma Política Pública de Arquitectura para Portugal", António Mendonça citou a Constituição da República para lembrar que "ao Estado, em colaboração com as autarquias locais, incumbe promover a qualidade arquitectónica das nossas povoações". Neste âmbito, salientou que a actual legislação trouxe "mais responsabilidades, oportunidades e exigências para os arquitectos portugueses, pois reconhece a importância da arquitectura na sociedade". "Uma política pública de arquitectura para o nosso país é mais uma pedra na construção do direito à arquitectura", assinalou ainda o ministro das Obras Públicas. No mesmo sentido, falou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, que destacou a importância do tema. "O tema escolhido remete-nos para o objectivo de uma crescente democratização da arquitectura em Portugal, desafio que a Ordem dos Arquitectos assumiu e bem, procurando tornar a arquitectura mais acessível a todas as pessoas", afirmou o autarca. Armindo Costa que esteve também em representação da Associação Nacional dos Municípios referiu que este "é um desafio de crucial importância para o país, muito particularmente para as autarquias portuguesas, onde o plano arquitectónico assume um papel decisivo na organização e harmonização do espaço, na acessibilidade do mesmo a todos os cidadãos e na sustentabilidade das nossas cidades e das nossas aldeias". O edil famalicense que apresentou o concelho perante os cerca de 200 congressistas que participaram no evento referiu ainda que "Famalicão é hoje uma referência na arquitectura portuguesa em resultado do trabalho desenvolvido pela Universidade Lusíada e pela sua Faculdade de Arquitectura e Artes". Entretanto, o presidente da Ordem dos Arquitectos João Belo Rodeia afirmou que a "arquitectura é um direito dos cidadãos, porque é de todos e é para todos". Neste âmbito, o responsável desafiou todos os arquitectos a "abrirem-se à sociedade e a todos os portugueses". O responsável referiu ainda que a escolha de Vila Nova de Famalicão para a realização do congresso se deveu ao seu papel de "microcosmos dos desafios futuros ao desenvolvimento do país". in http://www.onoticiasdatrofa.pt/nt/index.php?option=com_content&view=article&id=5209:famalicao-antonio-mendonca-defende-politica-publica-de-arquitectura-&catid=458:regiao&Itemid=411
  24. 11 Dezembro 2009 - 17h04 PJ procura ilegalidades no licenciamento de centro comercial e hospital privado Buscas na Maia envolvem presidente e vice da autarquia As buscas efectuadas quinta-feira pela Polícia Judiciária na Câmara da Maia relacionam-se sobretudo com eventuais ilegalidades no licenciamento de um centro comercial e de um hospital privado, envolvendo Bragança Fernandes e António Silva Tiago, presidente e vice-presidente da autarquia, respectivamente. Fontes conhecedoras do processo disseram, esta sexta-feira, à agência Lusa que está em causa está uma investigação para apurar a consistência de denúncias que apontam o presidente da Câmara e o seu vice como suspeitos de terem favorecido dois empreiteiros a troco de contrapartidas, no âmbito de processos de licenciamento. Um dos processos reporta-se ao Centro Comercial Vivaci e outro ao Hospital privado do Lidador, um projecto da Sociedade do Hospital Lidador, SA, participado a 10 por cento pela autarquia e Misericórdia e nos restantes 90 por cento pelo Grupo Português de Saúde, pertencente à Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o Banco Português de Negócios até à sua nacionalização, em Novembro de 2008. A investigação baseia-se ainda numa parte do financiamento da última campanha eleitoral de Bragança Fernandes, reeleito pelo PSD com maioria absoluta, na alegada cotitularidade de contas bancárias no estrangeiro por parte de alguns arguidos e supostos favorecimentos de algumas pessoas em processos de admissão de funcionários para a autarquia. De acordo com as mesmas fontes, citadas pela agência Lusa, a investigação irá ainda centrar-se no administrador de duas, o dono de uma imobiliária, bem como o responsável por um gabinete de arquitectura que já foi funcionário da autarquia em causa. As buscas levadas a cabo pela PJ não se limitaram à Câmara Municipal, estendendo-se também ao Fórum da Maia, empresas do ramo imobiliário e, pelos menos, dois gabinetes de arquitectura. De acordo com a agência noticiosa, a Câmara Municipal da Maia escusou-se a produzir qualquer comentário ou informação adicional sobre as buscas. Na quinta-feira, a autarquia confirmou que as suas instalações foram alvo de buscas da Polícia Judiciária do Porto, tendo por base "processos no âmbito de obras particulares". A mesma fonte garantiu que "não foram constituídos arguidos". Luciano Gomes, presidente da Assembleia Municipal, declarou ter sido ouvido pela PJ sobre matéria que não revelou mas que admitiu relacionar-se com a sua função de presidente do principal órgão autárquico concelhio. in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=5F9F13DA-61B2-4664-B42E-4EB30C993FAA&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021
  25. Uma cidade limitada por um muro. No meio da Republica Democratica Alema. Como era a cidade e como ela funcionava. Quais as estrategias para o crescimento da cidade. Quais as empresas que operavam nesta parte da Cidade. O Mapa Existe a ideia de que os berlinenses orientais estavam cercados pelo muro mas afinal era o inverso. O Paraiso para os berlinenses de leste estava cercado por um muro. Mapa Urbano-Rodoviario em 1978 - '> Mapa de Usos e Industrias em 1972 - http://map.primorye.ru/raster/maps/europe/west_berlin_ind_1972.jpg Rotas Aereas da RFA para Berlim Ocidental - '>
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