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Inaugurado núcleo arqueológico do Castelo Nova oferta turística leva a revisão de preços dos bilhetes na entrada 2010-03-19 TELMA ROQUE O núcleo arqueológico do Castelo de S. Jorge, em Lisboa, que integra um "bairro islâmico" e ocupações de outros períodos que remontam à Idade do Ferro, foi ontem, quinta-feira, inaugurado pelo presidente da Câmara António Costa, 14 anos após as primeiras escavações. O "processo foi longo e parecia impossível", mas ficou agora totalmente rematado, assemelhando-se a uma maqueta em tamanho real, conforme explicou Carrilho da Graça, o arquitecto responsável pelo projecto de musealização do núcleo arqueológico, descoberto durante a construção de parque de estacionamento. Após anos de escavações e de investigação, o terreno foi deixando a descoberto um bairro islâmico, datado dos séculos XI-XII, composto por algum casario e duas construções mais imponentes onde ainda é possível vislumbrar estuques pintados nos compartimentos que serviam de salão e recepção aos convidados. Mas há ainda vestígios habitacionais da Idade do Ferro, de ocupações fenícias e romanas e ainda ruínas do Palácio dos Condes de Santiago (são visíveis pavimentos de várias remodelações). Carrilho da Graça optou por não ter uma intervenção intrusiva. Um muro de aço define o espaço cenográfico e várias "construções simples e abstractas" ajudam a proteger as ruínas e a criar a ideia da espacialidade interior, como no caso das duas casas islâmicas de aspecto mais nobre. O núcleo arqueológico agora inaugurado junta-se assim ao núcleo museológico que abriu há mais de um ano, também no Castelo e que reúne muito do espólio que foi encontrado durante as escavações, entre cerâmicas, moedas e outros objectos do quotidiano de todas as ocupações. Miguel Honrado, presidente da EGEAC (empresa municipal que tem o pelouro da animação cultural da cidade) admite que a autarquia está a estudar um ajuste de preços nos bilhetes que são cobrados à entrada do Castelo, decorrente de mais uma oferta cultural aos visitantes. "O preço será integrado. Paga-se apenas uma vez, mas o aumento não está definido. Não será, contudo, substancial, mas de poucos euros", disse. António Costa, sublinhou, por seu turno, que a inauguração do núcleo arqueológico "não é um projecto isolado" e que reforça a identidade da cidade como uma "encruzilhada de mundos". Deu como exemplo, o núcleo museológico aberto há mais de um ano, referindo que estão inseridos na mesma estratégica que pretende fazer nascer o museu judaico em Alfama, o centro cultural africano na Avenida 24 de Julho e a casa de crianças refugiadas na Bela Vista. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1522540 19 Março 2010 - 00h30 Património: Núcleo arqueológico inaugurado ontem Castelo revela as suas ruínas Num cenário que cruza a força da História com a beleza do Tejo, em fundo, inaugurou--se ontem o núcleo arqueológico do Castelo de São Jorge, que conclui um projecto iniciado em 1996, aquando dos primeiros achados naquela zona alta das muralhas. O evento foi protagonizado por António Costa (presidente da Câmara de Lisboa), Elísio Summavielle (secretário de Estado da Cultura) e Carrilho da Graça (Prémio Pessoa 2008), arquitecto responsável pelo projecto. O espaço arruma-se em 2600 metros quadrados, onde se cruzam vários períodos e culturas: séc. VII a.C. (Idade do Ferro), sécs. XI e XII (Bairro Islâmico) e sécs. XV-XVIII (Palácio dos Condes de Santiago). "Este é um momento muito importante que culmina um longo processo", frisou Carrilho da Graça, sublinhando o romantismo do cenário. O espaço é recortado por um muro de aço corten (anticorrosivo) que limita as escavações e as estruturas modernas e simples, edificadas "para proteger e permitir o entendimento da espacialidade do interior" das ruínas. Já António Costa, autarca de Lisboa, enalteceu o cruzamento de culturas de um projecto "inserido numa estratégia que integra outras iniciativas" que reforçam a identidade de Lisboa. DETALHES Escavações desde 1996 Os primeiros vestígios arqueológicos foram encontrados no Castelo em 1996. Projecto de 1,4 milhões O custo dos núcleos museológico (inaugurado em 2008) e arqueológico ronda 1,4 milhões de euros. Novecentos mil euros provêm da autarquia e o restante do Plano Operacional de Cultura (POC). Equipa de arqueologia Ana Gomes e Alexandra Gaspar, da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, lideraram os arqueólogos. Sofia Canelas de Castro in http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=B084F691-3363-4241-89A9-9773311A71E6&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013
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Viseu | Requalificação do Parque Aquilino Ribeiro | Viana Barreto
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Hélder Amaral: «O que se passa com o Parque Aquilino Ribeiro» 31 Março, 2010 | Autor: ViseuMais Hélder Amaral O deputado do CDS-PP, eleito por Viseu, Hélder Amaral, deixa aqui a sua opinião. O que se passa com o Parque Aquilino Ribeiro «Apesar da discussão pública, sempre com pouca participação (o que é pena), mas cuja responsabilidade não pode ser assacada à Câmara Municipal de Viseu, estamos cada vez mais longe de uma sociedade dinâmica. Não é de estranhar, por isso, que poucos saibam qual o alcance das obras que o magnífico Parque Aquilino Ribeiro vai sofrer. Mas, mesmo sem saber como vai ficar, importa saber como correm as obras no parque. No jornal Diário de Viseu de 17 Fev. de 2010, Lê-se esta noticia: «”Estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas desde 10 de Dezembro do ano passado”, explicou ao nosso Jornal Américo Nunes, vice-presidente da Câmara de Viseu, quando questionado sobre a ou as razões da paragem das obras do Parque Aquilino Ribeiro, frisou que “a Câmara tem prestado todos os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas”. Recordou que o custo das obras de requalificação orça os 1,5 milhões de euros e que o autor do projecto é o arquitecto Viana Barreto”». Uma outra razão avançada por Américo Nunes para que as obras estejam paradas tem a ver com o mau tempo: “O empreiteiro tem a obra suspensa devido às fortes chuvadas que têm caído e que estão a dificultar o prosseguimento dos trabalhos”, justificou o autarca. Como tento fazer sempre que o tempo permite, lá fui ver o que diz o Tribunal de Contas. Surpresa! O que diz o Acórdão nª166/09, de 20/NOV/09? Importa começar por esclarecer que o Tribunal de contas recusou o respectivo visto, com base em inúmeras imprecisões e ilegalidades. Ou seja, primeiro, a obra não parou por causa do tempo; são várias as obras que continuam apesar do mau tempo! As obras pararam, isso sim, por falta de visto do Tribunal de Contas. Por outro lado, não é verdade que a Câmara tenha dado todos os esclarecimentos ao TC – é o próprio tribunal que o afirma: o contrato foi precedido de concurso público, cujo aviso de abertura foi publicado no Jornal da Beira em Janeiro de 2009, com base no valor de 1.790.773,65€, e um critério previsto no ponto 11 de adjudicar ao preço mais baixo. Pergunta o leitor: e foi? Os concorrentes formados pelo consórcio de empresas Vibeiras-Sociedade Comercial de Plantas, SA, e Mota-Engil, Engenharia e Construções, SA, foi excluído com uma proposta mais baixa de 1.295.783.44€. Foram ainda excluídos outros concorrentes com propostas ais baixas: Construtora Abrantina, 1.395.966.62, e Consórcio Lopes & Irmão, Fiscal. Empreiteiro de Fernando & Carvalho SA, com o valor de 1.368.940.85€. Ganhou a Oliveira, SA – Engenharia e Construção, com o valor de 1.469.845.26€… Eis o pedido de esclarecimentos do TC e resposta da CM: ”tendo este Tribunal solicitado a remessa de documento que consubstancia o suprimento dos erros e omissões apresentado pelos concorrentes excluídos, nas respectivas propostas, a entidade adjudicante (CMV) veio remeter apenas a relativa aos concorrentes nº 2”. Mas diz mais o TC: que a entidade adjudicante (CMV) elaborou um “lista de erros e omissões aceite”, que aliás, diz o TC, não prima pela clareza na sua forma! Ficamos sem saber o que se passou com a recusa dos outros concorrentes, mas farei perguntas para que o Município possa responder, até porque o TC acusa de ilegalidades a Câmara Municipal de Viseu e de, com isso, “alterar o resultado financeiro do contrato, com agravamento do respectivo valor” para a CMV – logo, para os contribuintes de Viseu (e não só). Aguardemos. - Hélder Amaral – Deputado CDS/PP – Viseu, 31 de Março de 2010.» in http://viseumais.com/viseu/?p=2438 -
Câmara do Porto opta por enterrar metro no Parque da Cidade Abertura de concurso público para construir mais quatro linhas já não acontecerá em Abril 2010-03-31 CARLA SOFIA LUZ O metro atravessará o Parque da Cidade em túnel. A decisão da Câmara do Porto foi comunicada à Empresa do Metro. Agora terá de rever o estudo de impacte ambiental da Linha do Campo Alegre, que não tinha contemplado a hipótese do enterramento. A correcção desta omissão vai contribuir para mais um adiamento da abertura do concurso público que seleccionará o construtor das quatro linhas da segunda fase de expansão da rede. No início do ano, o presidente da Administração da empresa, Ricardo Fonseca, apontou o lançamento desse concurso para Abril, já com sete meses de atraso em relação à data inicial de Setembro de 2009. Mas o prazo não será cumprido. Fonte da Metro especifica que é obrigatório ter as declarações de impacte ambiental das quatro linhas emitidas, antes de lançar o procedimento. O balanço não é favorável, pois apenas a ligação entre Matosinhos e o Pólo da Asprela (Porto), por S. Mamede de Infesta, possui essa declaração. O prolongamento da Linha Amarela a Vila d'Este, em Gaia, deverá obtê-la a curto prazo, enquanto o traçado da segunda linha para Gondomar, por Valbom, só será submetido a consulta pública no início do próximo mês. Quanto à Linha do Campo Alegre, o facto de não ter sido incluída no estudo (submetido a discussão pública em Fevereiro) a possibilidade de passagem em túnel no Parque vai atrasar o processo de avaliação ambiental. Face à opção camarária pelo enterramento, a Metro contactará a Agência Portuguesa do Ambiente para saber se a alteração ao traçado obriga à entrega de um aditamento ao estudo. Se for necessário, o mais provável é que o documento seja alvo de nova consulta pública. Enterrado na Rua de D. Pedro V A posição da Câmara do Porto é condicionada pela decisão de enterrar as composições na Rua de Brito Capelo, em Matosinhos. O presidente Rui Rio sublinha que "só admitia o atravessamento do metro à superfície" no Parque da Cidade, se circulassem desse modo no concelho vizinho. "Aí, teria de decidir se enterrava antes da Circunvalação, no Parque ou depois do Parque, porque o professor Sidónio Pardal [projectista do espaço verde] considerava melhor a solução à superfície", refere o autarca. O arquitecto desenhou as duas hipóteses e nunca fez segredo da sua preferência pelo atravessamento das composições em vale, próximo do mar, com canal protegido por encostas e muros de contenção. "Como o metro vem em túnel de Matosinhos, seria um absurdo desenterrá-lo só no Parque. É irracional fazer uma trincheira enorme para colocá-lo à superfície e outra para enterrá-lo alguns metros à frente", assinala Rui Rio. A pedido da Autarquia, a empresa está a analisar, ainda, o atravessamento da Rua de D. Pedro V pelo subsolo, em vez de construir um viaduto. Tudo indica que a ideia é tecnicamente possível com a alteração da cota de circulação das composições no vale. Logo que o traçado esteja totalmente definido, o autarca garante que apresentará o projecto em reunião do Executivo. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1532395 Enterramento do metro no Parque gera consenso Sidónio Pardal afirma que a solução foi projectada e a opção é política Ontem CARLA SOFIA LUZ O atravessamento do metro em túnel no Parque da Cidade, no Porto, gera consenso. A maioria das personalidades ouvidas pelo JN apoia a decisão da Câmara. O arquitecto Sidónio Pardal, que preferia a passagem à superfície, lembra que a opção é política. O projectista do Parque estudou as duas hipóteses, tendo apresentado uma solução à superfície e outra enterrada à Empresa do Metro e à Autarquia. Reconhece que, por razões "estéticas, plásticas e paisagísticas", preferia que as composições da Linha do Campo Alegre circulassem à vista de todos. "A Câmara ponderou outros factores. O projecto do Parque da Cidade está preparado para ter uma ou outra solução. A escolha foi sempre política", considera Sidónio Pardal. E, politicamente, a decisão municipal da coligação PSD/PP, liderada pelo presidente Rui Rio e divulgada ontem pelo JN, merece a concordância do presidente da Junta de Freguesia de Nevogilde, João Luís Roseira, convencido de que o enterramento "valoriza" o Parque mais do que o atravessamento do metro em viaduto ou em vala, e do vereador socialista Manuel Correia Fernandes. "Estou de acordo com a opção do presidente Rui Rio. A travessia não podia ser à superfície, mas não concordo com a localização", acrescenta o autarca. Para o arquitecto, o traçado da Linha do Campo Alegre naquela zona deveria ser analisado no âmbito de um estudo mais alargado sobre a mobilidade entre Porto e Matosinhos. Correia Fernandes entende que a linha não deveria entroncar em Brito Capelo, onde a população já está servida pela rede actual, mas na Avenida de D. Afonso Henriques, em Matosinhos, com largura suficiente para colocá-la à superfície. "O metro passaria em túnel a meio do Parque e seria uma ligação directa entre a Via Nun'Álvares e a Avenida de D. Afonso Henriques. Já que se abre o túnel para o metro, podia associar-se uma via rodoviária entre as avenidas", argumenta. O arquitecto está convicto de que o traçado teria mais procura e menos custos. Rui Sá critica facto consumado Já o vereador da CDU, Rui Sá, não tem uma opinião formada, pois, apesar das solicitações feitas em reunião do Executivo, nunca teve acesso a informação. "O correcto seria apresentar e discutir um documento com as alternativas na Câmara, para que cada vereador formasse a uma opinião. Esta decisão significa que seremos confrontados com um facto consumado", salienta o comunista, admitindo que, enquanto antigo responsável pelo espaço verde, a circulação do metro à superfície não o chocaria. Teria de avaliar os impactos e os custos das alternativas. Em declarações ao JN, Rui Rio garantiu que apresentará o traçado da linha à vereação, quando estiver totalmente definido. O ambientalista Bernardino Guimarães destaca o bom senso da posição de Rio. "De facto, não fazia sentido que o metro só andasse à superfície no Parque. Sempre achei que a linha criaria um efeito barreira desagradável. Geralmente, tem-se a ideia de que nas áreas verdes pode fazer-se tudo. Cá fora, já não é assim, porque colide com interesses privados e com a circulação dos automóveis", conclui, lamentando que a Empresa do Metro não tenha incluído a hipótese de enterramento no estudo de impacto ambiental da Linha do Campo Alegre. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1533349 Expansão do Parque da Cidade para Matosinhos ainda em estudo 2010-03-16 A requalificação do troço da Circunvalação entre a Rotunda da Cidade de S. Salvador e o Hospital de Magalhães Lemos encontra-se em fase de estudo. A obra, que abrange os concelhos do Porto e de Matosinhos, ainda não tem projecto de execução concluído, embora tenha financiamento comunitário assegurado desde Julho passado. O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) reserva 6,9 milhões de euros a fundo perdido para esta empreitada, cujo orçamento inicial ultrapassa os 9,92 milhões. O acordo de financiamento prevê que os trabalhos tenham de ser executados no prazo de três anos, ou seja, em 2012. Uma das ideias fortes do estudo, desenvolvido pelo arquitecto José António Barbosa (sem deixar de atender aos planos de urbanização já aprovados pelas câmaras do Porto e de Matosinhos), é a expansão do Parque da Cidade para Matosinhos, unindo-o ao Parque Real. Na candidatura aprovada, o espaço verde cresceria e passaria sob a estrada nacional. Em Matosinhos, essa solução obrigará à reconversão das gasolineiras em zona verde. A ambição maior é converter a Circunvalação numa alameda com duas vias de circulação em cada sentido, passeios alargados e arborizados com ciclovia anexa. Então, a gestão da estrada passaria a ser municipal. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1519875
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Utilização do estádio municipal de Leiria divide opiniões As opiniões divergem quanto à sua utilização, mas todos concordam que o Estádio Municipal de Leiria está subaproveitado. Construído com capacidade para acolher 25 mil pessoas, o estádio apresentava, no final de 2009, uma 'factura' para a câmara de Leiria acima dos 90 milhões de euros. A utilização do Magalhães Pessoa é, pois, questionada por diversas associações e mesmo pela população, deixando ao Diário de Leiria algumas sugestões para a sua rentabilização. Recentemente, o presidente da administração da Leirisport, Leonel Pontes, colocou como cenário possível a transformação do estádio num pavilhão multiusos, numa tentativa de rentabilizar a sua utilização. Paulo Sousa, presidente da Acilis - Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós - defende a rentabilização do estádio "de várias formas", desde o atletismo, ao futebol, passando por eventos culturais. "Dá para muita coisa que não se tem feito, aproveitando Leiria como centro do País", disse ao nosso jornal. Paulo Sousa considera que "utilizar o estádio só para espectáculos culturais parece uma ideia perigosa", defendendo, por isso, a realização actividades de diversa índole. "Supondo que o estádio era rentabilizável", Ribeiro Vieira, presidente da Nerlei - Associação Empresarial da Região de Leiria - partilha a sugestão de transformar o espaço num pavilhão multiusos, apesar não estar tecnicamente preparado para o afirmar. "Penso que tudo o que for para reduzir o custo público do estádio de Leiria é uma solução viável, incluindo se fosse necessário, a sua implosão, porque é uma obra de arquitectura deplorável e com a qual sempre fui contra pelo custo que tinha", disse Ribeiro Vieira, mostrando-se "sempre favorável à utilização do estádio para outros fins". Ribeiro Vieira mostra-se ainda "preocupado com os custos do estádio e da Leirisport", defendendo, por isso, que a empresa municipal fizesse parte de uma divisão da autarquia, "um serviço da câmara de Leiria que permitisse reduzir os custos". Anabela Graça, presidente da Adlei - Associação para o Desenvolvimento de Leiria - tem registado o aparecimento de várias propostas que, na sua opinião, "precisam de ser consideradas do ponto de vista da sua viabilidade". "As soluções apresentadas têm de ser devidamente estudadas para, assim, com mais acerto, podermos dar uma opinião", referiu Anabela Graça, considerando, porém, que a Adlei iria ver, "com muito interesse, o surgimento de propostas que contribuíssem para a dinamização e sustentabilidade económica do estádio municipal". Associações desportivas defendem modalidades Júlio Vieira, presidente Associação Futebol de Leiria, sempre olhou para o estádio como "a maior sala de espectáculos da região". "Uma vez construído, era fundamental que se tivesse essa visão e se encontrassem formas para torná-lo mais rentável. Há muita coisa que acontece naquele estádio e que as pessoas não sabem", disse, considerando que o espaço "tem estado subaproveitado". "Penso que rentabilizá-lo seria através do desporto e da cultura", defendeu, considerando, porém, que "abandonar o futebol e transformar o equipamento apenas e só num pavilhão multiusos parece de difícil execução e não foi a função primeira dos investimentos". "Ideal era conciliar as práticas desportivas com as actividades de índole cultural, permitindo um acréscimo de receita. Era a solução mais adequada", salientou. Opinião diferente tem Aníbal Carvalho, presidente Associação Distrital de Atletismo, que defende a "dinamização de mais competições distritais e nacionais para potenciar o equipamento e ganhar gosto pela prática desportiva". "Penso que também se podia inserir o estádio em circuitos pedonais", sugeriu, aquele responsável, defendendo a rentabilização do espaço através da prática desportiva, nomeadamente na área do atletismo, e na captação de estágios e utilização do Centro Nacional de Lançamentos. Para José Benzinho, ex-administrador da empresa municipal Leirisport, "tudo o que passa por atrair para Leiria eventos de maior dimensão, sejam jogos de futebol da selecção nacional, ou os campeonatos da Europa de atletismo, são importantes". "Na área do desporto, tem de se continuar a fazer um esforço para os atrair para Leiria e, no futebol, um esforço ainda maior para atrair mais espectadores, que não compete à Câmara Municipal ou à Leirisport", disse ao nosso jornal. "Tenho pena que a União de Leiria não consiga atrair mais pessoas ao estádio", frisou. Câmara de Leiria “deve procurar soluções” Uma das vozes que sempre se levantou sobre a rentabilização do estádio de Leiria é Henrique Neto. O empresário defende que "a câmara de Leiria deve procurar soluções que rentabilizem o espaço", considerando a criação de um pavilhão multiusos "uma das soluções, visto que o estádio de futebol é caro de manutenção". Por outro lado, e "estando Leiria entre Lisboa e Porto, espectáculos de certa dimensão que não justifiquem a realização em vários locais, a cidade leiriense podia ser um local privilegiado e conhecido para os acolher", sugeriu. "Faz todo o sentido uma utilização dessas ou outra. O que não deve acontecer é o estádio continuar a ser um custo", disse. in http://www.diarioleiria.pt/20868.htm
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Central de camionagem gera acesa polémicaO projecto de construção da central de camionagem no antigo recinto desportivo da rua de Lisboa, na cidade de Ponta Delgada, está a gerar acesa polémica entre autarquia, oposição municipal e população. O projecto de construção da central de camionagem, uma iniciativa da Câmara Municipal de Ponta Delgada, está a gerar a discórdia entre autarquia, oposição municipal e população. Depois de apresentadas diversas alternativas para a sua localização - como a Praça Vasco da Gama e o Campo de S. Francisco, sendo que em ambos os casos seria necessário recorrer à construção subterrânea - a autarquia anunciou a integração da central de camionagem num empreendimento da responsabilidade do grupo "Pestana", a edificar no antigo estádio Margarida Cabral, no cimo da avenida Roberto Ivens. É exactamente esta última localização que está a gerar polémica, sendo que a autarquia sentiu mesmo necessidade de marcar uma sessão pública de esclarecimento à po- pulação e uma assembleia municipal extraordinária, que teve lugar no passado dia 9 de Março, a segunda desde que Berta Cabral foi eleita presidente, sendo que a outra aconteceu por ocasião dos 500 anos da cidade. Para a oposição municipal há muitas dúvidas em relação à escolha do local e aos contornos da parceria público-privada que vai permitir a construção da central. A deputada municipal socialista, Sónia Nicolau fez saber, aquando da assembleia extraordinária, que o Partido Socialista não é contra a construção de um terminal rodoviário, bem como outra qualquer solução que seja a favor da população, nem é contra o investimento privado. O problema, sublinhou, reside nos contornos desse investimento privado e na ausência de um estudo que aponte efectivamente o terreno do antigo estádio Margarida Cabral como o óptimo para a localização da central. A deputada foi mais longe, afirmando mesmo, que Berta Cabral, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, enganou os munícipes já que nunca apresentou publicamente algumas das localizações previstas, como por exemplo o parque de estacionamento da Madruga. A oposição questionou, ainda, Berta Cabral sobre o custo monetário da integração da central de camionagem no empreendimento do grupo "Pestana", uma questão que, defendem os deputados socialistas, não é clara nos seus contornos. Em defesa do projecto camarário, Berta Cabral afirmou que todos os estudos que a autarquia tem solicitado desde 2003 aponta-se a zona poente da cidade como o melhor local para a instalação de um terminal rodoviário, ainda que não haja uma menção específica aos terrenos do antigo estádio Margarida Cabral. A presidente da autarquia sublinhou, a esse respeito, que "os estudos são diagnósticos, que permitem encontrar a melhor solução e mitigar os impactos" da escolha a efectuar. Sobre o custo do projecto, Berta Cabral afirmou que ainda não é possível conhecê-lo já que o próprio projecto de arquitectura não está concluído. Segundo explicou, e depois das dúvidas levantadas pela Direcção Regional da Cultura sobre a volumetria do empreendimento, já que o mesmo se encontra da zona de influência do Coliseu Micaelense, imóvel classificado, está a decorrer, por parte do grupo "Pestana", o processo de redimensionamento do projecto. "Como ainda não se conhece o projecto final, não é possível conhecer o custo do mesmo, bem como da central de camionagem", referiu. Os deputados municipais da oposição chamaram, ainda, a atenção para outras questões, que se prendem com a intensificação da circulação automóvel naquela zona após a construção da central de camionagem - de referir que a Rua de Lisboa está com um nível de saturação de circulação automóvel de 80% e a avenida Roberto Ivens de 93% - e para os riscos de emissão de gases CO2 naquela área. Infra-estrutura facilita mobilidade e estacionamento A mobilidade e o estacionamento sempre foram, segundo Berta Cabral, preocupações da autarquia. A rede mini-bus foi o primeiro passo dado para facilitar a mobilidade dos cidadãos. Seguiu-se a criação de parques de estacionamento periféricos à cidade e a elaboração de estudos de localização de parques de estacionamento e da central de camionagem. Foi neste âmbito, que a Câmara Municipal de Ponta Delgada construiu os parques de S. João, da avenida Marginal e da rua Conselheiro Bettencourt. Os estudos efectuados, a pedido da autarquia, apontavam duas alternativas para a localização do terminal rodoviário: a periferia e o centro, sendo neste último caso a zona poente da cidade a melhor solução em temos sócio-económicos. A Praça Vasco da Gama e o Campo de S. Francisco são as primeiras hipóteses avaliadas pela autarquia. Em 2008, e mediante o pedido de licenciamento de um empreendimento no antigo estádio Margarida Cabral, a câmara municipal avança com a possibilidade de integrar a central de camionagem no mesmo, tendo então entrado em negociações com o promotor, o grupo "Pestana". ISABEL ALVES COELHO isabelcoelho77@hotmail.com 19 de Março de 2010
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Porto | Nova Praça de Lisboa | Nuno Merino | Pedro Balonas
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Porto: Obras de reabilitação da Praça de Lisboa podem começar dentro de um mês por Agência Lusa, Publicado em 19 de Março de 2010 A empresa que vai reabilitar a Praça de Lisboa, no Porto, entregou quinta feira, na autarquia, os projetos necessários para iniciar as obras de demolição e reforço, esperando obter a licença e começar os trabalhos dentro de um mês. “Entraram quinta feira, nos serviços da Câmara do Porto, os projetos das especialidades necessários para se poder iniciar as obras de demolição e reforço da estrutura existente. Se tudo correr como previsto, teremos a licença de obra no prazo de um mês”, adiantou hoje à Lusa José Santa Clara, diretor de expansão da Bragaparques, a empresa que lidera o projeto de reabilitação do espaço. A primeira fase da obra, respeitante à demolição da estrutura existente e ao reforço do parque de estacionamento que existe por baixo poderá, então, avançar, refere o responsável da empresa que, com a John Neild Associados, constitui o consórcio UrbaClérigos, que gere o projeto. “A obra será para avançar logo que tenhamos a licença", garante. Só depois se avançará "com a construção da nova estrutura por cima”, observa o responsável, referindo que o prazo de um mês para a obtenção da licença é “estimado”, já que, dependendo da “celeridade dos serviços da autarquia”, a emissão da licença poderá demorar mais ou menos tempo. Continua, no entanto, por definir quem vai ocupar a loja âncora da Praça de Lisboa, que esteve destinada à entretanto falida livraria Byblos. Por esse motivo, não foram entregues na autarquia todos os projetos de especialidade, já que alguns estarão dependentes da ocupação do espaço, que pode ficar definido em breve. “Alguns projetos dependem especificamente da futura ocupação do espaço, que é assunto que não está ainda fechado, mas que se espera fechar a breve prazo”, revelou o responsável. Quando, em outubro, a Câmara do Porto aprovou o projeto de arquitectura, deixou a ressalva de que a aprovação ficará sem efeito caso não seja cumprido o prazo de seis meses para a entrega dos projetos de especialidade. A UrbaClérigos foi o único concorrente a apresentar-se ao concurso público aberto pela Câmara Municipal do Porto em dezembro de 2006 para concessionar a Praça de Lisboa. O projeto de reabilitação prevê um investimento de seis milhões de euros, ficando o consórcio com o direito de superfície do local durante 50 anos. Previa-se que a livraria Byblos ocupasse grande parte do espaço comercial do projeto, funcionando como loja âncora do espaço, mas a insolvência da empresa tem atrasado o processo de reabilitação da Praça. Desenvolvido pelo arquiteto Pedro Balonas, o projeto de arquitetura prevê a criação de uma estrutura em betão e vidro, fechada, com fachadas ondulantes, estando ali prevista a instalação do Pólo Zero da Federação Académica do Porto. in http://www.ionline.pt/conteudo/51907-porto-obras-reabilitacao-da-praca-lisboa-podem-comecar-dentro-um-mes -
Projectos: Novo teatro em Vila Viçosa Ópera na Pedra por CLÁUDIA MELO21 Março 2010 Uma vez por ano, durante o Verão, um festival de ópera promovido pela Universidade de Évora realiza-se no teatro criado na antiga pedreira junto a Vila Viçosa Em Vila Viçosa, Alentejo, uma pedreira irá dar lugar a um teatro ao ar livre, com projecto da autoria dos arquitectos Pedro Gameiro e Marta Sequeira. O principal objectivo da reconversão da pedreira e criação do teatro ao ar livre é o de uma vez por ano e durante o Verão, um festival de ópera promovido pela Universidade de Évora. Situada a sudoeste de Vila Viçosa, e pertencente à empresa de extracção de mármores Solubema, a pedreira integra o relevo mais importante da região, a serra D´Ossa, território que corresponde à faixa denominada Anticlinal de Estremoz, onde se encontra a maior jazida de már- mores continental e a maior exploração mineira do país. "Em resultado destas características, a original topografia da zona foi sendo alterada ao longo dos anos através de enormes crateras criadas pela incessante procura de pedra. São feridas violentamente abertas que contrastam, com especial evidência, com a paisagem envolvente. No entanto, e paradoxalmente, o efeito devastador no território, que muito nos impressiona, é compensado pela possibilidade de utilização destes novos espaços, cuja natureza nos é estranha e cuja escala nos esmaga. São espaços magníficos e grandiosos, originando estruturas espaciais especialmente vocacionadas para acontecimentos cénicos", explica a dupla de arquitectos. No sentido do melhor usufruto deste cenário natural, foi criado um teatro que se desenvolve como se fosse um percurso, uma "Promenade" que leva o público "da cota de chegada (no topo da cratera) à cota da plateia (no ponto mais baixo da cratera), isto é, que o leva a descer cerca de 50 metros, vencendo um complexo sistema de bancadas, no que se pretende um verdadeiro percurso arquitectónico". Este percurso é marcado por três momentos, que correspondem às três grandes funções da tipologia do Teatro. A da chegada, ou Foyer, que acolhe bilheteira e lojas, seguindo-se a zona de pausa, onde se situa o café , bar e esplanada e , finalmente, a área de espectáculos, que alberga plateia e palco. Os arquitectos descreveram em pormenor estas passagens: "A entrada é feita através de um longo muro que conduz a uma escada desenhada numa espécie de poço iniciático e que liga a cota superior e a intermédia, A esta cota vislumbra-se pela primeira vez o que anteriormente se tinha velado - o grande leito da pedreira e, percorrendo uma galeria resultante do corte de uma das bancadas, acede-se ao bar, cuja configuração permite descobrir o grande lago. Uma escada, formada por um conjunto de lanços que se desenvolvem num sulco que é agora talhado na pedra, leva-nos à cota inferior, onde são colocados uma plateia e um palco, finalizando-se assim o percurso. Este último conjunto está então disposto sobre um novo plano de água e contra as enormes paredes originais que se levantam a 50 metros de altura ampliando, com a sua massa, a potência da voz do tenor". Este projecto, inicialmente desenvolvido no âmbito do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora - dirigido pelo arquitecto João Luís Carrilho da Graça - permite a requalificação ambiental e arquitectónica de uma pedreira, que passará de ferida na paisagem a expoente máximo de arquitectura de espectáculos. in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1524438&seccao=Arquitectura
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Ex-colaborador de Carlos Marreiros demarca-se de críticas ao “Coelhinho” Christiana Ieong “tem razão” A Lanterna do Coelhinho, que é parte da representação de Macau na expo de Xangai deste ano, continua a causar polémica. Agora é Edward Tang, um dos nomes que assina o projecto, que ontem se manifestou em conferência de imprensa contra a posição de Carlos Marreiros, considerando que o governo pode fazer alterações na obra sem consultar o arquitecto. Para Tang, as declarações do arquitecto à imprensa sobre as alterações à obra são “exageradas” e “ridículas” e confessou ter marcado a conferência de imprensa em grande parte para se demarcar delas. Para além disso, Edward Tang, que colaborava com Marreiros há cerca de 25 anos, queixa-se de que o arquitecto não lhe pagou o que considera ser a sua parte do prémio, quer de concepção (180 mil patacas), quer de desenvolvimento da construção (cerca de 2 milhões de patacas). Para ele, “a vitória do projecto resultou da sabedoria de três pessoas, portanto as honras devem ser para todos e não para apenas um dos elementos”. Contactado pelo Hoje Macau, Carlos Marreiros refuta as palavras e pretensões de Edward Tang. “O prémio do concurso não foi para ele, nem para mim. Foi para a empresa, onde ele trabalha como funcionário, logo tem um salário, tal como eu”. O arquitecto vai mais longe: “Ele não é nada co-autor, nem sequer tinha arcaboiço para isso. Limitou-se a introduzir os meus desenhos no AutoCad (programa de computador para projectos de arquitectura). Aliás, era isso que ele fazia para mim, para além de acompanhar e fiscalizar obras”. Fazia porque, entretanto, desde Dezembro que Edward Tang já não trabalha para a firma de Marreiros. Segundo Tang, o seu patrão ter-lhe-á dito que não contava com ele porque “não trabalhava o suficiente” mas não terá produzido nenhum documento referente ao despedimento. Carlos Marreiros confirma esta versão mas acrescenta que lhe pareceu não ser necessário nenhum documento, isto apesar de ter enviado cartas aos seus clientes e fornecedores explicando que Tang já não trabalhava na empresa. No meio de toda esta polémica ficara para trás uma relação bem antiga e conhecida de muita gente em Macau. Ao Hoje Macau, Carlos Marreiros lamenta a situação: “Fico triste que alguém que eu apoiei muito nos últimos 25 anos esteja agora a portar-se assim”. Para alem disto, o arquitecto diz não compreender a posição de Tang: “Não percebo como pode vir dizer que concorda com Christiana Ieong quando antes se mostrou revoltado com a situação. Esta coisa de virar a casaca traz água... no focinho do coelhinho”. in http://www.hojemacau.com/news.phtml?id=38251&type=politics&today=22-03-2010
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A casa de Sequeiros conjuga o passado com o presente No norte do país na designada "terra entre Cavado e Homem", defendida a sul e a poente pelos dois rios e do lado nascente e norte pelos píncaros e desfiladeiros do Gerês, encontra-se a Casa de Sequeiros. Segunda, 22 de Março de 2010 às 11:02 Um projecto com a assinatura do ateliê Topos, dos arquitectos Jean Pierre Porcher, Margarida Oliveira e Albino Freitas. Localizada na freguesia de Sequeiros, concelho de Amares, numa zona de características montanhosas, sulcada por redes de vales fluviais, a casa foi pensada para se integrar na paisagem. A equipa de arquitectos optou por projectar três construções mestras, a casa, o sequeiro e o espigueiro. Os três blocos alinham-se e completam-se na folhagem das ramadas circundantes. "Num piso único, desenvolvemos a casa de lavoura de alvenaria de granito, o sequeiro quadrado e no espigueiro colocámos gelosias de madeira expostas aos ventos, em posições inesperadas, encavalitados nos muros de vedação", refere Jean Pierre Porceher. O arquitecto revela ainda que a maioria destes povoamentos rurais, a contaminação de acrescentos de várias naturezas e tipos de materiais tinham já confundido as construções e iniciado o processo de descaracterização do conjunto. "O primeiro passo da nossa intervenção, consistiu em realizar um levantamento rigoroso, de forma a identificar o traço original das construções para proceder à demolição de todos os elementos perturbadores. Assim, após uma limpeza radical só ficou a alvenaria de granito da Casa de lavoura com o seu portão de entrada e o muro sobre o caminho encimado pelo Espigueiro de madeira", explica. Contudo, estas construções eram apenas suficientes para abrigar os espaços sociais de um programa elaborado para uma segunda habitação. Para acrescentar espaço e conter a parte privativa dos banhos e dos quartos, os arquitectos tiveram a ideia de reinterpretar o sequeiro original, criando uma caixa, de planta quadrada, solta do chão, uniformemente revestida de perfilados em aço "corten", com portadas de abrir sobre pivôs, para possibilitar a entrada generosa do sol ou a projecção de sombras e libertar a partir dos quartos as perspectivas sobre a paisagem envolvente. Na casa, sobre as alvenarias de pedra, optaram por construir uma cobertura que permitisse aproveitar toda a sua sub face para criar uma melhor respiração dos espaços sociais. Desenhou-se uma caixinha de madeira para abrigar o sanitário de entrada e privatizar o espaço da cozinha. "O espigueiro, rigorosamente idêntico ao fotografado no fabuloso inquérito à arquitectura popular em Portugal, foi restaurado. No jardim, a eira é comprometida com a piscina e com uma árvore que lhe dá sombra como se de um tanque de rega se tratasse. Regressando ao uso dos materiais predominantes da casa original, a pedra de granito, a madeira e o ferro, a intervenção procurou, no entendimento e na articulação da tradição e do novo, na reinterpretação de conceitos básicos, preservar a identidade do lugar e produzir uma arquitectura de estética contemporânea sem recorrer à ostentação formal das intervenções que contaminam cada vez mais as paisagens", explica na memória descritiva. Texto Fernanda Pedro in http://aeiou.bpiexpressoimobiliario.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ei.stories/38089
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segunda-feira, 22 de Março de 2010 | 14:19 Imprimir Enviar por Email Biblioteca de Deusto é o novo ícone de Bilbao A Biblioteca de Deusto é neste momento um dos mais procurados destinos turísticos de Bilbao, juntamente com o Museu Guggenheim. Desenhado por Rafael Moneo, o edifício recebeu em pouco mais de um ano cerca de 350 mil pessoas. Um ícone arquitectónico de Bilbao. Mais um, comprovando que a arquitectura é suficientemente forte para transformar uma cidade. Depois do Guggenheim, agora é a biblioteca de Moneo que seduz os turistas espanhóis e estrangeiros na cidade basca. Com cinco andares, o edifício acolhe cerca de um milhão de volumes, sendo os livros antigos, datados entre os séculos XVI e XVIII (mais de 70 mil exemplares), os mais procurados. in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=188&id_news=441522
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Câmara anula chumbo a projecto no Rato 2010-03-23 CRISTIANO PEREIRA COM AGENCIA LUSA A Câmara de Lisboa aprovou ontem uma deliberação que anulou o segundo chumbo ao pedido de licenciamento de construção do polémico projecto de um edifício para o Largo do Rato assinado pelos arquitectos Frederico Valsassina e Aires Mateus. A decisão foi aprovada com a abstenção dos vereadores do PSD, PCP e CDS-PP e os votos favoráveis dos vereadores eleitos pelo PS. Na prática, revogou-se um acto que foi considerado incorrecto em termos de procedimento administrativo porque não houve audição prévia dos interessados. "O processo regressa à sua fase anterior", explicou o presidente da Câmara, António Costa, sublinhando que a deliberação de revogação deve-se unicamente a uma questão jurídica que não tem qualquer consequência na questão do licenciamento ou não licenciamento. "Do ponto de vista jurídico, temos o entendimento de que uma vez que é aprovado um projecto de arquitectura, ele é constituído de direitos", acrescentou. O edifício teve o projecto de arquitectura aprovado em 2005 pela então vereadora Eduarda Napoleão, sem que tivesse sido discutido em reunião de Câmara. Depois disso, já com o executivo camarário liderado por António Costa, a licença de construção foi chumbada por duas vezes em reunião de Câmara, a última das quais em Novembro de 2008, com os vereadores a fundamentarem com novos argumentos as suas decisões. Todavia, esta decisão deveria ter sido comunicada ao requerente para que este pudesse pronunciar-se sobre ela, tal como está estipulado no Código do Procedimento Administrativo, mas tal não aconteceu. Aliás, na acção interposta no tribunal administrativo, o requerente da licença de construção refere que não lhe foi dada oportunidade para se pronunciar sobre os novos fundamentos apresentados pelos vereadores. O vereador do PSD, Victor Gonçalves, considerou, por seu turno, ser "prematuro" estar a tomar qualquer posição em relação à possibilidade de se vir a construir o edifício. "Essa vai ser a questão essencial e aguardamos que regresse à câmara o projecto", acrescentou. Já António Carlos Monteiro, do CDS-PP, referiu ter deixado "alguns alertas para o futuro relativamente aos procedimentos que devem existir nestes actos". in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1525661
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Requalificação do Mercado Municipal com apoio dos comerciantes – Assinado o contrato para a elaboração do projecto de requalificação do Mercado Municipal da Figueira da Foz – Comerciantes manifestam empenho e apoio para a requalificação do Mercado Municipal. Teve lugar no dia 23 de Março de 2010, na Câmara Municipal da Figueira da Foz, a assinatura do contrato para elaboração do projecto de execução (arquitectura e especialidades) de requalificação do Mercado Municipal Eng. Silva. Acto contínuo à assinatura do contrato, teve lugar a primeira reunião de trabalho com os técnicos da empresa que vai executar o projecto de requalificação do mercado local. Segundo nota de imprensa da autarquia, João Ataíde, Presidente da Câmara Municipal, “destacou a importância do mercado no contexto da sua localização e na vida dos figueirenses, assumindo ao longo de toda a sua intervenção uma atitude de indiscutível adesão à requalificação do Mercado Municipal e promovendo o empenhamento de todos na boa concretização do projecto”. Para o Presidente da Câmara, trata-se de “um projecto destinado a servir mais e melhor, tanto os que ali trabalham, como todos os que procuram o mercado”. Contudo, alertou, “ estamos numa luta contra o tempo, embora a parceria que fizemos com a Estruturas e Investimentos do Mondego, Agência de Desenvolvimento Regional (EIM), nos dê a todos motivos para acreditar que tudo vai correr pelo melhor”. O presidente do conselho de administração da Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores, S.A. (SIMAB), Rui Manuel Serodio, destacou a larga experiência da sua empresa em projectos desta natureza, realçando que, no caso do mercado municipal da Figueira da Foz, o projecto prevê a preservação geral do edifício, quer no que toca à sua volumetria, quer no que respeita à solução estrutural central, identificada com a designada “arquitectura do ferro”. O objectivo central é “contribuir para a dinamização da actividade dos operadores de produtos alimentares e proporcionar as necessárias condições de higiene, dotando as instalações com equipamentos modernos que favoreçam a eficiência das operações e uma adequada e atractiva exposição dos produtos, garantindo aos clientes uma qualidade superior dos produtos, maior diversidade de oferta de serviços de apoio e maior comodidade no acto das compras”. Fernando Cardoso, presidente do conselho de administração da Estruturas e Investimentos do Mondego, Agência de Desenvolvimento Regional (EIM), manifestou toda a disponibilidade e empenho na concretização do projecto, considerando que “o mercado será a loja âncora do centro da Figueira”. Sublinhou ainda os prazos apertados em que todos terão de trabalhar: “ até 7 de Julho o projecto de arquitectura e das especialidades têm de estar pronto e entregues na CCDRC”. No âmbito da referida reunião, Custódio Cruz, em nome dos comerciantes do Mercado Municipal, referiu que “Não estamos aqui para levantar problemas nem queremos ser vistos como empecilhos”. E, ainda em nome de todos, o mesmo comerciante disse que “não é difícil para nós perceber que há que aproveitar esta oportunidade”, embora alertando os responsáveis pelo projecto para a importância da “preservação dos aspectos culturais e históricos” daquele espaço. A O Figueirense, Custódio Cruz acrescenta que alertou para os responsáveis para a necessidade de acautelar os interesses dos concessionários, nomeadamente a preservação de lugares, “porque há comerciantes que têm o seu negócio no mesmo sítio há muitos anos” e, na eventualidade de o mercado se «estender» pra o primeiro piso, a manutenção dos comerciantes já instalados no mercado no rés-do-chão. “Se quiserem atrair outros comerciantes para o primeiro piso, óptimo, porque negócio chama negócio, mas os que já cá estão têm obviamente todo o interesse em manterem-se no piso térreo”, explica. Custódio Cruz lembra ainda que o mercado municipal foi alvo de uma intervenção “há menos de dez anos”, e “àparte algumas situações pontuais, derivadas da actual legislação comunitária”, considera que não se justificam obras de grande dimensão. “Defendemos sobretudo que se preserve o mercado como património histórico, cultural e humano”, conclui. in http://www.ofigueirense.com/seccao.php?id_edi=172&id_sec=3
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Bolhão será coberto e terá parque Projecto de revitalização do mercado vai ser divulgado dentro de três semanas 2010-03-27 HERMANA CRUZ O projecto de reabilitação do Bolhão prevê um parque de estacionamento subterrâneo, além do arranjo das lojas exteriores e vias envolventes. O documento, a apresentar dentro de três semanas, determina ainda que o edifício seja todo coberto. Segundo o projecto de arquitectura para a revitalização do mercado do Bolhão, vai ser construído um parque de estacionamento subterrâneo, com acesso pela Rua de Alexandre Braga, e que fará ligação à estação do metro. Aliás, todas as vias envolventes ao mercado serão reorganizadas. Na Alexandre Braga, por exemplo, será criada uma zona específica para o terminus das carreiras da STCP, tentando acabar com as situações recorrentes em que os autocarros ficam sem sítio para parar devido ao estacionamento abusivo e às cargas e descargas sem horários definidos. As paragens serão colocadas entre o acesso ao parque de estacionamento subterrâneo e à entrada da estação do metro do Bolhão, no início da rua. Essas são algumas das linhas gerais do projecto de arquitectura para a revitalização do mercado do Bolhão, que serão apresentadas entre os dias 14 e 16 do próximo mês, durante o "Congresso Património 2010", promovido pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Edifício todo coberto Os pormenores da obra ainda estão a ser acertados em projectos de execução, que deverão estar concluídos até ao final do ano, segundo adiantou na última Assembleia Municipal o vereador do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves. Nessa altura, a Autarquia avançará com a abertura do concurso público para a empreitada que, em 18 de Dezembro de 2007 foi entregue à TramCrone. Adjudicação que a Câmara acabou por anular, alegando "grave incumprimento dos compromisso assumidos. Pelo projecto de arquitectura, sabe-se já que as lojas exteriores do mercado também serão intervencionadas. A intenção é uniformizar a arquitectura e decoração de todos os estabelecimentos comerciais, devolvendo a traça original. No interior do mercado, está previsto que o primeiro piso seja destinado apenas a restaurantes e bares. No rés-do-chão será instalado o mercado tradicional propriamente dito. Uma inovação é a criação de uma estrutura leve para cobrir todo o mercado. Pretende-se, com isso, que as condições climatéricas não condicionem a afluência de clientes. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1529436
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Prédio de luxo no Freixo contestado em Tribunal Pedida nulidade do licenciamento da urbanizaçãoAncoradouro. Mota-Engil e Câmara defendem legalidade 2010-03-27 CARLA SOFIA LUZ A legalidade da urbanização Ancoradouro, na Avenida de Paiva Couceiro, junto ao Freixo (Porto), está a ser contestada em Tribunal. Foi interposta uma acção a requerer a nulidade do licenciamento. Câmara e promotor garantem que o projecto cumpre a lei. O empreendimento de luxo, que obteve licença de construção no início de Setembro de 2007, está praticamente concluído e já foram vendidas 50% das 103 fracções. Em Fevereiro passado, os co-proprietários de um terreno contíguo ao edifício, Alcina Zagalo e Rui Zagalo Lima, apresentaram uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto contra o Município, contestando a construção do condomínio, promovida pelo grupo Mota-Engil. Argumentam que o projecto do arquitecto Jorge Castro é ilegal por não respeitar o actual Plano Director Municipal (PDM) do Porto e, nesse sentido, pedem ao juiz que considere o licenciamento nulo. A Câmara portuense e a Mota-Engil, que já contestaram a acção, defendem a legalidade do licenciamento municipal. O investimento do grupo no Ancoradouro, na marginal do Douro, ascende a 30 milhões de euros. Passos do processo A empresa afirma que esta iniciativa judicial é um abuso de direito e admite recorrer à Justiça para exigir uma indemnização aos promotores, de modo a ser ressarcida de potenciais danos. "Escolheram o momento em que começámos a celebrar as escrituras para interpor a acção. Iremos defender a nossa posição até às últimas consequências. Se tivermos prejuízos, vamos pedir uma indemnização e fazer valer os nossos direitos e os direitos dos nossos clientes", sublinha Paula Mota, do grupo Mota-Engil, reafirmando a validade da licença de construção. "O processo de licenciamento começou em 2001 e nós obtivemos a licença de construção em 2007, atravessando vários instrumentos urbanísticos e três vereadores. Foi um processo muito analisado, visto e revisto por todas as entidades", afiança. Contactada pelo JN, a Autarquia confirmou, por escrito, que o processo entrou no Município em 2001 durante o mandato do presidente Nuno Cardoso. Em Setembro desse ano, o pedido de informação prévia para a construção do Ancoradouro foi autorizado e, em Abril de 2002, foi aprovado o projecto de arquitectura, já no início do primeiro mandato da coligação PSD/PP, liderada por Rui Rio. O vereador do Urbanismo era Ricardo Figueiredo. Como o PDM estava em fase de revisão e com a extinção das Normas Provisórias, entraram em vigor as Medidas Preventivas em Outubro de 2002. A pedido do Município e apesar de ter direitos adquiridos, como esclarece a Autarquia, o grupo entregou um novo pedido de informação prévia, deferido em Agosto de 2004 pelos serviços camarários. "Entregámos um novo projecto com uma capacidade construtiva ligeiramente menor do que aquela a que tínhamos direito. O desenho foi articulado com a Câmara" para se coordenar com a futura urbanização da EDP, que nascerá num terreno na envolvente, conclui Paula Mota. A Câmara indica, ainda, que o novo projecto obteve o aval municipal em Março de 2005. A aprovação definitiva ocorreu em Julho de 2006. A licença de construção foi emitida em 2007. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1529440
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Projectos: Galeria Serpentine Revolução Francesa em Londres por CLÁUDIA MELO28 Março 2010 Arquitectos famosos no mundo, e sem obras em solo inglês, foram convidados por esta galeria para criarem um pavilhão de Verão nos jardins londrinos. Findo este período a obra é vendida e recriada noutro espaço. Chegou a vez de a França ocupar os jardins londrinos do Hyde Park, operação comandada por Jean Nouvel . Depois de Sanaa (2009), Frank Gehry (2008), Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen (2007), Rem Koolhaas (2006), Siza Vieira e Souto Moura (2005), MRVD (2004), Oscar Niemeyer (2003), Toyo Ito (2002), Daniel Libeskind (2001) e Zaha Hadid (2000) é a vez do arquitecto francês projectar em solo inglês aquele que é considerado um dos grandes acontecimentos arquitectónicos mundiais, o Pavilhão de Verão da Galeria Serpentine. Trata-se de uma iniciativa anual e única no mundo: arquitectos famosos, não britânicos, e que até à data não tenham obra em solo inglês, são convidados a projectar um pavilhão temporário que permanece no Verão no Hyde Park, nos Jardins de Kensington, ao lado da Galeria Serpentine. Finda a exposição, o pavilhão é desmontado, posto à venda e reconstruído noutro local. O conceito do Pavilhão de Verão é promover uma exposição de arquitectura com um objecto real, que desencadeie pensamentos e debates, além de albergar eventos que a Galeria Serpentine não possa comportar. O Pavilhão funciona durante o dia como café e à noite acolhe debates, exibição de filmes e concertos. Tal como acontece nas obras de artes plásticas exibidas pela Serpentine, pretende-se que o pavilhão seja inovador e aponte novos caminhos à arquitectura. Para celebrar o 10.º ano desta iniciativa, foi escolhido um arquitecto que procura a provocação e intensidade da experiência arquitectónica. O francês Jean Nouvel. Como tem sido corrente na sua obra, Nouvel concebeu um pavilhão que se destaca da paisagem e da envolvente, um objecto dramático e narcisista. A partir de uma geometria complexa feita à base de planos que formam ângulos e arestas não ortogonais e, por sua vez, paredes e tectos não convencionais - alguns mesmo suspensos do solo - o arquitecto francês desafiou a gravidade e sistemas estruturais. Para tal, contou com a colaboração com Cecil Balman, engenheiro civil da Ove Arup + Partners e um dos grandes especialistas mundiais em estruturas. Para além de imprimir dinamismo à forma, esta solução permite uma enorme versatilidade espacial, de forma a melhor acomodar todos os compartimentos necessários ao pavilhão, como sala de exposições, auditório e bar/cafetaria. O dramatismo da forma é enfatizado pelo material e, principalmente, cor de revestimento. Feito à base de vidro colorido, policarbonato e estruturas metálicas, o pavilhão de Nouvel será totalmente vermelho. Esta cor cria um enorme contraste com o solo do parque, a verdejante relva, mas também com a Galeria existente, situada numa antiga casa de chá neoclássica construída em 1934 e adaptada às funções artísticas em 1998. Tradicionalmente, o vermelho é a cor identificada com força, dinamismo, exaltação, que transborda vida e agitação e que se impõe sem discrição. Segundo Nouvel, o vermelho é também uma cor icónica britânica, presente em inúmeros elementos arquitectónicos como caixas de correio, autocarros e portas de edifícios. A Serpentine é actualmente uma das galerias de Arte mais populares de Londres. Criada em 1970 por The Arts Council of Great Britain, é a única galeria pública inglesa que mantém entrada livre para exposições de arte e arquitectura. Organiza cerca de cinco exposições de arte por ano, e desde 2000, a encomenda anual de arquitectura para o Pavilhão de Verão. in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1530361&seccao=Arquitectura
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Tornar esta praça do Lavradio um espaço de referência da vila Devolver à população um espaço que está desqualificado Sérgio Saraiva, arquitecto da FESTO – Arquitectura, que foi um dos autores do projecto do primeiro edifício que obteve no concelho do Barreiro a certificação energética “Classe A”, de um empreendimento da empresa Rodrigues & Filipe, poderá vir a ser o responsável pelo estudo do projecto das futuras instalações da Cooperativa de Consumidores PLURICOOP, no Lavradio, concelho do Barreiro. Na sua última reunião, realizada na SFAL, no Lavradio, a Câmara Municipal do Barreiro, aprovou a proposta de cedência do terreno destinado à construção das futuras instalações da Cooperativa de Consumidores PLURICOOP. Este processo é o culminar de um processo, concretizando a autarquia um compromisso assumido, com a construção do actual mercado, e, dá forma ao de desejo da Cooperativa de Consumidores de avançar com um projecto de modernização, criando novas instalações comerciais e uma área de apoio à sua intensa actividade social O terreno fica localizado na área onde funcionou o antigo Mercado do Lavradio. E, digamos, de facto a Cooperativa de Consumidores PLURICOOP está apostada em concretizar o projecto. Na verdade, dias depois da reunião de Câmara, no terreno, procurando avaliar as condições e lançar uma primeira abordagem de um programa, encontrámos Chaleira Damas, Director- Delegado da PLURICOOP, acompanhado de Sérgio Saraiva, arquitecto, que poderá vir a desenvolver os estudos de implantação da nova Loja COOP. Devolver à população um espaço que está desqualificado Sérgio Ribeiro, referiu ao «Rostos» que a proposta que lhe foi apresentada – “visa devolver à população um espaço que está desqualificado, sendo um mau exemplo daquilo que deve ser um espaço público. O projecto a desenvolver irá devolver este espaço aos lavradienses, através da introdução de um equipamento que vai ser uma mais valia para a freguesia”. “O importante será tornar esta praça do Lavradio como um espaço de referência da vila” – sublinhou Sérgio Saraiva. Nova loja que marque a modernidade No terreno, sublinhou, Sérgio Saraiva, vai ser construída a nova Loja da Cooperativa e sua área social. “A cooperativa tem muitos associados, A actual loja é exígua. A Cooperativa já carece desta nova loja que marque a sua modernidade, existindo, igualmente o seu novo espaço social” – referiu. Requalificação deste espaço urbano “A mais valia de tudo isto será a requalificação deste espaço urbano. O grande desafio e o ponto chave deste projecto será, sem dúvida, a requalificação de todo este espaço.” – sublinhou Sérgio Saraiva, acrescentando que o projecto irá contemplar o estudo de um Parque de Estacionamento subterrâneo. Para já, o projecto está em marcha, naturalmente terão que existir ainda diversas reuniões de trabalho com a Câmara Municipal do Barreiro e todos os intervenientes no processo. “O estudo esse, sim, para já, vai avançar. Mas, ainda há muito para avaliar” – referiu. in http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=30513&mostra=2&seccao=conversas-de-2-minutos&titulo=Sergio-Saraiva-Arquitecto-BARREIRO-b
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West Kowloon melhor que o Central Park de Nova Iorque Lord Foster, de visita à vizinha cidade de Hong Kong, anunciou mais surpresas para o West Kowloon Cultural District: um espaço público melhor do que o Central Park em Nova Iorque. Foster admite que a proposta vencedora em 2001 incluindo a cobertura gigante do Distrito Cultural de West Kowloon “já é história!”. “A oportunidade de começar de novo será justificada pela qualidade do resultado final. Não é apenas acerca do tamanho. É acerca da qualidade. Tem de ser melhor que o Central Park”, afirmou o arquitecto em declarações publicadas pelo South China Morning Post. Norman Foster compete ao lado de Rem Koolhaas e Rocco Yim Sen-kee com um novo projecto para o West Kowloon Cultural District, a convite do governo da RAEK. Depois dos resultados do concurso em 2001 e 2003 não terem acolhido o apoio dos legisladores e do público, o projecto acabou por ser rejeitado em 2006. Uma nova consulta pública permitiu decidir quais os espaços e equipamentos que o West Kowloon District deveria oferecer e qual deveria ser o modelo de financiamento. Em 2008, o governo convidou os três arquitectos para apresentarem novas propostas. “Desde 2001 até agora, muita coisa mudou”, aponta Foster. Desta vez, o arquitecto pretende oferecer aos cidadãos de Hong Kong algo ainda mais surpreendente. Além de criar um espaço aberto “melhor do que o Central Park em Nova Iorque”, Foster afirma ter descoberto a solução para o espaço do Distrito Cultural que se apresenta desintegrado da cidade, da Canton Road e dos distritos vizinhos. Desde a semana passada em Hong Kong, o arquitecto britânico tem-se reunido com a sua equipa de especialistas locais e ouvido sugestões. Este Verão, um novo projecto será colocado à apreciação pública, ao lado dos projectos de Rem Koolhaas e do arquitecto Rocco Yim Sen-kee, que esteve recentemente em Macau no Albergue da Santa Casa da Misericórdia e é autor do StarWorld Hotel (2006), em Macau. A primeira proposta de Foster incluía uma cobertura que avançava sobre mais de metade da área dedicada aos equipamentos artísticos e uma avenida repleta de lojas e restaurantes que desembocava numa lagoa artificial. Ganhou o primeiro concurso, mas não se livrou duma enorme contestação e polémica. O projecto foi abandonado porque a dimensão descomunal da cobertura obrigava a uma empreitada única, para além de se temerem os custos de manutenção. Desta vez, Foster juntou 25 profissionais locais e estrangeiros para assegurar que o projecto vai ser bem acolhido pelos cidadãos de Hong Kong. A equipa é formada por nomes como Kevin Thompson, director da Academia de Artes de palco de Hong Kong ou Johnson Chang, comissário de arte chinesa contemporânea e co-fundador do Arquivo de Arte Asiática de Hong Kong. “Temos sido bons ouvintes. Não se trata de desenhar um edifício. Trata-se de criar um quarteirão. Terá de ser o melhor do mundo dentro do género. Estamos completamente dedicados a esse objectivo”, frisa. “Cheguei em 1979 e voltei sempre”. O seu trabalho em Hong Kong, incluindo a sede do HSBC e o Aeroporto Internacional de Chep Lap Kok, tornaram-se símbolos da cidade. “O aeroporto de Hong Kong reescreveu as regras acerca do que deve ser um aeroporto. Desde então muitos tentaram copiá-lo, mas só há um original. Em relação à nossa proposta para este projecto, mais uma vez ela vai incluir elementos surpresa”, disse. Na verdade será “a surpresa. É algo totalmente diferente. Inimaginável”. O arquitecto acrescentou que “a primeira prioridade são as pessoas de Hong Kong”, porque “a arquitectura deste século é acerca das necessidade das pessoas. Necessidades materiais e espirituais. É preciso criar lugares que sejam acolhedores, amigáveis, que façam com que as pessoas se sintam bem e queiram voltar”. É também sobre qualquer coisa de memorável. Foster afirmou ter compreendido, depois de muito ouvir, o que desejavam os cidadãos de Hong Kong. “Querem algo de fantástico! E vão tê-lo!”, declarou o arquitecto. in http://www.hojemacau.com/news.phtml?id=38411&type=culture&today=30-03-2010
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Faro: Prédio moderno na baixa desvirtua traça arquitectónica A arquitectura de um prédio reconstruído em plena baixa de Faro está a ser alvo de polémica por desvirtuar a traça arquitectónica envolvente, salienta a Faro 1540 - Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro. O prédio foi alvo de reconstrução mas apresenta uma cor “berrante” e linhas modernas que contrastam com todos os restantes prédios na zona. O presidente da Faro 1540, Bruno Lage, em comunicado enviado às redacções diz que se repetem os mesmos erros do passado, o que é inaceitável em 2010. “Não se pode aceitar que em 2010 continuem a surgir edifícios que descaracterizam a envolvência arquitectónica da baixa farense, repetindo-se os mesmos erros que foram cometidos no passado”, considera o responsável. A Faro 1540 “apela ao bom senso” e sugere que não só seja alterada a cor do edifício, como sejam colocadas “cantarias ou molduras em pedra nas janelas”, adaptando-as “ao traçado das janelas dos prédios contíguos”. JV/RS in http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=104372
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Parque Escolar quer ser auditada pelo Tribunal de Contas por Lusa30 Março 2010 A Parque Escolar solicitou uma auditoria do Tribunal de Contas, considerando que as suspeitas em torno da actividade da empresa assumem contornos "eminentemente políticos" e nada têm a ver com opções de gestão. A empresa anunciou hoje ter solicitado ao Governo que desencadeie as acções necessárias à "competente auditoria, na dimensão total dos poderes do Tribunal de Contas", para que possam demonstrar-se "os exactos termos" da sua actuação em matéria de contratação pública e em tudo o que diz respeito à gestão. Após os esclarecimentos já prestados no Parlamento e de o presidente da Parque Escolar, Sintra Nunes, se ter disponibilizado para se deslocar trimestralmente à Comissão de Educação, bem como a enviar aos deputados os extractos das atas referentes à contratação de projectistas de arquitectura, o conselho de administração considera que os novos pedidos de esclarecimento entretanto solicitados pela Assembleia da República e o teor de notícias entretanto surgidas levam a concluir que o assunto está "definitivamente afastado da avaliação das opções de gestão tomadas pelo conselho de administração e assume contornos eminentemente políticos". Os responsáveis da Parque Escolar dizem ainda acreditar que a intervenção da Provedoria de Justiça, solicitada por um grupo de arquitectos, contribuirá para o "esclarecimento público" da situação. Repudiando "alegadas ilegalidades ou favorecimentos de qualquer natureza", a administração reafirma, em comunicado, o propósito de "demonstrar toda a seriedade do seu comportamento, quer pessoal quer profissional". A Parque Escolar desenvolve, desde 2007, o programa de modernização das escolas do ensino secundário. Até ao momento, concluiu obras em 19 estabelecimentos, tem em fase de intervenção 86 escolas, e até ao final do ano prevê iniciar trabalhos em mais 100 escolas, actualmente em fase de projecto. "A Parque Escolar, enquanto empresa pública exclusivamente detida pelo Estado, está sujeita à legislação em vigor, em particular a relativa à contratação pública, que tem sido aplicada escrupulosamente em todos os procedimentos contratuais efectuados", garante a administração. A empresa sublinha também que tem sujeitado os contratos a visto prévio do Tribunal de Contas, tendo "obtido sempre o competente visto (83 contratos)". "O exercício da actividade da Parque Escolar tem também sido objecto de acompanhamento e controlo financeiro por parte da Inspecção-Geral de Finanças", acrescenta. A empresa alega que "alguma imprensa e forças políticas" têm posto em causa a honorabilidade dos elementos da administração, exigindo o cabal esclarecimento de todas as acusações pelos competentes órgãos do Estado. A Provedoria de Justiça anunciou oficialmente na segunda feira a abertura de um processo destinado a apurar se o regime excepcional dos ajustes directos da Parque Escolar garante "os princípios da equidade e da não discriminação e as regras de boa governação". Apesar de já ter garantido que a Parque Escolar cumpre a lei, a ministra da Educação, Isabel Alçada, deverá voltar a ser confrontada hoje com este assunto no Parlamento. in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1532093
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Pritzker para os arquitectos de 'Serralves 21' por ANTÓNIO PEDRO PEREIRA30 Março 2010 Gabinete que leva Nobel da área assinou projecto do museu, que está atrasado Pela terceira vez na história do Pritzker (existe desde 1979), o "Nobel da Arquitectura" que Álvaro Siza venceu em 1992, o prémio vai para uma dupla. Os japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa foram distinguidos por desenharem "construções [que] dão a ilusão de serem simples". É do gabinete dos distinguidos (o SANNA) o projecto do pólo 2 do Museu de Serralves, o Serralves 21, que está atrasado para cumprir o plano de abrir em 2012. Questão de finanças, claro. "Não tivemos ainda muitos contactos com eles, estamos numa fase prévia, mas já estiveram cá", conta Odete Patrício, directora-geral da Fundação de Serralves. Lá fora fala-se do edifício Christian Dior, em Tóquio, do pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo e do novo Museu de Arte Contemporânea em Manhattan, mas por cá é Serralves que entra na rota da alta arquitectura. "Temos assegurado 70% do financiamento [38,9 milhões de euros], comunitário, mas falta os 30% [11,7 milhões] da contrapartida nacional, pública ou estatal, para concretizar o projecto", explica Odete Patrício - "estamos a negociar e não posso dizer mais nada por isso". A meta de inaugurar o pólo 2 em Matosinhos, 2012, como já admitiu o presidente do Conselho de Administração, Luís Braga da Cruz (incontactável), "é apertada", confirma Patrício. Para já, arranjou-se uma solução provisória: a Câmara de Matosinhos, que cedeu os terrenos para o Serralves 21, disponibilizou mil metros quadrados na Galeria Cave (onde também se estacionam os carros de serviço) para que a colecção de Serralves não atrofie. "Recusar [cedência de colecções por particulares ou aquisições] ainda não recusamos, mas tivemos de adiar, sim", admite Odete Patrício. "Mas por isso se acautelou esta solução provisória", congratula-se. "Numa fundação como esta, temos de contar com toda a gente, do amigo que contribui com 50 euros aos grandes mecenas, passando pelas autarquias." O Serralves 21 terá três valências: armazenamento, museu/galeria e núcleo para indústrias criativas. "Hoje, a construção civil é rápida e com um projecto maduro, 2012 pode ser possível", esperança-se Odete Patrício. Até lá, há espaço na Câmara de Matosinhos. in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1531605
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Cinema: Ruínas com histórias para contar O filme abre de forma bastante grotesca: a narração de um sórdido e verídico caso de "embalsamamento" cometido por uma mulher que a todo o custo quis garantir, enquanto viva, a presença de alguém que muito amava e acabava de morrer. Não lhe bastava, pois, a memória nem a evocação. Deste extremo para diante, "Ruínas" de Manuel Mozos segue uma linha bem mais simpática, enveredando por um caminho de histórias contadas, como o nome sugere, a partir de fragmentos de existências passadas. "Ruínas" é um documentário com o seu quê de ficção se pensarmos que aos tais pedaços de história que encontra - ou melhor, procura, pois nada é destituído da intencionalidade do realizador -, Manuel Mozos escolhe o que deve acrescentar: se apenas uma multiplicidade de planos, criteriosamente escolhidos, se o som natural, se a palavra, através de registos escritos, narrados, de fontes várias que nos levam a desvendar o completo retrato do objecto focado. É assim que descobrimos o restaurante, outrora ilustre, "Panorâmico de Monsanto" (que recentemente vimos no curioso, crítico e interessante filme de Inês de Oliveira, "Cinerama" como cenário para uma mordaz perspectiva sobre a decadência de alguns ambientes empresariais); a memória do bairro social da central eléctrica de Picote, com detalhes e planos que ilustram bem a sua arquitectura e a sua história habitada. Assim nos são, igualmente, desvendadas, sem palavras, as ilusões e desilusões de parte dos trabalhadores da antiga CUF, no Barreiro, ao longo do tempo. Ou, ainda, a história do Sanatório das Penhas da Saúde, com o sentido da sua existência plenamente evocado. De uma forma única, com o recurso estritamente necessário ao som, imagem ou movimento, "Ruínas" tem a extraordinária capacidade de, por momentos contados por um relógio, fazer renascer a vida destes e de outros lugares e daqueles que os habitaram. in http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=78634
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Prémio Pritzker para japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa
JVS replied to Márcio Ferreira's topic in Arquitectura
Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa ganham prémio por Lusa30 Março 2010 Os arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa foram hoje distinguidos com o prémio Pritzker, a recompensa mais prestigiada para arquitectos de todo o mundo. No seu anúncio, o júri elogia os dois arquitectos, parceiros na agência SANNA, por criarem estruturas luminosas que se integram harmoniosamente com a paisagem circundante, destacando o edifício Christian Dior em Tóquio, o pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo e o novo Museu de Arte Contemporânea em Manhattan (Nova Iorque). «As construções de Sejima e Nashizawa dão a ilusão de serem simples», sublinhou o júri. Esta é a quarta vez que o «Nobel da Arquitectura» é atribuído a arquitectos japoneses. O português Álvaro Siza Vieira foi galardoado com o Pritzker em 1992. Em 2009, o prémio foi atribuído ao suíço Peter Zumthor. A cerimónia de entrega do prémio decorrerá a 17 de maio em Ellis Island no porto de Nova Iorque. Sejima, uma mulher de 54 anos, e Nishizawa, um homem de 44, receberão 100 000 dólares e medalhas em bronze. O prémio Pritzker é atribuído anualmente, pela fundação Hyatt, da responsabilidade da família Pritzker, para agraciar um arquitecto vivo. Trata-se do mais importante prémio de arquitectura do mundo e é atribuído desde 1979. in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1531253&seccao=Arquitectura Arquitectura Pritzker. O Nobel da arquitectura foi para dois japoneses fãs de Siza Vieira por Luís Leal Miranda 01 Pavilhão da SANAA na Serpentine Gallery, em Londres. Todos os anos esta galeria, localizada no Hyde Park, Londres, pede a um arquitecto de fama mundial para desenhar uma estrutura temporária no seu jardim. Em 2009, esta foi a proposta de Sejima e Nishi 1/3 + fotogalería Quando era criança Kazuyo Sejima não pensava em ser arquitecta. "Queria ser avó", conta numa entrevista ao "Chicago Tribune", "ficar sentada na varanda a gozar a luz do sol, tranquilamente". Sejima, 54 anos, é hoje juntamente com o seu colega Ryue Nishizawa, vencedora do mais importante prémio da arquitectura mundial, o Pritzker. Ainda é cedo para ir à varanda gozar o sol, mas o ideal de tranquilidade que procurava em criança não a abandonou - transportou-o para os edifícios que desenhou e estão hoje entre as mais importantes obras da arquitectura moderna. "Este prémio é a confirmação de um trabalho muito original que parte sempre de uma ideia de leveza e imaterialidade única", destaca o arquitecto e crítico Ricardo Carvalho. A directora executiva do Pritzker, Martha Thorne, repete essa ideia no comunicado de entrega do prémio: "Exploram as ideias de leveza e transparência, forçam as fronteiras destes conceitos até novos extremos." O júri rematou a descrição do trabalho da dupla SANAA (Sejima and Nishizawa and Associates) com esta quíntupla adjectivação: "Delicado, poderoso, preciso, fluido e engenhoso." Ricardo Carvalho descreve o trabalho dos premiados como "conceptualmente muito coerente e com um cunho pessoal fortíssimo, seja uma casa de habitação ou um grande museu". Juntos, desenharam o Pavilhão do Vidro do Museu de Arte de Toledo, em Ohio; o Museu do Século XXI de Arte Contemporânea em Kanasawa, no Japão; e o Pavilhão Rolex, na Suíça. A trabalhar em conjunto desde 1995, a dupla assinou projectos um pouco por todo o mundo, sendo que o New Museum, inaugurado em 2007 no Bowery de Nova Iorque, é a grande montra do seu trabalho. "Os seus trabalhos estão ancorados no Japão, numa ideia transparência e simplicidade que aquele povo carrega", descreve o presidente da Ordem dos Arquitectos, João Rodeia. Do Japão para o Porto Curiosamente, na lista de influências do duo japonês está um nome português: Álvaro Siza Vieira. O único Pritzker nascido em Portugal (atribuído em 1992) é colocado pelos japoneses ao lado de outros grandes da arquitectura como Frank Gehry e Rem Koolhas. A partir de 2012, obras de Siza Vieira e o atelier SANAA estarão, também elas, lado a lado. É para esse ano que está planeada a abertura do Serralves 21, o novo pólo multifuncional do Museu de Serralves (obra precisamente de Siza Vieira) que deverá albergar as reservas da colecção de arte portuense. "Percebemos a mestria e a autoria desde duo de arquitectos, deixámo-los tomar as rédeas do trabalho", conta Fátima Fernandes do ateliê Cannatá e Fernandes, que concorreu em parceria com os japoneses premiados ao concurso de Serralves. "Será uma obra muito importante para o nosso país", remata a arquitecta do Porto para quem o facto de Kazuyo Sejima ser a segunda mulher (a primeira foi Zaha Hadid, em 2004) a ter um Pritzker em casa não é um sinal de que as coisas estejam a mudar na arquitectura. "O única leitura que faço é de que o trabalho quando é de grande qualidade pode ser premiado independentemente do género", diz. Bronze para os vencedores Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa vão receber com o Pritzker 75 mil euros e um medalhão de bronze. "Este prémio maravilhoso deu-me uma energia e dinâmica que nunca senti antes", anunciou Nishizawa num comunicado oficial de agradecimento. Ambos os arquitectos destacam ainda a importância que esta distinção pode ter "para uma nova geração de projectos". A mesma ideia tem o presidente da Ordem dos Arquitectos, para quem a nomeação dos SANAA é "invulgar por ser uma dupla muito jovem", mas que tem "um dos conjuntos de obras que mais influência os arquitectos mais novos". Sejima e Nishizawa entram assim na galeria de vencedores do Pritzker, lugar de honra por onde já passaram Peter Zumthor (o ano passado), Jean Nouvel, Norman Foster, Renzo Piano, Frank Gehry e Oscar Niemeyer. É a quarta vez que arquitectos japoneses ganham o prémio e o terceiro Pritzker atribuído a duplas. Os vencedores deste ano ouvem música clássica enquanto trabalham. De cada vez que têm opiniões divergentes não discutem, ficam em silêncio e reflexão até as suas ideias convergirem. "Quando trabalhamos juntos o que fazemos é impedir que o outro se desvie do caminho traçado", descreveu Ryue Nishizawa. E por enquanto o caminho traçado envolve terminar uma série de projectos pequenos - como o do Porto, que está em estudo prévio. E esperar que novas (e maiores) encomendas surjam. "A nossa vida era mais fácil se tivéssemos só mais um projecto grande", desabafaram ao "Chicago Tribune". in http://www.ionline.pt/conteudo/53185-pritzker-o-nobel-da-arquitectura-foi-dois-japoneses-fas-siza-vieira Prémio Pritzker Dupla japonesa ganha Nobel da Arquitectura Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa são os responsáveis pelo projecto ‘Serralves 21’, uma ampliação do Museu de Serralves (o museu de Arte Contemporânea do Porto) que tem construção projectada para Matosinhos A dupla foi agraciada com o Prémio Pritzker, o mais importante prémio reconhecido no mundo da arquitectura. Curiosamente, em 1992 o prémio tinha sido atribuído ao arquitecto português Siza Vieira o autor do projecto de Serralves. Entre os vários trabalhos dos nipónicos, os jurados destacaram a arquitectura do Museu de Arte Contemporânea em Nova Iorque, o edifício Christian Dior em Tóquio e o pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo. Sol in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=167711 -
Lourosa pede ajuda no Facebook Quarta, 31 Março 2010 17:05 Henrique Barreto Cultura A Igreja de S. Pedro de Lourosa acaba de ‘pedir ajuda’ e atenção numa das maiores redes sociais do mundo – o Facebook. Um dos poucos monumentos nacionais que calhou em herança ao concelho de Oliveira do Hospital, a Igreja Matriz de Lourosa, está votado ao abandono há várias décadas e tenta agora a sua sorte na popular rede social utilizada por muitos milhões de pessoas em todo o mundo – o Facebook. A iniciativa partiu de um grupo de pessoas que neste país ainda tem preocupações com a sua História, e a página – administrada por essas mesmas pessoas – procura essencialmente divulgar aquele que é considerado como um dos mais importantes monumentos da Península Ibérica do século X. No facebook – clique aqui para aceder –, os administradores da página desafiam os utilizadores daquela rede social a colocarem fotografias que possuam e, num simples clique, a tornarem-se fãs. Em suma, o que se pretende é dar visibilidade ao monumento por onde já passaram célebres figuras da vida nacional e internacional – basta consultar os mal conservados livros de honra para perceber isso mesmo – e transformá-lo num importante pólo de atracção turística. O problema é que aquele ícone da arquitectura moçárabe está quase sempre de portas fechadas e votado ao abandono. Por isso – defendem os facebookers – é necessário olhar para a Matriz de Lourosa de uma outra forma. Sobretudo, ao nível da sua preservação e divulgação. No adro da igreja, por exemplo, encontra-se um vasto conjunto de sarcófagos esculpidos na pedra onde, em tempos muito longínquos, eram sepultados os restos mortais dos nossos antepassados. Os facebookers pedem uma coisa simples, sobretudo numa altura em que o quadro de Referência Estratégico Nacional, em vigor até 2013, disponibiliza tanto dinheiro para estas áreas de intervenção, e que passa pela requalificação do histórico espaço. Segundo a maior enciclopédia online do mundo – a Wikipédia – “esta igreja, remonta à época da primeira reconquista cristã (912), embora na sua construção tenham sido aproveitados materiais visigóticos e romanos. Possui mesmo uma ara dedicada a Júpiter, o que comprova a persistência de antigos cultos. Lourosa foi doada à Sé de Coimbra em 1119 pela rainha D. Teresa e coutada por D. Afonso Henriques em 1132, por 70 morabitinos e uma boa mula”. A internet tem sido, aliás, um sítio onde se encontra ainda alguma informação sobre aquela relíquia histórica. Num texto, intitulado “Trocar Palavras em Árabe”, também disponível no Facebook, Fernandes escreve que “ Lourosa não é, pois, a modesta construção moçárabe que sucessivos historiadores da arte entenderam (e entendem ainda). Ela é uma obra de vulto, dotada de um programa planimétrico e volumétrico ambicioso, devido, certamente, ao estabelecimento de colonos asturianos na bacia do rio Alva”. in http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=3269:lourosa-pede-ajuda-no-facebook&catid=53&Itemid=110
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BIG PICTURE http://www.boston.com/bigpicture/2010/03/shanghai_prepares_for_expo_201.html
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http-~~-//www.youtube.com/watch?v=IgtaeRZjWNc Caspian Sea Monster An ekranoplan (Russian: экранопла́н, literally "screen plane") is a vehicle resembling an aircraft but that operates solely on the principle of ground effect (in Russian эффект экрана effekt ekrana - from which the name derived). Ground effect vehicles (GEV) fly above any flat surface, with the height above ground dependent upon the size of the vehicle. The "Caspian Sea Monster" model KM ekranoplan During the Cold War, ekranoplans were sighted for years on the Caspian Sea as huge, fast-moving objects. The name Caspian Sea Monster was given by US intelligence operatives who had spotted the huge vehicle, which looked like an airplane with the outer halves of the wings removed. After the end of the Cold War, the "monster" was revealed to be one of several Soviet military designs meant to fly only a few meters above water, saving energy and staying below enemy radar. The KM, as the Caspian Sea Monster was known in the top secret Soviet military development program, was over 100 m long (330 ft), weighed 540 tonnes fully loaded, and could travel over 400 km/h (250 mi/h), mere meters above the surface of the water. Another model was the Lun-class. The ekranoplan has a lifting power of 1,000 tonnes[citation needed], among the largest ever achieved.[citation needed] The important design principle is that wing lift is reduced as operating altitude of the ekranoplan is increased (see ground effect). Thus it is dynamically stable in the vertical dimension. Once moving at speed, the ekranoplan was no longer in contact with the water, and could move over ice, snow, or level land with equal ease, though flight over land would have involved extreme risks unless the surface were very dependably flat. These craft were originally developed by the Soviet Union as very high-speed military transports, and were mostly based on the shores of the Caspian Sea and Black Sea. The largest could transport over 100 tonnes of cargo. The development of ekranoplans was supported by Dmitri Ustinov, Minister of Defence of the USSR. About 120 ekranoplans (A-90 Orlyonok class) were initially planned to enter military service in the Soviet Navy. The figure was later reduced to fewer than thirty vehicles, planned to be deployed mainly for the Black and the Baltic Soviet navies. Marshal Ustinov died in 1985, and the new Minister of Defence Marshal Sokolov effectively stopped the funding for the program. The only three operational A-90 Orlyonok ekranoplans built (with renewed hull design) and one Lun-class ekranoplan remained at a naval base near Kaspiysk. Since the fall of the Soviet Union, ekranoplans have been produced by the Volga Shipyard[1] in Nizhni Novgorod located at 56°21′58.08″N, 43°52′14.26″E. As of 2006-09-06, two ekranoplans could be seen on Google Earth at Kaspiysk, The Lun, located at 42°52′54″N, 47°39′24″E and an Orlyonok at 42°52′50″N, 47°39′57″E. A structure on a nearby beach may be a third disassembled ekranoplan. in
