Rui Resende
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Eu também sou um crítico enorme da vivência comercial que se faz em torno da religião. Não só das explorações bárbaras puras e simples que a igreja católica romana faz em locais como precisamente Fátima, mas também de outras ceitas, sem outro nome, como a famosíssima Igreja Universal do Reino de Deus, que consegue ter o poder financeiro para ambicionar e conseguir de facto adquirir património como o Coliseu do Porto (operação abortada por acção popular neste caso exemplar) ou um edifício emblemático de Lisboa, aquele onde está o café Império, relembrem-me os lisboetas pf. Acho que fenómenos com a propagação que esses têm só se fazem à custa e a partir de personalidades mais fracas, culturalmente diminuídas que não têm nesse contexto a capacidade para criarem a sua visão da religião e acabam sem dúvida por cair nas "mãos" de quem tem tudo menos boas intenções. Evidentemente que respeito quem genuinamente tem Fé, no melhor sentido da palavra, em acontecimentos como o das aparições de Fátima, mas lamento ao verificar que esta percentagem é diminuída em relação ao número de pessoas que frequentam o santuário sem realmente terem uma motivação pessoal naquela busca, antes uma procura cega, por medo, a um Deus que a contemporaneidade matou, mas que ainda encontra incidências quase medievais nas camadas sem cultura e educação, e que não é com certeza, o Deus de quem realmente tem Fé. Tenho contudo que discordar contigo TiCo (já é a segunda vez que discordo ctg num post em mt pc tempo, n é nada pessoal, da outra vez compreendi mal, desta tenho mm opinião contrária ). Ou seja, eu também acho, e penso que qualquer pessoa que visite Fátima e Lourdes terá essa opinião, que o santuário de N.Sra. de Lourdes é de longe um local mais propenso à pacificação e encontro espiritual do que o de Fátima. O próprio local é de longe mais atraente, o isolamento geográfico condiz com a atmosfera reflexiva que se devia ter na procura desses locais, muito mais do que em Fátima. Mas as pessoas, são as mesmas, ou seja, também as há fundamentalistas (não são só os muçulmanos que têm fundamentalismos), também as há ignorantes e também as há verdadeiramente crentes. E eu já estive em Lourdes, há pcs anos, por acaso, e o aparelho comercial montado à volta é igualmente revoltante, igualmente taxativa, igualmente aproveitadora das fragilidades das pessoas. Simplesmente é feito "à francesa", não há "vendilhões do templo" nas ruas, há lojas (só vês os souvenirs quando entras), os hotéis não estão imediatamente à volta, com vista para o santuário, mas em arredores bastante próximos, e não tem uma pista pavimentada especialmente para o "ajoelhamento" em cumprimento de promessas. Nós somos portugueses,brutos e exibicionistas (show off devia ser dito em português em todo o lado), não escondemos o sistema todo (longe vai o secretismo exemplar dos nossos descobrimentos) e depois, como bons portugueses que somos, gostamos de dizer "nós é que somos foleiros". Desculpa se fui eventualmente mt duro, mas é de facto isso que acho...
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Há aí um pormenor importante de que se eskeceram . É que se o tal asteróide U trezentos e n sei qt viesse a ser considerado planeta, o nome mudava para ser adoptado um da mitologia greco-romana, neste caso parece que ia ser Perséfone, a mulher de Plutão na mitologia Por isso eles iam mm arranjar um nome digno de ser decorado... e com uma justificação interessante, no mínimo: http://pt.wikipedia.org/wiki/2003_UB313 Eu não acredito nessa teoria de que o homem n teria chegado à Lua, pelo menos nakela data, e que isso era apenas um troféu inventado pelos EUA na altura para se superiorizar à União Soviética no contexto competitivo da guerra fria... Mas mm assim acho engraçada a história. É uma história bem contada lol.
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Eu comprei um asus, 1.66ghz dual core, 100gb memoria, 1024 ram, 256+256 grafica, 15.4'' por 1400€ +- há 4 ou 5 mesese acho é uma boa opção. Também estive indeciso, mas a relação características - preço agradou-me, e as pessoas q eu conhecia que usam Asus recomendaram. Evidentemente ainda tem pouco tempo mas para já recomendo a escolha, ou outro modelo q entretanto tenha aparecido. Contudo se tiveres disposto a pagar mais por um modelo equivalente da Sony, eu acho uma boa opção, sobretudo pelo ecran (embora a concorrência se tenha aproximado imenso da sony ao nível dos ecrans, ainda não os batem) e pela boa experiência que sempre tive com os bastantes aparelhos da sony que já usei.
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:) É boa a provocação é inegável que o benfica tem mais adeptos do q qq outro clube em portugal, aliás ainda só 8 pessoas votaram e essa diferença começa a marcar-se... tem uma implanação generalizada por todo o país, o que já agora, a meu ver, é mau para o futebol português (e n digo isto por ser adepto do fcp). Acho que o nível seria mais equilibrado se cada clube tivesse maior capacidade de atrair os adeptos da região... De qualquer maneira, e isto é polémico, acredito que muitos benfiquistas aqui discordem, acho que este "benfiquismo" endémico (sem q seja algo de mau ser benfiquista), acaba também por ser uma herança do tempo em que o Benfica era um clube oficial aos olhos do regime de então, beneficiado em relação aos outros, na altura o melhor clube de Portugal sem discussão e um dos grandes da Europa, à custa todos os outros clubes dependerem da caridade de figuras locais notáveis para poderem ter nem que fosse um pelado para treinar... Acho que é outra das marcas que vão ficando... Mas gostava que os clubes locais ganhassem mais força e carinho dos locais... acho que era bom... De qq maneira, questões dessas à parte, como portista sinto-me, no mínimo, por desde que ligo a futebol ter visto o porto ganhar 8 em 12 campeonatos e praticamente tudo o resto várias vezes... Claramente o clube mais forte em Portugal dos últimos 25 anos.. lol... com um grande presidente já agora ;)
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o que eu queria dizer era que é discutível que o facto de se utilizar o tecto mais claro que as paredes seja necessariamente para acentuar o efeito da perspectiva e dar uma falsa sensação de pé-direito, porque achei que estavas a falar no geral. Provavelmente estavas só a falar da situação particular, mas só me apercebi agora. Dsclp:)
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É o ópio do povo, mas pouco se fala aqui A um dia de começar mais um campeonato, já agora gostava de de saber que clubes é que são defendidos por aki. Em caso do voto não recair sobre os clubes que menciono na votação, digam aqui qual é esse clube... Já agora eu sou adepto do FCP. :)
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eu acho isso discutível, Tico. Utilizaressa ideia da cor mais clara no tecto pode ser, quando devidamente trabalhado, como no caso (genial aliás ) da foto, para dar uma ilusão de maior pé-direito. Mas isso é um princípio muito maneirista e barroco, quando o próprio tecto é figurativo, do céu sobretudo, como na capela Sistina. Num contexto mais contemporâneo, acho que a diferença de tons é sobretudo uma questão de luz. O tecto é uma zona do compartimento onde o sol pura e simplesmente não incide. O chão, por outro lado, recebe iluminação solar estejam onde estiverem os vãos. Assim sendo, se tornares o tecto mais claro que as outras faces consegues equilibrar isso. Quem levava essa ideia até ao limite era o Mies. Para além de trabalhar essa oposição chão / tecto em termos de luz, utilizava sempre elementos verticais compeltamente distintos, o que isolava perfeitamente os planos horizontais, e usava pés-direitos de aproximadamente 3.2m, que correspondem precisamente ao dobro da altura do homem médio daquela época (cerca de 1.60, a altura do olhar...). Quer isto dizer que o olhar se encontrava precisamente à mesma distância do tecto e do chão, o que associado ao tal equilíbrio luminoso trabalhado com a tonalidade dos materiais, cria um coneito muito miesiano e em últia análise moderno de simetria horizontal... o eixo de simetria é uma linha horizontal à altura do olhar. Em relação a este assunto, se por acaso interessar a alguém, considero indispensável a leitura do capítulo "a casa de Zaratustra", do livro "A Boa Vida", do arquitecto espanhol Ábalos (salvo erro é uma edição GG, traduzido pelos amigos brasileiros). Trata precisamente este tipo de observações na arquitectura miesiana, um tubarão da arquitectura do séc. XX que eu considero ter (ainda) mais influência na actual arqutiectura do que a que lhe é atribuída, já que a sua influ~encia, a meu ver, é sempre menosprezada em relação à (também enorme) influência do Corbu. As duas imagens seguintes são a mesma rodada 90º. Proponho que se faça em relação a elas aquele exercício que os profs de desenho costumam pedir para se perceber o claro.escuro de determinado modelo que é semi-cerrar os olhos e mirá-las a ambas dessa forma. Se a simetria horizontal não surgir claríssima na foto colocada na horizontal, surgirá sem dúvida na vertical. Simetria ao nível da distribuição de elementos e, na sequência da conversa original sobre chão e tecto, simetria luminosa. A sensação só não é completa porque a direcção do olhar nesta foto apanha um pouco mais de tecto que de chão embora se perceba claramente que o nível do olhar do observador está precisamente a meio do pé-direito.
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Viseu | Sé | Autor desconhecido | Tópico com vários elementos média
Rui Resende replied to TiCo's topic in Arquitectura
Acho a Sé de Viseu um edifício absolutamente notável, em todos os aspectos, desde a colocação no território, volumetria geral, a forma como a planta matriz foi trabalhada, a proporção do claustro adjacente e, ainda mais notável, a forma como cada estilo se foi adoçando à preexistência, afirmando épocas mas mantendo a identidade do edifício. Contudo, o que acho mesmo único e do melhor que já vi, é o desenho do espaço exterior defronte. Acho aquele adro uma coisa espantosa, perfeita na relação de todos os elemetnos, a Sé e dependências, o museu Grão Vasco e o outro edifício oposto, bem como a maneira como se fazem todos os acessos até ali. Acho que é um caso de estudo fantástico, merece ser visto e analisado de perto. Simplesmente notável -
Pois, de facto as comparações são imediatas. Se funcionou c a agora tate modern poderá também funcionar também c a Battersea. Londres é suficientemente grande e as fábricas suficientemente afastadas para aguentar dois programas desse género. Mesmo assim, soa sempre um bocado a "vamos ver se cola outra vez", estilo a fórmula Gugenheim. Mas, numa cidade de 11milhões, incluindo área metropolitana, é difícil uma coisa dessa escala não ter "clientes". Também é preciso perceber melhor que tipo de intervenção se vai fazer, pela imagem do link parece relativamente pacífica, em termos de arranjo de espaço público e do aspecto exterior do edifício, ainda que deixe cair o carácter industrial de toda aquela envolvente que enquadrava mt bem a estação como edifício quase orwelliano (aliás foi usado no 1984 do Michael Radford sobre o livro do Orwell). Mas também isso faz parte da evolução da cidade. De qualquer maneira é um edifício com uma enorme presença, já tive oportunidade de constatar isso lá, e talvez por isso tenha sido usado por como suporte de várias obras de arte, em diversos campos, (muito embora esteja numa zona particularmente degradada de Londres, e talvez esta iniciativa tenha por objectivo precisamente remediar isso). A mim, pessoalmente diz-me muito o Animals, dos Floyd, cuja capa representa precisamente a estação (curiosamente é dito deste álbum que seria uma interpretação do livro homónimo do Orwell, uma sátira ao comunismo brilhante que eu recomendo vivamente; mas uma vez mais o escritor e o edifício ligam-se pela arte de um terceiro... coincidência?) Estas são imagens do Animals, vou tentar econtrar fotos que tirei qd lá passei para se perceber um pouco como é aquela envolvente neste momento.
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[2006 - Arq.] Univ. de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologia
Rui Resende replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Olá Rafa e bemvindo ao fórum. Em relação ao curso de arquitectura da uc, posso dizer que seria neste momento a minha segunda escolha para tirar estudar, caso, por qualquer motivo não pudesse estudar onde estudo. Parece-me, à distância evidentemente, porque é sempre complicado perceber como funcionam os cursos que não frequentamos, dos mais bem organizados do país, com um plano curricular bastante equilibrado e com professores que tem um percurso seguro e reconhecido em termos da sua prática profissional. Evidentemente que isso pode não significar qualidade enquanto docentes, ou mesmo significar dedicação à causa do ensino , mas é contudo um garante de uma orientação segura e válida. E estou a falar aqui de pessoas como o Gigante, o Mendes Ribeiro (penso que ele também lecciona lá, não é? corrijam-me se estiver errado pf), mesmo o Figueiredo, cuja obra aprecio, embora n saiba claro como é ele no plano do ensino, ou o Alves Costa, um professor por quem tenho enomre admiração, das melhores aulas que já tive na faculdade foram com ele (ele também lecciona na faup). Por isso, por princípio, acho excelente se puderes tirar o curso de arquitectura em Coimbra. -
Vale do Côa, Portugal | Musée d'Archéologie | H.Tordjman & Associes
Rui Resende replied to 3CPO's topic in Arquitectura
e só agora reparei que esta área era para o francês, pelo que peço imensa desculpa...:errf: -
Vale do Côa, Portugal | Musée d'Archéologie | H.Tordjman & Associes
Rui Resende replied to 3CPO's topic in Arquitectura
É a primeira proposta não vencedora do museu do Côa que estou a ver mas de qualquer maneira, tal como está apresentada, seja pelas imagens seja pelo texto, parece-me demasiado abstracto mesmo para um concurso de ideias para me poder cativar como isso mesmo (uma ideia). De qualquer maneira estou com bastante curiosidade para ver o resultado do museu que vai ser de facto construído, com porjecto dos arquitectos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel. Uma vez que o primeiro é professor na faup já tive a oportunidade de ver suficientes explicações suportadas por bastantes imagens e informação sobre o museu e tenho uma enorme curiosidade. Gostava de poder mostrar mas acho q ainda só foram publicadas umas pouquíssimas imagens fudnamentalmente volumétricas. De qualquer maneira, me parece que vai ser um projecto com um influência ainda forte de uma atitude muito escola do Porto para com o território influenciada por um método de experimentação ao nível das texturas, do alçados e da linguagem semelhante ao que os Herzog & Meuron utilizam (aliás o C.Rebelo trabalhou alguns anos com eles antes ou depois de trabalhar com o Souto Moura também por algum tempo, não sei para qual foi primeiro). De qualquer maneira tenho algumas expectativas em relação a esta dupla ainda praticamente desconhecida fora do contexto da faup (naturalmente já que têm ainda uma obra construída escassa) e creio não me enganar se disser que em pouco tempo vão produzir alguma arquitectura de grande relevo em Portugal e mesmo lá fora. Mas fico para ver, posso-me enganar. -
Sim também estou a achar muito interessante a ideia, gostava de perceber um pouco mais, talvez através de plantas. Se pudesses colocá-las era porreiro pa perceber melhor a organização interior dos módulos. Mas está muito interessante o princípio do projecto
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Sim, também me parece perfeitamente natural utilização de recintos com a dimensão do estádio do Dragão para eventos deste tipo. Acho que não haverá outro tipo de estrutura com aquela dimensão capaz de servir tão bem um evento desse tipo. E na minha opinião, nos dias que correm, um jogo do FCPorto (ou outro clube de dimensão idêntica ou maior) não é assim um espectáculo de uma natureza tão diferente como um concerto de estádio de uma grande banda rock. É tudo entretenimento, para públicos diferentes (ou nem tanto) e que exige condições e ambientes ligeiramente diferentes. O esforço de adaptação do recinto nem terá de ser assim tão grande... Claro que no caso da música eu acho que aquilo que se ganha em espectáculo com a abertura às massas nestes mega concertos, perde-se em intimidade, em qualidade de som, em algumas cedências interpretativas que as bandas são obrigadas a fazer e que no final acabam por tornar o nível do concerto, em termos musicais, necessariamente mais baixo. Evidentemente a emoção da grandeza e do partilhar músicas com uma massa de vários milhares pode compensar muita coisa, mas não deixa de ser pena. Isto já fora do tópico, foi precisamente essa perda de intimidade e de contacto com o público que esteve na génese da ideia (que depois se desenvolveu para outros sentidos) do The Wall, o álbum - concerto/espectáculo - filme dos Pink Floyd, que souberam como ninguém crescer em termos de espectáculo e de níveis de produção quando tiveram a necessidade de fazer esse tipo de espectáculos grandiosos. A ideia inicial é que a banda tocaria inteiramente o The Wall cercada por um muro que não os permitisse ver o público e vice-versa. No fundo, como grandes músicos que todos eles eram e são, sentiram que muita coisa se perdia com esse tipo de eventos. Aliás tanto as últimas digressões a solo do Waters (excluindo esta que ele começou no Rock in Rio) como a última dos Pink Floyd sem Waters preferiram recuperar um pouco dessa intimidade dos concertos em recintos fechados, sem perder as lições de espectáculo total que aprenderam nos fantásticos concertos de estádio que deram. Já agora, eu vou ver os Stones :s
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Concordo com a opinião do asimplemind acerca da arquitectura holandesa, e até acho que esse tal "ponto de saturação" já chegou há muito tempo, mas da arquitectura holandesa hoje não espero mais que tentativas desesperadas e logo, quase sempre fúteis de tentar trazer "alguma coisa de novo", seja lá isso o que for. Mas também discordo completamente dessa ideia de que a Espanha lidera. Não acho que a Espanha produza arquitectura especialmente interessante nos dias que correm (isto em geral como é óbvio). Agora o que acho mesmo é que não há nos dias que correm nenhum país que especialmente se destaque. O que há é arqutiectos de vários países que produzem arquitectura de interesse. Mas não consigo falar em grandes escolas de arquitectura ao nível europeu pelo menos. E embora o panorama geral da nossa e da outra arquitectura não seja nada famoso, acaba por me agradar o nível geral dos nossos arquitectos. Acho, apesar de tudo, que a arquitectura dos nossos bons arquitectos, os mais e os não tão conhecidos, nos coloca num lugar de algum destaque porque apesar das muitas importações que em geral se vão fazendo de modelos e experiências estrangeiras conseguimos ainda produzir arquitectura com um bom sentido de identidade. E quando não há modelos fortes e actuais que possamos seguir, isso vale muito.
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TicO olha q S.João da Madeira tem mt mt mt mais rotundas que Viseu na relação com a área. Aquilo tem acho q 30 e tal rotundas num espaço de 8km2 que corresponde ao concelho todo (só tem uma freguesia). Viseu n tem essa concentração. Em S.João tens momentos od estás a descrever uma rotunda enquanto vês prai outras 4. Em relação às rotundas como espaços verdes, também discordo na grande maioria das situações. A excepção é uma situação como a da rotunda da Boavista no Porto, essa para mim sim pode entrar nessa definição. Mas que eu esteja a ver é a única.
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Dadas as evidentes conversões de escala e de contexto, essa questão pode ser também colocada em relação ao novo santuário de Fátima, a ser inaugurado a 13 de Maio de 2007. Religião e Fé servida rapidamente a muitos e ao mesmo tempo, como comida em qualquer shopping. A arquitectura vai atrás...
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se vais por sinas os espanhóis têm sorte se passarem dos quartos :)
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Parece-me questão do pavilhão se tornar eventualmente maçador ao longo do tempo não se coloca aqui, primeiro porque ao fim de algum tempo o pavilhão vai abaixo, como se sabe isto é uma cosntrução temporária (se for como o do ano passado vai lá estar 3 meses apenas). E para além disso, não existem habitantes ao redor daquele sítio, a rua mais próxima fica a uns bons 600 metros dali, com uma grande massa de árvores a meio e uma pista de cavalos . Eu acho que um edifício desta natureza, neste contexto pode realçar-se do contexto, pode tudo praticamente, pode integrar-se como pode "desaparecer", pode fugir à escala do local como pode respeitá-la, porque no fundo é apenas uma experiência. Na minha opinião pessoal este é aparentemente um dos menos interessantes pavilhões serpentine, no entanto acho que tem o seu lugar e merece ser visitado, assim haja possibilidade. Em relação à relação com a casa, não me parece que o Koolhaas tenha sequer reparado que há ali uma casa, ele fez o seu pavilhão e o resto fica como ficar, se ela é ofuscada ou abraçada, é um acaso. E, tal como o ricardo, gostava de conseguir perceber o interior.
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foi substituído pelo Paulo Ferreira O que eu acho é que, fossem quais fossem os problemas da equipa, que os tinha, o resultado é bom. E não estou a dizer isto naquela perspectiva bacoca do tipo "oh somos tão coitadinhos tão fraquinhos que pronto já não foi mau". Não acho que de facto temos uma grande selecção neste momento, e podíamos, se as coisas tivessem corrido de outra forma, passado a França e estar agora na final. Mas não passamos, perdemos, acabou. Mas o mundo (do futebol) não acaba aqui. Agora é seguir pa frente e perceber que só podemos ganhar um Mundial se daqui a 4 anos voltarmos a lá estar. Ou seja: uma meia-final é um bom resultado mas é preciso repeti-lo. A França jogou 3 meias finais e perdeu nas 3 antes de conseguir ser campeã mundial em 1998. E jogou 3 meias finais numa série de vários mundiais em que não conseguiu chegar tão longe. Mas a regularidade acaba por dar frutos e pronto, num acabaram por ganhar, e se calhar domingo repetem a proeza. Não há milagres, embora o Scolari pareça que os consegue. O que há é trabalho. E o que houve também nestes anos na selecção foi trabalho. E isso também se reflecte. Eu estou contente porque se repararmos Desde o Euro2000 estamos presentes em todas as competições (2euros e 2 mundiais) e no meio da cagada de 2002 temos uma final perdida e duas meias finais. A isso começo a chamar de regularidade. Seguindo assim, com esse profissionalismo, o título vai aparecer. Naturalmente e sem milagres. Ah e já agora acho que o Figo jogou ao longo do Mundial com um nível que eu já não lhe via há vários anos. E desta vez foi um capitão a sério. Também acho que deviam ter apostado no Nuno Gomes, mas pronto, foi opção, talvez má, mas se corresse mal com o Gomes também agora tavamos a dizer o mesmo. E também tenho uma visão positiva destas demonstrações de patriotismo durante estes eventos. É que mostra que apesar de tudo as pessoas querem gostar de Portugal, querem ter motivos para se orgulharem, claro que depois são todos dum civismo fantástico (!!!) fogem todos aos impostos, todos procuram a baixa, etc., mas pensem do ponto de vista desse português que usa a bandeira em dia de selecção... em que outra altura de qualquer outro evento que diga algo ao grande público é que há a oportunidade de realmente nos sentirmos iguais ou melhores aos outros povos? O futebol também tem este papel, e se serve para estimular um pouco a noção de país que cada um tem, então eu tenho tudo a favor. Como dizia o Orwell "o futebol é a continuação da guerra por outros meios" (SporTV a mais... ). O mal não é o futebol português de selecção estar bom, é tudo o resto estar mal, é isso que temos de mudar, não vamos cair na mediania típica de querer nivelar tudo por baixo, do tipo "o futebol só pode estar bem e com as pessoas a festejar quando tudo o resto estiver também bem". E já agora gostava que reflectissem um pouco sobre o tão falado civismo dos povos "mais avançados" da Europa em relação à nossa mais que badalada falta dele a partir do que aconteceu nos nosso jogos com a Holanda e na sequência do jogo da Inglaterra. Ou seja, qual é o sentido de se criticar com uma dureza imensa o português por cuspir no chão ou atravessar a passadeira no vermelho quando o sr.holandês , que faz tudo isso como um cão amestrado toma atitude de lesionar um jogador adversário par apoder mais facilmente tentar ganhar um jogo de futebol... Ou qual é o sentido de mandar vir com o mesmo português pelos palavrões que diz quando está na estrada quando o sr.inglês é incapaz de perder sem ter de partir tudo no local antes de vir embora. É que eu fiquei a pensar. E acho que é uma boa oportunidade para percebermos que os nossos defeitos graves e são nossos, mas os outros também os têm, iguais ou piores. E daí talvez, apenas talvez, aprendermos a respeitar um pouco mais o nosso país, e o que é nosso. E se calhar já estamos aí a dar um pequeno passo em frente.
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eu não acho também que um edifício comercial (no sentido em que está a ser feito para ser vendido) se possa guiar completamente por princípios literários ou por um texto ou uma obra de arte, etc. mas acredito que o efeito que todas essas coisas produzem na mente de quem projecta se possa reflectir no resultado do projecto. Às vezes a relação é completamente literal mas também não considero isso especialmente interessante e, lá está, não acontece em edifícios completamente inseridos no mercado imobiliário (esta história fez-me lembrar a igreja de nossa senhora da Graça em Évora, com aquela fachada que é uma enorme paráfrase de uma grande quantidade de imagens literárias clássicas e que, já agora, é o mais próximo que existe de um "templo de Diana" em Évora, ao contrário do que normalmente se pensa quando se chama de antigo templo romano de templo de Diana). pois eu acho que escrever os livros é só um dos meios possíveis para transmitir poesia. A escrita não é especificidade da poesia. É possível produzir poesia por outros meios. Seja por pintura ou música (alguém conhece uma forma musical chamada poema sinfónico? ) ou arquitectura... Poesia não é uma quadra ou uns versos brancos. E eu acho que a arquitectura pode, e isto é repetidamente provado nas obras de vários mestres e não só, ser um meio de transmissão de uma certa forma poética de ver as coisas... Em relação a esse monstro que a arquitectura contemporânea chama de conceito, acho que tem uma história bem mais comprida do que a contemporaneidade deixa passar. Penso que desde há bastante tempo que a "ideia forte" que deverá gerar um projecto está presente em muitas obras de arquitectura, se calhar até mais presente que hoje em dia, e na maioria dos casos aplicada com mais lógica. Conceito aparece como uma dia que deverá abraçar todo o projecto, não com a perspectiva de castrar o que se possa fazer em cada momento mas talvez criar uma rede de segurança que o impeça de cair nos maus caminhos da incoerência e da falta de unidade. Aparece então como (mais um) auxiliar de processo para o arquitecto, que como todas as ferramentas, necessita ser bem manejada. Se isso for conseguido, é possível conseguir uma boa ajuda para a qualidade final, espacial e mesmo funcional dos edifícios. Caso contrário, quando o conceito é a única coisa que ressalta no final do projecto, assemelha-se claramente a um capricho senão irreflectido, pelo menos ingénuo do arquitecto. Por exemplo, uma ágora grega, obedece claramente a um conceito, que se repete em todas elas, se se quiser uma expressão melhor, um "partido formal", que mais que a condicionar, impede que a ágora caia em falhas funcionais que de outra maneira aconteceriam. Todas as ágoras foram pensadas para todos os locais específicos, e isso é completamente perceptível pelas relações com a paisagem, topografia, elementos marcantes do terreno, etc. que encontramos em todas. No entanto, também por detrás de todas há uma ideia bem definida, um "conceito", que se aplica e que garante o bom funcionamento e a coerência de todas elas. É desta forma que eu vejo o problema, e é nesta perspectiva que explorar essa ideia de conceito me parece positivo. No entanto, também acredito que não é necessária essa ideia forte para explorar com eficiência uma obra de arquitectura. Aliás aí lembro-me logo de um dos meus arquitectos favoritos, o mexicano Luis Barragan, cuja obra é para uma prova de que não são precisos grandes "gestos", grandes ideias globais que definam todas as paredes que vamos construir para produzir arquitectura realmente bela. Todas as casas do Barragan são completamente poesia feita arquitectura, são SÓ beleza. Mas lá está, o Barragan praticamente só projectou habitação (e jardins), nunca projectou uma ágora, ou uma catedral, ou um projecto com uma escala desse tipo. Espero que tenha servido, a opinião.
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F3 Arquitectos - Casa de Verão - Rupanco, Chile
Rui Resende replied to Gonçalo Cardoso Dias's topic in Arquitectura
realmente fabulosa. grande obra, grande simplicidade, clareza e eficiência do gesto, muito bom. E o uso da madeira, não só do ponto de vista do sistema cosntrutivo mas sobretudo da linguagem e do espaço interior. De uma coerência impressionante. Vou amrcar estes arquitectos, que não conhecia, até pela capela que o ginosoakedboy colocou noutro tópico. -
lol é ele e o mário soares. Parecem iguais a falar francÊs
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que país é esse?
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Lisboa | Edíficio mais estreito da europa - 1.60m
Rui Resende replied to margarida's topic in Arquitectura
exactamente, baldini. Lembrei-me exactamente desse edifício qd li o tópico. Porque na fachada deve ter menos de 1.60, embora alargue no interior. '> aquela porta verde com um gradeamento entre as duas irejas dá para a tal casa, que eu penso que já funcionou como a casa do fulano responsável pela manutenção de uma das igrejas.
