asimplemind
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acho que vou comprar esta revista só pelo artigo! :)
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O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
asimplemind replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
Mas como não podemos comparar a obra do Siza à do Calatrava? Não estamos a falar de arquitectura? Temos de ser capazes de discutir e estabelecer comparações entre quaisquer obras de arquitectura porque todas pertencem ao mesmo domínio. Não só podemos como faz todo o sentido. -
Tham & Videgård Hansson Arkitekter Casa K em Stocksund na Suécia Não é a primeira vez que me impressiono ao conhecer e analisar habitações unifamiliares na Suécia. Há qualquer coisa, nos locais, nos materiais, nas texturas, nos métodos que me cativa imenso em determinadas construções escandinavas. Esta casa desde logo se fixou na minha memória através das imagens e textos que encontrei no blog Arkinetia. A aparência exterior monolítica é-nos apresentada de uma forma exacta, totalmente perceptível no seu conjunto. Trata-se de um grande paralelipípedo forrado a madeira pontuado por aberturas que ora nos deixam antever o interior ora expelem a luz para o exterior. No entanto, esta aparente simplicidade volumétrica exterior revela uma enorme riqueza a nível dos espaços interiores da casa. (Aqui interessa realçar que quando pensamos a habitação unifamiliar há que ir para além do óbvio. Não querendo com isto dizer que devemos complicar, muito pelo contrário, devemos partir de esquemas simples de funcionamento e transpô-los para o espaço de forma a gerar uma maior riqueza espacial que contribua para o bem-estar dos seus habitantes.) Refiro isto porque nesta obra, apesar da forma exterior ser compacta e facilmente perceptível, o interior é tratado com uma grande dinâmica de forma a gerar espaços interessantes e harmoniosos. A partir de um esquema de funcionamento bastante simples e comum, os arquitectos abordaram o desenho da casa sempre tendo em conta a terceira dimensão, indo para lá do desenho em planta. Ora, claro está que ao olharmos para as plantas apercebemos directamente as diferentes áreas e a forma de organização da casa: o piso inferior é composto por três elementos, a zona de garagem, as áreas de cozinha, banho, entrada e circulações verticais e a grande área de sala sem definição de zonas de uso; o piso superior segue a métrica do anterior e define áreas de quartos com uma circulação central transversal. Nada de novo, é um desenho bastante claro e funcional. No entanto é a partir daqui que eu entendo que a casa começa a ganhar maior valor. Através de uma definição esquemática dos volumes que compõem o interior, os arquitectos partem deste paralelipípedo e recortam-no de forma a gerar novas situações espaciais. Definem deste modo uma organização espacial do open-space da sala através das zonas de dupla altura que ao permitirem novas entradas de luz, definem “espaços-núcleo” organizando o programa da sala e tornam toda esta área mais rica e definida. Ainda aquilo que gostaria de destacar é a forma de materialização dos espaços interiores e do exterior do edifício. Através de uma construção simples e económica de betão armado isolado termicamente em ambas as faces, a pele exterior é construída através de placas de madeira dispostas em escama de forma a anularem juntas visíveis, permitindo que tanto a chuva como a neve não penetrem no interior da parede. Os interiores são tratados de forma bastante contida, sendo revestidos na sua totalidade a gesso cartonado pintado de branco onde ainda no piso inferior é definido um lambrim de madeira dando continuação ao soalho do chão gerando uma sensação de conforto através presença deste material. Poderíamos chegar quase ao ponto de justificar aqui a noção de less is more, não no domínio estético, mas pelo uso de ideias simples, de métodos construtivos baratos e de materiais usuais de forma a conseguir expressões espaciais ricas e uma linguagem clara e sintética. Mas apesar de esta ser mais uma forma desenhar uma habitação, temos sempre algo a aprender e a estudar enquanto modelo. http-~~-//img91.imageshack.us/img91/1020/arkinetiathamvidegrdhansd2.jpghttp-~~-//img91.imageshack.us/img91/5751/arkinetiathamvidegrdhanbq6.jpghttp-~~-//img140.imageshack.us/img140/7572/arkinetiathamvidegrdhantc0.jpghttp-~~-//img140.imageshack.us/img140/7241/arkinetiathamvidegrdhanvu0.jpghttp-~~-//img140.imageshack.us/img140/3447/arkinetiathamvidegrdhansa7.pnghttp-~~-//img266.imageshack.us/img266/53/arkinetiathamvidegrdhanvj0.pnghttp-~~-//img266.imageshack.us/img266/9529/arkinetiathamvidegrdhanna3.pnghttp-~~-//img266.imageshack.us/img266/6743/arkinetiathamvidegrdhanwn1.jpghttp-~~-//img250.imageshack.us/img250/316/arkinetiathamvidegrdhanhn2.jpghttp-~~-//img250.imageshack.us/img250/9411/arkinetiathamvidegrdhanwe3.jpghttp-~~-//img250.imageshack.us/img250/9201/arkinetiathamvidegrdhanuy3.jpghttp-~~-//img250.imageshack.us/img250/4456/arkinetiathamvidegrdhanwg4.jpg João Sousa
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Fatima | Capelinha das Aparições | José Carlos Loureiro
asimplemind replied to JVS's topic in Arquitectura
O Arq. Carlos Loureiro tem inúmeras obras de interesse no Porto e em Gondomar. Saliento outra bastante interessante, A Fundação Júlio Resende em Valbom, Gondomar. -
O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
asimplemind replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
O Calatrava tem grandes carências a nível do desenho. No livro da Taschen que eu tenho, há lá desenhos de figura humana que denotam uma mão muito tensa e com pouca segurança no traço. Também se coloca a questão: será que estes desenhos sao feitos para o desenvolvimento ou são o chamado "desenho de revista"? A questão coloca-se a qualquer arquitecto... Agora, podemos gostar ou não dos desenhos do siza, mas é claramente uma mão com controlo total sobre o desenho. Não interessa se desenha corpos exagerados ou reais, ele tem a capacidade para desenhar como quer e desenvolveu um método expressivo próprio (que adveio da influência da sua mulher). Gostar ou não gostar é uma coisa, agora ter qualidade ou não é aquilo que interessa. Podíamos estar aqui a falar horas sobre o desenho e dar mil exemplos, é uma matéria que me interessa bastante (por vezes mais até que a arquitectura). -
muito bem! ainda nao vi isso cá no Porto. Estou com curiosidade!!
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ahh então foram estes arqs que fizeram aquele hotel em Gaia que se vê de qualquer parte do Porto na linha do horizonte.... :)
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O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
asimplemind replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
O calatrava não me fascina por esta razão: não sabe fazer arquitectura. Logo as suas obras são macro-esculturas que em qualquer dos casos pretendem impor-se ao local, mesmo em situações que se pede o contrário... p.s. não gosto nada dos desenhos e aguarelas do calatrava (muito básicas) e principalmente irrita-me a promoção que ele faz aos seus dotes de (pseudo)pintor. p.s.2. Ah eu votei Siza! claro está! -
marco1: a que te referes no Estoril?
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ja ta pronto?! Ainda há um mês atrás faltava tanto..
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Trito: tanto quanto sei não há nenhuma faculdade pública no Porto com o curso de arquitectura pós-laboral... No entanto, estando numa privada podes ter direito a bolsas de estudo
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wowow!! incrivel! Mais uma das loucuras do koolhas a ganhar vida! é um tipo com sorte não é qualquer um que vê as suas loucuras serem construidas viva os chineses, eles não páram!
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bem-vindo trito, Há faculdades que ministram cursos de arquitectura à noite, no Porto a ESAP por exemplo. p.s. cuidado com o há de haver :)
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[Dúvida] Para que serve um Caderno de Encargos?
asimplemind replied to ricardo.figueira's topic in Arquitectura
o CE tem de ser sempre encarado como parte do projecto com igual valor aos elementos desenhados.. -
ginsoakedboy: quando a isso mais cedo ou mais tarde essa gente acaba por ter noção daquilo que faz ou então acabam por ser ridicularizados mais tarde por escreverem dessa forma... Ou então vivem assim o resto da vida nessa tristeza de não saber escrever (e mesmo sem saber falar) na lingua portuguesa
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Eu estou de acordo que se façam mudanças, mas agora voltando outra vez à palavra "arquitectura", "arquitecto", etc são tudo palavras que têm origem latina e que o C indica tal como os dois TT no italiano um espaçamento na leitura da palavra. Não temos de dizer directamente o C, mas basta ouvir um brasileiro dizer "arquitetura" e um português dizer "arquitectura" para se notar claramente esta diferença espacial na leitura da palavra. Quanto à questão dos brasileiros deixarem de usar o ü, para mim deveria ser totalmente ao contrário, os portugueses é que deveriam usar o ü tal como os espanhóis de forma a clarificar a leitura em termos da escrita. Porque "quando" e "quem" são escritas com "qu" e lêem-se de formas diferentes. Não vai tardar muito também para que a língua portuguesa se adapte também aos modos de falar do sul de portugal onde palavras como "disfrutar" são continuamente escritas hoje em dia em paineis publicitários, nas televisões, etc com um "e" em vez do "i", dando precisamente o sentido inverso à palavra "disfrutar". Para aqueles que ainda escrevem "desfrutar" (como aqui se vê bastante no fórum), basta verem como se escreve no Espanhol para tirarem as vossas dúvidas.
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[Dúvida] Para que serve um Caderno de Encargos?
asimplemind replied to ricardo.figueira's topic in Arquitectura
O caderno de Encargos, de uma forma simples é o manual de instruções do projecto de arquitectura e especialidades. Tudo o que está desenhado tem de estar escrito assim como tem de estar escrito os métodos e formas de aplicação e construção com os materiais. -
Mas vamos lá ver... eu digo "arquiteCtura" e digo "faCto". Não se trata de letras que não se dizem... Há casos em que realmente não se dizem, mas na maior parte dos casos o C tem razão de existir.
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eu aceito os vossos argumentos, no entanto não concordo com o principio de ajustar a lingua-mae para se igualar às linguas luso-descendentes. Veria sempre o contrário. Não me venham dizer que é por sermos 10% da população que fala a lingua portuguesa...
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Mas então a mudar deveríamos mudar para as formas correctas de escrita que são neste caso as portuguesas. Pois as palavras que têm C, têm-no porque precisam dele. Os países lusófonos que escrevem de forma diferente deveriam adaptar-se à escrita correcta e não o contrário. Acho absurdo.
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que grande palhaçada!!! Eu sou totalmente contra isso. Eu digo ArquiteCtura, assim como digo FaCto ou ExaCto ou ACção. São as formas correctas de dizer... Aliás se compararmos com o italiano, arquitectura diz-se "Architettura", neste caso o duplo t desempenha a função espacial na leitura da palavra como o nosso c. São questões que vão para além da escrita, há imensas palavras em que o C realmente tem significado e se pronuncia.
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[Ajuda] Curso de arquitectura caro e cansativo??
asimplemind replied to lalanda's topic in Arquitectura
Só aqui está quem quer. Não conheço ninguém que esteja em arquitectura por obrigação. Aliás, acho que em qualquer curso as pessoas deveriam estar lá por querer e nisso no de arquitectura até há bastante selecção natural, pelo facto de ser aparentemente "caro e cansativo" -
imo: se procurares aqui no forum há bastantes links para tutoriais e mesmo tutoriais feitos por membros dedicados.
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muito interessante esse video! realmente o corbu é o "l'engenieur" hehe aquelas noções são claramente científicas, felizmente já evoluímos para algo mais adaptável ao real, no entanto essas deverão ser as bases.
