asimplemind
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Sputnik: nao entendo porque referes esses aspectos dessa forma. Não foi claramente a isso que me referia. Referia-me ao facto de que a arquitectura começa realmente a ter voz sobre os problemas sociais a quando da passagem para a modernidade sociológica originada pela revolução industrial. Até então não encontramos exemplos de arquitectos ou de obras de arquitectura que pretendam intervir directamente sobre problemas sociais porque estes só surgem realmente com o êxodo rural, com a industrialização das cidades e com o excesso populacional das mesmas originando situações insustentáveis de vida urbana.
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Penso que no Porto já houve uma fase (há uns 5 anos atras) que se registou uma grande abertura de lojas dos chineses. Hoje em dia esse fenómeno perdeu bastante do seu peso e aquilo que se está a ver aos poucos acontecer é à abertura ou reabertura de lojas nacionais, algumas de comércio tradicional, lojas voltadas para o design, as artes, etc. A questão do comércio citadino versus o comércio dos shoppings penso que em parte grande culpa pertence aos comerciantes dos centros urbanos. São eles que nunca se querem actualizar, que têm a mesma montra desde há 20 anos, que não apostam no marketing, na publicidade, que se deixam ficar a ver o tempo a passar, que fecham aos fins de semana, que não estão abertos ao fim da tarde etc etc Aquilo que se começa a verificar hoje é que há uma série de apostas por parte de grupos de comerciantes que revitalizam de certa forma o seu negócio. Se não podem vencer os shoppings, re-inventam-se. Nas cidades andam 10 vezes mais pessoas que nos shoppings então porque é que as lojas vendem menos? No Porto para mim há um caso paradigmático que é o da rua Miguel Bombarda (e cada vez mais das ruas junto a esta). Esta rua sempre foi conhecida pelas galerias de arte. Ao longo dos anos para além das galerias foram aparecendo cafés, lojas de roupa, lojas de mobiliário de autor, lojas de música, etc. A partir de um pequeno conjunto de lojas gerou-se um fenómeno que hoje em dia está bastante em alta e tem tendência para aumentar cada vez mais. O centro comercial bombarda em vez de forçar o encerramento de lojas e galerias da rua, pelo contrário gera ainda mais vivência daquela zona, cada vez mais lojas aderem àquela zona que já se tornou uma referência. E acima de tudo o que se destaca são os laços entre os comerciantes, todos trabalham em conjunto de forma a dinamizar a sua zona e a lucrarem todos com isso. é muito disso que falta aos comerciantes citadinos
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JVS: Não consigo concordar totalmente, para mim o PdN é uma espécie de ghetto, uma mini-cidade voltada para si própria mas à escala de uma grande cidade. Isto porque, se por um lado a ideia de junção de blocos de habitação com grandes espaços públicos e edifícios de serviços por ser interessante na forma como gera uma pluralidade de funções, por outra (e o problema reside aí) o desenho que foi aqui aplicado a meu ver não se adequa a este tipo de escala. Há demasiados blocos, há demasiadas avenidas, há demasiado espaço público, há demasiados carros, há demasiados serviços e no meio de tantos excessos aquilo que prevalece é a escassez de pessoas. Esta conclusão realmente vai contra os princípios geradores do plano, mas é a realidade. Quem frequentar aquela zona repara que a partir de uma hora do dia, tudo se torna deserto, as pessoas deixam de andar nos passeios, nos espaços verdes e afinal de contas questionámo-nos se realmente existe aqui essa pluralidade de funções. As grandes avenidas que rasgam a malha introduzem um fluxo de automóveis alucinante que retira qualquer vontade das pessoas caminharem abertamente pelas ruas sem se preocuparem com o transito. E por outro lado, a base do problema está também na ocupação dos blocos. A grande maioria dos edifícios foram feitos para uma classe média/alta, isto significa que, praticamente toda a gente que lá vive tem mais do que um carro por agregado familiar, logo quem vem de carro chega a um ponto, vira para uma garagem subterrânea e entra no seu apartamento sem sequer pôr os pés na rua. Logo, para quê estes passeios enormes vazios? para quê tanto espaço público com algum interesse? Para quê todas estas avenidas não convidam à passagem das pessoas? Acima de tudo para mim o que se passa aqui é uma série de boas intenções acompanhada de uma série de grandes erros e dificilmente imagino esta zona como uma parte da cidade ou como uma zona de valor na cidade.
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isto é a gozar de certeza... estarmos aqui com frases soltas e a abrir tópicos sem um sentido não me parece que ganhemos alguma credibilidade. A experiência de cada um que eu saiba não se conta em anos... Agora voltando ao tópico: Há alguma razão para existir este tópico ou é para o fechar? Se é para estar aqui em delírios das 22 horas mais vale escolher outro local... Quem leia o tópico desde o inicio (como eu) acha tudo isto no mínimo ridículo...
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tenho sérias dúvidas se irá contribuir para uma melhoria daquela zona... Apesar de transparecer algo de interessante, parece-me igualmente injustificável como qualquer das construções adjacentes... p.s. poderei estar errado..
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Não sei se na Inglaterra é assim, mas em Portugal só escrevemos maiúsculas quando iniciamos uma frase ou quando se trata de um nome próprio...
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JCA: em nome do respeito pelas outras pessoas e conforme as regras do fórum agradece-se que se escreva com minúsculas pois torna-se muito mais agradável a quem o lê. Isto porque não sei de onde veio esse texto mas certamente não pertencerá a este tópico. Não entendo o contexto, o tom de manifesto, os erros ortográficos e a arrogância com que é escrita....
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Sim, a noção de moderno ou de arquitectura moderna nada tem que ver com o movimento moderno. São coisas totalmente distintas e que quase sempre aparecem mal associadas. Quanto às questões do movimento moderno, realmente o percurso de Le Corbusier à partida poderá parecer inconsistente ou mesmo incoerente, no entanto ele enquanto fundador do movimento moderno, foi autor de uma obra bastante coerente ao longo do seu percurso. Quando a crítica refere que ele estabeleceu uma ruptura na sua linha de pensamento isso revela claramente o desentendimento dos críticos e arquitectos perante as ideias do movimento moderno que não se ficavam como inicialmente apregoado pelo "jogo planos" ou de "volumes expostos à luz do sol". Le Corbusier é exemplo exactamente de um arquitecto que nunca deixou de evoluir no seu pensamento levando a arquitectura para novas áreas enquanto a maior parte dos arquitectos continuavam a seguir os 8 princípios quase como dogma. E o interessante é que um dos fundadores do movimento moderno acaba por se aproximar cada vez mais de arquitectos que sempre se manifestaram contra os ideais do movimento moderno e que foram desenvolvendo a sua obra à parte dos princípios estabelecidos por um grupo de arquitectos. Isso só demonstra como o movimento moderno não passou apenas de um movimento gerado por um grupo de arquitectos que no entanto teve grande impacto na sociedade. Mas mais importante que isso é realmente a modernidade sociológica (assim chamada) que nasce com a evolução das industrias e com os consequentes problemas sociais sob os quais o movimento moderno queria actuar. Aqui pela primeira vez a arquitectura aparece aliada às realidades sociais ao contrário do elitismo que se vinha a praticar. São as bases para aquilo que temos hoje. Os problemas podem ser distintos, mas a origem é a mesma.
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"há" Isto não será um bocado pesadote?
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na esap a mensalidade anda à volta dos 250€, agora com bolonha nao sei como está mas nos 5 anos são 250€ e no 6º ano são 178€. É fazer as contas e escolher! e... visitar os possiveis destinos (muito importante!!) e pedir opiniões a muita gente (muito importante)
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[Emprego / Estágio] - Vitero Imaginação - Estoril
asimplemind replied to 3CPO's topic in Arquitectura
cuidado com os erros! -
a ESAP é privada e necessitas de nota de ingresso e penso que agora também fazem uma espécie de exame de admissão na propria faculdade (mas nao estou seguro). PAra entrares na faup estás na situação que eu estava, tinha 16 de secundario e precisava do 20 a geometria, por uma distracção ridicula a minha nota foi 18.8 ora fiquei com uma média de 17.4 que apesar de ser alta não me serviu de nada Na esap quando entrei penso que a média era de 14 mas o exame contava 60% para a nota de admissão, ao contrario dos 50% da FAUP. De qualquer das formas faz como eu que visitei a faup, a esap e a lusiada para saber in loco como se processam as coisas
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eu não dava nem positiva nem negativa obrigava-os a fazerem de novo o trabalho. E podes ter a certeza que desta vez eles não iam copiar! Se quando são putos são assim imagina quando chegarem à faculdade... há que educá-los desde o inicio
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JAG não conheço esse destrito :p
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Como tinha dito esses dois sites dinamarqueses apresentam-se segundo um sistema de trabalho comum à prática de arquitectura dos ateliers. o do aires mateus é uma exposição breve de trabalhos e nesse sentido podia ser bem mais interessante do que andarmos ali a clicar nos números para aparecerem as fotos
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Viana do Castelo | Hotel Axis | Jorge Albuquerque
asimplemind replied to Peter's topic in Arquitectura
Praça da República com os paços do concelho medievais Basílica de Sta Luzia do arq Ventura Terra (lá do sul!!) Biblioteca de Viana Ponte Eiffel http://sixhat.no.sapo.pt/agridoce/images/ponte-eiffel-viana-castelo.jpg biblioteca do Siza habitações de Paula Santos -
Viana do Castelo | Hotel Axis | Jorge Albuquerque
asimplemind replied to Peter's topic in Arquitectura
nada como ir visitá-la! Nem que seja pelas obras de arquitectura contemporânea! -
Eu, Porto e Bruxelas. No entanto se vamos fazer esta listagem acho que estas opções estão muito diminutas hehe
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Uma obra (absolutamente genial) que à partida ninguém pensa nela quando falamos de cor são as Termas de Vals do Peter Zumthor. Aqui a cor é trabalhada no domínio da percepção enquanto definição de espaços sensoriais aliados à experiência da água. Não há fotos que traduzam esses efeitos... E no entanto ninguem pensa em Zumthor (muito menos nas termas de vals) quando falamos de cor. Mas é um edifício absolutamente colorido (pictoricamente e alegoricamente) envolvido numa paisagem igualmente expressiva. O objectivo deveria ser esse! A cor tanto está como não está, mas nós sentímo-la
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para mim é tão simples quanto isto: a cor advém do processo e da finalidade. Quando a cor na arquitectura não pertence a estes dois campos (nos quais se inclui a estética, a percepção, a psicologia) torna-se banal, sem sentido, um adorno pictórico.
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Não considero que a questao do site ser em flash ou com fundo preto ou amarelo ou de qualquer outra cor seja um facto depreciativo. Aquilo que se procura num site de um atelier de arquitectura é mostrar um portfolio. Esse portfolio pode estar directamente ligado ao processo de trabalho do atelier (http://www.big.dk ou http://www.jdsarchitects.com) onde através do site os autores comunicam com o visitante de forma bastante interactiva. Noutros casos os sites são um portfolio expositivo dos trabalhos, desta forma interessa claramente a apresentação e a comunicação das ideias sejam elas textuais ou em imagem. Ser em flash ou em html para mim não é a questão, normalmente encontro sites em flash com muito mais qualidade que sites em html que por vezes não passam de meras listagens e muito pouco interactivos (http://www.airesmateus.com). Neste caso acho que a questão passa mais pelo resultado final do que pelos meios para alcançar esse resultado. Haverá sempre que ser minucioso e rigoroso ao ponto de ser fazer as coisas a funcionar e a comunicar claramente. p.s. a analogia dos sites às casas com leões parece-me que tem mais a ver com aquelas páginas do Hi5 ou sites cheios de gifs animados que só dificultam a leitura
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recorre aos manuais escolares do secundario que incorporem essa matéria. é a melhor coisa a fazer
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o problema mesmo é a violência doméstica...
