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No outro forum muitos referiram no edificio da Expo mas a italiana referiu na zona de Braancamp e Marques de Pombal portanto naquela zona deve haver um edificio assim. Onde? Eh a duvida.
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Agora soh se fala nela. Como pode ela com esta voz (excelente) e com uma aparencia que deixa muito a desejar vence com cancoes que jah nao se ouvem desde os anos 70? [ame=" "]YouTube - Amy Winehouse interview[/ame] Com tanta latino-americana e afro-americana com voz e formas volutuosas a perderem-se em videoclips a mostrarem os corpos aparece Amy Winehouse e PUM!!! Vence todas!!! O que eh que acham? [ame=""]YouTube - Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse (new clip)[/ame] [ame="http://www.youtube.com/watch?v=LD5sahXoj0U&feature=related"]YouTube - Amy Winehouse - Rehab[/ame] [ame=""]YouTube - Amy Winehouse -You Know I'm No Good[/ame]
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Descobri este projecto. Primeiro pensei que fosse um projecto ditatorial da epoca de Mussolini mas depois vi a data. Vou investigar.
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Ota | Aeroporto Internacional de Lisboa | Eduardo Souto Moura
JVS replied to lllARKlll's topic in Arquitectura
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Incheon_International_Airport-2.jpg/800px-Incheon_International_Airport-2.jpg Incheon Internatonal Airport -
Depois vem cah a Portugal e tem emprego garantido em Portugal. Com 1000 euros garantidos por mes.
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[Projecto] Casa do Voo dos Pássaros, Açores - Bernardo Rodrigues
JVS replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Era interessante ver uma obra tao extravagante em obra. -
Era interessante ver uma obra tao extravagante em obra.
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http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/74/YangtzeWuhanFirstBridge.jpg Ponte em Wuhan http://en.structurae.de/files/photos/f005970/incheon_bridge_1.jpg Ponte em Incheon
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Arquitectos reflectem sobre projectos de construção do país Foto Angop/Arquivo António Gameiro, presidente da Ordem dos Arquitectos de Angola Luanda, 12/04 - Membros da Ordem dos Arquitectos de Angola estão, desde as primeiras horas de hoje, a reflectirem sobre os projectos de construção de empreendimentos, num encontro que decorre no Hotel Trópico, em Luanda. Em declarações a Angop, a propósito da reflexão, o presidente da ordem, António Gameiro, referiu que "esta é o culminar da visita oficial que o Presidente da União Africana dos Arquitectos e seus dois vice-presidentes fizeram ao país, depois de Angola ter sido admitida como membro desta organização". "Hoje estamos a mostrar projectos que estão a ser já implementados e outros em carteira, visando dar a conhecer algumas realizações que no seio da União Africana dos Arquitectos são desconhecidos", afirmou o presidente da Ordem de Angola. Manifestou-se esperançado que encontros do género decorram de forma "rotineira", para que os arquitectos angolanos "doravante" reflictam sobre as realizações do ponto de vista do ordenamento do território, urbanismo, arquitectura e também da construção. Em termos de arquitectura, disse que Angola contínua a ser um espaço onde se fazem experimentações, algumas das quais muito discutíveis do ponto de vista da sua forma e aplicação de materiais. "A globalização faz com que nós tenhamos como exemplo a arquitectura do pós modernismo", frisou o responsável. O encontro termina no final da tarde de hoje. Antes será apreciado o Projecto Baía que visa, entre outros, a requalificação da baía de Luanda in http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=609337
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Património: Ilha de Moçambique é caso emblemático da presença de Portugal em África Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A Ilha de Moçambique, com a Fortaleza de São Sebastião, é um dos exemplos mais emblemáticos da presença histórica de Portugal no mundo e um dos que mais atenção tem merecido por parte de Lisboa. Na visita oficial de que efectuou a Moçambique, em Março passado, o Presidente português, Cavaco Silva, dedicou um dia inteiro (dos três dias que esteve no país) à ilha, que é Património da Humanidade da UNESCO desde 1991. A Ilha de Moçambique terá também lugar de destaque no programa de inventariação, conservação e reabilitação da presença portuguesa no mundo que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, anunciou na segunda-feira em Omã, no âmbito de uma digressão por países do Golfo Pérsico. Em avançada degradação, a Fortaleza de São Sebastião, construída em 1507 num dos extremos da antiga capital insular de Moçambique para dar protecção às naus em trânsito para o Oriente, vai receber obras orçadas em 1,6 milhões de dólares. O financiamento é assegurado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que contribui com 500 mil euros, e pela cooperação japonesa, que comparticipa o restante - o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) entra essencialmente com apoio técnico. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que coordena a reabilitação do património da ilha, conta dar início em 2009 a uma segunda fase do programa de reabilitação, com incidência na fortaleza e a utilização a dar aos edifícios depois de recuperados. Paralelamente, Portugal elegeu como um dos eixos fundamentais da sua cooperação com Moçambique para o triénio 2007-2009 a criação da "Vila do Milénio" do Lumbo, situada no continente, junto à Ilha de Moçambique. Em Cabo Verde, onde não houve guerra pela independência, os vestígios da presença portuguesa são visíveis na Cidade Velha e no centro da Cidade da Praia, ambas na ilha de Santiago, mas também espalhados por todas as ilhas, em edifícios autárquicos ou igrejas. A Cidade Velha, a primeira construída pelos europeus nos trópicos, então denominada Ribeira Grande, tem ainda os restos da catedral, em fase de reabilitação pelo arquitecto Siza Vieira, ou o pelourinho, erguido em 1520 e onde eram açoitados os escravos. A Fortaleza de S. Filipe, construída em 1785, depois de um ataque à cidade por Francis Drake, é outro monumento histórico da Cidade Velha, hoje conservado e reconstruído com a ajuda da cooperação espanhola. Ainda na Cidade Velha fica a igreja de Nossa Senhora do Rosário, património histórico reabilitado, que teria sido construída por volta de 1495 e onde o padre António Vieira, de passagem pela ilhas, terá pregado. As igrejas mais antigas de Cabo Verde conservam a marca portuguesa, o que também acontece com os edifícios de algumas câmaras municipais ou parte da arquitectura urbana das ilhas, exemplificada nos "sobrados" de S. Filipe, ilha do Fogo, casas coloniais de traça portuguesa. O "Plateau", o centro histórico da Cidade da Praia, é um exemplo da presença portuguesa e inclui o palácio presidencial, câmara, a igreja matriz, as estátuas e os bustos erigidos em honra de grandes nomes lusos. Com calçada portuguesa e ruas que homenageiam nomes como Andrade Corvo, Serpa Pinto, Pedro Alvares Cabral ou Luís de Camões, podem ver-se no centro da capital cabo-verdiana bustos como o de António Lereno, médico, ou Alexandre Albuquerque, governador da província até 1876, e Serpa Pinto, igualmente governador. Os coretos, da Praia ou do Mindelo, são outros exemplos dos vestígios de Portugal em Cabo Verde. Quanto a Angola, o Adido Cultural da Embaixada de Portugal, João Pignatelli, destacou, numa opinião pessoal, um conjunto de fortalezas e muralhas construídas pelos portugueses, algumas igrejas ou ainda as construções do período modernista da arquitectura portuguesa. Algumas destas construções, como a Fortaleza de São Miguel, em Luanda, têm grande visibilidade na área urbana da capital, de onde se abarca com a vista toda a baixa da cidade e a baía, constituindo um importante legado da presença portuguesa em Angola. Na Guiné-Bissau e segundo o assessor principal da Ministra da Cultura da Guiné-Bissau, José de Cunha, a presença portuguesa é visível em todo o território, com destaque para a ilha de Bolama, Cacheu e Bissau. Em Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, existem ainda vestígios dos séculos XVI e XVII deixados pelos portugueses, enquanto Bolama, antiga capital da Guiné-Bissau, é uma cidade tipicamente colonial, com construções do século XIX e início do século XX, muitas em avançado estado de degradação. Em Bissau, o principal vestígio da presença portuguesa é fortaleza de São Jorge da Amura, construída no século XVI, a par de edifícios como o antigo Palácio do Governador, o Ministério da Justiça e a Catedral. MSE/PDF/FP/RB. in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=338519&visual=26
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Ermitage e Guggenheim encerram em Las Vegas PAULA LOBO Museus levam 'franchise' para a Lituânia, num novo edifício de Zaha Hadid Os museus Guggenheim e Ermitage vão encerrar no início de Maio a galeria comum que, desde 2001, geriam em Las Vegas. Mas o fim da joint venture nos Estados Unidos não implica o fim da parceria, uma vez que ambas as instituições estão já a trabalhar noutro projecto de galeria partilhada, a abrir em Vilnius, a capital da Lituânia, num edifício desenhado pela arquitecta Zaha Hadid. A notícia foi avançada ontem pelo The Art Newspaper e, segundo uma fonte próxima, o Guggenheim Ermitage Las Vegas - instalado no Venetian Hotel Resort Casino - fechará quando terminar a exposição "Modern Masters from the Guggenheim Collection". O motivo, diz a referida fonte, prende-se com o fim do contrato de concessão válido por sete anos. Inaugurado em Outubro de 2001, o espaço forrado a painéis de aço Corten e concebido pelo arquitecto Rem Koolhaas (autor da Casa da Música) deverá ser transformado numa loja da famosa griffe Louis Vuitton. As dez exposições ali realizadas desde a abertura foram visitadas por quase 1,1 milhões de pessoas, mas hoje a galeria só atrai 500 pessoas por dia, acrescenta o The Art Newspaper, que não conseguiu obter qualquer comentário por parte do hotel. Ao telefone, o director do Ermitage, Mikhail Piotrovsky, admitiu ao jornal que o projecto de Las Vegas será "levado para outros lugares do mundo", designadamente, Vilnius. A capital da Lituânia quer tornar--se um "centro internacional de arte", como já declarou o primeiro-ministro Gediminas Kirkilas, e ontem foi anunciado que Zaha Hadid (a única mulher a conquistar o Prémio Pritzker de arquitectura) vai construir o novo museu da cidade - que terá uma parte ocupada pela parceria Guggenheim-Ermitage. O museu de Sampetersburgo, recorde-se, está a negociar com o Estado português a criação de um pólo museológico em Lisboa. in http://dn.sapo.pt/2008/04/10/artes/ermitage_e_guggenheim_encerram_las_v.html
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S. João da Madeira - Parque Urbano do Rio Ul “Parque feito em três anos é um prazo excessivamente curto” Sidónio Pardal é arquitecto paisagista e dá aulas na Universidade Técnica de Lisboa O Parque Urbano do Rio Ul deverá ser inaugurado já em Maio, mas o arquitecto Sidónio Pardal, autor do projecto, afirma que ainda vai demorar 20 a 30 anos a ganhar naturalidade. Uma ferida que se transformou em arte. Um tímido fio de água corre hoje em leito abundante, ladeado por muros de granito e espaços verdejantes. São 300 mil metros quadrados no Vale do Rio Ul que ao longo dos últimos três anos, sofreram profundas modificações pela mão do arquitecto paisagista Sidónio Pardal. O rio foi alargado e o percurso desviado, construíram-se cinco açudes, uma zona pedonal relvada, foram instalados sistema de rega semi-automática, bancos, bebedouros, placas informativas e de sinalização e iniciou-se o processo de despoluição das águas. O Parque Urbano do Rio Ul está prestes a nascer. Segundo a Câmara Municipal de S. João da Madeira e o autor do projecto, a inauguração deverá acontecer em Maio, no âmbito das comemorações da cidade. Mas Sidónio Pardal defende que seriam necessários ainda mais 20 a 30 anos para o espaço ganhar naturalidade. De acordo com este sanjoanense, que também projectou o Parque da Cidade do Porto e o Parque da Paz de Almada, este tipo de equipamento “não se faz a correr”. Três anos, tempo que demorou a ser construído o Parque do Rio Ul, “é um prazo excessivamente curto”, defende o arquitecto, que também dá aulas na Universidade Técnica de Lisboa. Orçado em cinco milhões de euros, o Parque Urbano do Rio Ul foi encomendado ao arquitecto Sidónio Pardal, em 2001, pela câmara de Manuel Cambra (CDS-PP). Três anos depois do arranque da obra, em 2005, o Vale do Rio Ul é apresentado com um novo rosto. Em 2001, foi convidado pela Câmara Municipal de S. João da Madeira a elaborar o projecto arquitectónico para o futuro Parque Urbano do Rio Ul, que concluiu em 2005. A inauguração está prevista para Maio deste ano. Foi demasiado tempo para ver o parque concluído? Um parque não se faz a correr. Este foi feito sensivelmente em três anos, o que é um prazo excessivamente curto e, porventura, esse poderá ser o seu problema. Porquê? Porque não dá tempo ao projectista para fazer o acerto da obra. Quanto mais tempo demorar melhor, porque permite ao paisagista definir o seu acabamento e melhorá-lo. A paisagem exige uma definição em obra que não se compadece com empreitadas rápidas. Tem que ser uma obra assistida e artesanal. Por isso, o parque ainda vai demorar 20 a 30 anos a chegar à sua maturidade. Vai sofrer agora uma série de transfigurações. Que tipo de transfigurações? Agora, podemos fruir o parque de uma maneira que as gerações futuras não irão poder. Neste momento, a expressão da paisagem é mais marcada pela modelação do terreno. Mais tarde, o arvoredo vai ser mais expressivo. Inicialmente, comecei por fazer o Jardim Municipal, depois a autarquia [de Manuel Cambra] pediu-me para fazer a recuperação paisagística do Vale do Rio Ul. Fizemos esse estudo em três fases e depois o projecto de execução em quatro fases. Há ainda para o lado Norte umas ideias, mas que ainda não avançaram. “Introduz na cidade uma dimensão paisagística” O que irá oferecer este parque à população? Parque é a antítese de jardim. O jardim é um espaço doméstico, é um complemento da casa, que é um refúgio e um local onde nos protegemos de um exterior selvagem e hostil. Natureza ou “paisagem” são conceitos puros. Não estão relacionados com o mundo exterior, é um mundo imaginário, tal como o conceito kantiano das ideias puras que remete para o imaginário de um paraíso. Um parque tem como referência essa ideia de natureza acolhedora e paradisíaca, antagónica ao espaço selvagem. Mas também não é o espaço doméstico. O jardim está confinado à escala da casa, enquanto que o parque se pode extrapolar para o mundo. É criar dentro da cidade, uma paisagem que ela não tem. A cidade é um lugar com espaços extremamente funcionais, que servem para as necessidades quotidianas. Todo o espaço está organizado e codificado e, nesse sentido, a cidade é um local que resulta de uma arquitectura funcional. Tem uma imagem arquitectónica mas não tem uma paisagem. Este parque introduz na cidade uma dimensão paisagística, que até aqui não tinha. “Era como uma ferida na cidade” Quais foram as principais modificações operadas no vale? A escala foi completamente transformada. O leito foi alargado. E, à medida que foi artificializada, a paisagem parece mais natural. O vale também está preparado para resistir às cheias. Há dois anos, houve uma cheia terrível, quando o parque ainda estava em obra. Houve uma ligeira cedência junto a um açude, mas o problema foi rapidamente resolvido em duas horas. Antes, era um espaço feio, degradado, ocupado por uma geometria de campos agrícolas e com uns maciços arbóreos aleatórios. Era como uma ferida na cidade. Não tinha uma expressão paisagística. Hoje, tem uma expressão naturalista que lhe foi dada pela arquitectura da paisagem. Antes era uma coisa mais ou menos em bruto, hoje é uma obra de arte. “Faço uma criação livre e independente” O que é paisagem de expressão naturalista? É uma construção da mente que se concretiza. Mas paisagem é um conceito que se consciencializa só a partir do século XV. A apropriação estética do território é recente, enquanto que a arquitectura tem milhares de anos. O conceito de paisagem ainda se presta a muitas confusões, nomeadamente entre parque e jardim. Um parque deve ser um espaço descodificado, ele não tem uma função própria. E um dos problemas dos parques é quando não se percebe essa dimensão. O importante é o seu despojamento, a entrega como espaço livre, sem nenhuma actividade que condicione as pessoas, a tal ponto que é normal ver uma pessoa deitada ao sol em fato de banho, a correr ou jogar à bola, a ler ou simplesmente passear com uma toilette de cerimónia. É o projecto que adapta ao meio ou, pelo contrário, o espaço que se modifica para acolher o parque? O meio foi modificado para albergar o parque. O curso normal do rio, em alguns troços, foi deslocado. Construíram-se açudes de regularização, procedeu-se ao alargamento do leito e à estabilização das margens. As diversas larguras do leito assumem, sempre que possível, a escala da paisagem. Em que linha arquitectónica se insere este parque? Toda a história da arquitectura paisagística me influencia… seria grave se não houvesse obras de grandes mestres que não me influenciassem. Mas cada caso é um caso. Não tenho a mínima noção do que me influencia. Não me preocupo com essas matérias. Faço uma criação muito livre e independente e não estou preocupado em seguir escolas ou movimentos. Por: Salomé Pinto As preocupações do arquitecto Por uma questão deontológica, Sidónio Pardal não se pronuncia sobre o planeamento urbano da cidade. Mas não se imiscui quanto ao parque do Rio Ul, cuja dimensão poderá ser insuficiente para atingir o objectivo a que se propõe: separar o tecido urbano do espaço livre. Durante a concepção do projecto do Parque Urbano do Rio Ul, quais os pontos que lhe exigiram mais atenção? Um dos problemas fundamentais era dar um enquadramento ao rio e ao vale, dar-lhe uma autonomia, de modo a ter uma naturalidade própria, de tal modo que as pessoas se sintam longe do edificado, daquela presença geométrica e pesada da cidade, não obstante ela estar ali a dois passos. Era explorar o contraste entre o espaço livre do parque, com a sua expressão naturalista, e o espaço construído e edificado e formalmente organizado do tecido urbano. Preocupa-me imenso se as pessoas se vão sentir lá bem. Vamos ver como é que os utentes se apropriam do parque, como o usam, se conseguem descodificá-lo. Mas receio que este parque seja demasiado reduzido para isso. Não teme que a poluição possa gorar as expectativas para este parque? A poluição é sempre algo profundamente terrível, desagradável, mas os municípios estão a trabalhar intensivamente para a despoluição. Creio que, em S. João da Madeira, o rio está praticamente despoluído. Agora, é preciso que a Câmara Municipal da Feira e o INAG [instituto da Água] façam a sua parte. Durante a construção foram efectuadas alterações ao plano original? Há sempre simplificações. Quanto mais despojado mais interessante. No papel, complica-se mais. No terreno, simplifica-se. É a materialização do belo natural. Enquanto arquitecto paisagista, como avalia o planeamento da cidade, sobretudo no que diz respeito à paisagem e espaços verdes? Geralmente, não me pronuncio sobre as políticas e acções da câmara, enquanto estou a trabalhar para ela. Se disser bem, pensam que estou a ser simpático com o cliente, se disser mal não fica bem. Por uma questão ética e deontológica, prefiro não me pronunciar enquanto estiver a trabalhar para a autarquia. S. João da Madeira é uma cidade bonita? É confortável e acolhedora. Tem uma excelente centralidade. Por: Salomé Pinto in http://www.labor.pt/noticia.asp?idEdicao=128&id=6024&idSeccao=1252&Action=noticia
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Museu do Oriente O Museu do Oriente é inaugurado dia 8 de Maio e está instalado num grande edifício na Doca de Alcântara desenhado pelo arquitecto João Simões nos anos 30 e agora readaptado pelo atelier de João Luís Carrilho. São sete pisos e uma área de 15.500 metros quadrados, onde convivem três espaços distintos de exposição. O museu promete uma programação vasta e variada. O novo Museu do Oriente não vai servir para nos orientarmos na cidade de Lisboa - é na parte ocidental da cidade. Mas não é preciso tomar nota do endereço, porque em breve vai bastar apanhar o autocarro nº 12 - que terá mesmo ter escrito "Museu do Oriente". É aí que passa a terminar o percurso, a partir de 8 de Maio, o dia para que está marcada a grande inauguração deste novo equipamento cultural lisboeta. Também não há que enganar, uma vez que o Museu do Oriente é um edifício branco com quase 100 metros de comprimento na Doca de Alcântara, do outro lado da linha férrea. É um bonito edifício modernista, desenhado pelo arquitecto João Simões nos anos 1930 para conservar bacalhau seco e armazenar frutas frescas. Quase 70 anos depois, o atelier do arquitecto João Luís Carrilho da Graça readaptou-o para instalar o museu. São sete pisos e uma área de 15.500 metros quadrados. "É um bocado assustador. Vamos ter que gerir e ingerir este espaço ao longo dos anos", disse Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, que tutela a instituição, na apresentação aos jornalistas do que vão ser os dois primeiros meses de programação do Museu do Oriente, uma conversa feita já no restaurante do museu que vai abrir daqui a um mês. O custo do Museu do Oriente - compra do edifício, obras e mobiliário - é de 25 a 30 milhões de euros e Monjardino considerou a abertura do museu "um passo muito grande na vida da fundação". Anualmente, o museu irá dispor de um orçamento que poderá variar entre três e quatro milhões de euros. A visita guiada serviu também para vários membros da nova equipa - cerca de 40 funcionários - dizerem que o museu é, na verdade, um centro cultural, ou quase. "O que chamamos Museu do Oriente é, de facto, um centro cultural sem ser chamado centro cultural", explica João Calvão, director dos serviços culturais. Além de três espaços diferentes de exposição (dois com 1500 metros quadrados, outro com 1000), tem um auditório com 360 lugares (mais uma dezena do que o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém), um centro de reuniões para encontros, seminários e reuniões científicas, um centro de documentação com 12 lugares de leitura, um serviço educativo e um restaurante com uma grande janela virada ao Tejo, onde haverá comida de todos os países da Ásia. "Um auditório com estes lugares, com programação específica, vai muito para além do museu." Muita world music Se a fundação programava até agora dois ou três espectáculos por ano, o número vai passar para 40 nos próximos oito meses (100 se contarmos com o cinema). O Museu do Oriente vai ter espectáculos de música, teatro, dança, ciclos de cinema, workshops, conferências e debates. Para o espectáculo inaugural, dias 9, 10, 11 e 12 de Maio, o museu encomendou uma peça ao compositor e pianista Mário Laginha, que estará em palco com os músicos Ngyen Lê (Vietname), Prabou Edhouard (Índia) e Joji Hirota (Japão). Vai haver muita música no auditório, "muita world music, se quisermos pôr um rótulo", explicou João Amorim, da direcção internacional da fundação, que ontem apresentou as linhas gerais da programação do auditório e do centro de reuniões. "Mas não vai ser só música étnica, vai haver música experimental, contemporânea, jazz e música clássica. Vai ser uma programação centrada na Ásia, mas não só - 60 por cento dos artistas serão asiáticos." O palco é adequado "a espectáculos um pouco mais intimistas" e o museu investiu muito na qualidade técnica do auditório. A programação está organizada em ciclos temáticos, cruzando o cinema, por exemplo, com as exposições: é o caso das máscaras, com os temas da falsa identidade ou do duplo no ecrã. Monjardino apresentou o Museu do Oriente como um espaço de "confraternização", um espaço que vai permitir aos portugueses que não podem ir ao Oriente conhecer as culturas asiáticas. O museu foi assumido pela fundação como um desígnio, desde que esta foi criada há 20 anos, um espaço capaz de testemunhar as relações históricas entre Portugal e a Ásia. Por isso, uma das exposições permanentes mostra cronologicamente a presença portuguesa no Oriente, explicou a directora do museu, Natália Correia Guedes, que foi subsecretária de Estado da Cultura e dirigiu museus como os Coches e o Traje. Mistura antiguidades adquiridas, ao longo dos anos, por Carlos Monjardino em antiquários, leilões e a coleccionadores privados, com peças emprestadas por outras instituições museológicas, como o Museu Machado de Castro, em Coimbra, o caso das importantes colecções do poeta Camilo Pessanha (arte chinesa) e do escritor e político Manuel Teixeira Gomes (artes decorativas da China e do Japão), mas também o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Visita às reservas A exposição começa cronologicamente no século XVI - vai lá estar uma primeira edição d"Os Lusíadas, de Luís de Camões, "E entre gente remota edificaram/ Novo reino que tanto sublimaram". Mas a maior parte das peças são do século XVIII, como um pagode chinês em osso e marfim, que ontem ainda estava a ser restaurado nas reservas do museu, um espaço de 2500 metros quadrados que ocupa quase todo o piso 3. "Foi oferecido pelo Real Senado de Macau à rainha D. Maria I quando a corte chegou ao Brasil. O ouvidor-mor de Macau foi de propósito ao Brasil prestar vassalagem", diz a directora. Nas reservas do museu, dezenas de máscaras estão prontas a subir para as grandes vitrinas que desenham as salas de exposição. Há móveis com embutidos em madrepérola a ser fotografados. As peças vão começar a ser dispostos na quinta-feira e esperam-se algumas noitadas. Muitas estão ainda dentro de caixas, onde se lêem etiquetas coladas a dizer "China, trajes minorias étnicas", "China, traje ópera de Pequim". São peças que vão servir para organizar a grande exposição temporária dedicada às máscaras da Ásia, a partir da colecção Kwok On, um importante acervo do museu, que junta peças da Turquia ao Japão, testemunhos das artes performativas mas também das grandes mitologias e religiões. Com a sua dezena de monitores do serviço educativo, o museu quer fazer um trabalho intenso junto das escolas (já têm marcações): estão prontos para transformar os nomes das crianças em chinês ou para lhes pôr um chapéu de Xangai na cabeça. É só apanhar o autocarro nº 12. Ou então tome nota: o Museu do Oriente fica na Avenida de Brasília. Não tem número. Isabel Salema (PÚBLICO) in http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=197751
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Como serah a alma dos espacos comerciais? Como devem ser os espacos comerciais. Devem ser amplos e controlaveis ou devem ser densos aumentando a privacidade dos clientes?
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Nova igreja das Gaeiras deverá arrancar em Setembro A construção da nova igreja das Gaeiras, uma aspiração que conta já com 15 anos, deverá começar em Setembro deste ano. A informação foi dada pelo presidente da Junta de Freguesia, Eduardo Silva, entidade que lidera a comissão técnica que se encontra a desenvolver o projecto daquele templo. As reuniões têm decorrido na Junta de Freguesia e contado com a presença do o arquitecto responsável pela concepção das novas igrejas e um conjunto de engenheiros, residentes na vila, que se predispuseram a, voluntariamente, dar o seu contributo ao nível do ordenamento e exteriores do edifício. “A igreja vai ficar situada na Rua da Ermida, mas não no local onde há 15 anos foi colocada a primeira pedra” explicou o autarca, acrescentando que Frederico Lupi, proprietário da Quinta das Gaeiras, doou um novo espaço para a construção do templo. O terreno anterior, de 6.200 metros, será utilizado como uma mais valia na construção do novo edifício. As infra-estruturas já estão a ser instaladas e o novo equipamento religioso deverá custar cerca de 700 mil euros. Terá também salas que, mais tarde, serão ocupadas com comissões de trabalho de combate à pobreza, violência domestica e mulheres em risco e para a comissão de protecção de menores. Diversas entidades e população estão unidas na angariação de fundos para a concretização da obra. A exposição de presépios, realizada em Dezembro, reverteu dois mil euros e já foi criada uma comissão, composta por 35 elementos, para realizar a Festa de Nossa Senhora da Ajuda (8 de Setembro), que canalizará os fundos para esta obra, assim como lucros das tasquinhas e marchas populares. http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=21359
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Fotografia: Júlio de Matos testemunhou desaparecimento da velha Pequim Lisboa, 11 Abr (Lusa) - O desaparecimento dos "hutongs", a típica malha urbana de Pequim herdada do domínio mongol, nos séculos XII e XIII, é o tema da exposição que vai ser inaugurada no sábado no Centro Português de Fotografia, no Porto. A exposição, intitulada "Fading Hutongs", reune cerca de 150 imagens feitas por Júlio de Matos desde 2005 até Março passado, quando a organização dos Jogos Olímpicos acelerou a modernização de Pequim e parte do que restava dos antigos becos da cidade foi substituída por largas avenidas. "Como arquitecto e como fotógrafo, tornou-se-me urgente e imperativa a necessidade de contribuir para contrariar, de uma forma pessoal e subjectiva, uma perda na memória colectiva", afirma Júlio de Matos. Júlio de Matos, formado em arquitectura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, recebeu em 1988 o Grande Prémio Kodak de Fotografia. A inauguração da sua próxima exposição coincide com o lançamento de um livro com o mesmo nome ("Fading Hutongs") que inclui um texto do arquitecto chinês Yung Ho Chang, nascido há 50 anos em Pequim e formado nos Estados Unidos. Segundo o sinólogo francês Pierre Gentelle, há quatro anos havia ainda cerca de 1.400 "hutongs" em Pequim - um terço dos que existiam há meio seculo - e hoje o número desceu para "apenas 200 ou 300". AC. Lusa/Fim in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=339117&visual=26
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Ordem dos Arquitectos de Leiria realiza palestras Tema principal é a Certificação Ambiental de Edifícios No âmbito do Fórum Arquitectura, Sociedade e Ambiente, a decorrer até ao mês de Junho, está a ser promovido um ciclo de conferências pela Delegação de Leiria da Ordem dos Arquitectos. O mês de Abril receberá a arquitecta Inês Cabral, da Universidade do Arizona, que apresentará no Fórum, dia 4 de Abril, pelas 21h00, uma conferência com o tema «Arquitectura e Sustentabilidade. Certificação Ambiental dos edifícios: estudo de casos». No dia 8 de Maio, será a vez do engenheiro Jorge Saraiva, responsável pelo Departamento de Edifícios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a marcar presença no local, com o tema «Arquitectura e Aerodinâmica. Ventilação natural dos edifícios e espaços exteriores». O evento encerra no dia 5 de Junho com a participação do arquitecto António Figueiredo, director do Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, que falará sobre «Leiria-Arquitectura da cidade, o programa Polis, mobilidade e espaço público». in http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=45c48cce2e2d7fbdea1afc51c7c6ad26&id=4ff7f7b4a05a472a3cb3767ade8bc818
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Marca de Sua Kay começa impor-se no Sul do país Filipe Antunes Construção do shopping Gran Plaza em Tavira Polémicas à parte, o edifício de Sua Kay já é encarado como uma potencial peça de design para a cidade de Tavira, como o foi também o premiado centro comercial Dolce Vita para a cidade de Coimbra, conjunto igualmente saído do estirador do arquitecto. Ainda no Algarve, Sua Kay está a desenvolver projectos em Vilamoura, no Tivoli Marinotel, tendo-lhe sido concedido o desafio de modernizar por completo a imagem das áreas públicas e dos quartos. Além dos espaços comerciais, o ateliê de Sua Kay tem-se especializado na arquitectura de escritórios – como é caso do edifício-sede da PT Comunicações, no Parque das Nações, ou da sede do Banif – e de espaços desportivos. Mário Carlos Sua Kay nasceu em São Lourenço, Moçambique, em 1952. Arquitecto de formação, começou o percurso em Inglaterra. Actualmente é administrador da Sua Kay Arquitectos e pertence ao departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico. 29 de Março de 2008 | 08:24 Filipe Antunes fonte: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=23036&tnid=2
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O Estado vai investir milhões de euros numa infra-estrutura que já se sabe que vai ter de mudar de local, com todos os custos (ainda não quantificados) daí decorrentes Sandra Brazinha O Estado vai gastar 3,5 milhões de euros num projecto para o Metro Sul do Tejo (MST) que é... provisório. Trata-se do terminal de Cacilhas, que vai ser construído no Largo Alfredo Dinis, embora sabendo-se de antemão que vai ser deslocalizado um quilómtetro, para a Doca 13, onde integrará o projecto Almada Nascente, a implementar no prazo de 20 anos entre Cacilhas e a Cova da Piedade. "É uma situação provisória. Não é definitiva em termos de interface", avançou anteontem Eduardo Campelo, arquitecto da Câmara de Almada, durante o 20º Fórum de Participação sobre o MST. "Ter um terminal em Cacilhas é um projecto contra natura", considerou o arquitecto, uma vez que irá nascer um novo terminal com o Almada Nascente. Eduardo Campelo realça contudo que esta "é uma solução provisória que responde aos problemas reais em presença". De acordo com o encarregado de Missão do MST, Marco Aurélio, o projecto do interface de Cacilhas até à Avenida 25 de Abril está orçado em 3,5 milhões de euros, a que podem acrescer trabalhos extra. Aurélio esclarece que "a ideia é mudar o terminal para o futuro interface que está projectado para a Margueira". Quanto ao investimento a realizar no Largo de Cacilhas, o encarregado de Missão garante que "todos os equipamentos serão transferidos" para o local definitivo. "A única coisa que não tem utilização é o próprio edifício", explica, lembrando que "a mudança de todo o interface será da responsabilidade do projecto da Margueira". Por seu lado, o presidente da concessionária, José Luís Brandão, frisou ao JN que este é um "trabalho extracontratual", tendo em conta que "a solução de Cacilhas ainda não estava prevista". O terminal do MST, a concluir até Novembro, será instalado junto ao cais fluvial, com uma passagem coberta. O terminal de Cacilhas terá quatro linhas para o metro, uma nova paragem para os autocarros, uma praça para táxis e um edifício, que já está a ser construído, para os serviços do MST e da Transportes Sul do Tejo. Orçada em 390 milhões de euros, a primeira fase do MST deve estar concluída a 27 de Novembro de 2008, data prevista para a entrada em funcionamento do último troço entre a Cova da Piedade e Cacilhas. in http://jn.sapo.pt/2008/03/19/pais/35_milhoes_para_terminal_cacilhas_e_.html
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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou esta quarta-feira, em reunião extraordinária, um documento denominado «Revitalização da Baixa-Chiado - Revisão do Relatório - proposta de Setembro de 2006» e que teve por base o trabalho desenvolvido pela ex-vereadora, Maria José Nogueira Pinto, para esta zona histórica da cidade. No âmbito da intervenção na Baixa-Chiado foram levadas a votação quatro propostas. Todas foram aprovadas: três por maioria e uma por unanimidade. Quase dois anos depois As propostas agora aprovadas recuperam muitas ideias do comissariado nomeado pela ex-vereadora da autarquia Maria José Nogueira Pinto. No entanto, alguns dos pontos mais polémicos foram alterados como, por exemplo, o modelo de financiamento. «Estas alterações» fizeram a diferença para José Sá Fernandes que antes chumbou o projecto. Mas o vereador bloquista considera que o plano novo mantém «as virtualidades do anterior» e retira-lhe «os defeitos». Recorde-se que o actual vereador Manuel Salgado, também arquitecto, fez parte da equipa que elaborou a proposta de 2006, a convite de Nogueira Pinto. Artigos do PDM suspensos Um dos pontos que mais criticas levantou, principalmente do PSD, foi a suspensão dos artigos 38º e 40º do regulamento do PDM proposta pelo vereador Manuel Salgado. Durante a tarde o arquitecto explicou que a suspensão «apenas se aplicava a quatro edifícios e seriam decretadas medidas preventivas». No entanto, esta suspensão ainda terá de ir a votos na Assembleia Municipal (AM). Os quatro projectos referidos por Manuel Salgado prendem-se com: a instalação do Museu do Banco de Portugal na igreja de S. Julião, o Museu do Design e da Moda - MUDE na antiga sede do BNU, a ligação por elevador ou escada rolante da Rua dos Fanqueiros até ao Castelo e, por fim, com a demolição dos anexos ao Quartel do Carmo para criar um espaço público de lazer, permitindo a ligação às Ruínas do Carmo e ao futuro Museu da GNR. Sugestões aceites O movimento Cidadãos por Lisboa apresentou um documento com várias medidas, no decorrer da reunião extraordinária, que serão em parte incluídas neste relatório. A «versão» final será ratificada na próxima reunião da autarquia. E o financiamento? A questão do financiamento foi outro ponto quente da reunião com António Costa a reafirmar os problemas financeiros da autarquia. «A Câmara não tem, nem vai ter nos próximos mandatos» verbas para apoiar este projectos, daí a necessidade das «parcerias publico-privadas». O plano para a Baixa-Chiado terá um custo no valor de 702,9 milhões de euros até 2020. O vereador Manuel Salgado destacou a classificação da zona como Área Crítica de Reabilitação como essencial para o financiamento da reabilitação, já que permite baixar o IVA para 15 por cento, graças ao disposto no Orçamento Geral de Estado de 2008. Sem «cenários negativos» Em conferência de imprensa, após a reunião do executivo, António Costa afirmou não querer traçar «cenários negativos» em relação à apreciação pela Assembleia das decisões do executivo. E acrescentou esperar um «diálogo positivo» com a maioria social-democrata na AM. *Com Lusa in http://diario.iol.pt/noticia.html?id=930068&div_id=4071
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Coliseu de Elvas Um multiusos para os dois lados da fronteira O Coliseu de Elvas, que serve até domingo de palco da final a oito da Taça de Portugal em basquetebol, é um multiusos com cerca de um ano e concebido para servir os dois lados da fronteira ibérica. Originalmente idealizado para remodelação da velha Praça de Touros, o projecto, entregue de início ao arquitecto Mata Antunes, foi sofrendo várias alterações até chegar à ideia final de um moderno multiusos erigido de raiz e concebido num conceito para servir o distrito alentejano e a Estremadura espanhola. Outro arquitecto, Luís Ferreira, pegou então no esboço original e transformou-o no Coliseu José Rondão Almeida, nome do presidente da Câmara Municipal de Elvas, que avalizou uma obra orçada em oito milhões de euros, verba que incluiu a comparticipação de fundos europeus. Uma equipa de cinco arquitectos e outros cinco engenheiros foi edificando uma infra-estrutura de raiz às portas da cidade de Elvas e que tem como principal originalidade o tecto amovível, que só por si canalizou um milhão de euros do "bolo" total fixado no orçamento. Quase 7.000 metros cúbicos de betão armado e 24 toneladas de aço suportam uma estrutura com uma área total superior a 3.600 metros quadrados, onde foram instalados mais de 22.000 metros de condutas e cabos de iluminação. Ao todo, a área de pintura de tectos e paredes chegou aos 15.276 metros quadrados, uma superfície que corresponde a dois campos de futebol. Com uma capacidade para cerca de 5.000 lugares, lotação que pode ultrapassar os 6.000 em determinados espectáculos, como ainda sucedeu recentemente com o "wrestling" (luta livre encenada com cada vez mais adeptos em todo o Mundo). "Foi um projecto idealizado desde o início tendo em conta um conceito ibérico", explicou à Agência Lusa o vice-presidente do município de Elvas, Nuno Mocinha, que já faz um balanço "extremamente positivo" de um ano de eventos artísticos e desportivos. Isabel Pantoja, Joaquin Cortez, Tony Carreira, André Sardet e Dulce Pontes foram os artistas dos dois lados da fronteira ibérica que já passaram por este Coliseu, que neste período de um ano também acolheu cinco corridas de touros. "O custo este empreendimento tem um retorno muito largo. Só a projecção que este Coliseu tem oferecido à cidade de Elvas já justifica o dinheiro investido. Uma campanha de promoção à cidade não nos custaria menos de 400.000 euros", frisou o edil alentejano. Ainda no âmbito da rentabilização do novo Coliseu de Elvas, a câmara já aprovou o aluguer de uma pista de gelo para o próximo Inverno, oferecendo uma nova opção de entretenimento a portugueses e espanhóis. "Este novo conceito tem permitido agitar a economia local e a ideia é continuar a alargar o campo de actividades a outras soluções que permitam capitalizar ainda mais a receptividade de portugueses e espanhóis", sublinhou Nuno Mocinha. Ainda a cheirar a "fresco", o Coliseu de Elvas serviu, no início de Agosto do ano passado, a última etapa da preparação da selecção portuguesa de basquetebol ao Euro2007, acolhendo um torneio triangular que incluiu também as equipas da Geórgia e Roménia. Fonte: Lusa Comente esta notícia! in http://infordesporto.sapo.pt/Informacao/Modalidades/Basquetebol/noticiabasquetebol_bascoliseuelvas_050408_481699.asp
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Terceira travessia: Ponte deve ser obra de arte com silhueta diferente das outras- arquitecto Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A imagem da futura ponte Chelas/Barreiro deveria ser original e constituir-se como uma "verdadeira" obra de arte em vez de se assemelhar à imagem das outras duas pontes da cidade de Lisboa, defendeu José Mateus, da Ordem dos Arquitectos. "Fiquei decepcionado com a silhueta da [nova] ponte, que parece muito semelhante à das outras duas [25 de Abril e Vasco da Gama]", disse à Lusa o arquitecto que é vice-presidente da mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos . Segundo José Mateus, para a concepção da nova infra-estrutura "deveria ser feito um investimento intelectual para que venha a ser uma verdadeira obra de arte, com carácter original, já que existem no país engenheiros muito bons a nível mundial". Por outro lado, José Mateus criticou a falta de imagens sobre a ponte, que na sua opinião são essenciais para se ter uma melhor percepção do impacto sobre a cidade de Lisboa. "Deveria ter sido produzido um número estratégico de peças que permitisse obter imagens sobre a integração da obra na paisagem para se perceber como se insere na mancha urbana", disse. Com a mesma opinião, Helena Roseta, vereadora da Câmara de Lisboa e antiga presidente da Ordem dos Arquitectos, disse estar "longe" de se pronunciar "em definitivo sobre o impacto paisagístico" porque "não se consegue visualizar como vai ser a ponte". "As imagens não nos dão o impacto de uma ponte que tem duas linhas de alta velocidade, mais duas convencionais e mais três faixas de carros para cada lado", disse à Lusa Helena Roseta. A terceira travessia do Tejo no eixo Chelas/Barreiro foi aprovada dia 03 de Abril, em conselho de ministros, com base num estudo comparativo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que deu vantagem à opção já avançada pelo Governo, em detrimento da Beato/Montijo, proposta no estudo sobre o novo aeroporto de Lisboa, encomendado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa). Para José Mateus, a estrutura da ponte deve ter associado um sistema de aproveitamento da energia solar e do vento e ainda permitir que seja atravessa a pé ou de bicicleta. Ao contrário das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, que quando foram construídas estavam no limite da cidade, na opinião do arquitecto, a ponte Chelas/Barreiro vai ligar directamente o tecido urbano de Lisboa ao do Barreiro. "As outras duas pontes foram auto-estradas construídas no limite da cidade mas esta é mais urbana e deveria constituir-se como um prolongamento dos espaços percorridos pela população", afirmou à Lusa José Mateus. "À semelhança da ponte de Brooklin, nos Estados Unidos, deveria ser percorrida a pé ou de bicicleta e não ser simplesmente uma via rápida ou auto-estrada constituindo-se assim como um prolongamento do que se passa dos dois lados", explicou o arquitecto. "Se for o prolongamento do tecido urbano é uma coisa agora se for uma via rápida penso que é um encontro difícil", apontou. Já para Helena Roseta, uma das principais preocupações é o impacto rodoviário da ponte em Lisboa. "Como vereadora da Câmara Municipal de Lisboa não vejo como será resolvido o impacto na rede viária de entrarem diariamente na capital mais 66 mil viaturas. É contraditório com o que defendemos para a capital que é ter cada vez menos carros e mais mobilidade", sustentou. "Para a cidade de Lisboa o aumento da carga automóvel propiciado por uma nova travessia parece ser evidentemente negativo e a evitar", considerou por seu lado o presidente da Associação Profissional de Urbanistas Portugueses, Diogo Mateus. Diogo Mateus sugeriu a criação de "uma política que motive a utilização do transporte público, com a criação definitiva e efectiva de uma rede metropolitana". "Esperamos que (...) das três faixas de rodagem propostas para cada sentido da ponte, à semelhança do que já deveria ter sido preconizado pelo menos na Ponte 25 de Abril, se reservem faixas exclusivas a transportes públicos", sugeriu. A utilização do comboio deve ser entendida, segundo Diogo Mateus, como mais vantajosa em tempo e em custo monetário pois só assim se poderá propiciar a sua utilização. Pela positiva, Diogo Mateus afirmou que a futura ponte motivará o crescimento de áreas urbanas de uso residencial no concelho do Barreiro e nos concelhos vizinhos. "O Barreiro, que nas últimas décadas perdeu importância pode voltar a ter uma posição estratégica e na maior mancha industrial desactivada [Quimiparque] pode construir-se cidade de forma sustentável", disse também José Mateus da OA. ZO Lusa/Fim in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=338603&visual=26&tema=4
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Júdice em declarações ao SOL «Não tem pés nem cabeça dizer que se vão gastar milhões em fogo-de-artifício» Por Margarida Davim José Miguel Júdice diz que as reacções da oposição à apresentação do plano para a frente de Tejo na Câmara de Lisboa são fruto «de uma grande confusão» e garante que a sociedade que irá gerir não vai gastar dinheiro em fogo-de-artifício «Não tem pés nem cabeça dizer que se vão gastar milhões em fogo-de-artifício», diz José Miguel Júdice, que ficou surpreendido com os comentários dos vereadores da oposição depois da apresentação do plano para a frente ribeirinha na Câmara de Lisboa. Júdice explicou ao SOL que o documento refere uma verba de cinco milhões de euros «para construir uma infra-estrutura para espectáculos de luz e som em frente aos Jerónimos e um centro de interpretação dos Descobrimentos dentro do mosteiro». Isto, «se o IGESPAR aceitar, claro», diz, referindo-se ao instituto público responsável pela protecção do património. Para Júdice, este gasto – que deverá ser suportado pelo Instituto do Turismo, caso o projecto seja aprovado – não é um custo, mas sim «um investimento». O jurista estranhou ainda o facto de a vereação se ter mostrado surpreendida com a sua presença na reunião de Câmara desta quarta-feira: «Eu fui, porque fui convidado pelo senhor presidente da Câmara. Aliás, ‘a festas e baptizados não vás sem ser convidado’». José Miguel Júdice também não entende as reacções aos ajustes directos previstos no documento para a frente ribeirinha: «Só há dois ajustes directos, para os arquitectos Bruno Soares e Paulo Mendes da Rocha». O advogado esclarece que ambas as contratações foram feitas pela Parque Expo e não por si ou pela sociedade que irá liderar o projecto de requalificação da frente de rio, mas defende as escolhas pela «qualidade técnica» destes profissionais. «Um projecto deste tipo nunca é feito por concurso», comentou, referindo-se ao plano para o Museu dos Coches, entregue ao arquitecto Paulo Mendes da Rocha. Quanto ao arquitecto Bruno Soares, Júdice justifica que se trata de «uma pessoa que conhece muito bem a Baixa-Chiado e que já trabalha nessa zona há mais de 15 anos». De resto, Júdice diz-se «muito crítico em relação aos ajustes directos» e assegura que deixou clara essa sua preocupação nas conversas que teve com José Sócrates: «Eu disse ao sr. Primeiro-Ministro que gostaria que tudo fosse feito por concursos públicos internacionais». Sócrates terá acatado a sugestão, mas os nomes dos arquitectos Mendes da Rocha e Soares já teriam sido escolhidos pela Parque Expo. in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=88424
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Relatório projecto do Bolhão poderá estar concluído em Junho O relatório da Comissão Parlamentar de Poder Local acerca da requalificação do Mercado do Bolhão, no Porto, poderá estar pronto em meados de Junho, disse hoje à Lusa o deputado socialista Fernando Jesus. Segundo este parlamentar, que é também o relator destacado para este dossier, a comissão irá reunir-se na terça-feira para aprovar um relatório intercalar com informação sobre o projecto e o modelo de gestão para o Bolhão. A partir de dia 21 ou 22 começarão as audições, no Governo Civil do Porto, com o Instituto e Gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR), a Câmara Municipal do Porto, a Plataforma Cívica, a empresa de capitais holandeses TramCroNe e o arquitecto Joaquim Massena, criador de um projecto de reabilitação do mercado na altura da presidência de Fernando Gomes que também será ouvido. Após as duas ou três semanas de audições, a comissão tem 60 dias para elaborar um primeiro relatório sobre o processo relacionado com o Bolhão. As audições decorrem da entrega a 27 de Janeiro, no Parlamento, de uma petição visando impedir a eventual demolição interior do histórico mercado portuenses Chegou a ser equacionada a hipótese das audições se iniciarem já na segunda-feira, como apontou quinta-feira à Lusa o arquitecto Correia Fernandes, um dos primeiros subscritores da petição, mas a ideia acabou por ser afastada. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=327623&page=1
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NOUVEL LÊ PESSOA "Tenho sempre livros à mão", admitia Jean Nouvel na entrevista para o número monográfico sobre a sua obra da revista japonesa (mas com edição bilingue) A+U - Architecture and Urbanism, editado em Abril de 2006. "Um dos que me fascinaram recentemente intitula-se O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. Tornou-se um verdadeiro livro de cabeceira. Mas estou aborrecido porque o meti numa mala e o perdi. Tenho de o voltar a comprar. É um livro encantador: tanta introspecção metafísica num homem que tem uma vida vulgar parece-me incrível." A relação entre o arquitecto francês que ganhou, aos 62 anos e ao fim de cerca de 200 obras espalhadas por quatro continentes, o Prémio Pritzker (com que Álvaro Siza foi galardoado em 1992!) e Portugal não se limita, pois, ao projecto de urbanização que Jean Nouvel concebeu para Alcântara-Mar, no tempo em que Pedro Santana Lopes também convidou Frank Gehry e Norman Foster. O autor de obras que marcaram a paisagem de Paris e de Barcelona diz que o seu poeta dilecto é René Char e que gosta do cinema de Godard, do seu grande amigo Wenders e de Lynch. Assume que é um hedonista, gosta de boa comida e de sair à noite, adora nadar e ver jogos de râguebi - e, também, de "não fazer nada". Entretanto, pode ler, por exemplo, Exercícios de Estilo, o célebre livro em que Raymond Queneau narra a mesma história simples de 99 formas diferentes e que é quase uma metáfora do trabalho do arquitecto que assinou o Instituto do Mundo Árabe e a renovação da Ópera de Lyon, os apartamentos Nemausis e a extensão do Museu Rainha Sofia, o centro de conferências e música de Lucerna e a Torre Agbar. O seu percurso, em que se sucedem a busca das formas e a procura dos contrastes em criações que tanto se destacam na silhueta da cidade como se harmonizam com o sítio, em edifícios que têm superfícies espelhadas ou que mudam de tom conforme a posição do sol, enquanto outros são opacos ou forrados com revestimento vegetal, obriga Nouvel a admitir que é um arquitecto fascinado pela luz. E, com a mesma naturalidade com que fala dos prazeres da vida, evoca a Catedral de Chartres e algumas fantásticas construções românicas, a arquitectura do ferro dos finais do século XIX e a casa de vidro que Pierre Chareau edificou em Paris, as influências de Le Corbusier e de Mies van der Rohe, as casas de chá japonesas e a vila imperial de Katsura. Agora, espera-se pelo Louvre do deserto (ou das areias) e pela colina em alumínio da Filarmónica de Paris. E, também, se irá para a frente aquele espaço, revestido em azul como os azulejos, que projectou para Lisboa. Embora também seja possível que tudo se resuma à repetição do seu célebre desenho da Torre Infinita, que partia de uma base sólida e se perdia, qual Torre de Babel, no espaço - e que, obviamente, nunca foi edificada. in http://dn.sapo.pt/2008/04/12/dngente/nouvel_pessoa.html
