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JVS

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  1. http-~~-//dn.sapo.pt/2008/04/13/026097.jpg Integrado na Fundação Champalimaud, o Centro de Investigação destina-se à investigação científica no campo da biomedicina, com laboratórios e programas de ensino superior nesta área. Em complemento a esta actividade, o futuro Centro Champalimaud terá um hospital de dia que permitirá associar o tratamento de doentes em ambulatório e a investigação clínica em situações reais, uma biblioteca, uma área de exposições, um anfiteatro ao ar livre e jardins. O centro pretende ser uma referência mundial na área das neurociências e oncologia, e será dotado das melhores condições para investigadores e académicos nacionais e internacionais. Localizado na zona ribeirinha de Lisboa, perto da Torre de Belém, nos antigos terrenos da Docapesca, em Pedrouços, que totalizam 60 000 metros quadrados, este "centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as Descobertas e a sempre actual epopeia das descobertas científicas", refere a Fundação. Para Charles Correa, o arquitecto autor do projecto e um dos nomes grandes da arquitectura contemporânea (ver caixa), esta localização é uma "porta para o futuro". O arquitecto decano acredita que a arquitectura "tem de enraizar-se no local, no clima, nos materiais e nas aspirações das pessoas para quem é feita" e respeitou a importância do enquadramento histórico, cultural e natural do local privilegiado. Por isso, organizou o programa de forma a criar francos acessos visuais e pedonais ao rio e criou dois grandes edifícios de dois pisos cada, que, embora autónomos, comunicam através de uma ponte de vidro: o edifício A, que nos pisos inferiores contém as áreas de diagnóstico e de tratamento, um parque infantil para os filhos dos utentes dos serviços, um jardim tropical semiexterior, enquanto nos pisos superiores alberga laboratórios de investigação e os serviços administrativos; e o edifício B, que inclui um auditório, uma área de exibições onde vai estar patente uma mostra que relacionará a aventura dos Descobrimentos com a aventura actual das descobertas científicas, e uma área de restauração que inclui um terraço virado ao rio. Os edifícios estão dispostos de forma a criar uma via pedonal de 125 metros que atravessa diagonalmente o terreno (no sentido nascente-poente) em direcção ao mar e simbolicamente do 'desconhecido'. Este caminho tem uma suave rampa ascendente em direcção ao rio, de forma a que na sua subida se veja unicamente o céu e, findo o percurso, uma grande massa de água que se liga com o oceano. Um anfiteatro ao ar livre com vista para o rio, que irá acolher espectáculos de música e palestras, e jardins exteriores de acesso livre encerram a intervenção arquitectónica. Charles Correa, que recentemente concluiu um equipamento semelhante, o Centro Neurológico do MIT nos EUA, onde utilizou pedra calcária e vidro portugueses, procurou relacionar os novos edifícios e arranjos exteriores com os monumentos da envolvente. Por isso, utilizou pedra lioz semelhante à que existe na Torre de Belém ou Mosteiro dos Jerónimos. "Estamos a falar do passado, de História, mas também de aspiração", concluiu o arquitecto indiano. in http://dn.sapo.pt/2008/04/13/artes/investigacao_cientifica_e_hospital_d.html
  2. Juizinho!!! So estou a querer saber a razao pela qual o tatlin escreveu esta palavra imaginem que escrevo: Pinochet. E vou-me embora. Malta, jovens...:D
  3. [ame=" "]YouTube - Magazine Imobiliário - 15/03/2008[/ame] Esta aqui o video.
  4. http-~~-//i203.photobucket.com/albums/aa250/Sbz2ifc/NewHollandIsland.jpg http-~~-//i203.photobucket.com/albums/aa250/Sbz2ifc/NewHollandIsland1.jpg http-~~-//i203.photobucket.com/albums/aa250/Sbz2ifc/NewHollandIsland2.jpg http-~~-//i203.photobucket.com/albums/aa250/Sbz2ifc/NewHollandIsland4.jpg http-~~-//i203.photobucket.com/albums/aa250/Sbz2ifc/NewHollandIsland5.jpg And you can find a video here. fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=496890
  5. http://newsfeed.kosmograd.com/images/barking/barking_01.jpg Nao sei onde fica este projecto.
  6. PÓS-MODERNISMO E DESCONSTRUTIVISMO EM ARQUITETURA Autor: Silvio Colin Data: 16/11/2007 Arquiteto (FAU/UFRJ, 1970), Mestre em Teoria & História da Arquitetura (PROARQ/FAU/UFRJ) e Professor Assistente do Departamento de Projetos da FAU/UFRJ. Autor de Uma Introdução à Arquitetura (Editora Uapê, 2002) e Pós-modernismo: repensando a Arquitetura (Uapê, 2004). * É muito comum, na crítica de Arquitetura dos tempos atuais, ouvirmos a versão de que o Pós-modernismo foi um conjunto de práticas arquitetônicas dos anos 70 e 80, na Europa e Estados Unidos, e que nos anos 90, estas práticas foram substituídas por aquelas do Desconstrutivismo. Muitas vezes até, esses comentários vêm acompanhados de certo acento de alívio pois, desta forma, o mundo da grande Arquitetura estaria a salvo daquelas manifestações grotescas, bizarras, e de freqüente mau gosto, características – segundo esses críticos –, do Pós-modernismo. É uma versão que encontra mesmo certo respaldo em alguns pesos-pesados da crítica, como Bruno Zevi¹. Se isto pode conter alguma verdade – com relação, sobretudo, ao número de realizações e entusiasmo dos arquitetos e estudantes com essas práticas – trata-se, não obstante, de uma simplificação conceitual inadmissível para aqueles que estão preocupados com a Arquitetura no mundo atual, e que se dedicam ao entendimento de suas manifestações. Na verdade, não existe tal oposição rígida entre o que chamamos de 'Pós-modernismo' e 'Desconstrutivismo' em Arquitetura. Mais adequado, seria – para usar uma metáfora matemática retirada da Teoria dos Conjuntos – falarmos de dois 'conjuntos secantes', isto é, diferentes entre si e com campos externos um ao outro, mas que possuem também um campo comum. No nosso caso específico, um campo comum bastante vasto. Para esclarecermos este ponto, vejamos cada um destes campos isoladamente. Quanto ao Pós-modernismo, podemos dizer, em primeiro lugar, que não existe apenas um, mas vários 'pós-modernismos', que se espraiam por diversos domínios da cultura – Filosofia, Literatura, Política, Sociologia, Artes Visuais – e que em alguns desses, diferentemente de suas representações na Arquitetura, sua influência é crescente e constantemente renovada. Temos a crítica sociológica de Daniel Bell², diferenciando o 'mundo pós-industrial' – da informação e prestação de serviços, com suas amplas conseqüências –, do antigo 'mundo industrial' – cuja ênfase estava, inicialmente, na produção de bens de produção e, em meados do século XX, na produção de bens de consumo. Temos o pós-modernismo de Jean-François Lyotard³, o filósofo que mais reivindicou o termo, no domínio da Filosofia, colocando a questão da absoluta descrença nas metanarrativas4, a questão dos jogos de linguagem, e da condição do saber na era da Informática. Temos o pós-modernismo de Jean Baudrillard5, que inicia sua obra trabalhando com a questão do valor simbólico dos objetos e seu valor de signo – em oposição ao valor de troca –, e evolui para o estudo das implicações do 'simulacro' e do 'hiper-real'6 na Cultura, na Mídia, e na Política. Temos a visão de Frederic Jameson7, a quem se deve a definição de 'Pós-modernismo' como "a lógica cultural do capitalismo tardio", título de um de seus livros. Seguindo os passos de teóricos da chamada Escola de Frankfurt – como Theodor Adorno e Herbert Marcuse –, Jameson representa a resposta marxista aos conceitos de Lyotard. Este breve apanhado – que não pretende senão apontar alguns dos mais influentes pensadores do Pós-modernismo –, pode ser concluído com o filósofo italiano Gianni Vattimo8 – mais claro ponto de ligação entre 'Pós-modernismo' e 'Desconstrutivismo' na Filosofia –, que tenta informar o pensamento pós-moderno com um extenso trabalho sobre Nietzsche e Heidegger. Já na Arquitetura, as representações pós-modernas tomam forma, de maneira mais intensa, nos anos 60, com as obras arquitetônicas de Robert Venturi e a publicação de seu livro Complexity and Contradiction in Architecture, nos Estados Unidos, e com o trabalho dos arquitetos da chamada Tendenza, vinculados à revista Casabella e liderados por Aldo Rossi, na Itália. Venturi fazia uma crítica do Movimento Moderno e sua frustrada tentativa de simplificação da Arquitetura, expressa no lema de Mies van der Rohe: "Menos é mais". Uma releitura da Arquitetura, desde o Renascimento, mostrava que a 'complexidade' lhe era bem-vinda. O arquiteto americano, que preferia chamar seu trabalho de 'Arquitetura Pop', abriu caminho para uma produção diversificada, que ia do historicismo ao regionalismo, do vernacular ao bizarro, temas estes excluídos da Arquitetura, desde as vanguardas européias. Arquitetos como Charles Moore, James Stirling, Ricardo Bofill, Michael Graves, Hans Hollein e o próprio Philip Johnson alinharam-se, mais cedo ou mais tarde, nesta produção. Na Europa, surgia, na mesma época, a chamada Tendenza ('Arquitetura Racional') agrupando os arquitetos Aldo Rossi, Giorgio Grassi, os irmãos Rob e Leon Krier, Oswaldo Mathias Ungers, e outros. Criticavam, estes arquitetos, a orientação universalizante do Estilo Internacional e sua estética redutiva, propondo uma revalorização das tradições locais e dos métodos projetuais históricos, os quais eram considerados abertos a novas interpretações. Conceito perdidos no tempo, como 'genius loci' e 'tipologia', eram revisitados. O Pós-modernismo arquitetônico incluía, ainda, outras atitudes que não caberiam na classificação acima, ressaltando-se, sobretudo, o trabalho de James Wines e seu grupo Site, e a obra do arquiteto Paolo Portoghese, entre outros9. O Desconstrutivismo, na Arquitetura, começa a ser visto como tal – e a assim ser chamado – a partir de dois eventos sincrônicos: um simpósio na Tate Gallery de Londres, e a exposição Deconstructivist Architecture, montada no Museum of Modern Art de Nova Iorque, a partir de março de 1988. O termo 'Desconstrutivismo' guarda duas relações importantes, que vão trazer para a matéria grandes motivos de discussão. Em primeiro lugar, refere-se a 'desconstrução', um termo atavicamente ligado ao trabalho de Jacques Derrida, na Filosofia e crítica da Literatura e das Artes. Em segundo lugar, refere-se ao Construtivismo soviético, movimento de vanguarda do início do século XX. Mark Wigley, um dos curadores da exposição, apressa-se em dizer que os projetos apresentados não derivam da "modalidade filosófica contemporânea, chamada 'Desconstrução'10". Fica difícil entender esta afirmação, quando era do conhecimento geral que Derrida – personalidade do mundo da Filosofia que mais reivindica o termo 'desconstrução' – havia colaborado, em pessoa, com dois dos arquitetos expostos – Peter Eisenman e Bernard Tchumi –, por ocasião do concurso para o Parque La Villette, em 1983. Quanto ao Construtivismo soviético, as ligações não são menos ambivalentes, a começar pelo próprio termo – 'construtivismo' – utilizado em várias disciplinas – Semiótica, Pedagogia, crítica literária, crítica de Arte em geral – para designar uma atitude mental criativa – resultante de atos metódicos, identificáveis e reproduzíveis –, em oposição a outros atos criativos – mais espontâneos e não identificáveis, portanto, não reproduzíveis. Em russo, o termo konstruktsia tem a ver com a 'estrutura das idéias', o 'arranjo dos argumentos' e a 'organização mental'; já o termo stroitel’stvo – derivado de stroit –, refere-se à 'construção', no sentido adotado por engenheiros, arquitetos e construtores11. Numa visão panorâmica, esta palavra designa ainda – no âmbito da história e crítica arquitetônicas –, toda a produção artística de vanguarda, da recém nascida União Soviética, nos anos 20. Os diversos grupos e movimentos artísticos de então – UNOVIS12, ASNOVA13, OSA14 – e suas orientações às vezes conflitantes – que vão desde a profunda abstração ao forte colorido social, passando pela ousadia formal fundamentada na nascente teoria da Gestalt – são, muitas vezes, condensados sob o cunho 'Construtivismo soviético'. Nos anos que precederam à Revolução Bolchevique, e nos anos que se lhe seguiram, a Arquitetura ganhou enorme prestígio entre os artistas soviéticos. É que as outras artes – Pintura e Escultura – eram, muitas vezes, tidas como 'escapistas' ou 'alienadas', enquanto a Arquitetura recebia melhor os conteúdos socializantes, de que estavam impregnados os artistas. O fenômeno não ocorria somente na União Soviética, mas também na Alemanha e Holanda. A arquitetura do chamado Construtivismo soviético tinha, então, um programa extremamente renovador, que incluía: o uso e exposição dos novos materiais e técnicas, e as formas inovadoras, instáveis e desafiadoras, que não guardavam relação com as formas do passado recente. Podemos diferenciar, no entanto, duas inspirações distintas para os projetos arquitetônicos de então. A primeira, de forte colorido social, refere-se à expressão, na Arquitetura, de uma mudança política e social. A segunda inspiração, por sua vez, não tinha um claro caráter político – já que advinha das pesquisas 'elementaristas' de Kazimir Malevitch, que antecedem em alguns anos a Revolução –, mas persistiu como uma forte influência para muitos arquitetos, com obvio destaque para El Lissitsky, declaradamente um suprematista. As teorias de Malevitch, calcadas na busca de uma nova Arte, não evidenciavam uma preocupação social comprometida com a Revolução Ao contrário, o próprio Malevitch demonstraria, em diversas ocasiões, sua desconfiança, uma atitude retribuída pelos afiliados da Revolução, que o acusavam de extremo subjetivismo e fantasias filosóficas abstratas, o que acabou por lhe valer a perseguição política. Qualquer que seja a inspiração, é evidente que as propostas dos construtivistas, quando ainda em projeto – ou simplesmente seus desenhos, que não tinham uma expectativa imediata de construção – eram muito mais radicais e inovadoras que os edifícios efetivamente construídos. Destes últimos, apenas uns poucos podem se destacar como legítimos representantes das teorias mais radicais e formas mais ousadas. É o caso do Pavilhão Soviético na Exposição Art Déco, de Konstantin Melnikov. Pois foi esta arquitetura esquecida, perdida nos anos 30 – e preterida anos depois, na própria União Soviética, pela monumentalidade stalinista –, a que foi retomada pela grande maioria dos edifícios expostos na exposição do MoMA. Embora não possamos afirmar que, neles, ela seja a única influência – pois nem todos os arquitetos tinham em mente essas referências –, são, por certo, marcantes as semelhanças entre ambas. Podemos ainda dizer que os projetos expostos em Nova Iorque se calçam na vertente mais formalista do movimento soviético, profundamente influenciada pelo Suprematismo de Kazimir Malevitch, do qual extraem, sobretudo, duas orientações metodológicas: o 'anamorfismo' – isto é, a deformação da imagem de uma figura conhecida – e a 'articulação livre' – isto é, liberta dos eixos ortogonais. Recordemos que a 'desconstrução', como método de Derrida, sustenta uma leitura atenta de textos consagrados e explora as fraturas de seus discursos, as entrelinhas, e os não ditos, destes retirando uma nova compreensão. De outra parte, Chistopher Norris aponta para a força estruturante dos pares binários conceituais: "A desconstrução localiza certas oposições cruciais ou estruturas binárias de significado e valor que constituem o discurso da 'Metafísica ocidental'. Estas incluem, entre outras a distinção entre forma e conteúdo, natureza e cultura, pensamento e percepção, essência e acidente, corpo e mente, teoria e prática, macho e fêmea, conceito e metáfora, fala e escrita etc. A leitura desconstrutiva intenta mostrar como estes termos são inscritos dentro de uma estrutura sistemática de privilégio hierárquico, de tal modo que um termo em cada par ocupa uma posição soberana. O objetivo é demonstrar – pela leitura atenta – como este sistema é incompleto por dentro e como o termo subordinado de cada par tem igual – talvez maior – pretensão de ser tratado como condição de possibilidade para o sistema inteiro."15 É neste ponto que podemos voltar ao nosso tema inicial, qual seja, a relação entre Pós-modernismo e Desconstrutivismo, na Arquitetura. Se retirarmos o método de Derrida de seu berço, a Metafísica ocidental, e o estendermos à produção cultural como um todo – incluindo a Pintura e a Arquitetura, tarefa já empreendida pelo filosofo francês, ao logo de sua obra –, poderemos fazer uma paráfrase do texto de Norris, transcrito acima, dizendo que a 'desconstrução' consiste em rever, reestudar atentamente, e questionar as estruturas que constituem o discurso formador da Arte ocidental. Temos, agora, plena condição de estabelecer as reais diferenças e semelhanças entre Desconstrutivismo e Pós-modernismo, na Arquitetura, sob esta ótica. Ambas as tendências 'desconstroem' o discurso da Arte ocidental. A diferença está nas estruturas consideradas. O Pós-modernismo trabalha mais com 'conceitos estruturantes'. Se quisermos vê-los como os pares binários, mencionados por Norris, podemos dizer 'forma' / 'função', 'estrutura' / 'ornamento', 'interior' / 'exterior', 'lugar' / 'não lugar', 'tradição' / 'contemporaneidade', e assim por diante. Já a chamada Arquitetura Desconstrutivista trabalha questionando 'formas e esquemas estruturantes', como os 'eixos ortogonais', as 'linhas e planos horizontais e verticais', o 'triedro tri-retângulo mongeano' etc. Neste procedimento, os arquitetos desconstrutivistas estão perfeitamente integrados ao pensamento pós-estruturalista, na medida em que reconhecem as estruturas mentais de trabalho do arquiteto, e as questionam. Estas estruturas – como, por exemplo, a reprodução de figuras geométricas regulares e a articulação ortogonal entre estas figuras – estão profundamente enraizadas na tradição iluminista, funcionando mesmo como 'estruturas mentais'. Questioná-las corresponde à "leitura atenta" de Derrida, princípio ativo de sua 'desconstrução'. Assim sendo, os projetos da exposição do MoMA estão, sim, ligados ao projeto de desconstrução de Jacques Derrida, como aliás já o estavam, avant la lettre, os construtivistas de primeira hora. É necessário que se observe, entretanto, que os projetos e obras de Zaha Hadid, de Daniel Libeskind, do grupo Coop Himmelblau, e do grupo OMA, não somente assinalam semelhanças formais com edifícios projetados pelos arquitetos soviéticos, como se integram em um outro programa de representação: não mais aquele afinado com a formação do mundo industrial – característico dos modernistas –, mas sim com um outro, muito mais complexo e fraturado – o mundo da descrença nas metanarrativas, e do simulacro nas relações políticas e sociais, temas do Pós-modernismo. Separar Pós-modernismo de Desconstrutivismo, na Arquitetura, é ver estes dois complexos de tendências como simples manifestações estilísticas, ou maneirismos caprichosos – coisa que nunca o foram –, e ignorar a crítica profunda, subjacente em ambos os conjuntos, crítica esta que se integra em um mesmo programa de revisão das práticas arquitetônicas da Cultura Ocidental. Se diferenças existem entre a Arquitetura Pop e o Historicismo Abstrato, de um lado, e os Desconstrutivistas, de outro, essas diferenças residem nos 'sistemas da arquitetura' trabalhados: os primeiros, voltando-se para a forma mural do edifício, a reutilização de tipologias tradicionais, os múltiplos significados etc.; e os últimos, aceitando as formas arquitetônicas 'modernas', mas submetendo-as a um processo de anamorfismo e desarticulação. Estas diferenças não significam oposição de campos de trabalho, nem uma superação de um conjunto sobre outro, mas a escolha de uma orientação em um mesmo campo, que admite características múltiplas. * * * NOTAS DO AUTOR 1. Por ocasião da Exposição do MoMA – Deconstructivist Architecture, em 1988 –, Bruno Zevi, numa carta ao Comitê Internacional de Críticos de Arquitetura, dizia que o Pós-modernismo de Philip Johnson era ridículo, e que agora, com o Desconstrutivismo, parecia que a Arquitetura estava no rumo certo. 2. Cf. BELL, Daniel. O Advento da Sociedade Pós-industrial. São Paulo: Cultrix, s.d. [edição original: 1973]. 3. Cf. LYOTARD, Jean-François. O Pós-moderno. Rio de janeiro: José Olympio, 1986 [edição original: 1979]. 4. 'Metanarrativas', 'metarrelatos' ou 'macronarrativas', segundo Lyotard, são explicações totalizantes, calcadas em verdades universais e transcendentes, tais como 'a infalibilidade da Ciência', 'o progresso da História', e 'a possibilidade de liberdade absoluta', que se fixaram em esquemas de teorias ou filosofias, organizando o conhecimento e a experiência humana do mundo ocidental, durante a Modernidade. 5. Cf. BAUDRILLARD, Jean. O Sistema dos Objetos. São Paulo: Perspectiva, 1997 [edição original: 1968]; e também, do mesmo autor, Por uma Crítica da Economia Política do Signo. Rio de Janeiro: Elfos, 1995; e ainda, Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio D'água, 1991. 6. Numa sociedade dominada pelos meios de comunicação, a imagem de um objeto ou acontecimento tem mais importância do que o objeto ou acontecimento em si. 7. Cf. JAMESON, Frederic. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo, Ática, 1997 [edição original: 1991]. 8. Cf. VATTIMO, Gianni. O Fim da Modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 9. Para uma classificação mais extensa, ver: COLIN, Silvio. Pós-modernismo: repensando a Arquitetura. Rio de Janeiro: Uapê, 2004. 10. Cf.JOHNSON, Philip e WIGLEY, Mark. Arquitectura Deconstrutivista. Barcelona: Gustavo Gili, 1988; p. 10. 11. Cf. COOKE, C. "Russian precursors", in PAPADAKIS, A.; COOKE, C. & BENJAMIN, A. Deconstruction: omnibus volume. Nova Iorque: Rizzoli, 1989; p. 11. 12. Grupo de artistas fundado e dirigido por Kazimir Malevich, em 1919, na Escola de Arte Vitebsk. O nome é uma abreviação de Utverditeli Novogo Iskusstva [Grandes Artistas da Nova Arte]. O grupo contou com a participação destacada dos arquitetos El Lissitzky & Illia Chashnik. O nome PROUN, cunhado por Lissitzky para seus objetos e instalações, deriva de 'Pró-UNOVIS'. 13. Em russo, АСНОВA, uma abreviação de АССОЦИАЦИЕЙ НОВЫХ АРХИТЕКТОРОВ [Associação de Novos Arquitetos], fundada em 1921 e liderada por Nikolai Ladowsky, tendo como membros destacados El Lissitzky & Konstantin Melnikov. Sua orientação, calcada em princípios da teoria da Gestalt, admitia a fantasia nas propostas de teor social. 14. Obchestvo Sovremioneh-Arkhitektoruv [Organização da Arquitetura Contemporânea], um grupo fundado, em 1924, por Alexander Vesnin & Moisei Ginzburg, e que representava uma alternativa mais tecnológica e funcionalista para a Arquitetura soviética. O grupo foi o criador do termo 'condensadores sociais', com o qual designava seus objetivos: uma Arquitetura fortemente carregada de conteúdo social. 15. Cf. NORRIS, Chistopher. "Jacques Derrida in discussion with Christopher Norris", in PAPADAKIS, A.; COOKE, C. & BENJAMIN, A. Deconstruction: omnibus volume. Nova Iorque: Rizzoli, 1989; p. 71. in http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1278&sid=21
  7. Konstantin Melnikov (b. Moscow, Russia 1890; d. Moscow, Russia 1974) Konstantin Melnikov was born to a peasant family in Moscow in 1890. Through the efforts of the engineers to whom he was apprenticed he attended the Moscow School of Painting, Sculpture and Architecture. Although he initially studied painting when he entered the school in 1905, he studied architecture from 1912 until he completed his studies in 1917. After the 1917 Revolution, Melnikov developed a new city plan for Moscow. From 1921 to 1923 he taught part time at his old school which had been renamed the Moscow Vkhutemas. The main portion of his work. at this time, consisted almost entirely of worker's clubs within Moscow. Melnikov rejected "method" in design, instead focussing on "intuition" as the important factor in expressing the social and symbolic meaning of a building. He attempted to reach an acceptable architectural solution that could be considered a blending of both Classicism and "Leftist modernism". His projects from the early 1930s responded to official demands for explicit and symbolic historicism. In 1933 Melnikov became the chief designer of a Moscow studio, but his growing intolerance of Soviet bureaucracy led to his expulsion from architecture in 1937. Although he was partially reinstated into the profession, he essentially lived in isolation until his death in Moscow in 1974. References Dennis Sharp. The Illustrated Encyclopedia of Architects and Architecture. New York: Quatro Publishing, 1991. ISBN 0-8230-2539-X. NA40.I45. p106. http-~~-//www.aworldtowin.net/images/images570/SovietPavilion.jpg Konstantin Melnikov’s Soviet Pavilion at the Paris International Exhibition of Decorative Arts 1925 http-~~-//farm1.static.flickr.com/150/404086991_43c8eaa1c3_o.jpg Konstantin Melnikov’s “Leningrad Pravda” tower, as modelled by R. Notrott http-~~-//www.vivercidades.org.br/publique222/media/posMoDes_8Rusakov.jpg Clube Rusakov, em Moscou. Arquiteto Konstantin Melnikov, 1927-29.
  8. Bem tento criar um topico mas nao consigo selecionar. Vejam o LINK. http-~~-//www.inhabitat.com/wp-content/uploads/hydrokillerpicone.jpg Uma cidade hibrida. Trata-se dum conceito tipico dos anos 90 com aquelas linhas do costume feitas por computador mas vale a pena ver e analisar esta proposta.
  9. Uma amiga italiana dum amigo de um forense de outro forum precisa de fotos deste edifício em Lisboa. Ela viu-o quando esteve cá de passeio, mas não tirou fotos. Fez este desenho de memória. Diz que foi para a zona do Marquês/Braamcamp... Achei piada a esta duvida e entao tento ver se alguem sabe de alguma coisa sobre ele... O desenho eh este:
  10. Trata-se de uma Igreja que fica no Bairro da Portela e contrasta pela irreverencia, pelas cores e pelos materiais usados com a uniformidade dos edificios residenciais da Portela de Sacavem. http-~~-//i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/portelasacavem0.jpg http-~~-//i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/portelasacavem1.jpg http-~~-//i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/portelasacavem2.jpg in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=425341 http-~~-//upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Igreja_do_Cristo_Rei_da_Portela.jpg A Igreja Matriz Paroquial do Cristo-Rei da Portela de Sacavém, foi sendo construída, a partir de meados dos anos 70, graças a várias doações beneméritas, destinando-se a servir de templo católico à nascente (e crescente) urbanização da Portela de Sacavém, que em 1 de Janeiro de 1986 se tornou em freguesia independente da de Sacavém. A Igreja viria a ser inaugurada em meados dos anos 90, tornado-se matriz da paróquia portelense. Tem por orago o Cristo-Rei, retirado do vizinho Seminário Maior do Cristo-Rei dos Olivais, que dista cerca de cem metros da Igreja. É conhecida pelo seu estilo arquitectónico singular, em linhas bastante modernas e arrojadas, tanto no interior como no exterior, causando grande impressão visual a quem a visita (arquitecto: Luiz Cunha). A imagem de Cristo Rei do Universo, que ocupa um lugar de destaque no presbitério, é de autoria da escultora Luísa Nadal Byrne; os painéis de mosaico (representando a História da Salvação) e as esculturas em mármore com os símbolos dos quatro evangelistas foram desenhados pelo arquitecto Luiz Cunha, tal como a tapeçaria da zona presbiteral; o painel do baptistério foi criado por Emília Nadal. Estão colocados à veneração dos fiéis as imagens de quatro Santos portugueses que testemunharam uma forma especial de vivência da fé cristã: Santo António de Lisboa, Santa Isabel de Portugal, São João de Deus e São João de Brito. Na pequena capela onde se encontra a imagem de Nossa Senhora de Fátima, foram recentemente colocadas as imagens dos Pastorinhos (Jacinta e Francisco), beatificados em Maio de 2000 por S.S. o Papa João Paulo II. in wikipedia
  11. Mas o que queres dizer com detrimento?
  12. Off-Topic Isso eh conversa de gaja.
  13. Por acaso vi um video sobre o Programa Polis de Santarem onde querem transformar Santarem numa alternativa a Lisboa mas quando aparecem os projectos deixam muito a desejar.
  14. Retiradas do Site da Beiroeste. Bela fonte que eu encontrei. Agora eh que o ark se tramou... eh eh eh... Dah para ver a relacao entre este edifico que se trata de uma tipica clinica. Cinzenta... confesso que odeio clinicas. Tem aquele cheiro de clinicas e depois sao cinzentas... eh um prolongamento do cemiterio.
  15. Ja reportei o assunto aos moderadores. Eles tratam disso. Nao te preocupes.
  16. [ame=" "]YouTube - The Last Shadow Puppets "The Age Of The Understatement"[/ame] Agora oico esta musica...
  17. Retiradas do Site da Beiroeste. Bela fonte que eu encontrei. Agora eh que o ark se tramou... eh eh eh... Dah para ver a relacao entre este edifico que se trata de uma tipica clinica. Cinzenta... confesso que odeio clinicas. Tem aquele cheiro de clinicas e depois sao cinzentas... eh um prolongamento do cemiterio.
  18. Vou fazer um topico a la Ark Freguesia: Silveira Concelho : Torres Vedras Estado: Em Construção Zona: Santa Cruz Descrição dos apartamentos: Apartamentos em costrução, em fase de acabamento. Existem disponíveis T2 e duplex com 5 assoalhadas. Tem uma excelente localização, com vista para o mar e a 2 minutos da praia a pé (só atravessar a estrada!). Características: Divisões Sala Área Total = 22.2 Varanda Área Total = 11.1 Cozinha Área Total = 7.55 Varanda Área Total = 2.85 Quantidade = 1 Casa de Banho Área Total = 5.7 Quarto Área Total = 14.45 Quarto Área Total = 17.7 Opiniao: Pessoalmente prefiro este projecto. Nao eh uma obra prima. Eh um edificio normal de linhas sobrias e com uma arquitectura mais continda. Um edificio onde os elementos estao em harmonia e nao entram em conflito. Os interiores nao tem aquela arquitectura tipica suburbana na qual as pessoas se identificam mais. Existe uma preocupacao estetica que combina com o exterior. A envolvente eh aquilo que se ve. De um lado existe uma vista para o Mar e por outro eh a tipica paisagem portuguesa. fonte: http://beiroeste.com/
  19. Estive a investigar sobre o edificio. Jah que o interessado nao partilha mais info.
  20. Ora nem mais. O que falta aqui sao boas fotografias mas o nosso queridissimo colega eh indiferente a criticas. Faz-me lembrar alguem que ele precisamente criticava... porque eh que a nossa classe eh tao avestruz?
  21. Sem duvida alguma Escola do Porto e Lusiada seguem o mesmo tipo de arquitectura. Uma arquitectura mais sobre de linhas ortogonais e simples que se aproximam muito da simplicidade... julgo porque na realidade eu nada sei de arquitectura. Eu sou um entusiasta da arquitectura ao contrario de alguns escravos e vira-casacas que existem por esse mundo fora. E quem sou para falar de arquitectura quando existem milhares de especialistas de arquitectura a ler e a rir as nossas custas... ai ai...... desculpem ah minha custa...
  22. [ame=""]YouTube - Nao Enche - Caetano Veloso[/ame] Esta musica eh dedicada a ti. :)
  23. Propostas para Parque Mayer em exposição em Lisboa A Câmara Municipal de Lisboa (CML) inaugurou quinta-feira uma exposição com os 25 concorrentes do concurso de concepção de ideias para o Parque Mayer, Jardim Botânico, edifícios da Politécnica e área envolvente. Em destaque estão as cinco propostas escolhidas para desenvolverem o projecto final e para colaborarem com a autarquia no plano de pormenor da zona – a exposição está no Laboratório Chimico dos museus de ciência da Universidade de Lisboa (Rua da Escola Politécnica, 56). Os cinco finalistas deste concurso que contou com a participação da Ordem dos Arquitectos são, por ordem decrescente, o ateliê Aires Mateus & Associados, o ateliê ARX Portugal Arquitectos, o ateliê Vão Arquitectos Associados, Souto Moura Arquitectos e Gonçalo Byrne Arquitectos. http-~~-//www.oasrs.org/conteudo/uploads/mayer2.JPG A exposição é constituída «por uma breve abordagem histórica da área», por uma mostra de ilustrações e memórias descritivas das 25 propostas a concurso e pelas cinco maquetas das propostas finalistas. Recorde-se que, na ideia inicial da autarquia, o concurso de ideias pretendia dinamizar os espaços do Parque Mayer e do Jardim Botânico, resolver a ligação entre estes dois espaços e resolver a ligação entre o Jardim Botânico e a encosta e vale da Avenida, criar vários equipamentos culturais ancorados na reabilitação do Teatro Capitólio (que deverá retomar o seu papel de cineteatro seguindo o projecto original do arquitecto Luís Cristino da Silva) e reabilitar os edifícios da Escola Politécnica para se transformarem num Museu de História Natural e da Ciência e integrarem um conjunto residencial para investigadores estrangeiros convidados. Em Janeiro deste ano, a CML abriu um concurso público para reabilitar o Teatro Capitólio. Nas segundas-feiras de 7 e 14 de Abril, haverá debates sobre a zona do Parque Mayer, também no Laboratório Chimico da Rua Escola Politécnica, moderados por Miguel Lobo Antunes e para os quais a CML espera uma «ampla e livre participação». Esta é a primeira vez que os órgãos autárquicos eleitos em Julho passado promovem um debate público sobre esta questão, numa altura em que o processo de concurso já viu concluída a primeira fase. Exposição 3 Abril a 4 de Maio Terça a Sexta – 10h -17h Sábados e domingos – das 11h – 18h Debates 7 e 14 de Abril, às 18h Moderador – Miguel Lobo Antunes in http://www.oasrs.org/conteudo/agenda/noticias-detalhe.asp?noticia=1142
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