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Ivo Sales Costa

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Everything posted by Ivo Sales Costa

  1. Ah bom... Mas faz uma lista maior e depois apresenta-a que a equipa depois esforçar-se-à para tornar os teus desejos realidade....
  2. Ah bom... Mas faz uma lista maior e depois apresenta-a que a equipa depois esforçar-se-à para tornar os teus desejos realidade....
  3. O pânico... o horror....
  4. O pânico... o horror....
  5. falta aí o voto em branco, e é só por isso que não participo da votação
  6. falta aí o voto em branco, e é só por isso que não participo da votação
  7. Optimo trabalho João, parabéns!
  8. Optimo trabalho João, parabéns!
  9. Ora bem, vem na sequência de algo que publiquei ontem no Aspirina e acho que em jeito de antevisão pode ser uma discussão interessante por aqui. Como há uma enorme subjectividade nas escolhas que dizem respeito aos actores e realização, apresento apenas o meu ponto de vista sobre as nomeações para melhor filme, ora digam também de vossa justiça! Atonement http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/atonement.jpg A adaptação de Joe Wright ao romance de Ian McEwan com o mesmo nome não é um filme arrebatador, e confirma, salvo meia dúzia de excepções o velho dito de Hollywood, é que raras vezes um remake supera a versão original, e poucas vezes uma adaptação consagra a obra escrita que a precede. Atonement é filme de magnifica banda sonora e sustentado pelas interpretações de Keira Knightley e James McAvoy. Knightley brilhante e McAvoy a dar seguimento a uma carreira inteligente e que após The Last King of Scotland o confirma agora como um dos actores emergentes de uma nova geração, da qual Knightley, mais blockbuster, também faz parte. A cinematografia, acompanhada pelas verdadeiras sinfonias de batimento de tecla de máquina de escrever que nos guardam o segredo que o final tem para mostrar, confunde-se não raras vezes com Pride and Prejudice, também de Wright, o que confunde o resultado de um grande filme, com uma forma de fazer cinema. Não deixa de se sentir uma mão cheia de Deja Vús. Michael Clayton http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/4703882138.jpg Raras vezes um filme de moralidade americana resultou em tamanha aclamação. E Michael Clayton, Clooney e Tony Gilroy merecem os elogios por completo. Clooney, no papel do advogado underdog, anula o factor que em tempos o excluía das avaliações criticas, é que apesar de bem parecido, Clayton é um homem acabado em si mesmo com total incapacidade em aceitar a trama que o rodeia, pessoal e profissionalmente, que se balança entre a fatalidade de enfrentar o mundo real e a arbitrariedade de uma mesa de jogo. Michael Clayton é hoje um filme mais fácil do que o seria há 10 anos atrás, e Clooney torna o exercício de cinema mais fácil à medida em que Clayton se revela e com ele o background monopolista que o envolve. A ele e ao brilhante argumento que se mostra de trás para a frente e de novo de volta ao principio, sem recorrer a golpes de protagonismo ou maior afirmação. Juno http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/2584.jpg Quando no ano passado Little Miss Sunshine reservou assento entre as nomeações para filme do ano poucos acreditariam que uma fita do mesmo género voltasse a chegar à noite de gloria do cinema em tão curto espaço de tempo. Mas não é essa a glória de Juno. Juno é improvável na sua “inocência adolescente” e não perde valor à medida que se vai revelando tão humano quanto genuinamente doce e pateta. A história de uma grávida adolescente a quem a dureza da maternidade precoce não altera a forma de estar e se relacionar com aqueles que, fruto das circunstâncias, surgem a seu lado, é contrabalançada com o altruísmo de quem se recusa a interromper a gravidez e, no inicio do atribulado processo, decide dar o seu bebé a uma adopção seleccionada. E se o voto do sentimentalismo valesse, Juno arrecadava o ouro no Kodak Theatre. No Country for Old Man http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/23.jpg No Country for Old Man é o tipico filme que surpreende pelo elenco que o torna categórico. É assinado por Joel e Ethan (!) Cohen. Com papelaços de Javier Bardem e Josh Brolin, No Country for Old Man torna-se obsessivo pelo silêncio ao mesmo tempo que se revela cada vez mais cru na fotografia e violento na acção apesar de nunca esconder um provincianismo texano-sulista ilustrado por um homem rude que se julga capaz de guardar consigo uma fortuna de um negócio narcótico que correu mal, ao mesmo tempo em que é perseguído por um dos melhores assassinos da história do cinema. Bardem, na sua performance americana, engana-nos por completo. Torna impossível qualquer hipótese de identificação com o tipo que fez Mar Adentro e com isso alcança uma identidade magnifica. O diálogo com o dono da loja de conveniência é, por si só, um dos melhores pedaços de filme dos últimos anos. There Will Be Blood http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/therewillbeblood1.jpg There Will Be Blood é o filme do ano. E com a concorrência de No Country for Old Man e Michael Clayton o feito torna-se ainda mais espectacular. Não só é assim, como ainda vence com facilidade. Daniel Day-Lewis foi descrito recentemente por Nuno Markl como o homem com a gestão de carreira mais inteligente da história do cinema. E não há meio de contrariar a ideia. Se There Will Be Blood é filme de excelência na direcção e realização deve-o, em partes iguais, a Paul Thomas Anderson e Daniel Day-Lewis. A ascensão de um senhor do petróleo e a sua obsessão pela competitividade é vista a par do contrapeso cénico protagonizado por Paul Dano, um falso moralista religioso que procura a todo o custo afirmar a sua religiosidade sobre a ganância de Day-Lewis. Mais do que um filme sobre a origem da corrida ao ouro negro e o seguidismo religioso, There Will Be Blood é uma obra prima sobre a escassez de materialismo. É assumpção pessoal a todo o custo, ganância e obsessões monstruosas que culminam em cena notável, com os dois homens que fizeram valer a história durante um par de horas a consumiram-se mutuamente, muito depois de, cada um a seu jeito, ter consumido o que deles restava. E se Daniel Plainview se revela cada vez mais egoísta e desumano numa sinceridade desarmante, Eli perde a máscara, reconhece-se e assim não deixa de se assumir fiel à sua falsidade no culminar de uma das mais bem contadas histórias da história do cinema moderno. Penso que Juno ainda não estreou por cá, de resto já se encontra tudo em exibição. Pessoalmente considero este ano como um dos mais ricos em termos de qualidade das escolhas, qualquer uma das fitas poderá vencer a respectiva categoria. Voto em There Will Be Blood porque consegue ser melhor, bem melhor, que a concorrência, e é concorrência de peso!
  10. Ora bem, vem na sequência de algo que publiquei ontem no Aspirina e acho que em jeito de antevisão pode ser uma discussão interessante por aqui. Como há uma enorme subjectividade nas escolhas que dizem respeito aos actores e realização, apresento apenas o meu ponto de vista sobre as nomeações para melhor filme, ora digam também de vossa justiça! Atonement http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/atonement.jpg A adaptação de Joe Wright ao romance de Ian McEwan com o mesmo nome não é um filme arrebatador, e confirma, salvo meia dúzia de excepções o velho dito de Hollywood, é que raras vezes um remake supera a versão original, e poucas vezes uma adaptação consagra a obra escrita que a precede. Atonement é filme de magnifica banda sonora e sustentado pelas interpretações de Keira Knightley e James McAvoy. Knightley brilhante e McAvoy a dar seguimento a uma carreira inteligente e que após The Last King of Scotland o confirma agora como um dos actores emergentes de uma nova geração, da qual Knightley, mais blockbuster, também faz parte. A cinematografia, acompanhada pelas verdadeiras sinfonias de batimento de tecla de máquina de escrever que nos guardam o segredo que o final tem para mostrar, confunde-se não raras vezes com Pride and Prejudice, também de Wright, o que confunde o resultado de um grande filme, com uma forma de fazer cinema. Não deixa de se sentir uma mão cheia de Deja Vús. Michael Clayton http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/4703882138.jpg Raras vezes um filme de moralidade americana resultou em tamanha aclamação. E Michael Clayton, Clooney e Tony Gilroy merecem os elogios por completo. Clooney, no papel do advogado underdog, anula o factor que em tempos o excluía das avaliações criticas, é que apesar de bem parecido, Clayton é um homem acabado em si mesmo com total incapacidade em aceitar a trama que o rodeia, pessoal e profissionalmente, que se balança entre a fatalidade de enfrentar o mundo real e a arbitrariedade de uma mesa de jogo. Michael Clayton é hoje um filme mais fácil do que o seria há 10 anos atrás, e Clooney torna o exercício de cinema mais fácil à medida em que Clayton se revela e com ele o background monopolista que o envolve. A ele e ao brilhante argumento que se mostra de trás para a frente e de novo de volta ao principio, sem recorrer a golpes de protagonismo ou maior afirmação. Juno http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/2584.jpg Quando no ano passado Little Miss Sunshine reservou assento entre as nomeações para filme do ano poucos acreditariam que uma fita do mesmo género voltasse a chegar à noite de gloria do cinema em tão curto espaço de tempo. Mas não é essa a glória de Juno. Juno é improvável na sua “inocência adolescente” e não perde valor à medida que se vai revelando tão humano quanto genuinamente doce e pateta. A história de uma grávida adolescente a quem a dureza da maternidade precoce não altera a forma de estar e se relacionar com aqueles que, fruto das circunstâncias, surgem a seu lado, é contrabalançada com o altruísmo de quem se recusa a interromper a gravidez e, no inicio do atribulado processo, decide dar o seu bebé a uma adopção seleccionada. E se o voto do sentimentalismo valesse, Juno arrecadava o ouro no Kodak Theatre. No Country for Old Man http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/23.jpg No Country for Old Man é o tipico filme que surpreende pelo elenco que o torna categórico. É assinado por Joel e Ethan (!) Cohen. Com papelaços de Javier Bardem e Josh Brolin, No Country for Old Man torna-se obsessivo pelo silêncio ao mesmo tempo que se revela cada vez mais cru na fotografia e violento na acção apesar de nunca esconder um provincianismo texano-sulista ilustrado por um homem rude que se julga capaz de guardar consigo uma fortuna de um negócio narcótico que correu mal, ao mesmo tempo em que é perseguído por um dos melhores assassinos da história do cinema. Bardem, na sua performance americana, engana-nos por completo. Torna impossível qualquer hipótese de identificação com o tipo que fez Mar Adentro e com isso alcança uma identidade magnifica. O diálogo com o dono da loja de conveniência é, por si só, um dos melhores pedaços de filme dos últimos anos. There Will Be Blood http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/therewillbeblood1.jpg There Will Be Blood é o filme do ano. E com a concorrência de No Country for Old Man e Michael Clayton o feito torna-se ainda mais espectacular. Não só é assim, como ainda vence com facilidade. Daniel Day-Lewis foi descrito recentemente por Nuno Markl como o homem com a gestão de carreira mais inteligente da história do cinema. E não há meio de contrariar a ideia. Se There Will Be Blood é filme de excelência na direcção e realização deve-o, em partes iguais, a Paul Thomas Anderson e Daniel Day-Lewis. A ascensão de um senhor do petróleo e a sua obsessão pela competitividade é vista a par do contrapeso cénico protagonizado por Paul Dano, um falso moralista religioso que procura a todo o custo afirmar a sua religiosidade sobre a ganância de Day-Lewis. Mais do que um filme sobre a origem da corrida ao ouro negro e o seguidismo religioso, There Will Be Blood é uma obra prima sobre a escassez de materialismo. É assumpção pessoal a todo o custo, ganância e obsessões monstruosas que culminam em cena notável, com os dois homens que fizeram valer a história durante um par de horas a consumiram-se mutuamente, muito depois de, cada um a seu jeito, ter consumido o que deles restava. E se Daniel Plainview se revela cada vez mais egoísta e desumano numa sinceridade desarmante, Eli perde a máscara, reconhece-se e assim não deixa de se assumir fiel à sua falsidade no culminar de uma das mais bem contadas histórias da história do cinema moderno. Penso que Juno ainda não estreou por cá, de resto já se encontra tudo em exibição. Pessoalmente considero este ano como um dos mais ricos em termos de qualidade das escolhas, qualquer uma das fitas poderá vencer a respectiva categoria. Voto em There Will Be Blood porque consegue ser melhor, bem melhor, que a concorrência, e é concorrência de peso!
  11. Atreve-te a usar esse coração que eu depois digo-te como é que é !:icon_pistoles: Ahah! Força com isso, está aí... está aí...
  12. Atreve-te a usar esse coração que eu depois digo-te como é que é !:icon_pistoles: Ahah! Força com isso, está aí... está aí...
  13. Infelizmente é uma discussão de que muita gente parece não querer participar, mas são opções. O prejuízo disto virá a médio prazo...
  14. Estou curioso para ver, mas também com algum receio que a coisa me desiluda... Tudo o que tem a chancela do burton tende a ser imediatamente categorizado e isso irrita-me solenemente.
  15. [via AspirinaLight.com ] Sempre quis escrever uma carta aberta, mas nunca encontrei causa para os meus intentos. Tenho visto algumas cartas abertas pela imprensa escrita e confesso que algumas são verdadeiras pérolas de semântica e bem escrever. Ainda as confundo com o chamado ‘direito de resposta’. Dever-se-íam definir ambos os conceitos, de modo a que quem queira escrever uma carta aberta não acabe por cair afinal no erro de accionar o respectivo direito de resposta. Estimo que isso não esteja a acontecer comigo, neste preciso momento. Leio via O Desproposito a carta aberta que escreve. Não possuía destinatário o que me parece lamentável, corre o risco de não chegar ao destino, e assim, não ser lida por quem de direito. Pior, de não ser interpretada com o cuidado que merece. Bem escrita e assertiva, é uma espécie de herdeira natural do estilo curto e grosso com que a nossa literatura tão bem se tem vindo a tratar desde a revolução de 74. Uma espécie de mal estar permanente que não pressupõe nada de bom, um risco eminente de mudança e exultação do povo. Temo-nos vindo a debater com boas intenções do mesmo género ao longo dos últimos 34 anos, mas pecamos invariavelmente na forma como não conseguimos concretizar o ímpeto inicial e isso conduz-nos a sérios problemas de assumpção de identidade. Acabamos quase sempre por escolher o alvo errado. O prazo do DL 73/73 desvanece aos nossos olhos, o tempo de discussão e aprovação da coisa começa a esgotar-se, e corremos o sério risco de vir mesmo a conseguir a aprovação do documento. Não me ocorre disparate pior. Uma espécie de catástrofe eminente à qual se não conseguirá escapar. Sobretudo porque esgotará o conceito de “bode expiatório” a que tantas vezes recorremos, é caso para nos questionarmos. E depois, de quem nos queixamos? A discussão do 73/73 tem servido acima de tudo como um balão de oxigénio para a comunidade de arquitectos portugueses. Caso um dia, um documento idêntico, ou o mesmo, venha a ser aprovado, diz o Pedro, “simplesmente devolverá a competência de projecto àqueles com quem sempre deveria ter estado “, apesar de me sentir lisonjeado com a sua crença, acredito que o problema se encontra a jusante daquilo que defende. E no caso especifico o episódio de Sócrates é mera nota de rodapé no panorama de crimes urbano-paisagisticos com que nos temos vindo a deparar desde que o tema entrou em ponderação. A aprovação sugerirá que pelo menos a competência no desenvolvimento de projecto estará entregue a quem de direito. Mas a história recente evidência que os arquitectos não perseguem esse objectivo como a maior das prioridades. Não sou propriamente um acérrimo defensor do Decreto uma vez que acredito que muito boa gente sem formação no âmbito das artes estará dotada de melhor gosto arquitectónico do que a maioria dos licenciados em arquitectura que todos os anos iniciam o seu percurso profissional. E se reconheço culpa a alguém na morosidade do processo, então é dentro da própria classe, e todos os dias me deparo com as torres de Lisboa a lembrarem-me disto mesmo: ‘Que tudo é negociado’, e que dentro das prioridades de uma elite especifica, o 73/73 é episódio de somenos importância. A parca imagem de cultura nacional que as obras de Sócrates nos transmitem é somente parte de um problema que os arquitectos não fazem questão de resolver acima de qualquer outra questão, e afinal, enquanto durar, é bandeira formidável para a luta da classe, conceito manhoso mas que serve perfeitamente os intentos dos demais. Pelo menos de alguns. Os que podem dar-se ao luxo de se não preocuparem com o passo seguinte. Assim acontece em tantos outros lugares da nossa sociedade. As estratégias de desculpabilização adoptadas pelo nosso Primeiro atestam apenas o provincianismo nacional. Não justificam mais nada que não seja a incapacidade de reconhecimento do erro, preconceito fundamental para a manutenção de uma série de lacunas de principio que minam a nossa forma de estar e que assim comprometem o desenvolvimento sustentado de um país à beira da falência, que falha pela total descoordenação entre as partes, e dentro das partes em si. Quando não conseguimos concertar uma estratégia que sirva a todos dentro de uma ordem profissional, de que modo conseguiremos um dia vir a justificar o direito à defesa da classe que se representa? Considero muito útil a carta que escreve, desde que remetida à Travessa do Carvalho, números 21 a 25, com meia dúzia de aditamentos.
  16. 88 minutes. E gostava muito de poder recuperar os meus 120 minutos de filme... é bastante mau.
  17. É bem verdade... a minha fonte nem foi o inhabitat, é via architecnophilia, façam merge à coisa, sempre adiciona texto em português à discussão :p
  18. http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/13.jpg http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/22.jpg http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/32.jpg É o primeiro edificio a receber a distinção de seis estrelas para o Green Building Council of Australia. Inaugurado em 2006 e com projecto a cabo do grupo Design Inc. Situado em Melbourne, Austrália, o edifício distingue-se pela fachada ensombreada por painéis de madeira cujo controlo de abertura é feito de forma automática, dependendo apenas da intensidade da luz solar. A esta tecnologia cabe apenas uma percentagem dos 50 milhões de dólares Australianos destinados à concepção de um edifício com mais valias tecnológicas, que incluem também o uso de painéis fotovoltaicos, refrigeração de pavimentos e um sistema de tratamento de águas sujas dentro do ambiente construído. Absolutamente notável é o facto de se esperar que o investimento feito seja retornado pela sustentabilidade do próprio projecto num prazo de dez anos. Uma década para que o edifício se pague a si mesmo. [ via AspirinaLight.com ]
  19. Actualizado para uma nova versão, com um design mais simples e intuitivo. Espero ter acertado agora no look porque as criticas ao anterior foram mais que muitas :nervos:. Podem verificar em www.AspirinaLight.com
  20. Lamentavelmente reaccionário. De resto, neste país tudo o que é reacção, ou é tolo ou é demasiado queixoso. Sou totalmente contra esta forma de colocação de anúncios de emprego, nos moldes em que são feitas, no entanto estou muito agradado com esta discussão uma vez que acabou por dispor uma série de dados muito mais elucidativos no que diz respeito às condições de trabalho, e, no caso, confirmando-se as intenções e os moldes em que a colaboração será prestada, devo dizer que é uma excelente oportunidade de emprego para quem se quiser candidatar, assim existissem mais por todo o país. E não me custa nada dar a mão à palmatória, até porque reconheço ALGUMAS dificuldades por que passam os gabinetes de menor dimensão, neste caso especifico, após boa informação, é de louvar. Se estávamos de acordo relativamente às reformas chorudas, agora melhor, já temos mais qualquer coisa em comum... Melhores Cumprimentos
  21. 2 anos de experiência em todas as fazes e vai para estágio, a mim parece-me acima de tudo justo. O rei Salomão que se cuide porque a modernidade está a acabar com essas fábulas interesseiras da idade média... E se não for estágio pelo IEFP (a extrair dois ordenados mínimos ao contribuinte a quem já não basta andar a sustentar reformas chorudas como ainda tem de subsidiar a malta jovem) é pago pelo patrono? E podem também explicar o que é essa coisa da "forte expectativa de continuidade" pois é um conceito que tem provavelmente a validade do dito estágio. E aí já não será forte... é coisa para ser mais "ligeira" do que outra coisa qualquer.
  22. Devo dizer que este tópico começou muito bem mas aos poucos está a descambar para qualquer coisa que não se sabe bem o que é. Não vou manifestar a minha solidariedade para com quem o iniciou porque não me parecem ser as palavras ideais tendo em conta a situação. Quem encara a conjuntura com esse assumido espirito de sacrificio das duas uma; ou desiste e se deixa assimilar pelo sistema, ou corre o risco de viver o resto da vida a alinhar pelas mesmas misérias de trabalho. O que não quer dizer que a sorte, ou o azar, ou o que quer que seja, não lhe venha abençoas o percurso. No entanto, e como estou normalmente em sintonia com o JAG, desta vez acho que borraste a pintura toda. Não acerca do Siza ou do Taveira porque isso é mera opinião pessoal, rebatível com todo o tipo de argumentos e em conversa que daria pano para mangas. Refiro-me à tua perspectiva sobre quem vai para fora. Não posso estar mais em desacordo contigo. Várias razões. Em primeiro lugar, a hipotese de viajar não está hoje em dia reservada exclusivamente ao argumento da melhoria das condições financeiras, antes pelo contrário, uma vez que o panorama não difere muito daquilo que se passa em Portugal. A coisa é francamente melhor no Reino Unido, é melhor em Espanha, e bastante razoável na costa leste dos EUA. De resto sobrevive-se em quase todo o lado à custa das mesmas queixas, e os destinos de quem sai incluem todos os lugares que referi e os outros. Acredito que quem sai o faz sobretudo pelo desafio da experiência, e em muitos casos para continuar os estudos enquanto trabalha, aí sim, há uma enorme diferença para Portugal. Depois, se eu resolver experimentar o estrangeiro, estou a contribuir para o marasmo no meu país? Numa sociedade cada vez mais globalizada e com dinamização de processos a uma escala planetária, de que forma posso eu competir num mercado multicultural, e multilingue? Que argumentos apresentarei eu, no meu provincianismo de costa mediterrânico/atlântica europeia, perante um tipo que é contratado para uma qualquer função em determinado sector da construção, caso o mesmo tenha um conhecimento de causa daquilo que é o devido tratamento ou envolvimento com um determinado assunto que é claramente mais competente do que o meu, fruto da sua experiência/competência, adquiridas num posto que tenha desempenhado além fronteiras? É uma posição que tem qualquer coisa alusiva a princípios Estado-novistas, o que acredito que surja de forma inocente. É como querer obrigar o gajo que vem de traz-os-montes a aprender por si mesmo na sua terriola do nordeste e assim a fazer desenvolver. Acima de tudo parece-me que tens o zoom feito até aos limites da nossa fronteira, e deverias pelo menos abrir a hipotese de considerares o alargamento pelo menos até Itália ou uma coisa do género. Não é que não tenhamos bons profissionais ou gente interessada, nada disso. Eu é que estou farto de ser governado por gente que, numa determinada altura do seu percurso politico, se agarrou a cargos autárquicos ou institucionais que lhes foram um garante estratégico de subida progressiva no percurso e agora são ministros num país com um preconceito gigantesco da sua falta de dimensão cultural no contexto geográfico em que se insere. O Mário Lino é um idiota? Pois concerteza que é, e é dos maiores, e só diz asneirada atrás de asneirada, pois vão lá conferir o seu percurso e vejam como é que aquele homem chega a ministro das obras publicas... Há um sectarismo assombroso na nossa sociedade, a coisa está tão intrincada que somos capazes de defender os pequenos cancros por lhes desconhecermos os métodos de cura. E chegamos a combater o que é positivo. Por mero e estúpido autismo. Só mesmo para fechar, estou a um mês de viajar para fora por tempo indeterminado. Colaboro desde há 4 anos com um dos mais conhecidos arquitectos portugueses e não aguento mais os jogos, as palmadinhas, as adjudicações e a falta de vergonha. Não posso concordar com ordenados de 600 euros como os cheguei a ver enquanto o patrão recebe cheques chorudos com lucros ao final do ano a rondarem os 80.000 euros. E vejo que era tão fácil pegar em 10, 20% desse valor e distribuir por quem o ajuda a meter um Audi ultimo modelo nas mãos do filho adolescente que está a tirar a carta. Lembro-me do Gabriel, "Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo com a mudança da mente". A saída pode não mudar nada, mas pelo menos fico com umas histórias para contar.
  23. Faz parte de um artigo que acabei de publicar no AspirinaLight.com, mas o mais importante é que se sacrifiquem todos um pouco do vosso tempo para que se perceba o que andamos todos aqui a fazer, ainda que indirectamente, à Fauna do nosso planeta. A lei da sobrevivência, como poderá ser invocada, é incontornável, o que nos dá duas opções muito claras: sobrevivemos de forma autista, ou sustentamos o nosso desenvolvimento, limitando-nos a ser aquilo que sempre formos nos ultimos milhares de anos, onde a alimentação se fez sem necessidade de recorrer a tamanhas atrocidades? Sobre a Verdade, Earthlings http-~~-//aspirinalight.com/wp-content/uploads/earthlings_dvd.jpg Quem teve a oportunidade de assistir a Uma Verdade Inconveniente terá ganho, no limite, consciência daquilo que é o tratamento dado a dois assuntos distintos num documentário cujo valor ambiental (no limite, humanitário) é indiscutível. Al Gore, que aproveita o desfile para lembrar que já foi o futuro presidente dos Estados Unidos da América, apresenta numa mão factos e suposições que sustentam uma tese que deve ser considerada por todos como uma verdade fundamental: tratamos mal o planeta, pelo simples facto de não nos preocuparmos. Não somos directamente confrontados com os males que lhe inflingimos, são problemas aos quais é normalmente associado o termo ‘médio/longo-prazo’ e enquanto a catástrofe não chega, aproveita-se o intervalo entre a acção e o pânico para nos libertarmos da grande doença de alguns. A consciência. Mas, como em qualquer produção Hollywoodesca, espelho muito sincero daquela que é uma sociedade americana que se encontra em avançado estado de decomposição, Uma Verdade inconveniente conta também com meia dúzia de episódios da família Gore. Por razão nenhuma que não seja a da salvaguarda, à data de edição do primeiro documentário-romancesco da história, de um lugar na corrida a uma próxima eleição para presidente dos Estados Unidos da América, a coisa era, no final, uma meia verdade, e a metade que interessava ficou claramente corrompida pelos diferentes tons de voz na narração, e outras intervenções mais falseadas, qual flautista de Harmelin, pronto a assentar arraiais na tendência de voto da mente de 303,199,000 indivíduos de inteligência duvidosa, afinal, menos de metade votou em Bush e ainda assim permitiram que o senhor se apoderasse da cadeira, Gore incluído, o que nos diz muito acerca dos netos do Tio Sam. Clinton (agora Hillary) e Obama demonstraram-se muito mais interessantes do que tinham sido o próprio Gore, Bush e Kerry. E assim se percebeu que o momento politico de Gore tinha passado. Com ele, Giuliani. Entradas fora de tempo que não permitem, a figuras ilustres da história americana recente, reservar assento na sala oval. O falhanço do lado familiar de Uma Verdade Inconveniente deverá servir de lição para oportunidades futuras: Chamar verdade a uma meia verdade, pode retirar valor à história que se decide contar. E em parte isso acabou por acontecer, tornando Gore numa espécie de Michael Moore equilibrado, a quem as pessoas não dão total atenção devido às posturas duvidosas. Um pelo extremismo ideológico, outro pelo descarado aproveitamento politico de um tema que nos poderia dizer muito, caso tivesse sido exposto por si só. E era assim que deveria ter acontecido, sem subterfúgios ou outras pretensões. Sincero, que não foi. O que me leva ao tema que urge ser discutido, aqui em forma de documentário cuja exibição se promove. Earthlings é o mais brutal e sincero documentário sobre o tratamento que a humanidade tem vindo a reservar para a outra dimensão biológica do planeta, a Fauna. No caso, é feito com recurso a imagens violentamente dolorosas, mas que são obrigatórias para quem invoca a faculdade da consciência. “Eu não gosto cá de ver os animaizinhos a sofrer…” Mas, de um modo geral, a imagem é possível, em parte, porque o mercado que a possibilita é alimentado por uma desenfreada politica de consumo. E aí, não há redenção possível. O falhanço é civilizacional. Earthlings invoca uma simples questão: Qual a diferença entre o facto de os mais quentes verões dos últimos 100 anos terem ocorrido na ultima década e o contínuo alimentar dos negócios milionários de Fast Food? Pior, a resposta e mera constatação de facto: Somos mais inconscientes do que ecologistas, e essa deve ser a verdade mais conveniente. São 95 minutos, numa experiência que tem uma certa carga Kubrickiana. Não raras vezes me lembrei do tratamento Ludviquiano a que o jovem Alex DeLarge, interpretado por Malcom McDowell em A Laranja Mecânica foi submetido. E recordo o comportamento de Alex, em nada distante, na sua violência gratuita,da negligência estúpida que todos nós, hoje, no auge da nossa evolução, partilhamos. E isto 30 anos depois. [ame="http://video.google.com/videoplay?docid=-1282796533661048967"]Google Vídeo[/ame] .
  24. Barcelona recomendo o IAAC, podes consultar informação aqui em www.iaac.net/
  25. Segue abaixo um artigo que publiquei no aspirina e ue diz respeito a esta discussão: É comum, no discurso de defesa do património arquitectónico, se invocar o conceito de ‘regionalismo critico’ para de repente se poder defender todo o tipo de intervenções que, pela sua especificidade ou mera abordagem ao lugar de intervenção, possam resultar como desvios aparentes do contexto. E aqui a sensibilidade é muita. De resto, ao longo dos anos temos sido constantemente confrontados com a incapacidade, de governantes e governados, em lidar com este tipo de obras. As crises de aceitação, que já são crónicas, revelaram-se sempre que as intervenções envolviam uma maior quantidade de capital e um elevado sentido estratégico, das pontes do Tejo às grandes redes viárias, do CCB à Casa da Música. Mas se a incapacidade em conjugar a tomada de decisão com a aceitação popular se revela na grande escala, também [ou sobretudo] no reduto mais particular se verifica a condição. São várias as razões para que nos incompatibilizemos imediatamente com a audácia da renovação, ou com a mera ideia da recuperação. Em parte o devemos ao legado histórico da nossa arquitectura, que nos foi habituando a conviver bem com o que se foi tendo. E, regra geral, tivemos sempre muito pouco, o que é facto. Dos estilos antigos contam-se pelos dedos as obras nascidas de raiz para celebrar o esplendor do homem clássico [e as que assim surgiram, acabaram por sofrer mais tarde pequenas operações de estética, de modo a se adaptarem ao período novo, que substituía o antigo, mas que o país, por incapacidade financeira não conseguia celebrar com obra autêntica]. E assim aprendemos a arte do remendo, cuja mestria temos vindo a atingir nos tempos modernos. A verdade é que deste modo se criam complexos em paralelo, a maior parte como mecanismos de auto-defesa do legado apodrecido com que de forma tão simpática fomos aprendendo a conviver, castrando desse modo qualquer iniciativa fresca. E não fosse a malta do modernismo, aqueles futuristas… Recentemente a discussão em torno de um edifício em Piódão motivou diversas opiniões no arquitectura.pt. Apesar de algum optimismo inicial, acabei por não me surpreender com o efeito global das críticas que, de um modo geral, se mostram contra a implantação de um edifício daquela natureza no centro histórico da aldeia. E a natureza, é a mais generosa das arquitecturas. A polémica é a mera pigmentação da fachada. Invocam-se as paredes brancas e o desenho atrevido de um dos vãos que se faz notar em alçado. Defende-se o princípio do seguidismo da forma, e revelam-se manifestações de desagrado no que ao desvio histórico diz respeito. E a maior parte dos argumentos, preconceitos em boa verdade, surge pela voz dos arquitectos. Mas também pela voz do senhor presidente da junta José Lopes, que se mostra desagradado com a modernice que ali está a mais: “Eu acho que é uma modernice que está ali a mais para aquilo que se queria preservar do Piódão porque antigamente andou-se a patrocinar o retirar dos rebocos nas casas que estavam a branco e a tirar a telha vermelha e a pôr lousas portanto escuras e neste momento parece que os projectos estão a enveredar por um caminho oposto, não é?” E a única questão que interessa à discussão é a da intervenção moderna. Não gostamos, sejamos sinceros. Reconheço legitimidade a espanhóis, franceses e bretões na defesa da sua arquitectura antiga, pelo legado que carregam, mas também pela capacidade de ao longo dos anos ter sido sujeita a um convívio bem sucedido com a inovação, o que, no limite, resulta numa perfeita identificação entre as diferentes camadas de desenho que se reconhece em cada um dos países e respectivas cidades, antítese do que se passa em Portugal. É regra, em passeio por Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, reconhecer a ancestralidade dos edifícios pelo profundo estado de degradação em que os mesmos se encontram, enquanto vão convivendo com obras pindéricas de legitimidade suspeita que, por fazerem favores ao contexto, não acicatam tanto os ânimos. Passam despercebidos, e aí está tudo bem. Não pretendo fazer alertas de lucidez, até porque a educação neste tipo de questões demora muito tempo a se manifestar e as gerações modernas ainda se vão corrompendo pela opinião tacanha, mas, é absolutamente notável que no país onde obras estruturalmente megalómanas como o novo centro de artes de Sines, cuja inquestionável mais-valia para a região surge totalmente subvertida pela intervenção fotogénica de autor com um custo que deveria ser incompatível para a essência e propósito do objecto, andem os arquitectos e as gentes que tornam publicas as opiniões, a debater menos de 100 metros quadrados inofensivos em Piódão, que talvez carreguem mais história do lugar na sua modernice do que todos os edifícios vizinhos que, no seu falso vernáculo, surjam mascarados de efeito pitoresco. Fundamentalmente não se tratam de 100 metros quadrados de arquitectura de autor, e é esse o outro lado da questão. Por cá, no que toca a seguidismo, a assinatura teria sido um bom argumento a favor. Há prioridades e prioridades.
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