Ivo Sales Costa
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O lado comercial - fazer dinheiro na arquitectura
Ivo Sales Costa replied to Ivo Sales Costa's topic in Arquitectura
|||ARK||| sem duvida que há, a discussão tem a ver com o lado comercial, as máquinas de fazer dinheiro... tirando o lado artistico e intelectual. A avaliação imobiliária é uma vertente excelente, o problema é q os cursos custam entre 2000 a 3000 euros -
Deparamo-nos ao longo dos 5 anos com a 'cassete' (apresentada por professores e arquitectos em conferências que quase nos obrigam a frequentar) de que isto está muito dificil e que basicamente nos temos de agarrar a qualquer coisa que se nos apresente quando concluirmos a licenciatura. Será mesmo assim? Há ou não espaço dentro da arquitectura para que as coisas sejam vistas através de uma perspectiva meramente comercial ? Na recente divulgação da lista oficial de devedores ao estado o grosso de particulares ou entidades colectivas está ligado ao ramo da construção, confirmando a ideia apresentada por Miguel Sousa Tavares, ou Alvaro Barreto de que é o sector da construção que mantém o país na bancarrota. Isso reflecte-se no nosso mercado de trabalho e mesmo no da engenharia civil, e mesmo dos desenhadores, não há emprego devido á saturação, mas também devido ao pratico esgotar de hipotese de prospecção, começando a olhar-se com outros olhos aos arrendamentos e á recuperação, o que abre outras vias, outras hipoteses a que os nossos 'genes' culturais torcem quase imediatamente o nariz, mas que teremos de começar a aceitar. Avaliação e Gestão Imobiliária Inspecção e Avaliação de Obras de Construção Controlo de Licenciamentos e encaminhamento de Autorizações E depois há as soluções paralelas que são menos acessiveis e algumas com conotação nefasta, como dar aulas ou trabalhar em camaras municipais. Não entra em discussão o lado artistico mas sim o lado comercial que muitos de vóis não estão habituados a lidar com.. Arquitectos como Manuel Mateus, Manuel Tainha ou Manuel Graça Dias desenvolvem projectos com um lado mais comercial que estratégicamente se foram recusando a divulgar em revistas da especialidade, mas que vão alimentando os respectivos gabinetes com dinheiro fresco, esse níquel precioso que faz girar o mundo.. Ideias paralelas, projectos futuros, que caminho pensam tomar quando as coisas apertarem realmente para vocês ? é esta a pergunta para discussão, links para cursos, concursos e terapias de grupo para malta desanimada são bem vindos :s
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Porto | Museu de Serralves | Alvaro Siza Vieira
Ivo Sales Costa replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Asimple eu nao coloco em causa a mais valia do edificio a todas as escalas em q está implicado.. com toda a sinceridade eu acho-o belissimo, mas não posso admitir que essa mesma mais valia por si só justifique a desconsideração de um qualquer outro método construtivo que não fosse este debitar de betão para a cofragem.. é ridiculo quando existem outras soluções igualmente (ou ainda mais) eficientes. Ainda para mais quando são os construtores quem mais contribui p manter o país na bancarrota... -
era das poucas coisas eficientes que tinhamos em portugal, os planos de barcharelo - licenciatura - mestrado - doutoramento, de repente toda uma UE adere ao modelo americano e nós lá vamos atrás feitos fotocópias sem considerar em nada a história do que tinhamos em portugal. Honestamente acho q ninguém com bom senso pode considerar ou vangloriar-se pelo facto d ser mestre ao fim de 5 anos, só se for mestre em fazer maquetes e beber cafeina, pelo amor de deus... Anda-se 5 anos a aprender disciplinas q se deitam fora da algibeira no segundo seguinte á frequência e esperam agora que se considere mestre quem obviamente acaba o curso apenas e só direccionado ás áreas da construção/projecto, e ainda assim da forma mais precária possivel? não temos formação relativamente a nenhum tema especifico, vamos mestrar arquitectura em que áreas? em que assuntos? que nível intelectual teremos nós sobre qualquer assunto que transcenda o leccionado no curso? Falta de respeito tremenda para quem estudou 8 e 9 anos para se doutorar ou 7 ou 8 para mestrar e agora sai um rapazote de 22 anos com o mesmo grau de equivalência...
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Porto | Museu de Serralves | Alvaro Siza Vieira
Ivo Sales Costa replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Com todo o respeito asimple esta é das obras mais esbanjadoras do Siza (tirando o pavilhão de portugal, p mim fica em 1º lugar) e para mim o facto de ser um edificio com vocação cultural não justifica luxos como aluminios em cave que custaram um balúrdio quando poderiam ser executados muito mais generosamente. Recentemente visitei outro santuário de desperdicio do € do contribuinte, o centro de artes de Sines do Mateus.. mete gente sem dúvida, mas gastar 280 contos/m2 SÓ NA ESTRUTURA para se ter um espaço de exposição sem estrutura a 'maçar' a vista. Este tipo de coisas contribui em muito para aquela coisa do défice... -
[3DStudio MAX7] Desenhar objectos, atribuir materiais e render
Ivo Sales Costa replied to Nemezis's topic in Arquitectura
EPA venham mais!! muito bom! -
Tico isso faz 1000, é mais q bom.. e depois pode fazer horário das 8 ás 16 e vir p casa trabalhar p si... acham q n vale a pena?
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sem duvida, tenho noção que '6 euros...' ARK isso tb são os minimos minimos.. eles sabem que ha malta disponivel e exploram numa boa...
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Sabes ao certo o vencimento ? NOTA : Quem quiser entrar por : só pensam em dinheiro, só querem fazer é massa ou mesmo " são uns vendidos" devo dizer que tenho realmente um grande apreço pela minha condição de artista mas neste momento de conclusão da licenciatura tou um bocado á rasca com a ideia de ficar a ganhar 6 euros á hora qd a senhora q teve cá em casa hoje de manhã enquanto escrevia o post leva 7 e meio e é Sérvia-Montenegrina (Agora é só Sérvia), isto é só p prevenir esses comentários que p mim são absurdos pessoal... QUERO PODER PAGAR O EMPRÈSTIMO :)
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Eu tive no Campo Grande no edificio da Camara e era tudo a contracto, d vez em qd falavam das renovações de contracto, mas vencimento nc tive lata p perguntar
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Por acaso Dreamer, se pudesses dizer pelo menos um 'intervalo' honesto entre o qual ganhas .. poderia constituir um avanço na discussão.. já agora, pessoal que saiba os ordenados nas camaras q contribua tb, em Loures sei que á antiga, há 3 anos eram 240 contos + subsidio de refeição mas penso que houve recentemente um corte significativo nos vencimentos :)
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Ok, mas tenham lá calma pq a discussão é importante
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Dreamer... não sei se já trabalhaste noutros sitios, mas os bons e maus momentos sao ciclicos, ou por outra, são sazonais.. Essa coisa de andar ao sabor de o patrão conseguir arranjar trabalho num mercado saturado a mim faz-me confusão neste sentido : " E a dúvida de, mesmo trabalhando sp bem e sp com muita qualidade, um dia o trabalho falta, como faltou aos outros? " percebes? Isso de não saber como será a minha vida daqui a 3 anos porque em portugal um arquitecto não é obrigado a dar garantias de 3 em 3 anos como acontece noutros lados a mim faz-me pensar na hipotese camara e posso-vos dizer que estou a acabar a licenciatura e sitios p onde ir não me faltam, do zé chunga ao manel conhecido... mas ir p um gabinete..:\ Edit: que não pareça pertencioso sff ok? a discussão é importante para todos, para os que participam e p os q apenas estão a ler, por isso ha q expor os assuntos como eles são :)
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Honestamente GinSo eu passei 2 meses a ajudar no departamento de urbanistica da Camara de Lx, nem sequer era remunerado, só mesmo para ter noção de como as coisas funcionavam e o ambiente era bom demais, demais porque atrasava o trabalho.. havia pessoal a querer trabalhar, com prazos de 30 dias p dar resposta e a pedir p quem tava na algazarra falar mais baixo, em Lx o ambiente é tipo loucura e por incrivel que pareça eles ali estavam atrasados na relação pedido/resposta em 3 dias em média.. tendo em conta q Odivelas, Amadora.. deixam passar os prazos de resposta, eu diria q é muito bom. Atenção, não estou a defender a falta de profissionalismo que ali acabava de imperar!! Em relação ás primeiras respostas, nomeadamente as q dizem respeito a condições artisticas, um bom arquitecto ter sempre trabalho e com ele sobreviver.. pleasee.. não insultem a nossa classe, se é de QUALIDADE que estamos realmente a falar, estéctica + tectónica = arquitectura, então falamos de uma franja de 1 a 3% dos arquitectos portugueses, onde se incluem nomes como Souto Moura ou João mendes Ribeiro e ficam de fora tipos como Gonçalo Byrne ou Adalberto Dias, ou mesmo o Manuel Mateus. Não radicalizando como o ARK, mas alinhando pela mesma bitola, em Portugal isso nem é excepção, é qq coisa q combina sorte com contactos porque emergir do nada como aconteceu com o Siza não acontece mais com tanto arquitecto a ser formado todos os anos (ok, excepção a tipos como os dos promontório mas esses vendem-se). Cheira-me que daqui a algum tempo certas opiniões vão mudar.. como o ARK mudou
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Ora bem, é o tema tabu todos sabemos, já tivemos conversas sobre isto mas penso que nunca de forma "oficial". Reparei recentemente que o |||ARK||| (no post de apresentação) por exemplo já mudou de opinião em relação ao assunto e com o tempo mais e mais pessoas se vão consicencializando para o mesmo. O trabalho ao nível camarário é várias vezes conotado como sujo ou pouco limpo, como uma série de caminhos turbulentos e obscuros onde vendemos a alma ao diabo por um bom horário e um ordenado simpático cheio de regalias. Não digo que isto seja absolutamente errado... No entanto, parte do rótulo vem dos arquitectos que derretem dinheiro em concursos e perdem tempo com os licenciamentos, autorizações e informações devido á burocracia instalada nos serviços, situações que a maior parte não inclui nos honorários para terem o gosto de deitar as mãos ao projecto ultrapassando o verdadeiro sacrilégio que é disporem-se a essa parte do processo. Depois vem o lado das faculdades, onde quer queiramos quer não, somos praticamente todos 'ensinados' (estando na privada ou na pública) por arquitectos que nos vão dando umas injecções de ódio relativamente a isto e assim vamos 'crescendo' habituados a rotular. Em primeiro lugar, o que se diz em relação ás câmaras municipais sofre de uma forte dose de posição artistica do arquitecto, isto não quer dizer que tudo o que se aprova e constroi segue os mesmos níveis de coerência, não é de todo o caso, há corrupção e favores e isso é inegável mas acreditem ou não, hoje em dia essa actividade está em decrescendo. O problema é que estamos habituados a opinar sobre uma estética que está impregnada da nossa consciencia cultural sobre o que é boa construção e bom desenho. As pessoas não. Quantos de nós entraram para a faculdade a odiar projectos como a casa da música ou as torres do Siza para Alcântara e se encontram hoje com posições radicalmente opostas em relação aos mesmos? Essa saudável mudança, fruto de uma investigação continua que se reflecte em inúmeros assuntos e cuja essência depende de uma reflexão que fazemos dia após dia, estando ou não em aulas, depende da nossa própria evolução cultural. Da nossa aculturação e do fenómeno a ela inerente que é o passarmos a considerar como Bom, algo que num primeiro impacto reconhecemos como Mau. As pessoas, os nossos pais, os nossos avós, ou os avós do vizinho do lado não passam por este processo, não suportam as respectivas posições pela diversidade exprimental e é aí que o papel de quem aprova o projecto toma lugar para passar a ser um 'Censor' da nossa evolução como arquitectos, para a qual as pessoas não estão, nem podem estar preparadas. A câmara, ou o arquitecto que a representa, funciona como um pendulo nesta relação entre a posição arquitectónica e o senso comum do sujeito que é exterior ao tema. É certo que uns euros pela porta do cavalo ainda fazem alguma diferença e que as cunhas exercem pressão, mas não é isso o prato do dia nos próprios gabinetes? Que moralidade tem um arquitecto que paga 5 euros á hora quando poderia pagar mais caso tivesse uma consicencia digna de que não somos empresários e de que não precisamos de 5 colaboradores para a execução de uma casa? Que moralidade tem quem critica uma câmara por facilitar quando ele próprio não faz mais nada se não dificultar a vida ás pessoas que trabalham para sí, não pagando por horas fora do horário de trabalho e não se inibindo de 'pedir uma directa' com um ar dengoso e fofo para na semana seguinte fazer como se nada tivesse acontecido e, muitas vezes, nem sequer cobrar o esforço 'alertando' quem está mal, para que se mude pois o que não falta é malta a precisar de emprego e estágio... Não me estou a desviar do tema, nem defendo que o facto de uma coisa estar mal ser relativizável pelo pior estado de área semelhante, mas no caso especifico o pessoal das câmaras nunca tem direito ao 'contraditório', evita-se o debate público desta questão de uma forma quase ridicula, procura-se remeter este âmbito para um estereótipo de 'pouco talento e muita sujidade' quando isso é manifestamente falso. Era importante que dessem a vossa opinião acerca disto
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Devo dizer que não tenho nada contra o teu nick, a minha namorada tb é uma Girl (yey!) e tb é Scorpio curiosamente, por isso tu para mim tás muito lá! LOL
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GinSo bastava o teu nick, com Boy pa ninguém te dar crédito ás duvidas honestamente nem segui a conversa foi só p m meter convosco:disappointed:
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olhem para isto... tem 'girl' no nome olhem só o numero de replys desde hoje de manhã... tss tss
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Eu não sei se isto se encaixa por aqui mas cá vai : Estou a desenvolver o projecto final do curso e ando há horas á procura d material sobre aplicação de mármore não aparelhado na construção... Básicamente estou a fazer uma fachada com a mesma estruturação da fachada feita pelo Herzog para as vinhas de Napa Valley, com uma caixa exterior que suporta o empilhar de pedra mas neste caso em mármore bruto. O que eu sei é que este tipo de rocha precisa de tratamento antes de ser aplicada uma vez que os detritos que advém da erosão são nocivos para nós (bronquites e asmas e coisas do género que me orgulho de transportar nos meus queridos pulmões), por isso era importante se me conseguissem esclarecer sobre que tipo de cuidados se devem ter antes da aplicação, técnicamente falando claro está. Um abraço
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GinSo com toda a sinceridade é quase um facto impossivel... se Portugal tinha consciencia do perigo que consistia fazer corte numa região isolada (ainda que fortificada) de um país em expansão, os bretãos ou os Galeses mais facilmente teriam essa noção.. e quanto aos mouros, bem, nesta altura eles não queriam estar a ser servidos do nosso trigo propriamente :silly:
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mais uma : tendo lido o link q o GinSo disponibilizou fiquei ainda mais confuso...
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Resposta tardia : não pensem em reis espanhois, as nossas relações diplomaticas com espanha só se estabelecem de forma tão 'segura' cerca de 200 anos depois do periodo referido pelo que nenhum rei espanho se atreveria a vir passar férias para uma aldeia portuguesa, mesmo um rei aragonês...
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Há tanto tempo e em Sintra? confesso que não faço a minima ideia e é sem dúvida estranho ter sido em Sintra porque é uma vila onde o grande desenvolvimento aconteceu no periodo revivalista da arte neo-classicista desde a prisão ao palácio da pena. O palácio de Sintra ainda que anterior, teve inicio em meados do século XVI. E recuando tanto tempo chegamos a cerca de 1200, tendo lisboa sido conquistada em 1147 , tendo a carta de foro sido concedida quase 30 anos mais tarde, ou seja, só aí seria uma terra com administração prioritária na distribuição do reino, ainda assim e tendo em conta os problemas de conquista-reconquista do Alentejo dificilmente se pode considerar Sintra como uma serra SEGURA para que uma corte aí pudesse feriar... Considerando um intervalo de 300 anos no periodo que referes e tendo em consideração a primeira dinastia posso dizer que os reis Sancho I e Afonso II fizeram corte no norte precisamente pelos problemas de reconquista e só a partir de Sancho II a corte 'desceu fisicamente' ás reconquistas a sul e com Afonso II é que essas reconquistas se concretizaram nos limites que hoje reconhecemos do nosso território. Deste modo chegamos a D Dinis, esse sim um apaixonado pelo centralismo do território e o primeiro a reconhecer o lugar de Lisboa como o de capital importância na estratégia geográfica do país, tendo sido também o primeiro a iniciar as 'explorações' desta franja de território (são muito conhecidas as lendas da sua presença em Odivelas e do velho trocadilho com "ide ve-las"), tendo em conta que um dos seus oito (!) cognomes ser "O Rei-Agricultor" posso-te dizer que D Dinis é uma forte possibilidade, para além de ser um homem com ligações muito exotéricas nomeadamente á poesia trovadoresca (que chegou a compor) e que levou á exultação da sua esposa (Espanhola - vão lá dizer aos populares que eles veneram uma santa Espanhola.. qual quê? Santa Isabel é portuguesa e não se fala mais nisso... enfim) como uma 'santa', este misticismo do homem poderá levar a uma proximidade com a mistica serra de Sintra (e os seus famosos 'fantasmas'). Daqui para a frente começou um periodo verdadeiramente estranho na coroa com os episódios de Pedro e Inês que levaram a corte de Afonso IV para o norte,o filho Pedro (mais tarde Pedro I) era louco, andou a tentar fazer um país para os lados de Aveiro por causa da tal Inês, conclusão vão dar o nome de 'Ponte pedro e Inês' a uma ponte em coimbra.. Fernando I de Portugal é também possivel pela hipótese de recolhimento aquando das guerras com castela que ele próprio se encarregou de desencadear (consequencia, um dos cognomes : o inconsciente lol!) A partir daí vem D Beatriz como a ultima descendente desta dinastia (da casa de borgonha) que praticamente nem rainha conseguiu ser rainha pelo periodo da revolução e do perigo de cairmos em mãos castellanas. denomina-se este periodo como o do 'Interregno' embora nunca tenhamos ficado sem sucessão reconhecidamente (o papa nunca interviu porque a sucessão a nível dinástico estava assegurada). Nota : Muitos não sabem mas a linhagem pura na Coroa Portuguesa de herança Pai-Filho termina com esta espécie de rainado de D Leonor, pois o descendente que o 'povo arranjou' o famoso Mestre de Avis (o primeiro dos "Joãos" que enumerei na thread da minha apresentação) dizia-se ser filho de Pedro I, exacto, o tal que era louco pela dama Inês, filho ilegitimo claro está, de uma OUTRA DAMA galega, ou seja as possibilidades de o ser realmente, não tendo sido trazido para Portugal pelo rei que nunca o reconheceu como filho nem pela mãe que provavelmente não conheceu outra coisa senão os feudos galegos. Dadas as hipóteses caro Kandinsky.. D Dinis ou D fernando I, mas ainda assim apostaria mais em D Dinis, e ainda assim, com o total não-desenvolvimento de Sintra nem sequer a um nível religioso, leva-me a acreditar que dentro desse intervalo temporal, é mto dificil q essa historia seja real.
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Curioso! D Manuel I que recordamos como um rei poderoso e o grande impulsionador de um estilo arquitectónico em Portugal teve uma história de entronamento verdadeiramente curiosa, basta dizer que no dia em que foi nomeado herdeiro na altura pelo primo, o rei D João II ele tava convencido de que seria morto como tinha sido um dos seus irmãos e algumas das pessoas que lhe eram mais próximas (algumas mortas pelo próprio rei em pessoa), no entanto acabou por ser nomeado herdeiro (D João II passou por um verdadeiro calvário para conseguir um herdeiro após a morte do seu filho e de nunca ter conseguido legitimar um filho bastardo que acabou por fazer algures, curioso também é que a situação que mais tarde se viria a verificar em portugal com a morte de João III e de D Sebastião, poderia ter ocorrido ao contrário, ou seja, se nesta altura, o filho de D João II não tivesse falecido a coroa espanhola acabaria por ficar sob administração portuguesa e como aconteceu em portugal com a dinastia dos 3 Filipes). Bom, de resto a história foi escrita a ouro, foi no seu reinado que se deram os marcos significativos do periodo das descobertas (onde NÃO entra o tratado de tordesilhas como muitas vezes de forma errada se diz, porque foi precisamente D João II a assinar o tratado com Espanha- Aragão e Castela entenda-se, já vi livros de história a dizerem q foi assinado por D Manuel I), nomeada mente a do caminho maritimo para a India e o Brasil e o inicio do maior império coloniais da história da humanidade que se reconhece oficialmente de inicios do século XV (1416 diz-se ser a data precisa) até 1999 com a perca da soberania sobre o território de Macau. Era bastante religioso, o que se contradiz na sua politica fechada (e não absolutista como muitas vezes se diz também, não era um rei absolutista, essa politica poderemos reconhecer mais tarde com os reis D João IV e V) a sua religiosidade reflectiu-se até na perseguição que fez aos judeus e na sua investida em relação á dissolução da divisão entre os chamados cristãos novos e cristãos velhos. Um episódio que foi 'detalhado' pelo grande José hermano Saraiva e que atesta a sua religiosidade é o da viagem do célebre Tristão da Cunha a itália que levou um grande rinoceronte a itália (e ainda hoje é um animal com uma presença muito étnica na arte italiana, ha um grande reconhecimento deste episódio na cultura italiana). Do Manuelino... não me façam falar Foi o penultimo grande rei Português. Chega??
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Realmente 'apresentarmo-nos' no contexto actual de users é coisa estranha... Sou o Deisler como podem verificar, estou no momento em que escrevo este topico a terminar a licenciatura (e espero daqui a um ano rever este escrito com saudade) na Universidade Lusiada de Lisboa e trabalho no ramo nefasto da arquitectura desde o 2º ano. Sou de Lisboa, zona oeste, tenho 23 anos, não me identifico com politicas e considero-me um 'estudioso' da história dos reis de Portugal (paixão que descobri com as aulas de historia de arquitectura... quite amazing hun?). Espero ver neste forum uma boa moderação, e espero igualmente participar de uma forma mais activa agora que passarei a dispôr de mais tempo (vamos la a ver tb!!). Vejo que o espirito é positivo e isso melhora imenso as coisas. Força pessoal!!
