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Em primeiro lugar peco desculpa de estar a abrir topicos com ideias mas ha uns anos fui acusado de nao dar continuidade aos topicos que inicio portanto nao vai ser hoje que vou mudar... Ja referi nos vazios na cidade, assunto esse que e abordado por todos. Todos tem a sua ideia de vazio... eh a chamada democracia de pensamento... muitos pensamentos diferentes de um mesmo tema... 193749472849373949 solucoes para um problema abordados por 193749472849373949 maneiras diferentes de ver o mundo no qual so poucos conseguem digerir.... o resto diz que sim para nao parecer estupido e ignorante... Basicamente a arquitectura actualmente esta baseada numa fotomontagem e num conceito e o resultado sao edificios vazios de sentido e sem magia nenhuma... resta-nos os mestres do starsystema e outros no qual nao sabemos o nome... a nova arquitectura e baseada na imagem pela imagem e mais uma memoria descritiva inacessivel...

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Venham daí bons exemplos de "Arquitecturas Cheias"...

:)



http://www.plataformaarquitectura.cl/2007/03/28/casa-marino/

Eis um exemplo de arquitectura cheia. Nao eh uma obra prima. Nao eh de uma superstar... mostra que existe um processo... revela que existe mais do que um conceito e mais do que um mero programa economico... revela um lugar. Revela materia. Revela uma solidez. Revela vazios habitaveis. Nao revela aquela plasticidade do plastico... do plof... do nada... revela existencia... revela misterio, revela materialidade, habitabilidade e ...
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Concordo que esta habitação possua um carácter mais relacionado com o lugar onde está inserida. É como pensar num telemovel, ou num portátil...em qualquer lado fica bem...não está fixo!... uma casa deste tipo...uma casa de traços arquitectónicos, pensados arquitectonicamente, por um arquitecto, apresentam raízes que as fixam ao local de intervenção, cujo sentido existe na íntegra, implantado nesta obra. Assim como, por exemplo, a Casa da Cascata de F.L. Wright, ou as piscinas de Leça da Palmeira do Siza Vieira. São dois modos semelhantes de actuar num determinado local (ambos lugares "inexistentes", isto é, praticamente "impossíveis" de construir naquele local.
Apesar de concordar contigo ( JVS ), há outro tipo de arquitectura cuja forma de intervenção no local não é tanto de enraiza-la dessa forma ao local, mas de marcar uma presença menos subtil e mais afirmada. O museu de Serralves do Siza Vieira, ou o museu de Ordrupgaard na Dinamarca da Zaha Hadid: são ambas intervenções relacionadas com o local, conceptualmente estáveis e fundamentadas; no entanto, a sua posição no lugar é completamente diferente das mencionadas acima. A sua posição perante o lugar é muito mais ambiciosa e emancipada.
É a minha interpretação de modos de conceber arquitectura. Não necessáriamente de "camufla-la" no envolvente.
No entanto, reafirmo JVS, esse projecto que nos mostras considero muito interessante, e além do mais, verifica-se um aspecto que por vezes é escasso em muitos projectos... a comodidade e a sedução para se habitar.
Por vezes, não se deverá ter mais em conta estes aspectos nas obras concebidas?

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conseguirá a arquitectura chegar alguma vez ao esplendor deste magnífico exemplo?

http://www.tatilonline.com/ulkeler/machu_picchu.jpgMachu Picchu - Perú

Cada vez mais nos desligamos não só do lugar como espaço de intervenção, mas ainda mais do lugar como matéria prima da arquitectura. Fala-se cada vez mais em arquitectura sustentável, mas o que será mais sustentável? Ter uma casa toda high-tech cheia de sistemas de controlo solar, aquecimento, ... ou pelo contrário aprender com pessoas bem mais inteligentes que nós que séculos antes construíam uma arquitectura realmente sustentável, com os materiais do lugar, trabalhando-os segundo técnicas de recuperação do calor, de ventilação dos espaços, ... e com um diálogo harmonioso com toda a paisagem.

As provas existem e têm mais de 500 anos. Será que os nossos edifícios chegaram até aos 100 anos pelo menos? É esta a sustentabilidade que procuramos?

p.s. Já dizia o "outro" que uma bela obra de arquitectura tem como principal objectivo ser uma bela ruína!

  • 2 weeks later...
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Por isso a mesma se torna tão facilmente tão efemera...Arquitectura que se baseia na imagem esgota facilmente o significado qnd essa imagem se tornar saturante aos olhos de outros...Vazia, por não dialogar com o lugar e o que a rodeia, tendo apenas o mesmo projecto capacidade de falar por si, (e é qnd tem), visto o criador não conter capacidades sustentadas para o fazer....Uma obra que não dialoga, Não comunica, nem se argumenta para mim é vazia.

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Quando olho para os meus livros de História de Arte, dou conta que a arquitectura contemporânea é demasiado simples. Penso que "simples" é a palavra que melhor consigo adaptar áquilo que penso. Olho para obras de outras épocas, de muitos séculos passados e dou conta que as obras arquitectónicas feitas nessas épocas pareciam ter muito mais estudo, mais magia, eram mais monumentais... É o que eu acho... Mas também tenho de ter em conta que na nossa época procuram-se aspectos mais funcionalistas... :)

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Quando olho para os meus livros de História de Arte, dou conta que a arquitectura contemporânea é demasiado simples. Penso que "simples" é a palavra que melhor consigo adaptar áquilo que penso.
Olho para obras de outras épocas, de muitos séculos passados e dou conta que as obras arquitectónicas feitas nessas épocas pareciam ter muito mais estudo, mais magia, eram mais monumentais...
É o que eu acho... Mas também tenho de ter em conta que na nossa época procuram-se aspectos mais funcionalistas...

:)

apenas estudas os pioneiros da arquitectura contemporanea... e mesmo esses acredita: no secundario nao ficas a conhecer nem metade do que existe para dixer...
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Bom eu acredito que estejamos a viver um período de transição de pensamentos, modos de conceber e formas de execução que fazem com que cada vez mais vejamos exemplos de arquitecturas "vazias" tanto de aspectos simbólicos, como de aspectos formais, como de aspectos funcionais. Se voltarmos uns anos atrás vemos que mesmo a arquitectura moderna (antes do movimento moderno) nos deixou obras de indiscutivel qualidade comparáveis com a qualidade de grandes obras da antiguidade. Penso que o que se deveu esta forma de conceber arquitectura que se vulgarizou hoje advém directamente dos princípios apresentados pelos CIAM no primeiro congresso de 1928 sobre os quais houve uma tremendo desentendimento por parte da classe "normal" dos arquitectos (tal como referiu Gropius na sua crítica ao falhanço dos CIAM). Ou seja, aqueles princípios básicos apresentados por Le Corbusier de como a arquitectura moderna deveria responder às necessidades sociais, transformaram-se em dogmas para a grande parte dos arquitectos que passaram a desenvolver uma arquitectura sem carácter, sem qualquer reflexão teórica, suportados (erradamente) em princípios enunciados. Por isso mesmo é que nos questionamos o porquê de Le Corbusier fazer uma arquitectura (aparentemente) contrária aos principios que defendia. O que se passou é que esses princípios foram tomados como A forma de fazer arquitectura pela maior parte dos profissionais, levando a arquitectura a um "vazio" conceptual e formal. Ainda hoje, passados o movimento moderno e o movimento pós-moderno, parece não haver (na grande maioria dos profissionais) uma visão crítica da arquitectura e o pensamento teórico continua a não ser desenvolvido, baseando-se apenas e só em aspectos formais que posteriormente nos são incutidos através das centenas de revistas de "arquitectura" por todo o mundo. Para explicar este fenómeno há que entender realmente quais foram as problemáticas do movimento moderno e principalmente o mal-entendido gerado pelos principios enunciados nos CIAM. Por isso mesmo é que o CIAM teve um fim e houve grandes divergências, entre elas o TEAM 10, Alvar Aalto, Hans Scharoun, ...

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pois, andam por ai muitos projectos a "fazerem-se" às objectivas e a querer mostrar as "caras" larocas:alien: cheios de efeitos de photoshop e de "cabeças" vazias de "cabelos"ao vento e completa inconsciencia:icon_chick:em revistas de arquitectura tipo "caras" e "flash" mas q tem outros nomes...vazias mesmo de conteudo, de simbologia, de função, de programa...o problema é q embora vazias enchem e poluem, confundem, desorientam...:), xateiam e desmoralizam...ando a pensar propor um tópico só para se colocarem exemplos desses, tipo " terrorismo arquitectónico"...mas ainda não ganhei coragem, hehe, tenho receio de ficar deprimida:nervos:...a vida é bela.

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