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para os mais distraidos, tal como eu , saiu, no presente mês, um artigo na Arquitectura e Vida sobre a taipa, material usado no nosso país na zona alentejana. o artigo está "partido" em 3. o primeiro é do presente mês, poderá ser este o ponto de partida?
também concordo com a cadeira sobre arquitectura bio-climática. este ano em tecnologias tivemos de "alterar" e especificar uma casa, eu usei taipa, embora com os limites de conhecimento sobre o seu uso...
mas penso que poderiamos dar nós uma luz sobre arquitectura bio-climática. ou sobre materiais que poderemos utilizar

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eu acho que tudo isso tem q ser aplicado diretamente na arquitetura que nós produzirmos... é nosso dever alertar o cliente da importância de certas atitudes. O futuro é a bio-arquitetura e a arquitetura social. que tal a natureza sendo a casa, a nova arquitetura orgânica? dica: para poupar energia não coloquem roupas e sapatos à secar atrás dos frigoríficos :s

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Exacto, o problema é que normalmente tu és o que aprendes durante toda a tua vida, na minha opiniao seria benéfico introduzirem temas como estes logo no acto do projecto nas faculdades. há imensas abordagens ao modo holandês, tipo tudo em betão ( ao género brutalista ) ou entao tudo brankinho .. à tuga! Mas nós eskecemo-nos que desde tempos remotos, os nossos antepassados sabiam bem como utilizar os materiais e reaproveitar a energia solar para aquecimento geral da habitação, só que são noções que se forão perdendo. A habitação não percisa de ser só akele tipico projecto purista e branco que conhecemos..

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Le Corbusier e a máquina de morar, ideais de que as cidades são feitas para os carros.. teorias modernistas... arquitetura indústrial.. agora que o povo sentiu o gostinho do que parece ser prático, funcional e (principalmente) barato. Fica difícil a introdução de novas práticas no mercado.. mas não impossível. O arquiteto tem que salientar a sua importância, mostrar pro cidadão qual a diferença que temos de um engenheiro. A carga horária de estudo e o nível de conhecimento que adquirimos é suficiente para fazer algo sobre o assunto. Aqui as faculdades públicas apóiam e trabalham com o social e o ambiental, ja na minha Universidade somos mais voltados para o turístico.. temos como modelo de boa cidade Las Vegas ¬¬ A arquitetura vernacular funciona... mas realmente não é algo ensinado nas faculdades com a devida atenção..

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precisa de incentivo governamental... aqui no Brasil acontece com pouca frequência graças a uma crise de apagões que tivemos a um tempo atrás... eletrodomésticos que consomem menos ganham um adesivo do governo.. e o governo incentiva a compra desses equipamentos com redução de juros e propaganda.

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Le Corbusier e a máquina de morar, ideais de que as cidades são feitas para os carros.. teorias modernistas... arquitetura indústrial..

agora que o povo sentiu o gostinho do que parece ser prático, funcional e (principalmente) barato. Fica difícil a introdução de novas práticas no mercado.. mas não impossível. O arquiteto tem que salientar a sua importância, mostrar pro cidadão qual a diferença que temos de um engenheiro.

A carga horária de estudo e o nível de conhecimento que adquirimos é suficiente para fazer algo sobre o assunto. Aqui as faculdades públicas apóiam e trabalham com o social e o ambiental, ja na minha Universidade somos mais voltados para o turístico.. temos como modelo de boa cidade Las Vegas ¬¬

A arquitetura vernacular funciona... mas realmente não é algo ensinado nas faculdades com a devida atenção..

Aqui.. + precisamente onde?
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que opções de poupança energética podemos ter para além de sermos nós proprios a poupar em nossas casas? será que não se pode fazer nada a nível regional ou nacional?


Podemos começar por tornar as nossas habitações energeticamente eficientes...

Na fase de construção/recuperação podemos falar de várias coisas:
- controlo da entrada directa da luz do som, através de sombreamento, seja por palas, lâminas ajustáveis, árvores de folha caduca (uma das melhores opções)...
- garantir que o isolamento da casa é bem feito, porque se durante esses dias não se for à obra, acabamos por ter surpresas desagradaveis com aquilo que o empreiteiro acha que deve ser feito...
- investir nas energias alternativas (e não apenas para aquecer a água), sejam painéis foto-voltaicos, mini-hidricas (nos casos em que seja possível), energia eólica... o investimento pode ser grande numa primeira fase, mas acabará sempre por compensar, principalemente porque se produzirmos a mais do que gastamos, podemos sempre vender à rede pública a um preço superior ao que compramos actualmente...

No interior das habitações é seguir um pouco o que já foi dito, apostar em iluminação económica, electrodomésticos amigos do ambiente, não abusar dos sistemas de aquecimento/refrigeração (ou até nem usar), fazer reciclagem, etc, etc, etc...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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O tempo verbal teria de ser "tive"... mas infelizmente e para grande pena minha não tive... :s mas no entanto tive alguns professores que procuravam passar algumas dessas preocupações... o resto fui eu... O que tenho é uma grande preocupação com o caminho que a humanidade está a tomar, e procuro aqui e ali encontrar informação sobre este tema. O problema é que ainda continua a ser muito inacessivel (pouca e cara)... mas lá se vai sabendo de algumas coisas... O problema muitas vezes será passar essas preocupações para o cliente...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Uma mini-hidríca e uma mini-barragem para produção de energia. Como é lógico são poucos os terrenos/locais onde é possível fazer-se isto, mas pode-se tornar uma opção rentável em termos energéticos... Por vezes passa um ribeiro num terreno e gostavamos de fazer uma represa... uma mini-hidrica é uma forma de o conseguir e ainda ter a mais valia de produzir energia...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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nunca tinha ouvido falar dessa soluçao e é bem interessante!! Em relação às questões de aquecimentos dentro de casa conto-vos o que se passou comigo em bruxelas: Ora no meu quartinho eu tinha o chão em betão polido, com uma textura muito bonita por acaso, e os donos da casa disseram-me logo para eu não me assustar com o chão que podia andar descalço sem problemas lá. E não é que um dia pus-me descalço e o chão estava quente? ah pois é, eles tinham aquecimento no solo. Até aqui tudo bem, agora quando lá fora estavam -2º e dentro de casa sempre os 23º constantes em que eu só conseguia tar de calçoes e t-shirt e depois quando chegou a abril ou maio e já estavam 20º lá fora e eu continuava a sentir o aquecedor quente nos 23º isso já é um abuso! Um enorme problema é o facto das maiores metropoles do planeta se situarem em locais com ambientes bastante flexiveis onde no inverno há neve e temperaturas negativas e no verao temperaturas bem altas. Isso causa que milhoes e milhoes de pessoas tenham por habito aquecer as suas casas no inverno e arrefecê-las no verão. E a coisa absurda é o facto de deixarem sempre a uma temperatura constante o que faz com que num dia em que esteja (por exemplo) 20º o aquecimento esteja ligado porque está regulado para os 23º. No centro e norte da europa as pessoas habituaram-se a viver em casa de t-shirt e a vestir um casaco grosso para sair e chegarem a um sitio tirarem o casaco e ficarem de t-shirt. Em minha casa eu rapo um frio brutal no inverno e no verao nem se pode tar cá dentro com o calor. Mas como é obvio estes dois exemplos poderiam ser solucionados com processos passivos de isolamento. Mas penso realmente que uma enorme parcela da problematica dos gastos de energia nas casas é devido ao facto de haver milhoes e milhoes de pessoas a viver em grandes metropoles situadas em lugares com climas flexiveis que fazem com que sejam mais facilmente instalados aquecimentos e ares condicionadosde forma a criar uma temperatura constante em casa, em detrimento de se vestir um casaco no inverno e de se abrir as janelas e aguentar mais calor no verao!

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Aquecimento no solo dá problemas de varizes, daí, ele já praticamente não ser usado :p Isso que tu dizes é bem verdade, passava pelo mesmo em Paris! Uma pessoa habituada a andar de cm sweats ou roupa grossa, e tudo isso foi posto de lado! era 1 kispo grosso para andar na rua e por baixo de T-shirt! Inclusivé em dias de neve :s Depois dentro de casa e na Univ era um abuso de calor (E eu detesto calor :angry3: )

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aqui no local onde moro só é utilizado condicionadores de ar no verão, quando o calor se tonra insuportável. Aqui o preço da energia elétrica pesa no bolso e as pessoas economizam.

Uma pena quanto à arquitetura de nossa região (principalmente na capital) é o modismo, a arquitetura exportada de países que não tem as nossas condições climáticas. Um caso de mal formação profissional talvez, um abuso do bom senso.. Cito como exemplo o Fórum de nossa capital do estado, um grande prédio com todas as 4 fachadas de vidro.. o que se criou foi uma estufa.. no verão a temperatura interna chega aos insuportáveis 60°, o que resulta em um abuso energético no uso de ar-condicionado.

a Ufsc - Universidade Federal de Santa Catarina, esta desenvolvendo um pesquisa de eficiência energética em edificações, a solução mais pensada é o uso da tecnologia, segue um exemplo da pesquisa com telhas vermelhas porosas.

A proposta visa o desenvolvimento do inventário do ciclo do produto definido por: cerâmica vermelha estrutural de alta porosidade, obtido através da mistura de argilas com materiais orgânicos e que têm as funções construtivas de vedação, estrutura e isolante térmico, além de contextualizar o uso deste material em termos de eficiência energética.
Este estudo terá como objetivos específicos:

  • Adaptação de tecnologia alemã de fabricação de blocos cerâmicos de alta porosidade às condições industriais e ambientais brasileiras;
  • Estudo da redução dos custos energéticos no processo de fabricação da cerâmica vermelha com a tecnologia adaptada.
  • Desenvolvimento de um produto cerâmico estrutural de baixa densidade e conseqüente condutividade térmica;
  • Estudo da eficiência energética em edificações de um perfil determinado, que utilizem o produto desenvolvido;
  • Realização do balanço energético da adaptação desta tecnologia na construção da edificação padrão;
  • Redução dos custos energéticos da edificação padrão em sua vida útil;
  • Estímulo ao uso da alvenaria estrutural em blocos cerâmicos.
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Grande parte dos problemas actuais com o edificado, deriva do facto das abordagens feitas pelos vários intervenientes do processo de concepção/construção serem bastante fragmentadas e, o que é pior, estanques, sem que haja quem assuma a avaliação e coordenação global das várias interdependências geradas nos actos de projectar.
Aborda-se “a arquitectura”, “ a estrutura”, “a térmica”, etc, mas não se aborda o edifico no seu todo.

O resultado final é a asneira. Há pouco tempo passou na SIC uma reportagem sobre um edifício de um tribunal concluído há três anos e que ridiculamente não foi provido de condicionamento de ar, tornando infernal a temperatura a que o público e os funcionários têm que suportar no Verão. Não tardará muito iremos ter mais um edifício com uma colecção de unidades exteriores penduradas, a “alindar” as paredes à semelhança de muitas que por aí se vêem...

Um dos edifícios arquitectonicamente mais interessantes de Faro é, quanto a mim, o Centro Regional de Segurança Social.
Independentemente do descalabro do seu custo, não posso deixar de referir que a única vez que lá entrei fiquei a assar no local destinado ao público (sala de espera) onde o Sol e a luz incomodavam derivado aos grandes envidraçados existentes, sem que estes apresentassem quaisquer protecções solares (situação cuja admissibilidade questiono).
A bela arquitectura, em vez de proporcionar um bom edifício, proporcionou uma bela...coisa.
Nestes dois casos pergunto de quem é a responsabilidade? E de que forma se manifesta o assumir dessa responsabilidade?... Seja qual for o responsável, fica tudo na mesma, nada acontece a ninguém porque não há matéria legal para o fazer.

Pensou-se na arquitectura, isto é, “no desenho”, não se pensou no edifício.
Não existe boa arquitectura em edifícios problemáticos (inconfortáveis, que apresentam problemas de humidade, que se apresentam rachados ao fim de poucos meses de estarem concluídos, etc).
Aproveito para perguntar: nesta situação de quem é a responsabilidade – dos projectistas (arquitecto ou engenheiros), dos construtores ou dos directores de obra? E como é que se materializa essa responsabilidade?
Haja alguém que mo diga, se puder.

A opção por edifícios termicamente optimizados é algo que deve estar na ordem do dia dos projectistas, em particular dos arquitectos. O protocolo de Quioto, com o consequente lançamento do mercado do CO2 na próxima década, obrigará, se não quisermos andar mais para trás, a encarar as actividades produtivas, e consequentemente a construção, sobre outra perspectiva – a da racionalidade energética.
A incorporação de painéis solares tornou-se obrigatória desde Julho deste ano.
Mas essa obrigatoriedade não pode permitir a proliferação de situações esteticamente pouco felizes, como a que na generalidade dos casos se verifica, na incorporação de painéis solares nos telhados, em soluções que não primam pelo bom gosto.

Julgo que um dos grandes desafios que num futuro próximo os arquitectos enfrentarão (e falo na qualidade de cidadão, obviamente) passará pela pesquisa no desenvolvimento e na compatibilização das soluções estéticas com as tecnologias que permitam reduzir o aquecimento global, as quais, inevitavelmente, incluem o aproveitamento da energia solar e da ventilação natural.
A não ser assim, arriscamo-nos a que as medidas tendentes a melhorar a eficiência energética dos edifícios não passem da lei por não serem assumidas pela generalidade da população.
A arquitectura terá que saber integrar de forma harmoniosa as paredes de Trombe, os painéis solares, os sistemas de sombreamento, etc, dentro da arquitectura.

Não obstante, ficarmo-nos pela optimização energética de edifícios, hoje em dia, é ainda bastante pouco para aquilo que se pode e deve fazer. O caminho terá que passar pela construção ambientalmente sustentada.
Na escolha dos materiais de construção há que ponderar um conjunto de questões que por ora se dá como irrelevantes, nomeadamente, os recursos energéticos necessários à sua fabricação e a possibilidade dos mesmos serem reaproveitados e/ou reciclados; de igual forma terá que se dar mais importância à reconstrução e ao restauro dos edifícios existentes, realçando ou valorizando os factores históricos e culturais a eles inerentes, e diminuindo o desperdício resultante das demolições, dos aterros e da descaracterização dos espaços que muitas vezes acontece em zonas históricas (veja-se, por exemplo, a actual Av. da Republica, em Lisboa).

Para terminar, recomendo a consulta do artigo do boletim da OE sobre um edifício termicamente optimizado: a sede do INETI:

http://www.ordemengenheiros.pt/Portals/0/Ing93-CE-SolarXXI2.pdf

  • 4 weeks later...
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felizmente sempre tive um pouco de noções ecológicas na minha educação! o k faz com k coisas k só agora chamem atenção ja eu soubesse e o mais importante, tivesse a plena consciencia do k tudo isso é!! se calhar para mts isto k vou dizer é estupido, mas experimentem numa noite dormir com os aparelhos tds k têm no quarto msm eles em OFF lgados á tomada, e experimentem outra noite com eles desconectados da mesma!!! sentirão logo a diferença no ambiente gerado no quarto!! Até pq a carga gerada por mts aparelhos msm em stand-by ao msm tempo pode originar uma descarga frenética de energia k os façam funcionar descontroladamente sosinhos!! o k ja aconteceu com pesoas conhecidas....

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sao habitos que fomos adquirindo e que têm de ser mudados... Já está nas lojas o livro "Uma verdade inconveniente". Aconselho a lerem ou a comprarem, de preferencia. É uma boa referencia nao só para nós proprios como pessoas mas tambem directamente relacionado com a arquitectura. há uma frase intrigante nesse livro que diz algo como... "temos cada vez mais tecnologias ultra-modernas mas ainda continuamos com os habitos da idade média" De que serve toda essa modernidade se continuamos a agir como antes de a termos? é necessario sermos educados de forma a saber agir no mundo que estamos neste momento

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