Jump to content

vitor nina

Membros
  • Posts

    256
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    3

Everything posted by vitor nina

  1. Já agora podes desenvolver qual a conclusão a tirar? ...e já que estás com a mão na massa, como é que se poderia responder a esta pergunta?
  2. Não. Essas caixas destinam-se a a ser acessíveis para o caso de ser necessário retirar um cabo electrico (ou porque está em curto-circuito, ou porque é necessário aumentar a asua secção ou seja lá pelo que for). Deste modo estas caixas de derivação poderão estar escondidas mas nunca inacessíveis, sendo esta última a situação a que conduziria a colocação dum eventual tecto falso. Eu creio que uma vez pintada a casa as tais caixas de derivação não terão o impacto que julgas ter.
  3. Nada. É uma coisa que não me "chateia". Mas repara que eu não sou arquitecto ( sou daqueles que tiraram um curso para ignorantes, em que só ensinam matemática, no dizer do nosso sempre picaresco e patusco ARK, impagável personagem sempre pronto a animar a verve deste forum - aliás, há neste momento um tread em que a coisa está a aquecer mas isso pode esperar para mais tarde pois são outras guerras) e se calhar não valorizo esse pormenor como tu. A única preocupação que eu tenho com isso é ver se a tampa de plástico tapa integralmente o buraco do pedreiro, porque aí sim, há a tendência de deixar ao "como calha". De resto, uma vez pintado, não reparamos nisso. Eventualmente também tu não o repararás, pois é a primeira vez que questionas o assunto. Se fores agora ver algumas das casas que habitualmente frquentas, repararás na existência desses elementos na parede sem que anteriormente tenhas dado pela sua existência.
  4. Uma caixa por interruptor, não. Uma caixa, vários interruptores, sim.
  5. Esses são dois exemplos de pavimentos aligeirados. O primeiro com vigotas e o segundo armado in situ.
  6. Um pavimento aligeirado é uma laje de piso. Existem dois tipos de pavimentos aligeirados: O primeiro é a vulgar laje constituída por vigotas pré-esforçadas dispostas paralelamente umas às outras, estando o espaço entre elas preenchido por blocos de aligeiramento (daí o seu nome) os quais servem de cofragem perdida a uma camada de betão complementar, a qual costuma ter cerca de 5 cm. A resistência à flexão é dada unicamente pelas vigotas. No entanto, para que as mesmas possam funcionar como laje. têm que receber a tal capa de betão - betão complementar ou camada de compressão - a qual é armada com uma malha de aço (usualmente Malhasol) para proceder a uma distribuição espacial das cargas aplicadas. Como blocos de aligeiramento mais usuais destacam-se as abobadilhas cerâmicas, os blocos de betão e os blocos de esferovite. Estas lajes trabalham numa direcçã e a sua deformada é do tipo cilindrico. O outro tipo de pavimentos aligeirados são aqueles constituídos por nervuras de betão resistente moldadas, in situ, intercaladas por elementos aligeirantes, que podem ser moldes de plástico recuperáveis, também designados de "cocos" e que vulgarmente são empregues em estacionamentos e em caves; existem também moldes de esferovite, blocos de betão leve do tipo Ytong e de argila expandida do tipo Leca, conferindo estes últimos um tecto absolutamente horizontal, contrariamente aos cocos que uma vez retirados deixam a sua marca no betão. À semelhança dos pavimentos com vigotas, deverá também existir uma camada de betão por cima dos blocos aligeirantes de 5 cm, devidamente armada. Estas lajes usualmente apoiam-se em 3 ou mais lados (paredes ou vigas) e têm uma deformada diferente da cilíndrica; habitualmente estas lajes costumam designar-se por lages nervuradas ou lajes maciças aligeiradas para se distinguirem das do primeiro tipo.
  7. Pedro, Para isso quase de certeza não é necessário projecto especial. Pede ao eng. electrotécnico que trate do licenciamento da parte eléctrica apenas com a ficha electrotécnica. Os equipamentos electromecânicos a que a lei se refere são máquinas do tipo elevadores ou bombas de elevação de fluídos em instalações complexas. Não é o caso da plataforma elevatória para pessoas com mobilidade condicionada.
  8. A obrigatoriedade da apresentação do projecto electrotécnico depende da potência instalada e da natureza da obra. Para uma simples moradia basta a apresentação duma ficha electrotécnica, a qual pode até ser passada por um electricista credenciado; quanto à plataforma elevatória, muito embora não a conheça em pormenor, a sua complexidade não oferece qualquer problema de maior e não me parece que se enquadre no âmbito dos "equipamentos electromecânicos", tal como a lei o reporta.
  9. Peter, Obrigado, irei pesquizar nas mensagens mais antigas e ver se consigo "pescar" alguma coisa. Cump.
  10. Alguém me pode dizer, mais ou menos, quais são as dimensões das consolas e qual o material utilizado na estrutura (aço ou betão)? Creio que elas terão 6 / 7 m. Gostaria, no entanto, que me confirmassem esse valor.
  11. Pedro, Sem qualquer laivo de provocação e sem ponta de ironia, apenas te posso pedir que reflictas nas consequências que o assumir dos princípios que advogas nesta matéria tiveram quando duas personagens marcantes do Sec XX (marcantes, para o bem e para o mal, ainda que ambos tendam para o péssimo) as materializaram no exercício das suas funções governativas: Nicolau Ceausescu, que destruiu uma grande fatia de Bucareste, arrumando no esquecimento da humanidade duma forma definitiva um património histórico monumental e não monumental para construir aquela borrada chamada "Palácio do Povo" e nos espantar com o descalabro das monumentais avenidas que a ele vão dar; Oliveira Salazar, tutoriado por Continelli Telmo, com a Alta Coimbrã - onde hoje está instalado o Pólo I da UC -, com as mesmas consequências do anterior, ainda que numa escala diferente, ou não fossemos nós um país liliputiano. Se analisares bem as intervenções dos "anti-fachadistas" deste post, não vês ninguém a pugnar pela reprodução de formas e técnicas do antigamente em edifícios novos; a única coisa que eles defendem é o respeito do autentico nas intervenções de imóveis revestidos de valores patrimonial. Ninguém quer obrigar ninguém a ouvir Presley; unicamente queremos poder ouvir a 9ª do Ludwig Van sem gramarmos com as guitarras electricas, as baterias e os sintetizadores. Porque é que a arquitectura é diferente? Tatlin, quem escreve isto não pode aplaudir a anterior intervenção do Pedro... Neto, não querendo duvidar de ti, mas essa história está mal-contada: se deixaram tudo igual não há autoridade alguma que possa obrigar o cliente ao que quer que seja, muito menos a protecção civil que não tem jurisdição nestas matérias; por outro lado pressuponho que tenha existido um projecto feito pelos tais engenheiros e arquitectos XPTOs, devidamente aprovado por uma ou várias entidades administrativas pelo que, tendo este sido cumprido, mais não se fez do que implementar o previamente estabelecido. E no caso do cliente se sentir lesado pela intervenção dos arqs e engs XPTOs, então recomenda-lhe que se queixe à Ordem respectiva, pois já é tempo de pormos responsabilidade nestas coisas e acabarmos com o disse que disse e queimarmos pessoas sem que elas tenham alguma responsabilidade no que quer que seja. Quanto à questão de adaptar os espaços à forma de viver das pessoas e com a qualidade que elas pretendem e merecem, isso é óbvio e é uma condição sine qua non para que o património sobreviva. Mas uma coisa é destruir tudo menos a fachada (opção que por sinal é mais caro do que refazer de novo, contrariamente ao que pensas) e outra coisa é adaptar os espaços minimizando as estruturas e respeitando as técnicas ancestrais e assumido estas como um valor cultural a preservar. É isto que destigue as intervenções de restauro levadas a cabo pelo Fernando Távora daquelas outras similares a esta que deu origem ao post. Uma vez que percebes de madeira facilmente compreenderás que uma viga emendada com uma simples boca de lobo ou uma ligação a meia-madeira suportando um piso num edifíco do Sec XIX é algo mais do que pôr um simples e hoje vulgarizado perfil de aço enformado a vencer todo o vão, ou uma vigota de betão pré-fabricada, ainda que as duas últimas consigam o mesmo desempenho da primeira - estabilidade do piso. Existe valor e criatividade no engenho do construtor/ carpinteiro dessa época para com essa simples técnica de assemblagem conseguir ultrapassar limitações do próprio material e assim conseguir vencer vãos absolutamente incríveis. Sermos capazes de conseguir ler esses valores num edifício, algumas vezes muito escondidos, é o que nos faz distinguir a obra autentica do pastiche. Por isso é que há ressaltar o valor histórico que a tecnologia construtiva da altura encerra a par da beleza da cornija e da janela, etc. Todas as Cartas internacionais de intervenção no patrimonio, nomeadamente do ICOMOS, do Conselho da Europa e da Unesco vão nesse sentido.
  12. Não tens que te registar. Depois de activares o link serás redireccionado para uma página que tem o nome do ficheiro (TRAÇOS_ARGMS.PDF) e imediatamente por baixo tem um botão com o dizer "Download nows - No virus detected". Activas este último botão e aparece uma nova janela em com umacontagem decrescente e com um dizer tipo "your download will appear in XXXX seconds". Após atingir o zero, a frase é susbstituida por "click here to download the this file"...e pronto já está. Caso não consigas dá-me um endereço de email que eu far-te-ei chegar o documento por essa via. Boa sorte.
  13. Vê se te interessa: http://www.4shared.com/file/52462009/49815aa1/TRAOS_ARGM.html
  14. joaocfs, Pressuponho que o teu interesse na matéria é meramente académico. De qualquer maneira gostaria de te dizer que essa história do "traço" das argamassas para dosear em obra, em Portugal, está a começar a passar à História, e felizmente que assim é. Começa a haver uma consciência que o recurso a argamassas misturadas in loco são de qualidade muito duvidosa, estando a preferir-se as misturas pré-doseadas em fábrica, com inertes e ligantes controlados, quer em quantidade quer em qualidade. Evita-se, assim, o desperdício de material, a ocupação do espaço de estaleiro e facilita-se a sua limpeza; melhora-se a qualidade do produto aplicado, pois as argamassas são doseadas com vista a cumprirem um determinado fim, apresentando a própria mistura os componentes mais adequados a esse fim, e reduz-se significativamente a dispersão de comportamentos que antigamente as massas aplicadas exibiam, em resultado do servente juntar, a olho, mais uma ou outra pazada de cimento ou de areia. No entanto e centrando-me na tua questão, para além do Manual do Pedreiro, do J. Paz Branco, editado pelo LNEC, e já referido pelo ARK, existe ainda uma panóplia de publicações, cada uma delas recomendando dosagens específica e diferentes das demais para uma mesma aplicação. Mesmo em publicações distintas com origem no próprio LNEC se verificam contradições. Eventualmente, se me disseres quais os trabalhos específicos para os quais queres aplicar a argamassa, poder-te-ei indicar os traços que antigamente eu recomendava em projecto (ou em caderno de encargos).
  15. Por muito bom que seja o isolamento, mesmo que as paredes sejam tenham 30 cm de isolamento, não se esqueçam do espaço para o ar condicionado e para a salamandra, senão morre-se aí dentro . Talvez a inserção deste tópico na temática "Eco-arquitectura "ou "Arquitectura sustentável" não tenha sido a melhor aposta.
  16. Não, Márcio, apenas do RCCTE. Os RSECE só os engenheiros mecânicos e electromecânicos (ainda que não exclusivamente).
  17. Eu também faço. Manda-me o projecto e o prazo de entrega que pretendes, que eu apresento-te uma proposta. simplitecnica@clix.pt
  18. Angola: novas tecnologias aplicadas na construção casas de terra melhoram habitação- Especialistas 17 de Maio de 2008, 18:29 Braga, 17 Mai (Lusa) - Os investigadores da Universidade do Minho, Said Jalali e Rute Eires, defenderam, hoje, em Braga que "as recentes inovações tecnológicas aplicadas na construção de casas em terra" podem ser aplicadas em Angola, onde não falta matéria-prima adequada. "A introdução de técnicas inovadoras pode desfazer preconceitos em relação a este tipo de construção e promover a sua utilização no mercado da habitação e construção", afirmaram. Os dois peritos do Departamento de Engenharia Civil falavam na Conferência intitulada "Angola: Ensino, Investigação e Desenvolvimento (EIDAO 08)" que, hoje, terminou na Universidade do Minho e que, sob a presidência do universitário angolano, Joaquim Macedo, juntou 100 académicos, investigadores, homens de cultura e agentes económicos, sociais e políticos de Portugal, Angola e Brasil. Said Jalali e Rute Eires lembraram que "Angola é um país com excelentes condições para a utilização da construção em terra, pelo seu clima e pela sua abundante matéria-prima". Revelaram que "as inovações neste tipo de construção consistem, sobretudo, no desenvolvimento de soluções de estabilização do solo que trazem melhorias significativas em termos de durabilidade, economia, sustentabilidade e estética". Referiram que "a estabilização do solo é realizada por diversos meios, como por exemplo, pela mistura de terra com outros materiais como o cimento, a cal, pozolanas e cinzas volantes e adições, em pequenas quantidades, de alguns aditivos de origem material". Com estas especificações - sublinharam - "é possível obter um material de construção mais durável, pelas suas maiores resistências à água, a bactérias e fungos e pela sua maior resistência mecânica". Tal permite, ainda, "reduzir o tempo de cura do material e obter um aspecto mais adaptado às actuais exigências sociais". Os dois peritos lembraram que a introdução desta tecnologia pode mudar a percepção desajustada de que o uso da terra na construção "está ligado à pobreza", acentuando que "se estima que metade da população do globo, três biliões de pessoas viva em construções de terra crua, realizadas através de diversas tecnologias". LM. Lusa/fim retirado de http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/817919f3003f17f8c5d2c9.html
  19. Ark, tens toda a razão naquilo que escreveste mas é bom situar historicamente as condições em que esse paradigma se desenvolveu: início dos anos trinta, altura em que o betão armado começou a ter uma larga expansão na Europa, após o seu emprego se ter consolidado como material de excelência durante a década anterior em consequência da reconstrução imobiliária dos países europeus que sofreram no seu solo as consequências da 1ª Guerra Mundial. Nessa altura o BA era eterno e a sua capacidade resistente permitia toda a liberdade arquitectónica em vencer grandes vãos, facto que para muita gente era (e é) um must; acresce que nessa altura a engenharia sísmica ainda andava a aprender os primeiros passos. Nos anos sessenta, o eng. Mark Fintel, presidente do ACI (American Concrete Institute) e que viria a estar ligado de certa maneira à Sears Tower, teorizou que as estruturas à base de betão armado e com pisos vazados, tipo Pavilhão Suíço, em Paris, ou a Villa Savoye, ambos de Corbusier, seriam as mais aptas para resistir aos sismos. O pressuposto era que ao serem criadas descontinuidades entre o edifício e o terreno reduzir-se-iam os caminhos de transmissão por onde a energia libertada pelo sismo se pudesse processar, reduzindo-se, assim, a quantidade de energia que o edifício receberia. Por consequência, a excitação dinâmica a que este ficaria sujeito seria mais reduzida por comparação com as construções tradicionais apoiadas no terreno em todo o seu perímetro. Em 1972, no sismo de San Fernando, Califórnia, verificou-se que um inusitado número de edifícios de betão armado havia colapsado, e que grande parte deles apresentava este tipo de solução, designado por soft-storey. Afinal o que é que havia corrido mal? Verificar-se-ia que sendo certo que a quantidade de energia absorvida por estes edifícios era menor que os demais, o facto de existir uma pequena superfície de contacto levava a grandes concentrações de energia localizadas nas cabeças dos pilares que suportavam os pisos mais pesados, e que os obrigava a deformações para os quais não estavam preparados. O colapso dessas secções levaria, quase sempre, à destruição (inutilização) da totalidade do edifício. A partir dessa data a engenharia deu a machadada final nesse tipo de solução estrutural sem que a arquitectura em zonas sísmicas tenha conseguido até ao momento incorporar a perigosidade desse tipo de solução, continuando-se a ver de forma regular a proliferação deste tipo de edifícios que, ainda hoje, se afirma como uma das maiores causas de colapso em zonas urbanas pós sismos. Aquilo que ficaria conhecido como o “Estilo Internacional” afinal mais não é do que uma herança estruturalmente perversa (estruturalmente no sentido "engenheiril", entenda-se) , ainda que seja inegável o papel que representa na arquitectura contemporânea. Hoje dá-se uma extrema importância a um conjunto de situações que até aos anos 70 se desprezara, em particular a influência que a massa dos edifícios (e nela se incluí a distribuição de paredes) tem face a um sismo. Por isso, essa liberdade de alterar as paredes com a facilidade que se infere da tua mensagem não é tão verdadeira como advogas, porque daí podem advir alterações ao comportamento dinâmico das estruturas que podem amplificar ou diminuir as consequências das acções sísmicas. Nunca advoguei pôr uma estrutura em pórtico em cima duma parede de alvenaria, solução que seria um perfeito disparate. Aquilo que disse é 1.- que pelo facto de não existirem pilares não significa que se tenha que demolir as paredes existentes, dando seguimento a um princípio que assumo - o despedício é mais uma das muitas formas de como a estupidez se manifesta - e que 2.- até se poderá aproveitar a capacidade resistente que as paredes existentes têm para apoiar o novo piso, bastando para isso que a nova estrutura seja, também, em paredes resistentes, sendo certo que isso dependerá do projecto, da localização da casa, do estado de conservação das alvenarias, etc, etc. O meu extenso relambório sobre as alvenarias na minha primeira mensagem é porque alguém com propriedade afirmou que o existente não aguenta. Ora cheira-me que tal perito seja alguém ligado ao empreiteiro - ou mesmo o próprio empreiteiro - que a olho concluíu isso sem fazer conta alguma. Como a formatação dos engenheiros e dos empreiteiros está dirigida para o BA, e porque não conhecem as alvenarias porque não é aflorado nas universidades a não ser pela rama (não é só fisica), tal perito pode estar a dar uma indicação técnica falsa porque tem um canudo que lhe dá um título mas, nesta matéria específica, não tem conhecimentos avalizados. Isto é um processo de intenções, claro, por isso, para bom entendedor... PS: teresloucada?...eu, com ideias teresloucada czz, czz, ...francamente, arktkt, não habia czz, czz, nexexidade... solução um teresloucada?....czz.
  20. adriano, Essa do aditivo que transforma o betão num isolante térmico ... custa a acreditar, mas... Agora eu gostaria de perceber poque é que queres fazer uma caixa de ar, ainda por cima dentro duma parede de betão aparente, quando dava menos trabalho deixar o EPS (esferovite) no interior, não mencionando o facto de assim esta ficar mais isolante? Vai por aquilo que te diz o Pedro, qu'o homem sabe disto que se farta... Por outro lado a solução do Rui também não é exequível. O Wallmate mais não é que poliestireno, a mesma matéria do chamado esferovite. A única diferença é que o primeiro é obtido por extrusão e o outro não. Assim quando deitasses o solvente para dar cabo do esferovite arriscar-te-ias a dar cabo do Walmate também. Outro elemento a considerar é que uma parede dupla só é eficaz se tiver ventilação; de contrário é bastante pernicioso e a maioria das caixas de ar construídas, porque não as contemplam, ou não servem para nada ou só servem para criar bolores nas paredes. Basta pensar que o ar dentro da caixa de ar tem um certo conteúdo de humidade. Ao se verificar um abaixamento de temperatura essa humidade condensa-se e, por não ter por onde saír, tenderá a ir para o local mais seco, precisamente a face interior da parede.
  21. Arquituma, Muito embora me pareça estranho que o arquitecto não se tenha dado ao trabalho de ir ver o existente, não me parece que lhe seja atribuível a integral culpa pelo desconforto que está a sentir. Em primeiro lugar uma mudança estrutural (mais um piso) deveria ser obrigatoriamente objecto de intervenção por parte dum engenheiro, pelo que não percebo como é que a câmara aprovou o projecto sem isso; Quanto ao seu probelma em concreto, não tem necessariamente que construir o edifício de raíz e pessoalmente até me arrisco a desaconselhá-la dessa opção. As paredes de alvenaria de tijolo têm uma resistência bastante considerável, e possivelmente até podem ser totalmente aproveitadas como elemento resistente para suportar uma fatia importante do peso adicional que o acréscimo da construção acarretará. Só em Portugal e em Espanha (veja que no resto da Europa e nos EUA isso não acontece) é que existe a mania de fazer tudo com aço e betão por se ter entranhado a falsa ideia de que a resistência das alvenarias é para desprezar (estúpido desperdício de dinheiro). E não se diga que é porque os países mediterrânicos são sismicamente vulneráveis, pois a Italia, um dos mais críticos nesta matéria, apresenta uma grande percentagem dos edifícios de pequemo porte - 3/4 andares - construídos à base de alvenaria resistente. Se bem que haja cuidados especiais a ter com a alvenaria por causa dos sismos, existem hoje técnicas absolutamente fiáveis para as dotar com a segurança que é exigida a qualquer outra construção. Aconselho-a a ir ter com um engenheiro que esteja à vontade em alvenarias resistentes (são muito poucos, porque nas universidade isso foi matéria que durante muito tempo passou ao lado dos curriculums e só agora é que isso começa a ser aflorado) de modo a tentar encontrar uma solução. Boa sorte. PS.: Rui, uam coisa é uma estrutura de betão ser dimensionada para ter um período de vida útil mínimo de 60 anos; outra coisa é o betão armado só durar 60 anos, o que não é verdadeiro, como é verificável por um conjunto de estruturas existentes que já ultrapassaram em muito esse período.
  22. Pois eu acho que o título deste post deveria ser o seu oposto - " assim não se fazem recuperações". É reflectir nas palavras do asimplimind e ter presente que o valor patrimonial dos edifícios também é avaliado pelos materiais e pelas tecnologias que encerram. Essa história do deixar a fachada e fazer tudo o mais com betão, aço e tijolo é dar morte matada ao património por ausencia de reflexão e de referências culturais por parte dos seus interventores. Claro que a promoção imobiliária não se compadece com "cultura" e a vida não está para que os autores dos projectos se possam dar ao luxo de recusar trabalhos por pruridos dessa natureza. Mas o triste é serem organismos ligados à administração, nomeadamente a Porto Vivo, a implementarem e valorizarem tais prespectivas de intervenção, chegando ao ponto de despudoradamente as apelidarem de "reabilitação", contribuíndo, assim, para a proliferação da anestesia generalizada que nesta matéria se faz sentir ao nível do grande público, para quem tais práticas de destruição e descaracterização patrimonial são sempre bem vindas só porque as fachadas ficam menos degradadas, não cuidando que estão perante pechisbeque, ainda que possa ter incorporado alguns laivos de diamante . É por estas e por outras que a presença (i.é. a obra) de Fernando Távora não pode ser esquecida. Para ele respeito, reversibilidade das intervenções e a minimização das acções intrusivas nos edifícios eram permanências no seu pensar, aliadas a uma profunda caracterização histórica das pré-existências. No caso concreto desta intervenção, optou-se pelo mais fácil e pelo mais mauzinho.
  23. ...não quererás dizer "detrimento"?
  24. meio metro ou zero virgula cinco metro (unidades no singular)
  25. Não creio que exista qualquer normalização nessa matéria. Obviamente que para além dos princípos gerais indicados pelo ARQ há que pressupor sempre que os desenhos serão destinados a orientar uma construção e que muitas vezes o pessoal que a eles recorre não tem, em matéria de desenho técnico a facilidade de leitura que seria desejável. A técnica da etiquetagem dos vãos, referida pelo Pedro, é uma forma de minorar erros. Daí entender que no caso de ter uma janela 0.40 m de altura a 2.20 m de altura se deva representá-la juntamente com as demais, ainda que com isso não se respeite a regra do "corte horizontal a 1.10 m" . Nesta situação a etiquetagem em planta da cota do peitoril e da altura da janela é uma forma de acautelar um muito provável erro na fase de construção. Em tempos tive uma obra em que o arquitecto optou por colocar em vários compartimentos uma solução que passava pelo "encaixar" três janelas numa mesma vertical, do tipo: 1. - janela fixa 1.20 x0.40 m junto ao chão; 2.- janela 1.20 x 1.10 e com o peitoril à altura de 0.90 m 3.- janela fixa igual à primeira, rente ao tecto. O facto de não ter havido na planta qualquer nota que chamasse à atenção para esse facto levou a que o encarregado da mesma não tivesse acautelado, no lançamento das alvenarias, as janelas rentes ao chão. Obviamente que ele deveria ter feito a prévia leitura das plantas, cortes e alçados antes de fazer a marcação das alvenarias, mas muitas vezes não é isso que acontece e por isso, parece-me, que a representação gráfica deverá acautelar esses factos. Creio que emn tempos houve um post em que foi (e bem) abordada esta questão. ----------- PS: Pedro, "onde" e "aonde" são palavras que fazem parte do português. Uma tem caracter estático e outra tem carácter dinâmico. No caso da colega ela deveria ter empregue o "Onde" - no qual lugar, em que, em que lugar, em qualquer lugar que - e não "Aonde" - lugar a que ou ao qual . :)
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.