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vitor nina

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Everything posted by vitor nina

  1. |||ark|||, A alínea j) do artigo 6º do DL 60/2007 isenta o licenciamento dos destaques desde que estes cumpram os nºs 4 e 5 (pressupostos que assumo serem cumpridos) do citado artigo, os quais estão reproduzidos e sublinhados na tua 1ª mensagem. Vejamos então: A comunicação prévia é aplicada apenas a operações urbanísticas, conforme o art. 34º. SUBSECÇÃO V Comunicação prévia Artigo 34.º Âmbito Obedece ao procedimento regulado na presente subsecção a realização das operações urbanísticas referidas no n.º 3 do artigo 6.º O referido nº 3 do art. 6 refere que: 3 — Sem prejuízo do disposto no artigo 37.º e nos procedimentos especiais que exijam consulta externa, as obras referidas nas alíneas c) a h) do n.º 1 ficam sujeitas ao regime de comunicação prévia. Assim vê-se que a comunicação prévia não lhe é enquadrável, uma vez que o destaque não é contemplado nas alíneas c) a h) do art. 6º. . Como tal, não lhe sendo aplicável o licenciamento nem a comunicação prévia, creio que bastará dirigir ao presidente da câmara um requerimento a solicitar a divisão da propriedade, acompanhado dum levantamento a escala conveniente que identifique a divisão proposta, quantifique as áreas resultante e mostre as vias de acesso que as servirão.
  2. Correndo o risco de ser extemporâneo (porque se calhar já resolveste o assunto) e arriscando-me a dizer asneiras porque apenas tenho uma leitura enviezada do diploma, ainda assim dou o meu palpite: Uma vez que a propriedade não está abrangida por plano de loteamento, dever-se-á encaixar no entendimento da alínea c) do nº 2 do art. 4º do DL 60/2007, pelo que está obrigatoriamente sujeita a licença administrativa. SECÇÃO I Âmbito e competência Artigo 4.º Licença 1 — A realização de operações urbanísticas depende de prévia licença, nos termos e com as excepções constantes da presente secção. 2 — Estão sujeitas a licença administrativa: a) As operações de loteamento; As obras de urbanização e os trabalhos de remodelação de terrenos em área não abrangida por operação de loteamento; c) As obras de construção, de alteração e de ampliação em área não abrangida por operação de loteamento; d) As obras de reconstrução, ampliação, alteração, conservação ou demolição de imóveis classificados ou em vias de classificação e as obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração, conservação ou demolição de imóveis situados em zonas de protecção de imóveis classificados,bem como dos imóveis integrados em conjuntos ou sítios classificados, ou em áreas sujeitas a servidão administrativa ou restrição de utilidade pública; e) As obras de reconstrução sem preservação das fachadas; f) As obras de demolição das edificações que não se encontrem previstas em licença de obras de reconstrução; g) As demais operações urbanísticas que não estejam isentas de licença, nos termos do presente diploma. 3 — A sujeição a licenciamento dos actos de reparcelamento da propriedade de que resultem parcelas não destinadas imediatamente a urbanização ou edificação depende da vontade dos proprietários. 4 — Está sujeita a autorização a utilização dos edifícios ou suas fracções, bem como as alterações da utilização dos mesmos.
  3. Hã???.....
  4. Se o Algarve não ficar fora de mão, então podes consultar http://est.ualg.pt/est/index.php?option=com_content&task=view&id=552&Itemid=384 e ver se te interessa. Boa sorte.
  5. Quem tem que responder a isso é a REN...tenta contactá-la directamente por mail: http://www.ren.pt/vPT/Footer/Pages/Contactos.aspx Eles têm que dar resposta a isso.
  6. Tópico repetido em http://www.arquitectura.pt/forum/73872-mensagem1.html e já agora, caso seja possível, corrijam-me nesta mensagem o "engulir" por "engolir". Obrigado.
  7. O poliuretano não é reciclável.
  8. Entre 2001 e 2007, no âmbito do FEDER, desenvolveu-se um programa de revitalização dum conjunto de aldeias do Barrocal e da Serra algarvia. Foram constituídos dois gabinetes de suporte técnico (GAAT), um para o Sotavento outro para o Barlavento, tendo sido dado ênfase à reabilitação do espaço natural e do espaço construido (edifícios, moínhos, fornos, etc) , preservando sempre as técnicas e os materiais tradicionais. O trabalho executado deu origem a duas publicações editadas pela CCDR Alg, sendo uma delas o registo das intervenções levadas a cabo in loco e a outra a síntese das técnicas tradicionais da arquiectura vernacular da região, as quais foram recolhidas pelas equipas responsáveis do projecto junto dos populares que muitas vezes se assumiram eles mesmos como agentes directos na construção das obras intervencionadas. Os trabalhos são bastante acessíveis ( € 5.00 e €23.00), profusamente ilustrados e duma qualidade gráfica notável. Para quem se interessa por estas coisas e para quem acredita que há vida para além do betão, do aço e do tijolo, recomendo a aquisição dos mesmos, podendo ver no site da CCDR Alg um resumo das obras: Sintese dos Trabalhos 2001 2007: http://www.ccdr-alg.pt/ccdr/paramete...o_GTAA_Sot.pdf (eu tive problemas em carregar este, talvez tenham mais sorte) Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional http://www.ccdr-alg.pt/ccdr/paramete...Materiais1.pdf PS: Tive o oportunidade de ter estado no lançamento do livro, o qual contou, entre outros, com a presença do Arq. José Aguiar, presidente do ICOMOS Portugal e prof. na FAUTL. Que o senhor tenha chegado meia hora atrasado, ainda se lhe pode perdoar; ter-se calado quando havia ainda tanta coisa para dizer é que já foi mais difícil de engolir. ... Felizes aqueles que têm (tiveram) aulas com gente deste calibre.
  9. Carrega a tese de doutoramento do Eng. Paulo Jorge Urbano de Mendonça, da Universidade do Minho. O título é "Habitar sob uma segunda pele". Se fizeres uma pesquisa pelo título, quase de cereteza que chegarás lá. No pressuposto do teu curso ser de arquitectura, não tenhas medo de te aventurares pelo interior daquele documento que está muito bem feito (pelo menos assim o penso).
  10. Isso não é uma realidade mítica. Isso é o que está plasmado na lei. A situação configura uma clara ilegalidade e dever-se-ia, para quem não tem medo, avançar com um queixa no tribunal de trabalho. Quanto à questão da Ordem para resolver este tipo de casos parece-me descabido apelar a sua intervenção. As Ordens servem para regular e defender interesses sócio-profissionais da classe profissional que representam - no caso em referência, a dos arquitectos - independentemente destes serem patrões ou empregados. Pergunta-se: o arquitecto "mau" ao proceder assim violou algum dever estatutário, não respeitou a alguma obrigação deotológica ou ética determinada pela Ordem? Se não, não me parece que a Ordem tenha qualquer motivo para intervir num caso destesl. O que neste momento está em causa reporta-se ao domínio das relações laborais (e é portanto uma questão sindical); este tipo de situações está sempre fragilizada porque não existe uma estrutura deste tipo. Reparem no caso dos médicos que para além da sua Ordem ainda têm duas estruturas sindicais que por sinal têm algum peso negocial em matéria laboral.
  11. A imaginação dos execráveis não tem limite. Isso, para mim, configura uma absoluta ilegalidade. Se querem admitir um empregado, admitem; se se verificar que no periodo experimental ele não se adequa ao pretendido pela empresa podem sempre rescindir o contrato, sem indemnizações e sem mais nada...agora que o trabalho que o empregado desenvolveu nesse periodo experimental tem que ser pago, isso tem. O que este "esperto" arranjou foi uma maneira para ganhar o projecto à borla, à conta do trabalho dos outros.
  12. pois, tens razão... o conceito tava lá...:)
  13. ...área urbana gerada ilegalmente
  14. Não consigo ver os anexos. Já foram retirados?
  15. Gibag, O que o vendedor da Weber te disse são "tretas" (...esta deve se a minha palavra preferida em matéria de tecnologia). 1. -O problema do sistema ETICS reside na sua fraca resistência aos choques, com objectos ponteagudos. Dúvido que com uma esferográfica consigas destruir o reboco (eu, pelo menos numa amostra da Fassa Bartolo não o consegui), agora com uma chave de fendas e um martelo, nem se discute. Este tipo de reboco é, por isso, sempre armado com uma fibras alcali-resistente, geralmente em fibra de vidro. Existem vários tipos de armaduras : as normais e as reforçadas. Estas fibras (e o modo como são feitas - tecidas ou não tecidas) têm uma influência considerável no comportamento mecânico do reboco. Para os pisos térreos dos blocos de habitação colectiva, dada a forte possibilidade de degradação por vandalismo ou punçoamento dinâmico derivado de choques ocasionais (estes últimos menos frequentes), dever-se-á proceder ao reforço do reboco até 2.5 m de altura. Esse reforço passa ou por colocar armadura reforçada ou duas camadas de armadura normal; já no caso duma moradia isolada não é, a meu ver, necessário esse procedimento, embora haja quem recomende. 2.- Não há possibilidade de colar pedra ou mosaico sobre o isolamento. O sistema não foi pensado para isso e do ponto de vista mecânico seria um desastre. Caso pretendas colocar pedra pelo exterior poderás, entre outras, utilizar a técnica utilizada no CCB em que a pedra se encontra apoiada directamente nuns agrafos metálicos encastrados na alvenaria, ficando o isolamento centre a pedra e a parede, colado a este último. 3.- As argamassas que conheço já vêm com a cor aplicada. Não se tome a sua fraca espessura (3 mm) como algo negativo ou frágil. Elas são constuídas à base de resinas sintéticas (e por isso não são compatíveis comparações com as vulgares argamassas de cimento portland) e cargas minerais com qualidade certificada em laboratório, onde é ponderado a adesividade ao suporte e outras propriedades importantes para o seu desempenho. 4.-Uma coisa é a informação comercial e outra é a informação técnica. Custa-me ver aqui colegas neste forum (e especialmente arquitectos) a pedirem desenhos de pormenor (em cad ou em raster), como foi o caso que deu origem a este post, o que revela que nãoestão minimamente sensibilizados em conhecer a tecnologia por detrás dos materiais, o que é pena. No caso do Etics não basta o desenho de pormenor em parede corrente. Essa é fácil. Há que ter presente outros pormenores, mais complicados e que dão trabalho a estudar e pormenorizar em projecto, nomeadamente: 4.1 - O EPS apresenta uma dilatação cerca de 6 a 8 vezes superior ao reboco. Isto induz tensões térmicas que podem levar ao fissuramento do reboco se não forem acauteladas soluções em fase de projecto; 4.2 - Entre a superfície do reboco e o suporte podem existir diferenças de temperatura da ordem dos 30 º C. Este facto também pode ser uma forma de fonte de fissuração; 4.3 - O EPS precisa duma determinada maturidade para se apresentar dimensionalmente estável. Em obra muitas vezes coloca-se no sítio sem se atender a isto. Quando isso se passa no interior das caixas de ar não há problema; no ETICS é desastroso. Deveria tal referência construtiva ser objecto do projecto de arquitectura. 4.4 - O estudo dos remates com os cantos, com as cornijas, junto às janelas, junto aos socos, junto às cantarias, junto às ombreiras e peitoris, etc, são pontos particulares que exigem um estudo, logo na fase de projecto, pois dadas as tensões mecânicas de origem térmica que aí se formam, podem originar fissurações ou descolamentos (depois culpa-se o sistema, não o projectista ou o aplicador). Sendo certo que é importante falar com comerciais, é também importante falar com técnicos que conheçam o sistema. A colega dorafcaetano remeteu para o site da Viero que, por acaso, tem uma fotografia dum aplicador a aplicar uma placa de EPS em que o espalhamento da cola está mal feito: sem pontos nem sulcos (penteado), mas sim uniformemente e em contínuo sobre toda a superfície, o que poderá dar origem ao aprisisonamento de ar em fase de aquando do contacto da placa com a superfície de alvenaria, o que significa que se verificarão áreas de EPS por aderir ou mal aderidas. Quanto à densidade do EPS ela deve variar entre os 14 Kg/m3 e os 20 Kg/m3. Isto, obviamente tem implicações no preço e, claro, na resistência do reboco. No entanto, quanto ao punçoamento não é significativo para garantir a resitência do reboco. Peço desculpa se sou massacrante com o tamanho das minhas mensagens. Acontece que não tendo eu capacidade de síntese e aliado ao facto da complexidade das coisas não ser compatível com determinado nível de compactações (sob pena dos "esclarecimentos" se transformarem numa feira de vaidades da ignorância) é natural que elas se tornem realmente bastante longas. Não tenho outro fito senão alertar os colegas para um conjunto de problemas que eventualmente poderão surgir e que se calhar nunca vos passaria pela cabeça existir. O gibag que me desculpe, mas tenho que referir bibliografia: o trabalho do Prof. Vasco de Freitas sugerido pelo Pedro Barradas deverá ser leitura obrigatória como sensibilização para os problemas deste tipo de solução construtiva...ainda por cima é à borla.
  16. Li e reli os dois artigos e não consigo fazer a interpretação do cliente. Parece-me tão evidente que o limite máximo entre escadas seja de 60 m que não vejo que o texto possa dar lugar a outras leituras.
  17. XDXDXDXDXD Um abraço
  18. Tens aqui mais algumas fotos da casa que eventualmente complementem a tua informação: http://storiesofhouses.blogspot.com/2008/10/casa-de-blas-in-sevilla-la-nueva-madrid.html Os pilares são efectivamente metálicos, como disse o Nuno, ainda que eu tivesse tentado a dizer que eram betão; O escoamento da água pluvial deverá ser feito directamente para o terraço e ai, possivelmente, ter condutas embutidas na parede de betão exterior; Os pilares metálicos não têm continuidade no RC, mas isso não é problemático em regiões de fraca sismicidade, como creio que é o caso de Madrid. Embora não dê para confirmar pelo corte, possivelmente ao nível da laje do terraço colocam uma viga de reforço embutida no tecto falso a servir de apoio aos pilares. A carga transmitida pelos pilares também não é nada por aí além. Vidros com corte térmico nunca ouvi falar e estou mesmo tentado a dizer que não existem. Há vidros de alta ou baixa emissividade (o que é outra coisa) e outros que têm umas resistências embutidas e irradiam calor (e custam os olhos da cara). O vidro mais isolante que conheço tem um Coef. transmissão térmica U=1.1 W/(m2.K), o que ainda assim, de acordo com o nosso RCCTE, é abaixo dos máximos regulamentares das zonas opacas.
  19. Pelo facto de estar tudo registado é que eu tirei a conclusão que tirei, senão o que devo entender quando leio: Deixemo-nos de semânticas: quando falo nas latitudes para as quais os sistemas solares passivos são susceptíveis de ser aplicados, está subjacente que é possível, à conta deles, reduzir os consumos de energia dos edifícios sem comprometer os padrões de conforto na diversidade de climas que nessa faixa se possam encontrar, o que engloba o nosso país. Em Portugal existem edifícios com tecnologias solares passivas, incluindo paredes de trombe, devidamente instrumentados e em que os consumos com a climatização ou são desprezíveis ou nulos: Torre Verde da Arq. a Lívia Tirone; Casas de Janas do Arq. Santa Ritta e Arq.a Filipa Moura Edifício do Ineti, Arq Pedro Cabrito e Arq.a Isabel Diniz, ... Isto são dados objectivos e os resultados medidos desmentem em absoluto a tua tese. Há grandes vantagens na tecnologia solar passiva e na parede de trombe. Contra factos não há argumentos. Existir duas pessoas com opiniões diferentes sobre matérias objectivas, como é o caso em apreço, é sempre aceitável. Saudável é que o não é pois pelo menos uma está errada. Ter um espirito crítico e experimental é uma virtude. Ter esse espírito só para ir contra a corrente ou gostar de formular hipóteses sem as testar e, ainda para mais, vendê-las como verdades definitivas é que já não é nada. Meu caro gibag, O Clube da Tecnologia e da Ciência, ali no gaveto da Rua da Matemática com a Av. da Fisico-Química, tem as portas vedadas às meras opiniões; apenas as certezas comprovadas conseguem passar para além da estreita passagem e pavonear-se pelos largos corredores de vermelho atapetados, arrojando orgulhosamente o estatuto de sócios. Toleram-se, ainda que sem direito a voto e a título meramente transitório, que hipóteses não testadas possam por lá cirandar, sendo certo que estas, se querem aspirar a estatuto maior, são obrigadas a passar por temidas e minuciosas experimentações, algumas delas levadas a impensáveis extremos, até se dar origem à processo final: tese, antítese e síntese, tudo escrevinhado e auditado por gente credível. Só assim é que passam a ser reconhecidas como membros de pleno direito. Para o pessoal do bairro, o Clube é e será sempre o orgulho local. Não fora a sua rígida disciplina, em breve o teríamos reduzido a um mero similar da associação do outro lado da rua, o Centro Popular de Palpites e Bitaites. Apesar de ter muito mais afluência e associados efectivos, os produtos aqui comprados apenas têm a vantagem do baixo preço já que qualidade é muito parca. Não obstante isso e sem que me cause algum prurido ou caiam os parentes na lama, uma vez ou outra costumo passar por lá, descontrair... estar com o pessoal, beber uns copitos, falar de futebol, Caixa Geral de Depósitos, TGV, etc...o que calha. Reconheço que são agradáveis momentos de descompressão, momentos que volta e meia todos nós precisamos de ter. Assumo o lema: "coisa séria só certificada", e por isso é bom saber-se onde está o gato e onde pára a lebre. Conhecerás, estou seguro disso, o dito:" chagrin é chagrin, cognac é cognac". Paredes de trombe são marcas registadas do Clube de Ciência e Tecnologia, devidamente patenteadas e por isso, se eventualmente quiseres pôr em causa o "dogma", nada a opôr. Tens é que o fazer de acordo com as normas da casa senão... Pois aí é que reside a grande divergência: és tu quem está amarrado a um modelo teórico pois a tua presunção não foi auditada por uma prática/experimentação dotada de metodologia apropriada para a credibilizar - ausência de quantificação dos fenómenos, coisa obrigatória. Eu limitei-me a tomar como bom e sério aquilo que outros verificaram na prática. As fontes foram citadas por perversidade , obviamente... desculpa lá, mas o tom sobranceiro com que me respondeste "Se este sistema é perfeitamente adaptados para todos estes climas , só posso concluir que este sistema tem um caracter divinal e que há quem o adore...", estava a pedi-las. É que pôr em causa pessoas altamente credênciadas, que subscrevem teses baseadas em estudos teóricos e práticos (quer em células de teste quer em edifícios reais) é fazer subir muito a parada. Para isso já há que comer muita fava ...e tu ainda estás muito elegante. Se fosse eu a emitir a minha opinião estaríamos aqui numa de ping-pong estéril, cada um a puxar galões à nossa prática profissional...e eu não estou nessa. Se quiseres pôr em causa os sistemas solares passivos por questões meramente de desenho arquitectónico, isso já é outra conversa. Admito que aquilo que tenho visto de edifícios com sistemas passivos não são pérolas de arquitectura. Também tenho a certeza que se se quiser que esta tecnologia vingue, haverá que apelar à criatividade dos arquitectos...mas isso, meu amigo, já é um outro assunto, esse sim, aberto à subjectividade e a opiniões divergentes.
  20. Não conheço qualquer impedimento legal. Compete à câmara fundamentar essa decisão de retirar a escada. Podes ser penalizado por isso, bem como o proprietário. Não esquecer que no final da obra há que entregar uma declaração de honra do técnico responsável pela obra em como a mesma foi executada conforme projecto aprovado. Se estiver lá uma escada não prevista, podes ter um processo por crime de falsas declarações ou, no mínimo, uma coima. Um colega meu apanhou uma coima de € 5000,00 e teve sorte. Não sei se este valor é determinado em lei geral ou se foi baseado em prescrição inserta em regulamento municipal. Também se a casa for vendida com a escada e o cliente final não estiver informado que a mesma pode "ir à vida", está-se perante uma vigarice com a qual seria bom não pactuares. Assim sendo, recomendo vivamente que trates do assunto da escada antes da obra acabar.
  21. Dryvit é uma marca americana que em Portugal é comercializado pela empresa Esferovite. Pessoalmente, ainda que me pareça que o sistema de isolamento pelo exterior seja o mais recomendado, julgo haver vantagens ambientais em empregar aglomerado de cortiça em detrimento dos plásticos (EPS, XPS ou PUR).
  22. "Classificação e Descrição Geral de Revestimentos Para Paredes de Alvenaria ou de Betão", de José Carvalho Lucas, LNEC, ITE 24. é o mais completo sobre esta matéria e sobre os demais revestimentos. Recomendo vivamente.
  23. O que é um esquentador solar?
  24. Há dois /três anos, numa obra minha, equacionei essa hipótese, juntamente com paíneis solares. Apesar de não ter optado por eles, por motivos que não interessa aqui refgerir, ainda assim estou convencido que esta foi a melhor proposta que na altura me apareceu. Há que ter em atenção que o actual RCCTE não contempla este sistema como enquadrável no Eren ( contributo das energias renováveis), uma vez que este não é totalmente independente da electricidade ( ainda que o consumo desta para fazer funcionar as bombas de calor geotérmicas seja absolutamente residual... lobbyes). Assim sendo, convirá veres se essa opção não penalizará (economicamente) o projecto em sede de RCCTE.
  25. A menos que tenhas dados experimentais que permitam sustentar a tua opinião, terei o maior gosto em reconsiderar a minha posição; se a mesma se apoia na metodologia do "cheira-me.." ou do "penso que..", coisa muito vulgar no meio técnico, então perdoar-me-ás mas não creio que valha a pena continuar a conversa. Para que não fiquem dúvidas e porque não falo de cor, acrescento: 1.- O clima, tanto quanto me lembro, depende da orografia do local, do sistema de ventos, da maior ou menor proximidade das massas marítimas...e da latitude. Quanto menor a latitude, menor a inclinação solar e por isso maior a energia incidente. Assim sendo, mantenho tudo o que disse anteriormente relativamente à gama de variação das latitudes susceptíveis de permitirem o emprego de sistemas solares passivos. Acredita que não inventei esta informação; aliás ela foi extraída do livro do Mazria referenciado na minha última mensagem. Porque tens opinião diferente, lanço-te o desafio para que indiques a tua fonte de informação para ver se estamos perante conversa da "treta " ou matéria com substrato; 2. - Alguns componentes dos sistemas solares passivos, nomeadamente a parede de Trombe, servem para aquecimento e arrefecimento. Aliás a parede original contruída em Odeillio apresenta essa dupla característica, ainda que a maioria das construidas seja apenas para aquecimento. 3.- Quanto à desadaptação do sistema solar passivo ao nosso país aconselho-te a consulta do livro do arq. Francisco Moita, referenciado na minha anterior mensagem, ou o livro "Conceitos Bioclimáticos para os Edifícios em Portugal", do arq. João Mariz Graça e o eng. Helder Gonçalves, editado pelo Ineti e passível de ser descarregado na Net. Relembro também que em termos de RCCTE é possível contabilizar os ganhos solares decorrentes de sistemas passivos. Perdoa-me a repetição, mas porque nesta matéria também tens opinião diferente, lanço-te novamente o desafio para que indiques a tua fonte de informação para ver, uma vez mais, se estamos perante conversa da "treta " ou matéria com substrato;
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