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Gonçalo Cardoso Dias

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  1. Eu não consigo encarar a arquitectura como uma arte, (indo contra o que está nos vocabulários e dicionários), para mim a arte é apenas uma componente da arquitectura Para mim arquitectura é algo maior... um conceito transversal a outros conceitos. Ou seja, reune em si propria, de uma forma mais ou menos equilibrada, o conceito de arte, o conceito de construção, o conceito de função, etc. Dai quando me dizem que a arquitectura é arte fico sempre com a sensação que estão a definir a arquitectura de uma forma redutora, quando na realidade é muito mais. Eu acho que não disseste nada de ofensivo ou pelo qual devas pedir desculpa no meio desta conversa. Pessoalmente acho positivo que existam conversas com diferentes pontos de vista,e até agora gostei bastante da conversa mantida contigo.
  2. Eu não estou a reduzir a arquitectura ao simples edifício de habitação da cidade. Longe de mim fazer algo assim. Agora... há determinados padrões de qualidade que devem ser assegurados, seja no edifício de habitação, seja na vivenda. A funcionalidade, neste caso a mobilidade, é um deles. Que numa vivenda, até por ter um cariz mais definitivo por se tratar de um projecto mais personalisado, ainda mais deve ser respeitado e acautelado. Pessoalmente encaro o desafio para o arquitecto o aliar a funcionalidade à estética, quando este negligência um em prol do outro está a produzir má arquitectura. Seja numa vivenda, seja num edifício de habitação, seja no que for. Quando querem falar de mobilidade condicionada deixem o estigma da cadeira de rodas. Olha o meu avô - que infelizmente já faleceu- na ultima parte da sua vida não conseguia andar mais do que 5 minutos sem se cansar ao ponto de ter de se sentar. Nunca andou de cadeira de rodas. Quanto à visão do futuro... bom para mim grande parte do trabalho do arquitecto é olhar para o futuro. E idoso, e com as nossas capacidades reduzidas vamos ficar todos. E no dia em que o cliente chegar à conclusão que aquela moradia por não ser funcional já não lhe serve, será que o arquitecto acautelou os interesses do cliente? Bem sei que isto é uma questão complicada e nem sempre é possivel fazer isso, mas a funcionalidade é uma questão básica. Como é que os arquitectos não vão estar muito agarrados às cidades? Aconselho-te a ler esta noticia do Diario de Noticias . Porém hás de me explicar o que é que a questão da funcionalidade (neste caso até mais mobilidade) tem a ver com a habitação estar inserida no contexto urbano ou não. A funcionalidade, (neste caso mobilidade) não está lá para fazer o jeito à cidade, ou à aldeia, está la por causa do outro factor... o ser humano. Já agora dou-te os parabens, consegues fazer o que eu não consigo. Estar de acordo com todas as teorias do Corbusier. Nunca neguei que o lado artistico desta casa é realmente bom. Mas quando eu quero uma escultura não vou necessáriamente ter com o arquitecto... Lembra-te tu que uma casa não é uma peça de arte, é uma peça de arquitectura.
  3. Não percebi esta... Porque é que ficaste com essa impressão? Não achas que os argumentos que põem em causa a funcionalidade desta casa não tem o minimo de fundamento? Pessoalmente não acho que esta casa seja conhecida por ser do filho do Siza Vieira, nem que seja criticada por ser do filho do Siza Vieira.
  4. Por lapso da minha parte não vi esse comentário. Ja agora é de referir que quem ganhou foi a Baron house de John Pawson. Como disse a minha resposta foi ao teu comentário, mas foi motivada pelas ultimas respostas deste tópico, e isso inclui as escadas rolantes. eu não estou a argumentar contra as formas menos usuais, ou que quebram a monotonia artistica, eu estou é a argumentar contra os casos em que o preço a pagar por isso é a funcionalidade. Eu ja estive no Museu Guggenheim em Bilbao (calculo que te estejas a referir a esse), e de facto ao nivel formal é diferente, contudo pelo que me foi possivel perceber ao nivel funcional esta minimamente razoavel. Apesar de algumas das soluções adoptadas serem no minimo discutíveis... Recentemente tive que procurar o conceito de arquitectura para um glossário, e de facto tens razão a arquitectura vem definida como arte. Pessoalmente acho que quem defeniu a arquitectura como uma arte cometeu um erro terrivel, para mim a componente artistíca é apenas uma parte de um todo que pode ser definido como arquitectura. Outras componentes, são a componente ciêntifica, ou a componente construtiva. Mas pronto isto são apenas algumas reflexões pessoais e por isso valem o que valem. Não estão errados, porém a componente artistica não é de todo a unica componente, e isso vê-se nos seus trabalhos, muitas vezes questiono-me se será inclusivé a mais importante... é pelo menos a mais visivel... Falas da Ville Savoy como um exemplo em que a questão funcional não corresponde à permissa de habitação... Tendo em conta toda a componente intelectual de Le Corbusier, uma pessoa estranha ler isso, porém ele tem mais obras em que essa disfunção é gritante. Portanto o que se passou aqui? O que gera essa incoerência entre a obra e o pensamento? Será que foi a questão de evolução de conceitos e padrões de qualidade? Julgar os arquitectos do passado (independentemente da sua qualidade) pelos padrões do presente é no minimo injusto, porque há uma evolução nos conceitos. Por exemplo cada habitação ter uma casa de banho (por vezes até mais que uma) é um conceito que até há não muito tempo era considerado como um luxo, portanto algo completamente desnecessário, e hoje em dia como é? Pois la está não conheço a forma como esta habitação foi construida, portanto não me posso pronunciar sobre a qualidade de construção, porém tendo em conta a solução adoptada e o seu possivel custo não me passa pela cabeça que a construção seja "menos boa".
  5. Desculpa a incursão pelos campos da psicologia, mas não vou resistir... Eu não acho que seja uma questão de tirar as palas, é mais uma questão de as afastar um pouco dos olhos... porque até as mentes com os gostos mais educados continuam a te-las, é inevitável. Ter limites faz parte da nossa condição humana, a unica coisa que podemos fazer é expandi-los... mas atenção que isto não é o equivalente a eliminar os limites. Até agora, por várias razões, tenho-me mantido muito calado em relação a este tópico, porém estas ultimas intervenções - e por fim esta tua ultima- deram-me a vontade dar a minha opinião sobre o que vi até hoje desta casa. Antes de continuar tenho de confessar que nunca fui ao local, não conheço as condicionantes do projecto, porém pelo resultado final acho que dinheiro não foi propriamente um problema. Estéticamente apelativa, a aproveitar uma situação dificil do terreno, integrando-se na paisagem, enfim... o sonho molhado de um arquitecto. De facto um mimo... Porém pessoalmente acho que se o factor funcionalidade não fosse um factor tão importante para mim, esta seria uma habitação verdadeiramente espetacular. Só é pena aquele pequeno "se" que me chateia, que incomoda a perfeição desta obra magnifica... Contudo aquele pequeno "se" assume uma importância tal, que se torna a fronteira entre o considerar que esta é uma excelente habitação (e assim for é uma obra de referência da arquitectura nacional) ou o considerar que esta é uma linda escultura em ponto grande (falhando na sua permissa enquanto habitação). Agora... tenho de admitir que é um obra a que ninguem fica indiferente, e que sem dúvida tem o merito (ou infortúnio) de lançar a velha questão "até que ponto a funcionalidade é uma questão a ter em conta nos projectos de referência actuais?" Epa essa das escadas rolantes é uma ideia peregrina que se faz favor... enfim é melhor passar em frente. Bom isso desta casa estar listada para ganhar um prémio não me espanta, mais 90% dos prémios que existem servem para avaliar a parte escultórica da arquitectura, veja-se o caso dos Prémios Valmor. Mas ja agora estou curioso não sabes que prémio é esse? É que os Prémios Valmor não são propriamente o que eu chamo como um exemplo a seguir para prémios de arquitectura. Epa essa da irreverência marcar a diferença... não sei até que ponto consigo concordar com isso. Pessoalmente sempre achei que a diferença era marcada pela qualidade. E para dizer a verdade neste caso não consegui ver mais qualidade para além da qualidade escultórica. Estava agora aqui a reflectir sobre qual será o futuro desta casa. Será que num futuro mais ou menos próximo, diria mesmo a longo prazo, será demolida como aconteceu nos casos que vimos em tópicos recentes? New England’s First Modernist House Destroyed Paul Rudolph Is Razed
  6. Sugiro que vejas as Canon, são mesmo bastante boas... mas na faço ideia dos preços...
  7. Basta olhar para a historia dos prémios valmor para perceber que a Câmara Municipal de Lisboa nunca fez muita gala em promove-los... tendo chegado mesmo a competir com ele - durante bastante tempo teve paralelamente um prémio municipal, que mais tarde foi fundido com o prémio valmor. Depois pouco ou nenhum esforço foi feito para a preservação dos prémios Valmor. e isto nota-se pela quantidade de edifícios premiados demolidos, ou em condições devolutas. E ainda há a questão da manutenção da maquina logistica dos prémios valmor. Basta observar o montante em questão que só foi actualizado em 2003/2004 (ja não me recordo bem), e mesmo assim foi para valores perfeitamente irrisórios tendo em conta que é um prémio que tem de ser dividido pelo promotor e pelo arquitecto. Depois o problema é que ou temos prémios a sério ou temos prémios do faz de conta... e pronto faz de conta que os valmor são um prémio...
  8. Os prémios valmor... houve uma altura em que eu ainda tinha uma restia de respeito pelos prémios valmor, hoje em dia nem por isso.
  9. há um livro que tem isso tens aqui o link da Amazon tem uma data de referências ao material e as estruturas que ele utiliza.
  10. o q eu acho piada é que não devem ter ido ao arquitecto porque seria demasiado caro... mas para se construir isto deve ter sido uma soma de dinheito jeitosa...
  11. JVS explica la essa de Carneiro ser um signo temido, é a primeira vez q "ouço" tal coisa.
  12. depende... tens acções da microsoft? :p
  13. já vi a Blue! :D
  14. Olha eu a partir de determinada altura resolvi instalar o parallels e experimentar correr windows, com a desculpa do tal software que não existe para mac e q so existe para windows, e para ver se era mais estavel ou não. Bom... tenho de admitir que ainda não consegui ver se era mais estavel ou não. Desde que o instalei não consegui fazer uma utilização intensiva de windows. Nem tenho tido o problema do software q so existe para windows... neste momento ja tenho todas as funções que preciso em Mac OS X, nem sempre com os mesmo programas, mas depressa encontra-se substitutos à altura (as vezes ate coisas bastante melhores). Portanto o mais provável é um ia destes, quando me fartar ou quando ficar sem espaço no disco (o q vier primeiro) é apagar o parallels e o windows do disco, até lá vai ficando a apanhar pó e teias de aranha. Porém tenho de admitir que é bastante confortável pensar que se precisar tenho esta opção. Indiscutivelmente windows tem os seus méritos, mas por mim se mac continuar com a qualidade que tem demonstrado nestes ultimos tempos gostava de nunca mais trabalhar (ou tocar) em windows.
  15. Não admira que esteja bem conseguido é uma copia do OS X...
  16. Connecty, a melhor maneira de correr windows num mac nem é com o boot camp é com o parallels. E o boot camp ja está plenamente funcional ja a um bom par de meses...
  17. não tinha reparado q ja tinham passado isto para a Lixeira... ainda assim gostava de perceber a logica do rapaz.
  18. e o q queres dizer com isto?
  19. Salvo erro acho que um modelo da Villa Savoye ou vem com o SketchUp ou encontras facilmente para SketchUp
  20. Bom ao nivel de mobilidade condicionada tens o Decreto-Lei 163/2006. Tens aqui um documento do Ministério da Educação que faz um apanhado sobre a legislação aplicável ao planeamento, concepção e gestão de edifícios e equipamentos escolares para os ensinos básico e secundário.
  21. gostei agora estou um pouco curioso para saber quanto é q custará produzir este banco...
  22. o mercado de trabalho como podes imaginar não está fácil... quanto ao processo de bolonha ainda não deu para avaliar o impacte dele no mercado de trabalho.
  23. acaba primeiro o curso na area de saude, mete-te a trabalhar e enquanto trabalhas tira arquitectura. Depois a partir dai logo vês o q te serve melhor.
  24. Bom relativamente aos da gare do oriente e ao da vodafone, não percebo ao certo o que pretendes mostrar... Se são os edificios acho que nem sempre escolhes os melhores angulos e que és demasiado rápido a fazer a rotação panoramica, para te dar uma noção... graças aos teus videos fiquei com aquela sensação que ja não tinha desde q joguei quake pela ultima vez... e acredita não é uma boa sensação. Ao nivel da qualidade do filme não se poderias melhorar ou não, porque ja depende da qualidade da maquina. O filme da Gulbenkian... ja percebi o que querias mostra, tinhas um bom angulo sobre o protagonista, e o seu desempenho foi bom, apesar de não ser merecedor do oscar. Talvez pudesses ter feito um pouco mais de casting para o papel principal.
  25. Ja desde a uns tempos para cá que acho q eles estão em constante declinio. Apesar de de vez em quando se sairem com coisas brilhantes...
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