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Gonçalo Cardoso Dias

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  1. O casamento homosexual é uma questão de direitos individuais que não se sobrepõem ao direito de outros, como acontece no caso do aborto. Pessoalmente sou favorável a uma alteração da legislação de modo a que o casamento homosexual seja posisivel. Já agora um aparte, sem qualquer ponta de ironia ou de ataque à tua posição, trata-se mesmo de uma questão que não estou informado... o casamento homosexual é mesmo crime ou é apenas não está previsto na lei? É que se é crime há pena. E então gostaria de saber qual. Se não é trata-se apenas o caso de não haverem dispositivos legais que prevejam essa situação. Mais uma vez não tenho nada contra, pelos mesmo motivos que disse anteriormente. E mais uma vez pergunto nos mesmo moldes que fiz anteriormente é ilegal ou não estam previstos na lei mecanismos para isso? Não discuto o facto de que a sociedade evolui, tal como evoluiem as línguas e as mentalidades, tens toda a razão. Será que no caso do aborto a evolução que se pretende é no melhor sentido? Parece-me que não. Daí eu votar não.
  2. Pelo que tu escreveste anteriormente tu nunca tiveste uma criança, nunca fizeste um aborto, nem pensas em abortar. Portanto tu estás tão aleada da realidade quanto eu. A diferença entre nós os dois é que eu vejo as coisas de uma maneira e tu vês de outra, mas na realidade nenhum de nós os dois está imerso nesse problema. Concordo contigo sobre a necessidade de se alterar essas situações e a necessidade de serem instituidas mais e melhores politicas de apoio à maternidade. Mas segundo o que tu dizes o que está la dentro não tem vida. Portanto qual é a lógica de haver um limite de tempo? As certezas da gravidez? Não conheço nenhuma que seja completamente isenta de perigo. Despenalizar é diferente de mudar a legislação. Eu penso que fui muito claro no que escrevi mas vou repetir mais uma vez. Votar no Não, não significa que não se possa alterar a lei. Apenas diz que não se pode fazer da forma como sim pretende. Ou seja, para que não haja dúvidas, há N maneiras de se alterar esta legislação sem que se tenha de passar pela despenalização. E depois escrevi que uma pena não tem de passar necessáriamente por anos na prisão. Se calhar se há pessoas que votam não e ja passaram por um aborto é porque sabem melhor que tu o que isso acarreta e não querem isso para o seu país. Pior! Há gente ignóbil que tem a audácia de ser ainda mais radical que eu, que acha que nem nas excepções da actual lei deveria ser permitido realizar um aborto. E esta hein?
  3. Sim e então? Continua a não ser razão para votar sim. Eu não tenho direito de voto em Espanha, eu não posso alterar a legislação espanhola. Contudo posso e devo votar em Portugal, e neste caso tenho uma palavra a dizer. Em termos utópicos posso responder-te que, o que eu quero é que a mulher não queira abortar de base. Em termos práticos há já trabalho de campo feito por movimentos do não de apoio à maternidade em que foram evitados abortos. E curiosamente foi tudo feito com esta lei em vigor. Então porque a limitação de 10 semanas? Eu acho engraçado quando me dizem que passa a ser ilegal mudar a lei. Isso é errado. Ninguem está a votar para se alterar ou não o decreto-lei. Como ja escrevi anteriormente isso sim é ilegal. Apenas se está a dizer para não ser feito desta forma. Mas quem diz que eu quero mudar a lei para não penalizar? Tudo o que eu escrevi até agora até quero penalizar mais, e não só as mulheres, mas também todos os outros envolvidos. E ja agora há varias penas para alem da pena de prisão...
  4. Oh marco para mim as guerras não são de todo justificáveis a partir do momento em que atingimos o nivel de consciência actual. Não percebo porque é que achas que sou fundamentalista. Afinal eu até defendo que há casos em que pode existir justificação para fazer um aborto, apenas acho que esses casos ja estão abrangidos pela lei actual. E mais eu nem sequer acho que a lei actual é perfeita, acho mesmo, que há muito trabalho para ser feito em cima dela. Agora... não me cabe a mim propor o que quer que seja, apesar de ja ter escrito aqui várias direcções posiveis de serem adoptadas. Essa questão das mulheres ricas e das mulheres pobres é uma falsa questão, e nem sequer é o que está a ser referendado. A realidade é que o fosso gerado pela riqueza e pela pobresa vai existir sempre, e isso vai sempre limitar as escolhas ao alcance da pessoa. Se me perguntares se acho isso mal? Epa a minha costela comunista talvez te responda que sim. A realidade é quer se vote sim, quer se vote não estamos sempre a assegurar a igualdade de direitos (a menos que metam àgua na redacção do novo decreto-lei caso o sim ganhe) porque a realidade é que a lei é igual para todos. O que me perguntam neste referendo é se eu concordo, que no meu país seja despenalizado o aborto. E apesar de ja ali ao lado ser despenalizado não quer dizer que eles tenham necessáriamente razão. Veja-se o caso da pena de morte, Portugal foi dos primeiros paises a aboli-la quando em todo o lado era mais que aceitável, aí ousa-mos ser diferentes, não vejo ninguem arrependido de se ter tomado essa decisão nessa altura. Não podia concordar mais com a primeira parte da tua ultima frase. De facto é necessário que haja mais informação e mais apoio à maternidade e isso inclui a educação sexual e o planeamento familiar. Não consigo é compreender como pode, com o grau de conhecimento e de consciencia atingidos hoje em dia, o aborto ser considerado como uma opção válida para responder à falta de condições das mulheres. Respondendo por ordem: Indesejado ou não tem o direito de nascer e lutar pela sua felicidade. Tal como tens muitos filhos indesejados absolutamente felizes também tens filhos desejados perfeirtamente infelizes. Ninguem nega a protecção da mulher, mas no meio da protecção da mulher não se pode negar os direitos aos fetos, mesmo com essas estatisticas. As nossas leis e a nossa sociedade assentam no principio de protecção do mais fraco. E no fundo é isso que se está a discutir no meio desta história toda. Também não pediu para morrer... Concordo contigo quando dizes que com legislação, apoio e informação o aborto possa diminuir, e no fundo acho que quer se vote sim ou não é isso que todos nós pretendemos. Eu acho que votar Não não significa que se tenha ou queira manter esta lei ad eternum, qualquer lei tem espaço para evoluir e melhorar, esta inclusivé. Portanto mesmo que o Não ganhe é preciso legislar, porem não de acordo com o caminho que o sim pretende. Gostei bastante da intervenção dele apesar de não concordarmos no sentido de voto. Contudo é de salientar o apelo ao voto por ele feito.
  5. Rita... que os crimes tem graus diferentes de penalização pelas diferentes condições que estes obrigam ja foi dito aqui, alias se assim não acontecesse em vez de estarmos a discutir 3 anos de cadeia para um aborto estariamos a falar em 25. Porém se a logica é despenalizar, repara que não se fala de diminuir a pena, ou comutar a pena para outra pena que não anos de prisão, então temos de falar em despenalização para todos os crimes, porque um crime, independetemente do seu grau não deixa de ser um crime. Concordo plenamente que se julguem e condenem os homens que as engravidaram; que concordaram com o acto de abortar; que as coagiram para essa opção. Como disse ao Dremar e ao |Kandisnky| não se trata de direitos, mas sim de como a sociedade encara a questão do aborto. Quanto a hipócritas infelizmente conheço-os em todo o lado.
  6. A partir do momento que pedem a opinião às pessoas entra a moral. Não se sabes mas a própria Constituição Portuguesa proibe que se faça um referendo sobre leis. Portanto o que estamos aqui a discutir tem tudo a ver com moral. Seja de um lado ou do outro. E as tuas razões não são baseadas nas tuas morais? Marco, sem qualquer ironia da minha parte, peço desculpa mas não percebi o que querias dizer aqui, é que parece-me que tu respondeste a ti próprio. Mas a lei existe, também, para regulamentar a moral, senão eu não te teria dito que uma das bases da lei é a moral da sociedade existente. Portanto aqui já concordamos. certo? Agora... vamos la ver se entendo a tua lógica. Tu dizes que um crime (e até que provem de contrário o aborto, mesmo na proposta do sim, continua a ser crime, senão a pergunta que está colocada em referendo está ainda mais errada) é liberal portanto a tua grande solução para ele é trazer tudo para as claras, dar mais consciência a quem quer cometer o crime tentando assim evitá-lo. Certo? Se Não, então deverias rever a tua posição, porque quer se queira quer não (e não falo aqui em questões de moral) juridicamente o aborto é considerado crime. Se Sim, então não se deveria parar nas 10 semanas e não se deveria parar no aborto. Deveria-se adoptar a mesma lógica para todos os crimes, afinal é a evolução natural.
  7. No campo do moralismo entra o sim e o não. Seja por argumentos como "mas qual é a moral de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez indesejada" ou por argumentos como "mas qual é a moral para matar uma criança". A moral faz parte desta decisão como faz parte de qualquer outra decisão na nossa sociedade. Alias acho que se poderia dizer que sem moral não haveria leis, mas isto é algo sobre a qual alguem dessa area poderia dissertar melhor que eu. 1º - tem calma. Uma decisão sobre o aborto não pode ser tomada com a emoção, tem que ser tomada com a razão. E eu que sempre pensei que quem iria falar com a emoção seria o lado do não, mas afinal é ao contrário. O que não deixa de ser no minimo estranho. 2º - Nem tu, nem ninguem, me pode garantir que tal não aconteça, porque, tal como tu próprio disseste, na nossa sociedade é premiada a incompetência e o que interessa é o lucro imediato. 3º - Não percebo como é que esta é uma oportunidade de modernização e evolução da sociedade. Pelo menos não nestes moldes. Não se propõem nada de novo, nada de interessante e no fundo está-se a liberalizar uma situação indesejada (e aqui refiro-me directamente ao aborto).
  8. Em principio não sobreviverá. Porém, não quer dizer que o feto e mãe sejam um unico ser até cortarem o cordão umbilical. Pessoalmente acho que são dois seres, um deles claramente dependente do outro, e por isso mesmo a precisar que o Estado assegure a sua protecção. Concordo contigo. É um assunto extremamente complexo. Alias se fosse simples o Estado não faria um referendo popular. Quanto à inseminação artificial, eu percebi a tua intenção quando fizeste a pergunta, e não respondi propositadamente. Tenho de admitir que nunca reflecti profundamente sobre essa questão. Por coerência, defendendo o não, deveria juntar-me as vozes de protesto, mas... ...como tu dizes, e bem, há varios Sim e há vários Não. Por exemplo... as excepções da lei actual não me chocam nada. Posso moralmente até achar que não deveriam existir, mas compreendo que existam. Isto faz de mim incoêrente quando falo de vida intra-uterina? Não sei. Talvez. Porém acho que as excepções previstas são equilibradas e bem fundamentadas. Curiosamente das unicas coisas que eu mudaria na lei são os tempos máximos de prisão. Para mais e não para menos. E não seria exclusivamente para as mulheres. Mas como eu não mando nada, nem posso propor alterações à lei de uma forma simples e sem passar por processos burocráticos do arco da velha (atenção que não acho mal q eles existam...), resta-me votar no Não.
  9. Vai dar na 5ª feira na rtp às 21:00 um especial informação sobre o aquecimento global, com a participação de quatro cientistas portugueses de modo dar o ponto de vista ciêntifico sobre este tema. É por estas e por outras como esta que, para minha grande supresa, vejo que o serviço público de televisão em Portugal até está bem e recomenda-se.
  10. Hoje às 22:50 1º programa sobre os 10 grandes portugueses em votação. D. Afonso Henriques E amanhã às 23:20 - Álvaro Cunhal.
  11. Não sei se a questão poderá ser traduzida de uma forma assim tão bruta, porque a forma como toda a legislação está construida (e não me refiro à lei do aborto exclusivamente) atribui penas diferentes conforme o estado de desenvolvimento do ser humano. Porém concordo que a pergunta que vão fazer no Domingo está mal concebida. Marco, parece-me que ninguem de um lado ou do outro concorda, gosta, ou quer que exista o aborto clandestino. A diferença está na forma como se segue a partir dai. De um lado temos o 8 o outro temos o 80. Eu concordo que algo tem que ser feito para prever o aborto clandestino, também concordo que esta lei não responde totalmente a essa questão. Agora... não posso concordar que seja tomada uma medida que despenaliza o aborto, colocando questões em cima da mesa como o uso do aborto como método contraceptivo, que apesar de toda a gente no sim não acreditar que tal aconteça, ninguem me pode garantir que tal não acontece. Também não posso concordar com uma medida que só se preocupa com os direitos de um dos intervenientes na questão. Dou por mim várias vezes a perguntar-me se de facto existe um lado lógico nesta questão... Votar deve-se votar sempre, nem que se tenha de ir ao **-de-judas como tu o dizes. Votar mais do que um direito é um dever. Mas continuando... Só uma correcção a esse texto. Não se trata de adiar a maternidade. Tal como não se deveria falar de interrupção voluntária de gavidez. O termo correcto para ambos os casos é terminar. É terminar a maternidade. Porque daquela criança so se pode ser mãe (ou pai, mas não é q os direitos dos pais interessem no meio da discussão porque ja foram esquecidos à muito tempo) uma vez, não há esta expressão suavizada de adiar. É terminação voluntária de gravidez. Porque não se interrompe uma gravidez. Quando se interrompe qualquer coisa é porque mais cedo ou mais tarde há um retorno a essa coisa. Como dizia ontem um sr no debate dos pros e contras, faz-se uma interropção no programa para ir para intervalo e depois regressa-se ao programa. No caso de uma gravidez isso não acontece, portanto não se pode falar de uma interrupção. agora... repara na incoêrencia dessa opinião. Já percebi que tu no fundo queres é entrar para a politica. Tudo bem respeito isso, mas também o podes fazer se votares não. Tem cuidado como escolhes as palavras. Eu pessoalmente não acho que o sofrimento seja uma opção, seja para quem for, quanto muito deverá sofrer as consequências do crime que praticou, seja mulher ou não. Agora como opinião pessoal... Para mim a pergunta é falaciosa. Seria tudo mais simples se fosse dito assim: por uma razão muito simples, e este argumento ouvi-o ao lado do sim... Segundo a Constituição não se pode referendar um decreto-lei. Ora se já me estão a impor na questão algumas condições, eu para votar em plena consciência de uma forma postiva precisava de saber todas as condições. E tal não acontece. Ouço muitas vezes o argumento do lado do sim "pois sim, mas isso depois vais ser discutido na especialidade", ora eu não posso votar que sim baseado em promessas vazias do que poderá ser a lei. Esta poderá não ser perfeita mas funciona como elemento dissoasor para a prática do aborto em território nacional. Mesmo assim há mulheres que preferem arriscar. Pois mas também há pessoas que resolvem infringir as outras leis, não é por causa disso que se despenaliza todas as situações em que há infractores.
  12. Olha pelo que tenho visto em debates e por conversas com pessoas que estão em movimentos posso-te assegurar que há movimentos do Não que fizeram muito trabalho de campo desde pelo menos 1998. Não sei se o sim pode afirmar o mesmo, e até agora ainda não vi ninguem do lado do sim a dizer o mesmo. Quanto às certezas sobre comportamento humano. olha eu prefiro não as ter. Para mim é inconcebivel a existência de serial killers. No entanto eles existem. Já agora sabes que há um movimento do lado do não que é composto por mulheres que abortaram? Se calhar elas sabem bem do que falam. Tal como tinha dito os dados da Eurostat são desde que as respectivas leis foram aprovadas para a frente. Ou seja o que se diz é que desde que a lei é aprovada e entra em vigor, o número de abortos subiu. Não falei em abortos clandestinos versus abortos despenalizados. Curiosamente já vi mais vezes essa comparação ser feita do lado do sim do que do lado do não.
  13. Especialmente uma foto que mostrasse a bela relação da fachada norte com o hotel que está em frente :)
  14. Pode-se falar de hipocrisia de valores morais dos dois lados. no lado do não ja conheces, e provavelmente farás uma exposição sobre ela melhor que eu. no lado do sim... Ou se fala de mulheres necessitadas e imersas em grandes problemas, ou se fala em mulheres conscientes, capazes de tomar a melhor decisão. Ou seja, quando dá jeito pintam o retrato de uma forma, e quando ja não dá jeito pintam de outra. Quanto a ti não sei, a mim parece-me hipocrisia. deves estar-te a referir à inclusão da criança e à inclusão do pai da criança em todo o processo de certeza absoluta. Numa coisa concordamos. O sim não é de todo a forma perfeita. Tudo o resto discordamos em absoluto. A informação não vem com a votação do sim. Vêm com uma coisa que nada tem a ver com o que vai ser votado no domingo chamada educação sexual. A diminuição dos abortos... bom a julgar pelos dados que tem sido apresentado em debates sobre o que se passa no resto da Europa, provenientes da EuroStat (e quem quizer e puder por favor que me arranje dados melhores), o aborto subiu em flecha nos anos seguintes à aprovação das respectivas legislações. Portanto por favor alguem que me explique como vai o aborto diminuir se eu votar sim no domingo.
  15. Concordo contigo em relação ao aconselhamento não faccioso, porém não acredito que tal seja possivel. As pessoas que estão a aconselhar precisariam de manter uma distância em relação a esta problemática que ainda não existe (nem sei se algum dia virá a existir), nem de um lado nem do outro. Como eu ja tinha dito ao |Kandinsky| o problema não é o direito à escolha. Em ultima análise a escolha já existe actualmente, e desde à muito. Tal como em qualquer outra lei, ou a lei é respeitada ou então não é e há consequências. Eu tendo consciência disso (e mesmo sem consciência disso porque não se pode alegar desconhecimento da lei) posso sempre escolher pura e simplesmente não cumprir a lei. O que se pede neste referendo é que a sociedade defina a forma como encara a questão do aborto.
  16. Bom... pessoalmente eu respondi à Rita, porém não foi com intenção de lhe "bater". Respondi-lhe tal e qual como ja o tinha feito anteriormente a outros utilizadores e alguns que defendem a mesma posição que eu. Bom... pessoalmente acho que não se trata do direito de proteger exclusivamente as mulheres. O problema deste debate e isto veio muito impulcionado pela campanha do sim é centrar-se exclusivamente nas mulheres. Então e os outros intervenientes? A mim não me irritaste. Compreendo o teu ponto de vista, apenas acho que há argumentos que rebatem por completo o teu ponto de vista. Mais uma vez repito a minha resposta não teve a intenção de qualquer animosidade contra ti.. E eu a pensar que a maternidade, para alem de ser um direito, era uma escolha e essa escolha envolvia certas obrigações. Mas ja agora e a paternidade como fica no meio desta historia do aborto? Se um dos pais da criança quizer criar a criança quem é o outro interveniente para dizer que não pode? Julgamentos sobre a vida dos outros acontecem diáriamente. Veja-se o que passa nos casos mais mediáticos como por exemplo o da Casa Pia. A sentença já foi lida? Já alguem provou alguma coisa? Quantas anedotas houve em que os intervenientes eram pessoas envolvidas no processo? Voltando agora ao assunto em questão. Tu dizes para não julgarmos os problemas de centenas de mulheres. Está bem, mas não fiquemos por aqui. Acho melhor não julgarmos os problemas dos homens e mulheres que roubam, que matam, que fogem aos impostos, etc. Afinal só viola a lei quem tem problemas, não é verdade? Olha como eu sou arquitecto essa coisa de por em texto coisas que podem ser mostradas em termos gráficos as vezes deixa-me dúvidas portanto para esclarecer possiveis duvidas que existam por ai quando falamos em matar um embrião, ou feto, ou criança, ou filho, como lhe quizerem chamar estamos a falar disto: Já agora deixo aqui um site que demonstra a evolução do embrião, feto, criança, ou filho, ao longo da gravidez. Não generalizes. Há casos de violação em que a mulher depois de aconselhada prefere manter a criança.
  17. Como em todas as campanhas há excessos... Relativamente à tua questão. Olha não faço ideia, numa pesquisa rápida e sem muita atenção, li que era ao 5 meses. Contudo, não me parece que o argumento da actividade cerebral seja propriamente uma desculpa para se dizer que não se está a matar ninguem. Até porque até as 10 semanas ja tens certos orgãos em funcionamento. Como por exemplo o coração. Repara que aqui não está em jogo a obrigação ou não, está em jogo a posição da sociedade perante o aborto. São duas coisas bem distintas. Como qualquer outra lei tu tens sempre o direito de escolha. Tu podes pura e simplesmente escolher violar a lei. Contudo depois tens consequências. Epa eu também desejava não pagar impostos para o resto da minha vida! Quem é que tem o direito de me obrigar a pagar? O q me está a ser perguntado neste referendo não fala em justificações, periodos de reflexão ou outras coisas. E diz opção livre. Ou seja presumes tu que ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva. Mas esta lei não pode basear-se nisso. Esta lei, por ter um caracter geral relativamente ao público que abrage), tem que prever essa possibilidade e até agora ninguem me provou que a que querem implementar o faz. Essa da liberdade de escolha tem muito que se lhe diga. A liberdade de escolha foi tomada a partir do momento em que houve a decisão de fazer sexo. Mesmo quando se fala de sexo dito seguro estamos a falar de probabilidades e sobre as quais os envolvidos resolvem assumir o risco.
  18. pelo que tu escreveste acho q é mesmo o que procuras
  19. Isso é uma confusão de conceitos brutal. 1) Uma democracia não garante automáticamente mais direitos. 2) Todos, do mais rico ao mais pobre, tem o direito de ir ao estrangeiro fazer o que bem entender. A diferença é que uns podem outros não, tal como alguns podem ir a Tokyo e outros não. 3) A partir que o aborto é penalizado, logo ilegal a questão de quem pode ou não praticar o aborto em Portugal é simples, ninguem (excepto os casos previstos na lei) o pode fazer, seja rico ou pobre. E isto é igualdade de direitos. 4) A penalização ou despenalização do aborto é uma questão de como o Estado, logo da sociedade que o compõem, encara o aborto, ou seja matar o ser humano que está no ventre da mulher.
  20. É impossivel apontares uma só razão para as mulheres fazerem um aborto, portanto percebo que haja uma certa confusão relativamente à explicação que pretendes. Normalmente o sim faz um retrato da mulher q aborta de duas formas: a) mulher necessitada, sem condições economicas, psicologicas, para ter a criança. Também fazem muito a alusão à faixa etária das mulheres em questão, dizendo muitas vezes que serão adolescentes. mulher informada, com grande capacidade de raciocinio e decisão e chega à conclusão que abortar é o melhor que tem a fazer. Bom... a meu ver uma impede a outra, tornando estas duas caracterizações algo paradoxais... Aqui não percebi a tua questão. Está um pouco confusa. Afinal o que querias perguntar? Se o aborto for despenabilizado sim, tal como qualquer outra intervenção cirurgica. As abortadeiras não pagam impostos que eu saiba. Elas também deveriam ir para a cadeia, sem duvida, tal como qualquer pessoa que pressione uma mulher a abortar, tal só não acontece hoje em dia porque a lei não está a ser aplicada, porque esta lei não escapa à regra da grande maioria das leis portuguesas, em que em teoria funcionam muito bem mas depois não as põem em prática. Aqui não podes só contabilizar as despesas, também tens de contabilizar o rendimento, ou seja impostos. Ou seja no fundo o Estado quando gasta dinheiro com uma criança está a fazer um investimento, que só tem retorno quando as crianças passam a adultos e começam a pagar impostos. O que está em votação não fala em periodo de reflexão. As ditas condições de saúde talvez, mas com uma LONGA lista de espera, afinal estamos a falar do sistema de saude português... Depende... a partir do momento em que o acto de abortar se vulgarizar vão apenas ser mais umas na multidão.
  21. Como é obvio isso é uma questão que não pode ser colocada em abstracto. Cada projecto tem especificidades que o tornam diferente de outro projecto...
  22. E se na quizesse votar em nenhuma das opções? :)
  23. olha pelo que sei o curso de Design da Lusofona tem boas condições... Agora se é melhor que o da Lusiada não sei nunca pensei em ir para design portanto nunca me dei ao trabalho de tentar saber.
  24. Quem seriam os candidatos?
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