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miesogeno

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Everything posted by miesogeno

  1. ao ideiaconcreta que se registou para fazer estes 5 posts num só dia (ou re-registou, quem sabe) e ao JVS: a forma primeira de humildade, é a aceitação opiniões diferentes da nossa. e é também a forma mais fácil de ir aprendendo ao longo da vida, porque o "lalala, não estou a ouvir, não me atinge" também é arrogância, mas pior, é o orgulho da ignorância. eu acho que o projecto é francamente mau e acho que o texto é pretensioso e não tem nada a ver com as imagens apresentadas. é óbvio que o autor do projecto não achará o mesmo, porque críticas ao nosso trabalho são complicadas, sobretudo quando vêm de colegas de profissão. mas ainda assim prefiro-as ao cinismo das palmadinhas nas costas corporativas. ou seja JVS, nem sempre é preciso alguém para nos explicar as coisas. não saber criticar é que constitui uma forma de não ver o mundo que nos rodeia.
  2. não gosto de centros comerciais, geralmente provocam doenças graves na cidade, mas este no mínimo tem espaços exteriores e parece haver uma relação ponderada com a envolvente (visto assim, sem conhecer o local), resta saber a escala dessas relações, pode fracturar uma cidade. Leiria não é o Parque das Nações.
  3. grande verdade.. se não tivesse morrido hoje vendia aquilo pelo preço de um apartamento no convento dos inglesinhos.
  4. sim, mas cumprem o mesmo propósito. modas.. outra questão é que estas estavam desactivadas perto de linhas de comboio em actividade. a de Santo Amaro (a única que não mostrei, está ao pé da praia) e parece-me que a que tu mostraste também (mas através da janela talvez se veja um carril lá atrás, não sei), estão longe de vias férreas, deslocadas de contexto o que traz um segundo nível de apreciação a essas readaptações. a de santo amaro penso que tenha também uma esplanada. no fundo é como aquelas roulottes de beira de estrada, com o non-sense dos carris.
  5. estas sim são kitsch.. a de Caxias uma outra de Cascais, não encontrei a de santo amaro acho que nunca alguém se lembraria de fotografar estas carruagens para as novas revistas inócuas de arquitectura do branco imaculado. descobri estas fotos num fórum português de comboios, num tópico dedicado a carruagens reutilizadas. havia outras. não vi fotos do interior, também não procurei muito, mas penso que sejam todas vagões restaurante, com mesas pequenas à janela. a de cascais é.
  6. banal, há 2 milhões de anos que existe pelo menos uma em Caxias e outra em Santo Amaro de Oeiras. mas como esta está pintada de branco se calhar é mais architects fetish, tem estatuto portanto.
  7. não gosto da ideia apresentada dessa forma. sobretudo em edifícios enormes em que o conceito da mutabilidade não parece ser fácil de encaixar (no caso do colombo então não acredito que seja possível mudar aquela maquilhagem anos 80, e muito menos casá-lo com um penteado da moda, se é que é possível utilizar o conceito de moda em arquitectura) na realidade, utilizo mal a palavra "mutabilidade" para este caso, isto seria uma renovação autêntica, um edifício de carácter mutável faz sentido dentro dos moldes em que foi pensado. para este caso seria necessário rever por completo a função de um arquitecto, talvez passem a existir cursos de decoradores de exteriores. se não implicar mais problemas construtivos que os outros sistemas, pode ser um sistema tão bom como qualquer outro, mas dar ao cliente um pretexto para alterar a fachada a seu bel prazer, sobretudo clientes como a sonae que tem poder para mudar leis, neste caso relativas aos direitos de autor, parece-me um tiro no pé nesta fase. noutro país em que os arquitectos sejam mais salvaguardados legalmente talvez a minha resposta fosse outra.
  8. sim... :\ era disso que eu estava a falar..
  9. ofende-te o pá também? tens que sair mais à rua colega. és a primeira pessoa a raiar a ofensa a alguém aqui com essa de teres pena de pertencer à minha classe. mas precisamente por não ser um puto, não me ofendo pela internet. só desisto de conversar com seres humanos tão sensíveis. as minhas sinceras e humildes desculpas. não queria magoar-te.
  10. o byrne está velho, quando se diz putos, diz-se braços direitos com grandes ideias a amadurecer durante anos à espera de sair da sombra. há uma frase famosa dele em reunião escaldante lá no atelier, pré-entrega de licenciamento na câmara dessa peça "Só nos resta esperar que eles chumbem isto."
  11. defender a donzela não é uma ofensa pá, é uma frase feita. pensei que apartir dos 20 anos toda a gente conhecia. e não diz que não te sabes defender, diz que ele entrou numa conversa a meio. realmente tens que ter calma. obrigado pelos pontos, depois tens é que me arranjar o catálogo deste ano. ainda há destes à escala 1/2? ---> Lab, eles também têm Culas à esc. 1/5000! ---> não têm é Óles :(
  12. com certeza não estás à espera que eu diga que nesse caso já gostava.. e apesar de não acreditar muito que fosse possível, se alguma vez o fizessem a minha opinião mantinha-se com uma agravante, é que a obra desses é seguida há muitos anos por toda a gente, seria um cancro na sua obra como foi o Estoril-Sol para o byrne, que claramente foi feito por uns putos lá do atelier.
  13. argos, vieste defender a tua donzela? é que então é melhor leres primeiro o que ele escreveu e perceberes ao que eu estou a responder para te inserires na conversa. espero bem que a agenda dos arquitectos amália rodrigues estejam bem preenchidas, porque desses não tenho grande medo de atentados urbanísticos. quanto às ilações ingénuas sobre a minha experiência profissional, nunca geri um negócio em hotelaria, e não preciso de o fazer para saber a diferença de escala e contexto entre um hotel numa cidade como Lisboa e uma como Viana do Castelo, basta-me ter cérebro. se és arquitecto és um mau arquitecto, se realmente achas que os hotéis merecem ser as referências de uma cidade. acredito que os habitantes de Viana quer gostem do hotel ou não, se devem estar nas tintas para se os turistas encontram o caminho para o quarto depois da bebedeira, quem habita a cidade a vida toda é que deve ser priveligiado quanto ao planeamento desta. mas isto é a minha opinião, que sou arquitecto, num fórum de arquitectura a discutir este projecto em particular e não todos os outros monos que referiste. outra coisa, preferia que parassem de me dar pontos negativos, senão nunca mais consigo trocá-los pela torradeira.
  14. Peter, não sei em que país é que vives, aqui no meu país a cultura que existe é a do pato bravo com um curso de arquitectura e uma agenda telefónica bem preenchida. logo, enquanto houver siza e souto de moura, vamos não tentar vulgarizá-los e tornarmo-nos patéticos. o meu é também o país em que todos os putos recém formados acham que vão ficar para a história por fazer esculturas medianamente habitáveis ainda por cima plagiadas, mesmo que elas sirvam apenas os interesses do seu ego e sejam uma bosta enquanto arquitectura. é praticamente efémera, porque ao fim de 10 anos pode ser mandada abaixo com algum prazer de alívio. quanto ao projecto, finalmente estive lá, é banal enquando edifício, tem uma frente de acesso e umas traseiras técnicas, não faz cidade, ou melhor faz mas pelas piores razões. é igual à maior árvore de natal da europa no terreiro do paço, só que esta é non-sense, porque chegas lá atraído pela luz e afinal não é para ti. agora hás-de explicar-me porque é que um hotel tem que marcar pela imagem. tem tanto um hotel como uma biblioteca, como um teatro, como uma bomba de gasolina, como um supermercado, como uma máquina do multibanco. o show-off sem consequência é sempre uma questão de bimbalhice. se é do arquitecto ou do cliente, já não me pronuncio. "Ainda mais, quem teve a coragem de projectar este hotel pode acima de tudo, agradecer de ainda ter trabalho para fazer e dar de "comer" a muitas famílias." - isto é suposto dar suporte a um projecto? isto chama-se vender-se (já que isto é um fórum inócuo, sem asneiras nem gente com emoções, evito a palavra que me ocorreu, para não receber mais emails de ilustres desconhecidos)
  15. o problema da forma é o problema da moda: é uma questão de tempo até se tornar ridículo. claro que quando a forma segue a função as coisas estão facilitadas, porque essa máxima é aplicada a tudo no planeta terra. isso é impossível cair em desuso. além disso prezo muito mais as experiências que a arquitectura exige (não só na viragem do século, mas em cada dia que passa) em questões de vivência do que em questões formais. idealmente, um bom arquitecto conjuga ambos, mas fica para a história pela primeira. digo eu, que sou um génio da forma..
  16. o problema da forma é o problema da moda: é uma questão de tempo até se tornar ridículo. claro que quando a forma segue a função as coisas estão facilitadas, porque essa máxima é aplicada a tudo no planeta terra. isso é impossível cair em desuso. além disso prezo muito mais as experiências que a arquitectura exige (não só na viragem do século, mas em cada dia que passa) em questões de vivência do que em questões formais. idealmente, um bom arquitecto conjuga ambos, mas fica para a história pela primeira. digo eu, que sou um génio da forma..
  17. agora com estas fotos, até nem parece mal de todo, mas acho que ficava melhor com um bikini preto.
  18. quando os únicos elementos apresentados visam mostrar uma modelação exterior de um edifício (vulgo fazer pastelaria) e a modelação formal é a bosta que se vê, não há nada a dizer. mas quando se junta um poema do Emanuel, já vale a viagem aqui ao tópico.
  19. Emanuel, criticar é-me fácil, projectar é mais penoso e tira-me anos de vida. sou apenas dono da minha opinião. tenta retirar da minha dissertação apenas aquilo com que concordares obviamente, acho que foi por isso que aqui meteste o teu projecto. mas uma ressalva: o "balizar por baixo... e padrõezinhos?" referia-se às fotos apresentadas pelo nunomiguelneto para dizer que o teu projecto era o que se queria em portugal, eu respondi que não podemos ter aquelas fotos como termo de comparação para o que queremos para a arquitectura portuguesa. quanto à parede de pedra entendi mal, fiquei com a noção de que não podiam ser salvas e por isso seriam reconstruídas. ainda assim admitamos que é uma fórmula um pouco vulgarizada nos nossos dias. daqui a uns anos será mais óbvio.
  20. ok nuno, nesse caso, como há coisas muito más vamos balizar por baixo... e padrõezinhos? eu estou a discutir arquitectura que foi apresentada aqui, nada de mais. mas outro dia poderemos discutir essas casas que apresentaste e outras ainda melhores que tenho por aqui, mas numa perspectiva puramente psiquiátrica. a palavra kitsch.. pegando na tua wikipedia "(os objectos) São frequentemente associados à predilecção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada." eu apliquei-a à parede de pedra, não ao edifício como um todo, se bem que até poderia fazê-lo. é uma fórmula que alguns arquitectos utilizam para "chumbar" a casa ao terreno, mas alguns sabem fazê-lo. e segundo percebi, todo o existente é demolido, essas paredes surgem como uma alegoria e não como uma memória, o que neste caso tira o sentido ao argumento utilizado pelo autor. a planta adaptada porque quando entras na cozinha funciona tudo muito bem, mas as implicações que tem na sala e no seu recorte são só uma consequência, quando a sala deveria ser um espaço privilegiado no desenho da planta. o hall foi tratado como um espaço sobrante e aquela porta de cozinha logo ali na entrada parece uma porta de despensa, não tem nada a ver com a forma como foi tratada a passagem para a zona de quartos. mas não é preciso verbalizar isto tudo, não te parece simplesmente mal adaptado? o desenho tem que falar por si.
  21. volto a repetir. gosto muito das coisas dos ARX, para não haver dúvidas. quanto à questão "isto o quê?".. o branco é a cor que melhor se afirma numa paisagem, mas não estava a falar disso, gosto do branco, da marca óbvia no homem. o que não implica que se faça um néon para chamar a atenção. estava a falar do léxico utilizado, do ruído excessivo em alguns projectos. muitas linhas de força, muitos vazios, diferentes tons de sombra e de branco. grandes variações da luz e forma dos contentores espaciais. tudo isso é óptimo, é disso que vive a arquitectura, na dose certa, no local certo. o excesso só é bom quando se visita obras emblemáticas apenas uma vez na vida, mas quando se habita os locais, torna-se enjoativo. não projectamos para colegas nossos irem visitar a obra ou para aparecer em revistas, projectamos locais habitados por pessoas que nem ligam aos puxadores que escolhemos cuidadosamente ao longo de anos de profissão, e que chamam mamarracho a qualquer edifício com uma fachada cega, pessoas que sempre que passam na rua R olham para o projecto P porque não é ortogonal e tem montes de vidro, chama-se "dar nas vistas" sem querer parecer muito velho do restelo. mais uma vez, estes tipos surpreendem-me sempre, aprendi muito com eles apesar de não gostar de certos tiques de linguagem. é claramente uma arquitectura de fórmulas, mas isso não é mau, aliás é impossível não o fazer. estes então fazem arquitectura de autor como pouca gente. mas gostava de ver um projecto deles que se quisesse fundir com a paisagem, se calhar têm e eu não conheço. ou um em que o edifício não tivesse que ser uma obra de arte só por si, que fosse necessário habitá-lo, ao contrário dos projectos que conheço deles.
  22. volto a repetir. gosto muito das coisas dos ARX, para não haver dúvidas. quanto à questão "isto o quê?".. o branco é a cor que melhor se afirma numa paisagem, mas não estava a falar disso, gosto do branco, da marca óbvia no homem. o que não implica que se faça um néon para chamar a atenção. estava a falar do léxico utilizado, do ruído excessivo em alguns projectos. muitas linhas de força, muitos vazios, diferentes tons de sombra e de branco. grandes variações da luz e forma dos contentores espaciais. tudo isso é óptimo, é disso que vive a arquitectura, na dose certa, no local certo. o excesso só é bom quando se visita obras emblemáticas apenas uma vez na vida, mas quando se habita os locais, torna-se enjoativo. não projectamos para colegas nossos irem visitar a obra ou para aparecer em revistas, projectamos locais habitados por pessoas que nem ligam aos puxadores que escolhemos cuidadosamente ao longo de anos de profissão, e que chamam mamarracho a qualquer edifício com uma fachada cega, pessoas que sempre que passam na rua R olham para o projecto P porque não é ortogonal e tem montes de vidro, chama-se "dar nas vistas" sem querer parecer muito velho do restelo. mais uma vez, estes tipos surpreendem-me sempre, aprendi muito com eles apesar de não gostar de certos tiques de linguagem. é claramente uma arquitectura de fórmulas, mas isso não é mau, aliás é impossível não o fazer. estes então fazem arquitectura de autor como pouca gente. mas gostava de ver um projecto deles que se quisesse fundir com a paisagem, se calhar têm e eu não conheço. ou um em que o edifício não tivesse que ser uma obra de arte só por si, que fosse necessário habitá-lo, ao contrário dos projectos que conheço deles.
  23. deve ser "porreiro pá" fazer praia ali debaixo daquela torre gémea reciclada. a isto chama-se arquitectura insustentável. manda o lugar com os porcos.
  24. deve ser "porreiro pá" fazer praia ali debaixo daquela torre gémea reciclada. a isto chama-se arquitectura insustentável. manda o lugar com os porcos.
  25. epá, conheço umas coisas deles na aroeira que apesar de objectos interessantes individualmente, se tornam cansativos todos próximos uns dos outros. acho que são 3. é como as coisas do ghery, depois de bilbao tornou-se um pateta. se bem que acho que no caso dos arx há menos risco de isso acontecer (mesmo que a outra escala, evidentemente), parecem-me bem mais sensatos.
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