-
Posts
5034 -
Joined
-
Last visited
-
Days Won
5
Content Type
Profiles
Forums
Events
Everything posted by JVS
-
Porto | Grande Hotel | Roberto Cremascoli e Marta Rodrigues
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Arklab: Este topico estah no local errado. Eh uma noticia. -
No seguimento das reportagens sobre edificios apresento o Colmeia VI no Parque das Nacoes. MEMORIA DESCRITIVA Localizado na Alameda dos Oceanos, edifício é constituído por 78 apartamentos com tipologias T2 a T5 estando integralmente completas as inscrições. Com 5 e 7 pisos de habitação pré-instalação de climatização os apartamentos podem desfrutar do enquadramento com um amplo jardim interior (+/- 1 500 m2) de uso exclusivo. Na sua grande maioria este prazer visual pode ser conseguido a partir da sala, optimizando as orientações sul e poente. De características semelhantes aos anteriores edifícios descritos, este empreendimento constitui, um momento de grande felicidade para a história da Colmeia, ao mesmo tempo que se despede desta zona da cidade. Ocupando toda a área do rés-do-chão serão instalados os primeiros serviços com que a Colmeia, a par da sua actividade de promover habitação, se propõe intervir com actividades de carácter social. Os espaços designados por “ Casa das Abelhinhas “ e “ Casa dos Mestres” são dedicados aos mais novos – do Berçário ao A.T.L. – e àqueles a quem a perda da juventude é compensada pela riqueza da enorme experiência de vida. A Colmeia quer alargar a sua família a todas as faixas etárias e por isso fará a gestão directa destas instalações e os serviços nelas prestados. Os trabalhos de contenção e escavação iniciaram-se em Dezembro de 2001, prolongar-se-ão até Julho de 2002 e foram adjudicadas à Teixeira Duarte. O financiamento do empreendimento foi assegurado pelo BBVA, com quem foi estabelecido um protocolo para apoio directo aos Cooperadores na fase de inscrição. Em 2005 este edifício foi galardoado com o Prémio de Melhor Empreendimento do Ano - Prémio dos Leitores da Revista Imobiliária. Financiamento ----- Banco Bilbao Viscaya Argentaria Proj. Arquitectura ----- Serralvez Proj. Instalações ----- Energia Técnica Proj. Estrutura ----- Safre Fiscalização ----- Teixeira Trigo Fundações ----- Teixeira Duarte Empreitada Geral ----- ENSUL in http://www.colmeia.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=41&Itemid=32 NOTICIAS A cooperativa Colmeia está a construir na Alameda dos Oceanos um Jardim Infantil, um ATL e um Lar de Idosos. O Jardim Infantil que aceita crianças dos 3 meses aos 6 anos e o ATL (Actividades Tempos Livres), com crianças dos 6 anos aos 12 anos, possuem actividades como: natação, judo, ballet, orquestra e coro entre outras, em que todas as crianças podem participar. Estas crianças podem também usufruir de uma biblioteca (com livros adequados às suas idades e também com material informático) e de um ginásio. As crianças serão distribuídas de acordo com a sua idade, pois cada ano tem a sua sala. Tanto as crianças do Jardim Infantil como as do ATL têm um refeitório onde podem tomar o pequeno-almoço, almoçar e lanchar. Poderá eventualmente existir um transporte para as crianças cujos pais não as podem entregar na “escola” e esta está aberta desde as 8 horas até às 20, com professoras experientes que podem ajudar os alunos (tanto do Jardim Infantil como do ATL) com dificuldades. O Lar de Idosos por sua vez aceita qualquer pessoa que necessite de uma casa com companhia e ajuda. Neste Lar podem “habitar” 23 “mestres” que podem desfrutar de 15 quartos (8 quartos duplos e 7 simples), de 3 salas e de um gabinete médico entre outras coisas. Os “mestres” podem também decidir se querem as suas refeições nos quartos ou no refeitório. Para se poder usufruir destes grandes estabelecimentos tem de se ser cooperador da Colmeia. Os cooperadores mais antigos têm prioridade. A Colmeia organiza também passeios dentro e fora da Expo, tanto para o Jardim Infantil e o ATL como para o Lar de Idosos. Este projecto já foi aprovado pela Segurança Social e pelo Ministério da Educação. A Inauguração deste projecto está prevista para 2004. No dia 18 de Fevereiro deste ano foi feita uma festa para celebrar o lançamento da 1ª pedra do edifício Colmeia VI. in http://jornalsindbad.no.sapo.pt/colmeia_vi.htm Colmeia VI Ganha "Óscar" de "Melhor Empreendimento do Ano 2005" Preferido entre 21 Candidatos Na votação dos leitores da revista «Imobiliária», o edifício Colmeia VI, localizado no Parque das Nações, conquistou o primeiro lugar entre todos os candidatos aos prémios, numa votação em que a escolha foi feita independentemente do júri e do sector a que pertenciam os 21 empreendimentos nomeados. A escolha consagrou o projecto Colmeia VI, um dos empreendimentos habitacionais promovidos pela Cooperativa Colmeia no Parque das Nações, descrito pela revista, como o "projecto mais humanizada, onde as infra-estruturas troçados tiveram em conta as crianças e os idosos". Projectado pelo gabinete Serralvarez Arquitectos, é constituído por 28 apartamentos, 5 T2, 40 T3, 28 T4 e 5 T5; Com uma frente edificada virada para o nascente e vista parcial sobre o rio, apresenta no seu interior um jardim de 1.500 m 2 que, a par das actividades dos mais pequeninos - a "Casa das Abelhinhas", - e dos mais idosos em residência permanente, - a “Casa dos Mestres” - proporciona aos moradores um agradável espaço de convívio. A opção estética dos arquitectos Rui Serra e Maria Manuel Alvarez recaiu no revestimento a azulejo das fachadas Norte e Sul e em pedra calcária na fachada Nascente, voltada para a Alameda dos Oceanos, criando em simultâneo um contraste de cor e forma e uma linguagem coerente para todo o quarteirão. in http://www.colmeia.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=51&Itemid=22 IMAGENS http-~~-//www.colmeia.com.pt/common/img/empreendimentos/colmeia6_min.jpg GALERIA DE EXTERIORES GALERIA DE INTERIORES
-
http://baganha.pauloribeiro.net/img/portfolio/1/2/jbaganha_1_15.jpg Penso que sao dois arquitectos que estao dentro da chamada arquitectura vernacular pseudo-popular. O que eu pretendo neste topico eh tentar perceber porque razao este tipo de arquitectura tem mais aceitacao nas pessoas comuns tanto da classe media como na classe alta. Pretendo tambem tentar compreender este fenomeno para alem da razao exposta e desgastada pelos arquitectos da proclamada ignorancia dos portugueses em relacao ah Arquitectura. Temos que ser mais realistas e tentar compreender o amago da questao. Porque razao os portugueses preferem este tipo de arquitectura e nao exemplares arquitectonicos contemporaneos?
-
Lisboa tem uma Almedina, vou tentar lah.
-
Russia Totan Kuzaembaev Architects - http://www.totan.ru/en/workshop/index.html
-
Habitação Social - paradigmas do bem estar social
JVS replied to asimplemind's topic in Arquitectura
Sendo o Bairro da Quinta da Fonte um Mau exemplo urbanistico que pode levar os seus habitantes a comportamentos marginais e por vezes criminosos nao devemos entao enquanto cidadaos e arquitectos reflectir nos bons exemplos? E os bairros sociais dos anos 50 teriam eles problemas de marginalidade e criminalidade? Nao existe nenhum exemplar de Bairros sociais de pequenas dimensoes? Como seria os Bairros Sociais como estes habitados pelas pessoas que vivem no Bairro da Quinta da Fonte? -
Ha meses que estou para criar este topico. Num forum em que existe admiracao por uma arquitectura erudita e contemporanea segundo os termos do Modernismo, Pos-Modernismo e Tendencias Contemporaneas expor um topico sobre este tipo de Arquitectura vai cair muito mal nalguns utilizadores. Eh um topico criado por Zemaria aqui do forum no qual me deu autorizacao para o colocar aqui no forum. Sugeri primeiro que ele colocasse aqui no forum porem ele afirmou que nao tinha tempo nem disposicao para o fazer. O TOPICO http-~~-//farm3.static.flickr.com/2127/2167319534_a5b46d2d25_o.jpg http-~~-//farm3.static.flickr.com/2403/2166526793_0b9239e6d6_o.jpg http-~~-//farm3.static.flickr.com/2297/2166527883_a2da7d9638_o.jpg http-~~-//farm3.static.flickr.com/2122/2167321708_4f1d2fc415_o.jpg http-~~-//farm3.static.flickr.com/2373/2166579925_b5978e25aa_o.jpg zm in http://arrumario.blogspot.com/search/label/arquitectura Resposta as Reaccoes ao Topico criado por ZM
-
Ha uma coisa que eu considero negativa nas fotografias de Fernando Guerra. Eh a pretenciosa encenacao duma suposta arquitectura imaginaria que existe na cabeca de quem projectou. Eles vao tirar fotografias um dia antes de elas serem habitadas. Antes de serem "destruidas" pelos habitantes. E depois existe muito photoshop nestas fotos... ha uma certa falsidade nestas fotografias. Eh sempre bom saber como estao as obras de arquitectura depois de 3 anos, 5, 10 anos...
-
Alguem sabe onde posso encontrar estes livros alem da FNAC, da Bertrand e da Byblos? Guião de Apoio à Reabilitação de Edifícios Habitacionais José Aguiar, A. M. Reis Cabrita, João Appleton Reabilitação de Edifícios Antigos. Patologias e tecnologias de intervenção. João Appleton
-
Lisboa | Plano Geral de Intervenção na Zona Ribeirinha de Lisboa | Miguel Correia
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Plano Geral de Intervenções da Frente Ribeirinha de Lisboa http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/004/pifr/documento_enquadramento_resumo.pdf Segundo a fonte tem tudo sobre o projecto. in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=696106 -
http://almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Miguel%20Esteves%20Cardoso O ideal eh ver o video da entrevista.
-
MEMORIA DESCRITIVA Enquanto forma de protecção da envolvente, o projecto é concebido como uma massa densa fechando pátios, que fazem referência ao quarteirão típico de Lisboa. Esta massa é protegida por uma fachada com uma dupla pele acústica, a partir de elementos de vegetação interior. Fontes de água nos espaços de entrada dos limites do terreno e isolamento do ruído do tráfego. O acesso ao lugar é feito a partir de passagens estreitas, á escala do centro histórico de Lisboa, que permite vislumbrar o lugar e conduzir ap desejo de descoberta. O contexto urbano prolongar-se-á sobre o lugar, através do uso de materiais minerais, tais como calçada para o pavimento e uma composição de azuleijos reinventada nas paredes das ruas pedonais. A cobertura será ocupada com cafés, restaurantes, terraços e duplex. Materiais orgânicos utilizados nos pátios geram vários temas de jardim. O interior das fachadas dos edifícios de habitação reflecte diferentes caracteres para o pátio, com vegetação, efeitos de água e materiais diversos. Cada pátio tem um tema específico, gerando o seu próprio "microclima". Um percurso pelo lugar da origem que leva a distintas surpresas. Neste contraste, sombra e luz, nostalgia e modernidade, ruído e silêncio, o lugar ligar-se-á à cidade. Fonte: Arq./a (Maio/Junho 2005) PLANTAS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_000.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_003.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_009.jpg ALCADOS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_008.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_002.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_001.jpg/MEDIA] http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_007.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_006.jpg IMAGENS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_004.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Alcantara_mar_005.jpg in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=441227&page=2
-
http-~~-//img76.imageshack.us/img76/7536/dsc05782an1.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/TorresColombo.jpg Sugeria que observem as imagens com atencao. Dum lado temos a estrutura e do outro temos o resultado final. A estrutura equivale a um corpo nu. http-~~-//chelseaartgalleries.com/images/uploaded/large/17468-.jpg A Fachada equivale a um involucro que se tira e retira tal como a roupa. Tudo isto gracas ao sistema de construcao que vemos na figura: GRC - Glassfibre Reinforced Concrete. Um sistema "facil" de usar. Com este sistema estrutura-fachada existe a possibilidade de remover a fachada consosante as modas. E este sistema de construcao possibilita ao arquitecto deixar de ser um construtor de objectos definitivos e passa a ser um construtor de objectos reformativos que veste e despe edificios consoante o interesse dos clientes. Assim o arquitecto tem mais possibilidade de trabalho. Alem de ter as obrigacoes eticas e deontologicas apos a obra estar concluida tambem pode vir a poder participar activamente na vida do edificio. O cliente quer um edificio comercial apelativo. O arquitecto concebe uma estrutura normal porem interessante que possa ser possivel ter varias opcoes de fachada. O arquitecto depois de conceber a estrutura concebe as fachadas segundo temas. Quando um tema deixar de ter interesse passados alguns anos muda-se a fachada de modo a ter interesse. Desta forma a arquitectura deixa de ser estatica na medida em que tem a possibilidade de mudar de forma sempre que o cliente desejar.
-
Torres do Colombo - Actualização http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/TorresColombo_Observador1.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/TorresColombo.jpg O que mais assusta nestas torrer nao sao os envidracados mas sim a estrutura ... http-~~-//img76.imageshack.us/img76/7536/dsc05782an1.jpg Um exemplo de arquitectura ironica. Finge ser aquilo que nao eh. Uma arquitectura falsa porem curiosa. E curiosa no sentido de poder mudar consosante as modas. Tomas Taveira no Saldanha, Lisboa http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/foto_projectos.jpg Branco. Natura Towers http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/bd667efe.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/9c99cb89.jpg
-
Hoje de manha estive a pensar sobre este assunto e lembrei-me duma visita que fiz a um edificio acompanhado por dois engenheiros. Confesso que aprendi muito com o engenheiro. E materia de arquitectura e de sistemas de construcao do sec. XVIII e do sec XIX. Depois lembrei-me dos engenheiros que fui conhecendo de vista e ouvindo as conversas (inevitavel)... Tudo isto para dizer que discordo do ponto de vista do Ark. Dos engenheiros que conheco muitos deles sabem tanto de arquitectura como de cultura. Sao pessoas bastante cultas e nada daquilo que o colega Ark afirma neste topico.
-
in http://grandesplanos.blogspot.com/2007/09/de-mary-harron-patrick-bateman-um-jovem.html in
-
Gostava de ver isso construido. E tambem gostava de ver fotos da obra 3 anos depois de estar construido... Aqueles vaos vao ter uma caixilharia ou uma estrutura para o vidro. Resta saber qual vai ser a solucao.
-
Barcelona | L'Hospitalet - Cidade Judicial em Barcelona | David Chipperfield
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
O exemplo de uma cidade judicial pensada para ser uma cidade judicial. -
http-~~-//img.photobucket.com/albums/v257/ocaocomtrespatas/wine-can.jpg Os apreciadores de vinho são um grupo reconhecidamente conservador mas até o enólogo mais susceptível será capaz de sorrir perante esta lata de vinho: uma lata de alumínio de 25 cl criada pelos designers suecos Jens Andersson e Jonas Forsman. Reciclável e fácil de transportar. Parece-me uma ideia brilhante. Cómico mesmo seria imaginar estas coisas presentes numa prova formal, com os especialistas em plena adega de lata na mão. Mas nem mesmo o melhor design seria capaz de um milagre assim. by http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/ Links . http://www.wine-can.com/ http://www.jensandersson.com/ http://www.jonasforsman.se/
-
O meteorito do Rato Published Wednesday, July 30, 2008. 7 messages. English text is not available for this post. A imagem tradicional do arquitecto radical é a de um jovem zangado rebeliando-se contra o sistema. A avant-garde define-se mais por aquilo que é contra do que pelo que é a favor. Isto conduz a uma sucessão de contradições edipianas em que cada geração diz o oposto daquela que a antecedeu. E se a tua agenda está dependente de ser o adverso de outra pessoa, então não és mais que um seguidor – ao contrário. (…) [Bjarke Ingels (BIG), Manifesto #30 via Iconeye] Confesso. Eu comprei a tese do Bjarke Ingels na primeira vez que a ouvi. Como “ser contra” pode ser um padrão cultural adquirido. Como o radicalismo pode não passar de uma forma de seguidismo intelectual. Nada mais, de facto, do que a expressão dissimulada do conservadorismo contra aquilo que é realmente desafiador. Quanto mais penso nisso mais lhe reconheço razão. Que toda a estrutura do nosso pensamento intelectual parece estar construída sobre “ser contra” qualquer coisa. Ser radical vende; como se irreverência fosse equivalente a presunção de má fé para com tudo o que nos rodeia. De vez em quando dou por mim a defender o projecto que todos odeiam. É uma patologia minha, reconheço. Mas não gosto de grandes certezas óbvias. Prefiro as minhas dúvidas. Por várias razões – porque não faço deste espaço o repositório de prelecções assassinas, de peticionarismos, de bota-abaixo, de clamores contra tudo o que nos cerca porque todos sem excepção são “corruptos e vendidos e tristes” – vou merecendo epítetos de vendido ao sistema. O sistema, verifico-o muitas vezes, são pessoas que trabalham sete dias por semana com dedicação e pesadas contrapartidas pessoais. Mas eu, ao que parece, porque me movo mais pelo que dou valor do que por aquilo a que não reconheço mérito, vendi-me a “eles”. Segundo esta blogosfera sou também um monstro censurador. Pela simples razão de achar que uma caixa de comentários não é um convite para a inanidade mental. Por considerar que a argumentação crítica não é incompatível com um mínimo de civilidade. Que a convicção de superioridade de argumento não legitima que se presuma do lado oposto a nulidade intelectual ou mesmo moral. Se escrevo algumas linhas a propósito do projecto de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, é motivado mais pela recusa de adesão ao panfletarismo do que pela aclamação daquele objecto. E, no entanto, aquele objecto devia, no mínimo, intrigar-nos. Acusam-no de ser a edificação pura dos mais elevados índices de construção. Talvez. Mas isso é o que resulta de grande parte das comissões de arquitectura – por cá, tanto de arquitectos como por não arquitectos. Em projectos irrelevantes, não-arquitecturas, modernidades de segunda ou pastiches fantasiados de “tipologia envolvente”, que a poucos desperta pulsões peticionárias. Então: porquê este? O que é que incomoda ali, realmente? O “sítio”! Sem dúvida. Não tanto a verdade do sítio – um quarteirão de remate indefinido, uma sequência de empenas acotoveladas, uma ausência de leitura de frente urbana. Mas uma ideia de sítio – a Lisboa histórica – e a preconceitualização do que nela pode ou não suceder. A proposta de Valsassina e Aires Mateus pressupõe a volumetrização dura daquele fecho de quarteirão. O alinhamento de fachada mantém-se e sobre ele se define uma escavação que abre o térreo à rua. E assim resulta a ascensão daquela massa pesada – o edifício que se eleva para receber a frente pública – gesto praticamente imperceptível naquele infeliz “render” frontal. Compreendo e aprecio aquela suspensão volumétrica, mais observável na vista da maquete e no corte longitudinal (ver abaixo). Mas tenho a minha distância para com a dureza impermeável daquela construção – não na sua materialização formal, bastante bela por sinal – mas no seu significado urbano. E aqui refiro-me a muita da arquitectura contemporânea que hoje incide exactamente nessa dimensão da densidade urbana – debruçando-se sobre o exercício de permeabilidades que abrem a possibilidade infinita de apropriação do lugar privado pelo público – tornando o sítio da arquitectura em parte do lugar da cidade. Exercícios – como muita da arquitectura contemporânea norte-Europeia, como Bjarke Ingels que acima referi, por exemplo – que são o oposto da urbanidade portuguesa estabelecida, de fronteiras duras entre o privado e o público. E aqui estamos já a discutir algo que extravasa o projecto do Rato mas de que ele pode servir de ponto de partida, porque são as nossas tipologias urbanas depositárias de uma matriz cultural que promove a opacidade entre público e privado. E neste edifício talvez possamos começar por questionar isso mesmo; que é uma arquitectura pouco generosa. Mas que vem na matriz desse fazer cultural, do nosso erguer de muros entre o que é o meu espaço e o território de todos. Nesse sentido, nada ali é uma verdadeira ruptura. E assim, talvez encontremos alguma pertinência no que escreveu Ricardo Carvalho no Público. Que o que choca é o gosto: “aquilo é feio, uma monstruosidade, um mamarracho”! Ou seja, entramos no mínimo denominador comum de uma discussão de arquitectura. O que nos deve intrigar ali, proponho eu, é uma tradução arquitectónica do jurídico e do económico, do fazer cidade através de objectos cuja textura deve ser eminentemente urbana. Que valores defende a arquitectura e o urbanismo inscritos em norma legal, em conceito económico, produto directo da nossa cultura, da nossa portugalidade. Que valores nos movem; como questionamos esta cisão entre os domínios público e privado que são expressão de uma carência do lugar da comunidade, enquanto conceito cultural que deveria estar na base de tudo o que é uma cidade, que é exactamente onde a comunidade devia acontecer. E se quisermos de facto falar disto, então temos de defender o espaço público das ideias – seja nos blogs ou na arquitectura – não com peticionarismos, com reducionismos morais. Mas com a abertura bastante para compreendermos esta nossa natureza e o que nela queremos transformar. E dispormo-nos a ouvir, verdadeiramente, os outros. in http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/
