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O homem estava a fazer turismo no Chile. Num dos passeios os turistas foram visitar o templo do índio com a melhor memória do mundo. Havia uma enorme fila mas o homem queria ver se a memória do índio era mesmo boa! Nessa fila cada pessoa podia fazer uma pergunta qualquer para o índio que ele responderia. O homem esperou pacientemente, pagou os 10 dólares e fez a sua pergunta: -O que comeu ao pequeno-almoço do dia 2 de maio de 1937? (o índio tinha 98 anos) -Ovos! Respondeu o índio sem pensar. Claro que o homem ficou sem acreditar, pois como saberia se era verdade? Mas como era apenas UMA pergunta foi-se embora com a certeza que fora enganado. 50 anos depois o homem estava passeando nas ruas de NY quando viu sentado na calçada o mesmo índio. Sem acreditar nos seus olhos pois o índio já devia ter uns 140 anos, ele perguntou: -Mas como? E o índio mais uma vez sem titubear: -Cozidos! --------------------------------------------------------------------------------------------------- *Aprendam com isto porque, algum dia, pode ser preciso ...* *Argumentação de um 'engenheiro' português que foi apanhado a 250 Km/hnuma estrada onde o limite era de 70 Km/h. *Ex.mo Sr. Dr. Juiz,Meretíssimo: Confirmo que vi na estrada a marca de 70 em números negros inscritos numcírculo vermelho, sem qualquer informação de unidades. Ora, como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em Portugal o sistema métrico, e o Decreto 65-501 de 3 de Maio de 1961, modificado de acordo com as directivas europeias, define, como unidade DE BASE LEGAL, as unidades do Sistema Internacional, SI. Poderá confirmar tudo no site do Governo. Ora, no sistema SI, a unidade de comprimento é o 'Metro', e a unidade de Tempo é o 'Segundo'. Torna-se portanto evidente que a unidade de Velocidade é o 'Metro por Segundo'. Não me passaria pela cabeça que um Ministério aplicasse uma unidade diferente infringindo as leis vigentes. Assim sendo, os 70 Metros por Segundo correspondem, exactamente a 252 Km/h. Ora a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto. Circulava portanto 2 Km/h abaixo do limite permitido. Esperando a aceitação dos meus argumentos, de V. Exa.. António Nogueira(Engº Civil, IST) --------------------------------------------------------------------------------------------------- Um bêbado estava a passar por um rio, quando viu um grupo de evangélicos a orar e a cantar. Resolveu perguntar:- O que se está a passar... hic...aqui? - Estamos a fazer um baptismo nas águas. Você também deseja encontrar o Senhor? - Hic... Eu quero, sim... Os evangélicos vestiram o bêbado com uma roupa branca e levaram-no para a fila. Numa margem do rio estava um pastor que pegava nos fiéis, mergulhava a cabeça deles na água, depois tirava e perguntava:- Irmão... viste Jesus?- Ó, eu vi, sim...E todos os evangélicos diziam:- Aleluia! Aleluia! Quando chegou a vez do bêbado, o pastor meteu-lhe a cabeça na água, depois tirou e perguntou-lhe:·- Irmão...viste Jesus?- Não! - Disse o bêbado. O pastor colocou novamente a cabeça do bêbado na água e deixou-a lá um certo tempo. Depois tirou-a e perguntou:- E agora, irmão... viu Jesus? O bêbado já bastante ofegante, lá disse:- Não! O pastor, já nervoso, colocou de novo a cabeça do bêbado debaixo de água e deixou-a lá por uns cinco minutos. Depois puxou o bêbado e perguntou-lhe:- E agora, irmão... já conseguiste ver Jesus? O bêbado, já mole e trôpego de tanta água engolir, disse:- Que maçada já disse que não! Mas vocês.... têm a certeza de que Ele caiu aqui????... ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- No inferno, Saddam Hussein discute calorosamente com Bin Laden, quando chega um repórter e pergunta o que eles estão discutindo. Bin Laden responde: - Estamos a planear mais um atentado. O Repórter espantado pergunta: - Mais um? Onde? Saddam responde: - Vamos lançar uma bomba em Portugal e matar 2 milhões de Benfiquistas e 1 Sportinguista. O repórter surpreso pergunta: - Mas porquê 1 Sportinguista? Bin Laden vira-se para Saddam e diz: - Tás a ver, eu disse-te que ninguém se ia importar com os 2 milhões de benfiquistas!...
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Sócrates discursava para algumas centenas de militantes socialistas na Pavilhão de Portimão quando, de repente, aparece Jesus Cristo baixando lentamente do céu. Quando chega ao lado de Sócrates, diz-lhe algo ao ouvido. Então Sócrates, dirigindo-se à multidão, diz: - Atenção camaradas! O camarada Jesus Cristo está aqui, e quer dizer-vos umas palavras! Jesus pega o microfone e diz: - Povo português, este homem aqui ao lado, o Primeiro Ministro Sócrates, não vos tem dado o 'pão do conhecimento' da mesma forma que eu fiz? Os socialistas respondem: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Não é verdade que, assim como eu multipliquei os pães e os peixes para dar de comer a todos, este homem inventou os aumentos de 5 e de dez cêntimos nas pensões, para que todos se pudessem alimentar? - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim!, responderam os militantes. - Não é verdade que este homem, José Sócrates, reformulou o Serviço Nacional de Saúde, assim como eu curei os enfermos e tratei os pobres e desfavorecidos? O povo grita: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Não foi, também ele, traído por companheiros de partido, assim como eu fui traído por Judas? Os socialistas gritaram ainda com mais força: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Então, do que é que estão à espera para crucificar este gajo???!!!
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Fui lah ontem. Ainda nao estah acabado. Tirei umas fotos.
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Grande discussao. Entre quem SABE e quem PENSA saber.
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Este projecto foi realizado por dois ateliers distintos. Nota-se que um deu mais importancia ao vidro, ie ah fachada de vidro como se pode notar na torre e nos edificio nengros e outro deu mais importancia ao uso do betao branco e ao vidro. Num edificio podes ver claramente o uso de de palas fixas em betao branco enquanto os edificios cujas fachadas sao em vidro tem um sistema de sombriamento de modo corrigir uma falha.
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Apanhei o catalogo hoje e folheei-o e fiquei surpreendido. Eh aquilo que eu chamo de arquitectura. Tem uma riqueza de materiais e de detalhe que o torna bastante rico. Eh um projecto complexo que contempla uma relacao entre o antigo e o moderno. “Pátio das Janelas Verdes” - Habitação de charme na Lisboa histórica http-~~-//www.imolux.pt/files/52627.jpg Completamente concluído, o empreendimento «Pátio das Janelas Verdes», promovido pela Sociedade Turística Clima-Sol, com uma localização de excepção na cidade de Lisboa, e uma soberba vista sobre a zona ribeirinha e o Tejo, acaba de vencer o Prémio dos Leitores na edição de 2007 dos Óscares do Imobiliário da prestigiada revista "Imobiliária". Comercializado em exclusivo pela Consultan, empresa de mediação imobiliária, os 43 apartamentos deste novo complexo residencial situam-se em plena área definida como Núcleo de Interesse Histórico das Janelas Verdes e Área Histórica Habitacional, no local onde se ergueu outrora o antigo Palácio dos Viscondes d’Asseca. O projecto estabeleceu a ponte entre o tradicional e o moderno, conjugando o ambiente histórico com a aplicação de novos materiais e design contemporâneo. Promovido pela Sociedade Turística Clima-Sol e assinado pelo Gabinete 9H Arquitecturas Associadas, o projecto foi concebido de forma a utilizar a mais avançada tecnologia, garantindo o conforto e, ao mesmo tempo, optimizando os consumos, a racionalidade energética e a sustentabilidade ambiental. Exemplo dessa preocupação é o sistema centralizado de climatização, com comandos individuais por divisão e contadores por fracção, aquecimento por radiação nos pavimentos e tectos, trazendo vantagens em termos de saúde, espaço e conforto ambiental. Outra das preocupações tem a ver com as características próprias das zonas históricas da cidade. Por um lado, haverá um jardim a sul. Por outro, para os apartamentos T2, haverá dois lugares de garagem, enquanto os T0 e T1 terão direito a um lugar, e todos beneficiarão de grandes arrecadações com áreas até 55 m2. in http://www.imolux.pt/content/index.php?action=articlesdetailfo&rec=85 [ame="http://www.youtube.com/watch?v=oi2I7UAI45Q"]YouTube - Patio das Janelas Verdes - Lisbon[/ame]
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Trata-se dum Conjunto de Escritorios que foi recentemente arrendado ao Ministerio da Justica. Eh o mais recentes Campus da Justica de Lisboa. Tem uma arquitectura simples. Pode-se verificar que sao duas linguagens diferentes. Uma linguagem que usa o vidro e outra que usa o betao branco. Ambas linguagem juntam-se numa soh dando a entender que os nove edificios se unem num soh objecto. RENDERS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Norfin001.jpg Sao 9 edificios. http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Norfin008.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/236_02.jpg in http://lx-projectos.blogspot.com/2006/11/norfin-office-park-actualizao.html FOTOGRAFIAS GERAIS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_060.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_067.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_068.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4458.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4469.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4471.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4475.jpg http-~~-//i21.photobucket.com/albums/b290/lisbona/01-1.jpg EDIFICIOS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_061.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_064.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_070.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4462.jpg http-~~-//i21.photobucket.com/albums/b290/lisbona/03-1.jpg http-~~-//i21.photobucket.com/albums/b290/lisbona/05-1.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_055.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_058.jpg PORMENORES http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_069.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4464.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4468.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4472.jpg http-~~-//i18.photobucket.com/albums/b149/andremiguel/Lisboa/IMG_4474.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_045.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_006.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_007.jpg JARDINS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_032.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_036.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_037.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_040.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/UPDATES/norfin_001.jpg RELACAO COM A ENVOLVENTE http-~~-//img.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Lisbon_Streets_and_Buildings/Lisbon_Aerials/LisbonVE_005.jpg Fotografias obtidas aqui - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=500819&page=11
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Nao sei nao. A Civilizacao Chinesa surgiu na mesma altura que a civilizacao sumeria e egipcia e ainda existe nos dias de hoje. Portanto...
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E eh capaz de ser a mais ecologica.
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Um objecto descartavel. Gostava de saber se eh feito de materiais reciclaveis. Eh que eh um objecto que soh se pode usar uma vez.
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http://teatrosmarques.no.sapo.pt/imagens/167.jpg Imagens de como era o Teatro.
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O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afastou a possibilidade de limitar a curto prazo o acesso de viaturas ao centro da cidade, defendendo que é necessário melhorar primeiro a qualidade dos transportes públicos «Essa questão no Porto só se colocará no dia em que os transportes públicos tiverem um nível de qualidade suficientemente bom. Hoje o nível ainda não permite isso», afirmou Rui Rio, em declarações aos jornalistas. O autarca admitiu que os transportes públicos na cidade «têm melhorado», destacando o contributo dado pelo metro, que considerou ser «fundamental». Por isso, salientou a importância da expansão da rede do Metro do Porto, recordando que foi decidido aguardar até Setembro para que o Governo cumpra o acordo assinado com a Junta Metropolitana. Rui Rio falava à margem de uma visita ao Jardim da Cordoaria, para apresentar um projecto de requalificação que pretende corrigir alguns problemas existentes naquela zona verde, situada nas imediações da Torre dos Clérigos e da antiga Cadeia da Relação. «Não se trata de um novo projecto, mas de corrigir fragilidades», afirmou, admitindo que o actual jardim foi uma «intervenção profunda da Porto/2001 que não resultou». A autarquia vai investir cerca de 320 mil euros na requalificação deste jardim, onde serão criados novos caminhos pedonais e uma nova zona de esplanadas, além de serem instalados mais bancos. in http://diario.iol.pt/ambiente/porto-portagens-veiculos-poluicao-transportes-publicos/979350-4070.html
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Matosinhos | Cine-teatro Constantino Nery | Alexandre Alves Costa
JVS posted a topic in Arquitectura
http-~~-//arnaldomadureira.blogs.sapo.pt/arquivo/ConstantinoNery.jpg SECÇÃO: Sociedade Cine-teatro Constantino Nery A casa da cultura Inauguração agendada para 15 de Novembro. Cinco milhões de euros de investimento. 15 de Novembro é o dia em que o Cine-teatro Constantino Nery reabre ao público, colocando um ponto final a décadas de degradação e abandono. “Nesse dia, a cidade estará em festa”, garante o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos (CMM). Na passada quinta-feira foi apresentada, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, a programação para o próximo ano. O orçamento é de um milhão de euros. Os preços dos bilhetes ainda estão a ser estudados, mas Guilherme Pinto assegura que serão acessíveis a vários tipos de públicos. O investimento global na obra atinge os cinco milhões de euros. Um verba que o autarca espera ver rentabilizada com as receitas dos espectáculos. A programação é muito variada: música, teatro, dança, poesia, conferências, workshops, ateliers, cinema e novo circo. O Cine-teatro Constantino Nery estará aberto durante todo o ano, das 10h00 às 24h00, encerrando apenas às segundas-feiras. Segundo Guilherme Pinto, a programação assenta na irreverência e criatividade, proporcionando momentos de reflexão e relaxamento. Depois da cidade de Matosinhos ser conhecida como a “sala de jantar” do Grande Porto, o edil pretende que o Cine-teatro Constantino Nery seja “um sofá energizador”, “o principal embaixador em termos culturais”, ultrapassando as fronteiras físicas do concelho. O Vereador da Cultura da CMM, Fernando Rocha, acrescentou que “a programação foi feita com algum cuidado, foi contida, porque os tempos assim o obrigam”. No entanto, ressalvou que “não vai haver lugar à facilidade e à mediocridade”: “A programação foi feita a pensar nos diferentes tipos de público. Achamos que esta programação irá afirmar Matosinhos no panorama da cultura a norte e, em alguns capítulos, a nível nacional. Foi um processo difícil, demorado, mas a persistência tem sempre vencido o descrédito”. De acordo com a directora artística do Cine-teatro Constantino Nery, Luísa Pinto, “a grande preocupação foi o projecto educativo para captar novos públicos”, trabalhando, para o efeito, em estreita colaboração com os professores do ensino secundário. “O Constantino Nery deveria chamar-se Hoje Acontece. Todos os dias acontece alguma coisa, com excepção da segunda-feira. É uma casa virada para o mundo. Não pode ser um teatro de bairro. Vamos estar atentos ao que se passa lá fora para trazermos outros espectáculos a Matosinhos”, frisou Luísa Pinto. Além da programação, será instituído o Prémio Constantino Nery, que visa distinguir uma obra inédita de um autor da lusofonia. Teatro O leque é muito variado: teatro clássico, contemporâneo, alternativo, produção própria, co-produção e acolhimento. O Cine-teatro Constantino Nery participará no Festival de Teatro Lusófono e no Fitei e promoverá um Encontro de Teatro Amador. Artelier, Balleteatro, Academia Contemporânea do Espectáculo, Escola de Mulheres, Teatro do Bolhão e Teatro de Marionetas do Porto são as companhias de teatro que virão a Matosinhos apresentar os seus espectáculos. O Festival Lusófono contará com a exibição de peças de teatro do Brasil, Moçambique, Angola, Portugal e Cabo Verde. A Companhia Teatro Reactor estreará o espectáculo “Memórias Póstumas de Brás Cuba”. Luísa Pinto será a encenadora da peça “Janis Joplin”, uma produção da CMM/ Cine-teatro Constantino Nery, da autoria de Filipe Pinto e Pedro Pinto, com direcção musical de Carlos Tê. No que diz respeito ao projecto educativo, estão previstos cursos, oficinas temáticas, ensaios abertos ao público, oficinas de expressão dramática, visitas guiadas e conversas com os criadores. Música Para a inauguração do Cine-teatro Constantino Nery foi encomendada uma produção inteiramente nova à Orquestra Jazz de Matosinhos, que contará com três dos mais importantes saxonistas/improvisadores. São eles: Chris Cheek, Joshua Redman e Mark Tuner. Ao longo de toda a temporada de 2009 haverá uma programação contínua de música clássica, jazz e alternativa. Estão previstos ciclos de concertos com a Orquestra Jazz Matosinhos e conferências coordenadas por Manuel Jorge Veloso. Ainda no jazz, estão prometidos os concertos da portuguesa Maria João e do cabo-verdiano Mário Lúcio. Cinema A programação contínua de ciclos de Cinema Independente inclui sessões dedicadas a temáticas como o Natal, Carnaval, o Cinema em Viagem, Festa do Mar, Laços de Família, Máscaras, Migrações, Clássicos do Cinema, Cidades, Juventude Inquieta, Música e Cinema, Cenas da Vida Conjugal. Haverá ainda workshops de cinema, um encontro de cinema lusófono e ibero-americano e uma extensão do Festival Indie Lisboa em 2009. Dança Além de uma programação contínua de Dança Contemporânea, haverá workshops de dança. Clara Andermatt, Balleteatro- Né Barros e Olga Roriz são as companhias cujos trabalhos marcarão presença em Matosinhos. Café Concerto Estará aberto até às duas da manhã durante a semana e, aos fins-de-semana, até às quatro. Estão previstas noites de poesia, festas temáticas, pequenos concertos, tertúlias, artes performativas, mostra de documentários, entre outras propostas. Obras O Cine-teatro Constantino Nery foi inaugurado a 10 de Junho de 1906, na Avenida Serpa Pinto. Os anos 50 e 60 foram o seu período áureo, com a exibição dos grandes êxitos do cinema italiano e os westerns americanos. No final da década de 70, o Constantino Nery começou a entrar numa fase de decadência com a abertura de salas cinemas do Porto, acabando por encerrar as portas já na década de 80. A CMM adquiriu o espaço em 2001 por mais de 350 mil euros. O arquitecto Alexandre Alves Costa foi o autor do projecto de recuperação que venceu o concurso público internacional. Do antigo edifício apenas se mantém a fachada e a volumetria. O piso inferior terá uma pequena sala polivalente para conferências, exposições e pequenos concertos. No piso superior haverá uma sala de espectáculos com 240 cadeiras de plateia amovíveis. A cobertura do Cine-teatro Constantino Nery será em cobre. Haverá uma torre com 14 metros de altura que terá uma luz que funcionará como uma espécie de farol. A empreitada representa um investimento de três milhões e 500 mil euros, sendo que um milhão e 755 mil euros foram financiados pelo Programa Operacional da Cultura. Por: Dulce Salvador in http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=374&id=18782&idSeccao=2972&Action=noticia -
Grande Hotel faz obras para restituir esplendor em 2010 2008-08-07 MANUEL VITORINO http-~~-//images.hotel-rates.com/hotels/EVT_2292-exter-1.jpg Já tem mais brilho a fachada vitoriana do Grande Hotel do Porto. Quase 130 anos de história, foi aposento de Aquilino Ribeiro, Fernando Namora e Unamuno. Por entre as paredes com fotos de Alvão tenta-se restituir o esplendor de outros tempos. Foi inaugurado "com todo o fausto e luxo" em Março de 1880. Tinha 40 quartos, cinco suites e salões nobres. Por cá, a monarquia reinava e só em 1910 ouviram-se louvores à República. Do outro lado do Atlântico, os tiros de canhão soaram mais cedo e mal a realeza fez as malas procurou refúgio no Grande Hotel do Porto, à Rua de Santa Catarina. Por pouco tempo, já que, quatro dias depois da chegada, a imperatriz faleceu e o rei partiu desgostoso para Paris, após comprar a cama do quarto 16. Crónicas à parte, 128 anos depois, a história é outra. Como o hotel cresceu ao longo dos tempos - actualmente, tem cerca de uma centena de quartos -, os proprietários decidiram fazer obras de remodelação da unidade hoteleira sem colocar em risco a traça arquitectónica, muito menos o espírito do lugar. "Queremos modernizar sem descaracterizar", traduz Diana Tavares, assistente da direcção do histórico hotel, o mais antigo em funcionamento na Invicta. Sem pressas, antes de forma faseada, as obras começaram pela limpeza da fachada do edifício - o que implicou outra iluminação e sinalética identificativa -, pintaram-se os bonitos portões e a pala de ferro e vidro (cujos elementos marcam uma época e um tempo da arquitectura portuense), reabilitaram-se alguns espaços comuns e quartos, procedeu-se à alteração das águas furtadas em apartamentos e suite. Para este ano, prevê-se, entre outras empreitadas, alterações ao nível do terraço para ginásio e pavilhão de festas. "O projecto visa dar uma leitura mais uniforme ao hotel, já que, ao longo de vários anos, o edifício sofreu várias alterações. O hotel tinha perdido identidade, carácter", reconheceu, ao JN, o arquitecto brasileiro Edison Okumura, co-autor do projecto de reabilitação em conjunto com os arquitectos Roberto Cremascoli e Marta Rodrigues. Como o objectivo central é abrir janelas entre a tradição e a modernidade, Edison Okumura acredita que, caso seja respeitado o cronograma das obras e não surjam imprevistos, as obras possam terminar daqui a dois anos. "É um cenário possível. Estamos a intervir num hotel com gente dentro. Estamos convencidos que, em 2010, todos os espaços estejam prontos". O valor da empreitada custará cerca de 800 mil euros. Tudo para manter o perfume e o requinte de um hotel emblemático da cidade, local predilecto da realeza brasileira, mas também de gente ilustre das letras e das artes, como o jornalista Fernando Assis Pacheco, a pianista Maria João Pires e o maestro António Vitorino de Almeida. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=975965
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Alhandra | Casas Mortuárias | Carlos Crespo e Pedro Gameiro
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Acção popular para travar casas mortuárias em Alhandra Presidente da Junta garante que o processo foi debatido na Assembleia de Freguesia e não vê razão para uma polémica “absurda”. Padre e populares consideram de mau gosto construir capelas naquele local. Um grupo de munícipes de Alhandra entregou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa a reclamar a suspensão da obra de construção das capelas mortuárias da vila e a devolução do espaço público ocupado pelas construções. Rui Perdigão, um dos autores da acção popular, referiu na reunião pública da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada na quinta-feira, 31 de Julho, em Alhandra, que a acção pretende o embargo imediato da obra. “Será mais dinheiro jogado fora, como tem sido habitual em Alhandra”, referiu o arquitecto que também esteve na origem da suspensão do processo de demolição do teatro Salvador Marques. “Estou farto de ver os alhandrenses humilhados”, adiantou o munícipe que acusou a maioria socialista na câmara de ter um défice de democracia no tratamento de Alhandra. Rui Perdigão anunciou que o grupo que integra está a preparar uma lista para se candidatar aos órgãos autárquicos da freguesia e o anúncio causou burburinho na bancada socialista. O vice-presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS) confirmou que a câmara já foi notificada e irá esclarecer o tribunal no prazo previsto. O autarca reafirmou que o projecto das casas mortuárias foi elaborado por um arquitecto “reputado e experiente” e “foi feito um estudo prévio rigoroso”. Alberto Mesquita pede o benefício da dúvida aos cidadãos de Alhandra e garante que “o que lá vai ficar não é pior do que o que lá estava”. O autarca considera que o argumento de que “a construção elimina a fruição da paisagem não é válido”. Alberto Mesquita defende que as capelas ficarão integradas com o centro paroquial a construir no terreno adjacente e a uma cota mais baixa. José Manuel Macieira, autarca eleito desde o 25 de Abril, e protagonista principal da contestação, não ficou convencido e classifica a implantação das três casas mortuárias como “um mamarracho”. Em causa está a eliminação de parte de um miradouro que contemplava “uma paisagem maravilhosa” e a retirada de 200 metros quadrados do adro da igreja para construir as capelas para velar os defuntos. Uma preocupação partilhada pelo padre José Gonçalves, responsável pela paróquia. Em declarações a O MIRANTE confessou que está triste com a situação e lamentou não ter sido ouvido num projecto que está na sua área de intervenção. “Não foi bem projectado. Não precisamos de três capelas e o projecto tem algumas falhas”, considerou. Antes da entrega da providência cautelar no tribunal, José Macieira fez uma exposição ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), ao secretário de Estado da administração local e ao Primeiro-Ministro onde expõe a situação, mas ainda não obteve resposta. O presidente da Junta de Freguesia de Alhandra não vê razão para tanta polémica. “É despropositado e absurdo”, refere. Jorge Ferreira garante que o processo das casas mortuárias foi levado a seis reuniões da assembleia de freguesia entre Dezembro de 2004 e 17 de Junho de 2008 e “não foi feita qualquer referência pelos eleitos”, adiantou o autarca socialista. Por: Nelson Silva Lopes in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=351&id=45838&idSeccao=5160&Action=noticia -
A hora de Pequim A capital chinesa está a descobrir tudo a alta velocidade, num processo sem precedentes na História moderna. É muito mais do que o lema dos seus Jogos Olímpicos promete - "um mundo, um sonho". Reportagem de António Caeiro (textos) e Jorge Simão (fotografias), enviados à China 2:30 | Sexta-feira, 8 de Ago de 2008 Manhattan de Pequim. O novo centro de negócios de Pequim, o China Business District A capital chinesa "está a descobrir tudo a alta velocidade" , num processo sem precedentes na História moderna. É mais do que o lema dos seus Jogos Olímpicos ("um mundo, um sonho") promete. Ma Yansong responde a tudo com uma espécie de palavra de ordem. Pequim está a ser descaracterizada pela vertiginosa construção de torres de escritórios e altos blocos de apartamentos? - "Pequim será sempre Pequim. Não é copiando fórmulas antigas que se respeita o passado." Os projectos encomendados a Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Paul Andreu e outras estrelas mundiais da arquitectura violam a identidade de Pequim? - "O intercâmbio é muito importante. Manhattan também começou de forma internaciona.l" A irreverência do discurso condiz com os sapatos, uns ténis de plástico, às bolinhas brancas e pretas... Ma Yansong, 33 anos, é considerado um dos mais inovadores arquitectos chineses. Nasceu e estudou em Pequim, fez o mestrado em Yale, nos Estados Unidos, e antes de regressar à China trabalhou em Londres. O seu atelier, chamado MAD, foi o primeiro do país a ganhar um concurso no estrangeiro: um edifício de linhas curvilíneas, com 50 andares, em Toronto, que a imprensa canadiana baptizou Torre Marylin. "A arquitectura deve ser sensual", diz Ma Yansong. Ele é, também, o autor do projecto "Pequim 2050", que propõe a transformação da Praça Tiananmen - a catedral do estado socialista - numa grande zona verde. A longa marcha da construção. No novo centro de negócios de Pequim, o China Business District, os arranha-céus surgem a um ritmo vertiginoso Em apenas uma geração, e sobretudo na última década, a China tornou-se uma das sociedades mais dinâmicas do mundo. "O que levou 200 anos a urbanizar na Europa, leva 20 anos aqui na China", afirmou Norman Foster, o arquitecto que desenhou o novo terminal do aeroporto de Pequim (o maior do planeta, com 3,2 quilómetros de comprimento). Jasper Becker, um conhecido "China Watcher" britânico, radicado há mais de 20 anos em Pequim, escreveu que "nada tão rápido ou em tão larga escala foi feito em qualquer outro país (...) Só uma ditadura com os recursos humanos e industriais da China conseguiria isto". Ao mesmo tempo, "a capital do maior Estado autoritário do mundo é um lugar surpreedentemente permissivo", realça James Kynge, antigo correspondente do "Financial Times". "Em Pequim, há de tudo, incluindo bares gay!", estranhou um diplomata europeu (até 2001, a homossexualidade fazia parte da lista oficial das doenças mentais estabelecida pela Associação Chinesa de Psiquiatria). Quarteirões inteiros de "hutongs", os típicos becos de Pequim, cuja origem remonta ao domínio mongol (séculos XII e XIII), foram arrasados. Alguns tinham pouco mais de dois metros de largura. Dezenas de famílias partilhavam a mesma casa de banho pública e o aquecimento era a carvão, mas as ruas conservaram uma atmosfera especial. O geógrafo francês Pierre Gentelle, que estudou em Pequim há meio século, conhece bem a história: "Era uma cidade muito pobre." Pelas suas contas, havia então cerca de 4000 "hutongs", concentrados em torno do Palácio Imperial. Em 2004 restavam 1400 e hoje apenas 350. Alguns foram, entretanto, recuperados e as suas acanhadas habitações substituídas por cafés, bares, restaurantes, lojas de design, galerias e boutiques. A discoteca Mao Livehouse, um santuário da cena rock local, faz parte desse novo circuito urbano, cuja oferta inclui ainda pequenos hotéis, albergues de juventude, acesso à Internet sem fios e caixas de multibanco. Em vez de "made in China", a etiqueta das t-shirts à venda na Nanluoguxiang, o mais concorrido dos novos "hutongs", diz "made in Beijing" (fabricado em Pequim). "Os chineses estão orgulhosos da sua capital", afirma Pierre Gentelle. Ma Yansong, o primeiro arquitecto chinês a ganhar um concurso no estrangeiro, com um dos seus projectos, a Torre Marylin (em fundo), em Toronto "Na economia, nas mentalidades, no trabalho... tudo está a mudar muito depressa", diz um director da administração pública. "A China mudou muito desde 1979 (o ano 1 da política de Reforma e Abertura), mas só agora está verdadeiramente a descolar." Uma das mudanças mais evidentes, além da arquitectura, é o trânsito. Numa cidade onde até há pouco tempo as bicicletas eram o principal meio de transporte privado, circulam hoje quase 3,5 milhões de veículos. ("Há mais pessoas a andar de bicicleta em Copenhaga do que em Pequim", diz Ma Yansong). O preço dos combustíveis subiu quase vinte por cento em Junho, mas um litro de gasolina ainda custa apenas seis yuan (60 cêntimos). Todos os dias, em média, há mais 1300 novos automóveis nas ruas de Pequim - ao fim de um ano são quase 500 mil! A 5ª Circular, que passa no topo norte da cidade olímpica, tem 98 quilómetros de comprimento e a 6ª, em construção, chegará aos 300. Em menos de uma década, os automóveis duplicaram. A China já é o segundo maior fabricante do mundo, à frente do Japão, e os industriais do sector esperam que o mercado continue a crescer 26 por cento ao ano. Começar bem o dia. Um casal a dançar, de manhã, no parque Beihai, um dos mais concorridos da cidade Para 80 por cento dos condutores chineses, o automóvel que acabaram de comprar é o primeiro da sua vida. Isso muda muita coisa. À entrada da maior livraria de Pequim, as prateleiras alinhadas à direita continuam a ser dedicadas ao antigo Presidente Mao Zedong e aos "clássicos do marxismo-leninismo (Marx, Engels, Lenine e Estaline)". Ainda se vê um ou outro cliente a folhear um livro de Mao, mas nada que se compare ao movimento da nova secção, ao fundo da sala. É aqui que se vendem os mapas das estradas e os guias turísticos, incluindo as edições em chinês da Michelin e da Lonely Planet. Pequim tornou-se também mais cosmopolita, com restaurantes e centros culturais de diversos países. Os residentes estrangeiros ultrapassarão os 200 mil (o quádruplo de há dez anos!) e já podem alugar casa onde querem - e não apenas nos condomínios indicados pelas autoridades. Os hotéis "reservados a chineses", situados normalmente nos bairros populares, também acabaram. "Pequim é uma cidade dinâmica", diz Sónia Câmara, uma designer gráfica da Madeira que já viveu em Lisboa, Berlim, Salónica, Atenas e Barhein. Sónia trabalha há um ano e meio numa empresa sino-dinamarquesa e às sextas-feiras à noite é "disc-jockey" num bar de Sanlitun. "Todos os dias se pode fazer uma coisa diferente." O direito ao lazer. A área de Sanlintun tornou-se um dos principais centros da animação nocturna. O bar onde Sónia Câmara é DJ às sextas-feiras João Albuquerque, um arquitecto de 26 anos, formado em Coimbra, chegou em Outubro passado: "É muito fácil aprender a gostar de Pequim." O entusiasmo é particularmente flagrante na sua profissão: "Aqui não há falta de trabalho. De seis em seis meses muda-se de atelier." João começou por ganhar 10 mil yuan (mil euros) por mês, mas no mês seguinte já lhe pagaram 15 mil (1.500 euros) - o triplo do que ganha um professor chinês. Outra nota de consolação: entre as centenas de arquitectos estrangeiros que trabalham em Pequim, "todos conhecem o Siza Vieira" - ou "Xiza Vieira", como diz o japonês Yosuke Hayano, do atelier de Ma Yansong. A construção - ou reconstrução - estende-se ao próprio passado. Três feriados abolidos após a instauração da República Popular, em 1949, e que continuaram a ser observados em Taiwan, Macau e Hong Kong, foram restaurados este ano. E as comemorações do 1.º de Maio, que davam direito a três dias de feriado, ficaram reduzidas a um. O objectivo é "promover as tradições chinesas", explicou o Governo. Um salão de beleza na zona da Rua Wang Fujing O caso de Confúcio, um dos sábios chineses da Antiguidade, que viveu há 2500 anos, é especialmente simbólico. Durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) houve uma "campanha de massas" para criticar Confúcio, que era então identificado como "um encarniçado defensor do sistema esclavagista". Hoje, ele é "o pilar da cultura tradicional chinesa" e "permanece importante para a Humanidade devido à sua promoção da ideia de uma coexistência harmoniosa". Já há quem fale, até, numa "República Socialista Confuciana"! "Quando andava na escola nunca estudei Confúcio. Só depois de trabalhar aqui é que começei a aprender umas coisas", conta uma empregada do restaurado Templo de Confúcio. Na loja do templo, os "souvenirs" incluem reedições do pequeno livro vermelho de Mao em inglês, francês e alemão. Cá fora, um pintor amador vende uma peça de caligrafia com três caracteres desenhados num rolo de papel de arroz: Felicidade, Prosperidade e Longevidade - tudo por apenas 100 yuan (10 euros)! Mas convém sempre regatear o preço, que acabará por descer para metade... (Um funcionário do templo, vestido com uma bata azul escura, vem, entretanto, à porta e cospe para a rua... É uma atitude pouco harmoniosa - e incorre numa multa de 50 yuan (5 euros) - mas há hábitos difíceis de mudar). Uma família a comer na Rua Wang Fujing "Sociedade sem classes"?! A "nova prioridade" do Partido Comunista, adoptada em 2006, é a construção de uma "sociedade harmoniosa". A autoria do conceito tem sido atribuída a Feng Ning, um professor de Ciências Políticas que num artigo publicado em 1998 já defendia que o "socialismo é um tipo de harmonia". Dez anos depois, no "lobby" do hotel da Academia Chinesa de Ciências Sociais (sim, a Academia também tem um hotel!), Feng Ning esclarece: "Não fui eu o inventor do conceito, mas concordo com ele." Na sua visão, a harmonia aspira sobretudo a "equilibrar as contradições". "Pensávamos que o socialismo resolveria as contradições básicas do capitalismo, mas não só não as eliminou como também gerou outras. Entre o partido e o povo também há contradições e as diferenças sociais agudizaram-se." Tradição e modernidade. No novo Pequim Business Center, tradições como cortar o cabelo no meio da rua podem coexistir com o último modelo da Mercedes No campo, onde vive a maioria da população, o rendimento anual per capita (cerca de 3600 yuan, 360 euros) não chega a um terço do valor apurado nas zonas urbanas e, dentro das cidades, os salários pagos nas províncias do interior ficam muito aquém do que se ganha no litoral. Pequim é a terceira cidade da China com melhor nível de vida, depois de Xangai e Zhengjiang. Segundo um destacado funcionário, o salário médio na capital ronda os 3000 yuan por mês (300 euros). É quase quatro vezes mais que o salário mínimo, mas para comprar, por exemplo, uma casa de 80 metros quadrados dentro da 3ª Circular seriam necessários 30 anos de trabalho. E, tal como a tão apreciada carne de porco e outros produtos alimentares, o preço das casas tem subido em flecha, muito acima do índice oficial da inflação (8,5 por cento). Feng Ning, 51 anos, é considerado um dos representantes da "nova esquerda". "Já não faz sentido falar de esquerda e de direita", corrige. Ele reconhece, contudo, que "no fundo do coração", continua a ser "socialista" e "marxista-leninista". "Se isso está à esquerda - acrescenta - então sou de esquerda." Feng Ning é também um nome associado ao chamado "novo nacionalismo chinês". "Há dois nacionalismos: o das elites e o popular, que se manifesta sobretudo entre os jovens. Talvez o nacionalismo popular fale agora mais alto", diz. "Os jovens pensam que a China hoje é mais forte e não é bem tratada pelos poderes ocidentais." Feng Ning não duvida que "num futuro não muito distante, a China será uma grande potência", mas afirma que "o mundo beneficiará com isso". "A imprensa e os intelectuais ocidentais esquecem que já não estamos no século XIX. O futuro será muito diferente do passado e a emergência de novas potências não terá os mesmos resultados." O que preocupa Du Shaozhong, um gestor da geração de Feng Ning, é o presente. O serviço que dirige tem "mais de 700 funcionários", mas a sua missão é "uma tarefa para muitos anos", porque "a consciência ecológica da população não está suficientemente desenvolvida". Vice-director do departamento municipal de Ambiente, Du Shaozhong foi entrevistado no último ano por "jornalistas de 22 países". A razão salta à vista: Pequim é considerada uma das capitais mais poluídas e dois meses e meio antes do início dos Jogos Olímpicos parecia ainda um enorme estaleiro, com taipais metálicos, pó, guindastes e escavadoras por todo o lado. Outro símbolo da mudança - a desinibição no namoro em público, algo impensável há poucos anos O recordista mundial da maratona, o etíope Haile Gebrselassie, já disse que se retirava daquela prova por recear que a poluição prejudique a sua saúde. "Durante os Jogos, o nível ambiental satisfará as exigências do Comité Olímpico Internacional", garante Du Shaozhong. Todas as obras relacionadas com os jogos estarão, entretanto, concluídas. As fábricas mais poluentes - em Pequim e nas províncias circundantes - vão parar ou reduzir a produção. A circulação automóvel será condicionada para metade. A Shougang - a siderurgia local, com milhares de trabalhadores e o imponente conjunto de chaminés que domina a paisagem na zona ocidental de Pequim - vai ser transferida para Tangshan, a 250 quilómetros da capital. Pouco depois da proclamação da República Popular, um prestigiado arquitecto, Liang Sicheng, sugeriu ao novo Governo o encerramento da Shougang. Mas segundo recordaria o seu filho, Liang Congjie, Mao Zedong "pensava precisamente o contrário" - "A China é um país operário e sem fábricas não há operários, respondeu o Presidente Mao." A Fábrica de Máquinas n.º 1, outra grande empresa estatal, também fechou. No terreno que ocupava, junto ao novo Central Business District, na zona oriental da cidade, erguem-se agora as três torres do Yintai Centre, uma das quais com 65 andares e 250 metros de altura. É o mais alto edifício da Chang'An - a principal avenida de Pequim, que atravessa a cidade de leste a oeste e passa no topo norte da Praça Tiananmen -, mas a 200 metros de distância há outro ainda maior, com 330 metros de altura. "Fábricas no meio da cidade?! Isso hoje não dá", diz um gerente do Yintai Centre. J.B., um gestor nascido e criado em Pequim, trabalha numa grande empresa privada chinesa. Gosta de citar Barack Obama - "yes, we can" - e conta que muitos dos seus antigos colegas "converteram-se ao cristianismo". Em Junho de 1989, quando o exército esmagou o movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, ele estava a preparar-se para os exames de admissão à universidade: "Hoje, acho que o governo agiu bem". Centenas de pessoas morreram, milhares de outras foram presas ou exilaram-se. "Também defendo a liberdade de expressão, mas, na altura, a situação estava descontrolada". Muitos Maos. A revolução em bonecos no Panjia Yuan, um dos maiores e mais típicos mercados da capital chinesa A palavra "descontrolo" soa como um alarme: "A China não pode ficar descontrolada, isso seria o caos." É também o que diz o Governo, mas J.B. não é militante comunista: "Para quem trabalha numa empresa estatal ou na administração pública, pertencer ao partido é importante. No sector privado, o que conta é a competência profissional. Também há empresários que se filiam no partido, mas muitos preferem ser neutrais." Tiananmen, uma expressão que na Europa evoca logos os dramáticos acontecimentos de 1989 (quando uma concentração pró-liberdade e pró-democracia foi esmagada pelo regime e fez dezenas de mortos), significa Porta da Paz Celestial. A construção data do século XIV, mas a enorme praça em frente e os austeros edifícios que a rodeiam foram construídos em 1959. É uma área de 40 hectares, no centro físico da cidade, e que Ma Yansong gostaria de converter num jardim. O projecto "Pequim 2050" foi apresentado na Bienal de Veneza há dois anos, mas, entretanto, um deputado da Assembleia Nacional Popular já contactou o arquitecto: "Talvez se concretize antes de 2050", diz Ma Yansong. "Uma China madura e democrática" deverá então "emergir" e "espaços para grandes manifestações políticas e paradas militares talvez já não sejam necessários". in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/387575
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“Equilíbrio energético favorece recordes” Pedro Choy, Especialista em medicina tradicional chinesa Correio da Manhã – Como explica a chuva de recordes na natação nos Jogos Olímpicos? Pedro Choy – A explicação reside, em parte, na forma como a piscina foi concebida. No pensamento chinês acredita-se que se o espaço for bem concebido o que suceder lá dentro sucederá com mais eficácia e que neste caso serão batidos recordes. Isto deriva do Feng Shui, que é a arte de orientar os espaços. – No caso da piscina como é que isso se concretiza? – As coisas devem estar no sítio certo, deve haver um equilíbrio energético. Em Pequim, a piscina em forma de cubo e o estádio, denominado Ninho de Pássaro, onde também serão batidos muitos recordes, formam um conjunto, que tem a ver com a relação yin e yang, os dois pólos da energia. A piscina é o yin, a água, e o estádio o yang, o fogo. – A cobertura da piscina também é especial... – Sim, é transparente e alusiva ao gelo, que é água ainda mais yin. Já o ninho é o símbolo filosófico do conforto e bem-estar mas também do progresso, da evolução e da Primavera. Isto inclui-se na fase de crescimento do yang que é o calor, a luz, o movimento. – Noutros desportos haverá também influência destes factores? – No hipismo, o Jóquei Clube de Hong Kong foi concebido em termos de Feng Shui. Eles em Hong Kong são fanáticos e na construção de um edifício a pessoa mais bem paga não é o arquitecto ou o engenheiro mas sim o mestre de Feng Shui. – Vanessa Fernandes compete ao ar livre. Aí não há vantagem? – Como não há intervenção humana, é igual para todos. Mas ela vai mostrar o seu valor e vencer. Bernardo Esteves in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=BD0B38D7-9CA0-454A-883B-1B42FA3CE7D1&channelid=2E0C3E25-4725-4F6C-9874-202A3E4A3F43
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Quatro campos de jogos em construção no Parque Obras preparatórias já em curso e Sport Club lançou concurso para colocar equipamentos 2008-08-15 CARLA SOFIA LUZ O estaleiro não passa despercebido a quem passeia no Parque da Cidade, no Porto. A vedação impe- de o acesso aos antigos campos em saibro que, até ao final do ano, desaparecerão para dar lugar ao segundo pólo da Vila Desportiva. Os trabalhos preparatórios para a execução de quatro campos de jogos na área, que até agora era ocupada por um recinto pelado, junto ao Pavilhão da Água, já estão em curso. A tarefa de movimentação de terras e de construção de muros e de caminhos cabe à Câmara portuense. O Sport Club do Porto, parceiro do Município na concretização da Vila Desportiva, dará o seu contributo a partir do próximo mês. A Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas lançou, em Fevereiro deste ano, o concurso público para a realização da intervenção paisagística naquela zona que nunca foi alvo de uma acção de fundo, embora, de acordo com a Autarquia, o arquitecto Sidónio Pardal - autor do projecto do Parque da Cidade - tivesse previsto a criação de uma zona desportiva na área em causa. Nunca foi feito um desenho detalhado. O plano, acordado entre o Sport Club do Porto e a Câmara, cumpre essa pretensão, dando resposta, também, à ambição antiga do clube de criar uma Vila Desportiva na cidade. O segundo pólo (ler caixa) contempla a instalação de quatro campos de jogos. Assim, a poucos passos do Pavilhão da Água, surgirão dois campos de voleibol e dois campos de jogos com relvado sintético. Um dos espaços relvados terá medidas adequadas à prática de futebol, enquanto o outro será mais pequeno e aberto a todas as modalidades. Os trabalhos paisagísticos em curso pela empresa municipal (adjudicou-os à Sociedade de Infra-estruturas e Obras Públicas - António Moreira dos Santos) orçam 313,5 mil euros. Com um prazo de execução de 100 dias, deverão ficar concluído até ao final de Setembro. Então, o Sport Club pagará a colocação do relvado sintético, das balizas e das redes e da iluminação. Para isso, o clube lançou, esta semana, um concurso público para a execução da zona desportiva ao ar livre no Parque da Cidade. As propostas serão abertas dentro de 20 dias, seguindo-se a selecção (mais célere possível) da empresa que executará os trabalhos finais. O objectivo municipal é ter os quatro campos operacionais até ao final do ano. No entanto, a utilização dos novos espaços será paga. O acordo entre o Sport Club do Porto e a Câmara, aprovado no passado dia 5 de Junho em reunião do Executivo, fixava as tarifas de utilização dos futuros equipamentos: 10 horas por hora pelo aluguer dos campos de voleibol e do pequeno campo de jogos relvado e 60 euros por hora pelo campo de futebol com relva sintética. Prevê-se que, ainda este ano, avance a obra de recuperação do edifício cor-de-rosa, sito no terreno do antigo estaleiro do parque onde foi construído o complexo de ténis (já em funcionamento). A reabilitação do imóvel permitirá retirar a tenda branca, pois acolherá os serviços administrativos, salas de estar e três ginásios. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=979931
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Polis dá visibilidade à Cava de Viriato TERESA CARDOSO A Viseu Polis conclui em Outubro as obras de requalificação na Cava de Viriato, monumento que ainda é por muitos desconhecido. Mas nem tudo são rosas. Quem lá mora chora os lameiros perdidos e fala em granito a mais. Palmira Ferreira Coelho apagou ontem 87 velas. Tantas quantos os anos que leva de vida. Mas fê-lo com o coração mais apertado do que é habitual. Residente na rua do Coval, uma via na envolvente à Cava de Viriato - monumento nacional [1910] que está a ser requalificado pela Sociedade ViseuPolis - teme pelo futuro. "Dizem-me que mais dia menos dia, a casa onde vivo vai abaixo. E que isso só ainda não aconteceu por falta de dinheiro", explica a mulher, que teme ser "atirada" para um qualquer bairro suburbano. "Vim para esta casa, que já era da família do meu marido, com 19 anos. Tudo aqui à volta, até ao rio Pavia, eram terras férteis, com cinco poços de água, onde semeei muita batata e feijão que me ajudaram a criar quatro filhos", lembra. A alegada destruição do potencial agrícola da zona e o "fantasma" da mudança de casa, são duas "espinhas na garganta" da octogenária. Que a impedem de vibrar mais com melhoramentos que, reconhece, "estão a deixar esta zona muito mais bonita". Pedro Silva, morador na alta urbana, confessa que havia uma cidade por detrás dos taludes altos da Cava de Viriato que desconhecia totalmente. "Passo muitas vezes de carro de por aqui. Mas a única referência era a estátua de Viriato. Cheguei a trazer aqui amigos, mas ficava-me pelo que estava à vista. Esta obras vão ajudar-nos a descobrir o monumento", disse ao JN. Em Novembro de 2007, quando a Sociedade Viseu Polis consignou por dois milhões de euros os trabalhos de requalificação da Cava de Viriato, o presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), Fernando Ruas, defendeu que a intervenção iria dar mais visibilidade a um monumento "que foi ignorado durante muito tempo". Sobre um projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, elaborado em 2001, os trabalhos incluem - à excepção do centro de interpretação e de equipamentos nas áreas do Desporto e do Ambiente que não avançaram por falta de recursos financeiros -, trabalhos de recuperação e arranjo paisagístico, limpeza, criação de espaços verdes, iluminação, sanitários e enterramento de infra-estruturas. As obras ainda não acabaram, mas já há quem faça sugestões e críticas. É o caso de Alfredo Santos, que fala em "excesso" de pedra de granito no monumento, uma fortificação defensiva, que era toda feita em terra batida. "Além do excesso de pedra, a calçada que está a ser posta ao longo do talude tem brechas onde cabe um pé. Será um perigo para crianças, idosos e deficientes. E há uma calçada muito inclinada que, com o sol, não deixa as pessoas verem onde põem os pés. Ainda há tempo de corrigir", diz. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Viseu&Option=Interior&content_id=980748
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Ilha do Faial | Centro de Interpretação do Vulcão do Capelinhos | Nuno Lopes
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
PLANTAS http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/projecto/1.gif http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/projecto/5.gif RENDERS http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/projecto/6.gif http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/projecto/7.gif FOTOGRAFIAS http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/2.jpg http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/31.jpg http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/43.jpg http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/50.jpg http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/51.jpg http-~~-//www.vulcaodoscapelinhos.org/_images/obras/44.jpg IN http://www.vulcaodoscapelinhos.org/centro/obras/?foto=43 -
Ilha do Faial | Centro de Interpretação do Vulcão do Capelinhos | Nuno Lopes
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Açores: Inauguração de obra vanguardista marca 50.º aniversário da erupção dos Capelinhos 2008-08-18 02:03:43 Horta, 18 Ago. (Lusa) - A inauguração, na noite de domingo, do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, uma obra de características vanguardistas, foi o principal marco das comemorações dos 50 anos da última erupção vulcânica açoriana. A obra, inaugurada pelo presidente do Governo Regional, está totalmente soterrada nas cinzas expelidas pelo Vulcão dos Capelinhos, as mesmas que, há meio século, destruíram centenas de moradias e inutilizaram os campos de cultivo de milhares de faialenses. Construído em forma de "bunker", apenas com uma gateiras por onde entra a luz do dia, o novo centro interpretativo foi construído em betão armado, junto ao Farol dos Capelinhos, também ele parcialmente soterrado pelas cinzas do Vulcão, em 1957/58. Na cerimónia inaugural, o chefe do executivo açoriano disse que o Centro "é uma homenagem aos faialenses, particularmente àqueles que mais sofreram com as consequências do Vulcão", muitos dos quais foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos e para o Canadá à procura de melhores condições de vida. Para Carlos César, "as américas" povoaram os sonhos de prosperidade para milhares de açorianos, "agora, felizmente, já as encontramos cada vez mais nas nossas ilhas", recordando que 50 anos depois "já não é preciso partir para sonhar", porque actualmente, os Açores estão a progredir "a ritmos superiores aos ganhos do País e da União Europeia". Esta obra, que custou aos cofres da Região cerca de sete milhões de euros, assume-se também como porta de entrada num circuito de visitas vulcanológicas que será criado no arquipélago. O imóvel, que oferece uma ampla sala para recepção dos visitantes, dispõe de vários espaços para exposições, um auditório para 60 pessoas e uma ligação subterrânea ao Farol dos Capelinhos, imóvel que também foi, entretanto, recuperado pelo Governo, mas enquanto ruína, para se manter como marco da destruição provocada pela erupção vulcânica. O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, uma obra da autoria do arquitecto Nuno Lopes, inclui ainda, segundo Carlos César, "as melhores tecnologias que, a nível mundial, integram estruturas como esta, de disseminação do conhecimento". Filmes tridimensionais, maquetas interactivas e artísticas, painéis informativos, computadores que explicam a formação dos vulcões e a evolução do nosso arquipélago, são algumas das ferramentas tecnológicas que estão disponíveis aos visitantes e também aos cientistas. "Esta estrutura - garante o chefe do executivo - é uma poderosa máquina do tempo que nos transporta do passado para o presente, de forma acessível, para mais facilmente prospectivarmos a existência." Carlos César lembrou, na ocasião, que para concretizar este arrojado projecto, o qual contou também com a colaboração do vulcanólogo Victor Hugo Forjaz, o Governo teve de ultrapassar mais de quarenta procedimentos de contratação pública. Segundo explicou, este Centro de Interpretação não deve ser considerado uma iniciativa isolada, uma vez que integra uma rede de outros centros já concluídos, como a Gruta das Torres, a Casa da Montanha no Pico, o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural da Ilha do Corvo ou o Centro de Visitação do Jardim Botânico do Faial. O chefe do Governo Regional adiantou ainda que, em breve, estarão prontos outros investimentos na mesma área, como o Aquário Virtual e a Casa dos Dabney, na ilha do Faial, e os Centros de Interpretação Ambiental da Furna do Enxofre, na Graciosa, da Fajã de Santo Cristo, em São Jorge, da Gruta do Carvão, em São Miguel, bem como o da Fábrica do Boqueirão, na ilha das Flores. Depois da cerimónia inaugural, para um grupo restrito de convidados, teve lugar, junto ao Farol dos Capelinhos, um espectáculo de dança da responsabilidade de duas companhias francesas: "Retouramont" e "Des Quidams". Durante alguns minutos, milhares de faialenses que ocorreram ao local assistiram a um espectáculo único de animação, que incluiu uma dança aérea e um espectáculo de luz e som, no qual as pessoas foram convidadas a participar. R.F. Lusa/fim. keywords: cultura Açores in http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200808188672861 -
Em 2007, houve 13 quedas de varandas, algumas delas fatais e este ano o número já ascende a seis Varanda: um perigo à espreita As pessoas que tenham filhos e vivam em apartamentos têm de ter toda a atenção sempre que estes se aproximem das varandas. O ideal é colocar protecções que impeçam que as crianças acedam ao parapeito, ou, pura e simplesmente, evitar que elas vão para a varanda sem a presença de um adulto. São, no fundo, cuidados que também temos de ter com janelas, escadas, fogões e outros sítios que impliquem riscos para crianças. A questão é suscitada por recentes notícias vindas a público a nível nacional sobre quedas de crianças de varandas, sendo que a último ocorreu no Algarve. Este ano, já foram contabilizados seis destes casos, sendo que em 2007 o número de quedas, algumas delas fatais, ascendeu a 13. Face ao caso do Algarve, a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) voltou a criticar a inexistência de normas técnicas nacionais e específicas que obriguem os construtores a ter em conta a segurança das crianças em varandas. Em declarações ao DN de Lisboa Helena Menezes, da APSI, defende que «as varandas devem ter uma altura mínima de 1,10 m, não possuir aberturas por onde as crianças possam passar nem travessas horizontais, como grelhas, que "sejam escaláveis" pelos mais novos. Da varanda devem também ser retirados objectos como cadeiras ou baldes, que auxiliem a subida aos parapeitos». Segundo a mesma fonte, o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU) não obriga as varandas a ter regras específicas de segurança, embora a sua revisão, já finalizada em 2007 e ainda sem data para aprovação, aponte normas nesse sentido. O novo RGEU prevê que as varandas tenham guardas de protecção não escaláveis e que não seja possível passar através das grades. No entanto, na opinião da APSI, a transposição de uma directiva comunitária já devia obrigar os construtores a garantir a segurança das pessoas e a prevenir as quedas. "Mas a fiscalização não tem sido eficaz e cada um faz o que quer", diz Helena Menezes. Sobre a questão da legislação, o arquitecto Luís Vilhena diz que, segundo sabe, «estão a trabalhar nisso, mas segundo sei, há já mais de 10 anos». No seu entender, mais importante do que criar uma lei específica para as regras de segurança a ter em conta na construção de varandas, o ideal seria a condensação de toda a legislação existente sobre edificação urbana num só decreto lei. Legislação sobre segurança das varandas é praticamente inexistente São poucas .as regras legais que definem as normas de segurança a ter em conta na construção das varandas, de modo a salvaguardar a segurança das crianças que as usam. Quem o diz é o arquitecto Luís Vilhena, que assume ter ficado mais sensibilizado para esta matéria a partir do momento em que foi pai. Na faculdade, como acrescenta, essa é uma questão que nem costuma ser abordada. Num projecto arquitectónico a varanda é muitas vezes vista como um pormenor estético. Luís Vilhena admite que sim, mas diz que há que conciliar a questão estética com a da segurança. Apesar de ser pouca, o arquitecto diz que, segundo a legislação existente, as varandas têm de ter uma altura mínima de 90 centímetros. Ora, no seu entender, essa altura ainda é demasiado baixa, pelo que defende que o ideal seria que fosse de um metro e dez centímetros. Luís Vilhena diz que, desse modo, o parapeito ficaria um pouco acima da cintura de um adulto, evitando que este caia, em caso de desequilíbrio. Para além disso, teria a vantagem de dificultar a escalada das crianças, nomeadamente com uso a um banco ou cadeira. Um dos perigos que o arquitecto detecta na construção de varandas são as grades horizontais, que permitem que a criança vá subindo como se fosse por uma escada. Colocar uma vedação que tape as grades é uma solução possível.Outra seria a de uma guarda exterior, que impedisse a criança de cair, caso conseguisse atingir o topo. Mesmo assim, não haveria uma segurança garantida. No caso das varandas com barras verticais, Luís Vilhena diz que basta que a distância entre estas seja inferior a nove centímetros para que a cabeça de uma criança já não consiga passar. Nem sequer perguntam Os potenciais compradores de casas não costumam colocar perguntas sobre a segurança das varandas. Quem o diz é Eunice Gomes, funcionária da imobiliária Predifunchal. Posição contrária tem a empresa onde trabalha e que também tem a vertente de construção, a qual, segundo Eunice Gomes, já tem o cuidado com a segurança das varandas desde o momento da concepção do projecto. «Não é puxar a brasa à nossa sardinha, mas a nossa promotora tem sempre esse cuidado. Nesse aspecto andamos sempre um bocadinho mais à frente da legislação», diz Eunice Gomes. Uma das soluções tem sido a de colocar acrílico nas varandas. «Até por uma razão de estética, os prédios modernos já se vêem mais com aqueles acrílicos e não com aqueles ferrinhos, por onde as crianças podem subir e cair», acrescenta. Apesar de nunca questionarem a segurança das varandas, a verdade é que os compradores dão-lhes muito valor aquando da escolha da casa. Esse é, aliás, um factor de decisão. «Sempre. Pelo menos, se for um apartamento, valorizam o facto de este ter um espaço onde possam "arejar", onde as crianças possam ir brincar um bocadinho», explicou. Eunice Gomes admite que «uma varanda não é a mesma coisa do que um quintal, mas as pessoas valorizam sempre a varanda, no caso de apartamentos, pois sempre é um espaço que dá a sensação de alguma liberdade». Há outra razão: é que a varanda ajuda a complementar o espaço que falta dentro do apartamento, para outras necessidades. «Muitas vezes, as lavandarias não são suficientes para pôr o estendal e as pessoas acabam por utilizar a varanda para esses fins», exemplifica. Estas algumas das razões pelas quais «um apartamento sem varanda não se vende tão bem como outro que tenha varanda, independentemente da localização ou se é alto ou não». Eunice Gomes salienta, no entanto, que o valor dos apartamentos não depende apenas da varanda, sendo também importante a altura a que este se encontra. «Quanto mais alto está, mais valor tem o apartamento. A vista também é outra coisa que se valoriza muito, enquanto que a varanda, apesar de tornar o apartamento mais caro, não tem grande peso na oscilação do preço», explica. Clima da Região apela às varandas As varandas não têm o mesmo aproveitamento social e familiar em toda a parte do mundo e, inclusive, em toda a parte do território português. Luís Vilhena dá o exemplo da Madeira, onde o clima ameno permite a utilização da varanda em quase todo o ano, o que não acontece, por exemplo, no norte do País, onde o Verão é muito quente e o Inverno frio e chuvoso. O arquitecto defende que as varandas não deveriam ser espaços residuais, mas extensões dos quartos ou da sala, onde possam ser criados pequenos espaços de lazer. Conforme acrescenta, nesta fase em que cada vez mais se vive em apartamentos, a varanda passou a ocupar o espaço dos antigos quintais das casas, onde as crianças podiam brincar à vontade. Natural, por isso, que cada vez se preste mais atenção à sua construção. Luís Vilhena lamenta que a própria legislação nem sempre incentive a construção de varandas nos edifícios. A título de exemplo, o arquitecto diz que se um PDM atribuir às varandas o mesmo índice de construção dado aos restantes compartimentos, muitos promotores preferirão fazer uma sala mais ampla, com uma varanda mais pequena. Se o índice de construção das varandas for inferior, o promotor sentir-se-á incentivado a construir mais destes espaços. Anete Marques Joaquim in http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=102785⊃=0&sdata=
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Texto integral intervenção do presidente do Governo, Carlos César, na inauguração, hoje na ilha do Faial, do Centro de Interpretação do Vulcão do Capelinhos: "São cinquenta os anos passados desde que o vulcão irrompeu, desde que o Farol sucumbiu e desde que as cinzas cobriram e prolongaram a terra: tempo suficiente para as gerações de então, e para outras seguintes, residentes ou emigradas, reorganizarem memórias, reconstituírem vidas e assistirem a extraordinárias e sucessivas transformações aqui, no Faial, como nos Açores, como no Mundo. As “américas” que povoaram os sonhos de prosperidades quando então partiram milhares de açorianos – essas “américas”, agora, felizmente, já as encontramos cada vez mais nas nossas ilhas. Hoje, neste início de século, já não é preciso partir para sonhar: o que é mesmo preciso é ficar aqui, rejuvenescendo uma terra ansiosa no progresso e que o está a conseguir a ritmos superiores aos ganhos do País e da União Europeia. É este percurso que nos anima e que é avivado em circunstâncias como a que estamos nesta ocasião a viver. São esses Açores – geradores constantes de novos empregos, território de esperanças renovadas ou concretizadas, espaço para a modernidade e para novas actividades económicas, lugar de atenção e cuidado perante as desigualdades que sobrevêm nas sociedades em processos rápidos de desenvolvimento – são esses Açores, dizia, que encontram as energias para transformarem, como acontece neste monumento geológico dos Capelinhos, as marcas de uma calamidade nos alicerces de uma nova oportunidade. Esta obra é um dos símbolos dos Açores diferentes que estamos solidamente a construir. Embora a terra nova dos Capelinhos, atacada pelos invernos tempestuosos, se encontre significativamente reduzida na sua área, ela será, sempre, ainda que numa menor parte, uma referenciação para os Açores e um local privilegiado, especialmente a partir de hoje, para cientistas e para visitantes em geral. Cinquenta anos depois de, no relatório da Missão Técnica do Ministério das Obras Públicas sobre as acções necessárias a empreender na época no Faial, se apontar a urgência de “recuperar o Farol dos Capelinhos”, aqui estamos nós a concretizar, com o sentido da contemporaneidade, a salvaguarda e a funcionalização desse património: inaugura-se, assim, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e do fenómeno vulcanológico em geral nos Açores. Este Centro é também uma homenagem aos faialenses, particularmente àqueles que mais sofreram com as consequências do Vulcão e, simultaneamente, prolonga o testemunho e a observação de tantos cientistas e estudiosos que por aqui passaram, ou que acompanharam o fenómeno na sua eclosão, como é o caso da Professora Raquel Soeiro de Brito, aqui presente, e que aproveito a oportunidade para cumprimentar. Da consolidação, a que procedemos, do Farol dos Capelinhos, chegámos à edificação de um Centro que agrega algumas das melhores tecnologias que, a nível mundial, integram estruturas, como esta, de disseminação do conhecimento. Através do processo de selecção foram aqui reunidos trabalhos de algumas das melhores empresas europeias. O resultado é de grande qualidade, como poderemos verificar, e de grande atractividade, desde os filmes tridimensionais, maquetas interactivas e artísticas, painéis informativos, computadores que explicam a formação dos vulcões e a evolução do nosso arquipélago. Todas as ferramentas tecnológicas foram utilizadas para explicarem complexos fenómenos e a história deste local, começando no big-bang original, passando pela formação do planeta, deslocando-se depois para a nossa condição até aos dias pós-telúricos dos Capelinhos. Esta estrutura é uma poderosa máquina do tempo que nos transporta do passado para o presente, de forma acessível, para mais facilmente prospectivarmos a existência. Para a concretização deste projecto, que nasceu de uma ideia do arquitecto Nuno Lopes e dos contributos do Professor Victor Hugo Forjaz, tivemos que ultrapassar mais de quarenta procedimentos de contratação pública, realizando um investimento de sete milhões de euros. A ilha do Faial, que conheceu nesta Legislatura a conclusão de importantes e estruturantes investimentos públicos, encontra aqui mais uma âncora para a sua consideração no processo de desenvolvimento regional e de credenciação externa dos Açores. Está, pois, de parabéns. Este Centro de Interpretação, porém, não deve ser considerado uma iniciativa isolada. Pelo contrário, é resultado de uma política geral de valorização do nosso meio natural e de pedagogia e de divulgação científica que nos tem levado – para também só falar do período antecedente desta última Legislatura de quatro anos – a edificar, entre outras, infra-estruturas como a Gruta das Torres, a Casa da Montanha no Pico, o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural da Ilha do Corvo ou o Centro de Visitação do Jardim Botânico do Faial. Em breve, aliás, estarão prontos o Aquário Virtual e a Casa dos Dabney, na ilha do Faial, e os Centros de Interpretação Ambiental da Furna do Enxofre, na Graciosa, da Fajã de Santo Cristo, em São Jorge, da Gruta do Carvão, em São Miguel, e o da Fábrica do Boqueirão, na ilha das Flores. A fruição e interpretação do meio e da paisagem natural dos Açores, antes distante e incompreensível, estão cada vez mais ao alcance do conhecimento dos que aqui residem ou dos que nos visitam. Sabemos que apenas é possível proteger, estimar e utilizar com sustentabilidade o que se compreende e, também por essa razão, estas estruturas são de crucial importância para a qualidade do desenvolvimento dos Açores. Agradeço, em nome do Governo, a todos os que nos apoiaram neste empreendimento, destacando o encorajamento que sempre nos foi transmitido pela Câmara Municipal da Horta, pela Junta de Freguesia do Capelo e pela Associação dos Amigos do Farol dos Capelinhos. A obra está feita e começa a funcionar. Como, felizmente, tantas vezes tenho dito: compromisso assumido, compromisso cumprido!”. in http://www.acores.net/noticias/view-28934.html
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Lisboa | Reconversão do Convento dos Inglesinhos, Bairro Alto | Helder Carita
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Chamartín contrata Jardim Vista para o Convento dos Inglesinhos A empresa de paisagismo Jardim Vista foi contratada pela Chamartín Imobiliária para a execução do projecto paisagístico do Convento dos Inglesinhos, empreendimento imobiliário de luxo que aquele promotor está a desenvolver no centro de Lisboa. Miguel Prado Miguelprado@mediafin.pt A empresa de paisagismo Jardim Vista foi contratada pela Chamartín Imobiliária para a execução do projecto paisagístico do Convento dos Inglesinhos, empreendimento imobiliário de luxo que aquele promotor está a desenvolver no centro de Lisboa. A Jardim Vista será responsável pela reabilitação de um espaço de 2.600 metros quadrados de jardins e pátios, depois de um projecto concebido pelo arquitecto Hipólito Bettencourt, segundo informou em comunicado a Jardim Vista. Esta empresa, liderada por Richard Westcott, manteve várias árvores “relevantes para a identidade do convento”, nomeadamente palmeiras, ciprestes, oliveiras e púnicas, numa área onde o elemento água também está presente. O Convento dos Inglesinhos, em Lisboa, é um dos projectos emblemáticos da Chamartín, que procurou manter o aspecto exterior deste monumento do século XVI localizado no Bairro Alto. O empreendimento é composto por 30 apartamentos, cujas tipologias vão do T0 ao T5. A entrega das casas deverá decorrer durante este semestre. Além deste projecto a Jardim Vista trabalha com outros promotores, localizados principalmente em Portugal Continental, Madeira, Espanha e Gibraltar. in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=328082 -
Menos é muito, diz o mestre do minimalismo Philippe Stark. É nome de pessoa e de marca. Uma assinatura comum a gares de aeroportos, espremedores de citrinos, carros, hotéis, cadeiras. Custe um euro ou um milhão de euros, a marca 'Starck' é adepta da multiplicação e avessa a elites. Agora aposta na ecologia Menos é muito, diz o mestre do minimalismo Diz quem já esteve no estado-maior do império de Philippe Starck que por ali tudo é branco, asséptico, como num bloco operatório. As paredes, o mobiliário, os computadores, até os lápis que esboçam as ideias de um criativo com obra espalhada por todos os continentes e que vai da arquitectura, ao design industrial, passando pela decoração de interiores, mobiliário, utensílios de cozinha, roupa... As ideias do mestre francês, a quem chamam o mais minimalista dos designers, vão da terra aos céus, passando pelo mar. Os mais críticos consideram- -nas pouco usáveis, mas o séquito de admiradores transformou-o num dos mais poderosos e influentes estetas contemporâneos e, pelo modo como transforma os objectos mais vulgares em obras de arte, há quem o considere o precursor da democratização do design. Ele que recentemente, numa entrevista a uma revista alemã, declarou estar cansado da sua profissão. "Passei a vida a criar materialidade e estou envergonhado." Estará para breve a reforma? Ele diz que talvez dentro de doi anos. Para já Philippe Starck continua a desenhar para mais de trinta marcas que usam a sua assinatura como sinónimo de distinção. Casos - só para citar quatro exemplos -, da Alessi, Aprilia, Ikea ou Cassina. A sua filosofia parece simples. Se tivermos uma boa ideia, porque não multiplicá-la? "Há 20 anos ou mais que tenho tentado mostrar que a verdadeira elegância é a multiplicação. Isto significa que quando temos a sorte de ter uma boa ideia, temos o dever de a multiplicar e fazê-la chegar ao máximo de pessoas." À multiplicação, acrescenta elegância e funcionalidade e, como nunca se cansa de sublinhar, aposta forte na 'deselitização', apesar de haver quem o considere o rei do ultrachique, uma contradição que explica em poucas palavras: "Não trabalho nem para ricos nem para pobres. Trabalho para pessoas inteligentes que possa respeitar." Eis a receita para o sucesso deste homem nascido em Janeiro de 1948, filho de uma pintora e de um desenhador de material aeronáutico, que não gosta de falar do passado. Olha para trás e vê-se no atelier do pai a fazer recortes e esboços, sempre sozinho, distraído de tudo e a tentar por tudo escapar à educação rigorosa imposta pelos pais num colégio religioso. A sua primeira oportunidade como designer foi na década de setenta, numa tournée dos Sex Pistols. Coube-lhe decorar a discoteca promotora. Mas a sua carreira só foi lançada em 1982 quando concebeu o interior do apartamento do então Presidente francês François Miterrand. Alguém que diz não sonhar com o design e que tem como objectivo prestar um melhor serviço à sociedade; que construiu um discurso onde a ética é uma palavra de ordem que na prática tenta cumprir. Por isso, da sua vasta carteira de clientes não consta nenhuma tabaqueira ou qualquer empresa ou instituição sustentada por receitas menos claras. É esse discurso e essa prática que alicerçam a sua mais recente aposta: a ecologia. Mas Starck é uma marca que rende milhões. O seu autor, no entanto, não se vê como um homem de negócios, mas como um criativo. Na sua empresa, delega a contabilidade e concentra-se na concepção de gares de aeroportos, hotéis de luxo em lugares exóticos ou cosmopolitas, fábricas em zonas industriais, candeeiros de linhas simples, porta-revistas, ratos de computador, acessórios para bebés. Qualquer que seja a sua aplicação, a marca Starck é reconhecível. Como alguém já referiu, cada uma das suas criações parece ter surgido de um planeta estranho onde o high-tech e o humor andam de mãos dadas. Apesar desse reconhecimento, Philippe Starck recusa-se a falar de um estilo Starck. Tal não existe. Existe "uma estrutura lógica, uma visão, uma política. Tudo o que se vê, bom ou mau, é desenhado por mim, só por mim. Isso significa que a única linha comum a tudo o que faço é o meu cérebro." Não se pense por isso que o seu atelier é composto por uma vas- ta equipa de designers cujo traba- lhoé apenas supervisionado por Philippe Starck. Nada disso. Na sede da sua empresa, situada na Rue du Faubourg, em Paris, estão ape- nas oito pessoas e é ele que concebe cada projecto. E podem ser dois ou vinte projectos em simultâneo, quase nunca desenhados no seu atelier, mas quando se refugia numa das 15 casas que tem espalhadas por toda a Europa, algumas em ilhas isoladas, sem água canalizada nem electricidade. "Ponho todos os designers nervosos quando digo que desenhei uma cadeira em dois minutos, mas é a verdade. Posso desenhar um hotel na totalidade, até aos puxadores das portas, no máximo num dia e meio. Posso desenhar dois hotéis em três dias. Tenho esta doença de produ- zir muito. Tenho centenas de projectos à espera no papel ou no meu cérebro", declarou numa entrevis- ta ao jornal britânico The Independent, em 2002. E to- do esse trabalho sem que um único objecto lhe tenha agradado na totalidade. "Por isso continuo a trabalhar", afirma. | in http://dn.sapo.pt/2008/08/16/dngente/menos_e_muito_o_mestre_minimalismo.html
