Jump to content
Arquitectura.pt


fadadolar

Membros
  • Content Count

    103
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    1

Everything posted by fadadolar

  1. Também conheço o edifício e, da obra do Siza, é dos exercícios mais desinspirados de arquitectura dele, cinzentão, impondo-se sobre o terreno e com os tiques de linguagem todos do homem. Quanto à forma ser parecida com a do Pavilhão Carlos Ramos, só se fecharmos muito bem os olhinhos é que lá vai: o Carlos Ramos não tem os braços ortogonais, e as salas abrem completamente sobre o pátio interior, não são só janelas. Já a FAUP, apesar de todos os seus defeitos, é uma obra a sério.
  2. Podem, não, têm de. É uma pena as universidades não prepararem os alunos para outra função que não a de projectista quando cada vez mais os arquitectos terão de ocupar outros cargos se quiserem ter emprego dentro desta área.
  3. Gostava também de saber se algum dos votantes que disse receber menos de 600 euros já é arquitecto formado, com estágio feito e aceite na Ordem. Só para ter uma ideia.
  4. Engana-se, Pedro, podem-se e devem-se comparar as condições de vida nos diversos países, com base numa relação em duas coisas: custo de vida e salários médios, e pelo menos entre Portugal e a Holanda, ao nível da arquitectura há duas coisas a reter, os salários lá são muito mais altos e o custo médio de vida é só ligeiramente mais alto, sobretudo ao nível de serviços e habitação (bens essenciais é mais ou menos a mesma coisa). Desmistifique-se a ideia de que Portugal é um país barato, porque na proporção entre esses dois factores saímos sempre a perder. Outras coisas quanto ao papel dos arquit
  5. Prémio Nacional de Arquitectura Alexandre Herculano
  6. Verb. É espanhola, não tem site, mas no link podem comprar. Aliás, da parte editorial da ACTAR há uma série de coisas muito boas.
  7. Ah, pois é, e com a proposta do 73/73 como está já nem direcção ou coordenação de obra e desenho urbano fica nas mãos dos arquitectos. Eu trabalhei na Holanda, onde não existe propriamente uma tabela fixa que os ateliers sigam (lá não é obrigatório pertenceres a uma ordem de arquitectos), mas um estagiário académico recebe em média 450/500 euros por mês, com almoço no escritório e parte do seguro de saúde pago, um arquitecto júnior receberá uns 800/1000 euros limpos e um sénior vai de 1200 euros para cima, mas os contratos são anuais e, se no fim desse ano não atinges objectivos de produtivid
  8. O divórcio entre a Ordem e os arquitectos é óbvio já há muitos anos, em parte porque as direcções da Ordem usaram o poder que tinham não em prol da prática profissional de 15000 mas ou de arranjarem mais trabalhos nos seus ateliers ou como rampa de relançamento político, apostando em aparecer em todas as ocasiões meidáticas possíveis mas depois não fazendo nada de jeito dentro da Ordem. Sejamos sinceros, há 15000 arquitectos e outros 1000 saem das faculdades por ano. Num país com 10 milhões de habitantes e uma legislação que permite a engenheiros e contrutores civis fazerem arquitectura (acons
  9. Há que dar os parabéns aos vencedores e esperar que façam um bom trabalho, representando com excelência todos os 15000 arquitectos e não só aqueles que os elegeram ou que fazem parte da lista de apoiantes. Há que dar os parabéns aos vencidos por terem mostrado que há alternativas ao rumo seguido.~ Pessoalmente, é meu desejo sincero que a revisão do 73/73 deixe de ser a borrada que a direcção anterior fez; que tenham coragem para apresentar as contas da Trienal e da própria Ordem; que reformulem a admissão de forma racional, pensando não só no futuro da profissão mas também no mercado de trabal
  10. As urnas estão abertas até às 22h por isso suspeito que só se saibam os resultados lá para a meia-noite ou depois. Não sei quanto tempo depois demorará a Ordem ou as listas a anunciar os resultados.
  11. JVS, esta será provavelmente a lei mais importante que terá de debater enquanto arquitecto: aquela que dirá que trabalhos poderá, e todos os outros 15000 arquitectos, ter. É nesta revisão do decreto que decidiremos que tipo de profissão pretendemos representar, se uma com poder e capacidade criativa, fundada na pluridisciplinaridade e cooperação entre áreas de projecto, se uma de subordinação a ofícios sem competência para lidar com o espaço. Se a revisão for aceite tal como está, com que cara entrará o JVS num estaleiro de uma obra desenhada por si só para descobrir que o construtor civil vai
  12. Ah, já me esqueci: no Ferrater não pagam e és obrigado a fazer um teste de Cad.
  13. Estive na Holanda e não era complicado arranjar estágio, pelo menos há uns anos. Eram remunerados (contrato de seis meses, mínimo de 300 euros por mês, mas não te deixes enganar a média para estágios académicos rondava os 500 euros por mês, com almoços incluídos -a maioria dos ateliers oferece almoço no escritório- e a maior fatia do bolo do seguro de saúde, que é obrigatório ter na Holanda; se tiveres sorte e disseres que já acabaste o curso pode ser que te considerem arquitecto júnior e aí o ordenado limpo é no mínimo 800 euros). Quanto aos escritórios, OMA é para passares o tempo todo a t
  14. Toda a gente tem de ir votar, uma classe profissional mobilizada tem maior peso político junto dos governos na altura de se tomarem decisões. E ao votarem estão a mostrar que se interessam pelo rumo da vossa carreira profissional. Votem A ou B (sinceramente, votar em Branco neste caso parece ser favorecer quem já lá está, ou seja a Lista A, para isso mais vale votar declaradamente numa das listas). Alguém sabe onde se pode ouvir o debate de hoje à tarde?
  15. Pedro, Pedro, Pedro, Pedro.... Estamos a falar de coisas diferentes. É certo que o urbanismo é uma área pluridisciplinar, mas só existem em Portugal duas classes com preparação específica para tratar os problemas do território: os arquitectos e os geógrafos, só que estes últimos tratam o território do ponto de vista da análise, não da proposição, e falta-lhes competência ao nível do desenho. Ninguém está a defender que um plano tenha de ser feito somente por arquitectos, o que aliás, não é possível nem faz sentido (não sei se alguma vez fez planeamento na vida, mas para dividir os arquitectos
  16. Caro Pedro, eu até me mobilizava, mas como afirmei no meu primeiro post, nem sequer votar posso. Não que não quisesse, mas não posso. Isso não me impede, no entanto de me preocupar e muito com as questões à volta da minha profissão, sobretudo quando o que está em causa é o retirar de competências, ou melhor, distribuir competências que deviam ser exclusivas dos arquitectos (o urbanismo é da exclusiva competência dos arquitectos, não dos paisagistas, não dos engenheiros e muito menos dos engenheiros técnicos). Para afirmar tal coisa, baseio-me no Estatuto da Ordem dos Arquitectos, que tem o
  17. Não há resposta de nehuma das listas? Nem sua, Pedro? Parece que é o único representante de uma das listas a passar por aqui, e dar o desconto com reticências em vez de responder não é bom para ninguém, nem para si, que parece que não está para se dar ao trabalho de defender os seus, nem para quem tem dúvidas porque fica menos esclarecido. Já votaram por correio?
  18. Epá, tem piada, mas lá na minha terra os únicos cursos que têm preparação específica em urbanismo e planeamento urbano do ponto de vista do desenho e da montagem de estratégias de desenvolvimento territorial são os de Arquitectura, mas eu devo ser de um sítio diferente que o Pedro, que defende os pontos 1 do artigo 11º da proposta de revisão do 73/73 que afirma, e parafraseando: 1. Os projectos de outras obras não previstas no artigo anterior (os que não são de edifícios, espaços exteriores, estruturas e restantes engenharias) devem ser elaborados, em equipa de project, por engenheiros, engen
  19. Quanto ao 73/73, e tendo em conta que o Pedro Barradas defende tão fervorosamente que devemos todos ter uma visão mais alargada do Mundo, deixo só aqui alguma últimas considerações: 1. Quanto à "solução de compromisso" que esta revisão do decreto apresenta: a Ordem é um organismo corporativo criado para defender os direitos e deveres dos arquitectos, não para abrir mão desses mesmos deveres para classes que não têm competência para tal. Os arquitectos têm como direito fazer projectos de arquitectura e desenho urbano, os paisagistas têm como direito fazer projectos de parques e jardins, os enge
  20. Acho que o debate se começa a centrar muito na revisão do 73/73 e não nas outras propostas todas (gostaria que nos elucidasse sobre as dúvidas de pus uns posts acima), mas de qualquer das formas há coisas que continuo a não entender: Se este decreto foi uma solução de compromisso, então porque é que só a parte respeitante à arquitectura saiu lesada? Senão vejamos: a) A última proposta de revisão afirma que projectos com áreas de construção inferiores a 400m2 e menos de 4 pisos, desde que não seja reabilitação de edifícios, possam ter projectos assinados por agentes técnicos de arquitectur
  21. Acho que o debate se começa a centrar muito na revisão do 73/73 e não nas outras propostas todas (gostaria que nos elucidasse sobre as dúvidas de pus uns posts acima), mas de qualquer das formas há coisas que continuo a não entender: Se este decreto foi uma solução de compromisso, então porque é que só a parte respeitante à arquitectura saiu lesada? Senão vejamos: a) A última proposta de revisão afirma que projectos com áreas de construção inferiores a 400m2 e menos de 4 pisos, desde que não seja reabilitação de edifícios, possam ter projectos assinados por agentes técnicos de arquitectur
  22. Mas então um construtor civil pode ser coordenador de fiscalização sozinho, independentemente da dimensão da obra ou também tem restrições como as impostas aos arquitectos?
  23. Isso implca que um arquitecto não possa ser director de obra ou coordenador de fiscalização em obras abaixo de um certo valor/complexidade ou só que um construtor civil diplomado não possa exercer esses cargos acima de um certo valor/complexidade?
  24. "acha bem numa obra em que 80% do investimento seja relativo a infr-estrutura de telecomunicações e afins e seja um arquitecto a coordenar, tlavez se justifique q seja um Eng.º Electrotécnico... Ou um Plano de pormenor, se tiver uma grande componente do foro do ambiente, porque não coordenada por um Eng.º Biofisioco, um Eng.º agronomo ou um Arquitecto Paisagista, se assim se justificar." Caro Pedro Barradas, o problema não está relacionado com investimento, se formos por aí 99% do investimento em construção não vem da arquitectura, mas das engenharias, logo pela sua lógica todos os projectos
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.