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Dreamer

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Everything posted by Dreamer

  1. Que é ilegal é... agora onde vem é que não posso dar certezas, mas também não é isso que se está a discutir... O que é certo é que se trata de uma injustiça... por alguma coisa se está numa democracia, boa ou má não interessa, porque é o que temos... ou será só para alguns...
  2. Claro, mas penso que esse tipo de regras não são do PDM, mas do REGEU... Quanto ao Siza, pode até ninguém ter morrido, mas não é por isso que uma situação dessas deve ser encarada de ânimo leve... Costuma-se dizer que uns são filhos, outros enteados, e em muitas situações é bem verdade...
  3. O que eu queria era fazer o contraponto entre um lugar requalificado e deserto e outros muitas vezes desqualificados e vividos... Mas há zonas da cidade/aldeia onde não há essa vivência que chamaria cosmopolita, mas uma vivência de quem conhece o vizinho e saí à rua nas noites de verão para ali dar duas de letra... isso é uma questão social associada às vivências daquela população específica, que naturalmente nunca poderão ser extrapolados para toda a cidade... Não se pode chegar a um local daqueles e impôr uma realidade a que as pessoas que o vivem realmente não estarão familiarizados, à espera do que pode acontecer, esse foi o problema deste projecto, mas também falar depois de ver as consequências é fácil...
  4. Nisso concordo contigo, sem dúvida que ali a solução não poderia ser outra, a injustiça está quando o comum dos mortais quer projectar uma coisa semelhate e leva com um chumbo... Mas tanto quanto sei, pelo menos em VN Gaia a altura máxima permitida para muros laterais é de 1,60m, que depois podem ser "alteados" com outro material... É a velha história do Siza que à custa duma verba prevista no custo de obra para pagar multas (segundo dizem), pinta todos os equipamentos de prevenção/combate a incêndios de branco... Concerteza que concordamos que formalmente fica melhor, mas será que é a melhor solução? Da mesma forma pode-se pensar se nessas moradias será fácil fugir pelas traseiras no caso de um incêndio...
  5. Tens toda a zona da ribeira, que tirando a praça do cubo, vive essencialmente de túneis, vielas, escadarias e pequenos recantos, insalubres e inseguros para alguns, mas passado o medo inicial e vivendo-os, percebe-se a riqueza de todo o conjunto... Tens a zona de Miragaia, nas mesmas condições... Tens zonas da cidade mais reconditas, ainda com uma vida muito de aldeia, onde as pessoas ainda continuam nas noites de verão a "viver" a porta de casa... Tens as famosas ilhas... Em Lisboa tens vielas e escadarias onde pequenas esplanadas dão uma vida incrível ao espaço... A conclusão é que nem sempre é preciso uma "grande arquitectura" para fazer um espaço agradável para as pessoas o viverem... os utilizadores é que têm de se sentir lá bem, senão não à "boa arquitectura" que resista...
  6. Quem sabe se sábado damos lá um salto e tiramos umas fotos... Mas só se houver tempo...
  7. As casas são interessantes, mas será que os muros divisórios dos lotes são regulamentares?...
  8. Essa requalificação não iria levar apenas a mais vandalismo?... Conheço a praça de lá entrar uma ou duas vezes, que filizmente nunca me fizeram deparar com a realidade que aquele lugar poderá tomar a outras horas do dia, mas o que é certo é que não me sinto minimamente motivado para voltar lá... Been there... seen that... se é que me percebem... O que falta ali é inovação e empreendorismo, mas o problema está em saber quem é que estará disposto a investir num local sem saber se aquilo algum dia será um lugar... É curioso ver que noutras partes da cidade os enterstícios são ocupados e vividos, sem sequer ser necessaria uma tão profunda obra de remodelação. É curioso como no Porto existem espaços, que aqui à falta de melhor palavra vou apelidar de estranhos, no sentido de não serem espaços "tradicionais" de estar, acabam por ser zonas agradáveis de convívio... são escadas, vielas, pequenas praças interiores... Talvez aqui o problema, mais do que a vivência propriamente dita, esteja no local em si... talvez aqui as pessoas não consigam tomar o local como seu e assim vivê-lo... talvez aqui, aquilo que parece boa arquitectura não tenha conseguido atingir o objectivo a que se propunha... talvez aqui não fosse este o tipo de intervensão necessária... talvez... talvez... talvez... Não sei se alguma destas frases traduzirá a "realidade real" do local...
  9. Pois, concordo completamente contigo... Em Frankfurt a população deparou-se com o problema da altura à alguns anos, e nessa época foi encarada com desconfiança e descredo. O que é certo é que nos anos seguintes as torres foram aparecendo, cada vez maiores, e hoje, ao que sei, muitos se orgulham do skyline da cidade... Com esta solução veio uma grande revitalização da cidade e consequentemente o poderio económico que hoje todos reconhecem como a capital financeira da Alemanha, talvez até da Europa... Se olharmos para a história da cidade, esta pouco teve de "alta", no sentido literal. As zonas mais históricas não passarão os 6/7 pisos, e os arranha-céus, com a sua dimensão, quebraram completamente com a história... Em Nova Iorque a solução foi a mesma, mas muito mais intensa, ao ponto de se dizer que a cidade vive na penumbra, não nos pisos mais altos, mas à cota da rua... As realidades geográficas destas duas cidades são completamente diferentes, Frankfurt numa planície do interior da Alemanha, e NY numa ilha ao largo da costa atlântica dos EUA... Cascais pouca relação terá com Frankfurt, e mesmo com NY não vejo grandes relações... A questão põe-se numa plataforma política, urbanística se quiserem, porque aquilo que me parece que em Portugal falta, acima de tudo, para se poder pensar na "altura", é uma questão de princípio e de planeamento, porque um ou outro plano que literalmente lança uma torre para "o vazio" não é nada, contrapondo com uma política pensada e meditada de perceber onde, como e quando é que a "altura" poderá fazer parte do panorama geral de uma ou mais cidades portuguesas...
  10. Ana, vê lá se dizes o que não deves e lá vem uma nota negativa no fim do semestre... :whistle:
  11. A história da torre eiffel tem muito que se lhe diga... Foi construída como monumento temporário para uma exposição mundial, para mostrar as capacidades construtivas do aço, a vitória da industrialização, etc, etc, etc... Não sei qual foi a reacção da comunidade parisiense à obra, sabendo que seria temporária, nem tão pouco quando se aperceberam de que a feira tinha chegado ao fim e a torre continuava lá, mas acredito que tenha gerado inicialmente admiraçao, mais tarde talvez contestação... O que é certo é que se tornou um marco da cidade, mas concerteza de que as influências que se foram movendo para a manter "em pé", serão menos economicistas do que as que serão movidas para uma torre como a que aqui se apresenta...
  12. Eu não conheço suficientemente Cascais para ter uma decisão formada, mas também não me parece uma perspectiva correcta insinuar que se ao lado se fez mal, aqui pode-se fazer seja o que for, desde que seja melhor... isso não será nivelar as coisas por baixo?...
  13. We have to make people use "our" products since the early age... -this is what the industry may think...
  14. Numa deambulação rápida pelos links facultados pelo JVC, retirei algumas pérolas. Podem até ser descontextualizadas, mas apenas gostava de mostrar a visão de alguns desses senhores, pelo menos pelo que mostram nesse fórum... Mensagem original de Barragon: ...sem comentários... Mensagem original de Johnny Mass: ...idem... Mensagem original de Tuga14: ...como se o projecto da zona da Lisnave pudesse ser alterado assim, punham-se umas torres e já está... o resto continuava exactamente igual... Mensagem de um tal de Filipe Golias: ...novamente sem comentários... Mensagem original de Arpels: ...idem...
  15. Com as imagens disponibilizadas não se percebe (quase) nada...
  16. Que belos churrascos que se devem ali dentro fazer... Kandinsky, só espero que essa vertente esteja bem equacionada, senão vai ser mais um a viver à custa dos dispendiosos AC...
  17. Desconhecendo o local só me ocorre uma pergunta, qual a necessidade real de um hotel com 100m de altura naquele lugar?... A restante proposta parece-me bem mais interessante na relação que establece com a marina em si e até na relação com o forte militar, mas muito sinceramente não percebo o porquê do hotel... bem, não do hotel, mas da forma do hotel... Por isso pergunto a quem melhor conhecer o lugar o que acha de tudo isto...
  18. A que horas é que vocês estão a pensar sair "aí de baixo"? é que assim não deve dar lá muito tempo para ver o que quer que seja de manhã... Sempre se podem ver as estações do metro de s. bento e aliados, a avenida dos aliados e alguns dos arranjos do Porto 2001, a sé, a ponte d. luís e daí a ribeira do Porto e de Gaia, mas mais do que isso não sei não...
  19. Bem sei o que isso é... aquilo que parece muito bonito no licenciamento, chega-se à execução e é o cabo dos trabalhos... É na execução que as boas ideias podem passar à realidade, ou perder-se no vazio...
  20. Sonhador não, dreamer, se não for muito incómodo... Se leste bem podes perceber que o que eu pretendi disse é tão só que a "fartura" de estudantes se deve grandemente à ilusão dessas falsas realidades. Apesar do desconhecimento dos arquitectos enquanto pessoas, a profissão é encarada por muitos como um sinal de status, que dá dinheiro fácil e mediatização, não a nível pessoal, mas de se ser um "sr. arquitecto"... não estará ao nível dos míticos sr. doutor, sr. advogado, ou sr. engenheiro, mas tende a aproximar-se... Não quero com isto dizer que o que me levou para a arquitectura seja isso, bem pelo contrário... Há muitos concursos que só servem para alguns terem trabalho, enquanto que um tará o projecto já garantido... Há muitos casos desses, se bem que provas sejam mais dificeis de encontrar... Outro caso são algumas revistas que publicam alguns projectos discutíveis, mas sobre isso pouco sei, pelo que me abstenho de comentar... Mas o mercado é maior do que os concursos públicos, felizmente, o que poderá ajudar a suprimir algumas dessas falhas... Mas aí é que está, eu não quero ser um Siza, porque se possível quero ser melhor, é pelo menos com essa intenção que parto para cada trabalho, dando o meu máximo para fazer o melhor projecto possível... se bem que tenha consciência de que ainda continuo a milhas desse grande senhor. É aquela história do futebol, se jogarmos para o empate, à espera de um golpe de sorte que nos leve à vitória, o mais certo é acabar por perder, por isso o melhor é tantar ganhar, ser o melhor, e fazer tudo por isso, porque se não conseguirmos, pelo menos temos a satisfação de termos feito tudo para o conseguir... Na minha vida isto reflete-se no empenho que é dado a cada trabalho. Até hoje, até porque passou pouco tempo desde a minha licenciatura, só me apareceram obras pequenas (apenas em escala), mas tendo a encará-las com a mesma vontade que empregaria numa maior (em escala)... Seja uma cadeira, um armário, uma loja, uma habitação, uma piscina, uma escola, um museu, ou um grande plano urbano, o empenho deve ser sempre o mesmo... o máximo... porque não há trabalhos melhores nem piores, há apenas trabalhos... Já agora e respondendo aos mais recentes posts, ser muito bom também passa por saber projectar, não a utopia, mas o real...
  21. Parece-me realmente uma ideia interessante, uma espécie de catálogo gráfico dos temas que vão sendo abordados no fórum, com um necessário filtro onde se seleccionarem as mais interessantes, para não sobcarregar o sistema... As fotos podiam ser associadas às conversas e vice-versa, como complemento de uma da outra, um pouco à semelhança do que acontece com o "arquitectura.pt mapas", infelizmente pouco utilizado...
  22. Pedro, tens informação se a zona de paineis solares é resistente à abrasão?
  23. Sem dúvida... quando vi o artigo no site fiquei a pensar nisso mesmo... É uma boa aternativa àqueles candeeiros feiosos que têm por cima um pequeno painel solar...
  24. Claro que as usam, mas a funcionalidade é muito menor... O ano passado, durante o verão, numa estadia no parque de campismo de S. Jacinto, o meu mei de transporte de/para a praia eram as bugas... 3,3km para cada lado, numas bikes pesadas que eu sei lá... O problema é que tinha de lá estar bem cedo, porque senão as 4/5 que estavam em condições desapareciam, enquanto que 2/3 avariadas ficavam para trás... O que é certo é que a política inicial teve de ser alterada, com consequências para a funcionalidade das bugas... mas muitas outras bicicletas preenchem as estradas aveirenses, concerteza mais do que as bugas... Não sei se se passará o mesmo noutras cidades, mas em Frankfurt há um sistema com o mesmo princípio, mas mais inovador. As bicicletas públicas estão literalmente espalhadas pela cidade, por cada canto, à espera de um utilizador, que ligando para um número de telefone, activa a bicicleta que assim pode ser usada. Suponho que o serviço inclua um sistema de localização GPS, para se estar sempre a par da localização, já que não há postos específicos para "largar" a bicicleta...
  25. Tico, se conheces Aveiro (e arredores) sabes os problemas que a Buga teve de enfrentar... A teoria é fantástica, ter ali um meio de transporte que podes pegar aqui, servir-te dele e largá-lo ali, mas a mentalidade de alguns levou a que deixasse de funcionar assim e que agora, para a usares tenhas de deixar lá um documento comprovativo da tua identidade, como garantia de que a devolves... mas agora tem de ser no mesmo lugar... Agora a nível das infraestruturas concordo contigo, porque toda aquela zona está bem apetrechada (comparativamente com o resto do país), de ciclovias e equipamentos de apoio a esta prática.
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