Dreamer
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Pode concerteza formar uma opinião própria sobre esse assunto, ou seja, ter a sua posição sobre o projecto, claro que podem faltar elementos de análise, como as posições do arquitecto e do cliente, mas não invalida que exista uma opinião pessoal... Talvez essa opinião apareça com cada um de nós a pôr-se no lugar do arquitecto/cliente e pensar se o projecto nos agrada a nós...
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Eu compreendo e aceito as opiniões dos dois lados, mas vou votar sim... Tal como o asimplemind disse, aquilo que mais incomoda na campanha do não é a repetição constante dos mesmos argumentos... O mais caricato, já aqui falado, é o do envelhecimento da população. Então toca a deixar todas as criancinhas virem cá para fora, muitas delas (talvez a maior parte)para viver na miséria e sem apoio familiar, ou na melhor das hipóteses para serem entregues a uma instituição, que também não lhes dará, na maior parte dos casos, aquilo que eles precisam para serem adultos "plenos"... Outro que tenho dificuldade em compreender é a questão financeira, porque dizem alguns adeptos do não, que os abortos vão ser pagos com o dinheiro dos contribuintes. Então e os abortos mal feitos não trazem custos para o sistema de saúde?... Temos de ter em consideração que quer queiramos, quer não, os abortos acontecem, ilegalmente, ou no extrangeiro... trata-se de uma questão de dar-lhes, ou não, as condições sanitárias para serem realizados. Fazendo aqui uma comparação com o mundo da droga, as "salas de chuto" existem no pressuposto de que apesar do tráfico de drogas ser ilegal, temos, enquanto sociedade, de dar condições salubres para que o consumo seja feito... Acho que o que o sim significa dar um voto de confiança à sociedade para que cada casal seja capaz, perante a terrível hipótese de fazer um aborto, de tomar a decisão que para eles e para o embrião, seja a melhor... Bem sei que nem todas as pessoas terão a razão do seu lado, e algumas irão certamente abortar por uma questão de egoísmo, mas será que também essas não o fazem já hoje em dia ilegalmente, ou se tiverem dinheiro, no estrangeiro?... Não nos podemos esquecer que uma decisão destas implica um transtorno psicológico muito importante para o casal, mas quem melhor que eles saberá o que é melhor para eles e para o embrião?... eu?... algum de nós?... alguém que não os conhece de lado nenhum?... o administração pública?... creio que não... É uma questão de pôr a decisão nas mãos daqueles que a podem tomar conscientemente...
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Não penso que seja assim, há bons e maus clientes, assim como bons e maus arquitectos, por isso talvez as culpas devam ser repartidas... Se há clientes que são simplesmente intransigentes, também os há completamente indiferentes ao projecto, assim como aqueles que são um ponto intermédio. bom arquitecto + cliente intransigente = boas probabilidades de um mau resultado bom arquitecto + cliente indiferente = bom resultado para o arq. e provavelmente para o cliente bom arquitecto + clente equilibrado = bom projecto para ambas as partes arquitecto mediano + cliente intransigente = boas probabilidades de sair um mau projecto arquitecto mediano + cliente indiferente = projecto razoavel arquitecto mediano + clente equilibrado = projecto equilibrado mau arquitecto + cliente intransigente = mau projecto para a arquitectura, mas bom para o cliente mau arquitecto + cliente indiferente = mau projecto na certa mau arquitecto + clente equilibrado = boas probabilidades de um mau projecto Claro que isto é uma listagem feita à pressão, sem ter em conta parâmetros como a família, os amigos, os conhecidos e os outros, do cliente, etc...
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O problema é que (quase) todos sabem como querem a sua casa... cada pessoa tem um "arquitecto" dentro de si...
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Esta é a infeliz história de algumas construções espalhadas pela cidade do Porto... Começam a ser construídas, por um qualquer motivo (embargo, falta de fundos, etc) as obras param, e fica o esqueleto dos edifícios para mostrar uma "bela" imagem da cidade a quem por ali passa... Passei os belos anos de faculdade a "passar" ao lado deste exemplar, como uma boa parte da cidade o fazia, mas para outros este não era um local de passagem, antes um poiso onde se podiam abrigar longe de olhares incautos... de fora pouco se via, mas não é complicado alguém encontrar uma forma de entrar nestes espaços e apropriá-lo como seu... Outros exemplos há espalhados pela cidade, talvez o mais embelemático seja aquele perto do Campo 24 de Agosto onde o travesti Felizberta sentiu os seus últimos suspiros de vida... ou aquele outro na Av. da Boavista, junto à passagem sobre a VCI, que durante anos esteve parado e finalmente foi concluido. Este tem uma história interessante, porque pelo aspecto geral da obra acabada (5 a 6 pisos de envasamento), percebe-se que o edifício deveria ter (em projecto) uma altura muito superior à que actualmente tem. O que ficou foi um matacão atarrecado, ainda que acabado... É esta a história de alguns edifícios...
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Além do facto de que será provavelmente muito mais caro...
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É um pouco complicado estar a falar assim no vazio... sem conhecer o local, a pré-existência, o cliente (e este o arquitecto), pelo que apenas posso falar das estruturas metálicas em si... Neste momento estou a concluir um projecto de uma ampliação de um café/restaurante à beira mar. A estrutura original deverá datar de meados do séc. XX, com as mais diversas e variadas alterações a serem impostas pelo "tempo"... A opção foi por eliminar tudo o que estava "a mais" e precisamente utilizar uma estrutura metálica em aço para construir os novos elementos, para que formalmente se desligassem do edifício original. Nesse mesmo princípio, o edifício original foi limpo dos excessos "temporais". Sendo um estabalecimento que está e estará aberto ao público durante a fase de construção dos novos elementos, a opção por uma estrutura metálica garante rapidez na execução, com menos incómodos para os donos do espaço e para os clientes, fiabilidade e garantias. Como disse o Ark, são estruturas normalmente mais caras do que as vulgares estruturas de betão e a tarefa de escolher um empreiteiro também terá de ser mais cuidada, porque nem todos estão habilitados para realizar este tipo de trabalhos. No norte e centro da Europa este tipo de estruturas já significam uma importante fatia do mercado de construção, mas em Portugal, como em tantas outras coisas, o sector da construção acabou por ficar para trás... Correndo o risco de puder ser incorrecto neste caso concreto, devo dizer que faz parte da minha formação tentar preservar e valorizar o património construído, pelo que na minha opinião, só a título excepcional (risco de derrocada, falta de consolidação da estrutura, manifesta má qualidade geral da pré-existência) é que poderia pôr em hipótese a demolição. Quanto a um bom isolamento térmico, as paredes com 60 cm devem garantí-lo, mas caso isso não aconteça, há formas de o conseguir sem passar necessariamente pela demonilição para se fazer de tudo de novo. Contudo, cada caso é um caso, pelo que estar a adiantar possibilidades sem o conhecimento, pode não corresponder às necessidades deste caso em concreto... Boa sorte para o projecto...
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Se não fosse possível, como é que as Torres Petronas estariam ligadas?... e acredito que não sejam só 10m... Vai pela treliça que é melhor, mas quanto às cargas a que a estrutura dos 2 edifícios vão estar sujeitos, é melhor falares mesmo com um engº...
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Se não fosse tão longe ainda podia pensar nisso, mas assim não... de qualquer forma obrigado pela informação...
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Mais uma história por detrás de uma casa famosa...
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Cerva, Ribeira de Pena | Casa Tóló | Alvaro Leite Siza
Dreamer replied to kaz's topic in Arquitectura
Não fui eu que "disse" aquelas palavras do outro tópico, apenas me limitei a descrever um texto que encontrei na net e que parece ter alguma credebilidade, já que foi inicialmente escrito para um jornal madeirense... Uma das coisas que constam nesse texto é simplesmente que a villa Savoya metia água por vários locais... Não me parece relevante neste tópico falar do modo de reflexão de Le Corbusier (sendo que talvez valha a pena falar dos seus conceitos de cidade/habitação), mas uma casa (abrigo) que mete água, não é uma questão temporal, porque desde o início dos tempos enquanto civilização, que aquilo que o homem procura num abrigo é tão pura e simplesmente uma coisa... protecção... É lógico que se o projecto da villa Savoya fosse construído hoje, a pormenorização seria completamente diferente, com toda a certeza mais eficaz do ponto de vista técnico... mas se fosse construída agora, nunca seria conhecida como um dos marcos da arquitectura mundial, precisamente por essa relação arquitectura/tempo... -
:) Já lá está o nosso link... http://www.forumdourbanismo.info/index.php?option=com_bookmarks&Itemid=93&mode=0&catid=1&navstart=0&search=* ...e a ordem alfabetica ajuda sempre... ;)
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Kan, essas 750 também são de guerra... e fico a pensar nessa hipótese de, como dizes, "recuperá-la" para mim... Sabes quando estão a pensar livrar-se dela e a zona onde está?... SVA, a grande vantagem da Epson 2100, além da qualidade fotográfica inegavel, é conseguir imprimir até ao limite da folha... precisa é de 7 cartuchos diferentes (2 pretos, cores diferentes, etc, etc...... mas em qualidade deve ser do melhor...
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Ainda não tive tempo de ver a sério essa fórum, mas numa imagem rápida parece ser muito confuso... tenho de ver se arranjo tempo para perceber o funcionamento... De qualquer forma é sempre de salientar mais iniciativas deste género...
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Hahahahahahaha... :lol2: Muito boa, não a Simone, mas essa visão daqueles que dizem poder vir a ser os próximos equipamentos alternativos do benfica... ...quanto a mim só falta o simbolo do Benfica ser um belo de um "broche" alfinetado à camisola... e os calções serem transformados em mini-saias... :lol2:
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É isso mesmo... é preciso mais elementos para perceber o projecto... e para comentá-lo...
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Cerva, Ribeira de Pena | Casa Tóló | Alvaro Leite Siza
Dreamer replied to kaz's topic in Arquitectura
Tal como se viu no tópico "Uma casa e um mercedes...", nem sempre a arquitectura de vanguarda, aquela que por um motivo ou outro é inovadora é sinónimo de exemplo de algo funcionalmente correcto... Na mesma posição desta casa, sem fazer juízos de valor de um ou outro projecto, temos a villa Savoya e a casa da cascata, dois exemplos máximos da arquitectura mundial, dois ícones que marcaram e continuam a marcar gerações, e que funcionalmente... para ser simpático diria que não cumprem a permissa de habitação... Concerteza que iniciamlmente os clientes dessas 3 casas terão ficado satisfeitos com o resultado (vertente escultórica), mas pelo menos nestes 2 casos internacionais sabe-se que os problemas começaram a aparecer e as habitações deixaram de o ser (vertente funcional)... Outros exemplos do sr. Corbusier seguiram os mesmos caminhos, sendo icónes de uma corrente sociológica que acabou por não se impôr (não interessam os motivos)... Para a arquitectura mundial são grandes exemplos, assim como a casa toló também o é, pelo menos a nível nacional, os únicos prejudicados foram os clientes (não sei se no caso português isso acontece), esses que têm(tinham) de a usar para aquilo que elas deviam ser usadas... habitar... ...ver de fora é muito fácil... agora queria ver essas pessoas, que defendem a casa toló de unhas e dentes, a viverem lá durante algum tempo... -
Depende do uso que lhe vais dar... Tens a Epson 1520 (dá até A2, apesar de só imprimir uma faixa de 34,5cm) que apesar de ser antiguinha, é de guerra, só peca na qualidade... A Epson 2100 tem uma qualidade excelente e dá até A3 (sem margens), só não sei o preço dos tinteiros e da própria impressora...
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Bem vinda Susana... espero que no futuro também lhes possas chamar os "teus" brainstormings...
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Este link também não funciona...
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Nesta altura estou a acabar um projecto de uma moradia unifamiliar (que espero poder colocar na secção de apresentação de trabalhos num futuro próximo) e a iniciar a preparação do processo de licenciamento... O projecto deu muitas voltas, devido às contingências do lugar, exigências minhas, exigências do cliente, pressões da família deste, etc, etc, etc... No fim o projecto não se parecia nada com aquelas primeiras opções... houve cedências de ambas as partes, compreensão quanto a determinadas opções tomadas, e houve sobretudo respeito e civismo de ambos os lados... Não sei se será a nível teorico melhor ou pior do que as "versões" anteriores, mas sei que desse salutar diálogo entre projectista e cliente acabou por sair um projecto mais maduro e mais adequado às necessidades de quem dele se vai servir durante toda a vida...
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Concordo completamente com a citação aqui apresentada do César Portela, mas há uma coisa que importa também refletir, e nisso concordo com o Rodrigues. Como em todas as profissões, em arquitectura há bons e maus profissionais, e não é por o 73/73 ser alterado que o panorama vai mudar significativamente... O que falta mudar, e se isso acontecesse nem sequer o 73/73 teria de ser alterado, e indo buscar a citação que o Rui nos presenteou, "também faz falta a cultura"... Esse sim parece ser o maior defeito do povo português... se fossemos (no sentido geral) mais cultos, os bons arquitectos projectariam, assim como também os bons desenhadores, ensinados na arte da arquitectura pelo lento movimento dos anos, também poderiam projectar... os maus seriam eliminados pela selecção natural, maus arquitectos, maus desenhadores, maus projectistas, etc, etc, etc... Só com essa mudança de mentalidades é que o urbanismo poderia realmente mudar para melhor... mas infelizmente para todos nós talves isso demore muitos anos... se é que algum dia irá acontecer... Outra coisa é a posição do projectista (no sentido lato) no acto projectual... o pesar na balança entre cliente e projectista. O mal é que parece que todos sabem fazer "casas" e apenas lhes falta a "arte" de as "passar para o papel"... O mau cliente vai para o projecto com a cabeça feita e cheio de ideias pré-concebidas... o mau projectista tira o "projecto tipo" da gaveta, adapta-o às ideias do cliente e ao terreno, sem perder sequer um dia, se possível... a balança cai para o lado do cliente... O mau cliente entrega o trabalho à vontade exclusiva do projectista... o mau projectista faz o que lhe vai na cabeça sem pensar nas necessidades do cliente... o peso da balança cai para o lado do projectista... O bom projectista ouve o cliente, procura perceber o seu modo de vida e aquilo que ele espera da casa, no entanto aconselha-o quanto às melhores soluções e opções... o bom cliente ouve o projectista e pesa os prós e contras das posições... o bom projecto será sempre um pesar desses dois lados, de tal forma que o pesar daquela tal balança seja equilibrado...
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Essa HP 110 plus nr andou a 1000€ (500€ nunca vi) durante algum tempo em vários locais, acredito que para esgotar stocks, mas acho que a promoção já acabou... Quanto à impressora em si, há uma no escritório e parece ser bastante boa. A nível de qualidade de impressão é boa o suficiente para desenhos de arquitectura, a nível de rapidez também satisfaz, sendo mais rápida que a HP 800 (é maior) que está ao lado. Em comparação com a HP 800 os tinteiros de côr são mais pequenos e na relação quantidade/preço parecem sair mais caros... Aconselho vivamente o suporte de rolo, porque facilita em muito o uso da impressora... Contudo creio que é uma excelente opção, mesmo desconhecendo outras máquinas...
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Bem vindo Alexandre...
