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Rui Resende

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Everything posted by Rui Resende

  1. Olá andre_ e bem vindo ao fórum. Eu estudo na FAUP. Naturalmente todos puxam a brasa à sua sardinha. Com certeza conheces, se não passas a conhecer, a história por trás do surgimento da faup segundo o modelo de ensino e princípios pedagógicos e de arquitectura que ainda hoje pratica. Foi o modelo criado por várias pessoas, notavelmente o arq. Fernando Távora, e que produziu e continua uma vaga de arquitectura de alta qualidade, corrente e de excepção, com pontos altos nos mais conhecidos Siza Vieira e Souto Moura. Muita coisa mudou lá desde que a escola começou a funcionar segundo esse método de ensino. Tudo evolui e hoje já não está tão fielmente agarrada a essa ideia por força da renovação de professores que, sendo quase todos arqutiectos ali formados trazem naturalmente novas influências das diversas experiências profissionais e não só que têm. Por isso o que te digo é, hoje na faup, ainda recebes em grande medida os ensinamentos daqueles que lá estão desde o início (com vários professores que desde há muito são o suporte pedagógico da escola, o arq Alves Costa, António Madureira, Francisco Barata, M.Fernandes de Sá, Pedro Ramalho, Sérgio Fernandez, Domingos Tavares, Jacinto Rodrigues) e que te ensinam segundo tudo isto que acabei de te descrever (que poderei explicar melhor, só não quero ser mais longo do que já estou a ser). Para além disso vais ter contacto com toda uma geração (ou várias) de arqutiectos mais novos dos quais vais receber novas influências, como o Nuno Lacerda Lopes, O João Pedro Serôdio, o João pedro xavier, o Carlos Prata, o Adalberto Dias, o Nuno Brandão Costa ou o Camilo Rebelo, entre outros. Para mim existem duas componentes pedagógicas teóricas e pedagógicas que procuro conhecer quando avalio uma escola: 1- O método de ensino geral que ela adopta (a esmagadora maioria das escolas em Portugal pura e simplesmente não adopta nenhum, vai com a maré, à vontade individual dos docentes que a compõem) 2- As pessoas que operam esse método. Por estes dois pontos te digo que voltasse atrás agora e soubesse o que já sei sobre o ensino da arquitectura em Portugal, escolhia outra vez a faup. Para mim é a melhor das escolas que já pude conhecer. Isto é discutível, muitos membros deste fórum contestarão; é a minha opinião (e tenho um conhecimento relativo, não profundo, por terceiros, do funcionamento da fautl, o que não quer dizer que a inclua nas críticas gerais que fiz acima). Em relação às tuas dúvidas, digamos mais burocráticas, a média não é exigida, muda todos os anos como tu saberás. Na faup este último ano não te sei precisar mas terá andado à volta de 18,1. Mas é variável, de qualquer maneira se concorreres com um mínimo de 18.5 não deverás ter problemas (e a frequência 18 é uma boa nota, era a minha média de frequência quando concorri, o exame vale 50% da nota não te esqueças, ou pelo menos era assim). História de arte não faz falta nenhuma na faculdade, o que tiveres a aprender podes aprender lá (ou melhor ainda fora das aulas, em casa, a ler). Eu escolhi matemática, dá-ta mais opções de concurso e sempre te faz puxar mais pela cabeça . Mas também não é nenhum drama. Em relação a geometria, não te posso comparar, não sei como funciona na fautl, mas na faup é um disciplina completamente secundária. Tem-la no primeiro ano, mas aí há 3 disciplinas principais: Projecto, desenho e TGOE (teoria geral da organização do espaço). As duas primeiras vão ocupar 80% do teu tempo (livres incluídos:P ) Tgoe é a que te abre a porta dum mundo chamado arquitectura. Se tiveres mais dúvidas pergunta, aqui ou por MP se quiseres. Abraço
  2. Olá andre_ e bem vindo ao fórum. Eu estudo na FAUP. Naturalmente todos puxam a brasa à sua sardinha. Com certeza conheces, se não passas a conhecer, a história por trás do surgimento da faup segundo o modelo de ensino e princípios pedagógicos e de arquitectura que ainda hoje pratica. Foi o modelo criado por várias pessoas, notavelmente o arq. Fernando Távora, e que produziu e continua uma vaga de arquitectura de alta qualidade, corrente e de excepção, com pontos altos nos mais conhecidos Siza Vieira e Souto Moura. Muita coisa mudou lá desde que a escola começou a funcionar segundo esse método de ensino. Tudo evolui e hoje já não está tão fielmente agarrada a essa ideia por força da renovação de professores que, sendo quase todos arqutiectos ali formados trazem naturalmente novas influências das diversas experiências profissionais e não só que têm. Por isso o que te digo é, hoje na faup, ainda recebes em grande medida os ensinamentos daqueles que lá estão desde o início (com vários professores que desde há muito são o suporte pedagógico da escola, o arq Alves Costa, António Madureira, Francisco Barata, M.Fernandes de Sá, Pedro Ramalho, Sérgio Fernandez, Domingos Tavares, Jacinto Rodrigues) e que te ensinam segundo tudo isto que acabei de te descrever (que poderei explicar melhor, só não quero ser mais longo do que já estou a ser). Para além disso vais ter contacto com toda uma geração (ou várias) de arqutiectos mais novos dos quais vais receber novas influências, como o Nuno Lacerda Lopes, O João Pedro Serôdio, o João pedro xavier, o Carlos Prata, o Adalberto Dias, o Nuno Brandão Costa ou o Camilo Rebelo, entre outros. Para mim existem duas componentes pedagógicas teóricas e pedagógicas que procuro conhecer quando avalio uma escola: 1- O método de ensino geral que ela adopta (a esmagadora maioria das escolas em Portugal pura e simplesmente não adopta nenhum, vai com a maré, à vontade individual dos docentes que a compõem) 2- As pessoas que operam esse método. Por estes dois pontos te digo que voltasse atrás agora e soubesse o que já sei sobre o ensino da arquitectura em Portugal, escolhia outra vez a faup. Para mim é a melhor das escolas que já pude conhecer. Isto é discutível, muitos membros deste fórum contestarão; é a minha opinião (e tenho um conhecimento relativo, não profundo, por terceiros, do funcionamento da fautl, o que não quer dizer que a inclua nas críticas gerais que fiz acima). Em relação às tuas dúvidas, digamos mais burocráticas, a média não é exigida, muda todos os anos como tu saberás. Na faup este último ano não te sei precisar mas terá andado à volta de 18,1. Mas é variável, de qualquer maneira se concorreres com um mínimo de 18.5 não deverás ter problemas (e a frequência 18 é uma boa nota, era a minha média de frequência quando concorri, o exame vale 50% da nota não te esqueças, ou pelo menos era assim). História de arte não faz falta nenhuma na faculdade, o que tiveres a aprender podes aprender lá (ou melhor ainda fora das aulas, em casa, a ler). Eu escolhi matemática, dá-ta mais opções de concurso e sempre te faz puxar mais pela cabeça . Mas também não é nenhum drama. Em relação a geometria, não te posso comparar, não sei como funciona na fautl, mas na faup é um disciplina completamente secundária. Tem-la no primeiro ano, mas aí há 3 disciplinas principais: Projecto, desenho e TGOE (teoria geral da organização do espaço). As duas primeiras vão ocupar 80% do teu tempo (livres incluídos:P ) Tgoe é a que te abre a porta dum mundo chamado arquitectura. Se tiveres mais dúvidas pergunta, aqui ou por MP se quiseres. Abraço
  3. tas lá? os DT vêm ao coliseu?? Quando? Bem Vindo Dream theatre
  4. Aqui não concordo. O cinema, tal como a arquitectura, é o que os criadores fazem dele. Aprecio por motivos diferentes a cãmara móvel do Godard, do Hitchcock, do Antonioni e do DePalma da mesma forma que aprecio o enquadramento completamente pensado em pormenor do Oliveira, do Kubrick ou do Greenaway (sem significar isto q é estático, embora no Oliveira o seja em 99% das vezes). É uma postura, a avaliação vem de como o resultado vem em função disto. O Oliveira assume a postura dramática perante os filmes, e é coerente com isso. Nem sempre corre bem, mas isso com qualquer artista sucede (estou-me a lembrar de dois projectos para mim falhados dele, "La lettre" e "o princípio da incerteza" ), mas quando corre bem, é notável. ainda não pude ver. recomendas?
  5. lembro-me de ver o Roger Waters num documentário "making of" do Dark side. Ele falava do "Us and Them" e dizia que a música era sobre deixar espaço. colocar sons para balizar espaços vazios, silêncios relativos. Para mim o cinema do Oliveira (este último Oliveira, dos últimos 10 ou 15 anos) representa mais ou menos isso. Colocar serenamente a câmara de tal modo que tenhamos um ponto de vista reflexivo. Somos nós que fazemos o filme, muitas vezes até somos nós que fazemos a história. E é isso que é bonito. Claro que é preciso querer ver um filme dele, não se pode sentar ao domingo à tarde na TVI e esperar que comece a dar e olha, calhou que é oliveira, vou ver. mas isso acontece com as obras de muitos dos melhores, estou-me a lembrar do Tarkovsky (que tem outro relevo indiscutível na história do cinema) ou do Godard. O Malkovich (que coloca o Oliveira entre os seus realizadores favoritos, e fez já 3 filmes com ele) fala precisamente disso. Diz qualquer coisa como "dois personagens despedem-se em frente a um portão e vão um para um carro outro para casa. Qualquer realizador corta no momento da despedida. O oliveira deixa-me vê-los ir. E é aí que o filme faz sentido para mim" . Evidentemente uns dirão "grande seca", outros apreciam. É como tudo. A qualidade do som, nos últimos 10 anos não é nada má, pelo contrário, os valores de produção do cinema nacional (oliveira incluido) têm dado saltos de gigante.
  6. data prevista para o fim das obras no museu é Dezembro 2008, quando inaugura de facto, não sei
  7. 1 de abril , digo eu:P
  8. este pensamento foi pROferido por alguém cujo nome se terá já perdido nos tempos. Faz parte da sabedoria budista (zen creio), que convida a uma partilha de conhecimento baseada na harmonia, e no respeito por todos os seres vivos. Muito bonito, se eu me aplicasse em estudar a fundo e viver segundo alguma filosofia (nem lhe vou chamar religião), com certeza era o budismo que eu escolhia. Contudo este post de budista tem pouco . Guy Arnaud, eu estou curioso por conhecer melhor o projecto que desenvolveste, e já percebi pelas tuas intervenções que também estás com vontade de o mostrar, o que eu acho fantástico. Tens meios de mostrar agora aqui por imagens ou outra informação em que consiste o teu projecto. Já pude ler as sinopses, mas ainda não pude ver o projecto e gostava. Gostava que explicasses como funciona estruturalmente a casa, por exemplo não percebi se a estrutura é também ela constituída por qualquer derivado desse betão leve ou se por outro lado mantém o betão armado com ferro "normal" (se é porticada ou se a alvenaria desses blocos podem servir como parede resistente até determinado ponto). Gostava de saber se pensaste pormenorização e opções de vãos, Em termos de arquitectura é possível utilizar o sistema e manter uma linguagem independente dele, ou se por outro lado isso não é possível, o que até pode ser bom (estou-me a lembrar por exemplo da arquitectura em adobe, que obriga acabamentos e opções de linguagem específicos, etc..) Também gostava de saber que trabalhos de que investigadores da área procuraste, porque naturalmente não terás começado do zero. E já agora conhecer mesmo o projecto, porque para dizer a verdade, estas explicações: ou não me fascinaram especialmente. Mas falar sem ver é como olhar po dedo enquanto o outro aponta pa lua. Bem vindo ao fórum, vai dizendo coisas.
  9. Saíu hoje no JN: http://jn.sapo.pt/2007/03/31/cultura/oliveira_filma_aos_anos.html Impressionante, pela simples relação idade/ritmo de trabalho. Para além disso; serenamente impressionante o cinema deste mestre. Já por várias vezes se assistiu a este realizador a chegar a Cannes ou a Veneza com o melhor filme do certame. Já ganhou vários prémios, mas consagração, só mesmo o leão de ouro pela carreira em Veneza, 1985 (na altura tinha já 72 anos, tava a ficar velhote, premiaram-no como presente de despedida. 22 anos depois ainda filma. ). Admiro muito o seu trabalho, pena que seja, como diz o Bénard da Costa, "mais reconhecido que conhecido", sobretudo em Portugal. Contudo, nunca é tarde para apreciar. Uma selecção/recomendação pessoal minha: "Douro, Faina Fluvial" http://www.imdb.com/title/tt0021810/ "aniki-bobó"http://www.imdb.com/title/tt0034461/ "Viagem ao princípio do mundo"http://www.imdb.com/title/tt0120443/ "porto da minha infância"http://www.imdb.com/title/tt0296809/ "je rentre a la maison"http://www.imdb.com/title/tt0283422/ "filme falado"http://www.imdb.com/title/tt0364093/
  10. Saíu hoje no JN: http://jn.sapo.pt/2007/03/31/cultura/oliveira_filma_aos_anos.html Impressionante, pela simples relação idade/ritmo de trabalho. Para além serenamente impressionante o cinema deste mestre. Já por várias vezes se assistiu a este realizador a chegar a Cannes ou a Veneza com o melhor filme do certame. Já ganhou vários prémios, mas consagração, só mesmo o leão de ouro pela carreira em Veneza, 1985 (na altura tinha já 72 anos, tava a ficar velhote, premiaram-no como presente de despedida. 22 anos depois ainda filma. ). Admiro muito o seu trabalho, pena que seja, como diz o Bénard da Costa, "mais reconhecido que conhecido", sobretudo em Portugal. Contudo, nunca é tarde para apreciar. Uma selecção/recomendação pessoal minha: "Douro, Faina Fluvial" http://www.imdb.com/title/tt0021810/ "aniki-bobó"http://www.imdb.com/title/tt0034461/ "Viagem ao princípio do mundo"http://www.imdb.com/title/tt0120443/ "porto da minha infância"http://www.imdb.com/title/tt0296809/ "je rentre a la maison"http://www.imdb.com/title/tt0283422/ "filme falado"http://www.imdb.com/title/tt0364093/
  11. estamos a falar mais ou menos de que área de trabalho? e já agora de que montante?
  12. eu também acho que o Benfica tem sido mais consistente nos últimos jogos, o porto foi-o no início do ano, por isso o momento é mais favorável ao benfica. mas não te esqueças que quem está em primeiro é o porto. Se é por agora ou se vai lá ficar, isso depois vê-se, mas à frente ele ainda está quem tem de chegar lá se quer é o benfica (tou a picar, mas isto na desportiva )
  13. não, mondrian, não és a única Mas vai ser um jogo quente (espero que só pelos melhores motivos). espero que o Porto ganhe. O Benfica anda a jogar bem, mas realmente acho que o porto tem a melhor equipa do campeonato (mais do que achava aliás o ano passado, quando o porto acabou por vencer). Mas evidentemente, no final quem tem mais pontos ganha, por isso, no campo é que se vê quem vem a merecer.
  14. Achei interessante esta obra. Aparentada com a capela do Zumthor, contudo um bonito objecto. Encontrei-a numa Detail de 2006 (não exactamente qual, tratava penso que Light and Interior) pelo que se alguém estiver interessado em desenhos de pormenor pode procurar por aí. informação retirada de: http://designfinland.blogs.com/designfinland/2006/04/st_henrys_ecume.html http://www.archmuseum.org/galeri_resimler.asp?sayfa=1&id=16&exid=6 http://www.rockwool.dk/sw71340.asp http://www.kolumbus.fi/sanaksenaho/ecumenical-art-chapel.htm site oficial do escritório (obras interessantes mas muito pobre em termos de informação o sítio) : http://www.kolumbus.fi/sanaksenaho/
  15. Mas eu acho que o filme tem precisamente a ver com isto. O facto de o "brad pitt" não querer dizer nada ao japonês não quer dizer que a comunicação entre eles não exista. Conheces porque viste em que medida a história japonesa liga com as outras. Claramente é o ponto mais fraco da estrutura narrativa do filme, mas o filme fala de incomunicação, no sentido global e contemporâneo do termo. É uma reflexão sobre os nossos tempos, As relações pessoais directas existem (e são explicitadas também no filme) mas existe cada vez mais um encadeamento global dos fenómenos. É nesse sentido que eu encaro o filme, que já agora aprecio imenso. ( http://www.arquitectura.pt/forum/f16/ultimo-filme-vi-3690/index5.html#post24213 ), como já referi. Dizer "o mais bizarro" de um filme do Lynch é prometer muito Também tenho expectactivas altas em relação a este filme. Mas já agora, parece que vai estrear em Maio (em Espanha, em Portugal não sei quando chega), o novo filme do basco Julio Medem, "Caótica Ana". Para mim este senhor é dos maiores (e incrivelmente não suficientemente divulgados) realizadores da actualidade, e este filme deverá surgir como algum tipo de seguimento do seu trabalho em "los amantes del circulo polar" (1998) e "Lucia y el sexo" (2001). Para mim é a maior expectactiva cinematográfica dos próximos (largos) meses. Julio Medem http://www.imdb.com/name/nm0575523/ Caótica Ana (em pós-produção) http://www.imdb.com/title/tt0456340/
  16. primeiro, não se trata aqui de prestígio, trata-se de saber quem foi mais votado, apenas isso. São noções diferentes. que a memória dos portugueses é curta, eu concordo mas alargo, a memória das pessoas, todas, de todos os povos é em geral curta. Na Espanha não ganha o Franco não porque eles tenham memória maior que a nossa mas porque conseguiram um milagre económico que os põe hoje em lugar de ponta em muitos aspectos e que lhes tira a saudade toda do passado. Isso é a diferença, não a memória das pessoas. Na Alemanha também não ganharia provavelmente o Hitler (aliás não ganhou) provavelmente neste caso pela memória, já que o hitler a deixou bem vincada, e colectiva de alemães e de todo o mundo.
  17. Eu já uma vez por aqui tinha referido, mas volto a dizer que para mim esse "título" de maior (que é sempre completamente relativo, nunca é demais realçar) caberia ao inf. D.Henrique. Tudo porque (não sozinho como é óbvio) inventou basicamente a noção moderna de globalização. Acredito sinceramente que a situação globalizante que vivemos hoje (para o bem e para o mal) é ainda o desenvolvimento de um conceito que se iniciou com ele. O próprio início da exploração espacial não representa para mim, como várias (e inteligentes) pessoas acham o início de uma nova era, mas antes uma progressão tecnológica notável que para já peklo menos ainda não mudou significamente nada no pensamento/sociedade cá no planeta mãe. Por isso, para mim o inf.D.Henrique merece o reconhecimento porque (re)inventou o que é ser português (e ainda ninguém substitui a definição que ele arranjou, pelo menos por uma melhor) e para ele o português era um ser global. Para além disso, o que ele forjou é muito maior que o país que o viu nascer, iniciou algo que pela primeira vez na história do mundo teve um impacto verdadeiramente global (sendo uma obra humana). O paradoxo de que falas, Deisler, eu concordo que ele exista, e sinceramente não me importa: acho que o paradoxo é o motor de muita coisa (um do "top 10, o Pessoa estava recheado de paradoxo na maioria do que pensava e do que escrevia). A análise que eu retiro do resultado igual do melhor e do pior de sempre é de extremismo. A pouca consciência crítica de "vamos ver como é". O pessoal encara estas coisas como um clube de futebol: ou és adepto ou não. O porto é o melhor e o benfica é o pior, ou o contrário (não quero menosprezar os outros clubes, é só um exemplo )
  18. Eu acho que se os portugueses fazem muitas coisas sem pensar, e fazem, a toda a hora, este não é o momento para se achar isso. O facto de ter ganho uma figura como o Salazar deve ser levado a sério, primeiro porque a amostra não foi tão pequena como isso (pelos vistos cerca de 160 mil pessoas, ou seja, 1.6% da população, embora houvesse estratagemas rebuscados para pdoer votar várias vezes). De qualquer maneira, eu assisti à pate final deste programa e concordei no momento com a análise de um dos que estavam lá precisamente para comentar, o Fernando Dacosta. Segundo ele, o voto no Salazar, mais do que um reconhecimento real dos seus eventuais méritos, é uma desaprovação do que aconteceu após ele morrer, ou após o 25 abril uns anos mais tarde. É a anotação do falhanço dos últimos 33 anos da gestão portuguesa. Ou seja, em 25 abril 74 sem dúvida alguma a revolução tinha a esmagadora maioria da população. Insuflaram a esperança das pessoas, mas algures no caminho alguém rebentou o balão. Isto não é um voto de crédito na figura eleita, é um voto de descrédito nos ainda vivos que fizeram a m**** que todos sabemos. Para além disso, vale o que vale, é só um passatempo de televisão, é interessante, mas não muda nada. contudo, é a minha visão do caso
  19. obrigado pelo elogio Essas fotos foram tiradas com uma Canon A90. Depois, em Roma, gamaram-ma na véspera de me vir embora Entretanto juntei uns cobres e agora uso uma Canon A630, que é basicamente uma actualização da que me gamarami (já tava habituado, conhecia a máquina, sei tirar partido dela). Os textos são só divagações. Isto é como a arquitectura. A foto tem de aguentar sozinha sem memória descritiva ;)
  20. Proponho aqui uma sequência de fotos que tirei já há alguns meses na fantástica Nápoles, cidade mediterrânica 200 km a Sul de Roma. Foi uma passagem curta mas intensa, da qual retirei bastantes fotografias, e escolhi estas para mostrar. junto a cada uma vem o texto que inclui com a foto no meu espaço do deviantart, daí o inglês. Resumindo, é uma tentativa de por 6 momentos seleccionados entre muitos que capturei dar alguma coisa a entender da vida desta cidade fascinante. Cartier Bresson is a genious, to my understanding, and to the millions of photography lovers worldwide. That is, i suppose, because he is capable of the most impressive photographic quality (to my point of view), which is capturing a moment. Well, obviously every regular photograph is bound to a specific moment, but Bresson's moment appears always as essential and capable of showing you the entire history of that specific place. I could never match myself to Bresson, but i would lie if wouldn't say that he is my major reference. After more than 2 years of absence (life spins a lot) i came back to give you this time just glimpses of "moments" i got in Napoli, in past November 2006. What i was aiming was to capture bits of life, bits of Napoli. In this, as in the following pictures, i freely worked color, maybe lying a little bit in order to achieve what i remember when i went out of Napoli. Hope you'll enjoy, i'll try to keep up with my work here. Another scene from Napoli, the market on a saturday morning. The seafood is very alive in my mind. This is something i found i brought from Napoli after i left it (i'm half quoting Lobo Antunes in his "things i found i brought from Rome after i left it" chronicles) Still another market scene. This is it. Mediterranean very live city, we get red, never vivid red, but intense red, we get life if we breathe deep, this is napoli. The red i was talking about was this red. Something always seems to boil behind the usually degraded façades of these napolitan buildings. Chills me, walking in the middle of this somehow monumental and cozy buildings gives you a feeling not of visiting history, but living it. The balconies with clothes drying in open space is another memory. Mediterranean people give great use to the balcony and to exterior spaces in their living buildings. The yellow, this yellow i show, is another memory i got. I will get back, i know it. Noone ever leaves a city like Naples with the feeling that it is the last time... if you feel that, i suppose you'll turn back and die there. I left naples that day by train, late at night, to Rome, and i really felt i was watching a beautiful girl, pure and perverse as every girl is, but always captivating, always joyful, always alive. This one is in black and white. This is what i left behind when i got to the train. (coloquei este na secção arte não porque realmente ache que o que apresentei pode ser considerado arte, mas porque era o mais adequado, ou o menos desadequado para este tipo de material)
  21. Descobri isto a divagar pelo mundo dos blogues. Gostei muito da analogia. Cá vai então: retirado de: http://olhar.wordpress.com/2007/03/24/dr-gregory-house-ou-um-medico-portugues-de-nome-gregorio-casa/
  22. Complexidade (à primeira vista) e contradição (muita e toda no mau sentido). Foi este título do Venturi que, pelos piores motivos lembrei ao acompanhar o desenrolar deste post. Do princípio. Um membro do fórum mostra um projecto. Tudo muito bem, o que mais procuro neste fórum é projectos/ideias que ainda não conheça como era o caso, ainda para mais quando o autor é membro activo disponível para esclarecer dúvidas, como também era o caso. Li o texto, tem muita coisa com que não concordo, é, talvez, o típico texto da publicação arquitectónica contemporânea portuguesa (e internacional em certa medida), com um certo radicalismo revolucionário não diria gratuito, mas talvez superficial. Mas tudo bem. Gosto de conhecer opiniões. Analiso o projecto. Tal como o asimplemind, "tenho dificuldade em entender como é que um texto indicia determinadas atitudes e posteriormente a formalização do discurso não se apresenta segundo os mesmo padrões". Mas já lá vamos. Há quem discorde e pede-se a opinião do autor. E daí em diante, assisti a um divagar completamente inconsequente por ideias, conceitos, puras opiniões, que valem o que vale a opinião de cada um sem mais suporte experimental, teórico, prático, o que se quiser pôr aqui. Tudo para justificar as opções de um projecto que, com as suas qualidades e defeitos (e eu acho que tem aspectos interessantes) não consegue sozinho suportar-se na relação com as ideias (tão revolucionárias!) que supostamente defende. Vamos lá a ver; são chamados à conversa: a aventura marítima portuguesa (o empório vs império, ainda tou a ver o que se retira daqui para o projecto), os buracos na ip5, o facto de sermos todos (portugueses) tão incivilizados, brutos, atrasados (etc. com más características), o facto de o siza projectar tudo em branco (?) e de ele e o souto moura serem os únicos que têm atenção ("argumento" repetido ad libitum), a rivalidade Porto-resto do país (parece que o porto é o mau da história)... talvez mais algum, não me apetece contar. Depois, devido ao facto de o autor estar evidentemente muitos degraus acima, porque trabalha cá e lá, já viu mundo, tem escritório em Lisboa e Barcelona e até escreveu um post em Roma com teclado italiano e sistema operativo inglês, significa que aquilo que nos é apresentado (um projecto/ideia) terá, necessariamente, de ser a pedra filosofal que nos permitirá, pobres ignorantes de terceiro mundo, sair da lama em que nos encontramos enterrados até ao pescoço, que até sufoca. Isto foi um folhetim interminável, no qual quem, pá, porque talvez também tenha um cérebro, discorda desta opinião, é acusado de racismo, preconceito etc. e quem critica tudo de atávico e fechado neste país esquecido por Deus e pela união europeia termina a actuação com um brilhante "os que não partilham o meu ponto de vista e que vivem numa ilusão..." Fabuloso. Quem não está com o autor é um coitado, pobre iludido... muito democrática, esta escola de pensamento. Sendo eu do Porto, estudante da tal escola do Porto, referida por aqui acima algures também, até tenho medo agora de falar. Mas pronto vamos lá tentar dar uma opinião afastando a discussão anterior: O projecto é... um projecto. Pessoalmente, fora de qualquer enquadramento da discussão arquitectónica, até o acho feio. Mas pronto, são opções, haverá (e há) quem goste (e não, não é por não ser branco que o acho feio). Acho que falta elegância ao proporcionamento das consolas. Mas é um manifesto, não é por aí. Mas se calhar é pelo próprio tema. Casa portuguesa. Será que a casa portuguesa (genérica, se é que se pode falar disso, mas pronto não vou também por aí), é uma habitação unifamiliar com espaço exterior tão generoso que as crianças podem ter muitos metros quadrados de esconderijos e a D.Odete até pode ter flores para podar? Se calhar. No porto e em Lisboa o que está a dar é lotes de hab unifamiliar de centenas de m2 (not). Para mim, genericamente, a habitação portuguesa contemporânea é colectiva e deve ser trabalhada nesse sentido. Depois a questão da organização. É completamente revolucionário trabalhar o espaço doméstico por eliminação da circulação... sem dúvida... nunca ninguém fez isso. Eu posso dizer que já pude habitar durante um mês uma casa na ilha da Madeira (não é uma metrópole, é uma ilhazinha simpática), no monte das terças, concelho da Ponta do Sol (tem poucos habitantes, nem na Madeira é muito grande). Nessa casa não havia nem um único espaço de circulação. Era o que se pode chamar arquitectura popular madeirense, está catalogada a tipologia por quem já a estudou, foi uma das melhores experiências em termos de uso de espaço doméstico. O edifício tem cerca de 130 anos. Qual é a revolução de acabar com os espaços de circulação? é uma opção que está na mesa há séculos, e que foi repescada pelas pesquisas do Existenzminimum e da descoberta da arquitectura do Japão, etc etc. Dizer que isso é O português contemporâneo, com toda a pompa de quem descobriu a relatividade, é no mínimo ingénuo. É uma opção, nada mais Esta é a minha opinião; se me vão dar argumentos do quão retrógrado, fechado, retardado, fundamentalista, português eu sou, pah já os li mais vezes do que devia neste post. Conheço muito bem Barcelona, vou até lá para o mês que vem, adoro barcelona adoro a vida de barcelona e acho que se pode aprender muito em barcelona, e em todas as partes do mundo. Mas não sei como é que numa cidade onde o trendy, o underground e a experimentação (sob todas as formas possíveis) são o motor da sua rotina se pode aprender a achar que uma ideia, só por alguém achar, é a única possível. Mas talvez essa ideia tenha sido aprendida em Portugal, terra das misérias. A quem acha mesmo que a sua opinião vale mais que as outras, convido a (re)ler a frase que uso como assinatura, já aqui abaixo. (é grande o post, eu sei, e peço desculpa)
  23. lol - ICBAS, Instituto superior de ciências biomédicas abel salazar, junto ao hospital santo antónio, Porto. Recomendo a visita :)
  24. Bem, segundo o Loos, espaço de culto em arquitectura poder-se-ia incluir na facção (segundo ele) muito pequena da produção arquitectónica à qual se pode chamar arte... Ele dizia: "Só uma parte pequena da arquitectura pertence à arte: a pedra tumular e o memorial. O resto não porque cumpre requisitos funcionais." (trad. livre) Portanto, o que diria o Loos acerca da questão "espaço de culto". Talvez um espaço que não serve absolutamente para nada a não ser para se estar lá... e o resto é com cada um que lá está.
  25. A construção já começou, será o segundo maior museu (em área) de Portugal, a seguir ao de arte antiga de Lisboa. Projecto ganahdor do concurso internacional da dupla Tiago Pimentel/Camilo Rebelo. Na sequência do tópico que dediquei ao concurso para o museu de arte moderna de varsóvia ( http://www.arquitectura.pt/forum/showthread.php?t=5202 ), vou, na esteira do trabalho do jovem arq Camilo dedicar este ao concurso para o museu do Côa: 1º prémio (em construção) Arquitectos Pedro Tiago Lacerda Pimentel e Camilo Bastos Rebelo, PORTO http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_1/img/FOZ_COA_01.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_1/img/FOZ_COA_02.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_1/img/FOZ_COA_03.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_1/img/FOZ_COA_04.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_1/img/FOZ_COA_05.jpg 2º classificado ( CVDB Arquitectos, LISBOA Arquitecto Coordenador: Diogo Burnay) http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_2/img/CVDB-1.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_2/img/CVDB-2.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_2/img/CVDB-3.jpg 3º classificado (MW, Arquitectura e Design, Lda. AVEIRO) http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_3/img/n11_1.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_3/img/n11_1b.jpg http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/pt/Misc/Museum_Catalog/trabalhos_premiados/Classificado_3/img/n11_1c.jpg Restantes premiados em: Trabalhos premiados (por ordem classificativa) (toda a informação retirada deste link)
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