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Rui Resende

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Everything posted by Rui Resende

  1. Ia sugerir esse filme, comprei-o ontem na fnac também. Estou muito curioso para ver esse documentário, vou fazê-lo nos próximos dias. Já agora dessa série de documentários que a MIDAS FILMES editou em DVD recomendo também o "a dama de chandor" sobre a vida nos restos da Goa colonial portuguesa. Custa os mesmos 10 euros que o arquitecto e a cidade velha. não será com certeza tão direccionado a arquitectura mas vale mt a pena
  2. Obrigado, vai ser muito útil abraço
  3. desculpa lá asimplemind mas não consigo encontrar as plantas no link. Devo ser eu q não estou bem a ver onde elas estão. Serã que podias explicar melhor ou se tivesses as imagens a mão pôr aki? fikei curioso... Obrigado
  4. Eu também acho que a casa funciona bem em termos de organigrama. Talvez questionasse o afastamento da entrada pela garagem em relação ao da entrada "principal" mas é uma opção e não me incomoda pela opção em si. O que para mim podia estar melhor é o seguinte: interessa-me aquele espaço que consegues da tensão entre o volume da garagem e o volume das salas. Tem uma forma interessante e pode ser mesmo um excelente espaço de chegada (para quem vem da garagem). Se a entrada principal chegasse também aí podia ser muito melhorada, já que acaba por acontecer um pouco apertada pela necessidade de distribuir logo para os quartos e para a cozinha, faltava-lhe respirar. Ainda em relação a esse espaço exterior que referi, pergunto porque não ponderas relacionar as salas com ele, ainda que de forma menos directa do que a relacionas (naturalmente) com o pátio maior. Para além disto, gosto bastante da zona dos quartos, gosto da simplicidade do desenho e da solução para criação das zonas de armários e do encaixe da casa de banho mais perto da entrada. No entanto talvez akele corredor ganhasse com a criação de algum ritmo de janelas/aberturas. De repente lembrei-me do corredor amarelo da Casa Gilardi do Barragan (outro contexto mas a noção de criação de um ritmo pela relação com o exterior, o teu corredor já tem ritmo porque tem entradas para quartos a acontecer, mas a luz era um tema interessante sem que significasse uma perda de privacidade). Tal como o |||ARK||| gostava de ver algumas representações de volumes, uns eskissos ou 3d, era porreiro para perceber, mesmo a relação com a envolvente que foi o k senti mais falta de perceber. Mas gosto do trabalho, acho tranquilamente bem resolvido.
  5. Só uma observação. Estava a percorrer a lista dos ateliês e reparei que o Chile está incluido na secção América Central. O Chile pertence à América do Sul. Fica o reparo.
  6. primeiro nem sempre tem de haver cedências, segundo esse tipo de operações pode acontecer com condomínios fechados ou operações de loteamento convencionais. E o que os munícipios fazem ou não com o dinheiro que recebem seja de onde for em nada altera o que haja de mau ou bom em situações como os condomínios fechados. Essa é a realidade prática.
  7. para mim há uma palavra genérica que define este tipo de espaços, é a palavra Cidade. Discutir a apatia vivencial que existe hoje, como bem refere o Pedro, passa por não começar a por "aproveitamos esse conceito de condominio fechado para aproximar..." . Deve começar mais atrás e perceber qual será o melhor conceito, a melhor ideia, que devemos tentar procurar. Condomínio fechado, com ou sem piscina, é já uma resposta, a meu ver desastrosa. Se as pessoas o querem ou não, isso não é exactamente a discussão. Como diz o Ginsoakedboy, e eu concordo, deve haver uma atitude pedagógica quando se actua. Para mim, o conceito de cidade é quase oposto ao conceito de condomínio fechado. Acho que num extremo da balança temos a ideia de bairro da lata, a favela para os brasileiros, e do outro lado o de condomínio fechado. Um é extremo pela sua promiscuidade, o outro é extremo pelo seu autismo. Evidentemente a vida de quem está num CF tem com certeza um nível mais alto que a vida de quem está num bairro da lata. Mas do ponto de vista da cidade, é para mim tão prejudicial um como outro, já que ambos são espaços sem qualificação urbana, um onde as pessoas não penetram por temor/medo, outro onde não entram porque são impedidas. A bem do convívio, acredito na ideia de trazer as pessoas para a rua, ao invés de as remeter para ghettos, dourados ou não.
  8. A próxima edição do maior festival de cinema de animação do país, o Cinanima, decorre, como sempre, em vários pontos da cidade de Espinho (a saber: o centro multimeios, a junta de freguesia e a sala do casino). É um evento bastante reputado que consegue colocar em cartaz muito boas produções mesmo a nível internacional (já para não falar na oportunidade única de exibição para os animadores nacionais). Verifiquem o cartaz em CINANIMA 2007 - Filmes a concurso Este ano o festival decorre entre 5 e 11 de Novembro.
  9. “Ratatouille” (2006) Welles cozinhando! Isto é trabalho muito bom. A Pixar é, neste momento, uma aposta sólida, e tem mentes brilhantes que estão a percorrer novos caminhos em novas aventuras cinemáticas. Aqui está outra. O princípio aqui é um ser (rato) que é capaz de controlar outro ser (humano) e assim criar a sua arte (gastronomia). Isto é anunciado antes do princípio do filme pera curta “Lifted”, já a comentei e coloquei aí o meu ponto de vista deste assunto. A forma como a história se desenvolve é completamente Disney, algumas pessoas más, muitos seres fantásticos, alguns problemas pelo meio e um final feliz. Estamos acostumados a isso. O motivo pelo qua este é arrojado é por causa do movimento e colocação da câmara virtual. Está realmente bem feito. [...]
  10. “Lifted” (2006) Marionetas Vão ver esta curta no cinema mesmo antes do início de Ratatouille. E está muito bem colocada aí, já que adivinha muito do tema de Ratatouille. Um artista que manuseia um instrumento por forma a criar arte. Esta curta pode ser entendida como uma metáfora do trabalho de um criador. Realmente difícil de controlar, verifiquem o número de botões na mesa de comando da nave espacial. É difícil aprender a “arte”, e enquanto não se consegue fazê-lo, tudo o que se faça será uma desgraça. Mas se o fazemos bem, faremos maravilhas. Consegue-se controlar o mundo abaixo, criar e destruir, mover e controlar. [...]
  11. “Houve uma vez dois Verões” (2002) (Two summers) IMDb mundo auto-explicativo Interessa-me muito o trabalho de Jorge Furtado. Ele é uma das mais inteligentes mentes cinematográficas a trabalhar no mundo hoje. Ponto final. Ao mesmo tempo ele é provavelmente um dos mais, não subestimados, mas desconhecidos criadores. E há algo especialmente interessante sobre ele. Em 1989 ele realizou uma curta muito celebrada, “Ilha das Flores”. Esta funcionou como um verdadeiro manifesto para o seu cinema (e o de outros). São intenções concentradas. Adoro esses trabalhos, quando os realizadores indicam um caminho, para ser explorado por eles ou por outros (Hitchcock fê-lo com, na minha opinião, 3 projectos diferentes, Rope, Vertigo e North by Northwest). Furtado fê-lo com Ilha das Flores. E influenciou toda uma geração de realizadores de Porto Alegre, Brasil. Este pode não ser o ramo mais conhecido do cinema brasileiro actual (esse seria o que Salles conseguiu publicitar). Mas para mim merece muita atenção. [...] Houve uma vez dois Verões - 7Olhares
  12. “Majo no takkyûbin” (1989) (O serviço de entregas da Kiki) IMDb Myazaki procurando Miyazaki Há alguns poucos realizadores cujos filmes valem a pena ser vistos, independentemente do que esteja feito neles. Myazaki é um deles. Ele tem uma forma muito pessoal e forte e conduzir uma audiência e transportá-la para um mundo totalmente definido pelas regras que ele cria. E essas regras mudam de filme para filme, mas incluem sempre elementos irreais (muitas vezes surreais), incluídos em personagens estranhos e acções fisicamente impossíveis, pelo menos num mundo newtoniano. Isto é o que hoje é chamado “fantasia”. Esta fantasia tem muitas expressões possíveis, que se balanceiam mais ou menos entre dois pólos: o do “espectáculo” e o da “contenção”. Myazaki é sempre contido, e assim, emocionalmente intenso (apesar de muitas vezes produzir imagens espectaculares). Tendo dito isto, creio que este é um trabalho menor seu em termos de produto final, mas um muito interessante para analisar no contexto mais lato do seu trabalho. [...]
  13. exacto, basta pensar por exemplo no tijolo cerâmico industrial vs tijolo de adobe. A matéria prima é rigorosamente a mesma, se o tijolo de adobe for bem executado consegue substituir completamente o outro, com melhores resultados térmicos e não polui praticamente nada. FJG, bem vindo.
  14. ainda não tinha visto o programa da concreta. Obrigado ricardo.
  15. o campo baeza vai estar no porto? quando e onde? alguém sabe?
  16. creio q o comboio funciona Porto-Vigo e Vigo-Compostela. a CP n pode ter nada deste ultimo trajecto porque isso é completamente espanhol, deve ser da Renfe. Como alternativa existe autocarro directo Porto-Compostela, q dura provavelmente o mesmo tempo q o comboio (ou menos já que n faz transbordos), é mais barato mas é um autocarro, é sempre mais desconfortável a viagem (para mim pelo menos). Os autocarros são, creio, da Renex (pt) e da Alsa (es). Preços e horários e frequência não sei dizer, mas vou tentar investigar isso em breve. abraço
  17. por acaso está bem interessante o cartaz. Vou ponderar ir. A viagem para quem é do norte acaba por ficar mais barata, pode-se ir de comboio.. Koolhaas devias ponderar apanhar o comboio até ao porto e daí para santiago. n sei se te fica mais barato ou n q o voo, mas n te custa verificar.
  18. Vampir0 é uma muito boa observação essa. Realmente nunca tinha pensado com essa perspectiva, mas é verdade o que dizes. O alçado denuncia um tipo de iluminação que depois é controlado pelos elementos do interior. A fachada anuncia isso porque consegues ver à transparência as lajes e algumas escadas. Mas é uma boa maneira de juntar um elemento como fachada envidraçada com um espaço mais misterioso.
  19. As opiniões, justificadas ou não, valem sempre o que valem; caídas do nada, valem ainda menos. Tudo bem, achas "feio", essa opinião é imbatível uma vez que não há nenhum ponto em que possa discordar de ti, já que também não há nenhum ponto de todo... Mas já agora, porque a imagem talvez ainda valha mil palavras (palavreado ) fica aqui aberta a mais "opiniões" : ...para quem não conhece o edifício em questão
  20. eu gosto bastante do edifício. Os interiores são do mais interessante que podemos encontrar na arquitectura desta época, não é demasiado racionalizado como as "caixas" aborrecidas que muitas vezes o modernismo produziu mas tudo faz sentido, e feito com bom gosto. Por fora também me agrada imenso a forma como aquele gaveto está feito na relação com a praça.Acho que assume o que deve assumir da importância do edifício no conjunto, mas feito de forma subtil, apesar da escala do edifício em relação aos que o rodeiam...
  21. Praça Batalha, olhar de voyeur:
  22. Um conjunto de fotos que tirei já há alguns meses. Algumas são do interior do cinema Batalha, outras da praça da Batalha, Porto, vista de cima do cinema. Coloquei-as no deviantart, mas como o tema é tão arquitectónico, quis partilhá-las aqui. espero que gostem: Interiores
  23. “Chaplin” (1992) http-~~-//img408.imageshack.us/img408/5816/chaplinver1ti4.jpg IMDb Mais cinema, menos informações… As curiosidades do IMDb relativas a Attenborough diz em relação ao seu pensamento cinematográfico: “As filosofias incluem acreditar no conteúdo em detrimento do estilo e na sinceridade mais do que na inteligência.” Por vezes estes aspectos resultam nos seus filmes, mas o facto é que, na arte, a sinceridade é quase sempre obtida por meio da inteligência e a honestidade tem pouco que ver com a verdade. Chaplin sabia-o e por isso nenhum dos seus filmes são “verdadeiros” no sentido estrito da palavra, mas todos são, acima de tudo, honestos. Por isto não gostei deste filme: porque falhou em chegar ao “conteúdo” do trabalho de Chaplin. Attenborough é, apesar de tudo, muito competente, assim como o seu trabalho de câmara, muitas vezes bastante interessante (apesar de, neste tema, assim como na edição, ser melhor ver A bridge too far) e esse aspecto torna parcialmente interessante o tempo gasto. “-o que fazemos? - Sorrimos” Para mim, Chaplin é um dos sinónimos de emoção em cinema. [...] 7 Olhares - Chaplin
  24. Eu concordo também que é uma questão de sensibilidade, partilhamos essa opinião. Era o que eu queria dizer, é válida uma abordagem e outra e o resultado final não será positivo ou negativo em função da abordagem que se escolheu mas sim em função da sensibilidade (e inteligência) de quem a adopta. Eu também não diria que são obras do mesmo autor se não o soubesse embora isso não seja necessariamente uma coisa má para mim. Encaro perfeitamente a postura de um arquitecto cujas tendências ou vá lá o "estilo" (não gosto da palavra) não se reflictam tão claramente nos projectos que faz (arquitectura de autor vs arquitectura "sem adjectivos"). O primeiro caso, que é o pior resolvido peca a meu ver, não tanto por uma questão de erro de leitura da preexistência mas mais por erro de concretização do anexo. Há ali elementos que são mal controlados, talvez por impedimentos técnicos, talvez por mau desenho (estou a falar da espessura das lajes em topo, da visibilidade da camarinha...) De qualquer maneira está ali um pátio inglês que obriga ali a diminuir um pouco a preexistência. Não sei se esse trabalhar de cotas já existia ou foi opção da intervenção, falta esse dado. O segundo também concordo que aparentemente parece uma solução simultaneamente discreta e que funciona. Mas eu coloquei os projectos só por exemplos de outras coisas, o tópico é sobre um projecto específico que vale a pena ser comentado, lamento ter-me afastado da questão.
  25. Eu penso que o tipo de abordagem relativamente à recuperação terá necessariamente que ver com o a dimensão e o programa que se pretende e nesse sentido concordo com o Dreamer. Eu gostei deste projecto do arq. Fernando Gabriel, o que não quer dizer que o mesmo não pudesse ter sido realizado numa lógica de identificação de elementos acrescentados. Agora, a partir do momento em que o acrescento é mais que um espaço coberto exterior, e obriga a um aumento volumétrico significativo então o tipo de presença do conjunto final será necessariamente bastante diferente do que havia antes. Há que perceber, para mim, até onde pode ir a intervenção utilizando estritamente os elementos e linguagens da preexistência. E sinceramente, na minha opinião esse limite não é muito alargado, pelo menos sem se cair numa sensação de falsidade e mesmo algum kitsch (o que não é de todo o caso desta intervenção que como disse, me agrada). O caso do projecto do arq Brandão passa precisamente por redefinir a imagem do edifício, também não gosto especialmente do resultado final, mas a atitude é necessária. Um exemplo semelhante é o do projecto colocado recentemente aqui no fórum (Casa em S.Paio de Gramaços) , embora com uma formalização bastante distinta. Exemplos (casuais, lembrei-me destes não porque sejam os melhores mas porque não me parecem mal) de atitudes distintas a este projecto de acrescento de um alpendre embora também com escalas de intervenção reduzidas: (Casa Neiva de Oliveira, Vila do Conde, 2000.) (Capela do CREU-IL, Porto, 2000) Ambos os projectos são da autoria do arq. Nuno Valentim Lopes. Lamento não consegui ter mais fotos. Se no primeiro caso elas são dispensáveis para o que quis demonstrar, no segundo nem por isso. Mas paciência.
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